Loira Gostosa à Noite - Parte 4

Com uns quatro meses, mais ou menos, desde que comecei a trabalhar, já tinha minha rotina bem estabelecida de atender meus clientes só nos fins de semana e também aproveitar os feriados prolongados. O resto do tempo eu passava no meu apartamento, que eu já adorava, me recuperando da atividade do fim de semana e descansando. Tinha tempo pra ler. Comprava e devorava um monte de livros, o tempo todo. De tudo. Também comecei a escrever poesia. Minha. Uma bosta. Nem ousem me perguntar sobre ela. Devia ter deletado tudo. Saía pra passear pelo meu bairro novo, ou ia pra outros lugares. Fui muito a museus durante a semana. Museus de todo tipo e por toda a cidade, que antes, por não morar lá, sempre me dava uma preguiça viajar e visitar. Agora estavam bem mais perto.

Mas nem tudo foi bom. Por essa época, lembro, comecei a ter certas atitudes bem feias. Com o tempo, muito tempo depois, percebi que eram muito feias e que eu deveria ter ligado o alerta naquele momento, mas nunca aconteceu. O benefício da distância no tempo, imagino. Talvez se eu tivesse percebido a tempo e corrigido algumas coisas… Na verdade, não sei até que ponto adianta ficar se martirizando pensando em hipotéticos. Mas com certeza as coisas teriam sido um pouco diferentes.

Pra citar duas dessas atitudes, só…

A primeira foi uma vez que fui com a Laura no bar do centro, encontrar as outras minas. Não estavam todas, só a China, a Scarlett e a Ruby. As outras estavam trabalhando naquela noite. Já era tarde, quase 1 da manhã, e a gente continuava lá batendo papo e se divertindo. Eu já estava bem à vontade com elas e me sentia uma do grupo. Num momento, deve ter trocado o turno dos funcionários do bar, porque vi movimento atrás do balcão, que estava meio longe de onde a gente sentou. Um casal veio e substituiu os que estavam, conversando de boa enquanto faziam suas coisas da troca de turno.

Pouco depois, um dos novos se aproximou, de os que tinham acabado de chegar, na nossa mesa. As minhas chamavam ele de ‘Palito’, porque ele era tucumano e elas diziam que era igual ao Palito Ortega. Eu nunca vi a semelhança. Só porque era meio moreno de pele e usava o cabelo curto? Era por isso que chamavam? Ou porque era tucumano? Nunca entendi. Mas o cara era super gente boa e as minhas me diziam que ele sempre atendia e tratava elas muito bem. Já era um cinquentão, que geralmente tava de bom humor.

Ele se aproximou sorrindo e falou pra mesa, “Olaa… Boa noite… como tão meus amores?”
As minhas riram e sorriram, “Ola Palitoooo… como cê tá meu love? Tudo bem?”
“Tudo bem, lindas. Vão pedir mais um cafezinho?”, perguntou o cara enquanto levantava umas coisas da mesa. Umas duas disseram que sim, outra pediu uma água. Eu tava de boa. De repente ele me olhou e sorriu, era a primeira vez que me via ali. Nas outras noites que eu tinha ido um pouco ele nunca tinha aparecido, “E quem é esse brotinho de rosa lindo que cresce no nosso jardim, hein?”
“Ai paraaaa galã!”, todas caíram na risada. “Arnaldo André!”, gritou uma. Eu só devolvi o sorriso educadamente.
“Beleza, sou Blondie…”, falei.
“Bom, encantado, linda… um prazer. Não vai tomar nada?”, ele me olhou.
“Não, valeu, tô de boa”, eu já sabia certinho quando os caras olhavam e com quais intenções. E as minhas também, melhor que eu, já de tantos anos.
“Ó, Palito, hein?”, falou China, “Olha que a Blondita não tem que pagar pedágio, hein?”
“Não, não, tranquilo… tudo certo.”, ele disse sorrindo, “Já trago pra vocês, minhas.”
“Fala, valeu…”

Eu vi o cara voltar pro balcão e fiquei um pouco no meu celular, pensando. Me deu uma certa raiva o que a China falou. Como se eu fizesse parte do grupo, mas na real não? O que ela quis dizer? Que eu era menos que elas? Diferente? Esperei um tempo, pensando, enquanto elas terminavam a conversa animada, até que consegui meter uma palavra.
“Eu…”, falei quando pude. “Por que eu não tenho que pagar pedágio?”
Elas ficaram meio mudas me olhando até que a Scarlett falou: “Ai, gata… porque não. Imagina se a gente vai…”
“O que foi, princesa?”, a China me disse.
“Nada. Isso mesmo.”, falei pra elas, “Sou diferente de vocês? Por que não?”
“Elas não quiseram dizer isso, Lu…”, a Laura falou, acariciando um pouco minha mão.
“E então o que quiseram dizer?”, perguntei pra mesa.
China e Scarlett estranharam um pouco ao ver esse meu lado que elas não conheciam, mas a Laura conhecia, “... nada, loirinha…”, disse a China.
“Não, sério”, falei, “Não tô brava nem nada. De verdade. Só quero saber.”
“Ai, porque a gente quer cuidar de você, gata… pelo amor…”, disse a China.
“Claro, bebê…”, completou a Scarlett.
Minhas sobrancelhas franziram um pouco e elas perceberam. “Bom, eu não preciso que cuidem de mim. Obrigada, mas não.”, falei.
“Não leva por esse lado, eu…”
“Não, tudo bem… sério. Só pra deixar claro, nada mais.”, falei, “Eu não sou diferente de vocês.”
China e Scarlett me olharam sérias, tentando processar a garota doce que tava se impondo pra elas.
“Bom… bom… já foi… ficou claro…”, disse a Laura, e elas começaram a conversar entre si de novo.

Isso também não me agradou nem um pouco. Senti que por ter falado algo desconfortável, iam me subestimar e me ignorar. Continuei no celular enquanto pensava. Depois de alguns minutos, levantei sem falar nada e fui andando até o balcão. Não sei se as garotas estavam me olhando e não tava nem aí. Embora na verdade sim. Queria que me vissem. Que me olhassem bem. Me aproximei do Palito do outro lado do balcão e dei um sorrisinho bem doce.

“Com licença…”, chamei a atenção dele. Ele me olhou e sorriu.
“Fala, gata…”
“O banheiro é lá em cima?”
“Sim, lá em cima à esquerda”, ele falou educadamente. Olhei pro lado da escada e fingi que tava meio na dúvida. Já sabia exatamente onde era o banheiro, “Algum problema?”, ele perguntou.
“É… é que…”, sorri bem docemente de novo, um dos meus sorrisos de menina, “... é que machuquei o pé e me Dói ao subir escadas…"
"Uh…", só disse Palito
"Vocês não têm um banheiro que usam aqui embaixo? Que eu possa usar?", perguntei
"Nós?"
"É… sei lá… vocês também têm que subir toda hora se precisarem ir ao banheiro?"
Ele me olhou e deu um sorriso, sacando a onda que meus olhinhos e meu sorriso estavam jogando, "Sssim… tem um. Quer que eu te mostre?"
"Ah, sim, por favor… obrigada…", sorri pra ele.
"Vem por aqui…", ele disse e andou por trás do balcão. Eu o segui pra dentro do bar, pelos corredorzinhos que os funcionários usam, e desaparecemos da vista do salão.

Palito me guiou até uma porta sem placa ou descrição, abriu e me mostrou que era um banheirinho pequeno. Só tinha um vaso e uma pia pra lavar as mãos.
"Aqui está, gostosa… quando terminar, sai tranquila mesmo…", ele disse.
Eu não respondi. Só olhei um pouco por trás dele pra garantir que não tinha ninguém e, com um sorrisinho safado, enganchei um dedo num dos bolsos do uniforme que ele usava e entrei no banheiro, fazendo ele me seguir. Palito riu baixinho e fechou a porta atrás de si, ficando comigo lá dentro. Eu não dizia nada. Só encostei as costas na parede e sorri pra ele.

Palito entendeu tudo. Chegou perto de mim e começamos a nos pegar de boca. A chupar bem, fundo, com tesão. Senti as mãos dele me apalpando por todo lado e eu também abraçava ele, mas logo levei uma mãozinha pro volume que já tinha por baixo da calça dele, apertando a rola forte e fazendo ele gemer na minha boca enquanto a gente se beijava fundo. Ficamos um minutinho assim, deixei ele me apalpar bem o corpo todo. Até deixei ele esfregar a buceta por baixo da saia que eu tava usando. Quando achei que era hora, virei ele e fiz ele encostar na parede. Me ajoelhei na frente dele e eu mesma desabotoei a calça e baixei um pouco a cueca, tirando a rola pra fora e acariciando ela.

Quando Palito olhou pra baixo e me viu A carinha de loirinha e minha mãozinha apertando de leve a pica dele, que ficou duríssima na minha mão. Comecei a chupar sem falar nada. Só olhando pra ele de baixo com olhinhos de putinha. Sem dizer nada além dos meus gemidos de prazer, que logo se misturaram com os dele, baixinho os dois na intimidade do banheirinho. Ele tinha uma pica muito, mas muito gostosa. Grossa e cheia de veias, que enchia bem minha boquinha e uma textura que me deixava doida.
Loira Gostosa à Noite - Parte 4Palito não sabia de nada, e acho que nunca ficou sabendo, mas eu tava dando um boquete de 300 dólares. De puta. Só por ser puta, e querer me sentir puta, igual as outras minas. Comecei a me engasgar sozinha com aquela rola linda que o tucumano tinha, saboreando com gosto na minha boquinha de menina, até que depois de um tempinho o cara não aguentou mais e começou a gemer forte. A rola começou a pulsar na minha boca e me encheu bem, mas bem mesmo com todo o leite dele. O tucumano gozava com muito volume e eu amei sentir todo aquele leite quentinho do cara. Comecei a engolir com gosto enquanto eu mesma enfiava mais da rola dele, fundo na minha boquinha.jovenzinhaQuando terminei, limpei os lábios, sorri um pouquinho e dei uns beijinhos nele.
“Agora você já me conhece…”, falei.
O cara tava rindo, ainda se recuperando da chupada monumental de pau que eu tinha dado, “Ufa… sim, e como… um prazer, gostosa….”
“Igualmente”, sorri e saí do banheiro, deixando ele se ajeitar e sair quando quisesse.

Quando voltei pro salão e caminhava de novo pra mesa, já via todas me olhando com cara de bunda. Especialmente a Laura. Na hora ela não falou nada, mas quando a gente foi embora e ficou sozinha esperando um táxi, ela se irritou e me encheu o saco. Eu não me preocupei, deixei ela desabafar. Éramos amigas e ia passar. Ela não falou comigo por uns dias e no fim a raiva passou. O que as outras pensaram não me importava.

Não iam me vencer de puta. E eu não era especial pra não ter que pagar o pedágio do bar. Eu não era melhor que ninguém e, se elas eram putas, eu ia ser ainda mais puta.

A outra atitude feia acontecia de vez em quando, não foi só uma vez. Também, eu devia ter percebido o que tava fazendo, mas na hora não liguei e não achei ruim.

De vez em quando me acontecia, de besta, de burra ou sei lá, quando voltava de táxi ou Uber, tarde da noite depois de atender um cliente, percebia que não tinha trocado na carteira pra pagar. Grana eu tinha, claro. Vinha de ver um cliente, mas nem louca ia tirar os dólares que carregava pra tentar pagar com aquilo e eles verem. De repente, via que tinha saído sem reais.

Não vou usar a palavra ‘normal’, mas uma pessoa ‘comum’ tinha vários jeitos de resolver. Podia pedir pro taxista ou pro Uber esperar enquanto ia no apartamento pegar dinheiro pra trazer. Podia pedir pra ele parar num caixa eletrônico e se desculpar pelo incômodo. Até talvez algumas pudessem implorar e implorar pra serem perdoadas e se livrar de ter que pagar, ou pelo menos deixar o endereço e o telefone pra ele passar no outro dia. Ligar pra um amigo. Qualquer coisa.

Mas na primeira noite que isso aconteceu, era tão tarde e eu vinha de atender um cliente que me deixou tão bagunçada da cabeça que não me veio nada disso na hora. Até hoje não sei dizer se foi que não pensei… ou se no fundo eu não queria pensar. Peguei um táxi dirigido por um velho careca, com uma cara de taxista punheteiro e cheirador que dava pra ver de longe. O velho ficou enchendo o saco o caminho inteiro, e ainda por cima a viagem era longa e demorou, se fazendo de galã e mandando duplo sentido toda hora. Também achava que eu não percebia como ele mexia no espelhinho pra olhar minhas tetas e minhas pernas. E pra piorar, eu estava vestida bem, mas bem provocante. E quando chegamos, percebi que tinha acontecido.

Quando falei, ele meio que se irritou, mas também notei que não ficou tão puto assim. Ficou me olhando pelo espelho e a gente discutiu um minuto tentando ver o que dava pra fazer. Até que no fim ele falou pra eu pagar do jeito que quisesse. Pensei e disse pra ele andar mais umas quadras e virar, entrando numa ruela tranquila e escura. Naquela hora não passava ninguém. Ele estacionou, passou pro banco de trás e puxou a rola pra fora sem falar nada, olhando pra todos os lados pra ver se não vinha ninguém. Eu me inclinei e comecei a chupar ele, enquanto sentia ele apalpar minha bunda toda e a buceta. Queria fazer ele gozar rápido, mas o cara ou tinha prática ou sabia se segurar bem, porque não acabava nunca. Fiquei um tempão naquilo. Ele tava se esbaldando com um boquete longo e gostoso.

Precisava acelerar as coisas, então de repente parei de chupar, fiz a putinha fogosa e falei que tava muito excitada com a chupada e com o jeito que ele tinha me tocado, e que por favor me comesse e gozasse dentro da minha buceta. O cara riu, me pegou pela cinturinha e me montou em cima dele. Eu segurei a rola dele e, guiando, sentei. Sentei em cima dele, e assim começamos a transar. Às cinco da manhã, num táxi estacionado numa rua escura. O cara era meio nojento e ficava me lambendo onde podia enquanto eu sentava com força. Uma hora antes, eu tinha comido um cliente por mil e quinhentos dólares, e agora tava comendo um taxista por uma corrida. As lambidas do cara eram um lixo, e ele passou o tempo todo tentando enfiar um dedo no meu cu enquanto eu rebolei, gemendo alto, com força na cintura pra ele sentir toda a buceta de menina. Mas ele não gozava nunca. Eu já tava me desesperando, pensando que devia estar fazendo algo errado.

Até que no fim eu implorei entre gemidos de mocinha: por favor… por favor, enche minha buceta de porra, e finalmente o cara não aguentou mais e fez isso. A gente ficou uns segundos se recuperando, e eu saí de cima dele, me limpando entre as pernas com um lencinho meu, enquanto ele voltou pro banco do motorista. Ele tava morrendo de rir de quão puta eu era, que já tinha me sacado de cara e que ele sabia de tudo. Falou que ia me deixar de volta nas três quadras até em casa, se fazendo de bonzão. Perguntou se eu não queria, em vez de ir pra casa, ir pra um motel continuar, mas eu falei que não, que tava muito cansada. Ainda tive que agradecer quando desci.

Eu podia ter resolvido de várias outras formas, mas escolhi aquela sem pensar duas vezes. Pra mim, naquele momento, o que fiz foi só uma transação pra me livrar da situação, mas devia ter percebido o que tava fazendo e no que estava me transformando. E não percebi. Não só não percebi, como aquela não foi a única vez que escapei de pagar uma corrida quando não tinha grana, fazendo algo igual ou parecido.

Já tinha começado e eu não me ligava…

Um tempo depois, umas duas semanas, eu já tinha me reconciliado com a Laura fazia um tempo (na verdade, ela comigo, porque eu nunca tinha ficado brava com ela) e tudo tinha voltado ao a normalidade. Inclusive as minas do bar já me tratavam diferente e pararam de me paparicar tanto. Ainda faziam, mas eu sentia que me respeitavam mais. Ou pelo menos, já sabiam que eu não gostava que me tratassem diferente e o quanto eu podia ficar difícil.

Um fim de semana aconteceu que nem eu nem Laura tínhamos nenhum cliente agendado. Às vezes acontece. Pensei que ia poder descansar, até que na sexta a Scarlett nos chamou no chat que a gente tinha, dizendo que, através de uma amiga, ficou sabendo de uns caras que iam fazer uma festa no dia seguinte num sítio. Era bem longe, uns oitenta quilômetros da Capital, numa cidade que eu nunca tinha nem ouvido falar, mas que se a gente topasse ir pra ver se pegava alguém na festa e fazia um programa, ela nos levava no carro dela. Parece que disseram que ia ser uma festa pra valer, com muita gente, comemorando alguma coisa. Não tinha nenhum cliente garantido nem nada, mas sabia que iam ter muitas outras minas trabalhando, pelo boca a boca que se espalhou. Eu e Laura falamos que sim. Quem sabe a gente se distraía e ainda faturava alguma coisa, nem que fosse um pouco pra não dizer que perdemos aquele finde.

Naquela noite de sábado, a gente se arrumou toda, pra todo mundo sacar na hora que a gente chegasse que tava trabalhando. A Scarlett passou pra nos pegar no carro e a gente partiu. Tudo que podia dar errado, acho que deu, naquela noite. E não só isso, a coisa ficou muito feia.

Primeiro que a pobre da Scarlett tinha menos noção de direção que o Stevie Wonder no deserto. Por mais GPS e Waze que ela tivesse, ou ela se metia por qualquer lado ou o celular mandava ela pra qualquer lugar, e a gente acabava em estrada de terra, sem a menor ideia de onde a gente tava, e vai você descer do carro pra perguntar. Nem louca. Também nem eu nem Laura conhecíamos a região, então não pudemos ajudar. Ficamos umas duas horas tentando achar o caminho até que, por acaso, vimos uma viatura parada. A gente deu o Estacionamos o carro ao lado e perguntamos. Mais ou menos ele indicou.

Quando chegamos perto do lugar, percebemos na hora pela quantidade de carros estacionados de qualquer jeito. Era impressionante a quantidade de veículos que tinha, o que mostrava que tinha muita gente. A música também estava no talo. Não sei se vi os carros primeiro ou ouvi a música quando chegamos. Mas finalmente tínhamos chegado. Tava tudo tão escuro e tão mal sinalizado que nem sabíamos onde estávamos e não dava pra ver se tinha outras casas ou o quê. Parecia o meio do mato, com umas luzinhas que você via lá longe e não sabia se tava a duas quadras ou a duzentas.

Mas foi quando entramos que percebemos o erro que tínhamos cometido. Não era uma festa. Chamar de 'festa' tava errado. Era um verdadeiro putero. A música no último volume, tocando qualquer coisa. Tinha gente pra todo lado e já era tão tarde que a maioria já tava mamada ou chapada de qualquer outra parada. Jogados no gramado ou em grupinhos bebendo. Tinha a casa da chácara, de onde entrava e saía gente o tempo todo. Se vimos várias outras minas trabalhando, e depois várias outras gatinhas comuns que estavam ali pela festa e só. Um monte de caras também. Sem exagerar, devia ter umas cem pessoas no lugar todo, fácil.

Também tenho que dizer que o tipo de gente não era dos melhores. De novo, não é por desmerecer, mas era muito evidente. Muito pivete com cara de playboyzinho, muitas minas arrumadas de um jeito horrível e falando putaria o tempo todo, muita gente bebendo qualquer coisa... vinho, fernet, cerveja, o que fosse. Latinhas e garrafas jogadas por todo lado. E, claro, gente se pegando e se apalpando por todo lado, amontoados meio perto da casa. Sem se importar se os outros passavam do lado. Nada. Era um verdadeiro bagulho.

Eu tava certa de que eles estavam se divertindo. Fico feliz por eles. Mas a gente caiu lá e se destacava do resto da Gente. A gente tava chamando muita atenção. Não sei o que tinham falado pra Scarlett, mas ela também tava sentindo o mesmo que eu e a Laura. Não era nada do que ela esperava. O lugar não era só uma merda, a situação também era perigosa se a gente não tomasse cuidado. Nós três nos juntamos, tentando não chamar atenção, e começamos a discutir que merda fazer.

Eu e a Laura queríamos dar meia-volta e vazar na hora. Já, antes que a coisa ficasse feia e rolasse qualquer merda. Mas a Scarlett queria ver se pelo menos encontrava a amiga que tinha dito que ia estar lá, e arriscar pra ver se algum cliente engatava. A Laura tentou fazer ela cair na real, falando que cliente ia encontrar ali, que era só olhar como todo mundo tava fora de si. Se algum cara falasse em transar, com certeza não ia ter intenção de pagar pelo serviço.

A Scarlett e a Laura discutiram baixinho, enquanto eu olhava pra todo lado. Já tava vendo como vários caras e minas que passavam ficavam encarando a gente. Até que a Laura falou pra ela dar as chaves e que ia pro carro esperar, que ali não ia ficar. Que a gente fizesse o que quisesse, mas ela não. Tudo bem, ela ia tentar dormir no carro e esperar a gente lá. A Laura me olhou como quem diz que queria que eu fosse com ela, mas eu falei que não queria deixar a Scarlett sozinha. No fim, a Laura resmungou, a Scarlett passou as chaves pra ela, e eu vi ela sair do puteiro, sumindo na escuridão lá fora.

Na mesma hora, três carinhas magrelos chegaram perto da gente pra falar e passar alguma bebida. Nós duas tentamos manter a melhor vibe e ser simpáticas, fingindo que tava tudo bem. Dois ficaram falando comigo e eu já via eles me olhando com vontade, mesmo com a cachaça que já tinham tomado. Outro grudou na Scarlett e também, mesma coisa. Eu ia puxando papo o melhor que podia, mas já sentia que quando eu virava pra responder um, o outro aproveitava e me tocava ou se esfregava em mim. Morrendo de vontade de dançar. Qualquer coisa. A Scarlett tava fazendo o mesmo com o outro cara.

Ficamos batendo papo assim por uns minutos até que, pelo visto, a Scarlett conseguiu resolver algo com o cara que tava falando com ela. Ela veio até onde eu tava e disse pra eu ir com ela, que iam entrar na casa. Os caras que tavam comigo também toparam e começamos a caminhar pra casa, desviando de gente bêbada. Já tava me dando um mau pressentimento do caralho. Pra piorar, quando já távamos perto da casa, eu olhava pra todo lado e vi num canto da casa a cena que tava rolando.

Era um lado da casa bem escuro, que não dava pra onde tava a maioria do povo. Vi que tinham dois caras segurando uma coitada gostosa entre eles, protegidos pela escuridão e pelo abrigo que a casa dava. Quando olhei bem pra gostosa, vi que já era meio grandinha, não era nenhuma menininha, e era bem cheinha, pra não dizer gorda. Os dois caras tinham ela meio curvada e inclinada. Um deles ela tava chupando enquanto o outro tava agarrado na bunda enorme da gostosa e metendo forte por trás. Tinham levantado a blusa que ela usava e abaixado a legging, que tinha ficado na altura dos joelhos, e os peitos dela balançavam soltos no ar, a bunda gorda que ela tinha e os rolinhos com a putaria de boca e sei lá mais que lugar os dois tavam dando na penumbra. Do lado já tinha outro carinha se masturbando vendo a cena, esperando a vez dele. Me deu um nojo danado ver aquilo, achei muito grotesco e nojento. Talvez a mulher tivesse trabalhando, talvez não, mas tava pouco me fodendo.

Quando entramos na casa, lá dentro não era melhor. Latas e garrafas pra todo lado. Gente se beijando e se apalpando em casais ou em grupinhos de três. Outros só sentados em qualquer lugar, olhando tudo e bebendo. Os caras que tavam com a gente mandaram a gente subir umas escadas que davam pra uns quartos lá em cima e ali... Só que, no fim da escada, sem entrar em lugar nenhum, eles começaram a apalpar e a beijar a gente.

A Scarlett tava lidando muito melhor que eu, tinha mais experiência. Eu não. Eu tava nervosa demais e assustada pra meter um puta tesão e dar o que os caras queriam. Além disso… a puta da mãe… eu tinha vindo trabalhar, não pra ser comida à toa. Nem sabia quem era essa gente e nem se iam me pagar depois. Tudo indicava que não.

Quando os que tavam comigo perceberam que eu não tava botando muita onda e não respondia a nada daqueles beijos e apalpadas, eles ficaram mais pesados. Um me segurou firme pelo braço e me apalpava o que dava, enquanto o outro grudou em mim e começou a me beijar, esfregando entre as minhas pernas. Pra piorar, vi que subiu mais um pela escada, caiu na gargalhada quando nos viu e se juntou a mim. Eu já tava em pânico, mas não sabia se fazer um escândalo ia ser pior no final. Pelo menos não tavam violentos, mas tinham bebido tanto… não só bebida… que eu não tava segura de nada.

De repente, sinto um deles baixar minha calcinha e enfiar a cabeça entre as minhas pernas, chupando o que dava entre meus esperneios. Outro me agarrou forte pelas alças do vestido e tentou puxar pra baixo, deixando um peitinho de fora. Eles tavam cada vez mais colados e eu percebia que tavam esquentando demais. Eu já pensava que tava a cinco minutos de ser estuprada.

Um dos que tava em cima de mim de repente se irritou com a resistência que eu tava botando, no geral, em tudo, e o filho da puta, caindo na gargalhada, despejou a lata inteira de cerveja grande na minha cabeça. Todos os outros acharam graça e continuaram me apalpando. “Vamos ver se essa puta amolece…”, ouvi um deles falar. A cerveja fria escorria pelo meu cabelo e rosto, e logo os filetes frios desceram pelo meu corpo. Senti um deles tentar me virar e se colocou atrás de mim, levantando mais meu vestido enquanto eu me debatia tentando escapar, já desesperada. Por sorte, a Scarlett não sei se conseguiu se livrar do cara que tava em cima dela ou o quê, mas quando viu o que tavam fazendo comigo, partiu pra cima e começou a xingar geral, ela tentando tirar eles de cima de mim e eles, bem bêbados, tentando impedir. Não passou cinco segundos disso e eu também ouvi os gritos desgraçados e os xingamentos da Laura subindo as escadas, que tinha voltado pra dentro do sítio e da casa nos procurando. Depois ela me disse que era porque tava mandando mensagem e a gente não respondia, então ela voltou pra dentro.

Virou uma confusão de gritos, xingamentos e empurrões, e por sorte duas minas que tavam num dos quartos saíram pra ver o que era aquele barulho todo e ficaram do nosso lado na hora, empurrando e tirando aqueles bêbados filhos da puta de cima da gente. Parece que elas se conheciam porque começaram a se xingar entre si, os bêbados e as minas que tinham saído, e deu uma pausa na treta onde eles começaram a brigar e a gente aproveitou pra sair voando escada abaixo, e finalmente sair correndo de lá, entrando no carro e vazando.

O caminho inteiro de volta pra Capital eu passei chorando no banco de trás, com a Laura me abraçando e tentando me acalmar e me segurar. Nem trocaram palavra com a Scarlett e depois fiquei sabendo que elas brigaram feio por causa daquela noite. A Scarlett sumiu por umas semanas do bar. Quando me deixaram em casa, a Laura disse que ia ficar comigo, mas eu falei que não, que já tava de boa. Ela me encheu de beijos, mesmo eu toda suja, e foi embora com a Scarlett no carro.

Eu subi pro apartamento e entrei no chuveiro, fiquei lá uns 30 minutos, tentando processar do jeito mais calmo possível tudo que tinha rolado. Já tinha chorado o caminho inteiro de volta, já tinha botado pra fora. Já era. Mas agora tinha que processar com a cabeça e entender.

Tirei muitas lições daquela noite e tudo o que aconteceu. Mas a principal foi quando me deitei na minha cama, já por sorte limpa e com a cabeça tranquila. Foi quando decidi que nunca mais, a partir daquele momento, ia me deixar intimidar ou amedrontar por um homem.

Eu tinha uma chaminha dentro de mim. Todos os seres humanos têm. Foi naquela noite que, muito tênue, muito suave, quase imperceptivelmente, essa chaminha começou a brilhar um pouquinho menos e a dar um grauzinho a menos de calor.

Já tinha começado e eu nem tinha percebido…

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