Capítulo 01
Katia se muda.
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Eu a vi parada ali, com bolsas e malas, e minha primeira reação foi fechar a porta. Ela colocou o pé pra impedir e começou a rir. Logo em seguida, ela se jogou em cima de mim e me deu um abraço forte.
—Abel! Irmãozinho querido! Tava com saudade de mim?
—A verdade, não.
—Não se faz de engraçadinho. Eu sei que você sentiu minha falta.
Ela apoiou a cabeça no meu peito, o calor do corpo dela foi reconfortante. Eu estava passando por uns dias muito estressantes e não posso negar que o abraço de um familiar era exatamente o que eu precisava… embora eu não pretenda dizer isso pra minha irmã.
—Katia, a gente se viu ontem. Literalmente.
—Sim, mas foi só um pouquinho… e já passou um monte de horas — disse ela, sem parar de me abraçar.
—Pra que você trouxe as malas? —Perguntei sem soltar a porta. Ainda tinha a esperança de que ela fosse embora.
Sim, muito gostoso o abraço dela… mas agora tenho assuntos mais importantes pra resolver.
—Me veio uma ideia que você vai adorar — finalmente ela soltou —. Vim morar com você! Não é incrível? — Pelo sorriso sincero dela, percebi que estava falando sério. Pra ela, realmente parecia uma ideia ótima.
—Não, nem ferrando. Nem pensar. Aqui é minha casa, não é hotel.
—Ai, Abel… se você mora sozinho. Tem espaço de sobra. Não seja assim. É só por um tempo, até eu conseguir um trabalho.
—E desde quando você procura trabalho?
—A partir de hoje.
Katia tem dezenove anos e desde que terminou o ensino médio se dedica a coçar o cu com as duas mãos. Às vezes eu penso que essa vai ser a profissão dela pelo resto da vida.
—O que aconteceu? A mamãe te expulsou de casa?
Essa pergunta apagou o sorriso dele num piscar de olhos. Ele olhou pro chão, como se tivesse perdido uma moeda.
—A questão com a mamãe é… complicada.
—Achei que vocês se davam bem.
—Isso é porque você não presta atenção. Você tá sempre metido nas suas coisas, preocupado com você e com o seu mundo. Não te importa o que acontece com os outros.
Isso me doeu. Foram as mesmas palavras que minha ex-namorada disse quando terminou comigo. O que mais dói é que elas têm razão. Não faço por maldade, é que trabalho duro pra poder progredir… e isso faz com que eu esqueça dos outros. Mas… quero mudar. Se pretendo conseguir uma esposa pra formar uma família, devo mudar. Será que Deus está me colocando à prova? Bom, digo isso em sentido figurado. Também não sou tão crente. Deus, o destino, a vida… tanto faz. Isso parece um verdadeiro desafio, pra poder mostrar ao mundo que quero mudar. Estou farto de que me vejam como o egoísta do grupo. Não sou egoísta… sou… sou… solitário? autossuficiente?
—Tá bom, você pode ficar…
—Ai, obrigada! —Outro daqueles abraços apertados dela.
—Mas com as minhas condições.
—Ahã, sim, claro… com certeza. É a sua casa. Quais são essas condições?
—Hmm… é… sei lá… preciso pensar nelas.
—Bom, enquanto você fica aí pensando merda, me ajuda a entrar com as malas. Eu quero o seu quarto. É o mais bonito e o maior.
E como um otário, eu dei meu quarto pra ela. Por quê? Não sei… já falei: por otário. Não tem outra explicação. Simplesmente não fui capaz de dizer não. Mudei minhas coisas pro quarto de hóspedes, que não é ruim. Só vou ter que me acostumar de novo a dormir numa cama de solteiro.
————————
—E aí, Abel.
Nunca a ouvi se aproximar. Ela me abraçou com força por trás. Senti duas grandes bolas de borracha se apoiando nas minhas costas. Todos os pelos da minha nuca se arrepiaram. As tetas dela são grandes demais e ela não as controla bem. Não é raro que ao virar ela dê uma tetada no batente de uma porta ou em qualquer um que esteja por perto. Com as nádegas também tem problemas, especialmente quando usa calças apertadas. Os caras veem aquele cuzão gordo e não conseguem segurar a vontade de gritar algo pra ela. Mas que minha irmã não me ouça chamando ela de "cuzão gordo", é algo que me é proibido, eu disse isso uma vez como piada e ela levou muito mal. É que a Katia não é gorda, ela só tem uma estrutura mais larga. Qualquer um que a veja diria que ela tem um "corpaço"... embora ela não se veja assim. Nunca entendi por quê.
—O que você quer? —Perguntei enquanto cortava carne para o jantar.
—Tá sentindo que eu tô te invadindo?
—Não, Katia… de jeito nenhum. Adoro que você esteja aqui. —Sério, eu tava começando a gostar da ideia de ter um pouco de companhia. A casa fica muito vazia desde que a Regina (minha ex-namorada) foi embora—. Olha, pra comemorar eu comprei carne, pra fazer um churrasco.
—Ai, que bom! Faz mil anos que não como churrasco. A mamãe não gosta de acender fogo na churrasqueira, e eu não sei como fazer. Você pode me ensinar? Não quero depender dos outros pra poder comer um churrasco bom.
—Sim, claro. Daqui a pouco eu vou preparar a churrasqueira e te explico como se faz.
—Ótimo! Eu trouxe sua câmera digital, pra você ver que não esqueci.
—E ainda funciona?
—Claro que funciona! Você acha que eu sou uma irresponsável?
—Você quebrou meu Play 4…
—Foi um acidente.
—E também o tablet.
—Não fui eu, foi a mamãe… mas ela jogou a culpa em mim. Sua câmera tá funcionando perfeitamente. Deixei ela no seu escritório.
—Bom, muito obrigado. Nunca soube pra que exatamente você queria ela.
—E… pra tirar foto. Pra que eu ia querer uma câmera?
—Eu tava falando é de que tipo de fotos.
—Isso não é da sua conta.
Olhei nos olhos dela. Aqueles grandes olhos castanhos me encararam de volta, tensos e muito grandes para o rostinho dela. No final acabei rindo… tem algo no rosto da minha irmã que acho muito engraçado. Parece aqueles personagens de animes japoneses.
—Pra você ver que eu quero trabalhar mesmo, deixei um pendrive com meu currículo. Você pode entregar lá no seu escritório?
Deixei a faca parada, no meio de um corte.
—Na minha oficina?
—Sim, sim… com certeza estão procurando alguma garota inteligente e carismática como eu. Eu poderia… em… poderia trabalhar com atendimento ao público, ou como secretária. Me contento com qualquer coisa. Menos limpeza… não gosto de limpar.
—Por cima com pretensões. Mm… não sei, Katia. Não me parece uma boa ideia.
—E por que não? —Ele ficou em silêncio me analisando detidamente, e depois, como se pudesse ler minha mente, disse—. Ah, já sei! Você tem medo de que eu te envergonhe com seus colegas de trabalho… ou com seu chefe. O grande Abel tem medo de que a burra da irmãzinha dele o faça passar vergonha. Ok… ok… tá bom. Vou levar isso em conta.
Ele se afastou sem dizer mais nada.
Tive que dar uns minutos pra ela se acalmar. Achei que vi ela chorando no banheiro. Partiu meu coração. Mesmo assim… não posso recomendá-la no meu trabalho. Katia não é especialmente talentosa. É simpática, sim… mas nunca poderia ficar no atendimento ao público. É extremamente tímida com a maioria das pessoas. Só se comporta “normal” com a mamãe e comigo… e talvez com alguma das poucas amigas dela.
E a secretária? Uma vez minha mãe mandou ela pagar a conta de luz. Como a Katia não soube fazer esse simples trâmite, não pagou, achando que por um único pagamento não feito a gente não ia ter grandes problemas. Aos cinco meses cortaram nossa luz. Um dia de calor infernal, e nós sem luz. O dinheiro? Ela gastou num joguinho pro (meu) PlayStation 4 dela.
Pelo menos pudemos aproveitar o momento irmão-irmã. Fizemos o churrasco juntos. Não acho que a Katia tenha aprendido muito, ela estava mais concentrada em jogar pedacinhos de carvão no fogo, e ver como queimavam, do que nas instruções que eu dei; mas enfim… pelo menos eu tentei.
O churrasco ficou bom demais, modéstia à parte. Comemos enquanto assistíamos a um jogo da NBA. Os Lakers enfrentavam o Chicago Bulls por algo chamado "Play-off", não tenho a mais puta ideia do que seja isso. Não entendo nada de basquete. A fanática é minha irmã. Ela costumava praticar esse esporte no ensino médio. Sempre reclamava que seus peitos não deixavam ela pular com eficiência... mesmo usando os melhores sutiãs esportivos.
Assim como eu fiz com a grelha, Katia tentou me explicar o que acontecia na quadra e por que esse tal de Lebron James é um dos melhores jogadores de toda a história. Não entendi porra nenhuma. A bola se move rápido demais pro meu cérebro conseguir processar alguma coisa. Mesmo assim, foi legal. Era divertido ver a Katia tão apaixonada por algo. Ela apontava pra tela toda hora dizendo: "Viu… viu? É o que eu acabei de te explicar". "Ah, claro… já entendi", eu dizia, sem saber que porra tinha acontecido.
O primeiro dia com minha irmã de inquilina não foi nada mal. Ainda teria tempo para as coisas se complicarem.
————————
Enquanto Katia tomava banho, eu fiquei vendo vídeos no YouTube pelo celular. Coisas sobre ciência e alguns de temática policial. Assuntos que me apaixonam.
Eu estava deitado no sofá, assistindo a um vídeo muito interessante sobre buracos negros, quando minha irmã apareceu na sala, enrolada numa toalha. Seu longo cabelo preto estava molhado e caía sobre os ombros. Ela avançou como se eu não estivesse ali e disse:
—Uf… que chuveiro bom. Bati uma punheta daquelas…
Ela parou de repente. Me olhou. Eu olhei pra ela. A gente se olhou. A boca dela tava tão aberta quanto os olhos. Eu devia tá com a mesma cara.
—Ai… eu falei isso em voz alta? Ai… é que… ai… desculpa… hã… —ela ficou vermelha como um tomate—. É que… com a mamãe a gente tem mais intimidade e… bom, esqueci que não moro mais com ela.
—Você vai contar pra mamãe sobre suas…? —Não tive coragem de dizer essa palavra na frente da minha irmã.
Katia apertou os lábios, analisou a situação por alguns segundos e depois se sentou ao lado dos meus pés.
—Não é que eu conte pra ela… às vezes eu falo de propósito porque sei que incomoda. —Como eu fiquei quieta, Katia continuou—. Tipo assim… não é que incomode ela eu me… é… fazer… isso… O que fode ela é o quanto eu demoro pra sair do banheiro… e o que eu faço com o chuveirinho. Isso também incomoda muito ela. Mesmo ela fazendo a mesma coisa. Juro pra você. Peguei ela três vezes. —Ela me mostrou três dedos levantados, pra enfatizar o testemunho.
O comentário da minha irmã me deixou atordoado. Não é a primeira vez que ela me diz algo com temática sexual; mas não lembro de alguma vez ela ter dito algo tão… explícito. Geralmente os comentários dela são do tipo: «Você gosta das tetas da Mavi? Viu como ela tem umas grandes?» Mavi, ou María Victoria, é a melhor amiga dela… e às vezes acho que é a única.
—E o que exatamente você faz com o chuveiro?
Foi a primeira coisa que consegui perguntar. Fiz por puro atordoamento, porque na real eu já tinha uma ideia clara. Mas a Katia é muito inocente e achou que eu tava perguntando sério. Me deu uma explicação digna de um tutorial.
—Só dá pra fazer com os chuveirinhos de mão, aqueles que saem do suporte. Eu coloco ele entre as pernas, aponto o jato no clitóris e… uf… é uma sensação maravilhosa. Esse formigamento me fascina. —Fiquei olhando pra ela o tempo todo sem acreditar no que ela dizia.
—Ah… e a mamãe não gosta?
Me senti um imbecil por fazer perguntas tão idiotas; mas meu cérebro estava custando a engrenar.
—Mãe me pegou várias vezes fazendo isso. Toda vez que eu demoro no banho, ela abre a porta. E eu lá, com o negócio entre as pernas, me masturbando pra caralho… —De novo ela ficou paralisada, me olhando nos olhos—. Desculpa, viajei. É que… me dá raiva quando me interrompem nessa hora. Não devia estar te contando essas coisas. Vou te deixar desconfortável.
—Não me incomoda que você me conte isso. Só… acho estranho. Achei que esse tipo de conversa você teria com suas amigas, não comigo.
—Já não tenho mais amigas — disse ela, baixando a cabeça.
—Você brigou com a Mavi? —Ele assentiu devagar, parecia prestes a chorar—. Ah… quer me contar o que aconteceu? —Ele balançou a cabeça em gesto de negação—. Ok… se em algum momento você quiser falar sobre isso, pode contar comigo.
—Sério mesmo? —Ela sorriu de novo.
—Claro. Tá vendo? Não sou tão egoísta quanto você pensava.
—Sim, você é. Mas… você está se esforçando pra mudar. Isso é bom.
—Te incomoda que eu te veja fazendo isso?
—Não, é mamãe… por que ela se incomodaria em me ver me masturbando? O que me incomoda é ela me interromper. Ela me manda sair do banheiro. Não sei se incomoda ela eu ficar tanto tempo no chuveiro ou eu me masturbar. —Olhei as pernas da minha irmã, a toalha mal cobria as partes íntimas dela. Fiquei desconfortável ao pensar que embaixo daquele pano branco ela não tinha nada—. Mas acho que o que mais irrita ela é eu me masturbar. Ela não pode me ver feliz. Eu testei, sabe?
—Ah é?
—Sim, teve vezes em que a gente estava na cama vendo um filme e eu comecei a me tocar… mas sem me cobrir nem nada, deixando ela ver como eu enfiava os dedos na minha pussy. No começo ela não me dizia nada, até que depois de um tempo ela falava: "Katia! Você pode parar de se tocar?
—Talvez ela achasse inapropriado que você fizesse isso na frente dela.
—Ai, como se ela não se masturbasse. Você sabe quantas vezes eu a peguei com o chuveiro entre as pernas? "Ahã, hipócrita!" eu disse uma vez, "Você não me deixa fazer, mas você mesma se acaba com o jatinho de água". Ela ficou muito brava comigo.
Me custa assimilar a ideia da minha mãe se masturbando. São simplesmente dois conceitos que não encaixam na minha cabeça. Nunca vi minha mãe nem de longe relacionada com alguma prática sexual. E com minha irmã também não, por isso me surpreende tanto a sinceridade dela ao falar do assunto. Decidi não dar muita importância a isso, talvez ela só precise de alguém pra conversar sobre essas coisas… e eu tô tentando aprender a escutar as pessoas.
—Isso teve a ver com a sua mudança? —eu perguntei.
—Hmmm… mais ou menosssss — disse ela, com os lábios apertados —. Não quero falar sobre isso.
Levantou e foi embora, assim sem mais nem menos.
————————
Tive um dia de trabalho rotineiro, meio chato e sem perrengue. Do jeito que eu gosto. Será que é errado eu gostar de ficar entediada no trabalho? Pode ser. Com o tempo descobri que tédio é sinônimo de tranquilidade. Se eu fico entediada é porque não aconteceu nada que complicasse o meu dia.
Decidi entregar o pen-drive com o currículo da Katia pra minha chefe. Tenho certeza de que não vão contratar ela, é duro eu falar isso, que sou o irmão mais velho dela, mas é a verdade. A Katia não tem nenhum talento especial, nem experiência de trabalho nem nada que ajude ela a entrar pra trabalhar numa empresa tão importante quanto essa.
Pelo menos eu fiz a minha parte. Vai ser difícil falar com ela quando a rejeitarem. Prefiro isso do que ela ficar puta comigo por eu não ter entregado o currículo dela.
Voltei pra minha casa. A Katia passou a tarde toda jogando no meu PlayStation 5. Já tomou conta dele como se fosse dela. Morro de medo que ela quebre, como fez com o anterior.
Ela estava ajoelhada na cama dele (minha), de frente pra TV, com o controle na mão. O personagem que ela controlava lutava contra um dragão gigantesco que soltava raios enquanto uma forte tempestade de areia castigava o lugar. Tenho que admitir que tava bem espetacular.
—Comprei um jogo novo — disse sem olhar pra mim —. Chama Monster Hunter Wilds. É espetacular. Eu amo.
—Você comprou com meu cartão de crédito?
Silêncio. Ele continuou olhando pra tela com olhos de ovo cozido. Suspirei e balancei a cabeça.
—Daqui a pouco a gente vai comer. Hoje não tenho tempo pra cozinhar, vou pedir pizzas.
—Excelente! Eu amo pizza.
Ela jantou no quarto dela (no meu), enchendo de migalhas toda a colcha de cama. Não quis largar o jogo nem por um minuto.
Tomei um banho e antes de dormir decidi checar os e-mails do trabalho. "Monotonia informática", eu chamo. Uma parte fundamental da minha rotina relaxante.
Não tinha nenhuma novidade do escritório. O de sempre. Reuniões a marcar, clientes pra atender. Odeio meu trabalho. A única coisa que me mantém nessa merda de escritório é a promessa de uma promoção. Meu sonho é virar gerente; mas tenho só vinte e três anos e ainda sou "o novato", apesar de já trabalhar nessa empresa há dois anos. Ainda tenho um longo caminho pela frente.
Enquanto apagava os e-mails que eram puro spam, notei que a câmera digital estava na escrivaninha. Conectei ela no computador e estava prestes a apagar todas as fotos quando vi minha irmã, bem sorridente, olhando pra mim da tela. Era uma foto bonita… embora minha mãe tivesse chamado de "indecente", porque era umaselfietirada de cima e mostrava todo o seu amplo decote. Esses peitos são muito redondos e grandes, vistos desse ângulo parecem enormes, quase obscenos. Decidi guardar; mas não me interpretem mal. Não fiz isso pelos peitos da minha irmã, só me pareceu uma boa foto.
Olhei as outras que ela tinha tirado, eram muito parecidas com essa. Parece que ela ficou testando várias vezes até conseguir o resultado certo. Embora a melhor tenha sido a primeira, acho que a Katia só perdeu tempo.
Eu estava passando as fotos monótonas tranquilamente quando de repente apareceu na tela algo que me deixou desconcertado.
Tinha bastante pelinho preto, bem ondulado. Um par de lábios bem carnudos e um botãozinho aparecendo por cima deles. No centro, um buraco molhado se abria diante da câmera.
Será que isso é…?
—A buceta da minha irmã! —Exclamei, sem conseguir parar de olhar para a tela.
—O que aconteceu?
Naquele momento eu descobri que a Katia tinha entrado no escritório. Essa mina é mais sorrateira que uma puta.
—Não, nada… é que…
Ela estava com a toalha, parecia que tinha acabado de sair do chuveiro. A toalha mal cobria os melões gigantescos e era tão curta que embaixo não cobria tudo. Aqueles mesmos lábios carnudos que estavam na tela do meu PC pendiam por baixo do tecido branco. Ver ela assim me deixou meio atordoado e não consegui reagir. Katia se aproximou e quando viu a tela sua boca se abriu ao máximo.
—Como essa foto foi parar aí? Se eu baixei tudo no meu notebook.
—Hmm, sim, mas isso não apaga as fotos da câmera.
—Ai… mas eu nem usei a memória interna da câmera. Eu pluguei o pendrive pra salvar tudo direto nele.
Eu mesmo expliquei aquela função da câmera pra ela, me deu orgulho saber que ela lembrou, mas…
—Talvez você tenha esquecido de marcar a opção de "Usar apenas armazenamento externo".
—Ah… pode ser, sim. A tecnologia me deixa um pouco tonto. Caralho, que vergonha. Você viu toda a minha buceta.
—Desculpa, foi sem querer… agora eu tiro. Depois apaga tudo…
—Você viu as outras fotos? — Ela ficou pálida.
—Não… as que eu vi antes eram todas iguais, com o seu rosto. Essa foi a primeira que eu vi… dessas…
—Ah, bom… melhor assim. Que burra. Mas enfim, essa você já viu. O que você acha?
—Hã? O que eu acho do quê?
—Desde quando você usa a palavra: buceta, cara… O que você acha?
—Não entendo. O que eu tenho que opinar? Você é minha irmã…
—Não é disso que eu tô falando, otário. Deixa, não importa. Vou ficar com a dúvida.
Desliguei a câmera e a foto sumiu na hora.
—Toma, guarda isso você. Pra você saber que eu não fiquei mexendo nas suas fotos.
—Ah, obrigada —sorriu—. É por isso que eu confio tanto em você. Você é um cara legal, Abel.
Sorri e falei brincando:
—Espero que você tenha lembrado de apagar o pendrive, porque eu entreguei pra minha chefe com seu currículo. —Minha irmã ficou tensa, com aquela cara de capivara deslumbrada que ela sempre faz quando mete os pés pelas mãos—. Não… tá de sacanagem? —Ela não se mexeu. Não respirou—. Katia… pelo amor de Deus, me diz que você apagou essas fotos do seu pendrive.
—Sou uma idiota.
—Você não apagou?
—Só carreguei o currículo. Nem sequer abri. Ai, não… as fotos devem estar aí. Quero morrer! Seu chefe vai me ver toda a buceta!
—Chefe. Eu tenho uma chefe. E... acho que ela ainda não revisou. Ela me disse que faria quando tivesse tempo...
—Você poderia recuperar isso?
Meu instinto de autopreservação às vezes me leva a fazer coisas das quais não me orgulho. Não quero que minha irmã trabalhe no mesmo escritório que eu. Com uma foto como essa no currículo dela, com certeza não vão contratá-la.
—Não, impossível. Minha chefe já tá com ele. Além disso… não é pra tanto. Vou comentar que foi um descuido seu. Ela vai saber entender. É melhor que te veja a pussy uma mulher… e não um cara.
—É que… você não entende, Abel. A foto da buceta é o de menos. O problema é todo o resto. Se a sua chefe ver isso, não sei o que ela poderia pensar. Até… poderia te trazer problemas.
—Do que você tá falando, Katia? Por que isso me traria problemas? Que porra você andou fazendo?
Ele me entregou a câmera.
—Por que você não confere você mesmo?
Olha pra câmera duvidando. Será que eu realmente quero saber? Não, de jeito nenhum. Só ver a buceta dela na tela inteira me deixou atordoado. Katia sentou do meu lado, sem perceber que a toalha não estava cobrindo toda a buceta dela e que um mamilo já estava aparecendo por cima.
—Se a sua chefe vai ver isso, é melhor você ir bem preparado — ela me disse com uma cara séria. Isso é preocupante, porque é muito raro ver a Katia levando alguma coisa a sério.
Enfiei a câmera e coloquei de volta a foto da buceta da minha irmã. Seus lábios rugosos e carnudos me cumprimentavam no meio de um emaranhado de pelinhos negros.
—É, eu já sei… minha buceta tá horrível. Por favor, passa logo essas fotos.
Não achei horrível, nem um pouco. Mesmo assim não respondi, tinha medo de que minha resposta fosse mal interpretada.
As próximas fotos eram meio parecidas com essa. Close-ups da buceta dela que se diferenciavam só pelo movimento dos dedos da Katia. Em uma ela abria os lábios, na outra ela acariciava o clitóris. Até vi algumas fotos onde os dedos dela apareciam bem borrados… como se estivessem se movendo muito rápido na hora da foto.
Dei uma olhada de rabo de olho na minha irmã, ela continuava olhando pra tela com cara de preocupação. Não fez nenhum comentário.
De repente apareceu uma foto diferente das outras. Katia e sua amiga Mavi sorriam para a câmera… e as duas estavam com as tetas completamente de fora. Dois pares de melões imensos que pareciam não caber na foto. Mavi é uma garota linda, de cabelo castanho claro e olhos verdes. Sempre tive vontade de pegar ela, não vou negar. Minha irmã sabe muito bem disso.
—As fotos da Mavi você pode ficar, dá o uso que quiser — disse Katia, com um sorriso.
—É… é uma foto linda.
—As que vêm depois vão te agradar ainda mais.
Na imagem seguinte vi a Mavi, de semiperfil, sorrindo pra câmera. Mas o mais chamativo era o que minha irmã estava fazendo. Katia estava chupando um dos pezinhos da amiga. Estava grudada naquele peito como se quisesse tirar leite.
—Ah… bom… hã… isso eu realmente não esperava. Não achei que você gostasse…
—Mulheres? Não, otário… não sou lésbica. Isso foi só uma brincadeirinha entre amigas.
A foto seguinte era o contrário desta. Mavi era a que estava chupando uma das tetas de Katia. Devo admitir que mulheres gostosas em atitude lésbica me deixam muito excitado… e agora eu estava vendo duas. Embora uma seja minha irmã, isso faz tudo ficar mais estranho.
Uma imagem da Mavi pelada de corpo inteiro me deixou em estado de choque. Essa mina tem um corpão espetacular. Não é muito diferente do da minha irmã, embora a Mavi tenha uma estrutura mais magra e uma cintura de vespa. A buceta dela, completamente depilada, me pareceu…
—Perfeita —falei em voz alta.
—Sim, eu sei que a Mavi é perfeita. Queria ser igual a ela —Esse comentário me soou estranho. Katia é muito parecida com a Mavi, mas com cabelo preto. Mais uma vez preferi ficar calado, pra que ela não interpretasse mal os meus comentários—. A foto que vem agora você vai gostar ainda mais. —E foi mesmo, porque agora a Mavi aparecia com as pernas abertas, sua buceta dava pra ver perfeitamente—. Sinto muito ter brigado com ela. Eu queria que você a convidasse pra sair.
—Você acha que eu teria tido chance com ela?
—Claro, Abel. Você é um garoto muito bonito. Apesar de se vestir como um senhor de sessenta anos… isso precisa ser resolvido. Ah… e seu corte de cabelo de "funcionário cinza"... também não te favorece muito. Mas… você é um garoto bonito. Mavi sabe disso. Ela sempre me perguntava sobre você.
—Sério? —Ele assentiu com a cabeça. Voltei a olhar para a tela. Meu pau começou a despertar só de pensar que eu teria uma chance com uma mina tão gostosa quanto a Mavi—. Entendo que são umas fotos que podem ser mal interpretadas; mas… não vejo nada que possa gerar um grande problema.
—Continuei olhando.
Havia mais fotos de Katia e Mavi posando nuas na frente da câmera. Às vezes elas se beijavam na boca, outras vezes chupavam um peito uma da outra. Eu tentava disfarçar minha ereção incipiente. De repente apareceu uma foto de uma mulher nua numa cama, estava de costas, deitada de bruços. Tinha uma perna esticada e a outra flexionada. Grandes nádegas, redondas, perfeitas e firmes coroavam a imagem, e no meio dava pra ver os lábios da buceta perfeitamente depilados.
—Uau… que bunda gostosa. Quem é?
—Uma tal de Patricia. —Fiquei completamente travado—. É a mamãe, Abel. —Ele disse como se eu de repente tivesse sofrido um episódio de amnésia severa e tivesse esquecido o nome da minha própria mãe.
Quase me saltaram os olhos. Olhei bem a foto e em cima aparecia um cabelo liso, castanho e com reflexos loiros. É assim que minha mãe tem. Não podia acreditar que aquele bundão incrível fosse da minha própria mãe. Quer dizer, sei que ela é uma mulher "gostosa", mas… nunca parei pra olhar o rabo dela com atenção. Muito menos estando pelada.
—E por que você tirou essa foto da mamãe?
—Não sei —deu de ombros—. Eu a vi deitada ali e achei ela muito gostosa. Quando mostrei a foto pra ela, fez cara de poucos amigos. Até que olhou com atenção, e a cara dela mudou completamente. "Não é nada mal", me disse. Perguntei se ela tirava fotos nua e ela disse que não, que nunca fazia isso… porque tinha vergonha. "E além do mais… pra que eu quero fotos nua?", comentou. Respondi: "Pra mostrar pra algum pretendente. Você não pode ficar sozinha como se estivesse vivendo os últimos anos da sua vida. Você só tem quarenta e seis". Então…
Passei a foto e vi minha mãe pelada, de corpo inteiro. As tetas dela são tão grandes quanto as da Katia, embora ela não seja tão caderona. Mesmo assim, a cintura e a barriga chapada fazem ela parecer uma mulher de trinta e poucos anos. Ela é realmente gostosa, e eu nunca tinha percebido.
—Eita… não acredito que você conseguiu convencer ela…
Passei pra próxima foto e fiquei de queixo caído. Agora aparecia a Katia, também pelada, junto com a Patricia. As duas sorriam e se abraçavam pela cintura, uma imagem parecida com as da Mavi e da Katia.
—E isso? Também era pra mostrar pra algum pretendente?
—Ei, não… como assim a mamãe vai mostrar fotos minhas pelada pra um namorado? Essa foto era pra gente. E as outras também.
Começou uma sequência de fotos muito estranhas em que Katia e Patricia posavam na frente da câmera em poses bem sugestivas. Vi minha própria mãe abrindo a buceta com os dedos, como se fosse uma atriz pornô. Minha mãe!
E o mais insano é que tinha fotos onde a Patricia fazia isso junto com a filha, as duas abriam a buceta e sorriam pra câmera, como se dissessem: "Aqui estamos, pra fazerem o que quiserem com a gente".
Meu pau ficou completamente duro. Não sei por quê, simplesmente não consegui evitar. Inclinei meu corpo pra frente e tentei me cobrir com a escrivaninha. Não queria dar explicações pra Katia.
Continuei passando as fotos e de repente uma começou a se mexer. Meu cérebro obnubilado demorou pra processar que eu estava vendo um vídeo… e um bem explícito. Katia estava deitada na cama do quarto dela, se masturbando. Sim, ela estava enchendo a buceta de dedos, gemia e sacudia o corpo em pleno prazer.
—Ai, que vergonha! —Ela ficou mais vermelha do que nunca.
—Isso te complica um pouco mais, mas… também não é pra tanto…
A câmera focou bem do lado da Katia, porque alguém estava manipulando ela. Junto da minha irmã, também pelada na cama, apareceu minha mãe. E igual à filha… estava esfregando a buceta enquanto enfiava os dedos. As duas estavam se masturbando na cama, uma do lado da outra… enquanto alguém filmava elas.
Não consegui ver mais. Desliguei a câmera de novo. Meu cérebro ficou em branco por alguns segundos. O que aconteceria se minha chefe visse que minha mãe e minha irmã tinham se filmado se masturbando juntas? O que ela pensaria da minha família?
—Preciso recuperar esse pendrive… de qualquer jeito.
—Uy… que bom que você sacou só de ver isso. Por um momento achei que a gente ia ter que ver tudo.
Eu quase perguntei o que poderia ser pior que isso. O que mais poderia ter dentro da memória daquela câmera que fosse… incriminador? Não quis perguntar. Não quis saber. Às vezes o caminho da ignorância é o mais seguro… e o mais fácil de trilhar.
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Eu a vi parada ali, com bolsas e malas, e minha primeira reação foi fechar a porta. Ela colocou o pé pra impedir e começou a rir. Logo em seguida, ela se jogou em cima de mim e me deu um abraço forte.
—Abel! Irmãozinho querido! Tava com saudade de mim?
—A verdade, não.
—Não se faz de engraçadinho. Eu sei que você sentiu minha falta.
Ela apoiou a cabeça no meu peito, o calor do corpo dela foi reconfortante. Eu estava passando por uns dias muito estressantes e não posso negar que o abraço de um familiar era exatamente o que eu precisava… embora eu não pretenda dizer isso pra minha irmã.
—Katia, a gente se viu ontem. Literalmente.
—Sim, mas foi só um pouquinho… e já passou um monte de horas — disse ela, sem parar de me abraçar.
—Pra que você trouxe as malas? —Perguntei sem soltar a porta. Ainda tinha a esperança de que ela fosse embora.
Sim, muito gostoso o abraço dela… mas agora tenho assuntos mais importantes pra resolver.
—Me veio uma ideia que você vai adorar — finalmente ela soltou —. Vim morar com você! Não é incrível? — Pelo sorriso sincero dela, percebi que estava falando sério. Pra ela, realmente parecia uma ideia ótima.
—Não, nem ferrando. Nem pensar. Aqui é minha casa, não é hotel.
—Ai, Abel… se você mora sozinho. Tem espaço de sobra. Não seja assim. É só por um tempo, até eu conseguir um trabalho.
—E desde quando você procura trabalho?
—A partir de hoje.
Katia tem dezenove anos e desde que terminou o ensino médio se dedica a coçar o cu com as duas mãos. Às vezes eu penso que essa vai ser a profissão dela pelo resto da vida.
—O que aconteceu? A mamãe te expulsou de casa?
Essa pergunta apagou o sorriso dele num piscar de olhos. Ele olhou pro chão, como se tivesse perdido uma moeda.
—A questão com a mamãe é… complicada.
—Achei que vocês se davam bem.
—Isso é porque você não presta atenção. Você tá sempre metido nas suas coisas, preocupado com você e com o seu mundo. Não te importa o que acontece com os outros.
Isso me doeu. Foram as mesmas palavras que minha ex-namorada disse quando terminou comigo. O que mais dói é que elas têm razão. Não faço por maldade, é que trabalho duro pra poder progredir… e isso faz com que eu esqueça dos outros. Mas… quero mudar. Se pretendo conseguir uma esposa pra formar uma família, devo mudar. Será que Deus está me colocando à prova? Bom, digo isso em sentido figurado. Também não sou tão crente. Deus, o destino, a vida… tanto faz. Isso parece um verdadeiro desafio, pra poder mostrar ao mundo que quero mudar. Estou farto de que me vejam como o egoísta do grupo. Não sou egoísta… sou… sou… solitário? autossuficiente?
—Tá bom, você pode ficar…
—Ai, obrigada! —Outro daqueles abraços apertados dela.
—Mas com as minhas condições.
—Ahã, sim, claro… com certeza. É a sua casa. Quais são essas condições?
—Hmm… é… sei lá… preciso pensar nelas.
—Bom, enquanto você fica aí pensando merda, me ajuda a entrar com as malas. Eu quero o seu quarto. É o mais bonito e o maior.
E como um otário, eu dei meu quarto pra ela. Por quê? Não sei… já falei: por otário. Não tem outra explicação. Simplesmente não fui capaz de dizer não. Mudei minhas coisas pro quarto de hóspedes, que não é ruim. Só vou ter que me acostumar de novo a dormir numa cama de solteiro.
————————
—E aí, Abel.
Nunca a ouvi se aproximar. Ela me abraçou com força por trás. Senti duas grandes bolas de borracha se apoiando nas minhas costas. Todos os pelos da minha nuca se arrepiaram. As tetas dela são grandes demais e ela não as controla bem. Não é raro que ao virar ela dê uma tetada no batente de uma porta ou em qualquer um que esteja por perto. Com as nádegas também tem problemas, especialmente quando usa calças apertadas. Os caras veem aquele cuzão gordo e não conseguem segurar a vontade de gritar algo pra ela. Mas que minha irmã não me ouça chamando ela de "cuzão gordo", é algo que me é proibido, eu disse isso uma vez como piada e ela levou muito mal. É que a Katia não é gorda, ela só tem uma estrutura mais larga. Qualquer um que a veja diria que ela tem um "corpaço"... embora ela não se veja assim. Nunca entendi por quê.
—O que você quer? —Perguntei enquanto cortava carne para o jantar.
—Tá sentindo que eu tô te invadindo?
—Não, Katia… de jeito nenhum. Adoro que você esteja aqui. —Sério, eu tava começando a gostar da ideia de ter um pouco de companhia. A casa fica muito vazia desde que a Regina (minha ex-namorada) foi embora—. Olha, pra comemorar eu comprei carne, pra fazer um churrasco.
—Ai, que bom! Faz mil anos que não como churrasco. A mamãe não gosta de acender fogo na churrasqueira, e eu não sei como fazer. Você pode me ensinar? Não quero depender dos outros pra poder comer um churrasco bom.
—Sim, claro. Daqui a pouco eu vou preparar a churrasqueira e te explico como se faz.
—Ótimo! Eu trouxe sua câmera digital, pra você ver que não esqueci.
—E ainda funciona?
—Claro que funciona! Você acha que eu sou uma irresponsável?
—Você quebrou meu Play 4…
—Foi um acidente.
—E também o tablet.
—Não fui eu, foi a mamãe… mas ela jogou a culpa em mim. Sua câmera tá funcionando perfeitamente. Deixei ela no seu escritório.
—Bom, muito obrigado. Nunca soube pra que exatamente você queria ela.
—E… pra tirar foto. Pra que eu ia querer uma câmera?
—Eu tava falando é de que tipo de fotos.
—Isso não é da sua conta.
Olhei nos olhos dela. Aqueles grandes olhos castanhos me encararam de volta, tensos e muito grandes para o rostinho dela. No final acabei rindo… tem algo no rosto da minha irmã que acho muito engraçado. Parece aqueles personagens de animes japoneses.
—Pra você ver que eu quero trabalhar mesmo, deixei um pendrive com meu currículo. Você pode entregar lá no seu escritório?
Deixei a faca parada, no meio de um corte.
—Na minha oficina?
—Sim, sim… com certeza estão procurando alguma garota inteligente e carismática como eu. Eu poderia… em… poderia trabalhar com atendimento ao público, ou como secretária. Me contento com qualquer coisa. Menos limpeza… não gosto de limpar.
—Por cima com pretensões. Mm… não sei, Katia. Não me parece uma boa ideia.
—E por que não? —Ele ficou em silêncio me analisando detidamente, e depois, como se pudesse ler minha mente, disse—. Ah, já sei! Você tem medo de que eu te envergonhe com seus colegas de trabalho… ou com seu chefe. O grande Abel tem medo de que a burra da irmãzinha dele o faça passar vergonha. Ok… ok… tá bom. Vou levar isso em conta.
Ele se afastou sem dizer mais nada.
Tive que dar uns minutos pra ela se acalmar. Achei que vi ela chorando no banheiro. Partiu meu coração. Mesmo assim… não posso recomendá-la no meu trabalho. Katia não é especialmente talentosa. É simpática, sim… mas nunca poderia ficar no atendimento ao público. É extremamente tímida com a maioria das pessoas. Só se comporta “normal” com a mamãe e comigo… e talvez com alguma das poucas amigas dela.
E a secretária? Uma vez minha mãe mandou ela pagar a conta de luz. Como a Katia não soube fazer esse simples trâmite, não pagou, achando que por um único pagamento não feito a gente não ia ter grandes problemas. Aos cinco meses cortaram nossa luz. Um dia de calor infernal, e nós sem luz. O dinheiro? Ela gastou num joguinho pro (meu) PlayStation 4 dela.
Pelo menos pudemos aproveitar o momento irmão-irmã. Fizemos o churrasco juntos. Não acho que a Katia tenha aprendido muito, ela estava mais concentrada em jogar pedacinhos de carvão no fogo, e ver como queimavam, do que nas instruções que eu dei; mas enfim… pelo menos eu tentei.
O churrasco ficou bom demais, modéstia à parte. Comemos enquanto assistíamos a um jogo da NBA. Os Lakers enfrentavam o Chicago Bulls por algo chamado "Play-off", não tenho a mais puta ideia do que seja isso. Não entendo nada de basquete. A fanática é minha irmã. Ela costumava praticar esse esporte no ensino médio. Sempre reclamava que seus peitos não deixavam ela pular com eficiência... mesmo usando os melhores sutiãs esportivos.
Assim como eu fiz com a grelha, Katia tentou me explicar o que acontecia na quadra e por que esse tal de Lebron James é um dos melhores jogadores de toda a história. Não entendi porra nenhuma. A bola se move rápido demais pro meu cérebro conseguir processar alguma coisa. Mesmo assim, foi legal. Era divertido ver a Katia tão apaixonada por algo. Ela apontava pra tela toda hora dizendo: "Viu… viu? É o que eu acabei de te explicar". "Ah, claro… já entendi", eu dizia, sem saber que porra tinha acontecido.
O primeiro dia com minha irmã de inquilina não foi nada mal. Ainda teria tempo para as coisas se complicarem.
————————
Enquanto Katia tomava banho, eu fiquei vendo vídeos no YouTube pelo celular. Coisas sobre ciência e alguns de temática policial. Assuntos que me apaixonam.
Eu estava deitado no sofá, assistindo a um vídeo muito interessante sobre buracos negros, quando minha irmã apareceu na sala, enrolada numa toalha. Seu longo cabelo preto estava molhado e caía sobre os ombros. Ela avançou como se eu não estivesse ali e disse:
—Uf… que chuveiro bom. Bati uma punheta daquelas…
Ela parou de repente. Me olhou. Eu olhei pra ela. A gente se olhou. A boca dela tava tão aberta quanto os olhos. Eu devia tá com a mesma cara.
—Ai… eu falei isso em voz alta? Ai… é que… ai… desculpa… hã… —ela ficou vermelha como um tomate—. É que… com a mamãe a gente tem mais intimidade e… bom, esqueci que não moro mais com ela.
—Você vai contar pra mamãe sobre suas…? —Não tive coragem de dizer essa palavra na frente da minha irmã.
Katia apertou os lábios, analisou a situação por alguns segundos e depois se sentou ao lado dos meus pés.
—Não é que eu conte pra ela… às vezes eu falo de propósito porque sei que incomoda. —Como eu fiquei quieta, Katia continuou—. Tipo assim… não é que incomode ela eu me… é… fazer… isso… O que fode ela é o quanto eu demoro pra sair do banheiro… e o que eu faço com o chuveirinho. Isso também incomoda muito ela. Mesmo ela fazendo a mesma coisa. Juro pra você. Peguei ela três vezes. —Ela me mostrou três dedos levantados, pra enfatizar o testemunho.
O comentário da minha irmã me deixou atordoado. Não é a primeira vez que ela me diz algo com temática sexual; mas não lembro de alguma vez ela ter dito algo tão… explícito. Geralmente os comentários dela são do tipo: «Você gosta das tetas da Mavi? Viu como ela tem umas grandes?» Mavi, ou María Victoria, é a melhor amiga dela… e às vezes acho que é a única.
—E o que exatamente você faz com o chuveiro?
Foi a primeira coisa que consegui perguntar. Fiz por puro atordoamento, porque na real eu já tinha uma ideia clara. Mas a Katia é muito inocente e achou que eu tava perguntando sério. Me deu uma explicação digna de um tutorial.
—Só dá pra fazer com os chuveirinhos de mão, aqueles que saem do suporte. Eu coloco ele entre as pernas, aponto o jato no clitóris e… uf… é uma sensação maravilhosa. Esse formigamento me fascina. —Fiquei olhando pra ela o tempo todo sem acreditar no que ela dizia.
—Ah… e a mamãe não gosta?
Me senti um imbecil por fazer perguntas tão idiotas; mas meu cérebro estava custando a engrenar.
—Mãe me pegou várias vezes fazendo isso. Toda vez que eu demoro no banho, ela abre a porta. E eu lá, com o negócio entre as pernas, me masturbando pra caralho… —De novo ela ficou paralisada, me olhando nos olhos—. Desculpa, viajei. É que… me dá raiva quando me interrompem nessa hora. Não devia estar te contando essas coisas. Vou te deixar desconfortável.
—Não me incomoda que você me conte isso. Só… acho estranho. Achei que esse tipo de conversa você teria com suas amigas, não comigo.
—Já não tenho mais amigas — disse ela, baixando a cabeça.
—Você brigou com a Mavi? —Ele assentiu devagar, parecia prestes a chorar—. Ah… quer me contar o que aconteceu? —Ele balançou a cabeça em gesto de negação—. Ok… se em algum momento você quiser falar sobre isso, pode contar comigo.
—Sério mesmo? —Ela sorriu de novo.
—Claro. Tá vendo? Não sou tão egoísta quanto você pensava.
—Sim, você é. Mas… você está se esforçando pra mudar. Isso é bom.
—Te incomoda que eu te veja fazendo isso?
—Não, é mamãe… por que ela se incomodaria em me ver me masturbando? O que me incomoda é ela me interromper. Ela me manda sair do banheiro. Não sei se incomoda ela eu ficar tanto tempo no chuveiro ou eu me masturbar. —Olhei as pernas da minha irmã, a toalha mal cobria as partes íntimas dela. Fiquei desconfortável ao pensar que embaixo daquele pano branco ela não tinha nada—. Mas acho que o que mais irrita ela é eu me masturbar. Ela não pode me ver feliz. Eu testei, sabe?
—Ah é?
—Sim, teve vezes em que a gente estava na cama vendo um filme e eu comecei a me tocar… mas sem me cobrir nem nada, deixando ela ver como eu enfiava os dedos na minha pussy. No começo ela não me dizia nada, até que depois de um tempo ela falava: "Katia! Você pode parar de se tocar?
—Talvez ela achasse inapropriado que você fizesse isso na frente dela.
—Ai, como se ela não se masturbasse. Você sabe quantas vezes eu a peguei com o chuveiro entre as pernas? "Ahã, hipócrita!" eu disse uma vez, "Você não me deixa fazer, mas você mesma se acaba com o jatinho de água". Ela ficou muito brava comigo.
Me custa assimilar a ideia da minha mãe se masturbando. São simplesmente dois conceitos que não encaixam na minha cabeça. Nunca vi minha mãe nem de longe relacionada com alguma prática sexual. E com minha irmã também não, por isso me surpreende tanto a sinceridade dela ao falar do assunto. Decidi não dar muita importância a isso, talvez ela só precise de alguém pra conversar sobre essas coisas… e eu tô tentando aprender a escutar as pessoas.
—Isso teve a ver com a sua mudança? —eu perguntei.
—Hmmm… mais ou menosssss — disse ela, com os lábios apertados —. Não quero falar sobre isso.
Levantou e foi embora, assim sem mais nem menos.
————————
Tive um dia de trabalho rotineiro, meio chato e sem perrengue. Do jeito que eu gosto. Será que é errado eu gostar de ficar entediada no trabalho? Pode ser. Com o tempo descobri que tédio é sinônimo de tranquilidade. Se eu fico entediada é porque não aconteceu nada que complicasse o meu dia.
Decidi entregar o pen-drive com o currículo da Katia pra minha chefe. Tenho certeza de que não vão contratar ela, é duro eu falar isso, que sou o irmão mais velho dela, mas é a verdade. A Katia não tem nenhum talento especial, nem experiência de trabalho nem nada que ajude ela a entrar pra trabalhar numa empresa tão importante quanto essa.
Pelo menos eu fiz a minha parte. Vai ser difícil falar com ela quando a rejeitarem. Prefiro isso do que ela ficar puta comigo por eu não ter entregado o currículo dela.
Voltei pra minha casa. A Katia passou a tarde toda jogando no meu PlayStation 5. Já tomou conta dele como se fosse dela. Morro de medo que ela quebre, como fez com o anterior.
Ela estava ajoelhada na cama dele (minha), de frente pra TV, com o controle na mão. O personagem que ela controlava lutava contra um dragão gigantesco que soltava raios enquanto uma forte tempestade de areia castigava o lugar. Tenho que admitir que tava bem espetacular.
—Comprei um jogo novo — disse sem olhar pra mim —. Chama Monster Hunter Wilds. É espetacular. Eu amo.
—Você comprou com meu cartão de crédito?
Silêncio. Ele continuou olhando pra tela com olhos de ovo cozido. Suspirei e balancei a cabeça.
—Daqui a pouco a gente vai comer. Hoje não tenho tempo pra cozinhar, vou pedir pizzas.
—Excelente! Eu amo pizza.
Ela jantou no quarto dela (no meu), enchendo de migalhas toda a colcha de cama. Não quis largar o jogo nem por um minuto.
Tomei um banho e antes de dormir decidi checar os e-mails do trabalho. "Monotonia informática", eu chamo. Uma parte fundamental da minha rotina relaxante.
Não tinha nenhuma novidade do escritório. O de sempre. Reuniões a marcar, clientes pra atender. Odeio meu trabalho. A única coisa que me mantém nessa merda de escritório é a promessa de uma promoção. Meu sonho é virar gerente; mas tenho só vinte e três anos e ainda sou "o novato", apesar de já trabalhar nessa empresa há dois anos. Ainda tenho um longo caminho pela frente.
Enquanto apagava os e-mails que eram puro spam, notei que a câmera digital estava na escrivaninha. Conectei ela no computador e estava prestes a apagar todas as fotos quando vi minha irmã, bem sorridente, olhando pra mim da tela. Era uma foto bonita… embora minha mãe tivesse chamado de "indecente", porque era umaselfietirada de cima e mostrava todo o seu amplo decote. Esses peitos são muito redondos e grandes, vistos desse ângulo parecem enormes, quase obscenos. Decidi guardar; mas não me interpretem mal. Não fiz isso pelos peitos da minha irmã, só me pareceu uma boa foto.
Olhei as outras que ela tinha tirado, eram muito parecidas com essa. Parece que ela ficou testando várias vezes até conseguir o resultado certo. Embora a melhor tenha sido a primeira, acho que a Katia só perdeu tempo.
Eu estava passando as fotos monótonas tranquilamente quando de repente apareceu na tela algo que me deixou desconcertado.
Tinha bastante pelinho preto, bem ondulado. Um par de lábios bem carnudos e um botãozinho aparecendo por cima deles. No centro, um buraco molhado se abria diante da câmera.
Será que isso é…?
—A buceta da minha irmã! —Exclamei, sem conseguir parar de olhar para a tela.
—O que aconteceu?
Naquele momento eu descobri que a Katia tinha entrado no escritório. Essa mina é mais sorrateira que uma puta.
—Não, nada… é que…
Ela estava com a toalha, parecia que tinha acabado de sair do chuveiro. A toalha mal cobria os melões gigantescos e era tão curta que embaixo não cobria tudo. Aqueles mesmos lábios carnudos que estavam na tela do meu PC pendiam por baixo do tecido branco. Ver ela assim me deixou meio atordoado e não consegui reagir. Katia se aproximou e quando viu a tela sua boca se abriu ao máximo.
—Como essa foto foi parar aí? Se eu baixei tudo no meu notebook.
—Hmm, sim, mas isso não apaga as fotos da câmera.
—Ai… mas eu nem usei a memória interna da câmera. Eu pluguei o pendrive pra salvar tudo direto nele.
Eu mesmo expliquei aquela função da câmera pra ela, me deu orgulho saber que ela lembrou, mas…
—Talvez você tenha esquecido de marcar a opção de "Usar apenas armazenamento externo".
—Ah… pode ser, sim. A tecnologia me deixa um pouco tonto. Caralho, que vergonha. Você viu toda a minha buceta.
—Desculpa, foi sem querer… agora eu tiro. Depois apaga tudo…
—Você viu as outras fotos? — Ela ficou pálida.
—Não… as que eu vi antes eram todas iguais, com o seu rosto. Essa foi a primeira que eu vi… dessas…
—Ah, bom… melhor assim. Que burra. Mas enfim, essa você já viu. O que você acha?
—Hã? O que eu acho do quê?
—Desde quando você usa a palavra: buceta, cara… O que você acha?
—Não entendo. O que eu tenho que opinar? Você é minha irmã…
—Não é disso que eu tô falando, otário. Deixa, não importa. Vou ficar com a dúvida.
Desliguei a câmera e a foto sumiu na hora.
—Toma, guarda isso você. Pra você saber que eu não fiquei mexendo nas suas fotos.
—Ah, obrigada —sorriu—. É por isso que eu confio tanto em você. Você é um cara legal, Abel.
Sorri e falei brincando:
—Espero que você tenha lembrado de apagar o pendrive, porque eu entreguei pra minha chefe com seu currículo. —Minha irmã ficou tensa, com aquela cara de capivara deslumbrada que ela sempre faz quando mete os pés pelas mãos—. Não… tá de sacanagem? —Ela não se mexeu. Não respirou—. Katia… pelo amor de Deus, me diz que você apagou essas fotos do seu pendrive.
—Sou uma idiota.
—Você não apagou?
—Só carreguei o currículo. Nem sequer abri. Ai, não… as fotos devem estar aí. Quero morrer! Seu chefe vai me ver toda a buceta!
—Chefe. Eu tenho uma chefe. E... acho que ela ainda não revisou. Ela me disse que faria quando tivesse tempo...
—Você poderia recuperar isso?
Meu instinto de autopreservação às vezes me leva a fazer coisas das quais não me orgulho. Não quero que minha irmã trabalhe no mesmo escritório que eu. Com uma foto como essa no currículo dela, com certeza não vão contratá-la.
—Não, impossível. Minha chefe já tá com ele. Além disso… não é pra tanto. Vou comentar que foi um descuido seu. Ela vai saber entender. É melhor que te veja a pussy uma mulher… e não um cara.
—É que… você não entende, Abel. A foto da buceta é o de menos. O problema é todo o resto. Se a sua chefe ver isso, não sei o que ela poderia pensar. Até… poderia te trazer problemas.
—Do que você tá falando, Katia? Por que isso me traria problemas? Que porra você andou fazendo?
Ele me entregou a câmera.
—Por que você não confere você mesmo?
Olha pra câmera duvidando. Será que eu realmente quero saber? Não, de jeito nenhum. Só ver a buceta dela na tela inteira me deixou atordoado. Katia sentou do meu lado, sem perceber que a toalha não estava cobrindo toda a buceta dela e que um mamilo já estava aparecendo por cima.
—Se a sua chefe vai ver isso, é melhor você ir bem preparado — ela me disse com uma cara séria. Isso é preocupante, porque é muito raro ver a Katia levando alguma coisa a sério.
Enfiei a câmera e coloquei de volta a foto da buceta da minha irmã. Seus lábios rugosos e carnudos me cumprimentavam no meio de um emaranhado de pelinhos negros.
—É, eu já sei… minha buceta tá horrível. Por favor, passa logo essas fotos.
Não achei horrível, nem um pouco. Mesmo assim não respondi, tinha medo de que minha resposta fosse mal interpretada.
As próximas fotos eram meio parecidas com essa. Close-ups da buceta dela que se diferenciavam só pelo movimento dos dedos da Katia. Em uma ela abria os lábios, na outra ela acariciava o clitóris. Até vi algumas fotos onde os dedos dela apareciam bem borrados… como se estivessem se movendo muito rápido na hora da foto.
Dei uma olhada de rabo de olho na minha irmã, ela continuava olhando pra tela com cara de preocupação. Não fez nenhum comentário.
De repente apareceu uma foto diferente das outras. Katia e sua amiga Mavi sorriam para a câmera… e as duas estavam com as tetas completamente de fora. Dois pares de melões imensos que pareciam não caber na foto. Mavi é uma garota linda, de cabelo castanho claro e olhos verdes. Sempre tive vontade de pegar ela, não vou negar. Minha irmã sabe muito bem disso.
—As fotos da Mavi você pode ficar, dá o uso que quiser — disse Katia, com um sorriso.
—É… é uma foto linda.
—As que vêm depois vão te agradar ainda mais.
Na imagem seguinte vi a Mavi, de semiperfil, sorrindo pra câmera. Mas o mais chamativo era o que minha irmã estava fazendo. Katia estava chupando um dos pezinhos da amiga. Estava grudada naquele peito como se quisesse tirar leite.
—Ah… bom… hã… isso eu realmente não esperava. Não achei que você gostasse…
—Mulheres? Não, otário… não sou lésbica. Isso foi só uma brincadeirinha entre amigas.
A foto seguinte era o contrário desta. Mavi era a que estava chupando uma das tetas de Katia. Devo admitir que mulheres gostosas em atitude lésbica me deixam muito excitado… e agora eu estava vendo duas. Embora uma seja minha irmã, isso faz tudo ficar mais estranho.
Uma imagem da Mavi pelada de corpo inteiro me deixou em estado de choque. Essa mina tem um corpão espetacular. Não é muito diferente do da minha irmã, embora a Mavi tenha uma estrutura mais magra e uma cintura de vespa. A buceta dela, completamente depilada, me pareceu…
—Perfeita —falei em voz alta.
—Sim, eu sei que a Mavi é perfeita. Queria ser igual a ela —Esse comentário me soou estranho. Katia é muito parecida com a Mavi, mas com cabelo preto. Mais uma vez preferi ficar calado, pra que ela não interpretasse mal os meus comentários—. A foto que vem agora você vai gostar ainda mais. —E foi mesmo, porque agora a Mavi aparecia com as pernas abertas, sua buceta dava pra ver perfeitamente—. Sinto muito ter brigado com ela. Eu queria que você a convidasse pra sair.
—Você acha que eu teria tido chance com ela?
—Claro, Abel. Você é um garoto muito bonito. Apesar de se vestir como um senhor de sessenta anos… isso precisa ser resolvido. Ah… e seu corte de cabelo de "funcionário cinza"... também não te favorece muito. Mas… você é um garoto bonito. Mavi sabe disso. Ela sempre me perguntava sobre você.
—Sério? —Ele assentiu com a cabeça. Voltei a olhar para a tela. Meu pau começou a despertar só de pensar que eu teria uma chance com uma mina tão gostosa quanto a Mavi—. Entendo que são umas fotos que podem ser mal interpretadas; mas… não vejo nada que possa gerar um grande problema.
—Continuei olhando.
Havia mais fotos de Katia e Mavi posando nuas na frente da câmera. Às vezes elas se beijavam na boca, outras vezes chupavam um peito uma da outra. Eu tentava disfarçar minha ereção incipiente. De repente apareceu uma foto de uma mulher nua numa cama, estava de costas, deitada de bruços. Tinha uma perna esticada e a outra flexionada. Grandes nádegas, redondas, perfeitas e firmes coroavam a imagem, e no meio dava pra ver os lábios da buceta perfeitamente depilados.
—Uau… que bunda gostosa. Quem é?
—Uma tal de Patricia. —Fiquei completamente travado—. É a mamãe, Abel. —Ele disse como se eu de repente tivesse sofrido um episódio de amnésia severa e tivesse esquecido o nome da minha própria mãe.
Quase me saltaram os olhos. Olhei bem a foto e em cima aparecia um cabelo liso, castanho e com reflexos loiros. É assim que minha mãe tem. Não podia acreditar que aquele bundão incrível fosse da minha própria mãe. Quer dizer, sei que ela é uma mulher "gostosa", mas… nunca parei pra olhar o rabo dela com atenção. Muito menos estando pelada.
—E por que você tirou essa foto da mamãe?
—Não sei —deu de ombros—. Eu a vi deitada ali e achei ela muito gostosa. Quando mostrei a foto pra ela, fez cara de poucos amigos. Até que olhou com atenção, e a cara dela mudou completamente. "Não é nada mal", me disse. Perguntei se ela tirava fotos nua e ela disse que não, que nunca fazia isso… porque tinha vergonha. "E além do mais… pra que eu quero fotos nua?", comentou. Respondi: "Pra mostrar pra algum pretendente. Você não pode ficar sozinha como se estivesse vivendo os últimos anos da sua vida. Você só tem quarenta e seis". Então…
Passei a foto e vi minha mãe pelada, de corpo inteiro. As tetas dela são tão grandes quanto as da Katia, embora ela não seja tão caderona. Mesmo assim, a cintura e a barriga chapada fazem ela parecer uma mulher de trinta e poucos anos. Ela é realmente gostosa, e eu nunca tinha percebido.
—Eita… não acredito que você conseguiu convencer ela…
Passei pra próxima foto e fiquei de queixo caído. Agora aparecia a Katia, também pelada, junto com a Patricia. As duas sorriam e se abraçavam pela cintura, uma imagem parecida com as da Mavi e da Katia.
—E isso? Também era pra mostrar pra algum pretendente?
—Ei, não… como assim a mamãe vai mostrar fotos minhas pelada pra um namorado? Essa foto era pra gente. E as outras também.
Começou uma sequência de fotos muito estranhas em que Katia e Patricia posavam na frente da câmera em poses bem sugestivas. Vi minha própria mãe abrindo a buceta com os dedos, como se fosse uma atriz pornô. Minha mãe!
E o mais insano é que tinha fotos onde a Patricia fazia isso junto com a filha, as duas abriam a buceta e sorriam pra câmera, como se dissessem: "Aqui estamos, pra fazerem o que quiserem com a gente".
Meu pau ficou completamente duro. Não sei por quê, simplesmente não consegui evitar. Inclinei meu corpo pra frente e tentei me cobrir com a escrivaninha. Não queria dar explicações pra Katia.
Continuei passando as fotos e de repente uma começou a se mexer. Meu cérebro obnubilado demorou pra processar que eu estava vendo um vídeo… e um bem explícito. Katia estava deitada na cama do quarto dela, se masturbando. Sim, ela estava enchendo a buceta de dedos, gemia e sacudia o corpo em pleno prazer.
—Ai, que vergonha! —Ela ficou mais vermelha do que nunca.
—Isso te complica um pouco mais, mas… também não é pra tanto…
A câmera focou bem do lado da Katia, porque alguém estava manipulando ela. Junto da minha irmã, também pelada na cama, apareceu minha mãe. E igual à filha… estava esfregando a buceta enquanto enfiava os dedos. As duas estavam se masturbando na cama, uma do lado da outra… enquanto alguém filmava elas.
Não consegui ver mais. Desliguei a câmera de novo. Meu cérebro ficou em branco por alguns segundos. O que aconteceria se minha chefe visse que minha mãe e minha irmã tinham se filmado se masturbando juntas? O que ela pensaria da minha família?
—Preciso recuperar esse pendrive… de qualquer jeito.
—Uy… que bom que você sacou só de ver isso. Por um momento achei que a gente ia ter que ver tudo.
Eu quase perguntei o que poderia ser pior que isso. O que mais poderia ter dentro da memória daquela câmera que fosse… incriminador? Não quis perguntar. Não quis saber. Às vezes o caminho da ignorância é o mais seguro… e o mais fácil de trilhar.
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