Meu nome é Carlos. Tenho vinte anos e estou no segundo ano da faculdade de Administração e Direção de Empresas. Vou pra faculdade com dois amigos que conheço desde o colégio, Cristian e Marcos. Nenhum de nós tínhamos muita certeza do que fazer com nossas vidas, então entre os três escolhemos esse curso, já que era um pra qual nossa nota dava, parecia ter saídas profissionais decentes e, acima de tudo, queríamos viver a vida universitária os três juntos. Com o Cristian sempre tive mais cumplicidade. Temos personalidades parecidas, mas embora eu não me considere tímido, posso ser mais calado ou reservado, então o Cristian sempre me ajudou muitas vezes me dando um empurrão. O Marcos sempre foi um cara gente boa, mas sempre foi um pouco mais por conta própria. Por exemplo, quando saíamos pra festa, era o primeiro que se separava do grupo em busca de alguma mina em vez de passar mais tempo entre a gente. Nossos planos de parceria universitária mudaram quando conhecemos a Nerea e a Silvia. Elas tinham ficado amigas na universidade e sentavam juntas em toda aula. Como o Marcos faltava várias vezes, seja porque no dia anterior tinha ido pra festa ou simplesmente porque não tava a fim de ir, o Cristian e eu começamos a sentar com elas pra dar uns beijos. No fim, uma coisa foi levando a outra e nós quatro acabamos tendo um relacionamento, com o Cristian saindo com a Silvia e eu com a Nerea. A Silvia era parecida com o Cristian. Era mais direta, mais atirada, mais de falar o que pensava sem filtro. Eles se provocavam, discutiam brincando e desde o começo dava pra ver que eles se curtiam. A Nerea, por outro lado, parecia mais tímida. No começo quase não falava. Respondia com monossílabos e sorrisos curtos. Mas quando você a conhece, quando consegue fazer ela se soltar, é muito divertida e com uma personalidade que você não espera. As duas são muito gostosas além disso, cada uma do seu jeito. A Silvia é morena e mais magrinha, enquanto a Nerea é loira e tem mais peito desenvolvido. Obviamente, na universidade a gente passava o tempo todo junto. Aulas, intervalos, sessões de estudo na biblioteca, comer na cantina... Às vezes o Marcos se juntava a gente, pra quem não parecia importar que a gente tivesse arrumado namoradas. Na verdade, ele parecia se divertir pra caralho provocando elas pra ver como reagiam. Elas não gostavam muito do Marcos. Achavam que ele não levava nada a sério, que era o típico hétero básico que só pensava em futebol, festa e sexo. Mas toleravam ele por carinho a gente. Alguma vez, na intimidade, elas tinham admitido que ele era gostoso, mas que era tão idiota que jamais apresentariam ele a uma amiga. Passou um ano e todos avançamos pro segundo, até o Marcos, que apesar de tudo quando se dedicava dava conta das coisas. Podia passar o curso inteiro sem abrir um livro e depois revisar os apontamentos pra passar em quase tudo. Nossos relacionamentos continuaram iguais, só que cada vez mais sérios. Tudo mudou no dia que um professor decidiu mandar pra turma toda um trabalho onde a gente devia simular uma empresa, que podia ser feito sozinho ou em grupos de até cinco pessoas. Obviamente, os dois casais se juntaram formando um grupo de quatro, mas o Cristian e eu estávamos preocupados com o Marcos. Passar em provas de última hora ele conseguia, mas um trabalho desse tipo? Nem fodendo, e se ele levasse um zero, tirar o crédito da matéria podia ficar muito difícil. Como amigos dele, a gente teve pena e propôs pras meninas que ele se juntasse a gente. -Sério?- Perguntou a Silvia revirando os olhos. -Ele tá perdido. Não tem grupo. Ele me falou ontem quando a gente ia pra casa- Disse o Cristian querendo dar pena. -Por algum motivo deve ser- Respondeu a Silvia-. Ninguém quer ele. -Ele é nosso amigo- Intervim já que não gostei de ouvir ela dizer aquilo de que ninguém queria ele-. -Ele é um vagabundo- Disse a Silvia-. Não vai contribuir com nenhuma ideia, a parte dele vai fazer de qualquer jeito e vai baixar nossa nota. Vocês estão pedindo pra gente Vamos dar a pior nota pra que aquele cabeça de vento possa passar.
Silvia bufou e olhou pra Nerea.
—O que você acha?
Nerea deu de ombros.
—Não vou muito com a cara dele. Mas também não desgosto. É o Marcos. A gente conhece ele há dois anos. A gente sabe como ele é. Se a gente falar que ele tem que trabalhar, vai que ele faz.
—É, sei — disse Silvia.
—A gente vai deixar claro que dessa vez é importante — disse Cristian. — Ou ele trabalha, ou fica de fora.
Silvia pensou um instante. Depois olhou pra Nerea, que assentiu. Ela era do tipo que se sentiria culpada demais em deixar alguém na mão. Silvia só suspirou.
—Tá. Mas se ele não fizer nada, não vou me cortar. E vou botar a culpa em você — disse, apontando pro namorado.
Então, quando Marcos chegou na aula, Cristian e eu fomos até ele e fizemos a proposta.
—Trabalhar em grupo? Com vocês quatro? Os dois casalzinhos?
—É — disse Cristian. — Mas você tem que trabalhar. Sério, tô arriscando meu pescoço por você.
—Literalmente — continuei. — Eu tô de boa, mesmo se a gente reprovar, acho que a Nerea curtiu eu defender um amigo assim.
—Ha, engraçadinho. Bom, e aí, o que você diz? — perguntou Cristian pro Marcos.
—Relaxa, mano. Você sabe que quando eu quero, eu consigo. Agradeço de verdade, não vou deixar vocês na mão.
O projeto se desenvolveu surpreendentemente bem. Marcos foi, como era de se esperar, o mais instável de todos, mas cumpriu a promessa de se esforçar e de vez em quando até dava boas ideias, então as meninas não puderam reclamar de nada. A apresentação ia ser numa segunda e na sexta a gente já tinha tudo pronto, mas mesmo assim a gente marcou de revisar pra ver se tava tudo certo. O encontro rolou na casa do Cristian na sexta à tarde. Os pais dele iam pra um casamento e só voltariam no dia seguinte ao meio-dia, então a gente tinha a casa só pra gente. Por volta das 8 da noite a gente tinha tudo preparado, então recolhemos tudo e começamos a pegar umas cervejas e pedimos umas pizzas pra comemorar. A noite foi se esticando e A gente começou a tirar jogos de tabuleiro enquanto o álcool passou de cerveja para coisas um pouco mais fortes do mini bar do pai do Cristian. Em um dado momento, a Silvia se levantou para ir ao banheiro. Demorou um pouco, mas quando voltou, tinha um sorriso estranho. Era como se estivesse segurando o riso. Sentou no sofá do lado do Cristian. - O que foi? - perguntou o Cristian. - Nada - disse a Silvia, mas riu. O Marcos, que voltava da cozinha, anunciou que não tinha mais gelo e que ia descer para pegar mais. - Ei, a gente não vai passar a noite toda bebendo - eu disse. - Cara, mas um último drinque a gente tem que tomar. Sei que vocês estão loucos para se pegarem, mas eu me esforcei muito, me deixa comemorar. - Vai, vai logo - respondi. Na verdade, eu estava me divertindo e não tinha necessidade de que a noite acabasse. Quando o Marcos saiu, a Silvia riu de novo com mais força. - Bom, o que está acontecendo? - insistiu a Nerea. - Encontrei uma coisa no banheiro. No armário de cima. Um frasco. - Que frasco? - perguntou o Cristian. - Viagra. Do seu pai. O Cristian ficou vermelho como um tomate. - Porra, Silvia. - Não estava bisbilhotando! - se defendeu rindo. - Só vi enquanto lavava as mãos. A Nerea e eu rimos também. - Não acredito nisso - protestou o Cristian. - Ei, não tem problema - disse a Silvia. - É normal. Seu pai tem uma idade, mas tem que continuar dando conta da sua mãe, ha, ha, ha. - Silvia, por favor. - Tá, tá. - A Silvia levantou as mãos. - Mas... me veio uma ideia. - Não - disse o Cristian. - Você nem sabe o que eu vou dizer. - Não quero saber. - É uma brincadeira. Uma brincadeira inofensiva. Eu me interessei. - Que tipo de brincadeira? A Silvia sorriu. - E se a gente colocar uma no drink do Marcos? - Você está louca? - disse o Cristian. - É uma brincadeira. Só um comprimido. Vamos ver o que acontece. - Não sei, cara - disse a Nerea. - Isso pode ser perigoso. A gente está bebendo álcool e... - Não é perigoso. É viagra. Você acha que os senhores que tomam um não viraram vinte doses antes? O Marcos é um garoto jovem, ele pode aguentar bem
-Não sei, Silvia. Não gosto dessas brincadeiras cruéis- Respondeu Nerea.
-Não é cruel. É uma brincadeira normal e comum. Você acha que o Marcos vai ficar bravo por ter uma ereção? Quantas vezes ele já não tirou sarro da gente?
Nós quatro ficamos em silêncio analisando a situação. Para mim, parecia uma ideia interessante, e eu me perguntava como o Marcos reagiria quando visse que de repente começasse a ficar de pau duro. Vendo que ninguém dizia nada, Silvia reagiu.
-Vou pegar o frasco.
-¡Silvia!- Gritou Cristian.
Mas ela não ouviu e voltou com um comprimido na mão. Cristian suspirou.
-Tá bom. Mas se a gente tiver que ir pro pronto-socorro, vamos todos depor contra você.
-Não vai acontecer nada com ele.
Nerea olhou pra mim e, ao ver que eu não tinha muita cara de oposição, aceitou.
Marcos voltou uns minutos depois com o gelo.
-Quem quer outro?- Disse enquanto colocava gelo no copo.
-Eu- Disse Silvia-. Mas eu mesma preparo, porque você sempre faz muito forte.
-Como quiser.
Marcos colocou uns gelos no copo de Silvia e ela começou a se servir de rum.
-Me dá seu copo que eu coloco pra você- Disse ela pro Marcos.
-Toma, mas pra mim põe um dedo a mais.
Silvia começou a colocar o rum no copo do Marcos e em seguida terminou de encher os dois copos com Booty. Aproveitando que Marcos desviou o olhar por um instante, ela jogou o comprimido de viagra que tinha na mão no copo dele.
-Toma.
-Valeu.
Marcos pegou o copo e bebeu. Um gole longo. Depois deixou na mesa e se recostou no sofá.
-Vamos, continuamos jogando- Disse Cristian enquanto também preparava um drinque com gim.
-Isso, vamos- Acrescentei eu.
Começamos uma partida de trivial de meninos contra meninas, mas nenhum de nós quatro prestava atenção no jogo e todos olhávamos o Marcos de rabo de olho. Eu realmente tinha minhas dúvidas de que ele fosse engolir o comprimido porque achava que ele ia notar na hora que entrasse na boca. Ia perguntar o que era aquilo, a gente ia admitir tudo e rir, mas até aquele momento ele não tinha dito nada, então A gente continuava esperando sem saber quando e se faria efeito nele. Devem ter passado uns 15 a 20 minutos quando Marcos começou a fazer movimentos estranhos no sofá, tipo se ajustar demais a calça. Aí eu percebi que ele tinha engolido o comprimido e que estava fazendo efeito.
—Pergunta pra Nerea — disse Cristian pra Marcos, apontando pras cartas com um sorriso de canto.
—Tá, tá — Marcos pegou uma carta. — Em que ano...?
Ele se calou e se mexeu de novo. Todo mundo olhou pra virilha dele e a ereção já era tão evidente que dava pra ver através da calça. Nerea cobriu a boca com a mão e Silvia soltou uma risadinha abafada.
—Você tá bem? — perguntou Cristian com um certo tom de deboche que Marcos não conseguiu detectar.
—Sim. Sim. É que... sei lá — Marcos se mexeu de novo. — Acho que algo me caiu mal.
—Nossa, e eu que pensava que você tava realmente curtindo esse jogo — disse Silvia, fazendo a gente ter que segurar a risada.
—O quê? — perguntou Marcos, que nem parecia prestar atenção na gente direito.
—Nada, nada. Vai, pergunta.
Marcos leu a pergunta e o jogo continuou, mas ele ficou bem calado. O desconforto dele era claramente evidente, e depois de uns dois minutos Cristian perguntou de novo.
—Cara, tá acontecendo alguma coisa?
—Não. Sim. Sei lá — respondeu Marcos, que devia estar zonzo entre a ereção, a vergonha e o álcool. — Vou no banheiro um instante.
Ele se levantou e não tinha como a gente não ver a ereção totalmente marcada.
—Eu sabia! — explodiu Silvia, morrendo de rir.
—Porra, cara — disse Cristian, que tentava não zoar mas também não conseguia segurar a risada.
—Coitado — disse Nerea, mas também estava rindo.
—Cuidado pra não virar de repente que você pode me deixar KO se me acertar na cabeça — eu disse pro Marcos, provocando gargalhada geral.
Marcos já começou a sacar que aquilo não era uma situação normal.
—Que porra vocês fizeram comigo?
—Viagra! — disse Silvia, rachando de rir. — A gente colocou viagra no seu rum!
Marcos olhou pra todo mundo. Um por um. E Depois de um segundo, ele passou a mão pelo rosto.
-Vocês são foda. Sabem o perrengue que eu passei? Vocês não podem imaginar o quanto tá doendo agora.
-Desculpa, mano - disse Cristian, ainda com um sorriso. - Era uma brincadeira inocente.
-Inocente? Vocês me deram um viagra de puta sem eu saber. E isso te parece inocente?
-Tá, tá, a gente sente muito - eu disse. - Sério. Mas também não é pra tanto. É só um comprimido, todo mundo toma.
-Não tô nem aí. Você tá vendo isso? - disse apontando pra virilha. - Tá doendo. Tá doendo de verdade.
Nerea levantou do sofá.
-Quer que eu te traga um copo d'água?
-Não. Eu quero que isso abaixe. O que eu suposto que eu faça agora?
Silvia, que tinha parado de rir mas continuava com um sorriso na cara, deu de ombros.
-Então... sei lá. Vai no banheiro. Bate uma. Quando você gozar deve ficar mais tranquilo. Pelo menos é o que acontece com o Cristian, ha, ha, ha.
Marcos olhou pra ela com cara de poucos amigos.
-Sério?
-É o lógico. Você dá uma punhetada, goza, e abaixa. Talvez com o viagra demore um pouco mais, mas já não deve ser pra tanto.
-Ótimo...
Cristian levantou as mãos.
-Mano, é a única coisa que me vem à cabeça. Ou isso ou aguentar até passar. Mas se você diz que dói...
Marcos bufou. Olhou pra Nerea, que observava com uma mistura de pena e diversão, e também pra mim, que também não tinha muito a acrescentar.
-Tá. Tá. Vou pro banheiro - disse resignado. - Mas isso não acabou.
-Ânimo, campeão! - gritou Silvia quando Marcos sumiu pelo corredor.
-Mete bronca! - acrescentou Cristian, rindo.
-Tenta não pensar na gente! - eu disse.
Nerea não continuou a brincadeira mas ria com cada comentário.
Ouvimos a porta do banheiro fechar. Decidimos dar um pouco de espaço e ficamos na sala comentando a situação, mas os minutos passaram e Marcos não saía. Deviam ter passado uns dez minutos quando ouvimos um barulho surdo. Como se alguém tivesse dado um soco na preparado.
—Se va a dejar hecha polvo a este ritmo —susurró Cristian.
—Pobre, creo que nos hemos pasado —dijo Nerea.
—De pobre nada. Si le hubiésemos propuesto hacérselo a Carlos o a Cristian habría dicho que sí —dijo Silvia.
En el baño se oían ruidos del grifo abriéndose, pasos y algún que otro suspiro. Finalmente la puerta del baño se abrió. Marcos salió con el pelo revuelto y una expresión de desesperación. Cuando llegó al sofá todos lo vimos: la erección seguía ahí igual de marcada.
—No puedo —dijo, dejándose caer en el sofá—. No hay manera. Me he... Bueno, ya sabéis. Pero nada. Sigue igual. Y encima me duele más.
—¿Cómo que no puedes? —preguntó Cristian.
—Que no puedo, mano. Lo he intentado. En serio. Pero no hay forma. Y tampoco ayuda que estéis todos ahí fuera pendientes de que me corra.
Silvia dejó de sonreír.
—Caralho, lo siento. Pensaba que funcionaría.
—Pues no funciona —Marcos se pasó las manos por la cara—. Me duele mucho. En serio. Esto no es normal.
—Vale, vale —dije poniéndome serio—. Siéntate y relájate. Ya se te va a bajar. Dale tiempo.
—¿Tiempo? —Marcos me miró con los ojos muy abiertos—. ¿Cuánto tiempo? Porque llevo así más de media hora y va a peor. Me duele de verdad, no es una broma.
—Pues no sé. Tiempo. Una hora. Dos. Se te va a ir pasando.
—No quiero esperar dos horas. Quiero que se me baje ahora. ¿Y si me ha hecho algún efecto extraño?
—Es solo viagra. No es peligroso —dijo Silvia, que ya no sonaba tan segura.
—Eso dijiste antes. Y mírame.
—Habría que llevarlo al hospital —dijo Nerea, que parecía la más preocupada—. En serio. Si le duele tanto y no se le baja, puede ser peligroso.
—¡Ni de coña! —respondió Marcos, casi gritando—. No pienso ir al hospital con esto. ¿Te imaginas? Sentado en urgencias con todo el mundo viéndome, que un gracioso me haga una foto para redes sociales, y que venga un médico a pincharme la pica. Y una mierda.
—Pero Marcos… —intentó protestar Nerea.
—He dicho que no.
—Además —traté de aportar—, le hemos dado viagra sem o consentimento dele. Isso é como drogar alguém, como se a gente tivesse colocado uma bala na bebida de uma garota na balada. Podiam nos denunciar.
Silvia ficou parada.
- Porra, Carlos. Não tinha pensado nisso assim - disse Silvia.
- A merda que você arrumou - respondeu Cristian à namorada.
- Não, não! - Silvia levantou as mãos. - Foi ideia minha, sim. Mas todo mundo concordou. Você também, Cristian.
- Eu disse que não.
- Você disse que não no começo, mas depois disse "vai, tá bom". Isso é concordar.
- Bom, tanto faz quem foi - eu disse. - O caso é que agora ele tá assim. E se isso for além, podemos ter um problema porque se o Marcos quiser, ele nos denuncia. E com razão.
- Denunciar a gente? - Cristian me olhou como se eu tivesse acabado de dizer uma loucura. - Como assim o Marcos vai nos denunciar?
- Provavelmente ele não faria isso, mas talvez no hospital ele confesse sem querer quando perguntarem e eles podem fazer um boletim. Sei lá.
Entre o álcool e a pressão da situação, eu não sabia se o que eu dizia fazia algum sentido.
Enquanto a gente discutia, Marcos continuava desconfortável no sofá e respirando com força.
- Não aguento mais - disse ele, com a voz entrecortada. - Desculpa. Mas não consigo ficar com ela enfiada assim por mais tempo.
Marcos desabotoou a calça e tirou o pau pra fora na frente de todo mundo, ficando um pouco mais aliviado. Os quatro ficamos mudos na hora. Silvia tapou a boca, Nerea arregalou os olhos, e Cristian e eu sofremos uma espécie de choque que só os homens conseguem sentir. O pau do Marcos não estava só duro como pedra. Era enorme. Fora do pornô eu só vi o meu ereto, mas claramente ele estava acima da média. Vários centímetros maior que o meu. Realmente me custava entender como ele tinha conseguido vestir a calça de novo ao sair do banheiro.
- Caralho - disse Silvia, sem conseguir evitar.
Nerea não disse nada, só olhava, mas de um jeito que, pra mim, como namorado dela, me acertava em cheio no estômago.
Marcos olhou pra todos nós. Estava com a cara vermelha e uma expressão de vergonha que nunca tinha visto nele.
—Já sei — disse ele. — Já sei. Mas é o que tem. Deixar ele enfiado dentro da calça fazia doer muito mais. Pelo menos agora sinto um pouco de alívio.
Ficamos um instante em silêncio assimilando a situação até que Silvia se pronunciou—
—Então… — Silvia ficou pensando se continuava com o que ia dizer. Olhou o pau do Marcos e depois olhou pra gente—. Me ocorreu uma coisa.
—O quê? — perguntou Cristian com agressividade, como se pressentisse o que ela ia dizer.
—Que eu faço uma masturbação nele.
—O QUÊ?!
—Que eu faço uma masturbação nele. Talvez se for uma mina que faz, ele fica mais excitado e goza. Ele já tentou sozinho e não conseguiu. Mas comigo pode ser diferente.
—Você tá louca? — Cristian estava claramente puto —. Você? Nele?
—Pois não sei, quer fazer você? Porque não te vejo muito disposto, mas por mim, fica à vontade.
—Mas você é minha namorada! Não quero que você faça uma masturbação em outro.
—Eu sei, mas ele também é seu amigo e isso foi culpa minha. Bom, nossa. E eu quero resolver.
—Silvia, não me fode.
—Cristian, olha ele — Silvia apontou pro Marcos —. Ele tá dizendo que dói e se a gente não fizer nada, vamos gozar a noite no pronto-socorro.
—Então vamos pro hospital, tô nem aí.
—Ele disse que não quer, e eu entendo. Ele não tem que ser humilhado assim por nossa culpa.
—Não quero que você faça uma masturbação no Marcos.
—E o que você quer que a gente faça então? Tem uma ideia melhor?
Cristian não respondeu. Passou as mãos pelo rosto. Olhou pro Marcos e ele retribuiu o olhar com uma expressão de sinto muito, mas não parece má ideia. Cristian não disse nada, mas fez cara de conformação.
—Tá bom — disse Silvia, pegando Marcos pela mão —. Vamos pro quarto. Fim do primeiro capítulo
Silvia bufou e olhou pra Nerea.
—O que você acha?
Nerea deu de ombros.
—Não vou muito com a cara dele. Mas também não desgosto. É o Marcos. A gente conhece ele há dois anos. A gente sabe como ele é. Se a gente falar que ele tem que trabalhar, vai que ele faz.
—É, sei — disse Silvia.
—A gente vai deixar claro que dessa vez é importante — disse Cristian. — Ou ele trabalha, ou fica de fora.
Silvia pensou um instante. Depois olhou pra Nerea, que assentiu. Ela era do tipo que se sentiria culpada demais em deixar alguém na mão. Silvia só suspirou.
—Tá. Mas se ele não fizer nada, não vou me cortar. E vou botar a culpa em você — disse, apontando pro namorado.
Então, quando Marcos chegou na aula, Cristian e eu fomos até ele e fizemos a proposta.
—Trabalhar em grupo? Com vocês quatro? Os dois casalzinhos?
—É — disse Cristian. — Mas você tem que trabalhar. Sério, tô arriscando meu pescoço por você.
—Literalmente — continuei. — Eu tô de boa, mesmo se a gente reprovar, acho que a Nerea curtiu eu defender um amigo assim.
—Ha, engraçadinho. Bom, e aí, o que você diz? — perguntou Cristian pro Marcos.
—Relaxa, mano. Você sabe que quando eu quero, eu consigo. Agradeço de verdade, não vou deixar vocês na mão.
O projeto se desenvolveu surpreendentemente bem. Marcos foi, como era de se esperar, o mais instável de todos, mas cumpriu a promessa de se esforçar e de vez em quando até dava boas ideias, então as meninas não puderam reclamar de nada. A apresentação ia ser numa segunda e na sexta a gente já tinha tudo pronto, mas mesmo assim a gente marcou de revisar pra ver se tava tudo certo. O encontro rolou na casa do Cristian na sexta à tarde. Os pais dele iam pra um casamento e só voltariam no dia seguinte ao meio-dia, então a gente tinha a casa só pra gente. Por volta das 8 da noite a gente tinha tudo preparado, então recolhemos tudo e começamos a pegar umas cervejas e pedimos umas pizzas pra comemorar. A noite foi se esticando e A gente começou a tirar jogos de tabuleiro enquanto o álcool passou de cerveja para coisas um pouco mais fortes do mini bar do pai do Cristian. Em um dado momento, a Silvia se levantou para ir ao banheiro. Demorou um pouco, mas quando voltou, tinha um sorriso estranho. Era como se estivesse segurando o riso. Sentou no sofá do lado do Cristian. - O que foi? - perguntou o Cristian. - Nada - disse a Silvia, mas riu. O Marcos, que voltava da cozinha, anunciou que não tinha mais gelo e que ia descer para pegar mais. - Ei, a gente não vai passar a noite toda bebendo - eu disse. - Cara, mas um último drinque a gente tem que tomar. Sei que vocês estão loucos para se pegarem, mas eu me esforcei muito, me deixa comemorar. - Vai, vai logo - respondi. Na verdade, eu estava me divertindo e não tinha necessidade de que a noite acabasse. Quando o Marcos saiu, a Silvia riu de novo com mais força. - Bom, o que está acontecendo? - insistiu a Nerea. - Encontrei uma coisa no banheiro. No armário de cima. Um frasco. - Que frasco? - perguntou o Cristian. - Viagra. Do seu pai. O Cristian ficou vermelho como um tomate. - Porra, Silvia. - Não estava bisbilhotando! - se defendeu rindo. - Só vi enquanto lavava as mãos. A Nerea e eu rimos também. - Não acredito nisso - protestou o Cristian. - Ei, não tem problema - disse a Silvia. - É normal. Seu pai tem uma idade, mas tem que continuar dando conta da sua mãe, ha, ha, ha. - Silvia, por favor. - Tá, tá. - A Silvia levantou as mãos. - Mas... me veio uma ideia. - Não - disse o Cristian. - Você nem sabe o que eu vou dizer. - Não quero saber. - É uma brincadeira. Uma brincadeira inofensiva. Eu me interessei. - Que tipo de brincadeira? A Silvia sorriu. - E se a gente colocar uma no drink do Marcos? - Você está louca? - disse o Cristian. - É uma brincadeira. Só um comprimido. Vamos ver o que acontece. - Não sei, cara - disse a Nerea. - Isso pode ser perigoso. A gente está bebendo álcool e... - Não é perigoso. É viagra. Você acha que os senhores que tomam um não viraram vinte doses antes? O Marcos é um garoto jovem, ele pode aguentar bem
-Não sei, Silvia. Não gosto dessas brincadeiras cruéis- Respondeu Nerea.
-Não é cruel. É uma brincadeira normal e comum. Você acha que o Marcos vai ficar bravo por ter uma ereção? Quantas vezes ele já não tirou sarro da gente?
Nós quatro ficamos em silêncio analisando a situação. Para mim, parecia uma ideia interessante, e eu me perguntava como o Marcos reagiria quando visse que de repente começasse a ficar de pau duro. Vendo que ninguém dizia nada, Silvia reagiu.
-Vou pegar o frasco.
-¡Silvia!- Gritou Cristian.
Mas ela não ouviu e voltou com um comprimido na mão. Cristian suspirou.
-Tá bom. Mas se a gente tiver que ir pro pronto-socorro, vamos todos depor contra você.
-Não vai acontecer nada com ele.
Nerea olhou pra mim e, ao ver que eu não tinha muita cara de oposição, aceitou.
Marcos voltou uns minutos depois com o gelo.
-Quem quer outro?- Disse enquanto colocava gelo no copo.
-Eu- Disse Silvia-. Mas eu mesma preparo, porque você sempre faz muito forte.
-Como quiser.
Marcos colocou uns gelos no copo de Silvia e ela começou a se servir de rum.
-Me dá seu copo que eu coloco pra você- Disse ela pro Marcos.
-Toma, mas pra mim põe um dedo a mais.
Silvia começou a colocar o rum no copo do Marcos e em seguida terminou de encher os dois copos com Booty. Aproveitando que Marcos desviou o olhar por um instante, ela jogou o comprimido de viagra que tinha na mão no copo dele.
-Toma.
-Valeu.
Marcos pegou o copo e bebeu. Um gole longo. Depois deixou na mesa e se recostou no sofá.
-Vamos, continuamos jogando- Disse Cristian enquanto também preparava um drinque com gim.
-Isso, vamos- Acrescentei eu.
Começamos uma partida de trivial de meninos contra meninas, mas nenhum de nós quatro prestava atenção no jogo e todos olhávamos o Marcos de rabo de olho. Eu realmente tinha minhas dúvidas de que ele fosse engolir o comprimido porque achava que ele ia notar na hora que entrasse na boca. Ia perguntar o que era aquilo, a gente ia admitir tudo e rir, mas até aquele momento ele não tinha dito nada, então A gente continuava esperando sem saber quando e se faria efeito nele. Devem ter passado uns 15 a 20 minutos quando Marcos começou a fazer movimentos estranhos no sofá, tipo se ajustar demais a calça. Aí eu percebi que ele tinha engolido o comprimido e que estava fazendo efeito.
—Pergunta pra Nerea — disse Cristian pra Marcos, apontando pras cartas com um sorriso de canto.
—Tá, tá — Marcos pegou uma carta. — Em que ano...?
Ele se calou e se mexeu de novo. Todo mundo olhou pra virilha dele e a ereção já era tão evidente que dava pra ver através da calça. Nerea cobriu a boca com a mão e Silvia soltou uma risadinha abafada.
—Você tá bem? — perguntou Cristian com um certo tom de deboche que Marcos não conseguiu detectar.
—Sim. Sim. É que... sei lá — Marcos se mexeu de novo. — Acho que algo me caiu mal.
—Nossa, e eu que pensava que você tava realmente curtindo esse jogo — disse Silvia, fazendo a gente ter que segurar a risada.
—O quê? — perguntou Marcos, que nem parecia prestar atenção na gente direito.
—Nada, nada. Vai, pergunta.
Marcos leu a pergunta e o jogo continuou, mas ele ficou bem calado. O desconforto dele era claramente evidente, e depois de uns dois minutos Cristian perguntou de novo.
—Cara, tá acontecendo alguma coisa?
—Não. Sim. Sei lá — respondeu Marcos, que devia estar zonzo entre a ereção, a vergonha e o álcool. — Vou no banheiro um instante.
Ele se levantou e não tinha como a gente não ver a ereção totalmente marcada.
—Eu sabia! — explodiu Silvia, morrendo de rir.
—Porra, cara — disse Cristian, que tentava não zoar mas também não conseguia segurar a risada.
—Coitado — disse Nerea, mas também estava rindo.
—Cuidado pra não virar de repente que você pode me deixar KO se me acertar na cabeça — eu disse pro Marcos, provocando gargalhada geral.
Marcos já começou a sacar que aquilo não era uma situação normal.
—Que porra vocês fizeram comigo?
—Viagra! — disse Silvia, rachando de rir. — A gente colocou viagra no seu rum!
Marcos olhou pra todo mundo. Um por um. E Depois de um segundo, ele passou a mão pelo rosto.
-Vocês são foda. Sabem o perrengue que eu passei? Vocês não podem imaginar o quanto tá doendo agora.
-Desculpa, mano - disse Cristian, ainda com um sorriso. - Era uma brincadeira inocente.
-Inocente? Vocês me deram um viagra de puta sem eu saber. E isso te parece inocente?
-Tá, tá, a gente sente muito - eu disse. - Sério. Mas também não é pra tanto. É só um comprimido, todo mundo toma.
-Não tô nem aí. Você tá vendo isso? - disse apontando pra virilha. - Tá doendo. Tá doendo de verdade.
Nerea levantou do sofá.
-Quer que eu te traga um copo d'água?
-Não. Eu quero que isso abaixe. O que eu suposto que eu faça agora?
Silvia, que tinha parado de rir mas continuava com um sorriso na cara, deu de ombros.
-Então... sei lá. Vai no banheiro. Bate uma. Quando você gozar deve ficar mais tranquilo. Pelo menos é o que acontece com o Cristian, ha, ha, ha.
Marcos olhou pra ela com cara de poucos amigos.
-Sério?
-É o lógico. Você dá uma punhetada, goza, e abaixa. Talvez com o viagra demore um pouco mais, mas já não deve ser pra tanto.
-Ótimo...
Cristian levantou as mãos.
-Mano, é a única coisa que me vem à cabeça. Ou isso ou aguentar até passar. Mas se você diz que dói...
Marcos bufou. Olhou pra Nerea, que observava com uma mistura de pena e diversão, e também pra mim, que também não tinha muito a acrescentar.
-Tá. Tá. Vou pro banheiro - disse resignado. - Mas isso não acabou.
-Ânimo, campeão! - gritou Silvia quando Marcos sumiu pelo corredor.
-Mete bronca! - acrescentou Cristian, rindo.
-Tenta não pensar na gente! - eu disse.
Nerea não continuou a brincadeira mas ria com cada comentário.
Ouvimos a porta do banheiro fechar. Decidimos dar um pouco de espaço e ficamos na sala comentando a situação, mas os minutos passaram e Marcos não saía. Deviam ter passado uns dez minutos quando ouvimos um barulho surdo. Como se alguém tivesse dado um soco na preparado.
—Se va a dejar hecha polvo a este ritmo —susurró Cristian.
—Pobre, creo que nos hemos pasado —dijo Nerea.
—De pobre nada. Si le hubiésemos propuesto hacérselo a Carlos o a Cristian habría dicho que sí —dijo Silvia.
En el baño se oían ruidos del grifo abriéndose, pasos y algún que otro suspiro. Finalmente la puerta del baño se abrió. Marcos salió con el pelo revuelto y una expresión de desesperación. Cuando llegó al sofá todos lo vimos: la erección seguía ahí igual de marcada.
—No puedo —dijo, dejándose caer en el sofá—. No hay manera. Me he... Bueno, ya sabéis. Pero nada. Sigue igual. Y encima me duele más.
—¿Cómo que no puedes? —preguntó Cristian.
—Que no puedo, mano. Lo he intentado. En serio. Pero no hay forma. Y tampoco ayuda que estéis todos ahí fuera pendientes de que me corra.
Silvia dejó de sonreír.
—Caralho, lo siento. Pensaba que funcionaría.
—Pues no funciona —Marcos se pasó las manos por la cara—. Me duele mucho. En serio. Esto no es normal.
—Vale, vale —dije poniéndome serio—. Siéntate y relájate. Ya se te va a bajar. Dale tiempo.
—¿Tiempo? —Marcos me miró con los ojos muy abiertos—. ¿Cuánto tiempo? Porque llevo así más de media hora y va a peor. Me duele de verdad, no es una broma.
—Pues no sé. Tiempo. Una hora. Dos. Se te va a ir pasando.
—No quiero esperar dos horas. Quiero que se me baje ahora. ¿Y si me ha hecho algún efecto extraño?
—Es solo viagra. No es peligroso —dijo Silvia, que ya no sonaba tan segura.
—Eso dijiste antes. Y mírame.
—Habría que llevarlo al hospital —dijo Nerea, que parecía la más preocupada—. En serio. Si le duele tanto y no se le baja, puede ser peligroso.
—¡Ni de coña! —respondió Marcos, casi gritando—. No pienso ir al hospital con esto. ¿Te imaginas? Sentado en urgencias con todo el mundo viéndome, que un gracioso me haga una foto para redes sociales, y que venga un médico a pincharme la pica. Y una mierda.
—Pero Marcos… —intentó protestar Nerea.
—He dicho que no.
—Además —traté de aportar—, le hemos dado viagra sem o consentimento dele. Isso é como drogar alguém, como se a gente tivesse colocado uma bala na bebida de uma garota na balada. Podiam nos denunciar.
Silvia ficou parada.
- Porra, Carlos. Não tinha pensado nisso assim - disse Silvia.
- A merda que você arrumou - respondeu Cristian à namorada.
- Não, não! - Silvia levantou as mãos. - Foi ideia minha, sim. Mas todo mundo concordou. Você também, Cristian.
- Eu disse que não.
- Você disse que não no começo, mas depois disse "vai, tá bom". Isso é concordar.
- Bom, tanto faz quem foi - eu disse. - O caso é que agora ele tá assim. E se isso for além, podemos ter um problema porque se o Marcos quiser, ele nos denuncia. E com razão.
- Denunciar a gente? - Cristian me olhou como se eu tivesse acabado de dizer uma loucura. - Como assim o Marcos vai nos denunciar?
- Provavelmente ele não faria isso, mas talvez no hospital ele confesse sem querer quando perguntarem e eles podem fazer um boletim. Sei lá.
Entre o álcool e a pressão da situação, eu não sabia se o que eu dizia fazia algum sentido.
Enquanto a gente discutia, Marcos continuava desconfortável no sofá e respirando com força.
- Não aguento mais - disse ele, com a voz entrecortada. - Desculpa. Mas não consigo ficar com ela enfiada assim por mais tempo.
Marcos desabotoou a calça e tirou o pau pra fora na frente de todo mundo, ficando um pouco mais aliviado. Os quatro ficamos mudos na hora. Silvia tapou a boca, Nerea arregalou os olhos, e Cristian e eu sofremos uma espécie de choque que só os homens conseguem sentir. O pau do Marcos não estava só duro como pedra. Era enorme. Fora do pornô eu só vi o meu ereto, mas claramente ele estava acima da média. Vários centímetros maior que o meu. Realmente me custava entender como ele tinha conseguido vestir a calça de novo ao sair do banheiro.
- Caralho - disse Silvia, sem conseguir evitar.
Nerea não disse nada, só olhava, mas de um jeito que, pra mim, como namorado dela, me acertava em cheio no estômago.
Marcos olhou pra todos nós. Estava com a cara vermelha e uma expressão de vergonha que nunca tinha visto nele.
—Já sei — disse ele. — Já sei. Mas é o que tem. Deixar ele enfiado dentro da calça fazia doer muito mais. Pelo menos agora sinto um pouco de alívio.
Ficamos um instante em silêncio assimilando a situação até que Silvia se pronunciou—
—Então… — Silvia ficou pensando se continuava com o que ia dizer. Olhou o pau do Marcos e depois olhou pra gente—. Me ocorreu uma coisa.
—O quê? — perguntou Cristian com agressividade, como se pressentisse o que ela ia dizer.
—Que eu faço uma masturbação nele.
—O QUÊ?!
—Que eu faço uma masturbação nele. Talvez se for uma mina que faz, ele fica mais excitado e goza. Ele já tentou sozinho e não conseguiu. Mas comigo pode ser diferente.
—Você tá louca? — Cristian estava claramente puto —. Você? Nele?
—Pois não sei, quer fazer você? Porque não te vejo muito disposto, mas por mim, fica à vontade.
—Mas você é minha namorada! Não quero que você faça uma masturbação em outro.
—Eu sei, mas ele também é seu amigo e isso foi culpa minha. Bom, nossa. E eu quero resolver.
—Silvia, não me fode.
—Cristian, olha ele — Silvia apontou pro Marcos —. Ele tá dizendo que dói e se a gente não fizer nada, vamos gozar a noite no pronto-socorro.
—Então vamos pro hospital, tô nem aí.
—Ele disse que não quer, e eu entendo. Ele não tem que ser humilhado assim por nossa culpa.
—Não quero que você faça uma masturbação no Marcos.
—E o que você quer que a gente faça então? Tem uma ideia melhor?
Cristian não respondeu. Passou as mãos pelo rosto. Olhou pro Marcos e ele retribuiu o olhar com uma expressão de sinto muito, mas não parece má ideia. Cristian não disse nada, mas fez cara de conformação.
—Tá bom — disse Silvia, pegando Marcos pela mão —. Vamos pro quarto. Fim do primeiro capítulo
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