Desde a noite do batismo, as coisas entre nós entraram numa frequência diferente, quase elétrica. A confissão que a Agus soltou no calor do momento, enquanto o salto agulha dela marcava o ritmo pra mim, me deixou pedalando no ar. As semanas seguintes foram uma montanha-russa na cabeça: o desconforto me comia, o ciúme dava pontadas no estômago, mas a excitação ganhava de tudo. Eu tava completamente maluco com a ideia, doente pra que aquilo acontecesse de verdade.
Toda vez que a gente tava na cama, o assunto voltava. Ela me provocava, sussurrava no meu ouvido o que queria fazer, me manipulava com a ideia de outro cara... mas quando a coisa esquentava ao máximo, ela freava. Não terminava de definir. Tinha aquela mistura de vergonha e dúvida, aquele freio de não querer cruzar a linha de vez ou não saber como encarar sem que fosse um impacto direto.
Até que uma noite, depois do treino, enquanto ela tirava a legging preta e esticava as pernas na cama, eu vi a oportunidade.
— Tenho a solução pra você não ficar com vergonha nem ser estranho — falei, me aproximando da cama do chão, apoiando os braços nas coxas firmes dela.
A Agus me olhou de cima, arqueando uma sobrancelha com aquela autoridade natural que sai tão fácil dela.
— Fala... me surpreende, Fede.
— Um gloryhole — soltei, sentindo o coração acelerar só de falar—. Você não vê a cara do cara, não precisa falar com ninguém nem quebrar o gelo. Só uma parede no meio. Você prova outra rola, sente algo diferente, e tem o controle total. Se gostar, continua; se não, vira as costas e vai embora.
Ficou um silêncio longo no quarto. A Agus ficou me olhando, processando a proposta. Vi a ideia começando a trabalhar na cabeça dela; o tesão da impunidade total e a cumplicidade que a gente tinha tavam tocando a tecla certa.
Ela se acomodou na cama, me olhando nos olhos com aquela mistura de carinho, safadeza e desejo que me enlouquece. Sorriu devagar, saboreando a ideia.
— Um gloryhole... — repetiu devagar—. Ou... quer que eu fique bem putinha, fique do outro lado de uma madeira, e deixe um desconhecido me comer enquanto você assiste tudo de um canto... você realmente quer isso, meu amor?
—Se você quiser... sim —falei, me aproximando pra beijar o joelho dela—. Me deixa louco a ideia de te ver aproveitando, de quebrar essa barreira juntos.
Agus soltou uma risadinha suave e me agarrou pela nuca, me puxando pra perto dela pra me dar um beijo curto, mas cheio de intenção.
—Você é um doente gostoso, Fede... e sabe muito bem como me deixar com tesão —sussurrou no meu ouvido, acariciando meu cabelo—. Eu gosto. Gosto da ideia de não ter rostos, de ser algo puramente físico, um experimento nosso. Mas ó: você vai escolher minha roupa, vai cuidar de achar o lugar, e nessa noite você vai me levar como um rei leva sua rainha. Quero sentir que somos um time nisso.
A semana passou voando, envolta numa tensão invisível que deixava a gente no limite. Não era só a expectativa do que ia rolar, mas aquela sensação de estar tramando algo grande, um segredo compartilhado que pertencia só a nós dois.
Chegou a noite marcada. Agus demorou um tempão se arrumando no vestidor, e quando finalmente abriu a porta, fiquei paralisado.
Ela vestiu um corset preto bem apertado que marcava a cintura e empurrava os peitos pra cima, deixando eles bem definidos e quase estourando a cada respiração. Embaixo, uma minissaia de couro preta bem curta e umas meia arrastão que envolviam as pernas torneadas dela. O toque final, impecável como sempre, eram as botas de verniz preto rígido: cano alto até o joelho, plataforma imponente e o salto agulha afiado que fazia cada passo dela soar com uma autoridade sensual no chão. Ela tinha o cabelo preso num rabo de cavalo bem alto e uma maquiagem que destacava o olhar.
—Que tal? —perguntou, apoiando as mãos na cintura e me olhando com um sorriso cúmplice.
—Você tá incrível, meu amor... você vai me fazer gozar uma parada cardíaca antes de chegar —consegui dizer, engolindo seco.
Ela se aproximou devagar, o barulho dos saltos ecoando no quarto, e me deu um beijo terno mas profundo nos lábios, me lembrando da cumplicidade e do amor por trás de todo esse jogo.
— Então vamos — sussurrou no meu ouvido —. Não vamos deixar a sorte esperando.
A viagem de carro até o lugar discreto foi puro fogo contido. Eu dirigia tentando me concentrar, mas minhas mãos suavam. De vez em quando olhava para o lado: a renda nas coxas dela, o brilho da minissaia de couro e o verniz das botas refletindo os flashes dos faróis na noite.
Chegamos ao estabelecimento, um espaço de luz baixa e cabines à prova de som pensadas para a máxima privacidade.
Acompanhei ela até a cabine designada. O lado dela era íntimo, com uma iluminação quente e um painel de madeira no centro na altura certa, com o orifício polido. Do outro lado, uma pequena fresta com espelho unidirecional me dava um ângulo perfeito de tudo o que acontecesse, mantendo-me perto dela.
Agus entrou na cabine dela, ajustou o corset, alisou a borda da minissaia de couro e apertou o fecho da bota de verniz direita antes de se posicionar em frente ao painel.
— Fede... — me chamou baixinho, procurando meu olhar através do espelho refletor onde sabia que eu estava —. Tô super nervosa, mas adoro que a gente esteja fazendo isso junto.
— Aproveita, meu amor. Tô aqui colado em você — respondi sussurrando contra o vidro.
Naquele instante, ouviram-se passos do outro lado do painel. A porta da cabine contígua se fechou com um estalo seco. O silêncio ficou pesado e o ar no quarto pareceu se eletrizar por completo.
O rangido da porta contígua ao fechar cortou o ar. Agus deu um leve passo para trás, apertando a bolsa contra o lado num reflexo instantâneo de nervosismo. As botas de verniz fizeram um som seco no chão do cubículo.
A através do espelho unidirecional, vi como o pulso dela acelerava: a respiração ofegante fazia o peito dela subir e descer, apertado e transbordando no corset preto, marcando o decote com uma nitidez absurda sob a luz fraca da cabine.
Do outro lado da parede, um pigarro baixo quebrou o silêncio. Não houve palavras. Só o som sutil de uma fivela de metal se soltando e um zíper descendo.
Agus me olhou direto na fresta do espelho, buscando aquele contato visual que lembrasse que eu estava ali, colado nela, compartilhando a mesma loucura. Devolvi um olhar fixo, assentindo na penumbra. Ela respirou fundo, mordeu o lábio inferior com uma mistura de pudor e tesão descontrolado, e deu dois passos firmes em direção ao painel de madeira.
O salto agulha ecoou com autoridade.
Lentamente, pelo orifício da parede, apareceu a pica. Era uma monstruosidade: longa, completamente preta, com uma cabeça enorme e cheia de veias que avançou alguns centímetros para o lado da Agus, pulsando dura e brilhante sob a luz quente. As veias se marcavam como cabos ao longo do tronco, imponente e pesada.
Ela soltou um suspiro abafado. A imagem era impactante: minha mulher, uma gostosa, vestida com sua minissaia de couro, as meias de arrastão marcando as coxas firmes e as botas de cano alto brilhando, parada a centímetros de um monstro desconhecido daqueles emergindo da madeira.
—Meu Deus... —sussurrou Agus num fio de voz, tão baixo que só eu consegui ouvir pelo microfone interno.
Ela se inclinou levemente para frente, apoiando uma mão na parede de madeira para manter o equilíbrio com as plataformas. O contraste entre a elegância dominadora da roupa dela e a crueza do momento era simplesmente perfeito.
Ela hesitou um segundo. Os dedos, com as unhas impecáveis, tremeram a milímetros da carne alheia. Olhou para o espelho mais uma vez, sorrindo com aquela cumplicidade ardente que a gente tinha.
—Vou... —sussurrou pra mim com a olhar.
Estendeu a mão e ajustou os dedos ao redor da base do pau. O desconhecido soltou um gemido grave do outro lado do painel ao sentir o contato da pele macia da Agus. Ela fechou os olhos por um instante, saboreando o tesão puro de ter nas mãos alguém que não conhecia, enquanto eu, do meu canto, sentia que a pica ia explodir dentro da minha calça.
Lentamente, Agus começou a deslizar a mão para cima e para baixo, pegando o ritmo, enquanto o espartilho subia e descia no compasso da respiração cada vez mais ofegante.
Agus apertou o agarre ao redor do membro, tomando plena consciência da situação. O roçar da pele alheia sob os dedos rompeu a última barreira de timidez. A respiração dela ficou pesada e acelerada; o espartilho preto, apertadíssimo, se inchava no ritmo dos gemidos, deixando à mostra o balanço provocador dos peitos.
Olhou mais uma vez para a fresta do espelho, garantindo que meus olhos não perdessem um único segundo da cena. Ela adorava saborear meu olhar, saber que o tesão estava consumindo nós dois por igual.
Lentamente, baixou o olhar para o painel de madeira. Inclinou-se um pouco mais, apoiando uma mão na coxa coberta pela meia de renda. A minissaia de couro subiu apenas uns dois centímetros com o movimento, e as botas de verniz rangeram levemente ao reajustar o peso sobre as plataformas.
O desconhecido soltou outro gemido abafado do outro lado, impaciente com a lentidão com que ela o apalpava.
Agus não se apressou. Com aquela elegância e aquele domínio natural que tinha para tudo, aproximou o rosto do buraco. O vapor do hálito dela roçou a cabeça do pau. Fechou os olhos por um instante, saboreando o abismo do que estava prestes a fazer, e finalmente abriu a boca.
Com toda a delicadeza, passou a ponta da língua pelo freio, saboreando a primeira gota de líquido pré-gozo.
Um gemido rouco ecoou da outra cabine.
A imagem era magnética: Agus, linda, impecável, com A maquiagem dela intacta e a bunda empinada caindo sobre as costas, entregue de corpo e alma à boca de um buraco de madeira. Ela começou a envolver a cabeça com os lábios, devagar, chupando suavemente antes de deslizar a boca um pouco mais para baixo. A pica alheia desapareceu quase por completo na garganta dela.
O movimento da cabeça dela era rítmico, sensual. Cada vez que ela descia, o espartilho tensionava e o brilho das botas de verniz sob a luz quente da cabine parecia acompanhar a cena com uma presença dominante.
Da penumbra, eu me apertava a pica por cima da calça, quase sem conseguir respirar. Ver minha mulher, a pessoa que eu amava e com quem dividia minha vida, curtindo com aquela desenvoltura e aquele fogo sem vergonha, estava me deixando completamente louco.
De repente, a Agus parou por um segundo. Tirou a boca deixando um rastro de saliva brilhante, olhou na minha direção através do vidro e, com um sorriso cheio de cumplicidade e safadeza, sussurrou sem emitir som:
«É enorme, meu amor...»
E, sem esperar minha resposta, voltou a se jogar na pica, se entregando por completo ao jogo.
O ar dentro das duas cabines já estava denso, impregnado do cheiro do couro da minissaia dela, do verniz quente das botas e do calor que o próprio corpo dela soltava.
A Agus não diminuía o ritmo. Chupava com uma desenvoltura que me deixou completamente mudo, engolindo cada centímetro daquela pica desconhecida enquanto o estranho do outro lado não parava de gemer contra a madeira, completamente enlouquecido pela boca da mulher que tinha caído na sorte dele. O som molhado, rítmico e constante dos lábios dela entrando e saindo ecoava no microfone da cabine como uma melodia perversa.
De repente, o cara do outro lado, aceso pelo ritmo que a Agus estava impondo, empurrou a pélvis um pouco mais para frente, enfiando a pica mais fundo na cabine.
A Agus parou de uma vez. Levantou-se, o espartilho subiu de uma vez com uma respiração profunda e agitada, e os olhos dela cravaram direto no espelho unidirecional onde eu sabia que estava. Ela limpou o canto dos lábios com as costas da mão, sem tirar o olhar do meu reflexo. Estava acesa, com as maçãs do rosto coradas e aquele olhar de fogo que eu nunca tinha visto nela em todos os nossos anos juntos.
Apoiou as duas mãos no painel de madeira, abrindo um pouco as pernas. As plataformas das botas de verniz rangeram no chão.
— Fede... — sussurrou no microfone, com a voz trêmula de tesão —. Não quero só a boca. Quero sentir dentro.
O coração deu um pulo gigante contra as costelas. Toda a preparação, o ciúme, o desconforto inicial evaporaram num milissegundo, esmagados pela onda de putaria mais selvagem que eu já tinha sentido na vida.
— Faz isso, meu amor... — respondi com a voz trêmula, apertando a pica prestes a estourar —. Faz por nós dois.
Agus não esperou mais um segundo. Com um movimento fluido e sensual, se virou, dando as costas para o buraco na madeira e ficando de frente pro meu espelho. A vista do meu lugar era uma loucura: a minissaia de couro preto levantada, a renda da meia marcando a bunda firme dela e a linha infinita das botas de verniz rígido até os joelhos.
Apoiou as mãos no painel de madeira dos lados da bunda, arqueando as costas de um jeito provocante. Buscou a pica que saía do painel com uma mão entre as pernas, guiando direto pra buceta.
— Ahhh... Deus... — escapou um gemido agudo, longo e rasgado quando a cabeça alheia tocou a umidade dela.
Me olhando fixo nos olhos através do vidro, com um sorriso de pura cumplicidade e descontrole, ela se deixou cair devagar pra baixo.
O salto agulha das botas ressoou firme no chão enquanto ela encaixava a pica de uma vez. O impacto fez ela morder o lábio inferior, fechando os olhos por um segundo antes de cravar de novo nos meus. A madeira do painel Rangeu levemente quando o cara começou a meter nela do outro lado, marcando um ritmo pesado e profundo que fazia tremer cada músculo das pernas dela.
O vai e vem dentro da cabine ficou frenético. O choque da carne contra o couro da minissaia, misturado com o rangido metálico e rígido do verniz das botas dela a cada estocada, criava uma sinfonia de puro tesão.
A Agus mantinha as mãos firmes contra a madeira, arqueando as costas ao máximo. O corset preto apertava os peitos dela, que subiam e desciam sem controle a cada metida profunda que o desconhecido dava do outro lado da parede.
—¡Fede! ¡Me olha, meu amor, me olha como ele me come! — gemeu sem filtro, com a voz rouca e sem vergonha, sabendo que aquela fresta era nosso portal secreto.
Nossos olhos não se desgrudavam. No meio de toda aquela putaria, o olhar da Agus transbordava uma conexão profunda comigo, uma mistura de gratidão, amor e pura loucura compartilhada por ter cruzado esse limite juntos. Ver ela se acabando assim, tão mulher, tão rainha, tão entregue ao prazer puro sem perder o controle da situação, me deixava tremendo no canto.
O desconhecido do outro lado começou a ofegar pesado e entrecortado, avisando que tava chegando no limite. Acelerou o ritmo, metendo com força.
—Ahhh... ¡Isso, aí! ¡Não para! — gritou a Agus, jogando a cabeça pra trás. O rabo de cavalo alto se desfez levemente, caindo em desordem sobre os ombros dela.
As plataformas de verniz se firmaram contra o chão enquanto ela contraía as coxas nas meias de rede, recebendo os últimos empurrões desesperados do cara. Com um gemido longo e gutural, a pica alheia terminou de pulsar dentro dela, enchendo ela por completo.
A Agus apoiou a testa contra o painel de madeira, respirando em golfadas, sentindo o calor e a umidade da gozada alheia escorrendo devagar pelas pernas dela enquanto o cara, exausto, começava a se retirar pra cabine dele.
Fez-se um silêncio denso em o quarto, quebrado apenas pelo som das nossas respirações ofegantes.
Devagar, Agus se levantou. Ajeitou a minissaia de couro, passou as mãos pelo corset e virou em direção ao vidro unidirecional. Suas botas de verniz brilhavam intactas sob a luz. Tinha o rosto corado, um sorriso de vitória e os olhos brilhando de amor e tesão.
Ela se aproximou do vidro, apoiou a palma da mão na fresta onde sabia que a minha estava, e sussurrou com a boca colada no espelho:
— Obrigada, meu amor... Agora me leva pra casa e termina o que a gente começou.
A viagem de volta foi a extensão perfeita da cabine. No habitáculo do carro, o silêncio era absoluto, mas a tensão preenchia tudo. Agus ia no banco do carona com as pernas cobertas de renda e o verniz rígido das botas cruzadas, refletindo as luzes da cidade. O corset preto vinha apenas desabotoado em cima pra respirar melhor. O cheiro de sexo, cru e quente, misturado com o couro da minissaia dela, saturava o ar. Eu dirigia com as mãos tremendo, processando cada segundo do que a gente acabava de viver.
Chegamos em casa e entramos com um tesão feroz. Agus, sem tirar os olhos de mim, fechou a porta com um baque seco que ecoou no corredor, chutando-a com o salto agulha afiado da bota direita. O som metálico e o rangido do verniz deram o sinal.
Eu me joguei no chão da sala na escuridão, me despindo em segundos. Ela não tirou nada. Ficou ali parada em cima de mim, imponente com as botas deslumbrantes, a minissaia de couro levantada e o corset apertando o peito ofegante. Ela se ajoelhou sobre meu torso, apoiando o peso das coxas nas laterais do meu corpo.
— Quero sentir sua boca aí, Fede... me limpa — ela ordenou com a voz rouca, abrindo as pernas de par em par.
Eu não esperei um segundo. Aproximei meu rosto da buceta dela, sentindo o calor fervente que emanava entre as coxas. O aroma da noite, uma mistura intensa do minha própria umidade e o rastro espesso que o desconhecido tinha deixado dentro do gloryhole, me invadiu por completo. Apoiei as mãos firmes nas nádegas dela e desci a língua.
O contato foi uma explosão de puro tesão. Comecei a lamber com uma devoção absoluta, saboreando cada gota daquela gozada alheia que tinha escorrido pelas dobras dela, se misturando com o próprio suco quente. Agus soltou um gemido agudo e longo, jogando a cabeça para trás.
—Fede! Mmmh... sim, aí! —gritava, apertando minha cabeça contra a buceta dela com as pernas, fazendo o couro das botas ranger ritmicamente contra o assoalho—. Deus... que loucura!
Me entreguei por completo àquela tarefa ritual, limpando até o último cantinho da intimidade dela, chupando e percorrendo cada milímetro com a ponta da língua, devorando o segredo que acabávamos de compartilhar. Ela tremia e se contorcia de excitação enquanto o espartilho marcava o decote ofegante. Foi uma lambida longa, profunda e carregada de uma cumplicidade selvagem.
Quando tive certeza de que não sobrava nenhum vestígio do outro, quando o sabor doce e molhado dela voltou a dominar tudo, me ergui de uma vez. Agus, acesa como nunca, com os olhos brilhando de tesão e puro descontrole, não esperou nem mais um segundo. Se jogou em cima de mim, guiando meu pau duro direto pra entrada dela.
Me cravei de cheio dentro dela com uma força e uma raiva contida que a fez soltar um gemido gutural. A foda final foi uma guerra de prazer e posse. Eu assumi o controle de baixo e ela me cavalgou num ritmo desenfreado, com as coxas me apertando e as botas de couro quicando contra o chão. Selamos nossa noite perversa com a verdade dos nossos corpos entregues 100%, unidos num tesão bestial e cúmplice que não precisava de palavras.
Toda vez que a gente tava na cama, o assunto voltava. Ela me provocava, sussurrava no meu ouvido o que queria fazer, me manipulava com a ideia de outro cara... mas quando a coisa esquentava ao máximo, ela freava. Não terminava de definir. Tinha aquela mistura de vergonha e dúvida, aquele freio de não querer cruzar a linha de vez ou não saber como encarar sem que fosse um impacto direto.
Até que uma noite, depois do treino, enquanto ela tirava a legging preta e esticava as pernas na cama, eu vi a oportunidade.
— Tenho a solução pra você não ficar com vergonha nem ser estranho — falei, me aproximando da cama do chão, apoiando os braços nas coxas firmes dela.
A Agus me olhou de cima, arqueando uma sobrancelha com aquela autoridade natural que sai tão fácil dela.
— Fala... me surpreende, Fede.
— Um gloryhole — soltei, sentindo o coração acelerar só de falar—. Você não vê a cara do cara, não precisa falar com ninguém nem quebrar o gelo. Só uma parede no meio. Você prova outra rola, sente algo diferente, e tem o controle total. Se gostar, continua; se não, vira as costas e vai embora.
Ficou um silêncio longo no quarto. A Agus ficou me olhando, processando a proposta. Vi a ideia começando a trabalhar na cabeça dela; o tesão da impunidade total e a cumplicidade que a gente tinha tavam tocando a tecla certa.
Ela se acomodou na cama, me olhando nos olhos com aquela mistura de carinho, safadeza e desejo que me enlouquece. Sorriu devagar, saboreando a ideia.
— Um gloryhole... — repetiu devagar—. Ou... quer que eu fique bem putinha, fique do outro lado de uma madeira, e deixe um desconhecido me comer enquanto você assiste tudo de um canto... você realmente quer isso, meu amor?
—Se você quiser... sim —falei, me aproximando pra beijar o joelho dela—. Me deixa louco a ideia de te ver aproveitando, de quebrar essa barreira juntos.
Agus soltou uma risadinha suave e me agarrou pela nuca, me puxando pra perto dela pra me dar um beijo curto, mas cheio de intenção.
—Você é um doente gostoso, Fede... e sabe muito bem como me deixar com tesão —sussurrou no meu ouvido, acariciando meu cabelo—. Eu gosto. Gosto da ideia de não ter rostos, de ser algo puramente físico, um experimento nosso. Mas ó: você vai escolher minha roupa, vai cuidar de achar o lugar, e nessa noite você vai me levar como um rei leva sua rainha. Quero sentir que somos um time nisso.
A semana passou voando, envolta numa tensão invisível que deixava a gente no limite. Não era só a expectativa do que ia rolar, mas aquela sensação de estar tramando algo grande, um segredo compartilhado que pertencia só a nós dois.
Chegou a noite marcada. Agus demorou um tempão se arrumando no vestidor, e quando finalmente abriu a porta, fiquei paralisado.
Ela vestiu um corset preto bem apertado que marcava a cintura e empurrava os peitos pra cima, deixando eles bem definidos e quase estourando a cada respiração. Embaixo, uma minissaia de couro preta bem curta e umas meia arrastão que envolviam as pernas torneadas dela. O toque final, impecável como sempre, eram as botas de verniz preto rígido: cano alto até o joelho, plataforma imponente e o salto agulha afiado que fazia cada passo dela soar com uma autoridade sensual no chão. Ela tinha o cabelo preso num rabo de cavalo bem alto e uma maquiagem que destacava o olhar.
—Que tal? —perguntou, apoiando as mãos na cintura e me olhando com um sorriso cúmplice.
—Você tá incrível, meu amor... você vai me fazer gozar uma parada cardíaca antes de chegar —consegui dizer, engolindo seco.
Ela se aproximou devagar, o barulho dos saltos ecoando no quarto, e me deu um beijo terno mas profundo nos lábios, me lembrando da cumplicidade e do amor por trás de todo esse jogo.
— Então vamos — sussurrou no meu ouvido —. Não vamos deixar a sorte esperando.
A viagem de carro até o lugar discreto foi puro fogo contido. Eu dirigia tentando me concentrar, mas minhas mãos suavam. De vez em quando olhava para o lado: a renda nas coxas dela, o brilho da minissaia de couro e o verniz das botas refletindo os flashes dos faróis na noite.
Chegamos ao estabelecimento, um espaço de luz baixa e cabines à prova de som pensadas para a máxima privacidade.
Acompanhei ela até a cabine designada. O lado dela era íntimo, com uma iluminação quente e um painel de madeira no centro na altura certa, com o orifício polido. Do outro lado, uma pequena fresta com espelho unidirecional me dava um ângulo perfeito de tudo o que acontecesse, mantendo-me perto dela.
Agus entrou na cabine dela, ajustou o corset, alisou a borda da minissaia de couro e apertou o fecho da bota de verniz direita antes de se posicionar em frente ao painel.
— Fede... — me chamou baixinho, procurando meu olhar através do espelho refletor onde sabia que eu estava —. Tô super nervosa, mas adoro que a gente esteja fazendo isso junto.
— Aproveita, meu amor. Tô aqui colado em você — respondi sussurrando contra o vidro.
Naquele instante, ouviram-se passos do outro lado do painel. A porta da cabine contígua se fechou com um estalo seco. O silêncio ficou pesado e o ar no quarto pareceu se eletrizar por completo.
O rangido da porta contígua ao fechar cortou o ar. Agus deu um leve passo para trás, apertando a bolsa contra o lado num reflexo instantâneo de nervosismo. As botas de verniz fizeram um som seco no chão do cubículo.
A através do espelho unidirecional, vi como o pulso dela acelerava: a respiração ofegante fazia o peito dela subir e descer, apertado e transbordando no corset preto, marcando o decote com uma nitidez absurda sob a luz fraca da cabine.
Do outro lado da parede, um pigarro baixo quebrou o silêncio. Não houve palavras. Só o som sutil de uma fivela de metal se soltando e um zíper descendo.
Agus me olhou direto na fresta do espelho, buscando aquele contato visual que lembrasse que eu estava ali, colado nela, compartilhando a mesma loucura. Devolvi um olhar fixo, assentindo na penumbra. Ela respirou fundo, mordeu o lábio inferior com uma mistura de pudor e tesão descontrolado, e deu dois passos firmes em direção ao painel de madeira.
O salto agulha ecoou com autoridade.
Lentamente, pelo orifício da parede, apareceu a pica. Era uma monstruosidade: longa, completamente preta, com uma cabeça enorme e cheia de veias que avançou alguns centímetros para o lado da Agus, pulsando dura e brilhante sob a luz quente. As veias se marcavam como cabos ao longo do tronco, imponente e pesada.
Ela soltou um suspiro abafado. A imagem era impactante: minha mulher, uma gostosa, vestida com sua minissaia de couro, as meias de arrastão marcando as coxas firmes e as botas de cano alto brilhando, parada a centímetros de um monstro desconhecido daqueles emergindo da madeira.
—Meu Deus... —sussurrou Agus num fio de voz, tão baixo que só eu consegui ouvir pelo microfone interno.
Ela se inclinou levemente para frente, apoiando uma mão na parede de madeira para manter o equilíbrio com as plataformas. O contraste entre a elegância dominadora da roupa dela e a crueza do momento era simplesmente perfeito.
Ela hesitou um segundo. Os dedos, com as unhas impecáveis, tremeram a milímetros da carne alheia. Olhou para o espelho mais uma vez, sorrindo com aquela cumplicidade ardente que a gente tinha.
—Vou... —sussurrou pra mim com a olhar.
Estendeu a mão e ajustou os dedos ao redor da base do pau. O desconhecido soltou um gemido grave do outro lado do painel ao sentir o contato da pele macia da Agus. Ela fechou os olhos por um instante, saboreando o tesão puro de ter nas mãos alguém que não conhecia, enquanto eu, do meu canto, sentia que a pica ia explodir dentro da minha calça.
Lentamente, Agus começou a deslizar a mão para cima e para baixo, pegando o ritmo, enquanto o espartilho subia e descia no compasso da respiração cada vez mais ofegante.
Agus apertou o agarre ao redor do membro, tomando plena consciência da situação. O roçar da pele alheia sob os dedos rompeu a última barreira de timidez. A respiração dela ficou pesada e acelerada; o espartilho preto, apertadíssimo, se inchava no ritmo dos gemidos, deixando à mostra o balanço provocador dos peitos.
Olhou mais uma vez para a fresta do espelho, garantindo que meus olhos não perdessem um único segundo da cena. Ela adorava saborear meu olhar, saber que o tesão estava consumindo nós dois por igual.
Lentamente, baixou o olhar para o painel de madeira. Inclinou-se um pouco mais, apoiando uma mão na coxa coberta pela meia de renda. A minissaia de couro subiu apenas uns dois centímetros com o movimento, e as botas de verniz rangeram levemente ao reajustar o peso sobre as plataformas.
O desconhecido soltou outro gemido abafado do outro lado, impaciente com a lentidão com que ela o apalpava.
Agus não se apressou. Com aquela elegância e aquele domínio natural que tinha para tudo, aproximou o rosto do buraco. O vapor do hálito dela roçou a cabeça do pau. Fechou os olhos por um instante, saboreando o abismo do que estava prestes a fazer, e finalmente abriu a boca.
Com toda a delicadeza, passou a ponta da língua pelo freio, saboreando a primeira gota de líquido pré-gozo.
Um gemido rouco ecoou da outra cabine.
A imagem era magnética: Agus, linda, impecável, com A maquiagem dela intacta e a bunda empinada caindo sobre as costas, entregue de corpo e alma à boca de um buraco de madeira. Ela começou a envolver a cabeça com os lábios, devagar, chupando suavemente antes de deslizar a boca um pouco mais para baixo. A pica alheia desapareceu quase por completo na garganta dela.
O movimento da cabeça dela era rítmico, sensual. Cada vez que ela descia, o espartilho tensionava e o brilho das botas de verniz sob a luz quente da cabine parecia acompanhar a cena com uma presença dominante.
Da penumbra, eu me apertava a pica por cima da calça, quase sem conseguir respirar. Ver minha mulher, a pessoa que eu amava e com quem dividia minha vida, curtindo com aquela desenvoltura e aquele fogo sem vergonha, estava me deixando completamente louco.
De repente, a Agus parou por um segundo. Tirou a boca deixando um rastro de saliva brilhante, olhou na minha direção através do vidro e, com um sorriso cheio de cumplicidade e safadeza, sussurrou sem emitir som:
«É enorme, meu amor...»
E, sem esperar minha resposta, voltou a se jogar na pica, se entregando por completo ao jogo.
O ar dentro das duas cabines já estava denso, impregnado do cheiro do couro da minissaia dela, do verniz quente das botas e do calor que o próprio corpo dela soltava.
A Agus não diminuía o ritmo. Chupava com uma desenvoltura que me deixou completamente mudo, engolindo cada centímetro daquela pica desconhecida enquanto o estranho do outro lado não parava de gemer contra a madeira, completamente enlouquecido pela boca da mulher que tinha caído na sorte dele. O som molhado, rítmico e constante dos lábios dela entrando e saindo ecoava no microfone da cabine como uma melodia perversa.
De repente, o cara do outro lado, aceso pelo ritmo que a Agus estava impondo, empurrou a pélvis um pouco mais para frente, enfiando a pica mais fundo na cabine.
A Agus parou de uma vez. Levantou-se, o espartilho subiu de uma vez com uma respiração profunda e agitada, e os olhos dela cravaram direto no espelho unidirecional onde eu sabia que estava. Ela limpou o canto dos lábios com as costas da mão, sem tirar o olhar do meu reflexo. Estava acesa, com as maçãs do rosto coradas e aquele olhar de fogo que eu nunca tinha visto nela em todos os nossos anos juntos.
Apoiou as duas mãos no painel de madeira, abrindo um pouco as pernas. As plataformas das botas de verniz rangeram no chão.
— Fede... — sussurrou no microfone, com a voz trêmula de tesão —. Não quero só a boca. Quero sentir dentro.
O coração deu um pulo gigante contra as costelas. Toda a preparação, o ciúme, o desconforto inicial evaporaram num milissegundo, esmagados pela onda de putaria mais selvagem que eu já tinha sentido na vida.
— Faz isso, meu amor... — respondi com a voz trêmula, apertando a pica prestes a estourar —. Faz por nós dois.
Agus não esperou mais um segundo. Com um movimento fluido e sensual, se virou, dando as costas para o buraco na madeira e ficando de frente pro meu espelho. A vista do meu lugar era uma loucura: a minissaia de couro preto levantada, a renda da meia marcando a bunda firme dela e a linha infinita das botas de verniz rígido até os joelhos.
Apoiou as mãos no painel de madeira dos lados da bunda, arqueando as costas de um jeito provocante. Buscou a pica que saía do painel com uma mão entre as pernas, guiando direto pra buceta.
— Ahhh... Deus... — escapou um gemido agudo, longo e rasgado quando a cabeça alheia tocou a umidade dela.
Me olhando fixo nos olhos através do vidro, com um sorriso de pura cumplicidade e descontrole, ela se deixou cair devagar pra baixo.
O salto agulha das botas ressoou firme no chão enquanto ela encaixava a pica de uma vez. O impacto fez ela morder o lábio inferior, fechando os olhos por um segundo antes de cravar de novo nos meus. A madeira do painel Rangeu levemente quando o cara começou a meter nela do outro lado, marcando um ritmo pesado e profundo que fazia tremer cada músculo das pernas dela.
O vai e vem dentro da cabine ficou frenético. O choque da carne contra o couro da minissaia, misturado com o rangido metálico e rígido do verniz das botas dela a cada estocada, criava uma sinfonia de puro tesão.
A Agus mantinha as mãos firmes contra a madeira, arqueando as costas ao máximo. O corset preto apertava os peitos dela, que subiam e desciam sem controle a cada metida profunda que o desconhecido dava do outro lado da parede.
—¡Fede! ¡Me olha, meu amor, me olha como ele me come! — gemeu sem filtro, com a voz rouca e sem vergonha, sabendo que aquela fresta era nosso portal secreto.
Nossos olhos não se desgrudavam. No meio de toda aquela putaria, o olhar da Agus transbordava uma conexão profunda comigo, uma mistura de gratidão, amor e pura loucura compartilhada por ter cruzado esse limite juntos. Ver ela se acabando assim, tão mulher, tão rainha, tão entregue ao prazer puro sem perder o controle da situação, me deixava tremendo no canto.
O desconhecido do outro lado começou a ofegar pesado e entrecortado, avisando que tava chegando no limite. Acelerou o ritmo, metendo com força.
—Ahhh... ¡Isso, aí! ¡Não para! — gritou a Agus, jogando a cabeça pra trás. O rabo de cavalo alto se desfez levemente, caindo em desordem sobre os ombros dela.
As plataformas de verniz se firmaram contra o chão enquanto ela contraía as coxas nas meias de rede, recebendo os últimos empurrões desesperados do cara. Com um gemido longo e gutural, a pica alheia terminou de pulsar dentro dela, enchendo ela por completo.
A Agus apoiou a testa contra o painel de madeira, respirando em golfadas, sentindo o calor e a umidade da gozada alheia escorrendo devagar pelas pernas dela enquanto o cara, exausto, começava a se retirar pra cabine dele.
Fez-se um silêncio denso em o quarto, quebrado apenas pelo som das nossas respirações ofegantes.
Devagar, Agus se levantou. Ajeitou a minissaia de couro, passou as mãos pelo corset e virou em direção ao vidro unidirecional. Suas botas de verniz brilhavam intactas sob a luz. Tinha o rosto corado, um sorriso de vitória e os olhos brilhando de amor e tesão.
Ela se aproximou do vidro, apoiou a palma da mão na fresta onde sabia que a minha estava, e sussurrou com a boca colada no espelho:
— Obrigada, meu amor... Agora me leva pra casa e termina o que a gente começou.
A viagem de volta foi a extensão perfeita da cabine. No habitáculo do carro, o silêncio era absoluto, mas a tensão preenchia tudo. Agus ia no banco do carona com as pernas cobertas de renda e o verniz rígido das botas cruzadas, refletindo as luzes da cidade. O corset preto vinha apenas desabotoado em cima pra respirar melhor. O cheiro de sexo, cru e quente, misturado com o couro da minissaia dela, saturava o ar. Eu dirigia com as mãos tremendo, processando cada segundo do que a gente acabava de viver.
Chegamos em casa e entramos com um tesão feroz. Agus, sem tirar os olhos de mim, fechou a porta com um baque seco que ecoou no corredor, chutando-a com o salto agulha afiado da bota direita. O som metálico e o rangido do verniz deram o sinal.
Eu me joguei no chão da sala na escuridão, me despindo em segundos. Ela não tirou nada. Ficou ali parada em cima de mim, imponente com as botas deslumbrantes, a minissaia de couro levantada e o corset apertando o peito ofegante. Ela se ajoelhou sobre meu torso, apoiando o peso das coxas nas laterais do meu corpo.
— Quero sentir sua boca aí, Fede... me limpa — ela ordenou com a voz rouca, abrindo as pernas de par em par.
Eu não esperei um segundo. Aproximei meu rosto da buceta dela, sentindo o calor fervente que emanava entre as coxas. O aroma da noite, uma mistura intensa do minha própria umidade e o rastro espesso que o desconhecido tinha deixado dentro do gloryhole, me invadiu por completo. Apoiei as mãos firmes nas nádegas dela e desci a língua.
O contato foi uma explosão de puro tesão. Comecei a lamber com uma devoção absoluta, saboreando cada gota daquela gozada alheia que tinha escorrido pelas dobras dela, se misturando com o próprio suco quente. Agus soltou um gemido agudo e longo, jogando a cabeça para trás.
—Fede! Mmmh... sim, aí! —gritava, apertando minha cabeça contra a buceta dela com as pernas, fazendo o couro das botas ranger ritmicamente contra o assoalho—. Deus... que loucura!
Me entreguei por completo àquela tarefa ritual, limpando até o último cantinho da intimidade dela, chupando e percorrendo cada milímetro com a ponta da língua, devorando o segredo que acabávamos de compartilhar. Ela tremia e se contorcia de excitação enquanto o espartilho marcava o decote ofegante. Foi uma lambida longa, profunda e carregada de uma cumplicidade selvagem.
Quando tive certeza de que não sobrava nenhum vestígio do outro, quando o sabor doce e molhado dela voltou a dominar tudo, me ergui de uma vez. Agus, acesa como nunca, com os olhos brilhando de tesão e puro descontrole, não esperou nem mais um segundo. Se jogou em cima de mim, guiando meu pau duro direto pra entrada dela.
Me cravei de cheio dentro dela com uma força e uma raiva contida que a fez soltar um gemido gutural. A foda final foi uma guerra de prazer e posse. Eu assumi o controle de baixo e ela me cavalgou num ritmo desenfreado, com as coxas me apertando e as botas de couro quicando contra o chão. Selamos nossa noite perversa com a verdade dos nossos corpos entregues 100%, unidos num tesão bestial e cúmplice que não precisava de palavras.
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