Mis vecinos cogiendo (3)

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Mis vecinos cogiendo (3)O ponto de observação. A televisão já estava ligada, volume baixo, e Mauro tinha pego uma cerveja antes da hora, mal passava do meio-dia. Iria ver futebol a tarde toda. Não importava qual jogo. Não importava quem jogava. Precisava da ilusão da calma. Coti tinha levado o menino ao parque, ou ao zoológico, ou a uma daquelas atividades para pais jovens e resignados que ela aceitava com uma naturalidade surpreendente. Ele, por sua vez, ficava. Com o dia, com o apartamento, com o vazio. E com a janelinha do banheiro. No começo foi sem intenção. Levantou para buscar um petisco, apenas distraído, e quando passou pelo banheiro sentiu aquela fisgada que já começava a fazer parte da sua rotina. Desviou. Subiu no banquinho. Espiou. A cortina do apartamento da frente não estava completamente fechada. Apenas uma fresta vertical entre as dobras do tecido deixava ver o interior. Não era muito, mas Mauro já tinha aprendido a olhar nas margens. Fazia isso sem piscar. Como um caçador veterano. O sofá, vazio. As luzes, apagadas. Parecia que não tinha ninguém. Voltou para o sofá. Se acomodou. Ficou zapeando sem prestar atenção. O Boca jogava às quatro. Ou às seis. Que diferença fazia? Mas algo o fez voltar. Um movimento, talvez. Ou a suspeita de um carro estacionando. Uma vibração instintiva. Voltou ao banheiro. Subiu no banquinho com uma urgência que nem se dava mais ao trabalho de negar. Lá estavam eles. Voltando. A vizinha — jaqueta curta, o cabelo preso, uma bolsa grande — e um homem ao lado dela. Mas não era o mesmo. Não. Este era mais alto. Mais largo de ombros. Andava diferente. Não a abraçava igual. E seu perfil… Mauro sentiu um choque interno. Um frio. Aproximou-se mais da janelinha, quase esmagado contra o vidro. Quis ver melhor. Precisava ver melhor. O homem virou um pouco, rindo de algo, e naquele gesto fugaz, algo se cravou no seu peito. Podia ser? Podia ser o Germán? O mundo saiu um pouco do eixo para ele. Desceu do banquinho cambaleando. Ficou parado, com a mão apoiada na parede. Sentia que Ele suava, mas também sentia as costas geladas. Germán. Seu ex-amigo. O ex da Coti. Aquele que nunca foi embora de verdade. Que porra o Germán estava fazendo no apartamento em frente? Ele segurava a tela do celular com as duas mãos, colado na janelinha, como um viciado à beira do colapso. O zoom do iPhone não deixava mentir. Era Germán. O perfil, os gestos, o jeito que ele apoiava o braço no encosto do sofá, até a risada com que respondia a algo que ela dizia. Não havia dúvidas. Era Germán, seu ex-amigo, o homem que um dia jurou lealdade eterna entre cervejas e que depois —quando tudo começou a desfiar— parecia estar sempre um pouco perto demais da Coti. O jogo continuou sem que ele notasse. A cerveja esquentou. E o Mauro não voltou para o sofá. Só ficou olhando.

A tarde se desfazia devagar. O sol se esticava como um animal preguiçoso sobre os prédios baixos, e o Mauro já não sabia quanto tempo estava ali, grudado na janelinha, celular na mão, olhando com uma mistura de hipnose e vergonha. Ele tinha prometido a si mesmo que só ia olhar por cinco minutos, mas já devia ser umas sete horas e o Germán abria uma garrafa de vinho a pedido da vizinha. Aquele filho da puta estava do outro lado da rua, sentado no sofá cinza da vizinha do quinto andar, com uma perna cruzada e aquela risada dele de vendedor bem-sucedido. O Mauro o conhecia bem: quando o Germán se sentia à vontade, falava com as mãos e fazia piadinhas no ouvido. Como agora. A vizinha o ouvia com atenção, uma taça na mão, o corpo levemente inclinado na direção dele. Não estava em cima, mas era como se o envolvesse. Felina. Essa era a palavra. Mauro sentiu um calor estranho, não totalmente prazeroso.

*Ping.* O celular vibrou. Era a Coti. “Oi, a gente se enrolou. Outra mãe nos convidou pra casa dela, tô sem carro e o pequeno quer ficar. Vamos jantar aqui. Se quiser vem você mais tarde, ou descansa e a gente volta de táxi. Te amo.”

Mauro ficou olhando a mensagem. Sentiu alívio. E logo em seguida, culpa. Porque aquilo o deixava... Sozinho. Sem testemunhas. Sem interrupções. Tinha liberdade para espiar tranquilo. Ele respondeu a mensagem e voltou à claraboia: Mauro estava esperando algum sinal. Um toque, um gesto, um beijo. Algo. Mas nada. Ele se forçou a pensar: Não pode ser. Ele conhecia o namorado daquela mulher. Germán já não falava. Sorria. O corpo levemente virado para ela. O braço atrás de suas costas. Um dedo que roçava distraído o cabelo da vizinha. Mauro apertou os olhos. Se forçou a ver o que estava à frente: duas pessoas conversando. Nada mais. Talvez fosse seu primo. Ou um amigo de toda a vida. Talvez ele estivé delirando. Ela tinha um parceiro. Mauro tinha visto. Eles tinham feito sexo ali mesmo, naquele sofá. Ele não estava inventando. Tudo aquilo tinha acontecido. Pensou que estava ficando louco, e se forçou a voltar ao sofá, ao jogo. Ele não queria ver o jogo? Por um momento achou que tinha conseguido, embora o jogo, empatado em zero e travado, não o ajudasse a se distrair. Algo o empurrou de novo à claraboia. Como uma mão invisível. E lá estava. O beijo. Germán a beijou. Não um beijo tímido. Um beijo longo. Com corpo. E ela correspondeu. Mauro engasgou com o ar. Tudo começava. O show. A noite. A carne. Mas ela, com uma precisão cirúrgica, interrompeu o momento. Levantou-se, caminhou até a janela, e sem sequer olhar para fora, puxou o black out de uma vez. Fim da transmissão. Mauro ficou ali, com o telefone ainda apontado para o véu branco. Desesperado. O silêncio do banheiro era ensurdecedor. Ele ouvia seus próprios batimentos. Sentiu algo parecido com pânico. Não tanto pelo que tinha visto, mas pelo que não ia poder ver. Desceu do banquinho. Caminhou em círculos pelo apartamento. Suava. E então, como se algo se ativasse em sua memória, ele lembrou. Ele tinha a chave. A chave do portão do prédio da frente. Usava para guardar o carro na garagem do subsolo, um acordo conveniente que tinha conseguido com uma senhora aposentada que alugava o espaço. Nunca tinha subido. até o prédio. Nunca tinha passado da garagem. Até hoje. Não pensou. Ou pensou demais. Deixou a TV ligada. As luzes também. Como se fosse voltar logo. Vestiu uma jaqueta leve. O celular no bolso. Saiu. Cruzou a rua como se fosse um fugitivo da própria vida. A chave entrou com um clique seco. Entrou. O hall cheirava a água sanitária. Uma televisão distante tocava de fundo, como em qualquer domingo inofensivo. Mas ele não era só mais um vizinho. Sabia que não estava certo. Sabia. Cada passo era um aviso. Mas não parou. Procurou o elevador. O número 5 tremia no botão. Subiu. O reflexo do seu rosto na porta metálica devolveu uma expressão que ele não reconheceu totalmente. Algo entre febre e vergonha. Quando a porta se abriu no quinto andar, Mauro deu um passo à frente. E cruzou definitivamente. Um fio de luz. O carpete abafava seus passos, mas seu coração trovejava como se ele caminhasse sobre madeira oca. Quinto andar. Apartamento A. A porta estava fechada, claro, mas a possibilidade — a certeza — do que acontecia lá dentro fazia sua têmpora pulsar. Encostou as costas na parede. Por fora, imóvel. Por dentro, fervendo. A mesma vertigem de quando alguém está prestes a ser descoberto. Mas desta vez, o perigo era parte do desejo. Aproximou a orelha da porta. Música baixa. Respirações. Um som molhado. Um beijo que não era casto, mas algo que terminava com um pequeno estalo, como um gole. A luz do corredor apagou sozinha, deixando-o numa escuridão súbita, densa, como se o tivessem coberto com um manto. Não se moveu. Sabia que se desse um passo, a luz voltaria. E não podia permitir isso. Deixou-se ficar naquela penumbra total. E foi então que viu: um fio de luz quase imperceptível, filtrando-se pela fechadura. Inclinou-se. Lentamente. Como um ladrão. Como um fiel diante de um altar profano. A cena que o recebeu do outro lado do buraco foi um impacto físico. Ela, sua vizinha, montada em Germán. Ele deitado, as mãos em suas coxas, os dedos apertando a carne nua com uma mistura de ansiedade e devoção. Ela se movia devagar, firme, com uma cadência precisa, como se estivesse calibrando o prazer. — Sabe o que isso queria? — perguntou ele. Ela não respondeu com palavras. Inclinou-se para frente, mordeu seu lábio inferior. Desceu pelo seu pescoço. — Você tá me viciando — disse com voz rouca — Que pau lindo você tem. Mauro não piscava. Mal respirava. Germán a ajudou a mudar de posição. Ela se apoiou sobre as almofadas do sofá, de costas. Ele se inclinou por trás, afastou seu cabelo. Beijou sua nuca. — Você gosta de se comportar mal? — disse ela, sorrindo. — Como nunca. Penetrou-a com uma única investida. Um gemido. Uma pausa. Depois outra. Cada movimento era nítido para Mauro: o vai e vem dos corpos, a pele contra pele, o gemido cada vez mais urgente. Ela se virou um pouco, apoiando um braço no encosto do sofá, o rosto de lado, como para que ele a visse enquanto a possuía. — Mais forte, Germán… assim… isso… aí… O som era inconfundível: carne úmida se chocando, o atrito da pele, os suspiros cada vez mais entrecortados. — Como eu queria te comer assim, você é tão sexy — disse ele, agitado —. Tão puta. — E você tão gostoso — ela retribuiu, sem pudor —. Tão filho da puta. Se viraram outra vez. Ela o empurrou para trás, o jogou no sofá. Se agachou. Mauro não podia ver a cena inteira, mas o suficiente: os lábios dela deslizando sobre a pele de Germán, o movimento rítmico do braço, o brilho úmido em seu queixo. Por um momento pensou que sua mulher, Coti, tinha provado esses sabores. E para sua surpresa, esse pensamento o excitou ainda mais. — Sabe que meu namorado não quer que eu chupe se já meti? Ele acha nojento — disse ela com malícia. — Que otário. Não sabe o que tá perdendo. — Agachou-se com um sorriso torto, como se estivesse prestes a fazer algo proibido mas delicioso. Segurou a base com uma mão e, sem tirar os olhos dele, passou a língua desde a raiz até a glande, devagar, com uma intenção quase teatral. Germán soltou um suspiro. Ela abriu a boca e o engoliu inteiro, de uma vez, sem transição. A garganta emitiu um som molhado. Ela manteve a cabeça abaixada, imóvel, enquanto ele tremia e segurava seu cabelo com força. Depois começou a se mover, com ritmo preciso, decidida, como se marcasse o pulso do desejo a cada vai e vem. Subia e descia, babada, engolindo com vontade. Enfiava até o fundo, fazia ele gemer. A saliva escorria pelo canto de seus lábios, misturada com a ardência, com uma necessidade que parecia não ter fim. Ele segurou sua cabeça e empurrou, com um gemido. Ela não resistiu. A garganta se fechou por um segundo. Ela tossiu. Mas não parou. Adorava tossir, como se o sexo também fosse um ato de domínio. —Tudo —ordenou ele, já sem voz. Ela o olhou, os olhos úmidos, a boca cheia. Mauro sentiu o desejo subir pela coluna, a pressão explodir na virilha. Sua mão desceu, sem decisão, no início. Depois, com fúria. Fazia isso por cima da calça, sem desabotoar. Estava duro, quente, prestes a explodir. Eles trocaram de posição novamente. Agora ele estava de joelhos, ela deitada no chão, com as pernas abertas como uma flor rendida, molhada, oferecida. Germán se inclinou sobre ela com a ansiedade de um animal no cio. Pegou seus quadris com ambas as mãos e a puxou levemente para si, como se precisasse tê-la ainda mais perto. Ela arfava com a boca entreaberta, uma mão no chão, a outra sobre o próprio peito, apertando o mamilo com força. —Olha o que você é —disse ele, olhando-a de baixo, com a voz embargada. —Me faz gozar —suplicou ela, rouca, os olhos vidrados de desejo. Germán a enfiou de uma só vez, com uma brutalidade medida, justa. Ela gritou. Ele a segurou firme e começou a se mover com fúria contida, como se algo lhe queimasse por dentro. Cada investida era um golpe de carne, um choque surdo, quente. Mauro os ouvia com os olhos arregalados, o coração batendo como um tambor. —Me dá, me dá tudo —ela gemeu, com o corpo arqueado, as pernas tremendo—. Assim, filho da puta, assim! A voz dela cortava o ar. Estava possuída, fora de si. O corpo inteiro vibrava a cada enfiada. Ele baixou uma mão, esfregou o clitóris dela com os dedos molhados. Ela gritou mais alto. Empurrou a pélvis, buscando mais, buscando o fim. —Me dá o leite, Germán —instigou—. Enche toda minha buceta de leite. O ritmo ficou selvagem, incontrolável. Ele a fodia com desespero, o corpo encharcado de suor, os músculos tensos como cabos. Ela se partia em gemidos que eram meio choro, meio glória. As mãos agarradas ao chão, as pernas abertas no limite. E foi aí. Mauro apertou os dentes. Sentiu o calor se derramar dentro da calça, quente, grosso, brutal. O espasmo percorreu seu corpo como um chicotada. Teve que morder o dorso da mão para não gritar. Lá dentro, ela gozou com um gemido longo, como se algo se partisse por dentro. Germán gozou segundos depois, grunhindo, desabando sobre ela. Silêncio. Respirações ofegantes. Pele sobre pele. Mauro se levantou, com cuidado. A luz continuava apagada. Olhou para baixo. A mancha era visível, absurda. A calça grudenta. A testa suada. Se afastou sem olhar para trás. O elevador demorou séculos. Quando se fechou, finalmente, ele se deixou cair contra a parede. Não aguentava mais. E ainda assim, sabia que voltaria.
BUENO… isso tá ficando interessante. Comentem o que acham…

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