Casal de Bogotá e sua primeira troca inter-racial

A primeira vez que cruzamos a porta de um clube sw não foi na Espanha. Somos de Bogotá e já experimentamos por vários anos a vida liberal, apesar do nosso papel como marido e mulher e pais. Mas sem dúvida uma das experiências mais excitantes não foi aqui em Bogotá, foi anos antes, em plena costa caribenha, em Barranquilla. Ainda lembro do cheiro de umidade e de sal que entrava até os ossos assim que descíamos do avião. O calor pegajoso, o suor que não ia embora nem com o ar-condicionado do hotel, e essa sensação de que o corpo ficava mais lento, mais pesado… e mais sensível. Éramos mais jovens. Ela e eu ainda estávamos nos nossos trinta. As crianças eram pequenas e naquela noite tínhamos deixado elas com a irmã da minha esposa. “Só uma saída”, dissemos. “Pra ver como é”. Nenhum dos dois se atrevia a dizer em voz alta o que realmente queríamos: provar. Ver. Tocar. Ser tocados. O clube ficava numa área discreta, longe do barulho das baladas da moda. De fora não parecia grande coisa: uma fachada escura, uma placa pequena, um porteiro que te olhava de cima a baixo antes de te deixar passar. Dentro, o ar era outro. Mais denso. Cheirava a perfume barato misturado com sexo, a madeira úmida, a corpos que já estavam se roçando há horas. Música baixa, luzes vermelhas e âmbar, e aquele murmúrio constante de risadas e copos se chocando. Sentamos no balcão. Ela com um vestido curto preto que colava nos quadris e deixava ver o começo das tetas. Eu com uma camisa aberta demais. Pedimos rum. O primeiro tomamos rápido. O segundo mais devagar. Olhávamos. Tinha casais dançando colados, mãos por baixo das saias, um trio num sofá no fundo onde uma mulher se deixava beijar por dois homens ao mesmo tempo. Nada extremo ainda. Só promessa. Foi então que os vimos. Ela era alta, pele negra brilhante sob as luzes, cu redondo e firme que se movia a cada passo como se estivesse convidando. Usava um body de renda preta que mal lhe cobria as tetas e sumia entre as nádegas. Ele, ao lado dela, era ainda mais alto, ombros largos, braços grossos, e um pau que se marcava claramente por baixo do short. Depois a gente soube: dezoito centímetros e grosso como lata de refrigerante grande. Chegaram no bar. Pediram cerveja. Ele olhou pra gente primeiro. Ela sorriu.

—Primeira vez? —perguntou ele com aquele sotaque costeño suave, quase preguiçoso.

Eu assenti. Ela se limitou a olhar pra eles e nada mais.

A gente conversou. Sobre Bogotá, sobre o calor, sobre o que era estar ali. Eles já eram habitués. Contaram que procuravam casais que não tivessem pressa, que curtissem o jogo lento. A tensão ia ficando mais densa. Minha esposa cruzava e descruzava as pernas. Eu notava como ela ficava molhada só de ouvir eles falando.

Depois de um tempo ela se levantou pra ir ao banheiro. Ele acompanhou com o olhar. Quando ela voltou, o body da outra mulher já estava um pouco mais pra baixo, as tetas quase saltando pra fora. Minha esposa sentou mais perto de mim. Sussurrei no ouvido dela:

—Se você quiser… a gente pode experimentar.

Ela não respondeu com palavras. Só me olhou e assentiu uma única vez, devagar.

A gente se levantou junto. Eles nos guiaram pra uma das salas privadas do fundo. Um quarto pequeno, sofá largo, cama baixa, luz vermelha fraca. A porta se fechou. O barulho da balada ficou lá fora.

No começo foi só toque. A mulher negra se aproximou da minha esposa e passou a mão pela cintura dela, subindo devagar até as tetas. Apertou por cima do tecido. Minha esposa gemeu. Ele veio até mim e pôs a mão no meu peito, firme, como se pedisse permissão. Eu deixei. A mão dele desceu, abriu meu zíper e tirou meu pau, já duro. Mediu com os dedos, apertou, e sorriu.

—Vocês dois vão curtir essa noite.

Minha esposa se virou pra ele. Ele abaixou o short. O pau saltou livre: grosso, escuro, com a cabeça inchada e já brilhando. Dezoito centímetros que pareciam ainda maiores pelo grossor. Ela ficou olhando por uns segundos, respirando agitada. Depois se ajoelhou.
A primeira chupada foi tentadora, quase tímida. Abriu a boca e só conseguiu meter a cabeça. O resto ficou de fora. Começou a lamber o tronco, a babá-lo, a tentar abrir-se mais. Ele segurou o cabelo dela com suavidade e empurrou um pouco mais. Ela tossiu, mas não se afastou. Ao contrário: abriu mais a garganta e começou a engolir. O som era obsceno, molhado, profundo. Cada vez que descia, a saliva escorria pelo queixo e caía sobre os peitos.
Enquanto isso, a mulher negra tinha tirado o body. Ficou nua. Aproximou-se de mim, ajoelhou-se também e meteu meu pau na boca sem pedir licença. Chupava diferente: mais rítmica, mais profunda, usando a língua para me envolver enquanto me olhava nos olhos. O cu dela, visto de cima, era uma obra de arte: redondo, firme, com aquela curva perfeita que convidava a agarrar com as duas mãos.
Depois trocamos. Minha esposa se levantou, tirou o vestido e a fio-dental. Estava encharcada. Os lábios da buceta dela brilhavam. Ele a levantou como se ela não pesasse nada e a sentou na beira da cama. Ajoelhou-se entre as pernas dela e passou a língua inteira, de baixo pra cima, abrindo-a. Ela se arqueou. Ele chupou com fome, metendo a língua, sugando o clitóris, enquanto ela apertava a cabeça dele contra a buceta.
Eu me posicionei atrás da mulher negra. Ela se inclinou sobre o sofá, abriu as pernas e me ofereceu aquela buceta gostosa enquanto abria o cu. Meti de uma vez só. Estava quente, molhada, escorregadia. Comecei a foder devagar, sentindo como ela se fechava ao meu redor cada vez que eu saía. Ela gemia contra o sofá, olhando de rabo de olho pra minha esposa.
Quando ele se levantou, o pau brilhava de saliva e de sucos da minha mulher. Colocou uma camisinha. Minha esposa olhou pra ele, mordeu o lábio e abriu mais as pernas.
—Mete… devagar.
Ele se posicionou. A cabeça grossa empurrou. Ela gemeu alto. A grossura a obrigava a se abrir mais do que estava acostumada. Entrou centímetro a centímetro. Quando finalmente ele estava todo dentro, ficou parado um momento, deixando ela se acostumar. Depois começou a se mover. Devagar no começo. Depois mais fundo. Cada estocada fazia a bunda da minha esposa rebolar e ela soltava gemidos cada vez mais quebrados.

Eu gozei primeiro dentro da outra mulher, agarrando os quadris dela com força. Depois ela se levantou, se aproximou da minha esposa e sentou na cara dela. Minha esposa, enquanto era fodida, começou a lamber a buceta dela, a chupar, a meter a língua. As duas gemiam. O cheiro de sexo enchia o quarto.

Ele mudou o ritmo. Começou a foder mais forte. O som do pau dele entrando e saindo era molhado, pesado. Minha esposa não aguentou mais e decidiu começar a cavalgar nele até gozar gritando, o corpo inteiro tremendo, a buceta apertando em volta daquele pau grosso. Ele não parou. Voltou a deitar ela e continuou, mais fundo, até ela gozar de novo, mais forte, quase chorando de prazer.

Depois colocaram ela de quatro. Ele meteu por trás. Eu me ajoelhei na frente dela e dei meu pau pra ela chupar. Ela chupava com a boca aberta, babando, enquanto ele metia. A mulher negra se colocou do lado e começou a massagear os peitos dela, a beliscar os mamilos, a sussurrar coisas no ouvido dela.

Quando ele gozou, foi com um grunhido baixo, empurrando até o fundo. Ficou um momento dentro, respirando. Depois se retirou. Minha esposa se deixou cair de lado, a buceta aberta, vermelha, inchada, ainda se contraindo. A mistura dos sucos dela e a camisinha cheia brilhava entre as coxas.

Ficamos um tempo em silêncio, só recuperando o fôlego. Depois rimos. Nos abraçamos. Conversamos. Eles nos contaram que gostaram da forma como nos entregamos sem pressa, sem fingir. Trocamos números. Disseram que se voltássemos a Barranquilla, ou se eles passassem por Bogotá, podíamos nos ver de novo. Não como um compromisso. Como uma amizade que tinha começado da forma mais suja e honesta possível. Saímos da balada quase de manhã. O calor lá fora nos atingiu de novo, mas já não importava. Caminhamos até o táxi de mãos dadas, ainda cheirando a sexo, ainda com as pernas tremendo. No hotel tomamos banho juntos, transamos mais uma vez, devagar, olhando nos olhos um do outro, e dormimos abraçados. Essa noite não foi só uma troca. Foi o começo de algo. Anos depois continuamos nos escrevendo. Às vezes mandamos fotos. Às vezes contamos o que fizemos com outras pessoas. E toda vez que lembro daquele cu preto rebolando sob minhas mãos, ou daquela rola grossa desaparecendo dentro da minha esposa, fico de pau duro de novo. Porque foi a primeira vez que entendemos que o medo e o desejo podem viver no mesmo corpo… e que quando se juntam, o resultado pode ser delicioso.

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