Deseos de sierra II

O desejo de Javier tinha virado uma febre que não deixava ele dormir. Toda noite, quando Ramiro saía pro turno da noite na fábrica, a casa ficava envolta num silêncio pesado. Karina se mexia pela cozinha com aquela naturalidade dela: se inclinava pra varrer debaixo da mesa, e o pano da saia grudava nas cadeiras largas; prendia o cabelo com um movimento lento, deixando à mostra o pescoço moreno e a curva suave da nuca; ou sentava pra costurar na luz do abajur, e o decote da blusa velha deixava ver o começo dos peitos cheios, que subiam e desciam a cada respiração calma.

Javier observava ela da porta do quarto, fingindo ler um jornal velho, mas os olhos dele percorriam cada detalhe: o jeito que as coxas se apertavam quando cruzava as pernas, o brilho do suor na clavícula depois de lavar a louça, o modo como os lábios ficavam molhados quando ela mordia o de baixo pensando em alguma coisa. O roçar acidental das mãos ao passar um prato, o cheiro de sabão e da pele quentinha quando passava perto... tudo alimentava uma tempestade interna que envergonhava e excitava ele ao mesmo tempo.

Não dava mais pra continuar assim. Sabia que, se Ramiro ficasse mais tempo, o controle ia escapar. Uma tarde, depois do turno, Javier sentou com o pai no quintal, enquanto o sol caía e o barulho dos caminhões distantes enchia o ar.

— Pai... tô pensando — começou Javier, com a voz baixa mas firme —. José me disse que lá em Monterrey tem trampo pra você também. Na mesma construtora que ele tá. Pagam melhor, tem hora extra, e até benefício. Seria bom você ir. Dava pra juntar grana mais rápido, trazer a mãe depois, e nós... a gente se vira aqui um tempo, eu ia mas tô indo bem na montadora e tem chance de crescer.

Ramiro olhou pra ele, surpreso. Tossiu um pouco, como sempre, e coçou a barba rala.

— E deixar sua mãe sozinha com você, meu filho? Sei não...

— Não Ficaria sozinha, pai. Eu fico aqui o dia inteiro quando não tô trabalhando. Cuido dela, ajudo com a casa. Você sabe que na serra ela sempre foi forte, mas aqui a cidade é diferente. Além disso, José me disse que o capataz já perguntou por gente experiente igual você. Se for agora, em algumas semanas já tá ganhando o dobro. Pensa na casa que a gente podia comprar pra eles depois, em não ter que se preocupar com nada.

Ramiro ficou calado por um tempo, olhando pro chão de cimento rachado. Javier sentiu o coração acelerar nas têmporas, mas manteve a cara séria, como se só falasse de futuro e família.

— Talvez você tenha razão — disse Ramiro por fim. — Já tô velho pra esses turnos da noite. As costas doem o dia inteiro. E se o José me receber... sim, eu podia ir. Mas me promete que vai cuidar bem da sua mãe, Javier. É a única coisa que eu tenho.

— Prometo, pai. Pela minha vida.

Duas semanas depois, Ramiro partiu no ônibus noturno pra Monterrey. Karina se despediu dele no terminal com lágrimas, abraçando ele forte, e deu uma sacola com tortilhas, feijão e uma foto dos quatro quando eram pequenos. Javier ficou do lado, com o braço em volta dos ombros da mãe, sentindo o calor do corpo dela contra o dele, o roçar do peito dela quando respirava fundo.Deseos de sierra IIQuando voltaram pra casa, o silêncio era diferente. Mais íntimo. Karina sentou na mesa da cozinha, com as mãos no colo, olhando pra cadeira vazia do Ramiro.

— Ele foi embora por nossa causa, meu filho — murmurou. — Graças a você e ao José.

Javier se aproximou, ajoelhou na frente dela e pegou as mãos dela. Estavam calejadas, mas quentes.

— Não chora, mãe. Agora nós dois estamos aqui. Vou cuidar de você como deve ser.

Karina levantou o olhar. Os olhos escuros dela se encontraram com os dele, e por um segundo algo mudou: uma faísca de compreensão, ou talvez de medo, ou de algo mais profundo que nenhum dos dois quis nomear.

Javier sentiu o calor subir pelo pescoço. Levantou devagar, roçando de leve o joelho dela com o dele, e foi fazer café.

Naquela noite, quando Karina foi trocar de roupa pra dormir, Javier viu ela do corredor: ela tirou a blusa com movimentos lentos, ficando só num sutiã simples que mal segurava os peitos generosos dela. A luz fraca desenhava a silhueta dela: cintura marcada pelos anos, quadril largo que pedia pra ser tocado, pele morena que parecia brilhar. Ela vestiu uma camisola velha, fina, que grudava no corpo úmido pelo calor da noite.

Javier entrou no quarto que agora dividiam como mãe e filho, mas que já não parecia mais assim. Deitou no lado dele da cama, a uma distância prudente, mas o colchão era pequeno e os corpos deles se roçavam inevitavelmente quando se mexiam.relato—Boa noite, meu filho —sussurrou Karina, apagando a luz.
—Boa noite, mãe.

No escuro, Javier ouvia a respiração dela, sentia o calor que irradiava da pele, sentia o cheiro dela misturado com o sabonete barato. O desejo batia forte nele, em ondas, duro e insistente. Fechou os olhos, apertando os punhos, mas sabia que a tentação já não tinha freio. A casa estava vazia de Ramiro, e o caminho que se abria na frente era um do qual não havia volta fácil.

Karina acordou naquela manhã com um peso no peito que não passava com o café forte que preparava no fogão. O sol de San Luis entrava pela janela da cozinha, iluminando a poeira no ar, mas não clareava nada na mente dela. Olhou para as mãos enquanto moía o milho para as tortilhas: ásperas, marcadas por anos de trabalho na serra, de cuidar de Ramiro e dos filhos. "O que eu tô fazendo?", perguntou-se em silêncio, sentindo um nó na garganta. Javier ainda dormia no quarto, a respiração profunda e ritmada chegando até ela como um lembrete constante.maeO conflito a consumia por dentro. De um lado, estava o desejo que brotou como uma planta daninha em terra seca: inesperado, forte, impossível de ignorar. Javier a fazia sentir viva de novo. Os toques casuais dele — um roçar no braço ao passar o prato, uma mão na cintura pra tirá-la do fogo — acendiam um fogo que ela achava que tinha apagado. Aos trinta e poucos, o corpo dela respondia com uma urgência que a envergonhava: os peitos inchavam por baixo da blusa, sensíveis ao menor toque; um calor úmido se acumulava entre as coxas quando ela o via sem camisa depois de se lavar, a água escorrendo pelo peito definido, descendo pelo abdômen reto até a linha da cintura. "Ele é gostoso, forte", pensava, e logo se repreendia: "É teu filho, Karina. Teu sangue." Mas o corpo não ouvia razão; ela imaginava os lábios dele no pescoço, as mãos grandes apertando suas cadeiras largas, explorando a curva da bunda que ainda guardava aquela firmeza de jovem.

Por outro lado, a moralidade a esmagava como uma pedra no pilão. Ela tinha se casado com Ramiro aos treze, numa cerimônia simples na igreja de adobe do povoado. O padre tinha falado sobre pecado, lealdade, a família como algo sagrado. "Até que a morte nos separe", repetia na mente, sentindo as lágrimas arderem. Ramiro estava em Monterrey, se matando de trabalhar na construtora por eles, mandando dinheiro pra não faltar nada. Como ela podia traí-lo? Ele era o companheiro dela de toda a vida, o pai dos filhos, o homem que a tirou da pobreza total. Pensava em José, prosperando lá em cima, e em como a família tinha se espalhado por necessidade. "Se eu ceder, destruo tudo", dizia pra si mesma, imaginando o escândalo no povoado se descobrissem, os olhares dos vizinhos, a rejeição de Deus. Rezava à noite, ajoelhada na beira da cama, pedindo força, mas mesmo assim, com Javier dormindo a metros, a mente traía: "E se for só uma vez? E se ninguém Inteira?"

O tabu a aterrorizava. Na serra, as histórias de incesto eram sussurros sombrios, castigos divinos que traziam maldições pras famílias. "Sou a mãe dele", repetia pra si mesma, tocando a barriga onde o carregara. Mas o isolamento na casinha alugada amplificava tudo: não tinha vizinhos curiosos como na vila, só eles dois, dividindo refeições, risadas, silêncios carregados. Uma noite antes, ao se trocar, sentiu os olhos dele nela pela porta entreaberta: tirou a saia devagar, deixando a camisola cair sobre as coxas macias, e por um instante, curtiu a atenção.

"Será que eu tô louca? Ou é que nunca tive isso com o Ramiro?" O casamento tinha sido obrigação, não paixão; Ramiro tocava ela com pressa, sem explorar, sem fazer ela se sentir desejada. Já o Javier, ele olhava pra ela como se fosse uma mulher, não só uma esposa gasta.

O medo das consequências paralisava ela. O que ia acontecer se cedesse? E se uma noite, na cama compartilhada, os corpos deles se procurassem no escuro? Imaginava o prazer — os peitos dela pressionados contra o peito dele, as pernas dela enrolando ele, o ritmo urgente dos quadris — e depois o horror: gravidez, culpa eterna, a família destruída. "Não posso fazer isso com o Ramiro, com o José", soluçava em silêncio, tampando a boca pra não acordar o Javier. Mas o desejo voltava, insistente, como as chuvas na serra que inundam tudo. Vestia blusas mais largas, evitava esbarrar nele, mas sabia que era uma batalha perdida se não botasse distância.

Naquela tarde, enquanto o Javier tava no trabalho, a Karina sentou no pátio com o xale nos ombros, olhando o céu seco. "Deus, me dá força pra resistir", murmurou. Mas no fundo, uma voz traiçoeira sussurrava: "E se isso é o que eu mereço depois de tantos anos de sacrifício?" O conflito deixava ela exausta, dividida entre o dever e o desejo, entre a mãe e a mulher.

O Javier já não conseguia mais fingir que era só admiração de filho. O desejo tinha se instalado. nele como uma febre constante, pulsando em cada canto do corpo, especialmente nas noites quando a casa ficava em silêncio e só se ouvia a respiração da Karina do outro lado da cama.

De manhã, ao acordar, a primeira coisa que via era a silhueta dela debaixo do lençol leve: a curva do quadril, o arco suave das costas, o cabelo preto espalhado no travesseiro como um rio escuro. Ficava parado, respirando devagar, pra não acordar ela, mas os olhos percorriam cada detalhe. A camisola subia um pouco durante a noite, deixando à mostra a parte de trás das coxas, pele morena e macia que ele imaginava tocar com a ponta dos dedos, subir devagar até onde o tecido amassava contra a bunda redonda e firme dela. Sentia o pau endurecer contra o colchão, dolorido, insistente, e tinha que virar de costas pra não esbarrar nela sem querer.

Durante o dia, a tentação o perseguia em cada momento comum. Quando a Karina lavava a louça, inclinada sobre a pia, a blusa grudava nas costas por causa do suor e marcava o sutiã simples que mal segurava os peitos pesados dela. Javier passava atrás dela "pra ajudar", e o peito dele roçava as costas dela; naquele segundo de contato, sentia o calor da pele dela através do tecido fino, o leve tremor do corpo dela ao percebê-lo tão perto. "Desculpa, mãe", murmurava, mas não se afastava na hora. Ela se endireitava um pouco, com as bochechas vermelhas, e ele notava como os bicos dos peitos dela marcavam contra a blusa, duros, traiçoeiros.

De tarde, quando voltava do trabalho, encontrava ela estendendo roupa no quintal. Ficava na porta observando: o movimento do quadril dela ao se esticar pra pendurar uma camisa, o balanço suave dos peitos a cada gesto, o jeito que o vento colava a saia nas pernas dela, marcando as coxas grossas e a linha entre elas. Uma vez, ao se abaixar pra pegar um prendedor caído, a saia levantou o suficiente pra mostrar a beiça da calcinha branca dela, apertada na carne. Javier sentiu um choque na virilha tão forte que teve que se apoiar no batente da porta. "Quer ajuda, mãe?", perguntou com a voz rouca. Ela se virou, sorrindo inocente, mas ele já imaginava se ajoelhar atrás, deslizar as mãos pelas coxas dela pra cima, afastar o pano e enfiar a cara no calor molhado dela.incestoA noite era o pior. Deitavam-se na mesma cama porque não tinha outro lugar, e o colchão era apertado. Javier virava de lado, fingindo dormir, mas o corpo dele buscava o dela inconscientemente. Sentia o calor que irradiava da pele dela, o roçar do pé dela na panturrilha dele, o suspiro que escapava dos lábios dela quando se acomodava. Uma noite, Karina virou-se para ele enquanto dormia e o peito dela pressionou contra o braço dele. Javier abriu os olhos na escuridão, sentindo a maciez toda, o mamilo endurecido roçando a pele dele através da camisola. Não se mexeu. Ficou ali, prendendo a respiração, enquanto a ereção pulsava contra o estômago, dura como pedra. Queria virar-se, beijá-la, deslizar a mão por baixo do tecido e acariciar aquela buceta que tinha alimentado a infância dele, mas que agora o enlouquecia de desejo. Imaginava a boca dele no pescoço dela, descendo até lamber o vale entre os peitos dela, chupando até fazê-la gemer o nome dele — não como filho, mas como homem.Mae e filhoMas aí vinha o freio: a imagem do Ramiro trabalhando em Monterrey, a voz do José no telefone dizendo “cuida da mãe, mano”, a lembrança da Karina rezando baixinho antes de dormir. “É minha mãe”, repetia, apertando os punhos até as unhas doerem nas palmas. O remorso batia como um balde de água fria, mas não apagava o fogo; só fazia queimar mais devagar, mais fundo. Ele se masturbava em silêncio no banheiro, pensando nela: nas cadeiras largas se mexendo em cima dele, nas pernas envolvendo ele, na buceta quente apertando ele enquanto ela gemia baixinho. Gozava rápido, com culpa, limpando tudo com papel pra não deixar rastro.incesto entre mae e filhoCada dia a tentação crescia. Javier começava a arranjar desculpas pra tocar nela: massageava os ombros dela depois de lavar a louça, os dedos descendo um pouco mais pelas costas a cada vez; ajudava ela a pegar coisas altas, pressionando o corpo dele contra o dela por trás; passava a mão na cintura dela "pra guiar" quando andavam pelo corredor apertado. E Karina não se afastava sempre de imediato. Às vezes ficava parada, respirando mais rápido, e isso deixava ele ainda mais louco.

Uma noite, depois de um jantar silencioso, Javier se atreveu a falar baixinho enquanto lavavam a louça juntos:

— Mãe… você tá muito gostosa hoje.

Karina congelou por um segundo, com as mãos na água com sabão. Depois sorriu, nervosa.

— Ai, meu filho, não fala essas coisas.

Mas não deu bronca nele. E quando os dedos deles se roçaram ao passar um prato, nenhum dos dois se afastou rápido. O ar entre eles vibrava, carregado do que ainda não tinha sido dito.

Javier sabia que tava no limite. Mais um empurrão — um roçar prolongado, um olhar demorado demais, uma noite em que o calor fizesse eles dormirem mais perto — e a tentação venceria. E ele já não tinha tanta certeza se queria resistir.

A noite era daquelas quentes de San Luis, onde o ventilador de teto só mexia o ar pesado sem refrescar nada. Karina tinha se deitado cedo, exausta depois de um dia de limpeza e cozinha. Tava só com a camisola leve de algodão, fina e meio transparente por causa do suor, que grudava no corpo dela delineando cada curva: os peitos cheios subindo e descendo a cada respiração, os bicos escuros marcados contra o pano molhado, a cintura fina que se abria em quadris largos e coxas macias que se roçavam quando ela virava de lado.relatos de incestoJavier entrou no quarto em silêncio, apagando a luz do corredor. Tirou a camisa encharcada do serviço e ficou só de cueca, o pau já meio duro só pelo cheiro dela no ar — sabonete barato misturado com a pele quente dela e um leve cheiro de suor feminino que o deixava louco. Deitou-se ao lado dela, mais perto do que de costume naquela noite. O colchão afundou, e os corpos deles ficaram quase colados.

Karina não estava dormindo de verdade. Sentiu o calor dele na hora, o roçar da perna dele contra a dela. Ficou parada, fingindo que dormia, mas o coração batia tão forte que ela temia que ele ouvisse. Javier, com a respiração pesada, chegou mais perto. A mão dele, tremendo no começo, pousou na cintura dela por cima da camisola. Não se mexeu. Só ficou ali, sentindo a carne macia e quente por baixo do tecido fino.

— Mãe... — sussurrou Javier, a voz rouca, quase um gemido.

Karina abriu os olhos no escuro. Não se afastou. Em vez disso, a mão dela subiu instintivamente e cobriu a dele, como se quisesse parar... ou guiar. Ninguém disse mais nada. Javier deslizou a mão devagar para cima, pela curva da cintura dela, até roçar a borda de baixo do peito. Sentiu o mamilo endurecer na hora debaixo da palma quando cobriu ele com cuidado, apertando de leve. Karina soltou um suspiro entrecortado, metade gemido, metade sussurro de "não...".

Mas não parou ele.

Javier se encostou mais nas costas dela, a pica dura pressionando contra a bunda redonda dela através do pano. Mexeu os quadris instintivamente, esfregando-se nela num vai e vem lento.

Karina arqueou um pouco as costas, empurrando para trás sem querer — ou querendo —, e um gemido baixo escapou da garganta dela. A mão de Javier desceu de novo, dessa vez por baixo da camisola, subindo pela coxa de dentro até chegar na beirada da calcinha dela. Os dedos roçaram o pano molhado no meio, sentindo o calor e a umidade que tinha se acumulado ali.

— Tá molhadinha, mãe... —murmurou ele contra o pescoço dela, beijando-a ali pela primeira vez: lábios macios, língua traçando uma linha molhada até o lóbulo da orelha.Deseos de sierra IIKarina tremeu inteira. Fechou os olhos com força, lágrimas de conflito misturadas com prazer. "Meu Deus, me perdoa", pensou, mas o corpo traía: abriu um pouco mais as pernas, deixando os dedos de Javier deslizarem por baixo do elástico. Tocou os lábios inchados da buceta dela, escorregadios, e enfiou um dedo devagar entre eles, sentindo como ela se contraía ao redor. Karina mordeu o lábio inferior pra não gritar, mas um gemido abafado escapou mesmo assim.

Javier virou o corpo dela na direção dele com cuidado. Se olharam na penumbra: olhos escuros cheios de desejo e culpa. Ele baixou a cabeça e beijou a boca dela pela primeira vez — um beijo desajeitado no começo, mas que ficou faminto quando ela respondeu, abrindo os lábios, deixando a língua dele entrar. As mãos dele subiram pros peitos dela, massageando com força, beliscando os bicos duros até fazer ela arquear contra ele.

Karina, entre soluços baixinhos, tirou a cueca dele com mãos trêmulas. Sentiu a ereção quente e grossa contra a barriga dela, pulsando. Pegou ele com uma mão, acariciando devagar, pra cima e pra baixo, enquanto Javier gemia contra a boca dela. Puxou a camisola dela pra baixo de uma vez, expondo os peitos ao ar. Baixou a cabeça e pegou um bico na boca, chupando com força, mordiscando de leve enquanto a mão dele continuava entre as pernas dela, agora dois dedos se movendo dentro dela, se curvando pra tocar aquele ponto que fazia ela ofegar.

— Javier... meu filho... a gente não devia... — sussurrou ela, mas a bunda dela se mexia no ritmo dos dedos dele, pedindo mais.
— Não para, mãe... por favor... — implorou ele, a voz falhando.

Ele levantou ela um pouco e se posicionou entre as coxas dela. A ponta do pau roçou a entrada molhada dela. Se olharam uma última vez, sabendo que estavam cruzando a linha. Javier empurrou devagar, entrando centímetro por centímetro, sentindo como a buceta quente e apertada dela envolvia ele. Karina soltou um gemido longo, mistura de prazer e dor emocional, cravando as unhas nas costas dele.

Se moveram juntos, devagar no começo, depois mais urgente.
Os gemidos encheram o quarto pequeno: o som de pele contra pele, o colchão rangendo, os suspiros abafados. Javier beijava seu pescoço, seus peitos, murmurando “te quero tanto... sempre te quis”. Karina, com lágrimas escorrendo pelas bochechas, o abraçava forte, suas pernas o envolvendo, recebendo ele fundo enquanto o prazer a levava ao limite.

Quando o clímax chegou, foi simultâneo: Javier se tensionou, empurrando uma última vez e gozando dentro dela com um grunhido baixo; Karina se arqueou, se contraindo em volta dele, um orgasmo intenso que a deixou tremendo e soluçando contra o ombro dele.

Depois, ficaram abraçados em silêncio, suados, respirando ofegantes. A culpa voltou como uma onda fria, mas nenhum dos dois se afastou. Sabiam que isso tinha acabado de começar, e que não havia mais volta.relato

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