A estrada de terra serpenteava entre os morros áridos de Mendoza, empoeirada e solitária sob o sol implacável do meio-dia. Andrea — mais conhecida como Andreita para seus milhares de seguidores no Instagram — ajustou os óculos de sol sobre o nariz arrebitado e diminuiu a velocidade do carro, olhando com ceticismo as coordenadas que tinham lhe enviado. O GPS insistia que ela havia chegado, mas só via uma clareira na floresta com uma placa enferrujada que dizia "Acampamento El Refugio - Só Homens" em letras descascadas.
— Sério que esse é o lugar? — murmurou para si mesma, estacionando seu Fiat 500 branco ao lado de outros veículos maiores e mais rústicos: caminhonetes 4x4, jipes com lama até os vidros, uma moto Harley que parecia tirada de um filme.
O contraste entre seu carrinho urbano e esses monstros de metal só aumentou o nó no seu estômago. Andreita respirou fundo, lembrando do contrato que tinha assinado sem ler direito: "Influencer para campanha de verão em ambiente natural". Dois meses bem pagos, fotos idílicas na floresta, conteúdo fresco para suas redes. Nada que sua carreira de modelo amadora não pudesse dar conta.
Ajustou o vestido verde que grudava nas suas curvas — inocente demais para o que realmente estava por vir — e se olhou uma última vez no retrovisor. Seu rostinho redondo, livre de maquiagem exceto por um toque de brilho labial, dava aquele ar de colegial que tanto engajamento gerava nas suas fotos. Os cachos castanhos claros escapavam da boina verde, emoldurando uns olhos grandes cor de mel que agora brilhavam com uma mistura de empolgação e nervosismo.
— Vamos, Andreita, é só um trabalho — se animou, abrindo a porta e sentindo o ar quente do verão mendocino bater nas suas pernas nuas sob o vestido.
As meias de algodão marrom, cuidadosamente escolhidas para combinar com o ambiente, chegavam logo acima dos joelhos, acentuando o quanto eram longas e esculpidas as suas pernas —produto de anos de passarela e sessões de fotos em saltos—. As sandálias de sola grossa rangeram sobre as folhas secas ao pisar, e a bolsa de couro marrom que levava no ombro parecia tirada de um catálogo de "aventureiros fashion".
Não havia ninguém esperando por ela.
— Oi? — chamou, sua voz doce perdida entre as árvores.
O silêncio foi sua única resposta por alguns segundos, até que um estalo de galhos a fez girar assustada.
Apareceram como fantasmas entre o mato. Homens. Todos mais velhos. Todos com olhares que a percorreram de cima a baixo como se já a tivessem despido mentalmente.
— Aí está nossa influencer — disse um, alto e corpulento, com uma barba grisalha e olhos azuis que não sorriam.
Andreita sentiu o pulso acelerar.
— Oi, sou a Andreita — disse, forçando um sorriso profissional enquanto estendia a mão —. Vocês são... a equipe do acampamento?
O homem da barba grisalha não pegou sua mão. Em vez disso, cruzou os braços, mostrando antebraços tatuados com símbolos que ela não reconheceu.
— Não tem equipe. Só nós. Cinquenta homens. E agora você — disse, como se isso explicasse tudo.
Um segundo homem, mais baixo mas igualmente intimidante, com o cabelo preto engomado e uma cicatriz que lhe cruzava o lábio, se aproximou.
— O carro não passa daqui — disse, apontando o caminho que se perdia entre as árvores —. Pro acampamento se chega andando. Um dia de trekking.
Andreita piscou, confusa.
— Um dia? Mas... minhas malas...
— Você leva — cortou o primeiro, já se virando pra caminhar —. Ou deixa. Mas não tem volta.
O grupo de homens — pelo menos uma dúzia que agora ela via — começou a se mover, seguindo o líder como um rebanho obediente. Andreita ficou parada, sentindo o pânico começar a subir pela sua garganta.
— Esperem! — gritou, correndo em direção ao seu carro —. Preciso saber mais do trabalho! O que eu deveria fazer! O homem de barba grisalha parou, virando-se apenas o suficiente para lançar-lhe um olhar que gelou seu sangue. — Postar conteúdo, como você disse — respondeu, com um sorriso que não alcançava aqueles olhos frios —. Mostrar como somos felizes na floresta. Depois, sem mais explicações, desapareceu entre as árvores, seguido pelos outros. Andreita olhou para o carro, depois para a estrada que adentrava a floresta. Dois meses. Cinquenta homens. Um dia de caminhada até um lugar do qual não poderia escapar de carro. E aquele contrato que tinha assinado sem ler. O sol caía a pino sobre a trilha estreita que serpenteava entre as árvores secas da precordilheira mendocina. Andreita suava sob seu vestido verde, agora manchado de poeira e galhos, enquanto arrastava suas duas malas com rodinhas que constantemente atolavam nas pedras do caminho. Os homens caminhavam à frente dela, alguns lançando-lhe olhares por cima do ombro, outros a ignorando completamente como se fosse mais um animal de carga. — Falta muito? — perguntou, tentando soar casual enquanto passava o dorso da mão pela testa. Ninguém respondeu. Só o som de botas esmagando folhas secas e o ocasional estalo de um galho quebrado. O líder, aquele homem alto de barba grisalha e olhos azuis que pareciam perfurá-la, caminhava na frente com passo firme. Seu facão brilhava cada vez que um raio de sol se filtrava entre as copas das árvores, e a faca em sua cintura balançava a cada movimento como um pêndulo ameaçador. Levava o torso nu sob uma camisa aberta, mostrando tatuagens antigas que pareciam contar histórias de violência: uma águia com as asas estendidas sobre o peito, umas iniciais nos nós dos dedos, algo que parecia uma data no antebraço esquerdo. — Ele se chama Ramiro — sussurrou um homem mais jovem (embora não menos intimidante) que caminhava perto dela —. É o melhor líder que podemos pedir. Temos sorte, que nós guiado. A forma de dizer fez ela engolir em seco, sentindo o suor escorrer pelas costas. "Um bom líder, se só me fala mal e me olha com desejo." Mas esse pensamento ela guardou para si e só mostrou um belo sorriso.
As horas passaram sem piedade. A trilha ficou mais íngreme, o ar mais rarefeito. As sandálias dela, pensadas para passeios urbanos e não para trekking de montanha, tinham deixado seus pés em carne viva. As meias marrons estavam rasgadas em vários lugares, e o vestido grudava no corpo como uma segunda pele molhada.
Ao cair da noite, o grupo não parou.
— Seguimos — ordenou Ramiro sem olhar para ela —. Até o amanhecer.
Andreita quis protestar, mas o som dos animais noturnos calou qualquer palavra em seus lábios. Uivos distantes, estalos nos arbustos, o zumbido de insetos que pareciam espreitá-la. Cada sombra tomava formas monstruosas em sua mente exausta.
O amanhecer os encontrou numa clareira junto a um rio de águas turvas. Não havia cabanas, nem banheiros, nem sequer latrinas. Só cinquenta homens tirando barracas das mochilas e começando a armar acampamento com uma eficiência militar.
Ramiro se aproximou dela, cheirando a suor e terra. Seus olhos azuis, agora mais claros sob a luz do amanhecer, percorreram seu corpo exausto com uma frieza que a fez encolher.
— Bem-vinda ao seu novo lar, influencer — disse, mostrando uns dentes amarelados no que pretendia ser um sorriso —. Aqui a gente pesca, caça, e vive como homens.
Andreita olhou ao redor, notando como todos os olhos estavam nela. Não era paranoia. Era fome.
— E... onde eu durmo? — perguntou, sentindo a voz tremer ao perceber o óbvio: ninguém tinha dito que ela devia trazer barraca.
Ramiro riu, um som seco como o estalar de ossos.
— Isso depende de você, Andreita — respondeu, passando o dedo pelo fio do seu facão antes de se virar —. De quanto você estiver disposta a pagar por um teto. — Sim, claro — Para ela era normal ter que pagar por uma barraca, já que não tinha trazido a sua — Quanto dinheiro por uma barraca? — Grana não, gatinha — disse o líder, passando a língua pelos lábios rachados enquanto seu olhar azul percorria o corpo dela como se já o tivesse nu diante de si —. A gente já vai encontrar outra forma de pagamento. Não se preocupa com isso. Andreita engoliu em seco, mas forçou um sorriso profissional. Sua mente, treinada para encontrar o ângulo perfeito em cada situação, se agarrou à explicação mais inocente. — Ah, claro! Posso ajudar com as tarefas do acampamento — disse com um entusiasmo que soou falso até para os próprios ouvidos —. Juntar lenha, cozinhar, o que precisarem... Ramiro não respondeu. Só continuou sorrindo enquanto se afastava, o facão balançando na mão como uma extensão natural do braço. O acampamento tomava forma sob o calor do meio-dia. Andreita observou como os homens se moviam com uma sincronia inquietante, como se já tivessem feito aquilo muitas vezes antes. Alguns montavam fogueiras, outros esticavam cordas entre as árvores para pendurar roupas, alguns poucos se embrenhavam na mata com rifles no ombro. O que mais lhe chamou a atenção foi a vestimenta — ou a falta dela. Homens entre quarenta e sessenta anos, com corpos que iam do atletismo à obesidade mórbida, circulavam seminu como se estivessem numa praia nudista. Calças de trekking penduradas nos quadris, torsos suados à mostra, alguns até de cueca como se a presença de uma mulher de dezenove anos não lhes importasse nem um pouco. — Não é o que eu esperava — murmurou para si mesma, pegando o celular com mãos que mal tremiam. O contraste entre a brutalidade do ambiente e sua imagem de influencer era quase cômico. Andreita ajeitou o vestido verde — agora irremediavelmente arruinado —, passou a mão pelo cabelo para desembaraçar os cachos castanhos e Ligou a câmera frontal. — Oi, gente! Aqui é a Andreita chegando no acampamento mais exclusivo de Mendoza — disse com voz doce, girando o celular para mostrar a paisagem selvagem —. Vão ser dois meses de aventura, natureza e... muito conteúdo novo. Nenhum dos seguidores dela veria os olhares que os homens lançavam enquanto ela gravava. Ninguém notaria como Ramiro, sentado num tronco perto do rio, afiava o facão enquanto a observava com a intensidade de um predador estudando a presa. Fez várias tomadas: posando ao lado do rio (ignorando como a água turva deixava seu vestido transparente quando molhava a barra), sorrindo na frente das barracas (sem mostrar que a única que não tinha onde dormir era ela), fingindo comer frutos silvestres (cuspindo escondido quando o gosto amargo queimou sua língua). — Hashtag VidaSelvagem, Hashtag AventuraExtrema — cantarolou enquanto subia as fotos no Instagram, escolhendo cuidadosamente os filtros que faziam tudo parecer mais idílico, menos sinistro. O celular vibrou com uma mensagem do empresário: "O contrato diz que você tem que ficar três dias sem sinal pra deixar a experiência mais autêntica. Desliga o celular depois de postar esse conteúdo." Andreita olhou em volta. Os homens continuavam nas tarefas, mas agora pareciam mais conscientes dela, como se soubessem que logo estaria desconectada do mundo exterior. Completamente sozinha. — Bom, gente, vou me desconectar uns dias — disse no último story, sorrindo com uma doçura que não sentia —. Logo mais aventuras! Desligou o celular e guardou na bolsa de couro, sentindo o último laço com a civilização se romper. Ramiro, que tinha observado tudo de longe, levantou do tronco e começou a caminhar na direção dela. O facão brilhava sob o sol. Andreita respirou fundo e sorriu, como se não sentisse o perigo. Como se não soubesse que, muito em breve, teria que pagar por esse teto que ela tanto precisava.
O sol tinha se posto atrás dos morros, tingindo o acampamento de sombras compridas e silhuetas sinistras. As fogueiras crepitavam, soltando faíscas no ar frio da noite mendocina, mas nenhum homem se aproximava pra se esquentar. Todos pareciam ocupados nas suas barracas, murmurando entre risadas baixas e olhares cúmplices. Andreita, sentada numa pedra perto do rio, esfregava os braços, sentindo o medo se enroscar no estômago feito uma cobra.
Não tinha barraca pra ela.
Ninguém tinha oferecido abrigo.
Até que a voz de Ramiro cortou a noite como uma faca.
— Andreita — chamou da entrada da barraca dele, maior que as outras, com uma lamparina de querosene pendurada no teto que projetava sua sombra disforme sobre as lonas —. Vem cá.
O coração de Andreita bateu forte, mas ela se levantou, ajustando o vestido verde que agora estava sujo e amassado. Caminhou até ele com passos titubeantes, as sandálias rangendo sobre as folhas secas.
— Sim, Ramiro? — perguntou, tentando manter a voz firme.
O líder não respondeu. Em vez disso, deu um passo de lado, deixando ver o interior da barraca: um colchão inflável, uma manta grossa, e umas cordas enroladas no chão feito cobras dormindo.
— Entra — ordenou.
Andreita engoliu seco, mas obedeceu. O cheiro de suor e couro bateu na cara dela ao passar, misturado com algo mais primitivo, mais masculino.
— Valeu por me deixar dormir aqui — murmurou, procurando desesperadamente uma explicação inocente pras cordas.
Ramiro riu, um som seco e sem graça.
— Não é de graça, gatinha — disse, fechando a porta da barraca atrás de si —. Você vai pagar sua estadia. E não com dinheiro.
Antes que pudesse reagir, Ramiro a agarrou pelos braços com uma força que a fez gritar.
— Quietinha! — rosnou, enquanto uma das cordas se enroscava em volta dos pulsos dela com movimentos experientes, apertando até que a pele empalideceu sob a pressão. Andreita gritou, um som agudo e desesperado que rasgou a noite. — Não! Por favor! Me soltem! — chorou, se debatendo inutilmente enquanto Ramiro terminava de amarrar suas mãos atrás das costas com nós que não cederiam. Lá fora, no silêncio do acampamento, ouviram-se risadas. Risadas masculinas. Risadas cúmplices. Ninguém viria salvá-la. Ramiro a empurrou para o colchão, onde Andreita caiu de joelhos, o vestido verde subindo até as coxas, revelando as meias marrons rasgadas e a pele dourada por baixo. — Olha o que a gente tem aqui — murmurou o líder, agarrando seu queixo com uma mão enquanto com a outra começava a desabotoar o vestido de baixo para cima —. Uma puta da cidade que acha que a vida é tirar foto. O vestido se abriu como uma flor venenosa, revelando o corpo que tantos seguidores no Instagram ansiavam ver: pernas longas e tonificadas, quadris estreitos que se abriam em umas nádegas perfeitamente redondas, uma barriga lisa com um umbigo pequeno como uma impressão digital. Andreita chorava em silêncio agora, as lágrimas caindo sobre o colchão enquanto Ramiro arrancava suas meias com um puxão brusco que fez com que gritasse de novo. — Cala a boca — ordenou, passando uma mão por suas coxas trêmulas —. A gente só começou. Quando finalmente a teve completamente nua, Ramiro parou para admirar sua obra: Andreita ajoelhada, as mãos amarradas atrás das costas, o corpo jovem e perfeito exposto sob a luz amarelada da lâmpada. — É assim que você gosta, né? — perguntou, passando um dedo por seu clitóris inchado de medo —. Ser a estrela. Andreita balançou a cabeça, mas seu corpo traiçoeiro respondeu ao contato, um gemido escapando de seus lábios contra sua vontade. Ramiro sorriu, satisfeito. — Mentirosa — murmurou, antes de começar a brincar com seu "botãozinho" como se fosse o controle remoto do seu prazer. As lágrimas de Andreita caíam sobre o colchão inflável, formando pequenas manchas escuras no material sintético. Seus pulsos, amarrados com as cordas ásperas que Ramiro tinha trazido especialmente para ela, já mostravam marcas vermelhas que brilhavam sob o leve resplendor da lâmpada de querosene. A dor era aguda, penetrante, mas não tanto quanto a vergonha de se sentir exposta, vulnerável, com seu corpo de dezenove anos completamente nu diante daquele homem de cinquenta e um anos que cheirava a suor e fumo forte.
"Meu Deus, como eu vim parar aqui?" pensou, enquanto Ramiro se ajoelhava atrás dela, seus joelhos calejados roçando a pele macia de suas coxas. "Meus seguidores... acham que estou num retiro de bem-estar. Se soubessem..."
— Olha isso — grunhiu Ramiro, agarrando seu cabelo com uma mão e forçando-a a arquear as costas —. Uma menina da cidade com a bunda mais linda que já vi.
Suas palavras eram brutais, sem filtro, como se estivesse falando de um animal em vez de uma pessoa. Andreita sentiu suas bochechas queimarem, não só de humilhação, mas de algo mais confuso, mais sombrio. "Por que meu corpo está respondendo? Isso não é normal, não pode ser..."
A mão livre de Ramiro não esperou. Desceu como um raio, chocando-se contra suas nádegas com um golpe seco que ressoou na barraca.
— Aaah! — gritou Andreita, a dor se misturando com uma onda de calor que a pegou de surpresa.
— Isso é por chorar — cuspiu Ramiro, antes de dar outra palmada, desta vez mais forte, deixando uma marca vermelha em forma de mão em sua pele perfeita.
Andreita fechou os olhos com força, tentando se imaginar em outro lugar. No seu quarto em Córdoba, com as paredes rosadas e os pôsteres de modelos famosas que admirava. Nas passarelas onde havia desfilado, com os flashes das câmeras iluminando seu sorriso cuidadosamente ensaiado. Em qualquer lugar menos aqui, nesta barraca fedorenta, com as risadas dos homens lá fora lembrando-a de que ninguém viria salvá-la.
Mas então Ramiro fez algo pior. — Abre bem os olhos, sua puta — ordenou, forçando-a a olhar para um espelho pequeno que pendurava da lona da barraca. O que ela viu a paralisou. Seu reflexo mostrava uma Andreita irreconhecível: lábios tremendo, olhos inchados de tanto chorar, cabelo bagunçado. E seu corpo... seu corpo gostoso, sempre tão cuidado, tão fotogênico, agora marcado pelas mãos de Ramiro, seus peitos pequenos e firmes balançando a cada respiração entrecortada, suas pernas perfeitas abertas de um jeito que ela nunca teria permitido nas fotos. — Tá gostando do que vê? — sussurrou Ramiro no ouvido dela, enquanto uma mão calejada deslizava entre suas pernas, encontrando sua buceta molhada contra toda lógica. Andreita negou freneticamente, mas seu corpo a traiu de novo, um gemido escapando dos seus lábios quando os dedos dele começaram a se mover em círculos precisos. "Não, não, não pode ser... isso não é prazer, não pode ser..." pensou, enquanto uma sensação desconhecida começava a crescer na sua barriga. — Mentirosa — Ramiro riu, mordendo o ombro dela enquanto aumentava a pressão —. Seu corpo fala mais alto que você. O contraste era obsceno. A crueza das palavras dele contra a ternura das carícias. A brutalidade dos gestos contra a delicadeza com que agora a tocava. Andreita queria odiá-lo, queria cuspir nele, mas seu corpo respondia como nunca antes, como se tivesse esperado a vida toda para ser dominado desse jeito. — Por favor... — implorou, sem saber exatamente o que estava pedindo. Ramiro não respondeu com palavras. Em vez disso, aumentou o ritmo, seus dedos se movendo mais rápido, mais forte, até que Andreita sentiu que algo se rompia dentro dela. Um orgasmo. Violento. Inesperado. Vergonhoso. Seu corpo se sacudiu como se tivesse levado um choque, um grito abafado saindo da sua garganta enquanto a onda de prazer a arrasava por completo. Ramiro a deixou cair sobre o colchão, satisfeito, observando como ela tremia feito uma folha ao vento. — Primeira hora — anunciou, como se estivesse mantendo um registro mental —. Faltam muitas outras. CONTINUA... Se este capítulo te deixou com tesão, clica e me segue nas minhas redeshttps://magicly.bio/celineparra
— Sério que esse é o lugar? — murmurou para si mesma, estacionando seu Fiat 500 branco ao lado de outros veículos maiores e mais rústicos: caminhonetes 4x4, jipes com lama até os vidros, uma moto Harley que parecia tirada de um filme.
O contraste entre seu carrinho urbano e esses monstros de metal só aumentou o nó no seu estômago. Andreita respirou fundo, lembrando do contrato que tinha assinado sem ler direito: "Influencer para campanha de verão em ambiente natural". Dois meses bem pagos, fotos idílicas na floresta, conteúdo fresco para suas redes. Nada que sua carreira de modelo amadora não pudesse dar conta.
Ajustou o vestido verde que grudava nas suas curvas — inocente demais para o que realmente estava por vir — e se olhou uma última vez no retrovisor. Seu rostinho redondo, livre de maquiagem exceto por um toque de brilho labial, dava aquele ar de colegial que tanto engajamento gerava nas suas fotos. Os cachos castanhos claros escapavam da boina verde, emoldurando uns olhos grandes cor de mel que agora brilhavam com uma mistura de empolgação e nervosismo.
— Vamos, Andreita, é só um trabalho — se animou, abrindo a porta e sentindo o ar quente do verão mendocino bater nas suas pernas nuas sob o vestido.
As meias de algodão marrom, cuidadosamente escolhidas para combinar com o ambiente, chegavam logo acima dos joelhos, acentuando o quanto eram longas e esculpidas as suas pernas —produto de anos de passarela e sessões de fotos em saltos—. As sandálias de sola grossa rangeram sobre as folhas secas ao pisar, e a bolsa de couro marrom que levava no ombro parecia tirada de um catálogo de "aventureiros fashion".
Não havia ninguém esperando por ela.
— Oi? — chamou, sua voz doce perdida entre as árvores.
O silêncio foi sua única resposta por alguns segundos, até que um estalo de galhos a fez girar assustada.
Apareceram como fantasmas entre o mato. Homens. Todos mais velhos. Todos com olhares que a percorreram de cima a baixo como se já a tivessem despido mentalmente.
— Aí está nossa influencer — disse um, alto e corpulento, com uma barba grisalha e olhos azuis que não sorriam.
Andreita sentiu o pulso acelerar.
— Oi, sou a Andreita — disse, forçando um sorriso profissional enquanto estendia a mão —. Vocês são... a equipe do acampamento?
O homem da barba grisalha não pegou sua mão. Em vez disso, cruzou os braços, mostrando antebraços tatuados com símbolos que ela não reconheceu.
— Não tem equipe. Só nós. Cinquenta homens. E agora você — disse, como se isso explicasse tudo.
Um segundo homem, mais baixo mas igualmente intimidante, com o cabelo preto engomado e uma cicatriz que lhe cruzava o lábio, se aproximou.
— O carro não passa daqui — disse, apontando o caminho que se perdia entre as árvores —. Pro acampamento se chega andando. Um dia de trekking.
Andreita piscou, confusa.
— Um dia? Mas... minhas malas...
— Você leva — cortou o primeiro, já se virando pra caminhar —. Ou deixa. Mas não tem volta.
O grupo de homens — pelo menos uma dúzia que agora ela via — começou a se mover, seguindo o líder como um rebanho obediente. Andreita ficou parada, sentindo o pânico começar a subir pela sua garganta.
— Esperem! — gritou, correndo em direção ao seu carro —. Preciso saber mais do trabalho! O que eu deveria fazer! O homem de barba grisalha parou, virando-se apenas o suficiente para lançar-lhe um olhar que gelou seu sangue. — Postar conteúdo, como você disse — respondeu, com um sorriso que não alcançava aqueles olhos frios —. Mostrar como somos felizes na floresta. Depois, sem mais explicações, desapareceu entre as árvores, seguido pelos outros. Andreita olhou para o carro, depois para a estrada que adentrava a floresta. Dois meses. Cinquenta homens. Um dia de caminhada até um lugar do qual não poderia escapar de carro. E aquele contrato que tinha assinado sem ler. O sol caía a pino sobre a trilha estreita que serpenteava entre as árvores secas da precordilheira mendocina. Andreita suava sob seu vestido verde, agora manchado de poeira e galhos, enquanto arrastava suas duas malas com rodinhas que constantemente atolavam nas pedras do caminho. Os homens caminhavam à frente dela, alguns lançando-lhe olhares por cima do ombro, outros a ignorando completamente como se fosse mais um animal de carga. — Falta muito? — perguntou, tentando soar casual enquanto passava o dorso da mão pela testa. Ninguém respondeu. Só o som de botas esmagando folhas secas e o ocasional estalo de um galho quebrado. O líder, aquele homem alto de barba grisalha e olhos azuis que pareciam perfurá-la, caminhava na frente com passo firme. Seu facão brilhava cada vez que um raio de sol se filtrava entre as copas das árvores, e a faca em sua cintura balançava a cada movimento como um pêndulo ameaçador. Levava o torso nu sob uma camisa aberta, mostrando tatuagens antigas que pareciam contar histórias de violência: uma águia com as asas estendidas sobre o peito, umas iniciais nos nós dos dedos, algo que parecia uma data no antebraço esquerdo. — Ele se chama Ramiro — sussurrou um homem mais jovem (embora não menos intimidante) que caminhava perto dela —. É o melhor líder que podemos pedir. Temos sorte, que nós guiado. A forma de dizer fez ela engolir em seco, sentindo o suor escorrer pelas costas. "Um bom líder, se só me fala mal e me olha com desejo." Mas esse pensamento ela guardou para si e só mostrou um belo sorriso.
As horas passaram sem piedade. A trilha ficou mais íngreme, o ar mais rarefeito. As sandálias dela, pensadas para passeios urbanos e não para trekking de montanha, tinham deixado seus pés em carne viva. As meias marrons estavam rasgadas em vários lugares, e o vestido grudava no corpo como uma segunda pele molhada.
Ao cair da noite, o grupo não parou.
— Seguimos — ordenou Ramiro sem olhar para ela —. Até o amanhecer.
Andreita quis protestar, mas o som dos animais noturnos calou qualquer palavra em seus lábios. Uivos distantes, estalos nos arbustos, o zumbido de insetos que pareciam espreitá-la. Cada sombra tomava formas monstruosas em sua mente exausta.
O amanhecer os encontrou numa clareira junto a um rio de águas turvas. Não havia cabanas, nem banheiros, nem sequer latrinas. Só cinquenta homens tirando barracas das mochilas e começando a armar acampamento com uma eficiência militar.
Ramiro se aproximou dela, cheirando a suor e terra. Seus olhos azuis, agora mais claros sob a luz do amanhecer, percorreram seu corpo exausto com uma frieza que a fez encolher.
— Bem-vinda ao seu novo lar, influencer — disse, mostrando uns dentes amarelados no que pretendia ser um sorriso —. Aqui a gente pesca, caça, e vive como homens.
Andreita olhou ao redor, notando como todos os olhos estavam nela. Não era paranoia. Era fome.
— E... onde eu durmo? — perguntou, sentindo a voz tremer ao perceber o óbvio: ninguém tinha dito que ela devia trazer barraca.
Ramiro riu, um som seco como o estalar de ossos.
— Isso depende de você, Andreita — respondeu, passando o dedo pelo fio do seu facão antes de se virar —. De quanto você estiver disposta a pagar por um teto. — Sim, claro — Para ela era normal ter que pagar por uma barraca, já que não tinha trazido a sua — Quanto dinheiro por uma barraca? — Grana não, gatinha — disse o líder, passando a língua pelos lábios rachados enquanto seu olhar azul percorria o corpo dela como se já o tivesse nu diante de si —. A gente já vai encontrar outra forma de pagamento. Não se preocupa com isso. Andreita engoliu em seco, mas forçou um sorriso profissional. Sua mente, treinada para encontrar o ângulo perfeito em cada situação, se agarrou à explicação mais inocente. — Ah, claro! Posso ajudar com as tarefas do acampamento — disse com um entusiasmo que soou falso até para os próprios ouvidos —. Juntar lenha, cozinhar, o que precisarem... Ramiro não respondeu. Só continuou sorrindo enquanto se afastava, o facão balançando na mão como uma extensão natural do braço. O acampamento tomava forma sob o calor do meio-dia. Andreita observou como os homens se moviam com uma sincronia inquietante, como se já tivessem feito aquilo muitas vezes antes. Alguns montavam fogueiras, outros esticavam cordas entre as árvores para pendurar roupas, alguns poucos se embrenhavam na mata com rifles no ombro. O que mais lhe chamou a atenção foi a vestimenta — ou a falta dela. Homens entre quarenta e sessenta anos, com corpos que iam do atletismo à obesidade mórbida, circulavam seminu como se estivessem numa praia nudista. Calças de trekking penduradas nos quadris, torsos suados à mostra, alguns até de cueca como se a presença de uma mulher de dezenove anos não lhes importasse nem um pouco. — Não é o que eu esperava — murmurou para si mesma, pegando o celular com mãos que mal tremiam. O contraste entre a brutalidade do ambiente e sua imagem de influencer era quase cômico. Andreita ajeitou o vestido verde — agora irremediavelmente arruinado —, passou a mão pelo cabelo para desembaraçar os cachos castanhos e Ligou a câmera frontal. — Oi, gente! Aqui é a Andreita chegando no acampamento mais exclusivo de Mendoza — disse com voz doce, girando o celular para mostrar a paisagem selvagem —. Vão ser dois meses de aventura, natureza e... muito conteúdo novo. Nenhum dos seguidores dela veria os olhares que os homens lançavam enquanto ela gravava. Ninguém notaria como Ramiro, sentado num tronco perto do rio, afiava o facão enquanto a observava com a intensidade de um predador estudando a presa. Fez várias tomadas: posando ao lado do rio (ignorando como a água turva deixava seu vestido transparente quando molhava a barra), sorrindo na frente das barracas (sem mostrar que a única que não tinha onde dormir era ela), fingindo comer frutos silvestres (cuspindo escondido quando o gosto amargo queimou sua língua). — Hashtag VidaSelvagem, Hashtag AventuraExtrema — cantarolou enquanto subia as fotos no Instagram, escolhendo cuidadosamente os filtros que faziam tudo parecer mais idílico, menos sinistro. O celular vibrou com uma mensagem do empresário: "O contrato diz que você tem que ficar três dias sem sinal pra deixar a experiência mais autêntica. Desliga o celular depois de postar esse conteúdo." Andreita olhou em volta. Os homens continuavam nas tarefas, mas agora pareciam mais conscientes dela, como se soubessem que logo estaria desconectada do mundo exterior. Completamente sozinha. — Bom, gente, vou me desconectar uns dias — disse no último story, sorrindo com uma doçura que não sentia —. Logo mais aventuras! Desligou o celular e guardou na bolsa de couro, sentindo o último laço com a civilização se romper. Ramiro, que tinha observado tudo de longe, levantou do tronco e começou a caminhar na direção dela. O facão brilhava sob o sol. Andreita respirou fundo e sorriu, como se não sentisse o perigo. Como se não soubesse que, muito em breve, teria que pagar por esse teto que ela tanto precisava.
O sol tinha se posto atrás dos morros, tingindo o acampamento de sombras compridas e silhuetas sinistras. As fogueiras crepitavam, soltando faíscas no ar frio da noite mendocina, mas nenhum homem se aproximava pra se esquentar. Todos pareciam ocupados nas suas barracas, murmurando entre risadas baixas e olhares cúmplices. Andreita, sentada numa pedra perto do rio, esfregava os braços, sentindo o medo se enroscar no estômago feito uma cobra.
Não tinha barraca pra ela.
Ninguém tinha oferecido abrigo.
Até que a voz de Ramiro cortou a noite como uma faca.
— Andreita — chamou da entrada da barraca dele, maior que as outras, com uma lamparina de querosene pendurada no teto que projetava sua sombra disforme sobre as lonas —. Vem cá.
O coração de Andreita bateu forte, mas ela se levantou, ajustando o vestido verde que agora estava sujo e amassado. Caminhou até ele com passos titubeantes, as sandálias rangendo sobre as folhas secas.
— Sim, Ramiro? — perguntou, tentando manter a voz firme.
O líder não respondeu. Em vez disso, deu um passo de lado, deixando ver o interior da barraca: um colchão inflável, uma manta grossa, e umas cordas enroladas no chão feito cobras dormindo.
— Entra — ordenou.
Andreita engoliu seco, mas obedeceu. O cheiro de suor e couro bateu na cara dela ao passar, misturado com algo mais primitivo, mais masculino.
— Valeu por me deixar dormir aqui — murmurou, procurando desesperadamente uma explicação inocente pras cordas.
Ramiro riu, um som seco e sem graça.
— Não é de graça, gatinha — disse, fechando a porta da barraca atrás de si —. Você vai pagar sua estadia. E não com dinheiro.
Antes que pudesse reagir, Ramiro a agarrou pelos braços com uma força que a fez gritar.
— Quietinha! — rosnou, enquanto uma das cordas se enroscava em volta dos pulsos dela com movimentos experientes, apertando até que a pele empalideceu sob a pressão. Andreita gritou, um som agudo e desesperado que rasgou a noite. — Não! Por favor! Me soltem! — chorou, se debatendo inutilmente enquanto Ramiro terminava de amarrar suas mãos atrás das costas com nós que não cederiam. Lá fora, no silêncio do acampamento, ouviram-se risadas. Risadas masculinas. Risadas cúmplices. Ninguém viria salvá-la. Ramiro a empurrou para o colchão, onde Andreita caiu de joelhos, o vestido verde subindo até as coxas, revelando as meias marrons rasgadas e a pele dourada por baixo. — Olha o que a gente tem aqui — murmurou o líder, agarrando seu queixo com uma mão enquanto com a outra começava a desabotoar o vestido de baixo para cima —. Uma puta da cidade que acha que a vida é tirar foto. O vestido se abriu como uma flor venenosa, revelando o corpo que tantos seguidores no Instagram ansiavam ver: pernas longas e tonificadas, quadris estreitos que se abriam em umas nádegas perfeitamente redondas, uma barriga lisa com um umbigo pequeno como uma impressão digital. Andreita chorava em silêncio agora, as lágrimas caindo sobre o colchão enquanto Ramiro arrancava suas meias com um puxão brusco que fez com que gritasse de novo. — Cala a boca — ordenou, passando uma mão por suas coxas trêmulas —. A gente só começou. Quando finalmente a teve completamente nua, Ramiro parou para admirar sua obra: Andreita ajoelhada, as mãos amarradas atrás das costas, o corpo jovem e perfeito exposto sob a luz amarelada da lâmpada. — É assim que você gosta, né? — perguntou, passando um dedo por seu clitóris inchado de medo —. Ser a estrela. Andreita balançou a cabeça, mas seu corpo traiçoeiro respondeu ao contato, um gemido escapando de seus lábios contra sua vontade. Ramiro sorriu, satisfeito. — Mentirosa — murmurou, antes de começar a brincar com seu "botãozinho" como se fosse o controle remoto do seu prazer. As lágrimas de Andreita caíam sobre o colchão inflável, formando pequenas manchas escuras no material sintético. Seus pulsos, amarrados com as cordas ásperas que Ramiro tinha trazido especialmente para ela, já mostravam marcas vermelhas que brilhavam sob o leve resplendor da lâmpada de querosene. A dor era aguda, penetrante, mas não tanto quanto a vergonha de se sentir exposta, vulnerável, com seu corpo de dezenove anos completamente nu diante daquele homem de cinquenta e um anos que cheirava a suor e fumo forte.
"Meu Deus, como eu vim parar aqui?" pensou, enquanto Ramiro se ajoelhava atrás dela, seus joelhos calejados roçando a pele macia de suas coxas. "Meus seguidores... acham que estou num retiro de bem-estar. Se soubessem..."
— Olha isso — grunhiu Ramiro, agarrando seu cabelo com uma mão e forçando-a a arquear as costas —. Uma menina da cidade com a bunda mais linda que já vi.
Suas palavras eram brutais, sem filtro, como se estivesse falando de um animal em vez de uma pessoa. Andreita sentiu suas bochechas queimarem, não só de humilhação, mas de algo mais confuso, mais sombrio. "Por que meu corpo está respondendo? Isso não é normal, não pode ser..."
A mão livre de Ramiro não esperou. Desceu como um raio, chocando-se contra suas nádegas com um golpe seco que ressoou na barraca.
— Aaah! — gritou Andreita, a dor se misturando com uma onda de calor que a pegou de surpresa.
— Isso é por chorar — cuspiu Ramiro, antes de dar outra palmada, desta vez mais forte, deixando uma marca vermelha em forma de mão em sua pele perfeita.
Andreita fechou os olhos com força, tentando se imaginar em outro lugar. No seu quarto em Córdoba, com as paredes rosadas e os pôsteres de modelos famosas que admirava. Nas passarelas onde havia desfilado, com os flashes das câmeras iluminando seu sorriso cuidadosamente ensaiado. Em qualquer lugar menos aqui, nesta barraca fedorenta, com as risadas dos homens lá fora lembrando-a de que ninguém viria salvá-la.
Mas então Ramiro fez algo pior. — Abre bem os olhos, sua puta — ordenou, forçando-a a olhar para um espelho pequeno que pendurava da lona da barraca. O que ela viu a paralisou. Seu reflexo mostrava uma Andreita irreconhecível: lábios tremendo, olhos inchados de tanto chorar, cabelo bagunçado. E seu corpo... seu corpo gostoso, sempre tão cuidado, tão fotogênico, agora marcado pelas mãos de Ramiro, seus peitos pequenos e firmes balançando a cada respiração entrecortada, suas pernas perfeitas abertas de um jeito que ela nunca teria permitido nas fotos. — Tá gostando do que vê? — sussurrou Ramiro no ouvido dela, enquanto uma mão calejada deslizava entre suas pernas, encontrando sua buceta molhada contra toda lógica. Andreita negou freneticamente, mas seu corpo a traiu de novo, um gemido escapando dos seus lábios quando os dedos dele começaram a se mover em círculos precisos. "Não, não, não pode ser... isso não é prazer, não pode ser..." pensou, enquanto uma sensação desconhecida começava a crescer na sua barriga. — Mentirosa — Ramiro riu, mordendo o ombro dela enquanto aumentava a pressão —. Seu corpo fala mais alto que você. O contraste era obsceno. A crueza das palavras dele contra a ternura das carícias. A brutalidade dos gestos contra a delicadeza com que agora a tocava. Andreita queria odiá-lo, queria cuspir nele, mas seu corpo respondia como nunca antes, como se tivesse esperado a vida toda para ser dominado desse jeito. — Por favor... — implorou, sem saber exatamente o que estava pedindo. Ramiro não respondeu com palavras. Em vez disso, aumentou o ritmo, seus dedos se movendo mais rápido, mais forte, até que Andreita sentiu que algo se rompia dentro dela. Um orgasmo. Violento. Inesperado. Vergonhoso. Seu corpo se sacudiu como se tivesse levado um choque, um grito abafado saindo da sua garganta enquanto a onda de prazer a arrasava por completo. Ramiro a deixou cair sobre o colchão, satisfeito, observando como ela tremia feito uma folha ao vento. — Primeira hora — anunciou, como se estivesse mantendo um registro mental —. Faltam muitas outras. CONTINUA... Se este capítulo te deixou com tesão, clica e me segue nas minhas redeshttps://magicly.bio/celineparra
1 comentários - Crônicas de uma safada - Parte 1