Degustação proibida

Os fogões rugiam e o cheiro de vinho tinto e chalotas reduzindo enchia o ar da cozinha. Eu estava concentrado, empratando com a precisão que só anos de ofício te dão, esperando minha parceira chegar a qualquer momento. Então, a porta dos fundos — aquela que dá para o corredor do prédio — se abriu sem aviso. Era a Meli. Ela vestia um vestido de seda preta tão curto que parecia uma provocação, e seus olhos jovens brilhavam com uma malícia que me parou o coração. Sabia perfeitamente que eu estava sozinho.

— O cheiro está delicioso, Chef — sussurrou, deslizando por trás de mim antes que eu pudesse protestar. Sentiu o calor dos fogões e o meu. As mãos dela, pequenas e frias, escorregaram por baixo do meu avental, indo direto para o calor da minha pele. Tentei balbuciar que minha mulher estava para chegar, mas Meli riu contra minhas costas, mordiscando o tecido da minha jaqueta de cozinha.

— Ela não está aqui agora — murmurou, rodeando-me para ficar de frente para mim, apoiando os quadris na borda da bancada de aço. — E eu estou com muito mais fome do que ela.

Ela me obrigou a olhar enquanto pegava uma das colheres de prata, mergulhava no molho encorpado e, sem desviar o olhar do meu, levava aos lábios, deixando uma gota escura escorrer pelo queixo até se perder no decote. O tesão da situação, o risco de ser pego e a juventude sem vergonha dela me fizeram perder o controle. Me aproximei, prendendo-a entre meus braços e a borda de metal. O contraste era absoluto: a ordem impecável da minha cozinha profissional e o caos que ela estava prestes a soltar na minha calça.

Continua entre facas e sexo.

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