Arroz con leche (X)




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Próximo postDizer que aquele beijo foi erótico e excitante seria apenas uma ínfima parte da verdade.

Me atreveria a dizer que foi quase terapêutico. Se Lizzie (nossa babá de Adelaide, artista plástica e atualmente, comerciante de arranjos florais) tivesse visto, talvez o comparasse com a beleza da natureza nas obras de Monet ou com o misticismo de Michelangelo, em suas representações religiosas mais simbólicas.

O certo foi que, para mim, era comparável com a beleza e simplicidade do arco-íris de um feixe de luz refratado, após atravessar um prisma de cristal.

Foi um beijo terno e carinhoso. Notei que no fugaz sorriso do meu Rouxinol havia uma espécie de agradecimento intrínseco e que seus lábios se uniram aos de sua prima quase sem nenhum desejo sexual.

Como se apenas tentassem consolar.

Pelo extremo receptor, por outro lado, Pamela parecia já demandá-lo, fosse um beijo meu ou de alguém, mas que o recebesse de Marisol, lhe pareceu uma grata surpresa.

Mais uma vez, devo insistir que Pamela é completamente heterossexual. Mas naqueles breves segundos, aquilo transcendera a um segundo plano.

Também devo dizer que naqueles momentos, Pamela se rendeu à sua prima e que desfrutou daquele beijo. Que sua expressão, durante o êxtase de fazer sexo comigo, se transfigurou de forma radical, como se em um par de segundos se surpreendesse e após uma piscadela, mandasse todo o resto para a puta que pariu.

Finalizando com esta pífia descrição daquele interessante acontecimento, só direi que eu estava maravilhado: Pamela, com aquela pele eternamente bronzeada, seu cativante cabelo curto corvo, aqueles lábios tão carnudos, com aqueles traços europeus tão concisos e guerreiros, estava completamente desarmada e com os olhos fechados, desfrutando dos finos e inocentes lábios de Marisol, cuja brancura de pele, seu nariz tão longo e esbelto e aqueles singulares olhos verdes, complementados com seus alisados cabelos castanhos, me faziam pensar na beleza de um anjo, beijando uma guerreira ou o romance proibido do sol com a lua, durante um eclipse solar.

Seu beijo se prolongou mesmo além da minha ejaculação e as carícias que trocaram estavam sobrecarregadas de doçura, daquele jeito tão caridoso e particular que duas mulheres podem se entregar.

E como se isso não bastasse, quando aquele beijo terminou e Pamela finalmente abriu os olhos, eu vi novamente a garotinha tímida, apavorada com os vestibulares e que, à noite, sussurrava para eu abraçá-la pelos peitos e que "se eu quisesse, ela deixava eu comer seu cuzinho... desde que a deixasse dormir em paz depois".

Em poucas palavras, a doce Pamela que eu deixei antes de me casar.

Lembro com grande detalhe a forma como se olhavam: Marisol acariciava o rosto delicado de sua prima com extrema doçura, enquanto Pamela se limitava a sorrir e seguir o traço dos dedos da minha amada, como se fosse uma gatinha preta mimada.

+ Viu que não foi tão ruim? - perguntou minha esposa, sem nenhum sinal de ciúme em seus olhos ou em seu sorriso.

* Não!... ele sempre foi quem me comeu melhor... - confessou Pamela, embriagada de prazer.

Marisol soltou uma risadinha breve, mas depois, seu olhar ganhou mais consistência e satisfação, e pude perceber a malícia travessa em seus olhos e aquela ansiedade nerviosa em suas palavras, insegura de que pudessem expressar a totalidade de seus pensamentos.

+ Por isso te digo que você não devia se casar! - insistiu, com aquele sorriso de satisfação que transbordava de seu rosto. - Ele ainda te ama... e muito... e se você vier nos visitar e quiser ficar com ele, eu prometo que não fico brava e empresto ele pra você... e se der vontade de ter um bebê, bem...

Não foi necessário que completasse a frase, já que o olhar de ambas brilhava de forma cintilante, esperando minha aprovação. Como se fosse algo tão fácil para mim...

- Bom... então, agora posso ficar com você? - perguntei à minha esposa, mudando de assunto e sentindo como as vontades voltavam a mim.

Marisol não esperava o comentário e perguntou com um de seus trejeitos provocantes.

+ Como você me pede isso?... Você não ficou com a Pamela por 2 anos!

- Sim, mas com você, não fiquei 3 dias… - respondi, literalmente faminto por ela.

Naquele instante, Pamela interrompeu a conversa…

* Caralho, querido!... Como você pode ficar duro assim tão rápido?

As palavras de Pamela deixaram Marisol ainda mais envergonhada, corando completamente e desviando o olhar por alguns instantes.

+ Mas… você nem comeu os peitos dela ainda… - exclamou meu Rouxinol, como se não fosse nada.

* Eu sei!... mas por alguma razão, casei com você… e sinto mesmo sua falta. - foi minha única resposta.

E sei que essas palavras, para este tipo de páginas, podem soar estranhas. Mas a verdade é que para mim, fazer amor com a Marisol é um dos maiores prazeres desta vida.

Não sei se é produto da minha personalidade obsessivo-compulsiva, ou porque fomos amigos por tanto tempo. Talvez, porque ela passou quase meio ano me dando boquetes, sem eu poder retribuir pela diferença de idades, ou quem sabe, se deve aos longos turnos de trabalho que tive nos primeiros anos na mineradora, ou simplesmente, porque as melhores experiências da minha vida, eu as vivi ao lado dela.

Seja como for, o melhor momento do meu dia é deitar com a Marisol e aproveitá-la até cansar.

Ou então, descontar minhas frustrações de não estar ao lado dela com a garota que tiver mais à mão.

Esse é o motivo pelo qual a Hannah pouco se importa com seu marido Douglas quando viajo para Perth, assim como Gloria, minha secretária, perdeu a virgindade anal naqueles últimos dias antes do nascimento da minha pequena Alicia, assuntos que espero narrar em breve.

Mas voltando àqueles momentos mágicos, percebia Marisol entre envergonhada e indecisa com minha proposta.

+ Por favor! - me pediu, acariciando minha bochecha. - Faz mais uma vez, por mim, com ela por cima e descobre os peitos e na próxima, prometo que é a minha vez!

Seus olhos estavam tão ternos naqueles momentos, que não resisti e obedeci, sem nem imaginar a noite que nos esperava, nós três.

De qualquer forma, Pamela parecia contente quando a coloquei por cima.

* Nossa, querido! Seu pau é tão bom que não baixa nem murcha um pouquinho, caralho!

Ela começou a se mexer devagar, com cadência, para frente e para trás, exalando constantemente. Seus peitos estavam inchados como bolos de chocolate, com os mamilos eretos coroando as delícias e gritando para que alguém os mordesse. E Pamela estava tão feliz que deixava a cabeça cair um pouco para trás.

* Querido, querido, eu adoro seu pau! Queria sentar nele todo dia!

E então, Marisol apareceu com o consolo escuro que ela usa quando não durmo com ela.

* Caralho, Mari! Caralho, Mari! O que você quer fazer, linda? – perguntou, imaginando o que a esperava…

Marisol sorriu para ela com uma simplicidade impecável…

+ Não… é que eu queria mostrar… porque acho que é do mesmo tamanho… e queria saber se você pensa o mesmo…

Pamela estava excitada, já que Marisol não perdia um segundo do movimento da sua cintura, e não precisava ser psíquico para entender as intenções da minha mulher.

* Caralho, Mari! Caralho, Mari! Não enfia no meu cu, mulher, que a Amelia já me arrebentou! – exigiu Pamela, mas dava para ver que ela jogava mais a cintura para trás.

+ Não, eu não vou enfiar bruscamente! Prometo! – garantiu minha mulher. – Vou enfiar do mesmo jeito que ele enfia!

E, dito isso, Pamela começou a gritar de prazer. Sua bunda continuava apertada, mas seus peitos balançavam com grande satisfação ao sentirem aquilo dentro.

Era um espetáculo ver Pamela cavalgando em mim com o consolo entrando na sua bunda: seus movimentos eram tão violentos que seus deliciosos peitos sacudiam como pêndulos descoordenados, e cada investida, além de desmantelá-la fisicamente, parecia… deixar ela louca.

* Caralho, Mari! Caralho, Mari! Que delícia é isso! – exclamava, rebolando cada vez mais rápido…

+ Eu sei! Né? Às vezes, ele me enfia assim quando me pega pelo cuzinho… – confessou minha esposa, acompanhando o ritmo e sempre sorrindo.

Mas foi nesses momentos que percebi os desejos da minha esposa por sodomizar a prima dela…

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Na verdade, demorou mais alguns dias para confirmar. Enquanto estávamos sozinhas, aproveitando o pôr do sol na cabana que havíamos alugado na Tailândia, perguntei à minha esposa se aquilo era verdade.

No começo, ela negou, dizendo que era só uma brincadeira, que “foi algo do momento…”. Mas conforme fui contando como eu tinha percebido as coisas, as memórias começaram a excitá-la e, de fato, ela acabou confessando.

Ela me contou que tudo começou alguns anos atrás, na noite de ano novo, quando minha esposa acabou sodomizando a irmã dela e a amiga aeromoça, Diana, com o consolo duplo que a irmã tinha, e a experiência foi tão gratificante que “despertou a vontade” de tentar com a prima.

Depois, quando se envolveu com a amiga Lara, já que a cintura e o físico dela eram muito parecidos com os da Pamela, muitas vezes ela imaginou sodomizando a prima com aquele consolo enorme e, como Lara gemida e ficava mais excitada quanto mais brusca Marisol ficava, esses desejos acabaram se concretizando no que aconteceu naquela noite que compartilhamos com Pamela.

Desnecessário dizer que, depois dessa confissão, Marisol teve alguns problemas para andar e sentar por alguns dias, embora seu sorrisinho radiante fosse inesquecível.

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Tudo estava no movimento da pélvis que minha esposa inconscientemente fazia, pressionando o corpo dela na base do consolo. Além disso, também notei como os olhos da minha esposa se desviavam para os seios fartos da prima, aproveitando para acariciar um dos seus coxas e a prender seus lábios acima dos ombros, enquanto Pamela se deixava levar e se rebolava cada vez com mais força.

* Caralho! Que gostoso! Que gostoso! Porra! – ela se queixava num ardente crescendo.

E foi nesses momentos que cheguei à conclusão: se Pamela casasse com qualquer sujeito, deveria reservar semanas ou até mesmo um par de meses se viesse nos visitar, visto que tanto eu quanto sua prima estaríamos atendendo ela constantemente na cama.

* Caralho, Mari! Caralho, Mari! Arrebenta mais meu cu, querida! – suplicava Pamela, completamente descontrolada de prazer.

E isso despertou o lado sádico da minha mulher…

+ Tá vendo? Tá vendo, priminha? Você não pode casar! Não pode casar! Porque se casar, não vai poder aproveitar isso pra caralho… – respondeu, beijando seu pescoço e enfiando o cinto de pau com mais força.

* Ai, Mari! Ai, Mari! Para, não aguento mais!… – ela gemia por causa disso, com enormes convulsões.

+ Me diz quem te fode melhor: se é meu marido ou o Juan…

* Caralho, não, Mari!

+ Fala, ou eu tiro! – minha esposa ameaçou, com violência incomum e sussurrando (apesar do barulho, consegui ouvir claramente) no seu ouvido.

* Caralho, Mari! Caralho, Mari! Seu marido, porra!…

E Marisol sorria com completa satisfação…

+ E quem arrebenta melhor seu cu? – sussurrou, rebolando nela com verdadeira perversidade.

* Você, Mari! Você!

Marisol e eu nos olhamos e por alguns segundos sorrimos: tínhamos a “Amazona espanhola” completamente dominada.

+ Não, boba! Quem arrebenta melhor seu cu é meu marido! Entendeu? – ela se atreveu a dizer, dando um leve tapa com a palma da mão em uma de suas nádegas.

Mas isso excitou Pamela ainda mais, fazendo com que seu corpo caísse completamente sobre mim.

+ Ninguém mais pode arrebentar seu cu, além do meu marido, entendeu? Ninguém! Ninguém! Ninguém!

* Ahh, sim, Mari, sim, farei o que você pedir!

+ Quem pode arrebentar seu cu? Quem pode arrebentar seu cu?

* Só você… e seu marido… Ai!… você e seu marido… – respondia aos seus tapas, aproveitando-os entre a dor.

Às vezes, o frenesi de Pamela me lembrava uma chaleira prestes a ferver e, quando seu corpo não aguentava mais, ela pediu completamente descontrolada.

* Marco, amor, goza, por favor! Goza em mim, meu amor! Caralho, amor! Caralho, amor! Ah! Ahhh! Ahhhh! Porra! Gaaaah!

Nós três ficamos exaustos, ofegantes e brilhando de suor. Pamela não dormia, mas estava acomodada no meu peito, de olhos fechados, ouvindo minha respiração.

E então, enquanto acariciava a rendida Pamela, Marisol se aproximou para confirmar sua vitória, momento oportuno para perguntar:

– Agora, sim?

E sei que se Pamela estivesse um pouco menos cansada, teria comentado algo a respeito.
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1 comentários - Arroz con leche (X)

Que buena velada para los tres que prosigue?espero la siguiente entrega
Acabo de subirla. Es un gusto volver a saber de ti. ¡Ánimo, amigo, no te rindas y sigue adelante!