Fode e deixa a vida de escravo

Olho ao meu redor e observo as pessoas tristes, apagadas, cinzas. Percebo que estão escravizadas a um sistema em que seus passos já estão marcados. Eu prefiro ir por conta própria. Adoro andar pelada em casa e no campo ou na praia. Foda-se tudo o que for possível. Me drogar e experimentar com meu corpo sensações difíceis de encontrar numa realidade tão desenhada. Sou alegre, inocente e viciante. Como já disse muitas vezes por aqui: nasci para o prazer. Me recuso a levantar às seis para pegar um metrô lotado, ou enfrentar um engarrafamento que me deixa de mau humor indo pro trabalho. Eu acordo, me masturbo com as janelas abertas, gemo até saciar minhas necessidades mais profundas. Depois tomo café, vou à piscina do meu bairro no sul de Madri e tomo banho pelada diante dos murmúrios grosseiros daqueles que protagonizam vidas cinzas. Às vezes transo com alguns no vestiário, como se fosse um pornô. Até me gravo e posto no meu OnlyFans pra, graças a vocês, meus fãs, tirar dinheiro pra continuar vivendo uma vida de sexo, drogas e prazeres. Entrei no pornô porque nesse sistema não encontrava nada que me deixasse ser eu e florescer. Quando chego a uma gravação começo a ficar excitada, a vida tem sentido. Vejo os olhos do parceiro que me cabe, vejo felicidade por roçar nossos corpos, nos beijarmos, que nos olhem... brincar ardendo com a mente possuída pela busca do prazer... (Continua)

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