— Vamos pro show do Serrat no Luna — meu irmão me avisou numa sexta de janeiro de manhã.
— Vai ser uma multidão… — falei.
- Tô te avisando porque a Silvia já me encheu o saco pra você vir com a gente – Carlos tava com um tom bem seco – O que você deu pra minha mulher? – Agora o tom era de pura brincadeira e eu soltei uma gargalhada.
Carlos era meu irmão mais velho. Um cara sério, formal, insuportavelmente preocupado com o "que vão pensar". Meu mentor e minha consciência. Era ele quem me ajudava com os estudos, me dava conselhos sobre o trabalho e me dava lições de como me comportar. Que, claro, eu não seguia. Porque, socialmente, éramos polos opostos.
Nos meus estudos de Engenharia, eu era correto. No trabalho que pagava minhas contas aos dezessete anos, eu me saía bem. Mas socialmente, era um desencanado, com as minas era a mesma coisa, ligava muito pouco pra aparências, enfim, um típico adolescente dos anos setenta.
- O Matías é um sem-vergonha – costumava reclamar o Carlos, e meus pais concordavam totalmente com ele.
- É que ele ainda é novo, falta amadurecer – Silvia, a mulher dele, era a única que me defendia. Ela era dois anos mais nova que meu irmão, que era dez anos mais velho que eu. Se conheciam desde sempre. Praticamente cresceram juntos, já que as famílias se conheciam do clube Náutico. Começaram a namorar praticamente desde os dezesseis, e finalmente se casaram quando Carlos tinha vinte e cinco e ela vinte e três. Eu, nessa época, tinha quinze.
- Beleza, tudo bem, vocês vêm me pegar? – na verdade, tava morrendo de vontade de ir ouvir o maior trovador da década.
- Além disso… - reclamou Carlos - Mais alguma coisa, Moleque? - disse em tom irônico.
Pensando que a gente ia chegar cedo pra conseguir uns lugares bons, me preparei com antecedência. Mas eles apareceram quase em cima da hora.
- Nem sonhem em ver de perto! – avisei elas – Já é lucro se conseguirmos os ingressos!
— Para de resmungar, caramba! — ria a Silvia.
No carro vinham mais dois casais. No total, éramos sete, então íamos bem apertados. Pra nos acomodar melhor, sentei no banco da frente. E ela sentou no meu colo. Só nessa hora reparei na roupa da minha cunhada. Minissaia plissada, sandália de salto e tiras e regata. Se vocês imaginam uma mulher gostosa, com mais de um metro e setenta de altura, loira, olhos verde-turquesa e pele bronzeada, vestida assim num show de jovens, já devem estar pensando numa confusão.
—Psiu… Vão pegar na sua bunda! — sussurrei no ouvido dela, aproveitando que meu irmão tava enroscado numa discussão com um dos caras do banco de trás.
— E... — ela me olhou com deboche — quem sabe eu gosto! — respondeu no meu ouvido também, e eu não consegui segurar o riso.
A Silvia era a mina mais certinha que eu conhecia, namorada dos sonhos, esposa submissa… a parceira ideal pro meu irmão!
- Do que vocês estão rindo? – perguntou Carlos
- Seu irmão…
– pensei que ele fosse contar nossa conversa e me preparei pra bronca dele – Ele tem cada saída! – Continuou, e eu cada vez mais tenso. – Viram o velho do boné? – me olhou, e eu não entendia nada, porque não tinha velho nenhum de boné – Chamou ele de "Bonézinho"!
Os outros riram, e eu fiquei impressionado com a facilidade com que minha cunhada tinha inventado uma história. Depois de um tempinho andando, comecei a desconfiar, pelo balanço, que ela não tava usando sutiã por baixo da camiseta. Aqueles peitos se mexiam de um jeito bem voluptuoso a cada solavanco. Comecei a reparar mais nesse detalhe. Tinha quase certeza. Como quem não quer nada, passei a mão nas costas dela, procurando as alças e o fecho. Nada.
Eu respeitava profundamente a Silvia. Nunca tinha passado pela minha cabeça pensar nela como outra coisa que não fosse a esposa do meu irmão. Mas aquele corpaço no meu colo, os peitos se mexendo debaixo da camiseta, a noite quente de verão… sei lá, a cabeça começou a funcionar errado… Por sorte, quando senti que meu pau começava a endurecer, chegamos no Luna Park. Ou perto, porque com a quantidade de gente que tinha, tivemos que deixar o carro umas oito quadras antes.
A gente caminhava apressado pra pegar os ingressos, e eu não pude deixar de reparar de novo na minha cunhada. No passo, os quadris balançavam, a minissaia convidava a sonhar com a parte de cima daquelas pernas monumentais, mas o mais impressionante era o vai e vem dos peitos dela. Porque tenho que dizer: minha cunhada tinha uns peitos espetaculares. Grandes e empinados. Era a parte do corpo dela que eu mais tinha olhado durante toda a minha adolescência…
Conseguimos comprar os ingressos e entramos no estádio coberto. Não deu pra avançar muito na arquibancada, tava tudo lotado.
— Daqui não vamos ver nada… — reclamava Lorena, uma das amigas da Silvia, que pra piorar era meio baixinha, e se perdia no meio do público.
— A gente devia ter vindo mais cedo… — disse Júlio, o marido da outra amiga.
- Bom, não adianta reclamar… – Carlos abraçava a Silvia no meio da multidão.
Uns meses atrás, a firma onde eu trabalhava tinha feito uns serviços de montagem no estádio, e lembrei de uns cantos que ficavam longe da circulação do público.
- Fiquem aqui! – falei pros meus amigos –. Já volto!
— E… muito longe a gente não vai conseguir ir… — zombava Raúl, o marido da Lorena.
Voltei pelos corredores até encontrar o que procurava: uma portinha meio escondida atrás de uma coluna. Por sorte, tava aberta. Se eu não tivesse enganado, ela devia levar pra um corredor que saía bem perto do palco. O problema é que tava tudo escuro. Fui tateando a parede até que a luz acendeu. Do meu lado esquerdo, tinha uma divisória de mais ou menos um metro e quarenta de altura. E do lado direito, a parede continuava. Por cima da divisória, dava pra ver o palco, ainda vazio e mal iluminado. Mas a uns oito metros de distância… Dei meia-volta e refiz o caminho.
— Tenho um lugar de onde dá pra ver… — falei — mas tem que ir com cuidado….
— Mas dá pra ver de perto? — perguntou Lorena, ansiosa.
- Antes da fila 1….- falei, com um sorriso de vitoriosa
- Vai… - meu irmão não acreditava em mim - Já tô vendo que esse cara vai nos enfiar num buraco e a gente vai acabar na cadeia!
— Não, tô te falando que é seguro… — eu esclareci. — Eu trampei aqui uns meses atrás…
- Bom, vamos, antes que ocupem ele… - decidiu Silvia.
Arrastrando o marido dela pelo braço. Os outros dois casais vieram com a gente. Quando chegamos na portinha, meu irmão não queria saber de nada.
— Esse irresponsável vai fazer a gente ser preso! — dizia ela, se recusando a entrar no corredor escuro.
- Bom… Faça o que quiser! – acabei me exasperando – Eu vou olhar daqui!
- Eu também! - exclamou Silvia de surpresa e se enfiou atrás de mim na escuridão.
Os outros, incluindo meu irmão, também vieram atrás da gente.
- Cuidado aqui…- avisei, porque antes de começar o barulho tinha um degrauzinho.
Silvia se apertou contra mim, dava pra sentir as mãos dela na minha cintura e, o que mais me deixava arrepiado, os dois peitos dela na minha costa... Finalmente. Chegamos na antepara e, já com luz, percorremos o corredor até uma coluna, parando ali. A gente ficava na penumbra, mas a visão do palco era perfeita. Como se fizesse parte do espetáculo.
— Tá aí! — zombou Silvia em voz baixa — Nunca na sua vida viu um show tão de perto!
- Ei, dá pra vocês irem um pouco mais pra frente? A gente não tá vendo nada daqui! – sussurravam Raul e Lorena, justo os mais baixos que tinham ficado no fundo.
- Espera aí….- explorei por trás da coluna. Dava pra passar, mas só sobrava espaço pra uma pessoa….no máximo pra duas….. Passei e me virei
– Agora?
- Só mais um pouquinho…- a voz do Raul nos fazia rir.
— Não dá, a gente tá muito apertado… — disse Carlos.
- Vai, por favor! – Raul quase implorava
- Eu passo atrás da coluna…
— Silvia passou por trás da coluna e se apertou contra mim — Agora?
- Fenômeno! – animou-se Raul – Você é um gênio, Matias!
O espaço entre a coluna e o fim do corredor era minúsculo. Virei de lado pra deixar a Silvia se acomodar no escuro, meu braço direito apoiado na parede, e ela se apertou mais contra mim, com os dois braços na parede. Senti o calor do corpo dela e fiquei meio tenso.
- Tá confortável? – os olhos dela brilharam ao me olhar no escuro – Quer que eu me afaste um pouco mais? – e sem esperar resposta, se apertou ainda mais na minha frente.
Senti na minha mão direita a pressão de um dos peitos dela.
— Assim tá melhor? — a voz dela era um sussurro.
— Sim… — a minha saiu rouca. Senti um leve roçar nas costas da minha mão esquerda, que pendia ao lado do corpo. Era a barra da saia da Silvia. Meu coração acelerou quando percebi que minha mão estava a meros centímetros da bunda dela…
- Tá quente aqui… – ela se mexeu, e eu aproveitei pra girar a mão que segurava a borda do box. Agora o peito dela ficou na palma da minha mão. Mantive imóvel, esperando que ela não percebesse a mudança. Passaram uns segundos que pareceram intermináveis. Ela não se mexeu.
Lá estava eu, no escuro, com a mão direita numa das tetas da mulher do meu irmão mais velho e a outra a poucos centímetros daquele rabo fabuloso dela.
Os músicos foram ocupando seus lugares no palco, que começava a se iluminar. Miralles fez alguma maravilha nos teclados e a plateia explodiu numa ovação.
- É um mestre! – sussurrou Silvia no meu ouvido, sem afastar o peito da minha mão. O hálito dela queimava meu pescoço.
Quase tremendo de tesão, virei minha mão esquerda, sentindo com os dedos a barra da saia dela. Ela mexeu levemente o quadril, mudando o peso do corpo de uma perna pra outra, e eu aproveitei pra levar minha mão pra frente, até tocar algo… macio, sedoso… era a pele dela…!
— Agora vai pegar fogo! — pensei.
Ela devia ter sentido o roçar, não tinha dúvidas. Por um instante me arrependi da minha ousadia. Ia perder a estima dela por uma besteira dessas…
— Mateyko! — exclamou quando o apresentador apareceu sob as luzes do palco. Era ele quem sempre apresentava o Serrat. Silvia mudou de posição de novo, aproximando ainda mais a bunda da minha mão. Eu já estava suando…
Senhoras e senhores!" – dizia Mateyko quando a Silvia passou o braço por cima do meu no painel, e eu apertei de vez a teta esquerda dela, sentindo a ponta do mamilo através do tecido fino da camiseta. Minha respiração ficou agitada de novo.
– Com vocês, meu amigo, "O Nano"! – criei coragem e deslizei minha mão esquerda sobre a pele dela, subindo. Consegui reconhecer a parte de baixo da bunda dela – "Joan Manuel Serrat!
Silvia começou a gritar e a bater palmas, afastando por um instante o peito da minha mão direita. Eu só gritei, tentando não mudar a posição do meu corpo, que já estava tão excitado. Meu pau apertava dentro da calça jeans. Ela se moveu um pouco mais para a direita, na minha frente, passando de novo o braço sobre a minha mão direita, que, já totalmente sem freio, coloquei debaixo do peito esquerdo dela. Meus sentidos estavam completamente descontrolados quando começou a tocar "Teu nome me sabe a erva", e minha mão esquerda encontrou o elástico da calcinha fio dental na bunda da Silvia.
- Amo ele! – me olhou com os olhos brilhando – Você gostou?
- Claro! – exclamei, meio surpreso, concentrado que tava em outras sensações – Cê enxerga bem daqui…? – perguntei só pra falar alguma coisa
- Ah, sim, tô uma gostosa! – me beijou perigosamente perto da boca – Ainda bem que você veio! – envalentonado, percorri o elástico da tanga pra baixo, sentindo como ia se enfiando entre as nádegas da Silvia.
Nenhuma reação… Meus dedos pararam na parte de baixo, onde as pernas fechadas me impediam de continuar minha exploração. Minha mente estava prestes a explodir, e os acordes de "Balada de outono" provocaram o suspiro de Silvia.
- Balada de Outono…- sussurrei no ouvido dela, tentando chamar a atenção.
- Mmmm…esse assunto mexe comigo….- ela me olhou – Me entrego! – sorriu.
No começo, não entendi o significado da exclamação dela. Até que, com um movimento lento, ela abriu as pernas e, ao mesmo tempo, pegou minha mão direita, guiando-a num aperto gostoso nos peitos dela.
Meu espanto era total. Segui descendo com a mão esquerda, acariciando a buceta dela por cima da calcinha fio dental, sentindo a umidade dela. Ela abriu ainda mais as pernas, flexionando-as levemente, como me convidando a continuar, enquanto respirava pesado.
Não sei em que momento ela baixou a mão direita do painel, o fato é que ela estava ali, apoiada no meu pau, que a essa altura já estava durasso e quase doendo de tão apertado dentro da calça.
— "Você vai se levantar devagar…" — cantarolava o poeta. Enfiei meus dedos por baixo da calcinha fio dental. Tentei puxá-la de lado, mas no fim optei por puxá-la para baixo.
— Você é muito safado… — ela me encarou de novo.
Pensei que tudo ia acabar ali. Eu tinha ido longe demais. Mas ela puxou o zíper da minha calça pra baixo e enfiou a mão dentro do elástico da minha cueca. Instintivamente, me inclinei pra ela e beijei sua boca, mordendo de leve seus lábios. A calcinha fio-dental escorregou da cintura dela, passou pela bunda e eu deixei cair no escuro do chão. Acariciei o rabo dela pelado, descendo entre as pernas até encontrar os lábios depilados da buceta dela, sentindo a mão suada dela acariciar meu pau já pra fora da calça.
A buceta dela estava encharcada, e minha mão ficou viscosa quando alcancei o botão ereto que era o clitóris dela. Esfreguei desesperadamente entre as pernas dela, escandalosamente abertas, com meu dedo médio.
- "Os pés incham no quarto mês…" - "De parto", outra obra-prima da poesia cantada, tocava quando minhas calças caíram. A Silvia se moveu um pouco mais para a direita, ficando completamente na minha frente. Separei as nádegas dela e esfreguei meu pau entre elas. Ela se levantou na ponta dos pés, de modo que a ponta do meu membro ficou apoiada na entrada da buceta dela. Foi um movimento simples, e lá estava eu, comendo minha cunhada a menos de um metro do meu irmão.
- Mmmm….É enorme! – quando minha pélvis bateu na bunda dela, ela virou a cabeça e me beijou, a língua dela brincou com a minha. – Aaaahhh! – Ela gemeu quando, na última estocada, enfiei tudo nela.
- Silvia! – a voz do meu irmão atrás da coluna – Tá gostando?
- Siiim!… É grandioso! – ela responde – Tô com ele tão dentro!
- Que bom que você está curtindo! – respondeu ele. – É um artista excepcional…
Eu tava metendo na buceta da Silvia e, já totalmente sem vergonha, levantei a camiseta dela, deixando ela de peito nu de frente pro palco. Brincava com os mamilos dela, duas aréolas escuras de quase oito centímetros de diâmetro, quando senti ela cravando as unhas nos meus braços, anunciando o orgasmo. Por sorte, o gemido de prazer dela coincidiu com a ovação que o público deu no final de "Mediterráneo", talvez a obra mais marcante do trovador.
Um pensa… que foi o tempo e a ausência… que mataram eles…" – senti que ia gozar e avisei a Silvia, que chupava minha mão esquerda ainda cheia dos fluidos dela.
- Dá tudo pra mim! – ela sussurrou – Quero tudo dentro de mim! – ela se mexeu e eu enchi ela de porra.
— Silvia… — me relaxei, ainda dentro dela.
— Sim, bebê… — ela acariciava meu rosto quando me abaixei pra pegar a calcinha fio dental dela do chão e me arrumei a roupa.
— Não te imaginava… — olhei pra ela.
— Tão putinha? — ela sorria pra mim — É nosso segredo…. — estendi a peça pra ela
— Guarda ela de lembrança…! — me beijou gostoso na boca.
Abracei ela e nos emocionamos juntos ouvindo "Fiesta". Era o final do show.
Cuidadosamente saímos do palco improvisado e os outros não paravam de me parabenizar pela localização.
— Acho que nunca curti tanto um show... — disse Lorena — E você, Silvia?
— Definitivamente, nunca… — disse ela, bem séria.
Chegamos no carro e nos posicionamos igual que na ida. Silvia no meu colo no banco do carona. Como se o show não tivesse sido suficiente, Carlos colocou uma fita do Nano no som. No volume máximo, e nós sete cantávamos junto as letras.
Não consegui resistir à tentação. Enquanto esperávamos pra sair do congestionamento que a dispersão causava, num instante a Silvia virou pra olhar os amigos no banco de trás. A bunda dela, pelada, ficou ao alcance da minha mão direita. Fiquei acariciando sem parar, até que ela cedeu e abriu as pernas de novo.
Sentado ao lado do meu irmão, acariciei a buceta da mulher dele, que cravava novamente as unhas no meu antebraço disfarçadamente. Encontrei o clitóris dela e esfreguei, minha mão de novo encharcada, até que a tensão no rosto dela me indicou que ela tinha gozado de novo.
Ela me encarou, com aqueles olhos celeste-turquesa incomparáveis acesos….
- Filho da puta…..- sussurrou no meu ouvido, sorrindo, enquanto os outros cantavam aos berros – Essa você vai me pagar!
— Quando você quiser…. — respondi
— Vai ser uma multidão… — falei.
- Tô te avisando porque a Silvia já me encheu o saco pra você vir com a gente – Carlos tava com um tom bem seco – O que você deu pra minha mulher? – Agora o tom era de pura brincadeira e eu soltei uma gargalhada.
Carlos era meu irmão mais velho. Um cara sério, formal, insuportavelmente preocupado com o "que vão pensar". Meu mentor e minha consciência. Era ele quem me ajudava com os estudos, me dava conselhos sobre o trabalho e me dava lições de como me comportar. Que, claro, eu não seguia. Porque, socialmente, éramos polos opostos.
Nos meus estudos de Engenharia, eu era correto. No trabalho que pagava minhas contas aos dezessete anos, eu me saía bem. Mas socialmente, era um desencanado, com as minas era a mesma coisa, ligava muito pouco pra aparências, enfim, um típico adolescente dos anos setenta.
- O Matías é um sem-vergonha – costumava reclamar o Carlos, e meus pais concordavam totalmente com ele.
- É que ele ainda é novo, falta amadurecer – Silvia, a mulher dele, era a única que me defendia. Ela era dois anos mais nova que meu irmão, que era dez anos mais velho que eu. Se conheciam desde sempre. Praticamente cresceram juntos, já que as famílias se conheciam do clube Náutico. Começaram a namorar praticamente desde os dezesseis, e finalmente se casaram quando Carlos tinha vinte e cinco e ela vinte e três. Eu, nessa época, tinha quinze.
- Beleza, tudo bem, vocês vêm me pegar? – na verdade, tava morrendo de vontade de ir ouvir o maior trovador da década.
- Além disso… - reclamou Carlos - Mais alguma coisa, Moleque? - disse em tom irônico.
Pensando que a gente ia chegar cedo pra conseguir uns lugares bons, me preparei com antecedência. Mas eles apareceram quase em cima da hora.
- Nem sonhem em ver de perto! – avisei elas – Já é lucro se conseguirmos os ingressos!
— Para de resmungar, caramba! — ria a Silvia.
No carro vinham mais dois casais. No total, éramos sete, então íamos bem apertados. Pra nos acomodar melhor, sentei no banco da frente. E ela sentou no meu colo. Só nessa hora reparei na roupa da minha cunhada. Minissaia plissada, sandália de salto e tiras e regata. Se vocês imaginam uma mulher gostosa, com mais de um metro e setenta de altura, loira, olhos verde-turquesa e pele bronzeada, vestida assim num show de jovens, já devem estar pensando numa confusão.
—Psiu… Vão pegar na sua bunda! — sussurrei no ouvido dela, aproveitando que meu irmão tava enroscado numa discussão com um dos caras do banco de trás.
— E... — ela me olhou com deboche — quem sabe eu gosto! — respondeu no meu ouvido também, e eu não consegui segurar o riso.
A Silvia era a mina mais certinha que eu conhecia, namorada dos sonhos, esposa submissa… a parceira ideal pro meu irmão!
- Do que vocês estão rindo? – perguntou Carlos
- Seu irmão…
– pensei que ele fosse contar nossa conversa e me preparei pra bronca dele – Ele tem cada saída! – Continuou, e eu cada vez mais tenso. – Viram o velho do boné? – me olhou, e eu não entendia nada, porque não tinha velho nenhum de boné – Chamou ele de "Bonézinho"!
Os outros riram, e eu fiquei impressionado com a facilidade com que minha cunhada tinha inventado uma história. Depois de um tempinho andando, comecei a desconfiar, pelo balanço, que ela não tava usando sutiã por baixo da camiseta. Aqueles peitos se mexiam de um jeito bem voluptuoso a cada solavanco. Comecei a reparar mais nesse detalhe. Tinha quase certeza. Como quem não quer nada, passei a mão nas costas dela, procurando as alças e o fecho. Nada.
Eu respeitava profundamente a Silvia. Nunca tinha passado pela minha cabeça pensar nela como outra coisa que não fosse a esposa do meu irmão. Mas aquele corpaço no meu colo, os peitos se mexendo debaixo da camiseta, a noite quente de verão… sei lá, a cabeça começou a funcionar errado… Por sorte, quando senti que meu pau começava a endurecer, chegamos no Luna Park. Ou perto, porque com a quantidade de gente que tinha, tivemos que deixar o carro umas oito quadras antes.
A gente caminhava apressado pra pegar os ingressos, e eu não pude deixar de reparar de novo na minha cunhada. No passo, os quadris balançavam, a minissaia convidava a sonhar com a parte de cima daquelas pernas monumentais, mas o mais impressionante era o vai e vem dos peitos dela. Porque tenho que dizer: minha cunhada tinha uns peitos espetaculares. Grandes e empinados. Era a parte do corpo dela que eu mais tinha olhado durante toda a minha adolescência…
Conseguimos comprar os ingressos e entramos no estádio coberto. Não deu pra avançar muito na arquibancada, tava tudo lotado.
— Daqui não vamos ver nada… — reclamava Lorena, uma das amigas da Silvia, que pra piorar era meio baixinha, e se perdia no meio do público.
— A gente devia ter vindo mais cedo… — disse Júlio, o marido da outra amiga.
- Bom, não adianta reclamar… – Carlos abraçava a Silvia no meio da multidão.
Uns meses atrás, a firma onde eu trabalhava tinha feito uns serviços de montagem no estádio, e lembrei de uns cantos que ficavam longe da circulação do público.
- Fiquem aqui! – falei pros meus amigos –. Já volto!
— E… muito longe a gente não vai conseguir ir… — zombava Raúl, o marido da Lorena.
Voltei pelos corredores até encontrar o que procurava: uma portinha meio escondida atrás de uma coluna. Por sorte, tava aberta. Se eu não tivesse enganado, ela devia levar pra um corredor que saía bem perto do palco. O problema é que tava tudo escuro. Fui tateando a parede até que a luz acendeu. Do meu lado esquerdo, tinha uma divisória de mais ou menos um metro e quarenta de altura. E do lado direito, a parede continuava. Por cima da divisória, dava pra ver o palco, ainda vazio e mal iluminado. Mas a uns oito metros de distância… Dei meia-volta e refiz o caminho.
— Tenho um lugar de onde dá pra ver… — falei — mas tem que ir com cuidado….
— Mas dá pra ver de perto? — perguntou Lorena, ansiosa.
- Antes da fila 1….- falei, com um sorriso de vitoriosa
- Vai… - meu irmão não acreditava em mim - Já tô vendo que esse cara vai nos enfiar num buraco e a gente vai acabar na cadeia!
— Não, tô te falando que é seguro… — eu esclareci. — Eu trampei aqui uns meses atrás…
- Bom, vamos, antes que ocupem ele… - decidiu Silvia.
Arrastrando o marido dela pelo braço. Os outros dois casais vieram com a gente. Quando chegamos na portinha, meu irmão não queria saber de nada.
— Esse irresponsável vai fazer a gente ser preso! — dizia ela, se recusando a entrar no corredor escuro.
- Bom… Faça o que quiser! – acabei me exasperando – Eu vou olhar daqui!
- Eu também! - exclamou Silvia de surpresa e se enfiou atrás de mim na escuridão.
Os outros, incluindo meu irmão, também vieram atrás da gente.
- Cuidado aqui…- avisei, porque antes de começar o barulho tinha um degrauzinho.
Silvia se apertou contra mim, dava pra sentir as mãos dela na minha cintura e, o que mais me deixava arrepiado, os dois peitos dela na minha costa... Finalmente. Chegamos na antepara e, já com luz, percorremos o corredor até uma coluna, parando ali. A gente ficava na penumbra, mas a visão do palco era perfeita. Como se fizesse parte do espetáculo.
— Tá aí! — zombou Silvia em voz baixa — Nunca na sua vida viu um show tão de perto!
- Ei, dá pra vocês irem um pouco mais pra frente? A gente não tá vendo nada daqui! – sussurravam Raul e Lorena, justo os mais baixos que tinham ficado no fundo.
- Espera aí….- explorei por trás da coluna. Dava pra passar, mas só sobrava espaço pra uma pessoa….no máximo pra duas….. Passei e me virei
– Agora?
- Só mais um pouquinho…- a voz do Raul nos fazia rir.
— Não dá, a gente tá muito apertado… — disse Carlos.
- Vai, por favor! – Raul quase implorava
- Eu passo atrás da coluna…
— Silvia passou por trás da coluna e se apertou contra mim — Agora?
- Fenômeno! – animou-se Raul – Você é um gênio, Matias!
O espaço entre a coluna e o fim do corredor era minúsculo. Virei de lado pra deixar a Silvia se acomodar no escuro, meu braço direito apoiado na parede, e ela se apertou mais contra mim, com os dois braços na parede. Senti o calor do corpo dela e fiquei meio tenso.
- Tá confortável? – os olhos dela brilharam ao me olhar no escuro – Quer que eu me afaste um pouco mais? – e sem esperar resposta, se apertou ainda mais na minha frente.
Senti na minha mão direita a pressão de um dos peitos dela.
— Assim tá melhor? — a voz dela era um sussurro.
— Sim… — a minha saiu rouca. Senti um leve roçar nas costas da minha mão esquerda, que pendia ao lado do corpo. Era a barra da saia da Silvia. Meu coração acelerou quando percebi que minha mão estava a meros centímetros da bunda dela…
- Tá quente aqui… – ela se mexeu, e eu aproveitei pra girar a mão que segurava a borda do box. Agora o peito dela ficou na palma da minha mão. Mantive imóvel, esperando que ela não percebesse a mudança. Passaram uns segundos que pareceram intermináveis. Ela não se mexeu.
Lá estava eu, no escuro, com a mão direita numa das tetas da mulher do meu irmão mais velho e a outra a poucos centímetros daquele rabo fabuloso dela.
Os músicos foram ocupando seus lugares no palco, que começava a se iluminar. Miralles fez alguma maravilha nos teclados e a plateia explodiu numa ovação.
- É um mestre! – sussurrou Silvia no meu ouvido, sem afastar o peito da minha mão. O hálito dela queimava meu pescoço.
Quase tremendo de tesão, virei minha mão esquerda, sentindo com os dedos a barra da saia dela. Ela mexeu levemente o quadril, mudando o peso do corpo de uma perna pra outra, e eu aproveitei pra levar minha mão pra frente, até tocar algo… macio, sedoso… era a pele dela…!
— Agora vai pegar fogo! — pensei.
Ela devia ter sentido o roçar, não tinha dúvidas. Por um instante me arrependi da minha ousadia. Ia perder a estima dela por uma besteira dessas…
— Mateyko! — exclamou quando o apresentador apareceu sob as luzes do palco. Era ele quem sempre apresentava o Serrat. Silvia mudou de posição de novo, aproximando ainda mais a bunda da minha mão. Eu já estava suando…
Senhoras e senhores!" – dizia Mateyko quando a Silvia passou o braço por cima do meu no painel, e eu apertei de vez a teta esquerda dela, sentindo a ponta do mamilo através do tecido fino da camiseta. Minha respiração ficou agitada de novo.
– Com vocês, meu amigo, "O Nano"! – criei coragem e deslizei minha mão esquerda sobre a pele dela, subindo. Consegui reconhecer a parte de baixo da bunda dela – "Joan Manuel Serrat!
Silvia começou a gritar e a bater palmas, afastando por um instante o peito da minha mão direita. Eu só gritei, tentando não mudar a posição do meu corpo, que já estava tão excitado. Meu pau apertava dentro da calça jeans. Ela se moveu um pouco mais para a direita, na minha frente, passando de novo o braço sobre a minha mão direita, que, já totalmente sem freio, coloquei debaixo do peito esquerdo dela. Meus sentidos estavam completamente descontrolados quando começou a tocar "Teu nome me sabe a erva", e minha mão esquerda encontrou o elástico da calcinha fio dental na bunda da Silvia.
- Amo ele! – me olhou com os olhos brilhando – Você gostou?
- Claro! – exclamei, meio surpreso, concentrado que tava em outras sensações – Cê enxerga bem daqui…? – perguntei só pra falar alguma coisa
- Ah, sim, tô uma gostosa! – me beijou perigosamente perto da boca – Ainda bem que você veio! – envalentonado, percorri o elástico da tanga pra baixo, sentindo como ia se enfiando entre as nádegas da Silvia.
Nenhuma reação… Meus dedos pararam na parte de baixo, onde as pernas fechadas me impediam de continuar minha exploração. Minha mente estava prestes a explodir, e os acordes de "Balada de outono" provocaram o suspiro de Silvia.
- Balada de Outono…- sussurrei no ouvido dela, tentando chamar a atenção.
- Mmmm…esse assunto mexe comigo….- ela me olhou – Me entrego! – sorriu.
No começo, não entendi o significado da exclamação dela. Até que, com um movimento lento, ela abriu as pernas e, ao mesmo tempo, pegou minha mão direita, guiando-a num aperto gostoso nos peitos dela.
Meu espanto era total. Segui descendo com a mão esquerda, acariciando a buceta dela por cima da calcinha fio dental, sentindo a umidade dela. Ela abriu ainda mais as pernas, flexionando-as levemente, como me convidando a continuar, enquanto respirava pesado.
Não sei em que momento ela baixou a mão direita do painel, o fato é que ela estava ali, apoiada no meu pau, que a essa altura já estava durasso e quase doendo de tão apertado dentro da calça.
— "Você vai se levantar devagar…" — cantarolava o poeta. Enfiei meus dedos por baixo da calcinha fio dental. Tentei puxá-la de lado, mas no fim optei por puxá-la para baixo.
— Você é muito safado… — ela me encarou de novo.
Pensei que tudo ia acabar ali. Eu tinha ido longe demais. Mas ela puxou o zíper da minha calça pra baixo e enfiou a mão dentro do elástico da minha cueca. Instintivamente, me inclinei pra ela e beijei sua boca, mordendo de leve seus lábios. A calcinha fio-dental escorregou da cintura dela, passou pela bunda e eu deixei cair no escuro do chão. Acariciei o rabo dela pelado, descendo entre as pernas até encontrar os lábios depilados da buceta dela, sentindo a mão suada dela acariciar meu pau já pra fora da calça.
A buceta dela estava encharcada, e minha mão ficou viscosa quando alcancei o botão ereto que era o clitóris dela. Esfreguei desesperadamente entre as pernas dela, escandalosamente abertas, com meu dedo médio.
- "Os pés incham no quarto mês…" - "De parto", outra obra-prima da poesia cantada, tocava quando minhas calças caíram. A Silvia se moveu um pouco mais para a direita, ficando completamente na minha frente. Separei as nádegas dela e esfreguei meu pau entre elas. Ela se levantou na ponta dos pés, de modo que a ponta do meu membro ficou apoiada na entrada da buceta dela. Foi um movimento simples, e lá estava eu, comendo minha cunhada a menos de um metro do meu irmão.
- Mmmm….É enorme! – quando minha pélvis bateu na bunda dela, ela virou a cabeça e me beijou, a língua dela brincou com a minha. – Aaaahhh! – Ela gemeu quando, na última estocada, enfiei tudo nela.
- Silvia! – a voz do meu irmão atrás da coluna – Tá gostando?
- Siiim!… É grandioso! – ela responde – Tô com ele tão dentro!
- Que bom que você está curtindo! – respondeu ele. – É um artista excepcional…
Eu tava metendo na buceta da Silvia e, já totalmente sem vergonha, levantei a camiseta dela, deixando ela de peito nu de frente pro palco. Brincava com os mamilos dela, duas aréolas escuras de quase oito centímetros de diâmetro, quando senti ela cravando as unhas nos meus braços, anunciando o orgasmo. Por sorte, o gemido de prazer dela coincidiu com a ovação que o público deu no final de "Mediterráneo", talvez a obra mais marcante do trovador.
Um pensa… que foi o tempo e a ausência… que mataram eles…" – senti que ia gozar e avisei a Silvia, que chupava minha mão esquerda ainda cheia dos fluidos dela.
- Dá tudo pra mim! – ela sussurrou – Quero tudo dentro de mim! – ela se mexeu e eu enchi ela de porra.
— Silvia… — me relaxei, ainda dentro dela.
— Sim, bebê… — ela acariciava meu rosto quando me abaixei pra pegar a calcinha fio dental dela do chão e me arrumei a roupa.
— Não te imaginava… — olhei pra ela.
— Tão putinha? — ela sorria pra mim — É nosso segredo…. — estendi a peça pra ela
— Guarda ela de lembrança…! — me beijou gostoso na boca.
Abracei ela e nos emocionamos juntos ouvindo "Fiesta". Era o final do show.
Cuidadosamente saímos do palco improvisado e os outros não paravam de me parabenizar pela localização.
— Acho que nunca curti tanto um show... — disse Lorena — E você, Silvia?
— Definitivamente, nunca… — disse ela, bem séria.
Chegamos no carro e nos posicionamos igual que na ida. Silvia no meu colo no banco do carona. Como se o show não tivesse sido suficiente, Carlos colocou uma fita do Nano no som. No volume máximo, e nós sete cantávamos junto as letras.
Não consegui resistir à tentação. Enquanto esperávamos pra sair do congestionamento que a dispersão causava, num instante a Silvia virou pra olhar os amigos no banco de trás. A bunda dela, pelada, ficou ao alcance da minha mão direita. Fiquei acariciando sem parar, até que ela cedeu e abriu as pernas de novo.
Sentado ao lado do meu irmão, acariciei a buceta da mulher dele, que cravava novamente as unhas no meu antebraço disfarçadamente. Encontrei o clitóris dela e esfreguei, minha mão de novo encharcada, até que a tensão no rosto dela me indicou que ela tinha gozado de novo.
Ela me encarou, com aqueles olhos celeste-turquesa incomparáveis acesos….
- Filho da puta…..- sussurrou no meu ouvido, sorrindo, enquanto os outros cantavam aos berros – Essa você vai me pagar!
— Quando você quiser…. — respondi
0 comentários - Comi minha cunhada gostosa no show