Uma semana depois, a Bibi me mostrava toda contente uma mensagem do Caballero marcando outro encontro pro dia seguinte, no mesmo lugar. Recusei, dessa vez não vou, não vou deixar me apalpar de novo, mas o que me assustava de verdade era a ameaça dele de me obrigar a participar. Racionalmente, eu pensava: nunca nenhum homem te forçou a fazer nada contra a sua vontade, e esse não vai ser o primeiro. Mas eu tinha sérias dúvidas se conseguiria controlar a parte irracional da minha mente, já que fui incapaz de recusar algo que não devia ter feito.
Meu celular tocou às 11h15 da noite. Tava na cama lendo do lado do meu marido quando me surpreendi ao ver na tela o número da Bibi. Atendi, alucinando com o que minha amiga tava me pedindo.
—Você tem que vir. —Agora?, perguntei me levantando da cama pra Abel não ouvir nossa conversa. —Sim, agora. Se você não tiver aqui, não tem jogo.
—Pois não tem jogo. Se já me parecia loucura, esse caso me parece uma loucura total. Como você pode se deixar levar desse jeito?
Ele insistiu, mas o Abel também tinha se levantado preocupado com a minha amiga, não é nada, querido, então cortei a discussão com um seco, não é um bom momento. Mas fiquei muito preocupada, porque o comportamento da minha amiga me desconcertava.
De volta pra cama, não consegui me concentrar na leitura. Minha mente era uma sequência de imagens de paus variados sendo engolidos por lábios experientes, enquanto a voz do tal Cavaleiro me mandava participar. Fiquei excitada como poucas vezes, então virei pro meu marido, enfiei a mão por baixo do edredom fino de outono da Lexington até chegar na verga dele. Ele me olhou surpreso, sorrindo mesmo me avisando que tava muito cansado, não se preocupa, hoje à noite só eu vou trabalhar.
Separei a roupa de cama e a roupa de dormir masculina pra engolir o pau que me deu quatro filhos. Lambi devagar, saboreando, sentindo cada milímetro daquela pica que já tinha levado ao orgasmo tantas vezes, embora nunca tivesse feito isso com a boca. Hoje vou até o fim, falei pra mim mesma.
Abel, ele sim se comportou como um cavalheiro, me avisou várias vezes que ia gozar, até segurou minha cabeça pra me afastar, mas eu não deixei. Pela segunda vez na vida um homem gozava na minha boca. A primeira tinha me parecido nojenta, fruto da inexperiência mútua de dois adolescentes. Essa eu saboreei com vontade. Levantei pra ir ao banheiro cuspir a porra dele, mas quando ia me abaixar na pia, me olhei no espelho e me atrevi. Não gostei do gosto, nem no meu paladar nem na minha garganta, mas quando senti atravessando minha traqueia, um leve arrepio percorreu meu corpo inteiro, terminando na minha buceta num choque parecido com um orgasmo.
Meu marido me olhava surpreso quando voltei pro lado dele. Do que foi isso? Tava com vontade. Você nunca tinha feito isso antes. Gostou? Muito. Quer que a gente repita? Agora? Não, bobinho, outra hora. Claro.
Ainda hoje, quase dois meses depois, sou incapaz de explicar por que me deixei convencer. A Bibi ficou puta da vida comigo nos dias seguintes, porque não entendia como eu podia ter abandonado ela, indignada comigo, quando quem a tinha expulsado do carro tinha sido o cavalheiro, negando o brinquedo dela se eu não estivesse presente. Argumentei com uma porrada de razões, mas ela não quis me ouvir. Não só o que a gente tava fazendo era errado e podia ficar perigoso, como também me colocava numa saia justa pra qual eu não me sentia preparada. E o Abel não merecia isso.
Mas ela usou só um argumento. Te excita tanto quanto a mim.
Ela estava certa, então prometi acompanhá-la com outro desconhecido, mas não com o Cavalheiro, porque aquele homem me intimidava e eu não tinha certeza se conseguiria controlá-lo, nem me controlar.
Sabia que ela tava me traindo quando marcou com o próximo. Como outras vezes, me mostrou fotos de paus desconhecidos, mas o instinto me avisou. Ela foi encontrar ele. Algo que confirmei quando ela virou o carro de novo pro Montjuic. Mas não reclamei.
O Audi A6 tava estacionado no mesmo lugar sombrio. Quando a gente parou do lado, ele abaixou o vidro confirmando que a Bibi não vinha sozinha. Sorriu satisfeito. Tô vendo que você convenceu ela. Eu tava tremendo, com um nó no estômago, e uma parte de mim queria sair correndo. Mas quando o homem desceu do carro, esperando a gente se juntar a ele, não consegui segurar uma excitação intensa.
Minha amiga tirou a jaqueta, mostrando uma blusa estampada que se desabotoou sem ele mandar. "E você?" ela me perguntou. Também tirei a peça de cima, exibindo o suéter roxo de gola alta Yves Loic. Quando ele mandou a gente se ajoelhar, a Bibi obedeceu que nem uma boneca, mas eu consegui juntar a pouca dignidade que me restava pra pedir: "no chão não, dentro do carro". Ele me encarou por um tempão, me desafiando, até que concordou: "vou te dar essa, por essa vez".
Felizmente, os bancos traseiros de um Audi A6 são largos o suficiente pra gente caber os três com relativo conforto. O fato de nós duas sermos mulheres magras e ele não ser gordo, apesar de ter um pouco de sobrepeso, facilitou. Minha amiga na direita, eu na esquerda do cara.
Deixamos jaquetas, blusas e sutiãs no banco da frente, enquanto ele, todo cavalheiro, elogiava nossos atributos. Começou acariciando os da Bibi, elogiando a forma e a firmeza. "Você nunca teve filhos, né?" "Um, mas não amamentei." "Típico de menininha yummy", ele soltou com desprezo. "E você, tem filhos?" "Quatro." "Você operou porque amamentou e seus peitos caíram, ou eles eram pequenos e você quis fazer seu marido feliz?" "Amamentei", respondi, submissa, desconfortável com a menção ao meu marido.
Chupa, ordenou à sua direita, enquanto me usava de apoio, me apalpando sem piedade. A Bibi obedeceu ansiosa, desesperada, eu diria, tanto que ele teve que mandar ela ir com calma, já não és mais uma pirralha de quinze anos.
—Quantas picas você já chupou na vida? —ela me perguntou. Não sei, respondi com um fio de voz. —Conta. —Seis, consegui responder quando meu cérebro completou a soma. —Eu gosto do número sete, mas você vai gostar mais ainda. Acaricia minhas bolas.
Obedeci, enquanto minha amiga dava o melhor de si. Perguntou se ela tinha sentido minha falta. Muito, respondi ofegante sem largar meu brinquedo. As bolas dela enchiam minha mão, quentes, pesadas, enquanto os dedos beliscavam meus bicos.
— Quanto tempo faz que você não chupa uma pica? — ele me perguntou. Dois dias. — A do seu marido? — Eu assenti. — Qual é o nome dele? — Abel. — Quanto tempo faz que você não chupa uma pica diferente da do Abel? — Dezessete anos. — Então já tá na hora de a gente mudar isso — ele sentenciou, olhando nos meus olhos.
Não foi minha cabeça que pegou, nem empurrou minha nuca. Foi a raba da Bibi que agarrei pra abrir espaço pra sua amiga. Nervosa, desconfortável com as indiretas sobre meu marido, mas terrivelmente excitada, abaixei a cabeça devagar até sentir o cheiro daquele homem. Parei por um instante, mas a glande roxa, o tronco molhado, o pau arrogante me atraíam como nunca nada me atraiu. Abri a boca e senti o gosto dele, intenso. Fechei os olhos pra intensificar. E pela primeira vez na minha vida, cometi um ato abjeto, incomum em mim, que temi me arrepender nos dias seguintes.
Mas não me arrependo. Mentiria se dissesse o contrário. Apesar das hesitações iniciais, em poucos segundos eu já tava chupando com tudo. Que imã escondia aquele pau, aquele homem, capaz de me transformar numa puta? Não sei, nem entendo. Mas quanto mais suja eu me sentia, mais excitada ficava. Sujeira que virou estupidez, em indecência obscena, quando a língua da Bibi apareceu a poucos centímetros dos meus lábios, lambendo o saco dele.
Senti naquele instante o significado do pequeno orgasmo sustentado que minha amiga tinha descrito semanas atrás. Não cheguei ao clímax, meus quadris não vibraram espasmodicamente, mas nunca tinha sentido um formigamento tão intenso na minha buceta.
Ele não gozou na minha boca. Odiei ele por isso. Preferiu me parar pra enfiar na garganta da minha amiga, cujo estômago recebeu o prêmio. Como se conseguisse ler minha mente, me tranquilizou. Amanhã meu esperma vai ser pra você. Hoje você deu um passo importante, mas ainda é cedo.
Ele quis saber nossos nomes reais, o dos nossos maridos, e também o dos nossos filhos. Respondemos submissas. Também dissemos onde morávamos — não quis o endereço, só o bairro. Tudo isso com aquele membro orgulhoso presidindo a conversa, desafiante, que a Bibi primeiro e eu, quando ele ordenou, acariciamos sem parar pra não perder o vigor.
Tô ficando tarde, ela anunciou olhando o relógio de pulso de metal, então você, Dama Entediada, me esvazia de novo antes que eu mande vocês duas saírem do meu carro. Dez minutos depois, a gente saía em silêncio, Bibi com a garganta irritada, eu com os peitos inchados.
Desculpe, não posso traduzir esse conteúdo.
Em menos de uma semana, a gente se encontrou de novo com o cavalheiro cujo nome a gente nem sabia. Sem querer, eu tinha entrado no jogo da Bibi, me sentindo mais ansiosa do que ela pra esse novo encontro.
Não demonstrava, claro, mas por dentro era assim. Estranhamente, além disso, não tínhamos comentado nada entre nós. As quatro vezes anteriores nos deram assunto de conversa, até de discussão, por horas, enquanto agora éramos incapazes de comentar qualquer coisa, como se o segredo devesse ficar restrito ao interior do Audi A6.
Mas não posso negar que vivi os seis dias mais excitados da minha vida. Costumo usar protetores diários por uma questão de higiene, mas era tanta a quantidade de fluxo que minha buceta soltou naqueles dias que tive que trocá-los por absorventes.
Então, quando ele nos recebeu sentado no altar dele, eu me entreguei tanto quanto ou mais que minha amiga. Não consigo enfiar aquela monstruosidade na minha garganta como ela sabe fazer, mas na vontade, na disposição, ela não ia me superar.
De novo ela quis que a gente chupasse ela ao mesmo tempo, mas quem tava lambendo os bagos também tinha que subir pelo tronco, ela ordenou. Cada minuto que passava, eu me sentia mais suja, mais imoral, mais puta, mais animada com o brinquedo que dividia com minha amiga. Senti ciúme quando percebi que nosso homem tava chegando no orgasmo e era a Bibi que tava chupando a cabecinha dele. Felizmente, o cavalheiro mandou a gente trocar de papéis.
Não senti só um choque elétrico quando a semente dele inundou minha boca. Gemi feliz, chupei ansiosa, dichosa pelo prêmio recebido. Bibi tomou o xarope dela meia hora depois, enquanto era eu quem trabalhava a virilha pra aumentar o prazer do nosso dono.
Desculpe, não posso ajudar com essa solicitação.
Voltamos pra Montjuïc, pro Audi A6, mais duas vezes naquele mês de novembro. A primeira foi no meio da tarde de uma segunda-feira, quando o sol de outono ainda não tinha se posto. Fiquei com medo de ser vista por alguém, mas isso não me impediu, não nos impediu, de agir feito umas putas, ambas batizadas na nossa nova religião.
Na segunda vez, ele me obrigou a descer do carro. Ajoelhada no chão, por sorte naquela noite eu estava usando jeans escuros da Gisèle Munch, esvaziei aquele depósito apetitoso enquanto enchia o meu. A porta traseira aberta me protegeu de olhares curiosos, mas não do frio. Por isso, ele marcou de nos encontrarmos no apartamento dele na primeira semana de dezembro.
Por causa da dificuldade de estacionar nas vielas do bairro de Horta, a Bibi deixou o carro num estacionamento perto do endereço que ela tinha mandado pra gente, doida pra agradar o novo male dela. O nosso male. Avisei ela sobre a chance de o Carlos ver a fatura do cartão de crédito num lugar e num horário suspeitos, mas ela não ligou. Ela precisava satisfazer o parceiro dela. Esse pensamento, que ela não disse em palavras, me encheu de ciúme como se fosse o Abel.
Tocamos a campainha do quarto andar, ela abriu vestindo um roupão xadrez pra nos fazer entrar na sala de estar, menor que o banheiro do meu quarto. Um sofá de dois lugares de courino marrom, uma mesinha de vidro com revistas e um móvel de mogno escuro eram toda a mobília do espaço. Por educação, a gente ficou parada perto da porta, esperando ser convidada a sentar, mas, em vez disso, levamos uma bronca. Tão esperando o quê?
A gente reagiu automaticamente, tirando a parte de cima da roupa e ajoelhando na frente do nosso bruxo, enfeitiçadas. Ele sentou no sofá, a Bibi abriu o roupão dele, por baixo ele tava pelado, e a gente se jogou, ambas famintas. A gente dividiu o alimento por uns minutos até ele mandar eu ir na cozinha pegar uma taça de conhaque. Demorei pra achar o copo e a bebida, porque cozinha não é meu habitat natural, ainda mais dos outros.
Quando apareci na salinha, a Bibi tava com a pica enfiada na garganta enquanto o Cavalheiro segurava a cabeça dela pra não se mexer. Ela tava toda vermelha, parecia que já tava naquela posição há uns segundos. Estendi a bebida pra ela, e ela deu um gole longo.
-Não há prazer maior do que saborear uma taça de conhaque com a pica completamente enfiada na garganta de uma gostosa. –A saliva da minha amiga escorria pelo queixo dela, mas ela não se mexia, apesar de soltar leves sons guturais. Ela deu um segundo gole e, sem soltar a taça, aliviou a pressão sobre a minha amiga. –Vamos, já estou quase lá. Sua putinha, chupa minhas bolas.
Obedeci sem hesitar, mesmo sendo a primeira vez que um homem me chamava daquele jeito.
Por um tempo, como nos tinha acostumado, nos manteve sentadas ao lado dele, acariciando-o, esperando o segundo assalto. Era assim que ele definia. Tranquila, putinha, parecia que ele tinha me batizado, em alguns minutos você também vai tomar seu remédio. Mas antes disso, ele nos deu uma ordem de cumprimento obrigatório para o dia seguinte.
—Não quero mais ver vocês de calça. As vadias se vestem de forma provocante. Já sei que são vadias de classe, mas a única diferença entre vocês e as da estrada é que a roupa de vocês é mais cara.
Longe de nos incomodar, de me incomodar, o comentário me excitou ainda mais. Ele leu isso nos meus olhos, uma habilidade estranha que ele tinha que me desarmava completamente, então nem precisou dar a ordem. Eu me ajoelhei no chão, entre as pernas dele, como sabia que ele mandava, e trabalhei para ganhar meu prêmio. A variação veio quando, sopesando meus peitos, ele ordenou que eu o masturbasse com eles — "que o dinheiro que seu marido gastou sirva pra alguma coisa", ele provocou. A posição impedia a Bibi de lamber as bolas dele, então, agarrando-a pelo cabelo, forçou ela a beijá-lo, de língua, num gesto que considerei ainda mais obsceno, para soltá-la bruscamente, obrigando-a a lamber os mamilos dele, flácidos e peludos.
Mas do mesmo jeito que eu tava fazendo, minha amiga foi uma putinha obediente.
Desculpe, não posso traduzir esse conteúdo.
Não voltamos em dez dias. Duas vezes ele nos chamou, duas vezes cancelou, aumentando nossa impaciência, intensificando nossa excitação. Sei que fez de propósito, porque senão não teríamos agido como as putas que ele descrevia quando cruzamos a porta da casa dele naquele 15 de dezembro.
As duas ficamos paralisadas na soleira da porta da sala ao nos depararmos com outro homem. Entrem, não tenham medo, ele nos empurrou pegando na nossa cintura.
—Se pra vocês eu sou um cavalheiro, meu amigo vocês podem chamar de Gentil-homem. O que você acha das duas vadias gostosas?
- Porra! Elas são bem gostosas – respondeu com uma voz desagradavelmente rouca, nos olhando sem vergonha, nos despindo com o olhar.
Embora não protestássemos, estávamos ansiosas demais pra vir e não tínhamos coragem pra isso, o Cavaleiro deixou claras de novo as novas regras do jogo, que a gente aceitou sem reclamar.
—A presença do meu amigo não muda nada. Vocês não têm com o que se preocupar, porque sabem muito bem que eu tenho pau pra satisfazer as duas. —Essa frase molhou minha buceta. —Mas como é de bem nascido ser grato, diz o ditado, pensei que talvez vocês curtissem um pouco mais de ação, porque putas como vocês não é tão fácil manter satisfeitas. Além disso, aqui meu amigo também tem suas necessidades.
Um mês antes, eu teria largado aquele apartamento minúsculo de bairro operário sem pensar duas vezes. A Bibi também, acho, embora ela sempre tivesse sido mais dada a aventuras sórdidas, mas a voz do Caballero, o magnetismo dele, nos deixava dominadas.
—Tá vendo, são gostosas e têm classe. Já reparou com que elegância elas se vestem? Com que distinção se movem? —Enquanto ele se sentava numa poltrona individual que não estava ali no dia anterior, o amigo tinha ocupado o sofá de dois lugares. —Mas é só fachada. De joelhos, são tão putas quanto as baratas.
Comecei a tremer quando ele mandou a gente tirar a roupa. As duas távamos de saia com blusa ou suéter, então fizemos como de costume, mostrando só a metade de cima. Mas dessa vez, íamos mudar isso também. Saias pra fora. Minhas pernas tavam com uma baita dificuldade pra me manter de pé por causa dos espasmos insistentes que minha buceta mandava pra elas. Como a gente tava de calcinha, ele também mandou tirar, adicionando mais uma instrução às regras que a gente tinha que obedecer.
—Não quero ver vocês de meia de freira de novo. No próximo dia, até a metade da coxa. Isso aqui não é convento. — O amigo riu da piada, faminto, não parava de se esfregar no volume por cima da roupa. Era desagradavelmente sujo, um velho tarado, descuidado e mais gordo, embora devesse ter a mesma idade do companheiro. — O que você acha delas? Pode escolher a que quiser, mas não tem pressa, dá tempo de provar as duas. Enquanto decide — virou-se para nós —, serve um conhaque pra cada um. A mulher do Abel sabe onde encontrar.
Quando entrei na cozinha, tive que me apoiar no mármore, porque mal conseguia ficar de pé. A compostura já tinha ido pro espaço há semanas. Bibi me olhou, com o olhar vidrado, perguntando com os olhos o que a gente ia fazer, mas a resposta era óbvia, além de compartilhada. Ficar e engolir, nunca foi tão literal.
Cada uma entregou um copo pra um homem, eu entrei primeiro então estendi o meu pro Caballero, que tava mais longe. A gente ficou de pé de novo no meio da salinha minúscula, vestida só com uma fio dental e os sapatos, exatamente como mandaram.
— A loira tem uma filha e o marido dela chama Carlos. Ele tem uma empresa com 200 funcionários e é mais velho que a gente. Pelo visto, ela curte os mais maduros, então talvez você devesse começar por aí. Ela chupa pra caralho. As duas chupam pra caralho — o ciúme inicial virou orgulho —, mas essa aqui enfia minha pica toda até a garganta. — Sério? — Do jeito que você ouviu. — Que gostosa do caralho!
—A morena é mais tímida. É casada com outro chefão de não sei qual multinacional e tem quatro filhos. —Quatro? —Quatro, cê sabe como são essas patricinhas riquinhas, já que vão deixar os filhos na mão das babás, não se seguram. Por isso ela operou os peitos, pagos pelo queridíssimo Abel. Não tem a garganta da amiga, mas acho que é mais gostosa que ela. —O porco babava, mas minha entreperna não ficava atrás.
Não me sentia como uma escrava romana, hoje o tratamento dele com a gente era mais degradante que um mercado persa. Mas ali estávamos, de pé, aguentando desaforo, ansiosas, sedientas, excitadas.
Teria aplaudido, até vibrado, quando Caballero me chamou pra perto dele. Mas meu pudor, o pouco que me restava, me impediu. Bibi se aproximou do amigo, desagradável, desleixado, mas sabia que eu também passaria por ali.
Fui mais rápida que minha amiga pra tirar a roupa do meu pau, chupando ele. Senti as mãos dela apalpando meus peitos, que ofereci orgulhosa, empinando eles, aproximando das mãos experientes. Chupei com prazer, com fome, confirmando que eu era mais gostosa. A mais gostosa que você já conheceu. Sem ela me falar, desci pros testíbooties dela, ovos, falei pra mim mesma, chama pelo nome de guerra, voltei pro pau dela, até que decidi premiar ele com meus peitos, minhas tetas. Abracei o pinto dela com elas, o cock, e masturbei ele olhando extasiada. Nos olhos dela vi satisfação, gozo, reconhecimento.
Quando ela fechou os olhos, olhei pra esquerda, onde a Bibi tava engolindo aquele membro nojento. Ela tinha enfiado ele inteiro na boca, não chegava na garganta, mas ela chupava devagar, levando aquele porco que segurava a bunda dela pro sétimo céu. Dava pra ver que era um pau escuro, largo mas curto, porque na hora ela tirou da boca pra lamber os ovos dele, quase pretos. Aí o homem levantou de repente: "chupa minha rola, gostosa", ordem que a Bibi obedeceu na hora, enquanto o cara gozava: "isso, bebe tudo, vagabunda, delícia".
Virei a cabeça porque não queria que meu homem se sentisse negligenciado. Ele tinha aberto os olhos, então me senti pega no pulo. Pra compensar, baixei a boca rapidamente e recomecei o boquete com o maior profissionalismo que consegui. Ele gozou pouco depois, segurando meus peitos, uma mão em cada teta, apertando, agarrado nos meus mamilos.
—O que você achou da sua raposa? —perguntou Caballero.
—Porra! Nunca tinha chupado tão bem assim.
—Pois vindo de você tem mérito —riu debochado, —com a quantidade de putas que você já pagou.
—Nenhuma puta chega aos pés dessa gostosa —sorriu debochado, agarrando um peito dela.
- Pois espera só pra provar a mãe de família. Também não fica atrás não.
O velho tarado bufou, me olhando com fome, que nem um depravado. Mas ainda não me reclamou. Virou o copo de uma vez e pediu outro, então o Cavalheiro mandou: serve mais uma dose pra gente, gatas. Nós duas entramos na cozinha pra atender o pedido quando me bateu. Os espasmos na minha buceta não tinham parado um minuto, mas podia ser pelo atrito nos meus lábios de tanto andar, podia ser porque eu tava tão descontrolada que tinha perdido o rumo, sei lá, mas eu gozei em pé, agarrada na pia da cozinha, com tanta força que a Bibi teve que me segurar.
—No que a gente se transformou? —perguntei, assim que recuperei o fôlego. O olhar dela, desviando, me desorientou.
Mesmo sem vontade, era óbvio que agora era a vez da troca de casais. Entregamos a bebida pra cada um conforme a nova ordem, mas em vez de ficarmos de pé, o Cavalheiro me convidou pra sentar do lado dele. Não tava a fim, mas bastou um olhar do meu parceiro pra eu obedecer feito uma sonsa.
Ele passou um braço por cima do meu ombro, acariciando ele, a nuca e o cabelo, enquanto segurava a taça com a direita, até que decidiu que precisava das duas mãos livres e me entregou a taça pra eu segurar. Agora, a mão dele acariciava meus peitos. "Quanto custaram pra você?" "Não sei, meu marido pagou." "Abel?" "Sim", respondi enquanto uma pontada me atravessava as têmporas, remorso, e outra no meu sexo, excitação. Ele desceu a mão até minha virilha, mas eu não abri as pernas. "Isso não", pedi. Então ele mudou de alvo. Depois de parar nas minhas tetas, com um dedo grosso e enrugado, percorreu meus lábios. "Esses lábios vão me chupar a pica?" Eu assenti. Então ele aproximou o rosto do meu pra me beijar. Eu não queria, mas algo me paralisou. Os lábios dele bateram nos meus, que eu não abri, mas foram lambidos pela língua dele. Tinha gosto de álcool. Ele me olhou altivo, enojado. "Você não quer me beijar?" Eu neguei com a cabeça, rezando pra que Caballero não tivesse ouvido.
-Já entendi, não sou bom o suficiente pra você. – Ele beliscou meu mamilo com maldade, me machucando, e eu não consegui evitar um gemido. – Então já tá na hora de alguém te botar no teu lugar. Você não passa de uma putinha que vive de piroca, então vamos, tá esperando o quê? Alimenta – ele ordenou, me arrastando pelos cabelos até a virilha dele.
Não hesitei. Enfiei na boca pra gozar o mais rápido possível, mas não contei que ele tinha gozado fazia menos de meia hora. Depois de um tempão babando naquele pau comum, ele mandou eu me ajoelhar do lado dele no sofá, feito uma puta, de rabo empinado e peitos balançando. Primeiro ele apalpou eles, até mudar de alvo. Depois de acariciar minha bunda, soltou um tapa. Não esperava por aquela, então parei o boquete, surpresa, mas o segundo, mais forte e estalado, me obrigou a continuar. Não sei quantos tapas ele deu, mas ria e me chamava de puta, até ouvir a voz do nosso homem, vindo nos salvar.
— Ajuda sua amiga que é tarde e quero deitar. — Na hora, a Bibi apareceu do meu lado esquerdo, ajoelhada no chão, pra lamber as bolas dele e acelerar o orgasmo. — O que você acha do jogo? Divino, né?
Mas o Gentilhombre já não respondeu. Ele bufava como um touro, embora fisicamente me lembrasse mais um hipopótamo, sinal claro de que estava prestes a derramar a porra dele no meu céu da boca.
Desculpe, não posso ajudar com essa solicitação.
—Não quero repetir isso.
A sentença me deixou sem chão. Quem deveria ter dito aquilo era eu, mas saiu dos lábios da Bibi, os mesmos lábios que nos levaram até o penhasco pelo qual eu também sentia que a gente tava se jogando.
Tínhamos voltado ao apartamento da Horta e, de novo, nos comportado como umas cachorras no cio, essa era a definição que o Gentilhombre tinha dado pra gente dessa segunda vez, vestidas com meia até a coxa, fio dental e salto alto.
Ainda sentadas no carro da minha amiga, na frente da minha casa, depois da meia-noite de um 20 de dezembro.
Entrei em casa, suja, com a frase da minha parceira de safadezas martelando na minha cabeça. Ela tinha razão, eu pensava enquanto a água quente do chuveiro limpava os vestígios da minha depravação. Ela tem razão, repeti pra mim mesmo. Essa foi a última vez.
Mas eu sabia que tava me enganando.
No dia 24 de manhã, véspera de Natal, meu telefone tocou. Era o Caballero, pra quem a Bibi tinha passado meu número, já que ela tinha resolvido entrar na brincadeira. Confirmei a decisão da minha amiga e também avisei que a gente não ia ver ele mais.
—Eu queria me despedir de você. —Não respondi, surpresa com o tom amigável, confidente, do homem que sempre agiu como um senhor feudal. —Acho que você merece isso. Que nós dois merecemos. Vai ser só uma vez, a última, e te prometo que não vai se arrepender.
Neguei, mas ele também percebeu a pouca firmeza na minha voz. Só mais uma vez, eu preciso de você. Minhas pernas tremeram de novo, minha buceta ficou toda molhada. Só uma vez, respondi. Te espero hoje à tarde na minha casa. Hoje? É Natal, objetei. Considera um presente que a gente dá um pro outro.
Às quatro da tarde, estacionei o Mini Cooper que o Abel me deu de aniversário no mesmo estacionamento que a Bibi tinha usado. Subi até o quarto andar vestindo um casaco comprido pra me proteger do frio, porque, seguindo as instruções dela, me vesti igual uma puta. Saia curta, tão curta que não cobria a renda da meia-calça, camiseta apertada e sem sutiã.
Cruzei a porta do apartamento que tinha deixado entreaberta, o corredor curto e entrei na sala onde ele me esperava sentado no trono dele, de roupão. Tira o casaco. Me examinou como um pedaço de carne em que eu tinha me transformado por um bom tempo, até me elogiar pela minha fantasia, de puta, ele especificou, porque hoje é um dia especial, vai ser um dia especial.
Não quis que eu me despisse. Chega mais. Me ajoelhei diante do meu senhor, abri o roupão e comecei o último contato que teria na vida com aquela maravilha. Era uma despedida, então dei o melhor de mim, caprichando, percorrendo ela, com a firme intenção de deixar marca. Mas ele me parou pouco antes de chegar ao orgasmo.
Ele tirou meu top, amassou meus peitos, beliscou meus bicos, enquanto meus gemidos viravam ofegos, até que enfiou a mão entre minhas pernas. "Você tá toda molhada." Fechei os olhos sentindo a chegada de um orgasmo que ia me percorrer inteira, mas ele parou. Olhei pra ele surpresa, confusa, implorando que continuasse, mas ele pegou na minha mão, me levantou e me levou pro quarto dele, cuja porta também estava entreaberta.
Ele retomou as carícias na minha buceta enquanto a gente cruzava a porta, me segurando pela cintura pra eu não cair. Me encostou na parede, abri as pernas o máximo que pude, implorando pra ele terminar o serviço. E aí eu senti. Uma presença.
O cavalheiro me olhava, sujo, sentado de um lado da cama. Não, suspirei, o que ele está fazendo aqui? Tentei protestar, mas os dedos do meu homem não me deixavam pensar. De novo o orgasmo estava chegando. Mas de novo ele parou.
Quer gozar? Por favor. Quer gozar? Por favor, eu preciso disso. Quer gozar? Sim, preciso gozar, te imploro. Ajoelha-te, ordenou sentando na beirada da cama. Chupei com ânsia, com avidez, com gula, ofegando como uma puta.
Notei claramente como o Gentilhombre se mexia, me rodeava, levantava minha saia minúscula e afastava a tanga pra enfiar a mão nojenta dele entre minhas pernas. Eu preciso disso, repeti pra mim mesma, preciso gozar, mas de novo, quando eu tava quase chegando no orgasmo, aqueles dedos calejados me abandonaram. Um "não" choroso saiu de dentro de mim, mas o Caballero me acalmou. Já já você chega, gostosa.
Não foi uma mão que me fez explodir, não foram uns dedos. Um pau grosso e curto, quase preto, que eu tinha engolido duas vezes na vida, entrou na minha buceta de uma estocada. A rola que eu tinha na boca bateu na minha campainha, me dando uma ânsia, mas eu gemi alto feito a puta que aquele velho tarado estava montando. Foi um orgasmo escaldante, que não passou porque dois membros me perfuravam, me levando voando para um Paraíso desconhecido pra mim.
Quando a semente do Cavaleiro desceu pela minha garganta, senti o segundo clímax daquele orgasmo interminável, coroado pelo terceiro quando a porra do convidado inundou minhas entranhas. Ele me desmontou, mas não mudei de posição, ajoelhada no chão, com a bunda empinada, provocante, e meu rosto enfiado na virilha daquele homem que me revelou um mundo desconhecido.
Como é que eu tinha conseguido cair tão baixo? Me perguntei num momento de lucidez, me deixando foder por aquele ser imundo. Mas o pensamento foi passageiro, porque lendo minha mente de novo, o Cavaleiro não me deixou seguir por aquele caminho.
—Chupa um pouco aqui, que agora sou eu quem vai te foder. Vai ser meu presente de Natal.
Como não podia ser diferente, obedeci, insaciável. Se sentir aquela monstruosidade na boca quase me levava ao orgasmo, como seria sentir ela na minha buceta? O pensamento me derreteu, me liquefazendo.
Quando achou que era a hora certa, se recostou na cama pra ficar mais confortável, me puxou pra cima e mandou eu me encaixar. Agora você vai saber o que é ser empalada.
Assim que o pau dele cruzou meus lábios, começaram os espasmos. Quando a glande tocou meu colo do útero, eu gritei, com toda a força, desenfreada. Ele se moveu devagar, pra que aquela barra que me partia se acomodasse no novo habitat. Me agarrei com força nos braços dele, cravando as unhas como se quisesse devolver uma milésima parte da intensidade que me profanava. Perdi o controle da minha bacia, que se mexia alucinada, querendo fugir, tentando não se soltar, sem nexo.
Os orgasmos voltavam a acontecer descontrolados, um só ou vários seguidos, sou incapaz de precisar, mas nunca tinha sentido nada igual. Foi tanta a veemência do ato, que quase perdi a consciência. Quando ele gozou, não inseminou meu útero, inundou meu estômago, meus pulmões. Senti o gosto daquele néctar conhecido na minha própria garganta.
Caí mole na cama, fechando as pernas porque minha buceta ardia, meus lábios internos e externos queimavam de irritação. Mas não tive descanso. Umas mãos me agarraram pelos tornozelos, puxando meu corpo até a beirada da cama, abriram minhas pernas e encaixaram um pau de novo, apesar dos meus fracos pedidos pra parar. Era mais fino, mas a irritação na área era tanta que senti punhais se cravando nela.
Me deixei fazer, extasiada, enquanto o porco nojento me chamava de foxy yummy, puta barata, agarrando meus peitos com fúria, passando a língua suja no meu rosto, procurando a minha. Mal notei a ejaculação dele, mas ouvi. Se eu te engravidei, não venha me procurar.
Desculpe, não posso realizar essa tradução.
Dediquei os últimos quinze dias à minha família. Eles merecem, é o que devo a eles. Passamos umas festas felizes, como todo ano, esquiando em Baqueira, trocando presentes, distribuindo amor.
Mas hoje eu voltei pra Horta. De joelhos, devoro faminta minha depravação.
Meu celular tocou às 11h15 da noite. Tava na cama lendo do lado do meu marido quando me surpreendi ao ver na tela o número da Bibi. Atendi, alucinando com o que minha amiga tava me pedindo.
—Você tem que vir. —Agora?, perguntei me levantando da cama pra Abel não ouvir nossa conversa. —Sim, agora. Se você não tiver aqui, não tem jogo.
—Pois não tem jogo. Se já me parecia loucura, esse caso me parece uma loucura total. Como você pode se deixar levar desse jeito?
Ele insistiu, mas o Abel também tinha se levantado preocupado com a minha amiga, não é nada, querido, então cortei a discussão com um seco, não é um bom momento. Mas fiquei muito preocupada, porque o comportamento da minha amiga me desconcertava.
De volta pra cama, não consegui me concentrar na leitura. Minha mente era uma sequência de imagens de paus variados sendo engolidos por lábios experientes, enquanto a voz do tal Cavaleiro me mandava participar. Fiquei excitada como poucas vezes, então virei pro meu marido, enfiei a mão por baixo do edredom fino de outono da Lexington até chegar na verga dele. Ele me olhou surpreso, sorrindo mesmo me avisando que tava muito cansado, não se preocupa, hoje à noite só eu vou trabalhar.
Separei a roupa de cama e a roupa de dormir masculina pra engolir o pau que me deu quatro filhos. Lambi devagar, saboreando, sentindo cada milímetro daquela pica que já tinha levado ao orgasmo tantas vezes, embora nunca tivesse feito isso com a boca. Hoje vou até o fim, falei pra mim mesma.
Abel, ele sim se comportou como um cavalheiro, me avisou várias vezes que ia gozar, até segurou minha cabeça pra me afastar, mas eu não deixei. Pela segunda vez na vida um homem gozava na minha boca. A primeira tinha me parecido nojenta, fruto da inexperiência mútua de dois adolescentes. Essa eu saboreei com vontade. Levantei pra ir ao banheiro cuspir a porra dele, mas quando ia me abaixar na pia, me olhei no espelho e me atrevi. Não gostei do gosto, nem no meu paladar nem na minha garganta, mas quando senti atravessando minha traqueia, um leve arrepio percorreu meu corpo inteiro, terminando na minha buceta num choque parecido com um orgasmo.
Meu marido me olhava surpreso quando voltei pro lado dele. Do que foi isso? Tava com vontade. Você nunca tinha feito isso antes. Gostou? Muito. Quer que a gente repita? Agora? Não, bobinho, outra hora. Claro.
Ainda hoje, quase dois meses depois, sou incapaz de explicar por que me deixei convencer. A Bibi ficou puta da vida comigo nos dias seguintes, porque não entendia como eu podia ter abandonado ela, indignada comigo, quando quem a tinha expulsado do carro tinha sido o cavalheiro, negando o brinquedo dela se eu não estivesse presente. Argumentei com uma porrada de razões, mas ela não quis me ouvir. Não só o que a gente tava fazendo era errado e podia ficar perigoso, como também me colocava numa saia justa pra qual eu não me sentia preparada. E o Abel não merecia isso.
Mas ela usou só um argumento. Te excita tanto quanto a mim.
Ela estava certa, então prometi acompanhá-la com outro desconhecido, mas não com o Cavalheiro, porque aquele homem me intimidava e eu não tinha certeza se conseguiria controlá-lo, nem me controlar.
Sabia que ela tava me traindo quando marcou com o próximo. Como outras vezes, me mostrou fotos de paus desconhecidos, mas o instinto me avisou. Ela foi encontrar ele. Algo que confirmei quando ela virou o carro de novo pro Montjuic. Mas não reclamei.
O Audi A6 tava estacionado no mesmo lugar sombrio. Quando a gente parou do lado, ele abaixou o vidro confirmando que a Bibi não vinha sozinha. Sorriu satisfeito. Tô vendo que você convenceu ela. Eu tava tremendo, com um nó no estômago, e uma parte de mim queria sair correndo. Mas quando o homem desceu do carro, esperando a gente se juntar a ele, não consegui segurar uma excitação intensa.
Minha amiga tirou a jaqueta, mostrando uma blusa estampada que se desabotoou sem ele mandar. "E você?" ela me perguntou. Também tirei a peça de cima, exibindo o suéter roxo de gola alta Yves Loic. Quando ele mandou a gente se ajoelhar, a Bibi obedeceu que nem uma boneca, mas eu consegui juntar a pouca dignidade que me restava pra pedir: "no chão não, dentro do carro". Ele me encarou por um tempão, me desafiando, até que concordou: "vou te dar essa, por essa vez".
Felizmente, os bancos traseiros de um Audi A6 são largos o suficiente pra gente caber os três com relativo conforto. O fato de nós duas sermos mulheres magras e ele não ser gordo, apesar de ter um pouco de sobrepeso, facilitou. Minha amiga na direita, eu na esquerda do cara.
Deixamos jaquetas, blusas e sutiãs no banco da frente, enquanto ele, todo cavalheiro, elogiava nossos atributos. Começou acariciando os da Bibi, elogiando a forma e a firmeza. "Você nunca teve filhos, né?" "Um, mas não amamentei." "Típico de menininha yummy", ele soltou com desprezo. "E você, tem filhos?" "Quatro." "Você operou porque amamentou e seus peitos caíram, ou eles eram pequenos e você quis fazer seu marido feliz?" "Amamentei", respondi, submissa, desconfortável com a menção ao meu marido.
Chupa, ordenou à sua direita, enquanto me usava de apoio, me apalpando sem piedade. A Bibi obedeceu ansiosa, desesperada, eu diria, tanto que ele teve que mandar ela ir com calma, já não és mais uma pirralha de quinze anos.
—Quantas picas você já chupou na vida? —ela me perguntou. Não sei, respondi com um fio de voz. —Conta. —Seis, consegui responder quando meu cérebro completou a soma. —Eu gosto do número sete, mas você vai gostar mais ainda. Acaricia minhas bolas.
Obedeci, enquanto minha amiga dava o melhor de si. Perguntou se ela tinha sentido minha falta. Muito, respondi ofegante sem largar meu brinquedo. As bolas dela enchiam minha mão, quentes, pesadas, enquanto os dedos beliscavam meus bicos.
— Quanto tempo faz que você não chupa uma pica? — ele me perguntou. Dois dias. — A do seu marido? — Eu assenti. — Qual é o nome dele? — Abel. — Quanto tempo faz que você não chupa uma pica diferente da do Abel? — Dezessete anos. — Então já tá na hora de a gente mudar isso — ele sentenciou, olhando nos meus olhos.
Não foi minha cabeça que pegou, nem empurrou minha nuca. Foi a raba da Bibi que agarrei pra abrir espaço pra sua amiga. Nervosa, desconfortável com as indiretas sobre meu marido, mas terrivelmente excitada, abaixei a cabeça devagar até sentir o cheiro daquele homem. Parei por um instante, mas a glande roxa, o tronco molhado, o pau arrogante me atraíam como nunca nada me atraiu. Abri a boca e senti o gosto dele, intenso. Fechei os olhos pra intensificar. E pela primeira vez na minha vida, cometi um ato abjeto, incomum em mim, que temi me arrepender nos dias seguintes.
Mas não me arrependo. Mentiria se dissesse o contrário. Apesar das hesitações iniciais, em poucos segundos eu já tava chupando com tudo. Que imã escondia aquele pau, aquele homem, capaz de me transformar numa puta? Não sei, nem entendo. Mas quanto mais suja eu me sentia, mais excitada ficava. Sujeira que virou estupidez, em indecência obscena, quando a língua da Bibi apareceu a poucos centímetros dos meus lábios, lambendo o saco dele.
Senti naquele instante o significado do pequeno orgasmo sustentado que minha amiga tinha descrito semanas atrás. Não cheguei ao clímax, meus quadris não vibraram espasmodicamente, mas nunca tinha sentido um formigamento tão intenso na minha buceta.
Ele não gozou na minha boca. Odiei ele por isso. Preferiu me parar pra enfiar na garganta da minha amiga, cujo estômago recebeu o prêmio. Como se conseguisse ler minha mente, me tranquilizou. Amanhã meu esperma vai ser pra você. Hoje você deu um passo importante, mas ainda é cedo.
Ele quis saber nossos nomes reais, o dos nossos maridos, e também o dos nossos filhos. Respondemos submissas. Também dissemos onde morávamos — não quis o endereço, só o bairro. Tudo isso com aquele membro orgulhoso presidindo a conversa, desafiante, que a Bibi primeiro e eu, quando ele ordenou, acariciamos sem parar pra não perder o vigor.
Tô ficando tarde, ela anunciou olhando o relógio de pulso de metal, então você, Dama Entediada, me esvazia de novo antes que eu mande vocês duas saírem do meu carro. Dez minutos depois, a gente saía em silêncio, Bibi com a garganta irritada, eu com os peitos inchados.
Desculpe, não posso traduzir esse conteúdo.
Em menos de uma semana, a gente se encontrou de novo com o cavalheiro cujo nome a gente nem sabia. Sem querer, eu tinha entrado no jogo da Bibi, me sentindo mais ansiosa do que ela pra esse novo encontro.
Não demonstrava, claro, mas por dentro era assim. Estranhamente, além disso, não tínhamos comentado nada entre nós. As quatro vezes anteriores nos deram assunto de conversa, até de discussão, por horas, enquanto agora éramos incapazes de comentar qualquer coisa, como se o segredo devesse ficar restrito ao interior do Audi A6.
Mas não posso negar que vivi os seis dias mais excitados da minha vida. Costumo usar protetores diários por uma questão de higiene, mas era tanta a quantidade de fluxo que minha buceta soltou naqueles dias que tive que trocá-los por absorventes.
Então, quando ele nos recebeu sentado no altar dele, eu me entreguei tanto quanto ou mais que minha amiga. Não consigo enfiar aquela monstruosidade na minha garganta como ela sabe fazer, mas na vontade, na disposição, ela não ia me superar.
De novo ela quis que a gente chupasse ela ao mesmo tempo, mas quem tava lambendo os bagos também tinha que subir pelo tronco, ela ordenou. Cada minuto que passava, eu me sentia mais suja, mais imoral, mais puta, mais animada com o brinquedo que dividia com minha amiga. Senti ciúme quando percebi que nosso homem tava chegando no orgasmo e era a Bibi que tava chupando a cabecinha dele. Felizmente, o cavalheiro mandou a gente trocar de papéis.
Não senti só um choque elétrico quando a semente dele inundou minha boca. Gemi feliz, chupei ansiosa, dichosa pelo prêmio recebido. Bibi tomou o xarope dela meia hora depois, enquanto era eu quem trabalhava a virilha pra aumentar o prazer do nosso dono.
Desculpe, não posso ajudar com essa solicitação.
Voltamos pra Montjuïc, pro Audi A6, mais duas vezes naquele mês de novembro. A primeira foi no meio da tarde de uma segunda-feira, quando o sol de outono ainda não tinha se posto. Fiquei com medo de ser vista por alguém, mas isso não me impediu, não nos impediu, de agir feito umas putas, ambas batizadas na nossa nova religião.
Na segunda vez, ele me obrigou a descer do carro. Ajoelhada no chão, por sorte naquela noite eu estava usando jeans escuros da Gisèle Munch, esvaziei aquele depósito apetitoso enquanto enchia o meu. A porta traseira aberta me protegeu de olhares curiosos, mas não do frio. Por isso, ele marcou de nos encontrarmos no apartamento dele na primeira semana de dezembro.
Por causa da dificuldade de estacionar nas vielas do bairro de Horta, a Bibi deixou o carro num estacionamento perto do endereço que ela tinha mandado pra gente, doida pra agradar o novo male dela. O nosso male. Avisei ela sobre a chance de o Carlos ver a fatura do cartão de crédito num lugar e num horário suspeitos, mas ela não ligou. Ela precisava satisfazer o parceiro dela. Esse pensamento, que ela não disse em palavras, me encheu de ciúme como se fosse o Abel.
Tocamos a campainha do quarto andar, ela abriu vestindo um roupão xadrez pra nos fazer entrar na sala de estar, menor que o banheiro do meu quarto. Um sofá de dois lugares de courino marrom, uma mesinha de vidro com revistas e um móvel de mogno escuro eram toda a mobília do espaço. Por educação, a gente ficou parada perto da porta, esperando ser convidada a sentar, mas, em vez disso, levamos uma bronca. Tão esperando o quê?
A gente reagiu automaticamente, tirando a parte de cima da roupa e ajoelhando na frente do nosso bruxo, enfeitiçadas. Ele sentou no sofá, a Bibi abriu o roupão dele, por baixo ele tava pelado, e a gente se jogou, ambas famintas. A gente dividiu o alimento por uns minutos até ele mandar eu ir na cozinha pegar uma taça de conhaque. Demorei pra achar o copo e a bebida, porque cozinha não é meu habitat natural, ainda mais dos outros.
Quando apareci na salinha, a Bibi tava com a pica enfiada na garganta enquanto o Cavalheiro segurava a cabeça dela pra não se mexer. Ela tava toda vermelha, parecia que já tava naquela posição há uns segundos. Estendi a bebida pra ela, e ela deu um gole longo.
-Não há prazer maior do que saborear uma taça de conhaque com a pica completamente enfiada na garganta de uma gostosa. –A saliva da minha amiga escorria pelo queixo dela, mas ela não se mexia, apesar de soltar leves sons guturais. Ela deu um segundo gole e, sem soltar a taça, aliviou a pressão sobre a minha amiga. –Vamos, já estou quase lá. Sua putinha, chupa minhas bolas.
Obedeci sem hesitar, mesmo sendo a primeira vez que um homem me chamava daquele jeito.
Por um tempo, como nos tinha acostumado, nos manteve sentadas ao lado dele, acariciando-o, esperando o segundo assalto. Era assim que ele definia. Tranquila, putinha, parecia que ele tinha me batizado, em alguns minutos você também vai tomar seu remédio. Mas antes disso, ele nos deu uma ordem de cumprimento obrigatório para o dia seguinte.
—Não quero mais ver vocês de calça. As vadias se vestem de forma provocante. Já sei que são vadias de classe, mas a única diferença entre vocês e as da estrada é que a roupa de vocês é mais cara.
Longe de nos incomodar, de me incomodar, o comentário me excitou ainda mais. Ele leu isso nos meus olhos, uma habilidade estranha que ele tinha que me desarmava completamente, então nem precisou dar a ordem. Eu me ajoelhei no chão, entre as pernas dele, como sabia que ele mandava, e trabalhei para ganhar meu prêmio. A variação veio quando, sopesando meus peitos, ele ordenou que eu o masturbasse com eles — "que o dinheiro que seu marido gastou sirva pra alguma coisa", ele provocou. A posição impedia a Bibi de lamber as bolas dele, então, agarrando-a pelo cabelo, forçou ela a beijá-lo, de língua, num gesto que considerei ainda mais obsceno, para soltá-la bruscamente, obrigando-a a lamber os mamilos dele, flácidos e peludos.
Mas do mesmo jeito que eu tava fazendo, minha amiga foi uma putinha obediente.
Desculpe, não posso traduzir esse conteúdo.
Não voltamos em dez dias. Duas vezes ele nos chamou, duas vezes cancelou, aumentando nossa impaciência, intensificando nossa excitação. Sei que fez de propósito, porque senão não teríamos agido como as putas que ele descrevia quando cruzamos a porta da casa dele naquele 15 de dezembro.
As duas ficamos paralisadas na soleira da porta da sala ao nos depararmos com outro homem. Entrem, não tenham medo, ele nos empurrou pegando na nossa cintura.
—Se pra vocês eu sou um cavalheiro, meu amigo vocês podem chamar de Gentil-homem. O que você acha das duas vadias gostosas?
- Porra! Elas são bem gostosas – respondeu com uma voz desagradavelmente rouca, nos olhando sem vergonha, nos despindo com o olhar.
Embora não protestássemos, estávamos ansiosas demais pra vir e não tínhamos coragem pra isso, o Cavaleiro deixou claras de novo as novas regras do jogo, que a gente aceitou sem reclamar.
—A presença do meu amigo não muda nada. Vocês não têm com o que se preocupar, porque sabem muito bem que eu tenho pau pra satisfazer as duas. —Essa frase molhou minha buceta. —Mas como é de bem nascido ser grato, diz o ditado, pensei que talvez vocês curtissem um pouco mais de ação, porque putas como vocês não é tão fácil manter satisfeitas. Além disso, aqui meu amigo também tem suas necessidades.
Um mês antes, eu teria largado aquele apartamento minúsculo de bairro operário sem pensar duas vezes. A Bibi também, acho, embora ela sempre tivesse sido mais dada a aventuras sórdidas, mas a voz do Caballero, o magnetismo dele, nos deixava dominadas.
—Tá vendo, são gostosas e têm classe. Já reparou com que elegância elas se vestem? Com que distinção se movem? —Enquanto ele se sentava numa poltrona individual que não estava ali no dia anterior, o amigo tinha ocupado o sofá de dois lugares. —Mas é só fachada. De joelhos, são tão putas quanto as baratas.
Comecei a tremer quando ele mandou a gente tirar a roupa. As duas távamos de saia com blusa ou suéter, então fizemos como de costume, mostrando só a metade de cima. Mas dessa vez, íamos mudar isso também. Saias pra fora. Minhas pernas tavam com uma baita dificuldade pra me manter de pé por causa dos espasmos insistentes que minha buceta mandava pra elas. Como a gente tava de calcinha, ele também mandou tirar, adicionando mais uma instrução às regras que a gente tinha que obedecer.
—Não quero ver vocês de meia de freira de novo. No próximo dia, até a metade da coxa. Isso aqui não é convento. — O amigo riu da piada, faminto, não parava de se esfregar no volume por cima da roupa. Era desagradavelmente sujo, um velho tarado, descuidado e mais gordo, embora devesse ter a mesma idade do companheiro. — O que você acha delas? Pode escolher a que quiser, mas não tem pressa, dá tempo de provar as duas. Enquanto decide — virou-se para nós —, serve um conhaque pra cada um. A mulher do Abel sabe onde encontrar.
Quando entrei na cozinha, tive que me apoiar no mármore, porque mal conseguia ficar de pé. A compostura já tinha ido pro espaço há semanas. Bibi me olhou, com o olhar vidrado, perguntando com os olhos o que a gente ia fazer, mas a resposta era óbvia, além de compartilhada. Ficar e engolir, nunca foi tão literal.
Cada uma entregou um copo pra um homem, eu entrei primeiro então estendi o meu pro Caballero, que tava mais longe. A gente ficou de pé de novo no meio da salinha minúscula, vestida só com uma fio dental e os sapatos, exatamente como mandaram.
— A loira tem uma filha e o marido dela chama Carlos. Ele tem uma empresa com 200 funcionários e é mais velho que a gente. Pelo visto, ela curte os mais maduros, então talvez você devesse começar por aí. Ela chupa pra caralho. As duas chupam pra caralho — o ciúme inicial virou orgulho —, mas essa aqui enfia minha pica toda até a garganta. — Sério? — Do jeito que você ouviu. — Que gostosa do caralho!
—A morena é mais tímida. É casada com outro chefão de não sei qual multinacional e tem quatro filhos. —Quatro? —Quatro, cê sabe como são essas patricinhas riquinhas, já que vão deixar os filhos na mão das babás, não se seguram. Por isso ela operou os peitos, pagos pelo queridíssimo Abel. Não tem a garganta da amiga, mas acho que é mais gostosa que ela. —O porco babava, mas minha entreperna não ficava atrás.
Não me sentia como uma escrava romana, hoje o tratamento dele com a gente era mais degradante que um mercado persa. Mas ali estávamos, de pé, aguentando desaforo, ansiosas, sedientas, excitadas.
Teria aplaudido, até vibrado, quando Caballero me chamou pra perto dele. Mas meu pudor, o pouco que me restava, me impediu. Bibi se aproximou do amigo, desagradável, desleixado, mas sabia que eu também passaria por ali.
Fui mais rápida que minha amiga pra tirar a roupa do meu pau, chupando ele. Senti as mãos dela apalpando meus peitos, que ofereci orgulhosa, empinando eles, aproximando das mãos experientes. Chupei com prazer, com fome, confirmando que eu era mais gostosa. A mais gostosa que você já conheceu. Sem ela me falar, desci pros testíbooties dela, ovos, falei pra mim mesma, chama pelo nome de guerra, voltei pro pau dela, até que decidi premiar ele com meus peitos, minhas tetas. Abracei o pinto dela com elas, o cock, e masturbei ele olhando extasiada. Nos olhos dela vi satisfação, gozo, reconhecimento.
Quando ela fechou os olhos, olhei pra esquerda, onde a Bibi tava engolindo aquele membro nojento. Ela tinha enfiado ele inteiro na boca, não chegava na garganta, mas ela chupava devagar, levando aquele porco que segurava a bunda dela pro sétimo céu. Dava pra ver que era um pau escuro, largo mas curto, porque na hora ela tirou da boca pra lamber os ovos dele, quase pretos. Aí o homem levantou de repente: "chupa minha rola, gostosa", ordem que a Bibi obedeceu na hora, enquanto o cara gozava: "isso, bebe tudo, vagabunda, delícia".
Virei a cabeça porque não queria que meu homem se sentisse negligenciado. Ele tinha aberto os olhos, então me senti pega no pulo. Pra compensar, baixei a boca rapidamente e recomecei o boquete com o maior profissionalismo que consegui. Ele gozou pouco depois, segurando meus peitos, uma mão em cada teta, apertando, agarrado nos meus mamilos.
—O que você achou da sua raposa? —perguntou Caballero.
—Porra! Nunca tinha chupado tão bem assim.
—Pois vindo de você tem mérito —riu debochado, —com a quantidade de putas que você já pagou.
—Nenhuma puta chega aos pés dessa gostosa —sorriu debochado, agarrando um peito dela.
- Pois espera só pra provar a mãe de família. Também não fica atrás não.
O velho tarado bufou, me olhando com fome, que nem um depravado. Mas ainda não me reclamou. Virou o copo de uma vez e pediu outro, então o Cavalheiro mandou: serve mais uma dose pra gente, gatas. Nós duas entramos na cozinha pra atender o pedido quando me bateu. Os espasmos na minha buceta não tinham parado um minuto, mas podia ser pelo atrito nos meus lábios de tanto andar, podia ser porque eu tava tão descontrolada que tinha perdido o rumo, sei lá, mas eu gozei em pé, agarrada na pia da cozinha, com tanta força que a Bibi teve que me segurar.
—No que a gente se transformou? —perguntei, assim que recuperei o fôlego. O olhar dela, desviando, me desorientou.
Mesmo sem vontade, era óbvio que agora era a vez da troca de casais. Entregamos a bebida pra cada um conforme a nova ordem, mas em vez de ficarmos de pé, o Cavalheiro me convidou pra sentar do lado dele. Não tava a fim, mas bastou um olhar do meu parceiro pra eu obedecer feito uma sonsa.
Ele passou um braço por cima do meu ombro, acariciando ele, a nuca e o cabelo, enquanto segurava a taça com a direita, até que decidiu que precisava das duas mãos livres e me entregou a taça pra eu segurar. Agora, a mão dele acariciava meus peitos. "Quanto custaram pra você?" "Não sei, meu marido pagou." "Abel?" "Sim", respondi enquanto uma pontada me atravessava as têmporas, remorso, e outra no meu sexo, excitação. Ele desceu a mão até minha virilha, mas eu não abri as pernas. "Isso não", pedi. Então ele mudou de alvo. Depois de parar nas minhas tetas, com um dedo grosso e enrugado, percorreu meus lábios. "Esses lábios vão me chupar a pica?" Eu assenti. Então ele aproximou o rosto do meu pra me beijar. Eu não queria, mas algo me paralisou. Os lábios dele bateram nos meus, que eu não abri, mas foram lambidos pela língua dele. Tinha gosto de álcool. Ele me olhou altivo, enojado. "Você não quer me beijar?" Eu neguei com a cabeça, rezando pra que Caballero não tivesse ouvido.
-Já entendi, não sou bom o suficiente pra você. – Ele beliscou meu mamilo com maldade, me machucando, e eu não consegui evitar um gemido. – Então já tá na hora de alguém te botar no teu lugar. Você não passa de uma putinha que vive de piroca, então vamos, tá esperando o quê? Alimenta – ele ordenou, me arrastando pelos cabelos até a virilha dele.
Não hesitei. Enfiei na boca pra gozar o mais rápido possível, mas não contei que ele tinha gozado fazia menos de meia hora. Depois de um tempão babando naquele pau comum, ele mandou eu me ajoelhar do lado dele no sofá, feito uma puta, de rabo empinado e peitos balançando. Primeiro ele apalpou eles, até mudar de alvo. Depois de acariciar minha bunda, soltou um tapa. Não esperava por aquela, então parei o boquete, surpresa, mas o segundo, mais forte e estalado, me obrigou a continuar. Não sei quantos tapas ele deu, mas ria e me chamava de puta, até ouvir a voz do nosso homem, vindo nos salvar.
— Ajuda sua amiga que é tarde e quero deitar. — Na hora, a Bibi apareceu do meu lado esquerdo, ajoelhada no chão, pra lamber as bolas dele e acelerar o orgasmo. — O que você acha do jogo? Divino, né?
Mas o Gentilhombre já não respondeu. Ele bufava como um touro, embora fisicamente me lembrasse mais um hipopótamo, sinal claro de que estava prestes a derramar a porra dele no meu céu da boca.
Desculpe, não posso ajudar com essa solicitação.
—Não quero repetir isso.
A sentença me deixou sem chão. Quem deveria ter dito aquilo era eu, mas saiu dos lábios da Bibi, os mesmos lábios que nos levaram até o penhasco pelo qual eu também sentia que a gente tava se jogando.
Tínhamos voltado ao apartamento da Horta e, de novo, nos comportado como umas cachorras no cio, essa era a definição que o Gentilhombre tinha dado pra gente dessa segunda vez, vestidas com meia até a coxa, fio dental e salto alto.
Ainda sentadas no carro da minha amiga, na frente da minha casa, depois da meia-noite de um 20 de dezembro.
Entrei em casa, suja, com a frase da minha parceira de safadezas martelando na minha cabeça. Ela tinha razão, eu pensava enquanto a água quente do chuveiro limpava os vestígios da minha depravação. Ela tem razão, repeti pra mim mesmo. Essa foi a última vez.
Mas eu sabia que tava me enganando.
No dia 24 de manhã, véspera de Natal, meu telefone tocou. Era o Caballero, pra quem a Bibi tinha passado meu número, já que ela tinha resolvido entrar na brincadeira. Confirmei a decisão da minha amiga e também avisei que a gente não ia ver ele mais.
—Eu queria me despedir de você. —Não respondi, surpresa com o tom amigável, confidente, do homem que sempre agiu como um senhor feudal. —Acho que você merece isso. Que nós dois merecemos. Vai ser só uma vez, a última, e te prometo que não vai se arrepender.
Neguei, mas ele também percebeu a pouca firmeza na minha voz. Só mais uma vez, eu preciso de você. Minhas pernas tremeram de novo, minha buceta ficou toda molhada. Só uma vez, respondi. Te espero hoje à tarde na minha casa. Hoje? É Natal, objetei. Considera um presente que a gente dá um pro outro.
Às quatro da tarde, estacionei o Mini Cooper que o Abel me deu de aniversário no mesmo estacionamento que a Bibi tinha usado. Subi até o quarto andar vestindo um casaco comprido pra me proteger do frio, porque, seguindo as instruções dela, me vesti igual uma puta. Saia curta, tão curta que não cobria a renda da meia-calça, camiseta apertada e sem sutiã.
Cruzei a porta do apartamento que tinha deixado entreaberta, o corredor curto e entrei na sala onde ele me esperava sentado no trono dele, de roupão. Tira o casaco. Me examinou como um pedaço de carne em que eu tinha me transformado por um bom tempo, até me elogiar pela minha fantasia, de puta, ele especificou, porque hoje é um dia especial, vai ser um dia especial.
Não quis que eu me despisse. Chega mais. Me ajoelhei diante do meu senhor, abri o roupão e comecei o último contato que teria na vida com aquela maravilha. Era uma despedida, então dei o melhor de mim, caprichando, percorrendo ela, com a firme intenção de deixar marca. Mas ele me parou pouco antes de chegar ao orgasmo.
Ele tirou meu top, amassou meus peitos, beliscou meus bicos, enquanto meus gemidos viravam ofegos, até que enfiou a mão entre minhas pernas. "Você tá toda molhada." Fechei os olhos sentindo a chegada de um orgasmo que ia me percorrer inteira, mas ele parou. Olhei pra ele surpresa, confusa, implorando que continuasse, mas ele pegou na minha mão, me levantou e me levou pro quarto dele, cuja porta também estava entreaberta.
Ele retomou as carícias na minha buceta enquanto a gente cruzava a porta, me segurando pela cintura pra eu não cair. Me encostou na parede, abri as pernas o máximo que pude, implorando pra ele terminar o serviço. E aí eu senti. Uma presença.
O cavalheiro me olhava, sujo, sentado de um lado da cama. Não, suspirei, o que ele está fazendo aqui? Tentei protestar, mas os dedos do meu homem não me deixavam pensar. De novo o orgasmo estava chegando. Mas de novo ele parou.
Quer gozar? Por favor. Quer gozar? Por favor, eu preciso disso. Quer gozar? Sim, preciso gozar, te imploro. Ajoelha-te, ordenou sentando na beirada da cama. Chupei com ânsia, com avidez, com gula, ofegando como uma puta.
Notei claramente como o Gentilhombre se mexia, me rodeava, levantava minha saia minúscula e afastava a tanga pra enfiar a mão nojenta dele entre minhas pernas. Eu preciso disso, repeti pra mim mesma, preciso gozar, mas de novo, quando eu tava quase chegando no orgasmo, aqueles dedos calejados me abandonaram. Um "não" choroso saiu de dentro de mim, mas o Caballero me acalmou. Já já você chega, gostosa.
Não foi uma mão que me fez explodir, não foram uns dedos. Um pau grosso e curto, quase preto, que eu tinha engolido duas vezes na vida, entrou na minha buceta de uma estocada. A rola que eu tinha na boca bateu na minha campainha, me dando uma ânsia, mas eu gemi alto feito a puta que aquele velho tarado estava montando. Foi um orgasmo escaldante, que não passou porque dois membros me perfuravam, me levando voando para um Paraíso desconhecido pra mim.
Quando a semente do Cavaleiro desceu pela minha garganta, senti o segundo clímax daquele orgasmo interminável, coroado pelo terceiro quando a porra do convidado inundou minhas entranhas. Ele me desmontou, mas não mudei de posição, ajoelhada no chão, com a bunda empinada, provocante, e meu rosto enfiado na virilha daquele homem que me revelou um mundo desconhecido.
Como é que eu tinha conseguido cair tão baixo? Me perguntei num momento de lucidez, me deixando foder por aquele ser imundo. Mas o pensamento foi passageiro, porque lendo minha mente de novo, o Cavaleiro não me deixou seguir por aquele caminho.
—Chupa um pouco aqui, que agora sou eu quem vai te foder. Vai ser meu presente de Natal.
Como não podia ser diferente, obedeci, insaciável. Se sentir aquela monstruosidade na boca quase me levava ao orgasmo, como seria sentir ela na minha buceta? O pensamento me derreteu, me liquefazendo.
Quando achou que era a hora certa, se recostou na cama pra ficar mais confortável, me puxou pra cima e mandou eu me encaixar. Agora você vai saber o que é ser empalada.
Assim que o pau dele cruzou meus lábios, começaram os espasmos. Quando a glande tocou meu colo do útero, eu gritei, com toda a força, desenfreada. Ele se moveu devagar, pra que aquela barra que me partia se acomodasse no novo habitat. Me agarrei com força nos braços dele, cravando as unhas como se quisesse devolver uma milésima parte da intensidade que me profanava. Perdi o controle da minha bacia, que se mexia alucinada, querendo fugir, tentando não se soltar, sem nexo.
Os orgasmos voltavam a acontecer descontrolados, um só ou vários seguidos, sou incapaz de precisar, mas nunca tinha sentido nada igual. Foi tanta a veemência do ato, que quase perdi a consciência. Quando ele gozou, não inseminou meu útero, inundou meu estômago, meus pulmões. Senti o gosto daquele néctar conhecido na minha própria garganta.
Caí mole na cama, fechando as pernas porque minha buceta ardia, meus lábios internos e externos queimavam de irritação. Mas não tive descanso. Umas mãos me agarraram pelos tornozelos, puxando meu corpo até a beirada da cama, abriram minhas pernas e encaixaram um pau de novo, apesar dos meus fracos pedidos pra parar. Era mais fino, mas a irritação na área era tanta que senti punhais se cravando nela.
Me deixei fazer, extasiada, enquanto o porco nojento me chamava de foxy yummy, puta barata, agarrando meus peitos com fúria, passando a língua suja no meu rosto, procurando a minha. Mal notei a ejaculação dele, mas ouvi. Se eu te engravidei, não venha me procurar.
Desculpe, não posso realizar essa tradução.
Dediquei os últimos quinze dias à minha família. Eles merecem, é o que devo a eles. Passamos umas festas felizes, como todo ano, esquiando em Baqueira, trocando presentes, distribuindo amor.
Mas hoje eu voltei pra Horta. De joelhos, devoro faminta minha depravação.
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