oi, sou a liz, tenho 19 e sou nova nisso, espero que vocês gostem da minha história (relato) e me apoiem reagindo

Foi numa sexta-feira. Elías, meu namorado, cancelou nossa saída pro bar com uns amigos pra ir a um churrasco de família. E todo mundo sabe que isso significa a mesma coisa: passar horas com os pais dele, conversas moles, silêncio esquisito e aquela energia de "aja normal, por favor".
Quando entramos na casa, o cheiro bateu de cara: comida recém-feita, daquelas com carinho demais, e aquele aroma de limpeza que fica como se a casa tivesse sido desinfetada dias atrás. Era grande, aconchegante, daquelas que te fazem sentir um pouco deslocado mesmo estando na sala.
Eu fiquei sentada no sofá, com o celular na mão, como sempre nessas reuniões que você não tem nada pra fazer mas tem que estar lá. O Elías, por outro lado, se movimentava pela casa com uma energia exagerada, como se estivesse tentando fazer a tarde ser perfeita, que tudo parecesse em ordem, que ninguém notasse o desconforto da situação.
E aí tinha o Ricardo. Meu sogro.
Ele era o ponto mais quieto de todos. Estava do outro lado da sala, com um cigarro entre os dedos, vendo na TV o que parecia ser futebol. Não era distante nem calado, era mais tipo ali, confortável, natural. Falava com a esposa, escutava e dava opinião. Tinha uma calma enorme, do tipo que te faz sentir que ele já te decifrou sem ninguém ter pedido.
No começo, tudo foi normal. Carmen me perguntou sobre o jardim, sobre como ficariam as mudanças, essas coisas superficiais. Eu respondi, sorri e dei minha opinião. E então eu senti.
Um olhar direto.
Ricardo tinha se mexido. Sem aviso e sem barulho, já estava mais perto. Não tocou em nada. Não se aproximou de forma forçada. Simplesmente parou, me olhou e me dedicou um sorriso. Gentil, sim, mas profundo. Daqueles que não pedem licença.
Os olhos dela estavam quentes, com um brilho estranho. Como se estivesse analisando cada detalhe de mim. Como se soubesse exatamente o que eu estava procurando e eu não pudesse mentir.
Ele me fez sentir confortável, mas ao mesmo tempo terrivelmente exposta, e foi um gesto pequeno, quase invisível pra qualquer outra pessoa na casa, mas pra mim pesou demais. Me desarmou completamente.
Ficou ali um instante a mais do que o necessário, até que Elías empurrou suavemente a mãe para levar a conversa pra cozinha porque já era hora do jantar.
E aí ficamos só nós dois. Ele e eu. Num corredor estranho, desconectado do barulho da casa.
—O ar aqui tá muito frio — disse ele, com a voz baixa.
Senti tão perto que o tesão subiu na hora. Minha pele ficou sensível, de repente rolou uma mudança de temperatura.
Não era só uma frase. Ele dizia aquilo de um jeito pessoal demais, como se na real não estivesse falando do ar, mas de como era estar do meu lado.
Ele ficou levemente inclinado na minha direção, reduzindo nosso espaço até um ponto quase desconfortável. De perto senti seu calor, o perfume. E o curioso é que aquele cheiro me era familiar. Eu o reconhecia. Tinha sentido muitas vezes no Elías. Mas nele parecia mais original, mais profundo, como se fosse a versão verdadeira de algo que eu achava que conhecia.
A pausa que se seguiu não foi normal.

Foi numa sexta-feira. Elías, meu namorado, cancelou nossa saída pro bar com uns amigos pra ir a um churrasco de família. E todo mundo sabe que isso significa a mesma coisa: passar horas com os pais dele, conversas moles, silêncio esquisito e aquela energia de "aja normal, por favor".
Quando entramos na casa, o cheiro bateu de cara: comida recém-feita, daquelas com carinho demais, e aquele aroma de limpeza que fica como se a casa tivesse sido desinfetada dias atrás. Era grande, aconchegante, daquelas que te fazem sentir um pouco deslocado mesmo estando na sala.
Eu fiquei sentada no sofá, com o celular na mão, como sempre nessas reuniões que você não tem nada pra fazer mas tem que estar lá. O Elías, por outro lado, se movimentava pela casa com uma energia exagerada, como se estivesse tentando fazer a tarde ser perfeita, que tudo parecesse em ordem, que ninguém notasse o desconforto da situação.
E aí tinha o Ricardo. Meu sogro.
Ele era o ponto mais quieto de todos. Estava do outro lado da sala, com um cigarro entre os dedos, vendo na TV o que parecia ser futebol. Não era distante nem calado, era mais tipo ali, confortável, natural. Falava com a esposa, escutava e dava opinião. Tinha uma calma enorme, do tipo que te faz sentir que ele já te decifrou sem ninguém ter pedido.
No começo, tudo foi normal. Carmen me perguntou sobre o jardim, sobre como ficariam as mudanças, essas coisas superficiais. Eu respondi, sorri e dei minha opinião. E então eu senti.
Um olhar direto.
Ricardo tinha se mexido. Sem aviso e sem barulho, já estava mais perto. Não tocou em nada. Não se aproximou de forma forçada. Simplesmente parou, me olhou e me dedicou um sorriso. Gentil, sim, mas profundo. Daqueles que não pedem licença.
Os olhos dela estavam quentes, com um brilho estranho. Como se estivesse analisando cada detalhe de mim. Como se soubesse exatamente o que eu estava procurando e eu não pudesse mentir.
Ele me fez sentir confortável, mas ao mesmo tempo terrivelmente exposta, e foi um gesto pequeno, quase invisível pra qualquer outra pessoa na casa, mas pra mim pesou demais. Me desarmou completamente.
Ficou ali um instante a mais do que o necessário, até que Elías empurrou suavemente a mãe para levar a conversa pra cozinha porque já era hora do jantar.
E aí ficamos só nós dois. Ele e eu. Num corredor estranho, desconectado do barulho da casa.
—O ar aqui tá muito frio — disse ele, com a voz baixa.
Senti tão perto que o tesão subiu na hora. Minha pele ficou sensível, de repente rolou uma mudança de temperatura.
Não era só uma frase. Ele dizia aquilo de um jeito pessoal demais, como se na real não estivesse falando do ar, mas de como era estar do meu lado.
Ele ficou levemente inclinado na minha direção, reduzindo nosso espaço até um ponto quase desconfortável. De perto senti seu calor, o perfume. E o curioso é que aquele cheiro me era familiar. Eu o reconhecia. Tinha sentido muitas vezes no Elías. Mas nele parecia mais original, mais profundo, como se fosse a versão verdadeira de algo que eu achava que conhecia.
A pausa que se seguiu não foi normal.
1 comentários - Tive um momento estranho com meu sogro e meu namorado descobriu pt1