Yoga com a gostosa do jardim (final)

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Fabián tinha voltado de Lisboa diferente. Continuava atento, carinhoso até, mas tinha algo sutil, imperceptível pra qualquer um… menos pra ela. Algo tinha mudado no jeito dele de tocar nela, na maneira como ria, em como afastava o celular quando recebia uma mensagem. Nos primeiros dias, Agustina decidiu não dizer nada. Observava ele. Era seu jeito de proteger o que tinham: olhar com mais atenção, tentar ler nas entrelinhas. Às vezes encontrava ele na varanda, falando baixinho no telefone. Outras vezes saía "pra fazer uma ligação urgente", mas fazia da esquina, como se precisasse de distância. Começou a notar que ele apagava mensagens. E quando ela entrava no banheiro enquanto ele tomava banho, o celular estava sempre com a tela pra baixo. Uma manhã, enquanto Fabián preparava café, Agustina fingiu procurar os fones na gaveta da sala. O que queria era checar o celular que ele tinha deixado em cima da mesa. Agustina sabia a senha. Mas não conseguiu desbloquear. Ela sorriu, amarga. — E isso? — perguntou, levantando o celular… Mudou a senha? — Fabián nem se abalou. — Tá me revistando o celular — disse, como se nada — Não, queria me reenviar uma foto da nossa filha. — Me diz e eu te reenvio. — O que você tá me escondendo, Fabián? Achei que a gente contava tudo um pro outro. — A gente conta tudo? — retrucou Fabián. — Achei que sim — disse Agustina, mentindo. Pensando no seu affair com Matías. — Tá saindo com sua colega de trabalho, não é? A gente tem um acordo, Fabián. — Não vejo a Rochi desde que voltei de Lisboa, sério que vai fazer uma cena de ciúmes? Achei que a gente tava além disso. Agustina ficou olhando pra ele. Não disse nada. Sabia que ele tava mentindo. Essa noite, não conseguiu dormir. A ideia da Rochi — a coleguinha de trabalho de quem ele tinha falado por videchamada — voltou à mente dela. Será que ele tinha se apaixonado? Todo o tempo que ficaram juntos em Lisboa, era tempo suficiente para que se acomodem, para que criem laços. Mas por que ele me esconde isso? Sua cabeça era um inferno de incertezas. Por três dias ela fingiu que estava tudo bem. Mas a dúvida crescia e se infiltrava em seu corpo como um bicho que não parava de roer seus ossos. Até que uma tarde ela o ouviu sair apressado, dizendo que ia a uma reunião com uns clientes. Ele entrou no carro e partiu. Agustina não pensou duas vezes. Pegou um casaco, as chaves, o celular, e desceu para a rua. Seguiu-o com seu carro, tomando cuidado para não se aproximar demais. Viu-o dobrar, pegar uma avenida, parar na porta de um hotel discreto de Palermo. Estacionou na garagem dos fundos. Agustina ficou parada em seu carro. Não conseguiu distinguir a mulher que o encontrou. Só viu um perfil fugaz. Cabelo preso. Nada mais. Era ela, não tinha dúvidas. Seu coração batia como um tambor. Não sabia o que estava fazendo, mas sabia que não podia parar. Esperou cinco minutos. Dez. Depois desceu do carro e caminhou decidida até o hotel. Entrou. O saguão estava quase vazio. Fingiu que procurava uma amiga e se esgueirou pelo corredor dos elevadores. Subiu. No terceiro andar, conseguiu ver quando eles entravam em um dos quartos. Para sua surpresa, a porta não estava bem fechada. O quarto estava escuro, mal iluminado pela luz que filtrava pelas cortinas mal fechadas. Agustina entrou em silêncio e, sem fazer barulho, se enfiou no banheiro. Trancou-se. O coração explodia em seu peito. Não sentiu culpa, uma parte dela dizia que isso era só mais um jogo. Um deslize desses que o Fabián depois contaria para ela.Yoga com a gostosa do jardim (final)Pela minúscula janelinha do banheiro, ela conseguia ver parte do quarto. Um canto da cama. Uma cadeira. E de repente, viu: Fabián. Semidespido, acariciando o corpo de Rochi. Eles se moviam como se o tempo não existisse, como se tivessem se desejado por séculos. Agustina não conseguia parar de olhar. O tesão, a dor, a atração, o medo. Tudo se misturava num redemoinho insuportável que a pregava ao chão frio do banheiro. Mal respirava. Pela minúscula janelinha, ela via uma faixa da cama e uma parte do corpo de Fabián: seus quadris, suas mãos agarrando com fome, seus movimentos — intensos, rítmicos, como se o tempo tivesse se dissolvido naquele desejo transbordante. O voyeurismo a excitou. Dava pra ver que Rochi estava entregue. Ela arfava num tom baixo, profundo, como se nascesse do ventre. O rosto não dava pra ver, mas ela tinha o cabelo preso, umas pernas macias, firmes, que se enroscavam nas dele. Agustina mordia a própria mão para não emitir um único som. O coração batia nas têmporas, os olhos ardiam. Mas o pior era o que ela sentia mais abaixo. Uma parte dela, traiçoeira e brutal, ardia de excitação. Aquela visão — Fabián entregue, os corpos entrelaçados, o som úmido e rítmico da cama — tocava fibras que ela não queria reconhecer. O tesão a corroía. Era como estar presa num pesadelo erótico, no qual não conseguia parar de olhar e algo no seu corpo respondia. Sentiu calor entre as pernas. Como se uma faísca interna a estivesse consumindo por dentro. Odiou-se por isso. Sentiu-se suja, confusa. Mas não conseguia se mexer. As mãos de Fabián naquele corpo — a intensidade, o desejo animal — a arrastavam para um lugar escuro, primitivo. Queria odiá-lo. Queria chorar. Ela sabia como era ser desejada daquela forma. Parte dela, num canto cego da consciência, se perguntou como foi, o que aconteceu para não ser ela a ocupar o lugar daquela mulher, queria gemer assim, que ele a comesse daquele jeito, como antes. Com aquela forma em que ele a segurava pelas... quadris, como se não conseguisse se desgrudar. A mesma que um dia a fez sentir única, desejada, indispensável. E agora ela via de fora, como uma intrusa. Como uma exilada do próprio passado. O coração batia nas têmporas, os olhos ardiam. Aquela visão — Fabián entregue, os corpos entrelaçados, o som úmido e rítmico da cama — tocava em fibras que ela não queria reconhecer. Através do ângulo estreito da ventilação, viu Fabián pegá-la por trás. A garota se agarrava com força na cabeceira da cama, enquanto ele a embestia com fúria rítmica, quase selvagem. Os gemidos ficavam mais agudos, mais animais. Cada golpe de quadril fazia o colchão tremer e a cabeceira ecoar contra a parede. A cena era pornográfica, real, cruel… e absolutamente hipnótica. Agustina prendeu a respiração. “Ele tá comendo essa puta com vontade”, pensou, e sentiu um calor insuportável entre as pernas. O corpo tremia, e não era só de dor. Era desejo. Um desejo que não queria sentir. O peito subia e descia rápido, e sem pensar, sua mão desceu. Com dedos trêmulos, deslizou dentro da calça e tocou na umidade que a traía. Fechou os olhos por um instante, mordendo o lábio até quase sangrar. Odiou-se por fazer aquilo, por não conseguir parar. Era como uma febre. O som do corpo de Fabián batendo contra Rochi — os gemidos, a respiração ofegante de ambos, os insultos carinhosos que ele murmurava enquanto dava um tapa na bunda dela com uma mão — a levavam a outro lugar. Um onde ela tantas vezes tinha estado. Mas também um lugar sujo, escuro, cheio de contradições. Esfregou a buceta em silêncio, tentando não gemer, tentando não chorar. Esfregou com ímpeto. As emoções se misturavam: raiva, dor, excitação, solidão. Que tipo de pessoa ela era por estar ali, escondida, se masturbando? A garota gemeu alto, arqueou-se sob ele, e Agustina estremeceu junto. Elas gozaram quase ao mesmo tempo. Passada a euforia, ela continuou pensando: O que a Rochi oferecia? A coleguinha. A gostosa que dava em cima dele. A que o tinha deslumbrado. Por que ele escondia dela? O babaca teria se apaixonado? Talvez. Era uma traição, sim, mas não fazia sentido. Por que ele não esclarece? Ela seria capaz de entender… Algo não fechava. De repente, uma dúvida a corroeu. O corpo. O jeito de se mexer. Aquela tensão no pescoço quando ela se arqueava. O modo como falava entre dentes com o Fabián, sussurrando algo que ele respondia com um sorriso — um sorriso que a Agustina conhecia bem: o sorriso do Fabián quando estava completamente entregue, apaixonado. Uma dúvida atravessou seu peito como um relâmpago. Por um momento, ela quis ir embora. Abrir a porta, fugir. Fingir que nunca esteve ali. Que não sabia de nada. Mas não conseguiu. Aproximou-se mais da claraboia. Semi-cerrou os olhos. A mulher virou levemente o rosto e, por um segundo, uma fração mínima de seu perfil ficou exposta à luz fraca que entrava pela janela no fundo do quarto. E então ela a reconheceu. O mundo desabou. Não era a Rochi. Era a Clara. A respiração da Agustina cortou de repente. Ela não conseguia processar. Era como se sua mente rejeitasse o que seus olhos estavam lhe dizendo. Não podia ser a Clara. Não ela. Não sua amiga. Não a mulher com quem tinha compartilhado jantares, brincadeiras de criança, confissões íntimas, segredos. A cama. Seu marido. Não a mãe com quem tinha construído uma cumplicidade silenciosa. E, no entanto, ali estava. Clara. Entre os braços do Fabián. Gemendo seu nome como se fosse sua salvação. Agustina cambaleou. Apoiou-se na pia. Uma náusea a invadiu. Quis gritar, mas a garganta travou. A cena continuava diante de seus olhos, cruel, erótica, devastadora. Cada segundo que passava era uma facada. Fabián a beijava como não a beijava fazia tempo. Clara lhe dizia coisas no ouvido e ele ria, entre gemidos, como se fosse livre, como se aquele encontro fosse o único que tinha esperado todo aquele tempo. Agustina não aguentou mais. Abriu a porta do Porta batendo. O quarto se encheu de luz. A reação foi imediata: Clara se cobriu com o lençol e soltou um grito abafado. Fabián se virou, desorientado, com o torso nu e a respiração ofegante. —Agustina? —sussurrou. Ela ficou parada diante deles, inteira, partida. O silêncio foi eterno. —Por que me esconderam? —perguntou. Sua voz era baixa, serena, mas carregada de algo que doía mais que raiva: decepção. Clara chorava, em silêncio. Não dizia uma palavra. —Por quê? Fabián quis se aproximar. —Não se aproxime. Eu quero saber. —Porque estamos apaixonados —disse Clara afinal, com a voz quebrada, quase inaudível. Agustina sentiu uma onda de frio subir por suas costas. —Não paramos desde Tigre —acrescentou Fabián, olhando-a nos olhos, com uma mistura de culpa e entrega. —Achei que me afastar ia adiantar. Fui para o outro lado do mundo para evitar isso. Achei que ia conseguir esquecê-la. Mas não consigo. Não conseguimos. O silêncio os envolveu de novo. Agustina olhou para eles. Para Clara, encolhida entre os lençóis. Para Fabián, tão exposto, tão distante. Não gritou. Não chorou. Não disse nada. Só os olhou. Como se, ao olhá-los, pudesse absorver toda aquela dor de uma vez, como se precisasse encará-la para saber que era real. E então ela entendeu. O amor tinha triunfado. Sim. Mas não para ela. Epílogo A foto com Matías vazou e explodiu como uma bomba. Primeiro foi um murmúrio entre os pais. Depois, escândalo. Escola, redes sociais, famílias desfeitas. Ninguém quis ouvir explicações. Só julgar. Agustina desapareceu em menos de um mês. Vendeu o apartamento, pediu demissão do trabalho, trocou de número. Se instalou numa cidade litorânea com a filha. Página virada. Quase como se nunca tivesse existido. Fabián viaja a cada duas semanas para ver a filha. Diz que não se arrepende de amar Clara, mas sim de como tudo terminou. Não deu certo. O caso deles queimou como um incêndio… e se apagou igual de rápido. Não sobreviveram às consequências. Aos rumores. A foto já era escândalo demais e respingava em Fabián também. Marco, em silêncio, se afastou de Clara pouco tempo depois. Tentou se aproximar de Agustina, mais por saudade do que por amor. Mas ela já não estava para brincadeiras. Nem para feridas antigas. Agora ela mora perto do mar. Caminha com a filha na praia todas as tardes. Não olha para trás. Não escreve. Não responde. Mas há noites em que o vento sul lhe traz ecos de uma vida que ardeu como nenhuma outra. E mesmo que doa, também lhe lembra que ela ainda está viva. FIM. OBRIGADO A TODOS QUE LERAM, PONTUARAM, COMENTARAM E CURTIRAM ESTA HISTÓRIA. JÁ ESTOU PENSANDO NA PRÓXIMA. COMO SEMPRE, ESCUTO IDEIAS. ELAS SÃO MINHA MOTIVAÇÃO E INSPIRAÇÃO.

7 comentários - Yoga com a gostosa do jardim (final)

Uuh no me esperaba este final, fue brutal sos un crack 👏👏👏
mjbian +1
Gracias por comentar!!
kokiCD +1
Excelente toda la saga
+ 10
Esperando el próximo como a la 2da temporada del Eternauta
mjbian
Jaja ya está subida la nueva saga!
Ldmo37 +1
Excelente relato!!
mjbian
Gracias! Ya hay nueva Saga.
Joder yo venía a excitarme no a leer tremenda historia 🚬
ay si, como si esas cosas pasaran diria Shuek jaja

tremenda historia, muy poetico todo.

"vuelve Agus, Willy te ama"!!!

van puntos! 🫶