O sol mal começava a se filtrar entre as cortinas quando Ángela abriu os olhos, sentindo cada músculo do corpo protestar com uma dor doce e latejante. A noite anterior tinha deixado marcas não só na pele dela, mas no orgulho também. Sentou-se na cama, os lençóis caindo ao redor da cintura, e passou a mão pelo cabelo bagunçado, tentando arrumar tanto os fios quanto os pensamentos.
"Em que eu estava pensando?"
Mas não importava quantas vezes se repetisse essa pergunta, a resposta continuava a mesma: não estava pensando. Só tinha agido, movida pela raiva, pelo despeito, por essa necessidade doentia de provar que ainda podia ser desejada. E agora, aqui estava, com a lembrança das mãos de Jordan gravadas a fogo na memória.
Levantou-se e foi até o banheiro, evitando se olhar demais no espelho. Não queria ver as marcas que ele tinha deixado, embora uma parte dela, escura e retorcida, desejasse encontrá-las.
Depois de um banho longo, em que a água quente não conseguiu apagar a sensação da pele dela, escolheu o look com mais cuidado do que estava disposta a admitir. Uma calça jeans justa, daquelas que moldavam os quadris estreitos e acentuavam o leve arco da lombar. Uma blusa preta de decote pronunciado, o suficiente pra ser provocante sem cruzar aquela linha invisível que separava o sensual do vulgar. E por cima, uma jaqueta de couro fina, aberta, que adicionava um ar de rebeldia que não correspondia ao turbilhão de emoções que ela carregava por dentro.
"Quero me sentir gostosa. Não por ele, por mim."
Mas era mentira, e ela sabia.
Enquanto caminhava pra universidade, os saltos das botas curtas batendo contra a calçada, não conseguia tirar Jordan da cabeça. Cada passo lembrava a forma como ele a tinha dominado, o jeito que a fez se sentir pequena e poderosa ao mesmo tempo.
—Como ele se atreve a me comer daquele jeito? —murmurou entre dentes, ajustando a bolsa no ombro—. É um idiota. Não percebe que teve sorte de passar um tempo comigo? Mas por mais que repetisse essas palavras, não conseguia se convencer. Porque se algo tinha ficado claro na noite anterior, era que Jordan não teve sorte. Ele pegou o que queria, quando queria, e ela permitiu. Ao se aproximar da universidade, viu Jordan parado perto da entrada, cercado de alguns amigos. Ele estava rindo, relaxado, como se a noite anterior não tivesse significado nada. "Não vou dar bola pra ele." Com a cabeça erguida, passou ao lado dele sem sequer olhar, fingindo que ele não existia. Mas o que mais a enfureceu foi que ele também não a cumprimentou. Nem um sorriso, nem um gesto, nem sequer um olhar de reconhecimento. Nada. Como se ela não valesse a pena. O resto do dia foi uma tortura. O viu no corredor, falando com um professor, e ele agiu como se não a tivesse visto. Cruzou com ele na cafeteria, onde ele estava comprando um café, e nem levantou a cabeça quando ela passou roçando o ombro dele. —Ele tá mesmo me ignorando? —pensou, cravando as unhas nas palmas das mãos—. Ele? O que deveria estar implorando por outra noite comigo? Cada vez que o via, seu estômago se revirava numa mistura de raiva e algo mais, algo que não queria nomear. Porque por mais que repetisse que Jordan era feio, que não merecia sua atenção, que teve sorte, não conseguia evitar lembrar da forma como ele a fez sentir. "Além disso, dei pra ele algo que nunca dei pra ninguém." Esse pensamento a perseguiu até o final das aulas. Quando saiu da universidade, o sol já começava a se pôr, tingindo o céu de tons alaranjados e rosados. Jordan estava lá, sozinho, encostado numa árvore, como se estivesse esperando por ela. Ángela respirou fundo e avançou na direção dele, decidida. —Por que não cumprimenta, idiota? —soltou, cruzando os braços sobre o peito. Jordan a olhou de cima abaixo, lentamente, como se estivesse avaliando cada centímetro do corpo dela. Depois, sem dizer uma palavra, tirou um pequeno pacote embrulhado em papel de presente do bolso e o estendeu para ela. —Amanhã traz isso vestido —disse, sua voz firme, sem espaço para discussões—. Se trouxer, continuamos a conversa. Antes que ela pudesse responder, ele se virou e se afastou, deixando-a com o pacote na mão e a boca semiaberta. —Babaca —murmurou entre dentes, apertando o pacote com força. Mas é claro, a curiosidade foi mais forte que ela. Assim que chegou em casa, rasgou o papel com mãos trêmulas. E lá estava. Um pequeno plug anal, preto, discreto, mas inconfundível em seu propósito. Ángela o segurou diante dos olhos, sentindo o rubor subir pelas bochechas. —Será que ele realmente acha que vou usar isso? Ángela jogou o plug anal no sofá com um gesto de desprezo, como se com esse simples movimento pudesse apagar tudo o que tinha acontecido entre eles. —Nem louca eu uso isso! —declarou em voz alta, como se precisasse se ouvir para acreditar. Mas o pequeno objeto preto continuava ali, descarado, desafiador, brilhando levemente sob a luz do abajur. Durante horas, enquanto tentava se concentrar nas anotações de Direito Penal, enquanto cozinhava um jantar solitário, até quando andava pela sala como se procurasse algo que não passava de uma desculpa para passar perto do sofá, sentia a presença dele. Como se a chamasse. "É ridículo. Não sou esse tipo de mulher." Mas no dia seguinte, assim que abriu os olhos, antes mesmo de se espreguiçar ou de pensar no café da manhã, a primeira coisa que passou pela sua mente foi o plug. Levantou-se da cama, sentindo o roçar dos lençóis contra a pele nua, e parou diante do sofá. Ali continuava, inofensivo e ao mesmo tempo perigosamente tentador. Pegou-o com dedos que mal tremiam, examinando-o como se fosse um artefato proibido. Jordan colocou sem problemas… isso também deve entrar."
A lógica era absurda, mas naquele momento, sob a luz do amanhecer que filtrava pela janela, pareceu-lhe razão suficiente.
Foi para o quarto, ainda de calcinha, e depois de um momento de hesitação, colocou. Não houve dor, só uma pressão estranha, invasiva… e então, uma sensação de prazer que a fez prender a respiração.
"Por que isso tá tão gostoso?"
Vestiu-se rápido, escolhendo um look discreto mas provocante o suficiente pra saber que Jordan notaria: uma saia curta de jeans que balançava a cada passo, uma blusa justa e um suéter leve que deixava entrever o contorno do sutiã.
Enquanto caminhava pra faculdade, cada movimento lembrava o objeto que levava dentro. Era como se Jordan a controlasse à distância, como se seus dedos invisíveis a estivessem tocando sem nem estar ali.
"Isso é humilhante. Por que me excita tanto?"
A raiva contra si mesma crescia a cada passo, mas também algo mais, algo que não queria reconhecer.
No corredor da faculdade, viu. Jordan estava lá, encostado num armário, falando com alguém que ela nem registrou. Sem pensar, aproximou-se, decidida.
—Quero falar —disse, com uma voz que soou mais firme do que esperava.
Jordan olhou-a de cima a baixo, como se já soubesse exatamente por que estava ali.
—Tá usando? —perguntou, sem preâmbulos.
Ángela sentiu o rubor queimar-lhe as bochechas, mas assentiu.
—Sim.
Foi então que Jordan, sem se importar com quem pudesse estar olhando, deslizou a mão por baixo da saia. Ela conteve um grito, paralisada entre o choque e o medo de que alguém os visse.
"Se eu gritar, todos vão saber… todos vão ver como me deixo tocar por ele."
Mas não gritou. Ficou parada, sentindo como seus dedos grossos exploravam, confirmando que havia obedecido. O plug, agora sob seu toque, moveu-se levemente, e Uma onda de prazer a percorreu.
—Boa puta —murmurou Jordan, com uma voz que fazia suas palavras soarem tanto como insulto quanto como elogio.
Ángela quis insultá-lo, dizer que ele não tinha o direito, mas antes que pudesse reagir, ele agarrou seu pulso com força e a arrastou para uma sala vazia.
A porta se fechou com um baque seco, e Jordan, sem soltá-la, ordenou:
—Chupa meu pau.
"Quem esse idiota pensa que é pra me tratar assim?"
Mas em vez de cuspir nele, em vez de dar um tapa na cara dele como ele merecia, sua mente traiçoeira lembrou da noite anterior, do jeito que Jordan a fez sentir, do prazer que ele tinha dado.
E quase sem pensar, ela se ajoelhou.
O chão frio contra seus joelhos, as mãos trêmulas desabotoando o cinto dele, o olhar de Jordan de cima, satisfeito, como se sempre soubesse que ela acabaria assim.
E o pior de tudo era que, naquele momento, com o plug ainda dentro dela e a humilhação queimando em sua pele, Ángela não podia negar que era exatamente isso que ela queria.
"O que eu tô fazendo? Por que eu tô fazendo isso?"
Mas as perguntas se desvaneceram no momento em que sua boca se fechou ao redor dele. O gosto salgado, a textura quente e viva sob seus lábios, o jeito que Jordan grunhiu ao sentir sua língua explorando a cabeça… tudo a inundou com uma excitação que ela não conseguia controlar.
E enquanto chupava, enquanto suas mãos se agarravam aos quadris dele para manter o ritmo, ela não conseguia evitar olhar para cima, estudando as características de Jordan com uma mistura de repulsa e fascinação.
Seu rosto não era o de um príncipe encantado. Tinha o nariz um pouco largo demais, o maxilar coberto por uma sombra de pelos que nunca parecia totalmente barbeado, os lábios grossos e úmidos que agora se abriam num sorriso de prazer. Seus óculos, embaçados pelo calor do momento, tinham escorregado até a ponta do nariz, dando-lhe um ar quase cômico. E seu corpo… não era o de um atleta. Tinha pneuzinhos macios na barriga, uma estrutura gordinha que denunciava seu amor por fast-food e noites na frente do computador.
"É feio. Deveria me dar nojo. Então… por que não consigo parar?"
Jordan pareceu ler sua mente. Com um movimento brusco, agarrou sua cabeça e a empurrou para frente, obrigando-a a engolir mais.
—Assim, puta —rosnou, enquanto ela abafava um gemido—. Assim é como você gosta, né?
Ângela queria negar. Queria se levantar e cuspir nele, dizer que ele não se achasse, que ela só estava usando o corpo dele para esquecer. Mas em vez disso, seus olhos se encheram de lágrimas enquanto ela assentia, enquanto deixava ele usar sua garganta como quisesse.
Jordan não foi gentil. Ele bateu o membro contra o rosto dela uma e outra vez, deixando marcas vermelhas nas bochechas, manchando sua pele com saliva e precum. Cada golpe, cada insulto, cada vez que a chamava de "gostosa" ou "puta", só fazia o fogo na barriga dela crescer mais.
—Você adora ser tratada como a vadia que você é —murmurou Jordan, enrolando os dedos no cabelo castanho dela e puxando com força—. Né?
Ângela não conseguiu responder, mas seu corpo respondeu por ela. Um arrepio a percorreu quando Jordan, com um último empurrão, chegou ao clímax, enchendo sua boca com um sabor amargo que a obrigou a engolir com dificuldade.
O mais estranho foi que ela também gozou. Sem se tocar, sem nem se roçar, só pela humilhação, pela submissão, pela forma como Jordan a tinha reduzido a nada mais que um brinquedo.
Quando terminou, Jordan se afastou, abotoando o cinto com calma, como se o que acabara de acontecer não tivesse sido nada extraordinário.
Ângela, ainda de joelhos, com as pernas tremendo e a boca dolorida, olhou para ele com uma mistura de incredulidade e necessidade.
—Você… não vai me comer? —perguntou, sua voz apenas um sussurro rouco.
Jordan se inclinou, pegou seu queixo entre os dedos e a obrigou a olhá-lo nos olhos. —Você foi uma puta rebelde hoje —disse ele, com um sorriso que não chegava aos olhos—. Se você se comportar amanhã, vai ter sua recompensa. E com isso, ele foi embora, deixando-a no chão, com as pernas fracas e a mente confusa. O caminho para casa foi um turbilhão de emoções contraditórias. Ela estava furiosa. Furiosa por como ele a tinha tratado, furiosa por como ele assumiu que tinha o direito de mandar nela, furiosa consigo mesma por ter obedecido. Mas, acima de tudo, furiosa porque já estava desejando o dia seguinte. Justo quando entrava no seu apartamento, seu celular vibrou. Uma mensagem de Jordan. — Você já não pensa no seu ex, né? Ángela leu as palavras uma, duas, três vezes. E então, como se um véu tivesse sido levantado, ela percebeu que era verdade. Lucas já não importava. E essa revelação foi mais assustadora do que qualquer coisa que Jordan tivesse feito com ela Continua... — Se você chegou até aqui… obrigada por me ler e me segue nohttps://magicly.bio/Mai_Albo69
"Em que eu estava pensando?"
Mas não importava quantas vezes se repetisse essa pergunta, a resposta continuava a mesma: não estava pensando. Só tinha agido, movida pela raiva, pelo despeito, por essa necessidade doentia de provar que ainda podia ser desejada. E agora, aqui estava, com a lembrança das mãos de Jordan gravadas a fogo na memória.
Levantou-se e foi até o banheiro, evitando se olhar demais no espelho. Não queria ver as marcas que ele tinha deixado, embora uma parte dela, escura e retorcida, desejasse encontrá-las.
Depois de um banho longo, em que a água quente não conseguiu apagar a sensação da pele dela, escolheu o look com mais cuidado do que estava disposta a admitir. Uma calça jeans justa, daquelas que moldavam os quadris estreitos e acentuavam o leve arco da lombar. Uma blusa preta de decote pronunciado, o suficiente pra ser provocante sem cruzar aquela linha invisível que separava o sensual do vulgar. E por cima, uma jaqueta de couro fina, aberta, que adicionava um ar de rebeldia que não correspondia ao turbilhão de emoções que ela carregava por dentro.
"Quero me sentir gostosa. Não por ele, por mim."
Mas era mentira, e ela sabia.
Enquanto caminhava pra universidade, os saltos das botas curtas batendo contra a calçada, não conseguia tirar Jordan da cabeça. Cada passo lembrava a forma como ele a tinha dominado, o jeito que a fez se sentir pequena e poderosa ao mesmo tempo.
—Como ele se atreve a me comer daquele jeito? —murmurou entre dentes, ajustando a bolsa no ombro—. É um idiota. Não percebe que teve sorte de passar um tempo comigo? Mas por mais que repetisse essas palavras, não conseguia se convencer. Porque se algo tinha ficado claro na noite anterior, era que Jordan não teve sorte. Ele pegou o que queria, quando queria, e ela permitiu. Ao se aproximar da universidade, viu Jordan parado perto da entrada, cercado de alguns amigos. Ele estava rindo, relaxado, como se a noite anterior não tivesse significado nada. "Não vou dar bola pra ele." Com a cabeça erguida, passou ao lado dele sem sequer olhar, fingindo que ele não existia. Mas o que mais a enfureceu foi que ele também não a cumprimentou. Nem um sorriso, nem um gesto, nem sequer um olhar de reconhecimento. Nada. Como se ela não valesse a pena. O resto do dia foi uma tortura. O viu no corredor, falando com um professor, e ele agiu como se não a tivesse visto. Cruzou com ele na cafeteria, onde ele estava comprando um café, e nem levantou a cabeça quando ela passou roçando o ombro dele. —Ele tá mesmo me ignorando? —pensou, cravando as unhas nas palmas das mãos—. Ele? O que deveria estar implorando por outra noite comigo? Cada vez que o via, seu estômago se revirava numa mistura de raiva e algo mais, algo que não queria nomear. Porque por mais que repetisse que Jordan era feio, que não merecia sua atenção, que teve sorte, não conseguia evitar lembrar da forma como ele a fez sentir. "Além disso, dei pra ele algo que nunca dei pra ninguém." Esse pensamento a perseguiu até o final das aulas. Quando saiu da universidade, o sol já começava a se pôr, tingindo o céu de tons alaranjados e rosados. Jordan estava lá, sozinho, encostado numa árvore, como se estivesse esperando por ela. Ángela respirou fundo e avançou na direção dele, decidida. —Por que não cumprimenta, idiota? —soltou, cruzando os braços sobre o peito. Jordan a olhou de cima abaixo, lentamente, como se estivesse avaliando cada centímetro do corpo dela. Depois, sem dizer uma palavra, tirou um pequeno pacote embrulhado em papel de presente do bolso e o estendeu para ela. —Amanhã traz isso vestido —disse, sua voz firme, sem espaço para discussões—. Se trouxer, continuamos a conversa. Antes que ela pudesse responder, ele se virou e se afastou, deixando-a com o pacote na mão e a boca semiaberta. —Babaca —murmurou entre dentes, apertando o pacote com força. Mas é claro, a curiosidade foi mais forte que ela. Assim que chegou em casa, rasgou o papel com mãos trêmulas. E lá estava. Um pequeno plug anal, preto, discreto, mas inconfundível em seu propósito. Ángela o segurou diante dos olhos, sentindo o rubor subir pelas bochechas. —Será que ele realmente acha que vou usar isso? Ángela jogou o plug anal no sofá com um gesto de desprezo, como se com esse simples movimento pudesse apagar tudo o que tinha acontecido entre eles. —Nem louca eu uso isso! —declarou em voz alta, como se precisasse se ouvir para acreditar. Mas o pequeno objeto preto continuava ali, descarado, desafiador, brilhando levemente sob a luz do abajur. Durante horas, enquanto tentava se concentrar nas anotações de Direito Penal, enquanto cozinhava um jantar solitário, até quando andava pela sala como se procurasse algo que não passava de uma desculpa para passar perto do sofá, sentia a presença dele. Como se a chamasse. "É ridículo. Não sou esse tipo de mulher." Mas no dia seguinte, assim que abriu os olhos, antes mesmo de se espreguiçar ou de pensar no café da manhã, a primeira coisa que passou pela sua mente foi o plug. Levantou-se da cama, sentindo o roçar dos lençóis contra a pele nua, e parou diante do sofá. Ali continuava, inofensivo e ao mesmo tempo perigosamente tentador. Pegou-o com dedos que mal tremiam, examinando-o como se fosse um artefato proibido. Jordan colocou sem problemas… isso também deve entrar."
A lógica era absurda, mas naquele momento, sob a luz do amanhecer que filtrava pela janela, pareceu-lhe razão suficiente.
Foi para o quarto, ainda de calcinha, e depois de um momento de hesitação, colocou. Não houve dor, só uma pressão estranha, invasiva… e então, uma sensação de prazer que a fez prender a respiração.
"Por que isso tá tão gostoso?"
Vestiu-se rápido, escolhendo um look discreto mas provocante o suficiente pra saber que Jordan notaria: uma saia curta de jeans que balançava a cada passo, uma blusa justa e um suéter leve que deixava entrever o contorno do sutiã.
Enquanto caminhava pra faculdade, cada movimento lembrava o objeto que levava dentro. Era como se Jordan a controlasse à distância, como se seus dedos invisíveis a estivessem tocando sem nem estar ali.
"Isso é humilhante. Por que me excita tanto?"
A raiva contra si mesma crescia a cada passo, mas também algo mais, algo que não queria reconhecer.
No corredor da faculdade, viu. Jordan estava lá, encostado num armário, falando com alguém que ela nem registrou. Sem pensar, aproximou-se, decidida.
—Quero falar —disse, com uma voz que soou mais firme do que esperava.
Jordan olhou-a de cima a baixo, como se já soubesse exatamente por que estava ali.
—Tá usando? —perguntou, sem preâmbulos.
Ángela sentiu o rubor queimar-lhe as bochechas, mas assentiu.
—Sim.
Foi então que Jordan, sem se importar com quem pudesse estar olhando, deslizou a mão por baixo da saia. Ela conteve um grito, paralisada entre o choque e o medo de que alguém os visse.
"Se eu gritar, todos vão saber… todos vão ver como me deixo tocar por ele."
Mas não gritou. Ficou parada, sentindo como seus dedos grossos exploravam, confirmando que havia obedecido. O plug, agora sob seu toque, moveu-se levemente, e Uma onda de prazer a percorreu.
—Boa puta —murmurou Jordan, com uma voz que fazia suas palavras soarem tanto como insulto quanto como elogio.
Ángela quis insultá-lo, dizer que ele não tinha o direito, mas antes que pudesse reagir, ele agarrou seu pulso com força e a arrastou para uma sala vazia.
A porta se fechou com um baque seco, e Jordan, sem soltá-la, ordenou:
—Chupa meu pau.
"Quem esse idiota pensa que é pra me tratar assim?"
Mas em vez de cuspir nele, em vez de dar um tapa na cara dele como ele merecia, sua mente traiçoeira lembrou da noite anterior, do jeito que Jordan a fez sentir, do prazer que ele tinha dado.
E quase sem pensar, ela se ajoelhou.
O chão frio contra seus joelhos, as mãos trêmulas desabotoando o cinto dele, o olhar de Jordan de cima, satisfeito, como se sempre soubesse que ela acabaria assim.
E o pior de tudo era que, naquele momento, com o plug ainda dentro dela e a humilhação queimando em sua pele, Ángela não podia negar que era exatamente isso que ela queria.
"O que eu tô fazendo? Por que eu tô fazendo isso?"
Mas as perguntas se desvaneceram no momento em que sua boca se fechou ao redor dele. O gosto salgado, a textura quente e viva sob seus lábios, o jeito que Jordan grunhiu ao sentir sua língua explorando a cabeça… tudo a inundou com uma excitação que ela não conseguia controlar.
E enquanto chupava, enquanto suas mãos se agarravam aos quadris dele para manter o ritmo, ela não conseguia evitar olhar para cima, estudando as características de Jordan com uma mistura de repulsa e fascinação.
Seu rosto não era o de um príncipe encantado. Tinha o nariz um pouco largo demais, o maxilar coberto por uma sombra de pelos que nunca parecia totalmente barbeado, os lábios grossos e úmidos que agora se abriam num sorriso de prazer. Seus óculos, embaçados pelo calor do momento, tinham escorregado até a ponta do nariz, dando-lhe um ar quase cômico. E seu corpo… não era o de um atleta. Tinha pneuzinhos macios na barriga, uma estrutura gordinha que denunciava seu amor por fast-food e noites na frente do computador.
"É feio. Deveria me dar nojo. Então… por que não consigo parar?"
Jordan pareceu ler sua mente. Com um movimento brusco, agarrou sua cabeça e a empurrou para frente, obrigando-a a engolir mais.
—Assim, puta —rosnou, enquanto ela abafava um gemido—. Assim é como você gosta, né?
Ângela queria negar. Queria se levantar e cuspir nele, dizer que ele não se achasse, que ela só estava usando o corpo dele para esquecer. Mas em vez disso, seus olhos se encheram de lágrimas enquanto ela assentia, enquanto deixava ele usar sua garganta como quisesse.
Jordan não foi gentil. Ele bateu o membro contra o rosto dela uma e outra vez, deixando marcas vermelhas nas bochechas, manchando sua pele com saliva e precum. Cada golpe, cada insulto, cada vez que a chamava de "gostosa" ou "puta", só fazia o fogo na barriga dela crescer mais.
—Você adora ser tratada como a vadia que você é —murmurou Jordan, enrolando os dedos no cabelo castanho dela e puxando com força—. Né?
Ângela não conseguiu responder, mas seu corpo respondeu por ela. Um arrepio a percorreu quando Jordan, com um último empurrão, chegou ao clímax, enchendo sua boca com um sabor amargo que a obrigou a engolir com dificuldade.
O mais estranho foi que ela também gozou. Sem se tocar, sem nem se roçar, só pela humilhação, pela submissão, pela forma como Jordan a tinha reduzido a nada mais que um brinquedo.
Quando terminou, Jordan se afastou, abotoando o cinto com calma, como se o que acabara de acontecer não tivesse sido nada extraordinário.
Ângela, ainda de joelhos, com as pernas tremendo e a boca dolorida, olhou para ele com uma mistura de incredulidade e necessidade.
—Você… não vai me comer? —perguntou, sua voz apenas um sussurro rouco.
Jordan se inclinou, pegou seu queixo entre os dedos e a obrigou a olhá-lo nos olhos. —Você foi uma puta rebelde hoje —disse ele, com um sorriso que não chegava aos olhos—. Se você se comportar amanhã, vai ter sua recompensa. E com isso, ele foi embora, deixando-a no chão, com as pernas fracas e a mente confusa. O caminho para casa foi um turbilhão de emoções contraditórias. Ela estava furiosa. Furiosa por como ele a tinha tratado, furiosa por como ele assumiu que tinha o direito de mandar nela, furiosa consigo mesma por ter obedecido. Mas, acima de tudo, furiosa porque já estava desejando o dia seguinte. Justo quando entrava no seu apartamento, seu celular vibrou. Uma mensagem de Jordan. — Você já não pensa no seu ex, né? Ángela leu as palavras uma, duas, três vezes. E então, como se um véu tivesse sido levantado, ela percebeu que era verdade. Lucas já não importava. E essa revelação foi mais assustadora do que qualquer coisa que Jordan tivesse feito com ela Continua... — Se você chegou até aqui… obrigada por me ler e me segue nohttps://magicly.bio/Mai_Albo69
1 comentários - O Feio que me Comeu como uma Safada - Parte 2