Gina Gerson Capítulo 2

Gina Gerson Capítulo 2Gina Gerson Capítulo 2
A garotinha é chantageada pelos dois açougueiros pervertidos

–N… não… não acho que c… co… consigo… eu… eu não c… co… onsigo… não c… co… onsigo… – disse Gina, a menina de apenas 19 anos, uma e outra vez, agora olhando para o chão e completamente corada ao se ver tendo uma conversa dessas com dois homens mais velhos e que, para piorar, eram amigos do pai dela, se ela os conhecia desde que era só uma criança.

Após outro breve silêncio, foi a voz grossa de seu Ângelo quem a quebrou novamente:

–Eu te falei, idiota… essa putinha quer que tudo seja de graça, adianta tentar perdoar todos os erros dela se ela não quer nos dar nada em troca…!?

–Você sabe muito bem como fazer isso, idiota – atacou na hora o velho pervertido após sua breve análise –, olha só pra você, com esses shortinhos tão apertados que você enfia pra deixar a bunda maior do que já é, por que você acha que faz isso? Vamos, me diz? – diante do silêncio da jovem, era o próprio velho quem respondia às próprias perguntas –, Você faz só pra alguém ficar olhando, ou seja, porque tá sedenta de pica… se até na cara dá pra ver a puta que você deve ser na hora de tirar a roupa e pular na cama, ou acha que a gente não percebeu como você também se agarra com aquele cara que às vezes vem te deixar…!?

–Ele… ele… é meu namorado… se chama Reynaldo, e a gente só dá um beijo de despedida…! – tentava se defender a criatura ofendida diante de acusações tão vis.

–Pois esse tal Reynaldo é muito viado, já que você mesma tá dizendo que esse cara ainda não foi capaz de encher sua buceta do jeito que você quer que alguém faça… – a garotinha na hora abriu e fechou a boquinha escandalizada, ninguém nunca na vida tinha falado com ela com tanta grosseria, por sua vez o velho tarado continuava com seu atrevido bombardeio de insultos e vulgaridades –, Vendo que geralmente você Gosta de andar parando os caras na rua com essas saias curtinhas que você sempre usa, só pra mostrar a bunda pra todo mundo, toda pintada que nem uma puta de verdade, no maior estilo "alguém me come num beco qualquer".

Agora a menina tava com a carinha desfigurada de angústia com aquele vendaval de mentiras e insultos contra ela e o jeito dela, então seu Carlos achou que era hora de tentar acalmá-la, antes que a garota saísse correndo do açougue dele e tudo fosse pro caralho.

— Calma… calminha, não se assusta não, só me escuta… vamos fazer uma coisa: melhor você ir pra casa e pensar. Se decidir que não quer mais trabalhar pra gente, cê tá no seu direito. Mas se você realmente precisa desse trampo e do dinheiro que a gente te oferece, é só aparecer pra trabalhar amanhã. Claro que com isso você aceita nossas condiçõeszinhas, jijiji — ele falava e ria nervoso, seu Carlos ainda apelando pra diplomacia, já que o irmão dele, com aquela atitude, só tava conseguindo espantar ainda mais a novinha.

— Se… Seu Carlos, de verdade, não posso fazer isso… eu… eu… nunca faria… além disso… — a garota ficou olhando pro chão, mordendo o lábio de baixo, morrendo de vergonha de estar naquela situação com os dois chefes.

— Além disso O QUÊ?! Guria…!!! — Vamos, termina a frase que ia dizer…! — bufou o mastodonte peludo do seu Anjo, que ficava doido de tesão só de assustar e falar putaria pra aquela gostosa curvilínea.

— Eu… eu sou v… vir… gem… por isso não consigo… como vocês não entendem… não consigo… não consigo… — ela repetia, agora com as duas mãozinhas no rosto. Gina ainda achava que os velhos iam ter pena dela e deixar ela trabalhar sem ter que dar nada em troca.

— Olha… ainda existe a possibilidade de a gente manter nossas ofertas se você só aceitar se vestir bem gostosa, igual você sempre faz. Você faz isso, colocar uns ladyboys que a gente vai comprar pra você, servir bebida pra gente, uns beijinhos e umas punhetas, sei lá… umas coisas assim… tudo isso uma vez por semana e pronto… assim tudo continuaria do mesmo jeito que até hoje, claro que com as novas melhorias que a gente te oferece, e a gente ficaria bem atendido…, jijiji, o que você acha…?
Gina, depois de pensar por alguns breves segundos, ingenuamente entendeu que essa nova proposta não era tão comprometedora quanto a anterior.

–P… Mas… mas vocês não iam fazer o… outr… outro…?, – obviamente a jovem perguntava, do jeito dela, se com essa nova proposta eles se comprometiam a não meter os paus nela.
–Muito a contragosto nosso, Nãooo…!, não iamos fazer isso… o que você acha?, a gente não quer ir pra cadeia, não somos estupradores… – claro que o velho Carlos só falava isso da boca pra fora, já que ele e o irmão já tinham previsto essa reação da garota, eles só esperavam um mínimo de aceitação dela pra, quando estivessem num clima mais íntimo, simplesmente estuprá-la.

A garotinha realmente já estava pensando no assunto, essa nova proposta dos chefes já não era tão absurda quanto a anterior, seriam só uns beijos e uns amassos uma vez por semana e ela poderia continuar trabalhando, e recebendo o salário dela, ainda mais que estavam até oferecendo um aumento se ela aceitasse. Mesmo assim, a consciência dela gritava aos quatro ventos que isso não era coisa de uma garota de princípios e bem-educada como ela, que se aceitasse aquilo, algo na pessoa dela marcaria ela negativamente pra sempre. No entanto, diante desses pensamentos sensatos, dos seus lábios carmesim saiu uma frase que talvez dissesse exatamente o contrário:
–M… me… me juram…?, – ela perguntou enquanto olhava pra eles, o rostinho dela tinha a expressão de um profundo pesar, já que mais do que perguntar, ela estava aceitando a proposta alienante, e assim também entenderam o par de velhotes.

–Claro que a gente jura princesinha… só uns beijinhos, uns amassos e a gente fica de boa, hehehe… — contribuiu agora seu Ângelo, que já estava à beira de um derrame neuro-cerebral, e continuou — mas com uma condição, sim… — a cara do velhote estava desfigurada por uma ansiedade severa de tesão desenfreado…
— Q… Qual…!? — perguntou a menina, de onde estava, na frente dos dois.
— O lugar pra brincar pela primeira vez vai ser na sua própria casa, e isso vai ser amanhã mesmo à tarde… depois a gente vê como faz pros nossos futuros joguinhos…

— Amanhã…!? M… m… mas por que na minha casa? — a garota hesitou de novo diante dessa nova condição.
— Porque nós somos casados, e não podemos ficar por aí nos mostrando agarradinhos com uma mocinha da idade das nossas netas, tão gostosa como você é, minha rainha. Imagina as mentiras que o povo que nos visse poderia contar pras nossas esposas!? E aqui no açougue não temos o conforto necessário pra gente se divertir direito, além de que sabemos que o Rodolfo não vai estar na sua casa amanhã, e que ele só volta no domingo.Videos da pequena Lupe—Não… não sei… preciso pensar nisso… meu pai não deixa eu levar ninguém pra casa, nem meu namorado pode me deixar na porta quando a gente sai.
—Então você tem até amanhã pra pensar… —seu Ângelo tava puto de novo, aquela mina já tava enrolando demais, então ele continuou: —Escuta aqui, mocinha, se sua resposta final for não, amanhã nem vem… mas se você decidir manter seu emprego com as novas regalias que a gente tá te oferecendo, amanhã sem falta você tem que aparecer pra trabalhar normal e bem arrumadinha, do jeito que você já sabe fazer… aí a gente abre só de manhã e depois vai pra sua casa se divertir… já sabe, agora é sua decisão… por hoje, só vaza, a gente te dá a tarde de folga.

A garota, enxugando as lágrimas dos olhinhos, virou as costas e foi pegar suas coisas no caixa. A cabeça dela era um caos total, sem saber que decisão tomar no final. Foi na hora que já tava indo embora que seu Carlos falou de novo:
—Espera…

A jovem virou o corpo e viu o homem corpulento estender pra ela o envelope branco com o salário do mês.

—Pega, mocinha… isso é um sinal de que a gente, de certa forma, se importa com sua situação… lembra que se você aceitar vir amanhã, a gente trabalha só de manhã, ao meio-dia a gente fecha e vai pra sua casa, e fica tranquila, vai ser só uns beijos, umas cervejas e umas coisas superficiais, e ninguém vai ficar sabendo, a gente também quer manter isso em segredo, então guarda isso, é seu… —ele disse enquanto pegava a mãozinha branca da menina, quase forçando ela a aceitar o envelope com dinheiro. —Agora só pensa bem, bebê… e a gente te espera amanhã, eu sei que você vai vir.

Finalmente, a garota, sabendo que realmente precisava daquele dinheiro, caminhou em direção à casa dela. Aquela seria a noite mais longa da vida dela, ela precisava tomar uma decisão.

Foi uma sexta-feira estranha de manhã, quando a jovem, enquanto se Se preparava pra ir trabalhar no açougue –buceta… aqui tá o dinheiro pros seus remédios, não esquece de passar pra comprar no centro antes de pegar o bus, também dá pra levar umas coisinhas pra tia, –falou a mocinha pro pai dela deixando as notas em cima da mesa.
–Pode ficar tranquila Gina, vou fazer como sempre, –disse ele por fim, enquanto pegava o dinheiro inocente e também agradecia aos dois bons amigos que tinham arrumado o emprego de caixa pra ela.
–Que horas você vai sair? –perguntou a menina, que tava super apressada arrumando as coisas antes de sair pro trampo. O pai, olhando pra ela, percebia que a filha tinha caprichado pra ficar gostosa,
–Não esquece de deixar tudo desligado e bem fechado, hoje a gente vai atender o dia inteiro no açougue, então vou sair meio tarde do serviço, –disse Gina pro pai dela mentindo pra ele não desconfiar dos planos daquela tarde com os dois sem-vergonha dos velhos que tinha como amigos de juventude, enquanto terminava de se arrumar antes de sair de casa.
Finalmente, Gina saiu de casa vestida de um jeito que dava água na boca, bem jovem, como ela tava acostumada. Tava usando uma minissaia branca não tão curta, mas as pernas dela eram tão potentes e chamativas que era impossível não viajar na imaginação só de olhar. Vestia também um top justinho cor de rosa choque com alças nos ombros que fazia os peitos dela bem empinados e visivelmente durões se destacarem. A pele dela tava maquiada como toda menina da idade dela faz, só o suficiente pra realçar as partes mais gostosas do corpo dela.
Umas horas depois, Seu Rodolfo tava sentado no ponto de ônibus que ficava na esquina da rua onde ele morava. Já tava uns 20 minutos pelo menos esperando a lotação que ia levar ele pro centro, quando de repente viu que, na calçada do outro lado e na esquina oposta de onde ele tava sentado, Voltava pra casa a filha dele, quase fez sinal pra ela, mas no momento em que percebeu que ela vinha acompanhada dos dois amigos, seu Ângelo e seu Carlos, e que ambos traziam nas mãos duas sacolas que, pelo que ele observava, deviam ter garrafas dentro, algo lhe disse que o melhor era só observar. Era bem estranho — o que a filha dele tava fazendo com os dois amigos (dele) naquela hora do dia? Se eles deviam estar cuidando do açougue.

Mais estranho ainda ficou quando viu os três pararem na frente da própria casa dele e que a filha curvilínea, tão gostosa e arrumadinha como ele tinha visto sair naquela manhã com sua minissaia branca, agora, visivelmente apressada, tirava as chaves da bolsa pra, depois de abrir o portão do jardim da frente e a porta principal, fazer os dois amigos (de seu Rodolfo) entrarem pra dentro de casa — que ao mesmo tempo eram os chefes dela. A garota fechou a porta rapidinho quando já tava lá dentro.

— Seu Rodolfo…! Por que sua filha veio pra casa nessa hora…!? — O aposentado só então percebeu que, nas costas dele e na saída de uma venda de verduras, estavam paradas duas conhecidas velhas que também tinham observado a Gina entrar na casa dela com seu Ângelo e seu Carlos. Quem perguntava era dona Babe, a velha mais fofoqueira e linguaruda de toda a quadra. Ela usava rolinhos na cabeça igual dona Florinda, mas era mais gorda e mais velha.

— Ehhh… nem ideia… pra almoçar, acho… é hora do almoço, né? — O pai da Gina percebia as más intenções nas palavras da vizinha.

— Ahhh, claro, agora entendemos — continuou dona Babe. — Então a menina agora que trabalha e que não tem a mãe pra corrigir, traz os dois chefes dela pra casa quando você não tá em casa, não é…!?

— Éééé… se já sabia de antemão que ela ia levar os chefes pra casa — mentia seu Rodolfo, tentando disfarçar. Parece que a situação não era tão comprometedora quanto parecia, ou como o par de velhas feias queria fazer parecer. Além disso, por mais estranho que tudo parecesse, ele confiava plenamente na conduta da filha.

— Pois não parece, Rodolfo, você está tão surpreso quanto a gente, pelo amor de Deus…! Você devia prestar mais atenção no que sua filha anda fazendo por aí. Se a Carmen, que Deus a tenha, estivesse viva, não permitiria…

O aposentado caminhou nervosamente do ponto de ônibus até sua humilde, mas bem cuidada e limpa casa. No momento em que abriu o portão que dava para o jardim, de relance olhou para a esquina onde esperou o coletivo. Da nova posição na entrada de sua casa, ele pôde ver que as duas velhas fofoqueiras ainda estavam observando-o da esquina, cochichando entre si.

Com muito cuidado, ele se aproximou do muro de sua modesta morada e, sem saber por quê, silenciosamente encostou as costas nos tijolos ásperos que o separavam do que estava acontecendo dentro de sua casa. As velhas, estranhamente, tinham plantado uma dúvida em sua mente.Desculpe nao posso ajudar comDom Rodolfo tinha se aproximado da casa, encostando-se numa das paredes. Tentando não fazer barulho, contornou a humilde residência até chegar a uma das janelas. Sabia que ali havia frestas que permitiriam conferir o que sua filha estava aprontando com os amigos (dele).

Uma estranha nervosidade tomava conta dele ao querer saber o que realmente estava rolando dentro da própria casa, embora às vezes, na cabeça dele, pensasse que não precisava estar fazendo aquilo. Com toda certeza, Gina e os dois açougueiros tinham vindo buscar alguma coisa, talvez sua filha realmente os tivesse convidado pra almoçar numa boa, como ele mesmo tinha dito pras duas velhas fofoqueiras que o encararam no ponto de ônibus. Mas, ao mesmo tempo, ele também temia que a parada não fosse bem assim e que algo ainda mais macabro do que a mente já estava ditando pudesse estar acontecendo.

Da posição estratégica dele, encostado na parede e ao lado da janela, ficou por uns dois minutos agachado, esperando a filha sair de casa acompanhada dos dois homens. Só que isso não aconteceu. Por enquanto, não teve coragem de espiar pelas rachaduras que existiam no concreto carcomido e no batente da janela. Ficou só esperando, até que chegaram aos ouvidos dele as primeiras palavras de quem estava do outro lado da parede, incluindo a filha.

CONTINUA... NO PRÓXIMO CAPÍTULO, O POBRE DOM RODOLFO VAI TER A DOLOROSA EXPERIÊNCIA DE ESPIAR PELAS PAREDES DA PRÓPRIA CASA COMO A FILHA MAIS NOVA DELE ESTAVA PRESTES A SE ENTREGAR NAS MÃOS DOS DOIS VELHOS PERVERTIDOS QUE ELE TINHA COMO AMIGOS.

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