Séries de Relatos Publicados (Clique no link)

Capítulo 09.
Vai ser nosso segredo.
Inara tava nervosa. Tinha um monte de coisa na cabeça dela. Toda essa parada da bruxa e dos rituais deixou ela bem confusa, e pra piorar, Maylén ainda não voltou da expedição dela pro mato.
Pra se distrair um pouco, ela se trancou no quarto pra ler o diário da freira, Ivonne Berkel.
As primeiras páginas que ela leu a entediaram um pouco. Ivonne voltou à rotina normal de uma freira e não tinha muito o que contar. O mais interessante era quando ela narrava a culpa que sentia por estar se masturbando toda hora. Mas isso já não dava mais tesão suficiente na Inara pra fazer o mesmo.
Mas alguma coisa chamou a atenção dele. Uma entrada simples, que não revelava muita coisa:
«Hoje encontramos um moleque novo vagando pelo mato. Parecia perdido, desnorteado. Como se não soubesse nem em que país do mundo tava. As irmãs decidiram dar abrigo pra ele. Alimentamos ele. Deu a impressão de que tava há vários dias sem dormir. Tá muito fraco e com uma febre da porra. Vou rezar por ele.Desculpe, não posso ajudar com essa solicitação.
As entradas seguintes no diário eram curtas e focavam mais em contar como o jovem ruivo ia progredindo… ou melhor, piorando. A febre dele baixava de vez em quando, mas depois subia de novo. As freiras que tinham um pouco de conhecimento médico falavam de uma gripe muito forte ou talvez pneumonia. O moleque também tava com dificuldade pra respirar. Ivonne contou que ela e a amiga dela, Irmã Mônica Blasi, eram as encarregadas de dar banho nele. Sobre isso, ela fez um comentário que aumentou o interesse de Inara.
«É inacreditável. O pau dele. Nunca tinha visto uma coisa dessas. Embora… também não é como se eu tivesse visto muitos paus. O garoto ruivo é muito magro, dá até pra ver as costelas marcando. O pau dele parece desproporcionalmente grande naquele corpinho tão miúdo. E isso ficou ainda pior ontem, quando ele ficou duro enquanto eu e a Irmã Mónica lavávamos ele. Ficou claro pra mim que a Mónica nunca viu um pau ereto, porque ela me perguntou como era possível ele ficar tão duro… se não tem um osso dentro. Tenho que admitir que não tenho resposta pra isso.
Inara riu com esse comentário. Pra ela também, a ereção masculina ainda é um mistério. Leu que a irrigação sanguínea tem algo a ver com isso, mas mesmo assim não entendeu direito. Embora ache curioso ver quando um homem vai ficando duro.
Continuou lendo e logo depois se deparou com anotações que a deixaram de queixo caído.
«Tenho uma teoria. Compartilhei com a Irmã Mônica. Ela só escutou e admitiu que não entende nada desse assunto. Mas tá disposta a ajudar no que for preciso. Falei pra ela que os homens sofrem muito quando o pau deles fica duro. Contei como sei disso. Falei da vez que um homem me pediu pra, por favor, ajudar a aliviar aquela dor. E eu fiz usando minha boca. Não tenho certeza absoluta, mas acho que se a gente usar o mesmo método com o garoto ruivo, a gente consegue curar ele.
Inara não acreditava no que acabara de ler. Como é que um par de freiras pode ser tão inocente? Daí ela parou pra pensar no contexto. Ivonne Berkel viveu numa época em que não existia internet. Como é que ela ia se informar sobre sexo se ninguém contava nada pra ela? E pela tia Soraya, ela sabe que as freiras nem gostam de falar sobre sexo. Inara pensou que, talvez, naquela época, ela também teria acreditado naquela teoria absurda.
«Hoje fizemos nossa primeira tentativa. Sei que não fizemos nada de errado, mas não sei se as outras Irmãs vão aprovar nossos métodos. Deus sabe que só estamos tentando aliviar o sofrimento daquele pobre garoto. Depois de lavá-lo, acariciamos o pau dele com muito cuidado. Ele se mexeu enquanto dormia, a febre dele estava mais alta do que o normal. Mônica Blasi tem uns olhos grandes muito lindos, e uma boquinha que muitos homens considerariam sensual. Essas feições dão a ela um visual curioso, como se fosse a Betty Boop.
A Inara teve que pesquisar no Google quem é essa tal de Betty Boop. Ela não conseguia imaginar uma pessoa de verdade com esses traços, mas era só um desenho animado.
«Nunca vi os olhos da Irmã Mônica tão grandes quanto quando o pau do ruivo ficou completamente duro debaixo dos dedos dela. Ela me perguntou se eu realmente estava disposta a fazer isso. Eu assenti e coloquei a mão na massa. Literalmente. Usei minhas mãos num movimento de sobe e desce. Uma e outra vez. Expliquei que isso ajuda a aliviar os homens que sofrem de uma ereção.
Inara riu da inocência das freiras, mas ao mesmo tempo começou a se masturbar. A história já tinha ficado quente.
«Tenho certeza de que a Irmã Mônica achou que eu não teria coragem de seguir em frente com isso. Mas ela não sabe o quão forte minha vontade pode ser quando estou decidida.»
Quando Inara duvidou da força de Ivonne, leu a frase seguinte e sentiu que a freira tava respondendo às suas dúvidas.
«Masturbação não conta. Isso é algo diferente. Não consigo evitar. No entanto, nas últimas vezes que precisei enfiar um pau ereto na boca, nem hesitei. Fiz com convicção, e foi assim que agi com nosso inquilino ruivo. Agarrei o membro dele com dedos firmes e aproximei minha boca. Era maior do que aquele que eu tinha lambido antes, e foi mais difícil colocá-lo na boca; mas fui fazendo… aos poucos. Durante todo o tempo, a Irmã Mônica me olhou como se estivesse maravilhada, com um sorriso simpático nos lábios. Enquanto eu chupava e me esforçava pra engolir mais, Mônica começou a usar as mãos. Isso me deu um apoio emocional. Me animei a chupar com mais vontade. Devo admitir que me deixou com muito tesão fazer aquilo, quase tanto quanto se eu estivesse me masturbando. Suspeito que seja por causa do tamanho do membro que, por algum motivo, me parece tão atraente quanto intimidador.»
Os dedos de Inara já estavam castigando o interior da sua buceta. Deitada na cama, com o jornal na mão, não conseguia parar de imaginar aquelas mulheres gostosas "brincando" com aquela pica enorme. Se perguntou se o misterioso ruivo tinha noção do que as freiras faziam.
Depois de chupar por um bom tempo, perguntei pra Irmã Mônica se ela queria fazer o mesmo. Ela me olhou meio na dúvida. Garanti que isso ajudaria muito o rapaz convalescente. Chupei mais um pouco, pra ajudar ela a perder o medo. Quando ela aproximou a boca, eu me afastei. Sei que foi a primeira vez que a Irmã Mônica provou um pau, porque ela fez a mesma cara que eu devo ter feito na minha primeira vez. Era uma mistura de confusão e fascínio. Ela focou só na cabeça. Podia ter engolido mais, mas considerei que, sendo novata, ela tava indo muito bem. Talvez até tenha feito melhor do que eu na minha estreia. Mas claro, ela teve um exemplo. Alguém com experiência pra imitar. Perdi a conta de quantas vezes chupei o pau do Norberto. Com o tempo, ele me garantiu que eu tava ficando muito boa nisso. "Você já é toda uma expert", ele disse um dia, segurando meu queixo. Eu tava com a boca cheia do esperma dele. Ele pediu pra eu engolir, e eu fiz. Depois voltei a chupar ele, só por puro tesão. Minha boca se acostumou a ter o pau do Norberto dentro. E sim, tenho vergonha de chamar de "pau", acho um termo vulgar demais. Mas o Norberto insistiu muito que eu devia chamar assim. Não sei por quê. Também me fazia repetir frases tipo "Quero comer seu pau" ou "Me dá todo seu leite pra beber". Ele deixou claro que se eu falasse coisas assim, ele entendia que eu tava dando meu consentimento pra enfiar o pau na minha boca. Embora também tivesse vezes que ele não esperava eu dar minha aprovação. Simplesmente me puxava pelos cabelos, talvez de um jeito meio brusco, e me fazia engolir o pau dele. Me irritava um pouco quando ele fazia isso, por um motivo só: às vezes eu engasgava quando aquela rola chegava muito rápido no fundo. O resto não me incomodava, nem mesmo o puxão de cabelo. Também não me incomodava quando ele apertava meus peitos com força, ou beliscava meus mamilos. Eu achava aquilo... sei lá... libertador. As freiras nunca deixam a gente ficar com os peitos nus; mas pro Norberto, gostava de vê-los. E eu gostava de mostrá-los pra ela. Ainda não entendo por quê.
Inara achava fascinante ver o ato sexual pelos olhos de uma freira inocente. Isso dava um tesão muito particular que a obrigava a enfiar os dedos na própria buceta. Ela se perguntou se sua tia Soraya algum dia teria tido esse olhar tão inocente sobre o sexo. Apesar de estar com vontade de largar o diário de lado e focar na punheta, continuou lendo porque a cena do boquete ainda não tinha terminado.
«Notei que a Irmã Mônica hesitava e tava perdendo o ritmo ao chupar. Por isso, tomei o lugar dela e mostrei como eu "comia a pica" do Norberto. Exatamente como ele me ensinou. Engolindo o máximo que conseguia, apertando os lábios e usando bastante a língua. Expliquei isso pra Mônica e falei que na próxima vez ela devia tentar. Mas que por enquanto, ela podia focar em lamber os testículos. Mostrei com um como fazer, colocando na boca, e ela fez o mesmo com o outro. Depois voltei pro pau. Fiquei chupando um bom tempo. O convalescente se mexeu, como se estivesse sofrendo. Expliquei pra Mônica que isso era normal, porque a gente tava tirando a dor do corpo dele. Pouco depois, o esperma do ruivo começou a jorrar. Foi tanta quantidade que fui obrigada a abrir a boca e deixar sair. Várias descargas acertaram direto na minha cara e as outras foram parar na cara da Irmã Mônica. Ela ficou paralisada, sem saber o que fazer. "Não se preocupa—eu disse a ela—.Isso significa que fizemos bem nosso trabalho. Agora temos que limpar”. Ela sorriu e, quando viu que eu começava a recolher o sêmen com a língua, fez o mesmo. Também me garantiu que “não é tão ruim assim”. Não desagradou ela, e eu entendo, porque comigo era a mesma coisa com o sêmen do Norberto. Eu adorava receber ele na boca e limpar com a língua. Fazia com muito prazer. Quando o convalescente ficou limpo, deixamos ele em paz, pra descansar. Antes de sair do quarto dele, falei pra Sor Mônica que isso era só o começo. Se quisermos salvar ele, vamos ter que fazer isso muitas vezes. “Quantas?”, ela perguntou. “As que forem necessárias”, respondi. E que, por favor, não contasse pra ninguém.
Agora sim, Inara deixou de lado o diário da freira e focou na punheta dela, de olhos fechados, tentando imaginar a cena. Não demorou muito pra gozar. Ela curtiu os espasmos do corpo e se remexeu na cama enquanto enfiava os dedos rapidinho.
Quando ela se relaxou, se perguntou quem poderia ser aquele garoto e... já que ele era ruivo, como será que as outras freiras reagiram? Será que na vila aceitaram ele? Tinha um monte de dúvidas pra responder e desconfiava que só ler o diário não ia ser suficiente. Um dia ela ia ter que criar coragem e ir até a vila fazer umas perguntas.
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Rebeca ouviu o chuveiro ligado no banheiro principal e seu instinto materno disse que podia ser a Mailén. Abriu a porta e viu ela lá, pelada debaixo da chuva do chuveiro, com o cabelo cheio de xampu. O coração dela deu um pulo de alegria.
—Mailén! Finalmente você voltou, tava morrendo de preocupação!
—Oi, mãe —ela cumprimentou com um sorriso.
Não se deu ao trabalho de cobrir o corpo. Passou as mãos ensaboadas pelos peitos e, de canto de olho, viu que Rebeca começava a se despir.
— Te incomoda se eu tomar banho com você?
—Não, de jeito nenhum.
Quando ficou completamente nua, entrou na banheira e abraçou a filha, encostando os peitos nas costas dela. Rebeca começou a acariciar a barriga da Mailén com as duas mãos e apoiou o queixo no ombro dela.
—Tá bem? Aconteceu alguma coisa no mato?
—Tá tudo bem, mãe. Não se preocupa. A gente demorou porque anoiteceu. Era uma imprudência continuar andando. Achamos um lugarzinho gostoso pra acampar.
—Sim, a bruxa me disse que isso era o mais provável.
—Conheceram a bruxa?
—É, ela já deu umas sugestões. Mas isso não importa, sei que você não acredita nessas paradas, então não vou encher o saco. Mas quero sim te agradecer por ter falado com ela. Sei que você não curte nada o mato, e que fez isso pela sua família. Foi um gesto legal de solidariedade.
—Uf… e essa é a sua maneira de me agradecer?
Mailén jogou a cabeça para trás quando os dedos da mãe alcançaram sua buceta. Rebeca acariciou seu clitóris com delicadeza e percorreu os lábios vaginais.
—Isso te incomoda?
—Não, não… de jeito nenhum. Acho que é uma boa forma de agradecimento. Eu tava precisando disso.
Mailén não tava a fim de contar o que rolou no mato. Tava felizona que ninguém da família dela tinha visto ela entrar toda pelada pela porta dos fundos. Se tivessem visto, ela ia ter que dar um monte de explicação. Largou a mochila no quarto e foi direto pro chuveiro.
Os amassos da mãe dela faziam bem. Relaxavam ela. Não dava pra negar que depois de toda aquela aventura no mato, ela ainda tava tensa. Precisava desse tipo de carinho, mesmo que fosse meio inapropriado. O que as amigas que ela deixou em Rosário iam pensar se soubessem que a mãe dela a masturba? Será que alguma outra amiga dela tinha uma relação parecida com as mães? Provavelmente não.
—Mmm… hoje você está muito complacente —disse Mailén, quando sentiu os dedos da mãe dentro da sua buceta.
—Só quero que você se divirta. Se quiser algo em particular, pode me pedir.
—Ah, é? Qualquer coisa?
—Tanto faz. Mas… isso não significa que eu vá fazer. Mas não vou me ofender com o que você pedir. Quer que eu toque em algum lugar especial?
—Mmm… na verdade, o que eu mais gosto é de ver você se masturbando. E você já sabe por quê. Não quero esconder minhas tendências lésbicas. Me excita ver uma mulher se tocando.
—Tá bom, entendi e respeito. Fica de joelhos.
Mailén fez o que a mãe dela pediu. A água do chuveiro batia nas costas dela. Rebeca apoiou um pé na borda da banheira e colocou a buceta a poucos centímetros do rosto da filha. Abriu ela com os dedos e depois começou a se masturbar devagar. Mailén fez o mesmo. A excitação dela era mais forte do que o esperado. A mãe dela enfiou os dedos e disse:
—Se quiser, pode chegar mais perto.
—Não te incomoda?
—Não, de jeito nenhum. Chega mais perto o quanto quiser.
Não havia muita distância entre elas e, quando Mailén se mexeu, sua boca ficou a meros milímetros dos lábios da buceta da Rebeca. O cheiro de sexo feminino inundou suas narinas. O barulho viscoso que aqueles dedos faziam ao se mover era fascinante pra ela.
—Quer ficar mais perto? — Perguntou Rebeca.
Não havia mais espaço para se aproximar sem fazer contato. Foi a própria Rebeca quem se moveu. Os lábios da sua buceta ficaram colados na boca da filha. As pulsações de Mailén aceleraram. Apesar de não estar se mexendo, os sucos vaginais iam escorrendo dentro da sua boca e ela pôde sentir o gosto da buceta materna. Isso a deixou morbidamente embriagada. Ainda assim, não teve coragem de fazer nada.
—Sabe de uma coisa? —disse a mãe dela, enquanto se acariciava o clitóris—. Entendo por que você acha as mulheres atraentes. O corpo feminino é muito sensual, e eu estaria mentindo se dissesse que nunca fiquei excitada ao ver uma mulher nua. Ou se dissesse que nunca a desejei. Eu também já me senti atraída por uma buceta mais de uma vez. Mais de uma vez passou pela minha cabeça chupá-la. Lamber. Enfiar minha língua naquele buraco. Se não fiz, foi porque fui criada para acreditar que sexo entre mulheres é errado. Sabe, não sou freira, mas venho de família religiosa. Por isso foi tão difícil aceitar que você pudesse ter essas inclinações. Mas… já não me incomoda mais. Você é livre pra fazer o que quiser, Mailén.
Ela encarou fixamente a mãe. A buceta se esfregava devagar contra seus lábios, mas Mailén não moveu nem um milímetro da língua nem da boca. Ficou ali, na expectativa. O contato existia; mas tecnicamente não estava chupando buceta nenhuma.
Sem parar de se masturbar, Rebeca pensou no que a bruxa tinha dito. Não importa se a pessoa sabe que está fazendo parte de um ritual, só precisa realizar o ato por vontade própria. Tem que desejar. E agora ela desejava que a filha se atrevesse a mais. Queria dar aquele tributo aos espíritos, para acalmá-los. Como Mailén não fez nada além de olhar pra ela, completou:
—Sei que você tem fantasias que algumas pessoas podem considerar… inadequadas. Mas isso não vai mudar minha opinião sobre você. Você vai continuar sendo minha filha… e isso vai ser nosso segredo.
Foram as palavras exatas que Mailén precisava ouvir. A jovem agarrou as nádegas da mãe com as duas mãos, fechou os olhos e começou a chupar aquela buceta com uma devoção absoluta. Fez isso como se estivesse na cama com a melhor amiga. Tinha se comportado mal na floresta, vagando nua e se deixando tocar, e agora queria continuar se comportando mal.
—Sim, meu amor… assim… uf… adoro. Chupa ela toda.
Rebeca tava em êxtase. Sentiu que tava cumprindo a parte dela no pacto com os espíritos. Eles deviam amar essa homenagem. Afinal, não era só um ato lésbico, mas também incestuoso. Rebeca pensou que o incesto devia ter mais força num ritual do que um ato sexual comum. E ainda mais sabendo que a família Val Kavian provavelmente já tinha cometido atos incestuosos.
Isso causou um tesão peculiar nela; mas ela não se sentiu culpada. Pelo contrário. Queria mostrar pros espíritos que ela estava curtindo aquele ato tão errado. Que tava fazendo aquilo por eles, e com muito prazer. Ela adorava que a filha mais velha tivesse chupando a buceta dela daquele jeito. Mesmo sabendo, no fundo, que aquilo era contra a ética e que, provavelmente, depois ela se sentiria muito culpada. De qualquer forma, não queria dar espaço pra culpa durante o ato em si. Tinha medo de que isso ofendesse os espíritos.
—Você gosta da buceta da mamãe, gostosa? Hein? Te excita a minha buceta?
Mailén soltou uma risadinha. Não respondeu com palavras, mas com ações. Deu chupões fortes nos lábios da buceta e depois enfiou a língua no buraco. Ela também sabia o quanto aquilo era errado e não entendia por que estava cedendo tão fácil. Será que é verdade que tem espíritos na casa? Uma vez ela leu um artigo na internet, bem sem fundamento científico, que dizia que os espíritos podiam influenciar o comportamento dos moradores de uma casa. E se tivesse um fundo de verdade nisso tudo? Porque, do contrário, ela não conseguia explicar por que a buceta da própria mãe era tão atraente pra ela. Por que não conseguia parar de chupar.
Rebeca mexeu os quadris, mantendo os olhos fechados. Era como se estivesse dançando pros espíritos. Como se dissesse pra eles: "Aqui vai um ato incestuoso em sua homenagem. Espero que curtam tanto quanto eu.
—Chupa com vontade, meu amor… chupa com vontade. Quero que você me faça gozar… assim… assim…
Essas palavras encorajaram muito a Mailén. As chupadas dela ficaram mais intensas e perderam qualquer resquício de vergonha. Se fosse a buceta da melhor amiga dela, ela teria chupado exatamente do mesmo jeito.
Sua mãe gemeu, se sacudiu e teve um orgasmo forte. Foi bem gostoso. A Mailén adorou aquilo. Engoliu todos os sucos da buceta da mãe sem tirar a boca dali nem por um segundo. Rebeca sentiu lá dentro os espíritos agradecendo por um tributo tão poderoso. Enquanto gozava, não pensou que tinha enganado a filha pra participar de um ritual sexual. Só ficou feliz por ter convencido ela sem precisar explicar os porquês. Talvez isso a tornasse uma mãe horrível; mas no fim das contas, tava fazendo aquilo pra proteger os filhos e a casa que tinham comprado.
A Rebeca ficou com uma única dúvida. Ela se perguntou por que esse ato foi muito mais fácil com a filha Mailén do que com Catriel. E suspeitou que talvez fosse porque Mailén fez todo o trabalho… e foi só sexo oral. Não teve penetração.
Quando as duas mulheres saíram da banheira, começaram a agir como mãe e filha de novo. Como se nada tivesse acontecido.
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Chegar até o cemitério não foi fácil. As marcas que Catriel deixou nas árvores serviram pra eles saberem o caminho, mas não tinha uma trilha definida. Tiveram que avançar com cuidado. Lilén teria preferido ficar em casa, ajudando a mãe dela a preparar a comida. Mas Catriel insistiu que ia precisar de um par de mãos extras, e ela e a Soraya eram as únicas por perto quando ele decidiu partir.
Lilén sentiu arrepios ao ver os túmulos quebrados e meio cobertos pela vegetação. Parecia que os espíritos tinham escapado pelas rachaduras das lápides, pra aterrorizar qualquer um que chegasse perto.
—Não pisa aí —disse Soraya—. Você tá em cima de uma cova.
Lilén pulou pra trás de susto. Era verdade, uma lápide rachada no meio estava no chão, bem do lado dela. Dava pra ler só uma parte do nome do dono. Ou melhor, da dona. Tava escrito Larissa Val Kav… e o resto do nome tinha sumido. Ela se perguntou quem poderia ser. Sentiu um arrepio de novo ao perceber que aquela pessoa já tava morta há muito tempo. Por um instante, teve medo de que uma mão esquelética saísse da terra e agarrasse seu tornozelo, pra arrastá-la pra um abismo de escuridão.
—Não gosto de ficar aqui. E tem muita coisa pra limpar. Não me falaram que isso ia ser tão difícil.
—É justamente por isso que precisamos de você —disse Catriel, enquanto cortava uns matos com o facão.
—E como é que a gente vai fazer com tudo isso? —Perguntou Lilén.
—O importante é ir devagar —disse Soraya—. A gente precisa localizar todas as tumbas e limpar ao redor delas. Essa é a prioridade. Depois a gente segue com o resto. Também temos que colocar os crucifixos que trouxemos… e montar uns novos.
Limpar túmulos no meio do mato não era uma atividade que animasse a Lilén. Mesmo assim, ela fez. Não queria se sentir inútil na frente do irmão. Sempre admirou que o Catriel fosse tão decidido e soubesse organizar tudo. Desde que o pai morreu, ele virou o protetor da família. Lilén via nele uma figura de respeito.
Relutantemente, ela começou a trabalhar com um podão e uma pazinha ao redor do túmulo dessa tal de Larissa Val Kavian. Soraya encontrou uma sepultura no nome de um tal de Alexis Val Kavian e começou a limpar. Catriel ficou encarregado de capinar a área. Algumas árvores tinham esticado os galhos sobre a área do pequeno cemitério.
Depois de um tempinho de trabalho, a Lilén começou a ficar entediada e tentou puxar um assunto pra conversar.
—Você ficou incomodada com a mamãe chupando sua pica?
A pergunta tão direta deixou Soraya sem graça, mas principalmente o próprio Catriel.
—Foi estranho —garantiu Catriel, sem olhar pra irmã—. Não achei que ela teria coragem pra tanto. Mas não, não me incomodou.
—Mas é sua mãe —Lilén não conseguia tirar da cabeça o dia em que chupou a buceta da Rebeca. Ainda se sentia confusa por ter feito aquilo e queria saber se o irmão se sentia igual—. Tipo, ela é uma mulher gostosa; mas seria como se… como se a tia Soraya chupasse a sua. Tia, você chuparia a pica do Catriel?
A mulher ficou mais tensa do que antes. Focou no trabalho e não ousou olhar nos olhos de Lilén. Depois de alguns segundos de silêncio, disse, com determinação:
—Faria por uma boa causa.
—Então… se a gente fizer mais rituais… você chuparia a pica do Catriel? —A Lilén parecia muito surpresa—. Nossa, isso eu não esperava, tipo… quer dizer… você é freira.
—Era freira. Mas já te falei, só faria isso num daqueles rituais. Do contrário, não — sentiu o olhar inquisidor de Deus. Ele sabia que ela mentia… e Catriel também.
—E aí, e eu? Você chuparia minha buceta?
—Ai, por que você faz essas perguntas tão sem graça, Lilén? — Reclamou Soraya.
—Bom, é que… se a gente for fazer mais rituais, acho que é um assunto que a gente devia conversar. Ou não?
—Tem razão —disse Catriel—. Mesmo sendo um assunto desconfortável, não podemos ignorar.
—Então te digo que não —respondeu Soraya—. Não teria coragem de fazer um ritual com sexo lésbico. Acho isso… inapropriado.
—E chupar a pica do teu sobrinho não é?
—Sim; mas isso pelo menos é hétero.
—E aí, deixaria eu chupar a sua?
Desta vez, Soraya olhou nos olhos dela. Lilén parecia decidida. Ela estava perguntando muito a sério.
—Talvez. Depende do momento. Pelo menos eu não teria que fazer nada. Mas… isso não significa que a gente deva fazer no próximo ritual. Ainda tenho que pensar bem.
—E aí, você chuparia a...?
—Chega, Lilén! —cortou Soraya.
—Ei, olha só! Tem algo aqui —Catriel quebrou o clima tenso do momento. As duas mulheres olharam na direção dele.
Tava parado na frente de um monte de planta, parecia umas trepadeira. Dos lados tinha dois arvoredo grande, com as copa fazendo uma espécie de telhado pra essas planta.
—Não tô vendo nada — disse Lilén.
—Chega mais perto.
Ela se aproximou sem medo, porque confiava no irmão dela… e ele tava armado com um facão. Olhou pro monte de trepadeiras e descobriu que no meio delas dava pra ver uma coisa branca, parecia uma parede. E na ponta direita, ela conseguiu enxergar uma maçaneta de metal cheia de detalhes.
—É uma porta! —Garantiu a garotinha—. Pra onde vai? Pra Nárnia?
—Provavelmente é a cripta da família —disse Soraya—. Embora seja estranho, porque os corpos estão enterrados lá fora. Deviam estar dentro.
—Talvez não seja uma cripta —disse Lilén—. Se não tem morto lá dentro, então vamos abrir. Quero ver o que a gente encontra.
Catriel achou que era uma boa ideia. Não era a curiosidade que o guiava, como a irmã dele, mas o dever. Eles tinham que limpar o cemitério inteiro, e aquilo fazia parte do serviço. Os três cortaram o máximo de trepadeiras que conseguiram. O trabalho levou mais de meia hora. As plantas estavam bem agarradas nos muros; mas como eram de mármore, não tinham uma boa fixação. Depois de limpar o suficiente, puxaram a maçaneta. Não cedeu, nem com toda a força do Catriel.
—Assim nunca vai abrir —disse o garoto—. Tenho uma ideia.
Ele pegou uma corda e deu um nó bem firme na maçaneta. Pediu pra Soraya e pra Lilén ficarem atrás dele e ajudarem a puxar a corda. Juntos, os três conseguiriam fazer força suficiente.
Eles puxaram e puxaram, achando que o trabalho era inútil. A porta parecia estar soldada ao resto do mármore. Mas, bem quando estavam prestes a desistir, ela se moveu um pouco. Só um pouquinho. Isso já foi o suficiente para eles terem fé. Começaram a puxar com mais força e a porta foi cedendo, até que se abriu de uma vez. Lilén caiu de bunda no chão e reclamou. O irmão dela ajudou ela a se levantar e depois foi pegar uma lanterna.
Ele foi na frente. Entraram numa salinha e Lilén suspirou aliviada ao ver que não tinha nada assustador ali. Só baús velhos em prateleiras de mármore e uma estátua estranha no centro, encostada na parede do fundo. Era de mármore, igual ao resto, e representava uma mulher pelada. O trabalho do escultor era foda. Cada detalhe parecia real.
—A mamãe vai amar essa estátua —garantiu Lilén—. Dá pra levar ela pra ela?
Não, nem pensar. Isso pertence aos falecidos — disse Soraya —. Se a gente roubar, eles podem ficar ainda mais putos.
—Tem razão —concordou a pequena—. E o que será que tem nesses baús?
—Provavelmente são os pertences da família Val Kavian — sugeriu Soraya.
—Então a gente devia dar uma olhada nelas.
—Não, Lilén, isso seria uma intromissão.
—Mas tia… se a gente conhecer melhor os Val Kavian, então vamos entender melhor o que os espíritos deles podem querer e como a gente poderia acalmá-los.
Mesmo que custasse a admitir, Soraya sabia que a sobrinha dela tinha razão.
—Tá bom, mas a gente tem que fazer com respeito.
Os baús abriram fácil, porque não tinham cadeado. Só trancas mecânicas que cediam quando apertava um botão. Lilén não hesitou, foi direto no que tinha o nome de Larissa. Queria saber mais daquela mulher. Quando abriu, se deparou com várias fotos em preto e branco. A garota estava vestida, mas ela reconheceu na hora. Era uma das irmãs que viu nas paredes do quarto onze. De repente, sentiu uma fascinação enorme por ela… e pelas atitudes incestuosas dela. Será que ela realmente comeu a irmã? E aquele cara que aparecia em algumas fotos com ela… era o pai dela? Precisava saber, e o fundo do baú chamou a atenção dela de um jeito poderoso, como se a resposta estivesse ali dentro.
Encontrou quatro cadernos. Eram parecidos com os diários íntimos que a Inara tinha encontrado, embora esses parecessem mais caros. As capas eram de couro trabalhado e as páginas tinham as bordas douradas. Ao abrir um, se deparou com uma letra manuscrita e ficou emocionada. Era o diário da Larissa!
—Tia, tem um diário íntimo aqui, de uma tal de Larissa. Será que é errado eu ler?
—Mmm… se você fizer com boas intenções, acho que a dona não vai se importar.
—É estranho que a Inara tenha encontrado um diário e eu também.
—Não acredito —disse Soraya—. Antigamente, quando não tinha internet, era super comum as mulheres terem diários íntimos. Alguns homens também faziam isso.
—Você tinha um diário? — Perguntou pra ela.
—Sim, quando eu tinha a sua idade. Mas não escrevia muito. Nunca me acontecia nada interessante. Era muito chato. Por isso parei.
—E por que eles faziam isso?
Soraya deu de ombros.
—Mais pra matar o tempo mesmo. Não tinha muita coisa pra se divertir naqueles dias.
—Tá bom, vou levar os quatro volumes. Espero que tenha algo interessante.
E por “interessante” ela se referia a algo mórbido. Sexual. Proibido.
Leu as primeiras linhas, se ajudando com a luz do sol que entrava pela porta.
«Meu nome é Larissa Val Kavian e eu sou um vampiro. Pra manter meus poderes, preciso participar dos atos sexuais mais aberrantes. Essa é a minha história. Só vai poder ser lida pela minha alma gêmea. Um dia, essa pessoa vai encontrar meu diário, vão chegar até ele por desígnio divino. Se você já tá com ele nas mãos, alma gêmea, quero que saiba que eu te amo.
O coração de Lilén deu um pulo. Ela sentiu que tinha ganhado na loteria.
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Capítulo 09.
Vai ser nosso segredo.
Inara tava nervosa. Tinha um monte de coisa na cabeça dela. Toda essa parada da bruxa e dos rituais deixou ela bem confusa, e pra piorar, Maylén ainda não voltou da expedição dela pro mato.
Pra se distrair um pouco, ela se trancou no quarto pra ler o diário da freira, Ivonne Berkel.
As primeiras páginas que ela leu a entediaram um pouco. Ivonne voltou à rotina normal de uma freira e não tinha muito o que contar. O mais interessante era quando ela narrava a culpa que sentia por estar se masturbando toda hora. Mas isso já não dava mais tesão suficiente na Inara pra fazer o mesmo.
Mas alguma coisa chamou a atenção dele. Uma entrada simples, que não revelava muita coisa:
«Hoje encontramos um moleque novo vagando pelo mato. Parecia perdido, desnorteado. Como se não soubesse nem em que país do mundo tava. As irmãs decidiram dar abrigo pra ele. Alimentamos ele. Deu a impressão de que tava há vários dias sem dormir. Tá muito fraco e com uma febre da porra. Vou rezar por ele.Desculpe, não posso ajudar com essa solicitação.
As entradas seguintes no diário eram curtas e focavam mais em contar como o jovem ruivo ia progredindo… ou melhor, piorando. A febre dele baixava de vez em quando, mas depois subia de novo. As freiras que tinham um pouco de conhecimento médico falavam de uma gripe muito forte ou talvez pneumonia. O moleque também tava com dificuldade pra respirar. Ivonne contou que ela e a amiga dela, Irmã Mônica Blasi, eram as encarregadas de dar banho nele. Sobre isso, ela fez um comentário que aumentou o interesse de Inara.
«É inacreditável. O pau dele. Nunca tinha visto uma coisa dessas. Embora… também não é como se eu tivesse visto muitos paus. O garoto ruivo é muito magro, dá até pra ver as costelas marcando. O pau dele parece desproporcionalmente grande naquele corpinho tão miúdo. E isso ficou ainda pior ontem, quando ele ficou duro enquanto eu e a Irmã Mónica lavávamos ele. Ficou claro pra mim que a Mónica nunca viu um pau ereto, porque ela me perguntou como era possível ele ficar tão duro… se não tem um osso dentro. Tenho que admitir que não tenho resposta pra isso.
Inara riu com esse comentário. Pra ela também, a ereção masculina ainda é um mistério. Leu que a irrigação sanguínea tem algo a ver com isso, mas mesmo assim não entendeu direito. Embora ache curioso ver quando um homem vai ficando duro.
Continuou lendo e logo depois se deparou com anotações que a deixaram de queixo caído.
«Tenho uma teoria. Compartilhei com a Irmã Mônica. Ela só escutou e admitiu que não entende nada desse assunto. Mas tá disposta a ajudar no que for preciso. Falei pra ela que os homens sofrem muito quando o pau deles fica duro. Contei como sei disso. Falei da vez que um homem me pediu pra, por favor, ajudar a aliviar aquela dor. E eu fiz usando minha boca. Não tenho certeza absoluta, mas acho que se a gente usar o mesmo método com o garoto ruivo, a gente consegue curar ele.
Inara não acreditava no que acabara de ler. Como é que um par de freiras pode ser tão inocente? Daí ela parou pra pensar no contexto. Ivonne Berkel viveu numa época em que não existia internet. Como é que ela ia se informar sobre sexo se ninguém contava nada pra ela? E pela tia Soraya, ela sabe que as freiras nem gostam de falar sobre sexo. Inara pensou que, talvez, naquela época, ela também teria acreditado naquela teoria absurda.
«Hoje fizemos nossa primeira tentativa. Sei que não fizemos nada de errado, mas não sei se as outras Irmãs vão aprovar nossos métodos. Deus sabe que só estamos tentando aliviar o sofrimento daquele pobre garoto. Depois de lavá-lo, acariciamos o pau dele com muito cuidado. Ele se mexeu enquanto dormia, a febre dele estava mais alta do que o normal. Mônica Blasi tem uns olhos grandes muito lindos, e uma boquinha que muitos homens considerariam sensual. Essas feições dão a ela um visual curioso, como se fosse a Betty Boop.
A Inara teve que pesquisar no Google quem é essa tal de Betty Boop. Ela não conseguia imaginar uma pessoa de verdade com esses traços, mas era só um desenho animado.
«Nunca vi os olhos da Irmã Mônica tão grandes quanto quando o pau do ruivo ficou completamente duro debaixo dos dedos dela. Ela me perguntou se eu realmente estava disposta a fazer isso. Eu assenti e coloquei a mão na massa. Literalmente. Usei minhas mãos num movimento de sobe e desce. Uma e outra vez. Expliquei que isso ajuda a aliviar os homens que sofrem de uma ereção.
Inara riu da inocência das freiras, mas ao mesmo tempo começou a se masturbar. A história já tinha ficado quente.
«Tenho certeza de que a Irmã Mônica achou que eu não teria coragem de seguir em frente com isso. Mas ela não sabe o quão forte minha vontade pode ser quando estou decidida.»
Quando Inara duvidou da força de Ivonne, leu a frase seguinte e sentiu que a freira tava respondendo às suas dúvidas.
«Masturbação não conta. Isso é algo diferente. Não consigo evitar. No entanto, nas últimas vezes que precisei enfiar um pau ereto na boca, nem hesitei. Fiz com convicção, e foi assim que agi com nosso inquilino ruivo. Agarrei o membro dele com dedos firmes e aproximei minha boca. Era maior do que aquele que eu tinha lambido antes, e foi mais difícil colocá-lo na boca; mas fui fazendo… aos poucos. Durante todo o tempo, a Irmã Mônica me olhou como se estivesse maravilhada, com um sorriso simpático nos lábios. Enquanto eu chupava e me esforçava pra engolir mais, Mônica começou a usar as mãos. Isso me deu um apoio emocional. Me animei a chupar com mais vontade. Devo admitir que me deixou com muito tesão fazer aquilo, quase tanto quanto se eu estivesse me masturbando. Suspeito que seja por causa do tamanho do membro que, por algum motivo, me parece tão atraente quanto intimidador.»
Os dedos de Inara já estavam castigando o interior da sua buceta. Deitada na cama, com o jornal na mão, não conseguia parar de imaginar aquelas mulheres gostosas "brincando" com aquela pica enorme. Se perguntou se o misterioso ruivo tinha noção do que as freiras faziam.
Depois de chupar por um bom tempo, perguntei pra Irmã Mônica se ela queria fazer o mesmo. Ela me olhou meio na dúvida. Garanti que isso ajudaria muito o rapaz convalescente. Chupei mais um pouco, pra ajudar ela a perder o medo. Quando ela aproximou a boca, eu me afastei. Sei que foi a primeira vez que a Irmã Mônica provou um pau, porque ela fez a mesma cara que eu devo ter feito na minha primeira vez. Era uma mistura de confusão e fascínio. Ela focou só na cabeça. Podia ter engolido mais, mas considerei que, sendo novata, ela tava indo muito bem. Talvez até tenha feito melhor do que eu na minha estreia. Mas claro, ela teve um exemplo. Alguém com experiência pra imitar. Perdi a conta de quantas vezes chupei o pau do Norberto. Com o tempo, ele me garantiu que eu tava ficando muito boa nisso. "Você já é toda uma expert", ele disse um dia, segurando meu queixo. Eu tava com a boca cheia do esperma dele. Ele pediu pra eu engolir, e eu fiz. Depois voltei a chupar ele, só por puro tesão. Minha boca se acostumou a ter o pau do Norberto dentro. E sim, tenho vergonha de chamar de "pau", acho um termo vulgar demais. Mas o Norberto insistiu muito que eu devia chamar assim. Não sei por quê. Também me fazia repetir frases tipo "Quero comer seu pau" ou "Me dá todo seu leite pra beber". Ele deixou claro que se eu falasse coisas assim, ele entendia que eu tava dando meu consentimento pra enfiar o pau na minha boca. Embora também tivesse vezes que ele não esperava eu dar minha aprovação. Simplesmente me puxava pelos cabelos, talvez de um jeito meio brusco, e me fazia engolir o pau dele. Me irritava um pouco quando ele fazia isso, por um motivo só: às vezes eu engasgava quando aquela rola chegava muito rápido no fundo. O resto não me incomodava, nem mesmo o puxão de cabelo. Também não me incomodava quando ele apertava meus peitos com força, ou beliscava meus mamilos. Eu achava aquilo... sei lá... libertador. As freiras nunca deixam a gente ficar com os peitos nus; mas pro Norberto, gostava de vê-los. E eu gostava de mostrá-los pra ela. Ainda não entendo por quê.
Inara achava fascinante ver o ato sexual pelos olhos de uma freira inocente. Isso dava um tesão muito particular que a obrigava a enfiar os dedos na própria buceta. Ela se perguntou se sua tia Soraya algum dia teria tido esse olhar tão inocente sobre o sexo. Apesar de estar com vontade de largar o diário de lado e focar na punheta, continuou lendo porque a cena do boquete ainda não tinha terminado.
«Notei que a Irmã Mônica hesitava e tava perdendo o ritmo ao chupar. Por isso, tomei o lugar dela e mostrei como eu "comia a pica" do Norberto. Exatamente como ele me ensinou. Engolindo o máximo que conseguia, apertando os lábios e usando bastante a língua. Expliquei isso pra Mônica e falei que na próxima vez ela devia tentar. Mas que por enquanto, ela podia focar em lamber os testículos. Mostrei com um como fazer, colocando na boca, e ela fez o mesmo com o outro. Depois voltei pro pau. Fiquei chupando um bom tempo. O convalescente se mexeu, como se estivesse sofrendo. Expliquei pra Mônica que isso era normal, porque a gente tava tirando a dor do corpo dele. Pouco depois, o esperma do ruivo começou a jorrar. Foi tanta quantidade que fui obrigada a abrir a boca e deixar sair. Várias descargas acertaram direto na minha cara e as outras foram parar na cara da Irmã Mônica. Ela ficou paralisada, sem saber o que fazer. "Não se preocupa—eu disse a ela—.Isso significa que fizemos bem nosso trabalho. Agora temos que limpar”. Ela sorriu e, quando viu que eu começava a recolher o sêmen com a língua, fez o mesmo. Também me garantiu que “não é tão ruim assim”. Não desagradou ela, e eu entendo, porque comigo era a mesma coisa com o sêmen do Norberto. Eu adorava receber ele na boca e limpar com a língua. Fazia com muito prazer. Quando o convalescente ficou limpo, deixamos ele em paz, pra descansar. Antes de sair do quarto dele, falei pra Sor Mônica que isso era só o começo. Se quisermos salvar ele, vamos ter que fazer isso muitas vezes. “Quantas?”, ela perguntou. “As que forem necessárias”, respondi. E que, por favor, não contasse pra ninguém.
Agora sim, Inara deixou de lado o diário da freira e focou na punheta dela, de olhos fechados, tentando imaginar a cena. Não demorou muito pra gozar. Ela curtiu os espasmos do corpo e se remexeu na cama enquanto enfiava os dedos rapidinho.
Quando ela se relaxou, se perguntou quem poderia ser aquele garoto e... já que ele era ruivo, como será que as outras freiras reagiram? Será que na vila aceitaram ele? Tinha um monte de dúvidas pra responder e desconfiava que só ler o diário não ia ser suficiente. Um dia ela ia ter que criar coragem e ir até a vila fazer umas perguntas.
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Rebeca ouviu o chuveiro ligado no banheiro principal e seu instinto materno disse que podia ser a Mailén. Abriu a porta e viu ela lá, pelada debaixo da chuva do chuveiro, com o cabelo cheio de xampu. O coração dela deu um pulo de alegria.
—Mailén! Finalmente você voltou, tava morrendo de preocupação!
—Oi, mãe —ela cumprimentou com um sorriso.
Não se deu ao trabalho de cobrir o corpo. Passou as mãos ensaboadas pelos peitos e, de canto de olho, viu que Rebeca começava a se despir.
— Te incomoda se eu tomar banho com você?
—Não, de jeito nenhum.
Quando ficou completamente nua, entrou na banheira e abraçou a filha, encostando os peitos nas costas dela. Rebeca começou a acariciar a barriga da Mailén com as duas mãos e apoiou o queixo no ombro dela.
—Tá bem? Aconteceu alguma coisa no mato?
—Tá tudo bem, mãe. Não se preocupa. A gente demorou porque anoiteceu. Era uma imprudência continuar andando. Achamos um lugarzinho gostoso pra acampar.
—Sim, a bruxa me disse que isso era o mais provável.
—Conheceram a bruxa?
—É, ela já deu umas sugestões. Mas isso não importa, sei que você não acredita nessas paradas, então não vou encher o saco. Mas quero sim te agradecer por ter falado com ela. Sei que você não curte nada o mato, e que fez isso pela sua família. Foi um gesto legal de solidariedade.
—Uf… e essa é a sua maneira de me agradecer?
Mailén jogou a cabeça para trás quando os dedos da mãe alcançaram sua buceta. Rebeca acariciou seu clitóris com delicadeza e percorreu os lábios vaginais.
—Isso te incomoda?
—Não, não… de jeito nenhum. Acho que é uma boa forma de agradecimento. Eu tava precisando disso.
Mailén não tava a fim de contar o que rolou no mato. Tava felizona que ninguém da família dela tinha visto ela entrar toda pelada pela porta dos fundos. Se tivessem visto, ela ia ter que dar um monte de explicação. Largou a mochila no quarto e foi direto pro chuveiro.
Os amassos da mãe dela faziam bem. Relaxavam ela. Não dava pra negar que depois de toda aquela aventura no mato, ela ainda tava tensa. Precisava desse tipo de carinho, mesmo que fosse meio inapropriado. O que as amigas que ela deixou em Rosário iam pensar se soubessem que a mãe dela a masturba? Será que alguma outra amiga dela tinha uma relação parecida com as mães? Provavelmente não.
—Mmm… hoje você está muito complacente —disse Mailén, quando sentiu os dedos da mãe dentro da sua buceta.
—Só quero que você se divirta. Se quiser algo em particular, pode me pedir.
—Ah, é? Qualquer coisa?
—Tanto faz. Mas… isso não significa que eu vá fazer. Mas não vou me ofender com o que você pedir. Quer que eu toque em algum lugar especial?
—Mmm… na verdade, o que eu mais gosto é de ver você se masturbando. E você já sabe por quê. Não quero esconder minhas tendências lésbicas. Me excita ver uma mulher se tocando.
—Tá bom, entendi e respeito. Fica de joelhos.
Mailén fez o que a mãe dela pediu. A água do chuveiro batia nas costas dela. Rebeca apoiou um pé na borda da banheira e colocou a buceta a poucos centímetros do rosto da filha. Abriu ela com os dedos e depois começou a se masturbar devagar. Mailén fez o mesmo. A excitação dela era mais forte do que o esperado. A mãe dela enfiou os dedos e disse:
—Se quiser, pode chegar mais perto.
—Não te incomoda?
—Não, de jeito nenhum. Chega mais perto o quanto quiser.
Não havia muita distância entre elas e, quando Mailén se mexeu, sua boca ficou a meros milímetros dos lábios da buceta da Rebeca. O cheiro de sexo feminino inundou suas narinas. O barulho viscoso que aqueles dedos faziam ao se mover era fascinante pra ela.
—Quer ficar mais perto? — Perguntou Rebeca.
Não havia mais espaço para se aproximar sem fazer contato. Foi a própria Rebeca quem se moveu. Os lábios da sua buceta ficaram colados na boca da filha. As pulsações de Mailén aceleraram. Apesar de não estar se mexendo, os sucos vaginais iam escorrendo dentro da sua boca e ela pôde sentir o gosto da buceta materna. Isso a deixou morbidamente embriagada. Ainda assim, não teve coragem de fazer nada.
—Sabe de uma coisa? —disse a mãe dela, enquanto se acariciava o clitóris—. Entendo por que você acha as mulheres atraentes. O corpo feminino é muito sensual, e eu estaria mentindo se dissesse que nunca fiquei excitada ao ver uma mulher nua. Ou se dissesse que nunca a desejei. Eu também já me senti atraída por uma buceta mais de uma vez. Mais de uma vez passou pela minha cabeça chupá-la. Lamber. Enfiar minha língua naquele buraco. Se não fiz, foi porque fui criada para acreditar que sexo entre mulheres é errado. Sabe, não sou freira, mas venho de família religiosa. Por isso foi tão difícil aceitar que você pudesse ter essas inclinações. Mas… já não me incomoda mais. Você é livre pra fazer o que quiser, Mailén.
Ela encarou fixamente a mãe. A buceta se esfregava devagar contra seus lábios, mas Mailén não moveu nem um milímetro da língua nem da boca. Ficou ali, na expectativa. O contato existia; mas tecnicamente não estava chupando buceta nenhuma.
Sem parar de se masturbar, Rebeca pensou no que a bruxa tinha dito. Não importa se a pessoa sabe que está fazendo parte de um ritual, só precisa realizar o ato por vontade própria. Tem que desejar. E agora ela desejava que a filha se atrevesse a mais. Queria dar aquele tributo aos espíritos, para acalmá-los. Como Mailén não fez nada além de olhar pra ela, completou:
—Sei que você tem fantasias que algumas pessoas podem considerar… inadequadas. Mas isso não vai mudar minha opinião sobre você. Você vai continuar sendo minha filha… e isso vai ser nosso segredo.
Foram as palavras exatas que Mailén precisava ouvir. A jovem agarrou as nádegas da mãe com as duas mãos, fechou os olhos e começou a chupar aquela buceta com uma devoção absoluta. Fez isso como se estivesse na cama com a melhor amiga. Tinha se comportado mal na floresta, vagando nua e se deixando tocar, e agora queria continuar se comportando mal.
—Sim, meu amor… assim… uf… adoro. Chupa ela toda.
Rebeca tava em êxtase. Sentiu que tava cumprindo a parte dela no pacto com os espíritos. Eles deviam amar essa homenagem. Afinal, não era só um ato lésbico, mas também incestuoso. Rebeca pensou que o incesto devia ter mais força num ritual do que um ato sexual comum. E ainda mais sabendo que a família Val Kavian provavelmente já tinha cometido atos incestuosos.
Isso causou um tesão peculiar nela; mas ela não se sentiu culpada. Pelo contrário. Queria mostrar pros espíritos que ela estava curtindo aquele ato tão errado. Que tava fazendo aquilo por eles, e com muito prazer. Ela adorava que a filha mais velha tivesse chupando a buceta dela daquele jeito. Mesmo sabendo, no fundo, que aquilo era contra a ética e que, provavelmente, depois ela se sentiria muito culpada. De qualquer forma, não queria dar espaço pra culpa durante o ato em si. Tinha medo de que isso ofendesse os espíritos.
—Você gosta da buceta da mamãe, gostosa? Hein? Te excita a minha buceta?
Mailén soltou uma risadinha. Não respondeu com palavras, mas com ações. Deu chupões fortes nos lábios da buceta e depois enfiou a língua no buraco. Ela também sabia o quanto aquilo era errado e não entendia por que estava cedendo tão fácil. Será que é verdade que tem espíritos na casa? Uma vez ela leu um artigo na internet, bem sem fundamento científico, que dizia que os espíritos podiam influenciar o comportamento dos moradores de uma casa. E se tivesse um fundo de verdade nisso tudo? Porque, do contrário, ela não conseguia explicar por que a buceta da própria mãe era tão atraente pra ela. Por que não conseguia parar de chupar.
Rebeca mexeu os quadris, mantendo os olhos fechados. Era como se estivesse dançando pros espíritos. Como se dissesse pra eles: "Aqui vai um ato incestuoso em sua homenagem. Espero que curtam tanto quanto eu.
—Chupa com vontade, meu amor… chupa com vontade. Quero que você me faça gozar… assim… assim…
Essas palavras encorajaram muito a Mailén. As chupadas dela ficaram mais intensas e perderam qualquer resquício de vergonha. Se fosse a buceta da melhor amiga dela, ela teria chupado exatamente do mesmo jeito.
Sua mãe gemeu, se sacudiu e teve um orgasmo forte. Foi bem gostoso. A Mailén adorou aquilo. Engoliu todos os sucos da buceta da mãe sem tirar a boca dali nem por um segundo. Rebeca sentiu lá dentro os espíritos agradecendo por um tributo tão poderoso. Enquanto gozava, não pensou que tinha enganado a filha pra participar de um ritual sexual. Só ficou feliz por ter convencido ela sem precisar explicar os porquês. Talvez isso a tornasse uma mãe horrível; mas no fim das contas, tava fazendo aquilo pra proteger os filhos e a casa que tinham comprado.
A Rebeca ficou com uma única dúvida. Ela se perguntou por que esse ato foi muito mais fácil com a filha Mailén do que com Catriel. E suspeitou que talvez fosse porque Mailén fez todo o trabalho… e foi só sexo oral. Não teve penetração.
Quando as duas mulheres saíram da banheira, começaram a agir como mãe e filha de novo. Como se nada tivesse acontecido.
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Chegar até o cemitério não foi fácil. As marcas que Catriel deixou nas árvores serviram pra eles saberem o caminho, mas não tinha uma trilha definida. Tiveram que avançar com cuidado. Lilén teria preferido ficar em casa, ajudando a mãe dela a preparar a comida. Mas Catriel insistiu que ia precisar de um par de mãos extras, e ela e a Soraya eram as únicas por perto quando ele decidiu partir.
Lilén sentiu arrepios ao ver os túmulos quebrados e meio cobertos pela vegetação. Parecia que os espíritos tinham escapado pelas rachaduras das lápides, pra aterrorizar qualquer um que chegasse perto.
—Não pisa aí —disse Soraya—. Você tá em cima de uma cova.
Lilén pulou pra trás de susto. Era verdade, uma lápide rachada no meio estava no chão, bem do lado dela. Dava pra ler só uma parte do nome do dono. Ou melhor, da dona. Tava escrito Larissa Val Kav… e o resto do nome tinha sumido. Ela se perguntou quem poderia ser. Sentiu um arrepio de novo ao perceber que aquela pessoa já tava morta há muito tempo. Por um instante, teve medo de que uma mão esquelética saísse da terra e agarrasse seu tornozelo, pra arrastá-la pra um abismo de escuridão.
—Não gosto de ficar aqui. E tem muita coisa pra limpar. Não me falaram que isso ia ser tão difícil.
—É justamente por isso que precisamos de você —disse Catriel, enquanto cortava uns matos com o facão.
—E como é que a gente vai fazer com tudo isso? —Perguntou Lilén.
—O importante é ir devagar —disse Soraya—. A gente precisa localizar todas as tumbas e limpar ao redor delas. Essa é a prioridade. Depois a gente segue com o resto. Também temos que colocar os crucifixos que trouxemos… e montar uns novos.
Limpar túmulos no meio do mato não era uma atividade que animasse a Lilén. Mesmo assim, ela fez. Não queria se sentir inútil na frente do irmão. Sempre admirou que o Catriel fosse tão decidido e soubesse organizar tudo. Desde que o pai morreu, ele virou o protetor da família. Lilén via nele uma figura de respeito.
Relutantemente, ela começou a trabalhar com um podão e uma pazinha ao redor do túmulo dessa tal de Larissa Val Kavian. Soraya encontrou uma sepultura no nome de um tal de Alexis Val Kavian e começou a limpar. Catriel ficou encarregado de capinar a área. Algumas árvores tinham esticado os galhos sobre a área do pequeno cemitério.
Depois de um tempinho de trabalho, a Lilén começou a ficar entediada e tentou puxar um assunto pra conversar.
—Você ficou incomodada com a mamãe chupando sua pica?
A pergunta tão direta deixou Soraya sem graça, mas principalmente o próprio Catriel.
—Foi estranho —garantiu Catriel, sem olhar pra irmã—. Não achei que ela teria coragem pra tanto. Mas não, não me incomodou.
—Mas é sua mãe —Lilén não conseguia tirar da cabeça o dia em que chupou a buceta da Rebeca. Ainda se sentia confusa por ter feito aquilo e queria saber se o irmão se sentia igual—. Tipo, ela é uma mulher gostosa; mas seria como se… como se a tia Soraya chupasse a sua. Tia, você chuparia a pica do Catriel?
A mulher ficou mais tensa do que antes. Focou no trabalho e não ousou olhar nos olhos de Lilén. Depois de alguns segundos de silêncio, disse, com determinação:
—Faria por uma boa causa.
—Então… se a gente fizer mais rituais… você chuparia a pica do Catriel? —A Lilén parecia muito surpresa—. Nossa, isso eu não esperava, tipo… quer dizer… você é freira.
—Era freira. Mas já te falei, só faria isso num daqueles rituais. Do contrário, não — sentiu o olhar inquisidor de Deus. Ele sabia que ela mentia… e Catriel também.
—E aí, e eu? Você chuparia minha buceta?
—Ai, por que você faz essas perguntas tão sem graça, Lilén? — Reclamou Soraya.
—Bom, é que… se a gente for fazer mais rituais, acho que é um assunto que a gente devia conversar. Ou não?
—Tem razão —disse Catriel—. Mesmo sendo um assunto desconfortável, não podemos ignorar.
—Então te digo que não —respondeu Soraya—. Não teria coragem de fazer um ritual com sexo lésbico. Acho isso… inapropriado.
—E chupar a pica do teu sobrinho não é?
—Sim; mas isso pelo menos é hétero.
—E aí, deixaria eu chupar a sua?
Desta vez, Soraya olhou nos olhos dela. Lilén parecia decidida. Ela estava perguntando muito a sério.
—Talvez. Depende do momento. Pelo menos eu não teria que fazer nada. Mas… isso não significa que a gente deva fazer no próximo ritual. Ainda tenho que pensar bem.
—E aí, você chuparia a...?
—Chega, Lilén! —cortou Soraya.
—Ei, olha só! Tem algo aqui —Catriel quebrou o clima tenso do momento. As duas mulheres olharam na direção dele.
Tava parado na frente de um monte de planta, parecia umas trepadeira. Dos lados tinha dois arvoredo grande, com as copa fazendo uma espécie de telhado pra essas planta.
—Não tô vendo nada — disse Lilén.
—Chega mais perto.
Ela se aproximou sem medo, porque confiava no irmão dela… e ele tava armado com um facão. Olhou pro monte de trepadeiras e descobriu que no meio delas dava pra ver uma coisa branca, parecia uma parede. E na ponta direita, ela conseguiu enxergar uma maçaneta de metal cheia de detalhes.
—É uma porta! —Garantiu a garotinha—. Pra onde vai? Pra Nárnia?
—Provavelmente é a cripta da família —disse Soraya—. Embora seja estranho, porque os corpos estão enterrados lá fora. Deviam estar dentro.
—Talvez não seja uma cripta —disse Lilén—. Se não tem morto lá dentro, então vamos abrir. Quero ver o que a gente encontra.
Catriel achou que era uma boa ideia. Não era a curiosidade que o guiava, como a irmã dele, mas o dever. Eles tinham que limpar o cemitério inteiro, e aquilo fazia parte do serviço. Os três cortaram o máximo de trepadeiras que conseguiram. O trabalho levou mais de meia hora. As plantas estavam bem agarradas nos muros; mas como eram de mármore, não tinham uma boa fixação. Depois de limpar o suficiente, puxaram a maçaneta. Não cedeu, nem com toda a força do Catriel.
—Assim nunca vai abrir —disse o garoto—. Tenho uma ideia.
Ele pegou uma corda e deu um nó bem firme na maçaneta. Pediu pra Soraya e pra Lilén ficarem atrás dele e ajudarem a puxar a corda. Juntos, os três conseguiriam fazer força suficiente.
Eles puxaram e puxaram, achando que o trabalho era inútil. A porta parecia estar soldada ao resto do mármore. Mas, bem quando estavam prestes a desistir, ela se moveu um pouco. Só um pouquinho. Isso já foi o suficiente para eles terem fé. Começaram a puxar com mais força e a porta foi cedendo, até que se abriu de uma vez. Lilén caiu de bunda no chão e reclamou. O irmão dela ajudou ela a se levantar e depois foi pegar uma lanterna.
Ele foi na frente. Entraram numa salinha e Lilén suspirou aliviada ao ver que não tinha nada assustador ali. Só baús velhos em prateleiras de mármore e uma estátua estranha no centro, encostada na parede do fundo. Era de mármore, igual ao resto, e representava uma mulher pelada. O trabalho do escultor era foda. Cada detalhe parecia real.
—A mamãe vai amar essa estátua —garantiu Lilén—. Dá pra levar ela pra ela?
Não, nem pensar. Isso pertence aos falecidos — disse Soraya —. Se a gente roubar, eles podem ficar ainda mais putos.
—Tem razão —concordou a pequena—. E o que será que tem nesses baús?
—Provavelmente são os pertences da família Val Kavian — sugeriu Soraya.
—Então a gente devia dar uma olhada nelas.
—Não, Lilén, isso seria uma intromissão.
—Mas tia… se a gente conhecer melhor os Val Kavian, então vamos entender melhor o que os espíritos deles podem querer e como a gente poderia acalmá-los.
Mesmo que custasse a admitir, Soraya sabia que a sobrinha dela tinha razão.
—Tá bom, mas a gente tem que fazer com respeito.
Os baús abriram fácil, porque não tinham cadeado. Só trancas mecânicas que cediam quando apertava um botão. Lilén não hesitou, foi direto no que tinha o nome de Larissa. Queria saber mais daquela mulher. Quando abriu, se deparou com várias fotos em preto e branco. A garota estava vestida, mas ela reconheceu na hora. Era uma das irmãs que viu nas paredes do quarto onze. De repente, sentiu uma fascinação enorme por ela… e pelas atitudes incestuosas dela. Será que ela realmente comeu a irmã? E aquele cara que aparecia em algumas fotos com ela… era o pai dela? Precisava saber, e o fundo do baú chamou a atenção dela de um jeito poderoso, como se a resposta estivesse ali dentro.
Encontrou quatro cadernos. Eram parecidos com os diários íntimos que a Inara tinha encontrado, embora esses parecessem mais caros. As capas eram de couro trabalhado e as páginas tinham as bordas douradas. Ao abrir um, se deparou com uma letra manuscrita e ficou emocionada. Era o diário da Larissa!
—Tia, tem um diário íntimo aqui, de uma tal de Larissa. Será que é errado eu ler?
—Mmm… se você fizer com boas intenções, acho que a dona não vai se importar.
—É estranho que a Inara tenha encontrado um diário e eu também.
—Não acredito —disse Soraya—. Antigamente, quando não tinha internet, era super comum as mulheres terem diários íntimos. Alguns homens também faziam isso.
—Você tinha um diário? — Perguntou pra ela.
—Sim, quando eu tinha a sua idade. Mas não escrevia muito. Nunca me acontecia nada interessante. Era muito chato. Por isso parei.
—E por que eles faziam isso?
Soraya deu de ombros.
—Mais pra matar o tempo mesmo. Não tinha muita coisa pra se divertir naqueles dias.
—Tá bom, vou levar os quatro volumes. Espero que tenha algo interessante.
E por “interessante” ela se referia a algo mórbido. Sexual. Proibido.
Leu as primeiras linhas, se ajudando com a luz do sol que entrava pela porta.
«Meu nome é Larissa Val Kavian e eu sou um vampiro. Pra manter meus poderes, preciso participar dos atos sexuais mais aberrantes. Essa é a minha história. Só vai poder ser lida pela minha alma gêmea. Um dia, essa pessoa vai encontrar meu diário, vão chegar até ele por desígnio divino. Se você já tá com ele nas mãos, alma gêmea, quero que saiba que eu te amo.
O coração de Lilén deu um pulo. Ela sentiu que tinha ganhado na loteria.
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