CAPÍTULO XXVIIEra um livrinho de uns cinco centímetros de grossura com capa rosa-claro e umas ilustrações meio infantis. E na lombada e na capa, com letras douradas, a mesma inscrição: "Meu diário". A aparência não podia ser mais brega.
Pra "garantir" a confidencialidade do conteúdo, as duas capas ficavam unidas por uma espécie de prendedor ou fecho que se trancava com uma minúscula fechadura.
Com essa "proteção", minha irmã Viki não tinha se esforçado muito na hora de escolher um lugar pra esconder suas confissões, e o livrinho ficava guardado debaixo do travesseiro dela. O que ela não sabia é que um simples grampo bastava pra liberar o fecho e deixar o conteúdo do diário à disposição de qualquer um. E pela habilidade que mostrou ao fazer isso, ficou claro que Dori já tinha experimentado esse truque com bastante frequência.
— Ainda acho meio sacanagem ler o diário pelas costas da Viki — reclamei quando Dori me estendeu o livrinho já aberto.
— Isso tem solução fácil.
— Qual?
— Eu leio em voz alta e você, por acaso, escuta.
Não me pareceu que esse truque diminuísse muito o nível de sacanagem da ação; mas, como desculpa, achei válida e aceitei.
— Mas, nesse caso — comentou Dori —, surge outro problema.
— Que problema?
— As anotações do primeiro dia me deixam tão excitada que fico com uma tesão danada. Já li várias vezes e sempre acabei me masturbando. Com você aqui, acho que a masturbação é desnecessária.
— Quer dizer que, mesmo a gente tendo acabado de transar, seria recomendável fazer de novo?
— Mais que recomendável, eu diria que seria necessário.
— Então nem se fala mais, vamos direto ao ponto.
De novo nos despimos, e uma mamada rápida foi o suficiente pra minha pica começar a pegar fogo outra vez. Como essa ia ser uma das nossas gozadas mais tranquilas, me deitei de barriga pra cima na cama da Dori, e ela montou em mim e engoliu de novo com a buceta o meu pau já Palpitante tronco. Sem dúvida, era um jeito sensacional de incentivar o gosto pela leitura.
Com leves movimentos de pelve que não apressavam, mas que incomodavam pra caralho, Dori se preparou pra começar a exposição dos fatos.
Viki tinha começado a escrever seu diário exatamente no dia seguinte ao meu aniversário de 18 anos.
* * *
21 de junho.
Não aguento mais e, como não tenho a quem contar, escolhi você, querido diário, pra te fazer participante do que já vem me atormentando há tanto tempo e que hoje, mais do que nunca, preciso botar pra fora e compartilhar com alguém. Várias vezes tentei falar com a mamãe, mas ela também não me entende e no final sempre acabamos brigando, sem que isso me traga nenhum consolo ou ajuda.
Ontem Quini fez 18 anos e, como era de praxe, passou pela prova obrigatória da desvirginada. Até o último momento tive minhas dúvidas e medos. Não conseguia aceitar que minha mãe se dispusesse a ser a "sacrificada" e achava mesmo que eu seria a escolhida pra que meu irmão fizesse a transição de menino pra homem. Ninguém tinha me dito nada sobre isso, mas uns olhares da mamãe durante o jantar me levaram a suspeitar que esses eram os planos dela.
A verdade é que não sei se queria ou não fazer aquilo e se teria ou não topado caso tivessem me proposto. Por um lado, sentia medo, mas por outro... Por outro, não sabia bem o que sentia. Tava totalmente confusa.
Quando papai e mamãe foram com Quini pro quarto deles e tive a certeza de que eu não participaria da "cerimônia", foi um grande alívio pra mim; no entanto, ao mesmo tempo, me senti desconfortável, quase irritada, ousaria dizer. De certo modo, me senti rejeitada, como se eu não fizesse parte da família.
Não foi nem é a última vez que tive essa sensação; mas talvez nunca de forma tão forte como ontem à noite. As risadinhas da Barbi e da Cati foram mais insuportáveis do que nunca; e as Os olhares que a Dori me dava cada vez que do quarto chegavam os gemidos de sempre da mamãe, acabaram me deixando furiosa. Mais comigo mesma do que com elas.
Não consegui pregar o olho a noite toda. Mais uma vez, voltei a lembrar como foi o dia infeliz em que eu também fiz 18 anos. É possível que tudo tivesse sido diferente se eu não fosse a mais velha e, portanto, a primeira a passar por essa tal "prova". Na época, achei que tinha feito o certo; agora, tem vezes que sinto até uma coisa parecida com vergonha.
O dia tinha sido fantástico e eu me sentia a criatura mais feliz do mundo. Os presentes, o bolo, a presença das minhas melhores amigas em casa, tudo foi maravilhoso. Só faltava o presente do papai, mas a mamãe já tinha me avisado que era algo muito especial e que ele me daria à noite. Criei as maiores expectativas do mundo. Tava morrendo de vontade de ter uma filmadora e já tinha certeza de que era isso que o papai tinha guardado pra mim. Achando que não tava errada, insisti várias vezes pra ele me dar logo, porque queria que a festa fosse minha primeira gravação; mas ele, sem dar a menor pista, se recusou uma e outra vez a me atender.
A noite chegou, a janta acabou e a surpresa ainda não tinha vindo.
— Agora — a mamãe me disse —, vai pra cama como toda noite e espera até que todos os seus irmãos estejam dormindo. Quando isso acontecer, o papai e eu vamos estar te esperando no nosso quarto.
Não soube o que pensar. Tudo me parecia tão estranho que, enquanto esperava a Dori dormir, todo tipo de suposição passou pela minha cabeça. Quase já tava dormindo também quando a mamãe entrou no quarto.
— Chegou a hora — ela sussurrou no meu ouvido. E, quando tentei me vestir, porque tava de camisola, ela tirou as roupas da minha mão e completou —: Assim você tá ótima.
Ela também tava de camisola e, quando chegamos no quarto dela, o papai estava completamente pelado. Não era A primeira vez que vi ele daquele jeito, mas dessa vez me chamou mais a atenção porque o pau dele estava enorme e durasso, e ele sorria de um jeito que achei muito estranho. Olhei pra todo lado tentando achar algo que pudesse ser um presente, mas não encontrei nada. Pensei que talvez estivesse escondido no guarda-roupa ou debaixo da cama.
— Anda, meu bem, tira a roupa.
O pedido veio da minha mãe e me pegou de surpresa. Embora meu pai também já estivesse mais do que acostumado a me ver pelada, agora tive a impressão de que tudo era muito diferente e, sei lá se influenciada porque o pau dele não parava de crescer, pela primeira vez senti vergonha de ficar sem roupa na frente dele.
— Vamos, querida — minha mãe me apressou —. Agora vai ficar com vergonha?
Ela mesma tratou de tirar minha camisola e, instintivamente, levei as duas mãos aos meus peitos ainda quase insignificantes pra evitar que ficassem expostos ao olhar do meu pai. O silêncio dele também me intimidava.
— Cadê o presente? — perguntei.
— Sério que você não sabe qual é? — minha mãe estranhou —. Tá bem na sua frente.
Mamãe apontou pro pau imponente do meu pai. Senti vontade de sair correndo e me enfiar no meu quarto, mas fiquei paralisada. Nem me atrevi a resistir quando minha mãe tirou minha calcinha também.
Foi aí, vendo meu desespero, que meu pai se aproximou e tentou me acalmar. Soltou um discurso longo que não conseguiria repetir porque não tava nem um pouco a fim de ouvir ninguém, só pensava em como escapar daquela situação.
Sei que ele falou que eu já não era mais criança, que era natural sentir o despertar do sexo, que a primeira vez podia ser traumática pra mim... De vez em quando, minha mãe também entrava na conversa pra confirmar o que ele tinha acabado de dizer.
— Claro — papai concluiu —, a decisão é sua. Nem eu nem sua mãe vamos te obrigar. De nada. Pra ser sincero, pra mim também é meio tenso isso tudo. Eu e sua mãe conversamos bastante, e chegamos à conclusão de que é o melhor pra você.
— A primeira vez sempre dói um pouco — completou mamãe —; por isso, ninguém vai fazer isso com mais carinho e cuidado do que seu pai.
Papai estava tão perto de mim que a ponta do pau dele roçava na minha buceta, molhando minha pele com um líquido pegajoso e incolor. Eu me sentia incapaz de fazer ou dizer qualquer coisa. Continuei parada, feito uma estátua.
De repente, papai colocou a mão cobrindo minha buceta e começou a acariciar bem devagar. Na minha cabeça, queria rejeitar aquele toque, mas meu corpo continuava duro, como se não tivesse vida. Papai e mamãe se olharam e, como se pudessem se falar só com os olhos, os dois juntos me levaram até a cama e me deitaram de barriga pra cima no meio. Logo depois, papai ficou do meu lado direito e mamãe do esquerdo.
— Você precisa relaxar, querida — sussurrou mamãe enquanto passava a mão no meu cabelo.
Papai começou a acariciar meus peitos com a mesma suavidade que usou antes na minha buceta. Não tenho certeza, mas acho que não senti nada de especial. Gostava que ele me tocasse daquele jeito, mas não mais do que se tivesse tocado meu braço ou meu rosto.
Depois, a coisa mudou quando, em vez das mãos, ele começou a me acariciar com os lábios e a língua. A boca dele foi descendo pela minha barriga, passou pelo umbigo e continuou descendo até chegar na minha boceta. Lá, a língua dele entrou em ação de novo, abrindo caminho entre meus lábios e focando no meu clitóris até arrancar um suspiro involuntário de mim. Aquilo sim eu gostava, e muito. Meu corpo começou a reagir, e meus suspiros viraram gemidos cada vez mais altos. Algo incrivelmente gostoso começou a ferver dentro de mim, ficando mais e mais intenso até fazer todo o meu ser tremer de prazer. Olhei pra minha mãe surpresa, sem acreditar no que estava passando.
—É normal, querida —ela me disse com muita doçura—. Você acabou de ter seu primeiro orgasmo.
—Era esse o presente especial? —lembro de ter perguntado.
—É só o começo. Falta o mais importante: a desfloração.
Senti um pânico verdadeiro ao ver meu pai se preparando pra enfiar o pau na minha buceta e, instintivamente, me virei de lado, ficando de frente pra minha mãe.
—Não, isso não, por favor —supliquei.
—Você não tem nada a temer —disse papai—. Não confia em mim?
—Claro que confio, mas tô com medo.
—Medo de quê?
—Sua coisa é grande demais e eu sei que vai doer muito.
—Minha coisa é super normal. Até seu irmão tem uma maior que a minha.
—Sei que vai me machucar muito —me agarrei na única razão que encontrava pra me opor.
Papai pareceu desistir. Ele tava praticamente deitado em cima de mim e se afastou. De novo, houve uma troca de olhares entre ele e mamãe.
—Tá bem —disse ela—. Você vai ver como a coisa do papai não machuca nada.
Agora foi ela quem se colocou no meio, me empurrando pro lado, e abrindo as pernas, incentivou papai a enfiar a vara enorme dele na rachinha dela. Mamãe tava de lado, olhando pra mim, e papai a pegou por trás, de um jeito que eu podia ver perfeitamente como ele a penetrava cada vez mais fundo, já que, ao mesmo tempo, ele obrigava ela a manter uma perna completamente levantada. Nunca tinha visto eles transando daquele jeito e me pareceu algo selvagem, mais próprio de bichos do que de pessoas que se amam.
Mamãe logo começou a soltar aqueles gritinhos curtos e seguidos que eu já tava mais do que acostumada, enquanto com uma mão esfregava o clitóris num ritmo cada vez mais rápido, de um jeito que não deu pra saber se o orgasmo que ela teve rapidinho foi provocado pelo papai ou por ela mesma. O ato durou só uns cinco minutos e, quando papai tirou a ferramenta dele, pude ver que ele não tinha gozado, porque na camisinha que tinha colocado (com a mamãe nunca usava porque não precisava, mas como a intenção era fazer comigo, tinha adotado essa medida) não se notava nenhum vestígio de sêmen.
— Viu como não acontece nada? — insistiu mamãe comigo.
A rápida demonstração não diminuiu meu receio. Eu tinha certeza de que ia me machucar muito e, além disso, não queria que papai repetisse comigo o que acabara de fazer com mamãe. De certa forma, me senti decepcionada. A ideia que eu tinha de "fazer amor" era muito diferente do que acabara de ver. E isso me levou a concluir que eu queria algo bem diferente para mim e fazer isso com uma pessoa que eu realmente desejasse. Eu amava e amo muito papai, mas não sentia nem sinto o menor desejo de me entregar a ele.
— Você está mais disposta agora? — ele perguntou, virando-se e deitando sobre mim.
Não estava, mas não tive coragem de contrariá-lo. Estava claro que ele me desejava, e eu não tive coragem suficiente para dizer o que sentia naquele momento. Tentei me fazer de forte e deixei que ele se posicionasse do jeito certo, me acariciando e beijando o corpo todo. No entanto, assim que senti o contato do pau dele na minha buceta, não aguentei mais. Soltei um grito, pulei da cama e fugi apavorada para o meu quarto, enfiando a cabeça no travesseiro para que meus soluços não acordassem a Dori...
* * *
— Por hoje — disse Dori, fechando o diário e acelerando o vai e vem — já deu, não acha? Vamos para o que interessa, que eu já tô quase lá.
Tão perto que, se fosse ponto e vírgula, a vírgula inteira sobrava, porque ela mal demorou dois segundos para gozar. E eu, que já estava me segurando bastante, também não demorei muito mais para acompanhá-la.
— Então — falei, depois de recuperar o fôlego —, papai não desvirginou a Viki?
— No dia em que ela fez 18 anos, não.
— Ele fez depois?
— Não sei. Vamos ter que continuar lendo outra hora. Agora, o melhor que a gente faz é devolver o de volta ao seu lugar, que a Viki não vai demorar a chegar.
A Dori se levantou da cama, fechou o diário de novo com o fecho correspondente e colocou bem no lugar de onde tinha tirado, deixando o travesseiro exatamente como estava quando chegamos. Depois, deitou-se de novo ao meu lado.
— A Viki é virgem? — insisti.
— Já te falei que não sei.
— Não acredito em você. Você já leu o diário inteiro e sabe muito bem se a Viki ainda é virgem ou não.
— Não li o diário inteiro. Já te disse antes que só vi alguns pedaços.
— Desde quando você sabe que a Viki escrevia esse diário?
— Sei disso há mais de um mês. Mas o truque do grampo foi a Cati quem me ensinou, não faz muito tempo.
— Quer dizer que a Cati também leu o diário?
— E a Barbi. E acho que a mamãe também.
— Então o único que não sabia era eu.
— E o papai também não.
— E você dizia que era seu segredo?
— Você sabia?
— Não.
— Então tá claro que, em relação a você, era meu segredo, né?
Raciocínio contundente o dela. Sem uma objeção melhor, agarrei seu pescoço com as duas mãos e simulei uma tentativa de estrangulamento, pra terminar beijando mais uma vez aquela boca que cada dia me deixava mais louco.
— Vou tomar um banho — propus. — Vem comigo?
— Com uma condição.
— Que condição?
— Sem mais gozadas hoje. Só ensaboar.
— Beleza.
E fomos juntos pro banheiro, vestidos de Adão e Eva.
Pra "garantir" a confidencialidade do conteúdo, as duas capas ficavam unidas por uma espécie de prendedor ou fecho que se trancava com uma minúscula fechadura.
Com essa "proteção", minha irmã Viki não tinha se esforçado muito na hora de escolher um lugar pra esconder suas confissões, e o livrinho ficava guardado debaixo do travesseiro dela. O que ela não sabia é que um simples grampo bastava pra liberar o fecho e deixar o conteúdo do diário à disposição de qualquer um. E pela habilidade que mostrou ao fazer isso, ficou claro que Dori já tinha experimentado esse truque com bastante frequência.
— Ainda acho meio sacanagem ler o diário pelas costas da Viki — reclamei quando Dori me estendeu o livrinho já aberto.
— Isso tem solução fácil.
— Qual?
— Eu leio em voz alta e você, por acaso, escuta.
Não me pareceu que esse truque diminuísse muito o nível de sacanagem da ação; mas, como desculpa, achei válida e aceitei.
— Mas, nesse caso — comentou Dori —, surge outro problema.
— Que problema?
— As anotações do primeiro dia me deixam tão excitada que fico com uma tesão danada. Já li várias vezes e sempre acabei me masturbando. Com você aqui, acho que a masturbação é desnecessária.
— Quer dizer que, mesmo a gente tendo acabado de transar, seria recomendável fazer de novo?
— Mais que recomendável, eu diria que seria necessário.
— Então nem se fala mais, vamos direto ao ponto.
De novo nos despimos, e uma mamada rápida foi o suficiente pra minha pica começar a pegar fogo outra vez. Como essa ia ser uma das nossas gozadas mais tranquilas, me deitei de barriga pra cima na cama da Dori, e ela montou em mim e engoliu de novo com a buceta o meu pau já Palpitante tronco. Sem dúvida, era um jeito sensacional de incentivar o gosto pela leitura.
Com leves movimentos de pelve que não apressavam, mas que incomodavam pra caralho, Dori se preparou pra começar a exposição dos fatos.
Viki tinha começado a escrever seu diário exatamente no dia seguinte ao meu aniversário de 18 anos.
* * *
21 de junho.
Não aguento mais e, como não tenho a quem contar, escolhi você, querido diário, pra te fazer participante do que já vem me atormentando há tanto tempo e que hoje, mais do que nunca, preciso botar pra fora e compartilhar com alguém. Várias vezes tentei falar com a mamãe, mas ela também não me entende e no final sempre acabamos brigando, sem que isso me traga nenhum consolo ou ajuda.
Ontem Quini fez 18 anos e, como era de praxe, passou pela prova obrigatória da desvirginada. Até o último momento tive minhas dúvidas e medos. Não conseguia aceitar que minha mãe se dispusesse a ser a "sacrificada" e achava mesmo que eu seria a escolhida pra que meu irmão fizesse a transição de menino pra homem. Ninguém tinha me dito nada sobre isso, mas uns olhares da mamãe durante o jantar me levaram a suspeitar que esses eram os planos dela.
A verdade é que não sei se queria ou não fazer aquilo e se teria ou não topado caso tivessem me proposto. Por um lado, sentia medo, mas por outro... Por outro, não sabia bem o que sentia. Tava totalmente confusa.
Quando papai e mamãe foram com Quini pro quarto deles e tive a certeza de que eu não participaria da "cerimônia", foi um grande alívio pra mim; no entanto, ao mesmo tempo, me senti desconfortável, quase irritada, ousaria dizer. De certo modo, me senti rejeitada, como se eu não fizesse parte da família.
Não foi nem é a última vez que tive essa sensação; mas talvez nunca de forma tão forte como ontem à noite. As risadinhas da Barbi e da Cati foram mais insuportáveis do que nunca; e as Os olhares que a Dori me dava cada vez que do quarto chegavam os gemidos de sempre da mamãe, acabaram me deixando furiosa. Mais comigo mesma do que com elas.
Não consegui pregar o olho a noite toda. Mais uma vez, voltei a lembrar como foi o dia infeliz em que eu também fiz 18 anos. É possível que tudo tivesse sido diferente se eu não fosse a mais velha e, portanto, a primeira a passar por essa tal "prova". Na época, achei que tinha feito o certo; agora, tem vezes que sinto até uma coisa parecida com vergonha.
O dia tinha sido fantástico e eu me sentia a criatura mais feliz do mundo. Os presentes, o bolo, a presença das minhas melhores amigas em casa, tudo foi maravilhoso. Só faltava o presente do papai, mas a mamãe já tinha me avisado que era algo muito especial e que ele me daria à noite. Criei as maiores expectativas do mundo. Tava morrendo de vontade de ter uma filmadora e já tinha certeza de que era isso que o papai tinha guardado pra mim. Achando que não tava errada, insisti várias vezes pra ele me dar logo, porque queria que a festa fosse minha primeira gravação; mas ele, sem dar a menor pista, se recusou uma e outra vez a me atender.
A noite chegou, a janta acabou e a surpresa ainda não tinha vindo.
— Agora — a mamãe me disse —, vai pra cama como toda noite e espera até que todos os seus irmãos estejam dormindo. Quando isso acontecer, o papai e eu vamos estar te esperando no nosso quarto.
Não soube o que pensar. Tudo me parecia tão estranho que, enquanto esperava a Dori dormir, todo tipo de suposição passou pela minha cabeça. Quase já tava dormindo também quando a mamãe entrou no quarto.
— Chegou a hora — ela sussurrou no meu ouvido. E, quando tentei me vestir, porque tava de camisola, ela tirou as roupas da minha mão e completou —: Assim você tá ótima.
Ela também tava de camisola e, quando chegamos no quarto dela, o papai estava completamente pelado. Não era A primeira vez que vi ele daquele jeito, mas dessa vez me chamou mais a atenção porque o pau dele estava enorme e durasso, e ele sorria de um jeito que achei muito estranho. Olhei pra todo lado tentando achar algo que pudesse ser um presente, mas não encontrei nada. Pensei que talvez estivesse escondido no guarda-roupa ou debaixo da cama.
— Anda, meu bem, tira a roupa.
O pedido veio da minha mãe e me pegou de surpresa. Embora meu pai também já estivesse mais do que acostumado a me ver pelada, agora tive a impressão de que tudo era muito diferente e, sei lá se influenciada porque o pau dele não parava de crescer, pela primeira vez senti vergonha de ficar sem roupa na frente dele.
— Vamos, querida — minha mãe me apressou —. Agora vai ficar com vergonha?
Ela mesma tratou de tirar minha camisola e, instintivamente, levei as duas mãos aos meus peitos ainda quase insignificantes pra evitar que ficassem expostos ao olhar do meu pai. O silêncio dele também me intimidava.
— Cadê o presente? — perguntei.
— Sério que você não sabe qual é? — minha mãe estranhou —. Tá bem na sua frente.
Mamãe apontou pro pau imponente do meu pai. Senti vontade de sair correndo e me enfiar no meu quarto, mas fiquei paralisada. Nem me atrevi a resistir quando minha mãe tirou minha calcinha também.
Foi aí, vendo meu desespero, que meu pai se aproximou e tentou me acalmar. Soltou um discurso longo que não conseguiria repetir porque não tava nem um pouco a fim de ouvir ninguém, só pensava em como escapar daquela situação.
Sei que ele falou que eu já não era mais criança, que era natural sentir o despertar do sexo, que a primeira vez podia ser traumática pra mim... De vez em quando, minha mãe também entrava na conversa pra confirmar o que ele tinha acabado de dizer.
— Claro — papai concluiu —, a decisão é sua. Nem eu nem sua mãe vamos te obrigar. De nada. Pra ser sincero, pra mim também é meio tenso isso tudo. Eu e sua mãe conversamos bastante, e chegamos à conclusão de que é o melhor pra você.
— A primeira vez sempre dói um pouco — completou mamãe —; por isso, ninguém vai fazer isso com mais carinho e cuidado do que seu pai.
Papai estava tão perto de mim que a ponta do pau dele roçava na minha buceta, molhando minha pele com um líquido pegajoso e incolor. Eu me sentia incapaz de fazer ou dizer qualquer coisa. Continuei parada, feito uma estátua.
De repente, papai colocou a mão cobrindo minha buceta e começou a acariciar bem devagar. Na minha cabeça, queria rejeitar aquele toque, mas meu corpo continuava duro, como se não tivesse vida. Papai e mamãe se olharam e, como se pudessem se falar só com os olhos, os dois juntos me levaram até a cama e me deitaram de barriga pra cima no meio. Logo depois, papai ficou do meu lado direito e mamãe do esquerdo.
— Você precisa relaxar, querida — sussurrou mamãe enquanto passava a mão no meu cabelo.
Papai começou a acariciar meus peitos com a mesma suavidade que usou antes na minha buceta. Não tenho certeza, mas acho que não senti nada de especial. Gostava que ele me tocasse daquele jeito, mas não mais do que se tivesse tocado meu braço ou meu rosto.
Depois, a coisa mudou quando, em vez das mãos, ele começou a me acariciar com os lábios e a língua. A boca dele foi descendo pela minha barriga, passou pelo umbigo e continuou descendo até chegar na minha boceta. Lá, a língua dele entrou em ação de novo, abrindo caminho entre meus lábios e focando no meu clitóris até arrancar um suspiro involuntário de mim. Aquilo sim eu gostava, e muito. Meu corpo começou a reagir, e meus suspiros viraram gemidos cada vez mais altos. Algo incrivelmente gostoso começou a ferver dentro de mim, ficando mais e mais intenso até fazer todo o meu ser tremer de prazer. Olhei pra minha mãe surpresa, sem acreditar no que estava passando.
—É normal, querida —ela me disse com muita doçura—. Você acabou de ter seu primeiro orgasmo.
—Era esse o presente especial? —lembro de ter perguntado.
—É só o começo. Falta o mais importante: a desfloração.
Senti um pânico verdadeiro ao ver meu pai se preparando pra enfiar o pau na minha buceta e, instintivamente, me virei de lado, ficando de frente pra minha mãe.
—Não, isso não, por favor —supliquei.
—Você não tem nada a temer —disse papai—. Não confia em mim?
—Claro que confio, mas tô com medo.
—Medo de quê?
—Sua coisa é grande demais e eu sei que vai doer muito.
—Minha coisa é super normal. Até seu irmão tem uma maior que a minha.
—Sei que vai me machucar muito —me agarrei na única razão que encontrava pra me opor.
Papai pareceu desistir. Ele tava praticamente deitado em cima de mim e se afastou. De novo, houve uma troca de olhares entre ele e mamãe.
—Tá bem —disse ela—. Você vai ver como a coisa do papai não machuca nada.
Agora foi ela quem se colocou no meio, me empurrando pro lado, e abrindo as pernas, incentivou papai a enfiar a vara enorme dele na rachinha dela. Mamãe tava de lado, olhando pra mim, e papai a pegou por trás, de um jeito que eu podia ver perfeitamente como ele a penetrava cada vez mais fundo, já que, ao mesmo tempo, ele obrigava ela a manter uma perna completamente levantada. Nunca tinha visto eles transando daquele jeito e me pareceu algo selvagem, mais próprio de bichos do que de pessoas que se amam.
Mamãe logo começou a soltar aqueles gritinhos curtos e seguidos que eu já tava mais do que acostumada, enquanto com uma mão esfregava o clitóris num ritmo cada vez mais rápido, de um jeito que não deu pra saber se o orgasmo que ela teve rapidinho foi provocado pelo papai ou por ela mesma. O ato durou só uns cinco minutos e, quando papai tirou a ferramenta dele, pude ver que ele não tinha gozado, porque na camisinha que tinha colocado (com a mamãe nunca usava porque não precisava, mas como a intenção era fazer comigo, tinha adotado essa medida) não se notava nenhum vestígio de sêmen.
— Viu como não acontece nada? — insistiu mamãe comigo.
A rápida demonstração não diminuiu meu receio. Eu tinha certeza de que ia me machucar muito e, além disso, não queria que papai repetisse comigo o que acabara de fazer com mamãe. De certa forma, me senti decepcionada. A ideia que eu tinha de "fazer amor" era muito diferente do que acabara de ver. E isso me levou a concluir que eu queria algo bem diferente para mim e fazer isso com uma pessoa que eu realmente desejasse. Eu amava e amo muito papai, mas não sentia nem sinto o menor desejo de me entregar a ele.
— Você está mais disposta agora? — ele perguntou, virando-se e deitando sobre mim.
Não estava, mas não tive coragem de contrariá-lo. Estava claro que ele me desejava, e eu não tive coragem suficiente para dizer o que sentia naquele momento. Tentei me fazer de forte e deixei que ele se posicionasse do jeito certo, me acariciando e beijando o corpo todo. No entanto, assim que senti o contato do pau dele na minha buceta, não aguentei mais. Soltei um grito, pulei da cama e fugi apavorada para o meu quarto, enfiando a cabeça no travesseiro para que meus soluços não acordassem a Dori...
* * *
— Por hoje — disse Dori, fechando o diário e acelerando o vai e vem — já deu, não acha? Vamos para o que interessa, que eu já tô quase lá.
Tão perto que, se fosse ponto e vírgula, a vírgula inteira sobrava, porque ela mal demorou dois segundos para gozar. E eu, que já estava me segurando bastante, também não demorei muito mais para acompanhá-la.
— Então — falei, depois de recuperar o fôlego —, papai não desvirginou a Viki?
— No dia em que ela fez 18 anos, não.
— Ele fez depois?
— Não sei. Vamos ter que continuar lendo outra hora. Agora, o melhor que a gente faz é devolver o de volta ao seu lugar, que a Viki não vai demorar a chegar.
A Dori se levantou da cama, fechou o diário de novo com o fecho correspondente e colocou bem no lugar de onde tinha tirado, deixando o travesseiro exatamente como estava quando chegamos. Depois, deitou-se de novo ao meu lado.
— A Viki é virgem? — insisti.
— Já te falei que não sei.
— Não acredito em você. Você já leu o diário inteiro e sabe muito bem se a Viki ainda é virgem ou não.
— Não li o diário inteiro. Já te disse antes que só vi alguns pedaços.
— Desde quando você sabe que a Viki escrevia esse diário?
— Sei disso há mais de um mês. Mas o truque do grampo foi a Cati quem me ensinou, não faz muito tempo.
— Quer dizer que a Cati também leu o diário?
— E a Barbi. E acho que a mamãe também.
— Então o único que não sabia era eu.
— E o papai também não.
— E você dizia que era seu segredo?
— Você sabia?
— Não.
— Então tá claro que, em relação a você, era meu segredo, né?
Raciocínio contundente o dela. Sem uma objeção melhor, agarrei seu pescoço com as duas mãos e simulei uma tentativa de estrangulamento, pra terminar beijando mais uma vez aquela boca que cada dia me deixava mais louco.
— Vou tomar um banho — propus. — Vem comigo?
— Com uma condição.
— Que condição?
— Sem mais gozadas hoje. Só ensaboar.
— Beleza.
E fomos juntos pro banheiro, vestidos de Adão e Eva.
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