A Cura Proibida Cap. 4 - O Grupo de Sofia

Quando Carlos voltou a si, a primeira coisa que sentiu foi a pressão das cordas nos pulsos e tornozelos. Estava amarrado a uma cadeira. A cabeça pulsava forte por causa do golpe.
A cena diante dele o deixou paralisado.

Dante tinha Camila deitada sobre outra cadeira, de joelhos, e a penetrava por trás. Ela gemia, pedia mais, o quadril se movendo no ritmo. Alguns minutos depois, mudaram de posição: Dante sentou e Camila montou nele com intensidade, como se estivesse possuída. Não estava amarrada. Não lutava. Parecia curtir cada estocada.A Cura Proibida Cap. 4 - O Grupo de SofiaCarlos gritou. Xingou. Lutou contra as cordas até se machucar nos pulsos. —Solta ela! Deixa ela! Maldito!

Camila não olhava para ele. Virava o rosto para o outro lado, gemia com os olhos fechados e continuava se movendo. Dante mal lhe deu uma olhada de canto.

—Calma, garoto —disse com voz tranquila, sem soltar as cadeiras dela—. Você vai entender depois.

Foram até o fim. Os dois gozaram. Se separaram. Se vestiram em silêncio. Camila ainda respirava ofegante, o braço mordido envolto num curativo improvisado que antes não tinha.**Relato**Carlos continuava furioso, a voz rouca de tanto gritar. Dante se aproximou dele com as mãos à vista, sem armas naquele momento.

—Calma. Deixa eu te explicar antes de te soltar. Você sabe que sua mãe foi mordida. Me diz: você já viu quanto tempo as pessoas levam pra se transformar? Não mais que trinta minutos. Já se passaram mais de duas horas desde que tirei eles de lá. Você vê ela se comportando como zumbi? Não, né? Por isso que te deixei inconsciente. Se eu tivesse te falado na cara, você não teria acreditado... e eu não acho que você teria coragem de fazer o que precisava ser feito.

Ele passou a mão no rosto, cansado.

—Uma coisa que aprendi sobre esse vírus é que ele tem um jeito de ser atrasado. A ocitocina. A que é gerada durante o sexo, principalmente nas mulheres. Era a única saída rápida que eu tinha pra sua mãe. Você não teria acreditado em mim se não visse com seus próprios olhos. E mesmo que tivesse acreditado... duvido que você teria coragem de comer a sua própria mãe só pra salvar ela.maduraCamila se aproximou então. Ainda pálida, mas com o olhar limpo. Ajoelhou-se diante de Carlos e tocou o joelho dele.

— Já estou bem — disse em voz baixa —. Por enquanto. Ele tem razão. Eu não me transformei. Continuo sendo eu.

Dante cortou as cordas. Assim que ficou livre, Carlos se levantou de um salto e abraçou a mãe com força. Ela retribuiu o abraço, tremendo um pouco, o rosto escondido no pescoço dele. Os dois ficaram assim por um bom tempo, sem olhar para Dante, que esperava em silêncio a poucos passos de distância.
O ar cheirava a sexo, a sangue seco e a medo. Lá fora, ao longe, ainda se ouviam gritos distantes de zumbis.milfPassaram a noite num prédio velho de escritórios abandonados. Dante ficou de guarda em turnos. Ao amanhecer, propôs levá-los pro grupo dele.

—Não é longe. A gente é quase vinte. Nos ajudamos pra sobreviver. Vocês têm chance melhor lá do que sozinhos na estrada.

Carlos e Camila se olharam. Não tinham opção melhor. Aceitaram.maeChegaram ao meio-dia. O lugar era um antigo complexo residencial com muros reforçados, hortas improvisadas e torres de vigia feitas de andaimes. O pessoal recebeu eles de braços abertos: rostos cansados, mas aliviados de ver caras novas que não tentavam matá-los. Dante fez as apresentações rápidas. Depois levou eles pra um quartinho no segundo andar.

— Só falta a líder. Sofía. Ela comanda o lugar, mas saiu pra buscar suprimentos. Volta amanhã.incestoEla atribuiu tarefas a eles imediatamente. Camila para a cozinha. Carlos para a fazenda, para ajudar com o cultivo de vegetais. A rotina caiu sobre eles como um peso familiar depois de tanto caos.mae e filhoNo dia seguinte, Sofia voltou. Mulher na casa dos quarenta e tantos, alguns fios de cabelo grisalho prateado no cabelo escuro preso num rabo de cavalo prático. Corpo chamativo: uma bunda grande, redonda e firme que se marcava sob as calças de trabalho, peitos pequenos em comparação, mas o conjunto era bem atraente. Rosto sério, olhos vivos. Apresentou-se aos dois, deu as boas-vindas com um aperto de mão firme e um sorriso breve.

—Bem-vindos. O Dante me contou o básico. Aqui todo mundo dá o seu melhor. Se tiverem dúvidas, me perguntem.

Antes de sair, olhou para o Carlos.

—Quando terminar suas tarefas, vem me ver no meu quarto. Preciso falar com você.relatos de incesto entre mae eCarlos chegou ao entardecer. Sofia o esperava sentada na beira de uma cama simples. Fez um gesto para ele fechar a porta.

— Me diga o que é que quer conversar — falou ele, ainda de pé.
— Dante me explicou o caso da sua mãe. Que foi mordida. Ele te contou sobre a... digamos, a forma de segurar isso, certo?
— Sim.

Sofia assentiu, com a expressão séria.

— Não é uma cura completa. Só segura. E tem mais. Esse vírus se espalha se te mordem, mas também por transmissão sexual. O sexo gera ocitocina que nas mulheres parece frear ou atrasar a transformação. Nos homens não funciona. Por mais que você transe, se for mordido não tem salvação. E se você transar sem camisinha pra tentar salvar alguém... você tá morto também. O vírus passa. Por isso o Dante teve que usar proteção com a sua mãe. Hoje em dia é tão importante achar bala quanto camisinha.A Cura Proibida Cap. 4 - O Grupo de SofiaCarlos franziu o cenho.

—Com licença, mas... como vocês sabem disso? Quem contou pra vocês? Como descobriram?

Sofia o encarou por um longo segundo. Depois passou a mão pelos cabelos.

—Como descobrimos... Fácil. Eu mesma descobri. Quando tudo começou, eu e meu marido estávamos em casa. Saímos pra procurar nossas filhas. As duas estudavam na universidade. Não conseguimos sair nem da primeira quadra. Os vizinhos já tinham se transformado. Nos atacaram. Nos morderam os dois. Conseguimos voltar pra casa. Sabíamos que era o fim.**Relato**Ela ficou em silêncio por um momento, o olhar perdido na lembrança.
— A gente sempre foi um casal muito liberal. Muito safados. Até naquele dia, com o sangue ainda fresco nos braços, pedi pra ele me comer uma última vez. Queria sentir ele dentro de mim mais uma vez antes de tudo acabar.maduraNa mente dela, a cena voltou com clareza brutal: a porta trancada com o ferrolho. A roupa rasgada jogada no chão. O marido dela, com o braço sangrando, empurrou ela contra a parede do corredor e puxou a calça dela pra baixo de uma vez. Ela já tava molhada de medo e de costume. Ele penetrou ela de pé, com força, sem preliminares. As estocadas eram profundas, urgentes. Ela enganchou uma perna na cintura dele e arranhou as costas dele, gemendo contra o pescoço dele, pedindo pra ele não parar.

Depois ele virou ela, colocou ela de joelhos no sofá e comeu ela por trás, uma mão na bunda grande dela, a outra puxando o cabelo dela. Ela empurrava pra trás, querendo que ele fosse mais fundo. Quando ele gozou dentro, ela ainda não tinha terminado; empurrou ele pra cama, montou em cima e cavalgou ele com desespero, quicando até o orgasmo sacudir ela e o esperma escorrer pelas coxas dela. Eles transaram mais duas vezes naquela noite: uma no chuveiro, com a água fria caindo neles enquanto ele penetrava ela contra o azulejo, e outra de madrugada, devagar, quase carinhoso, como se ainda acreditassem que o mundo não tinha acabado.milfSofía piscou, voltando ao presente.

—Foi assim que descobri. Eu não me transformei. Ele sim. Tive que dar conta dele eu mesma no dia seguinte, quando os olhos dele ficaram cinzas e ele começou a rosnar pra mim.

Ela se levantou, andou até a janela coberta com tábuas e falou sem olhar pra Carlos.

—Por isso eu sei o que sei. E por isso aqui as regras são claras: proteção sempre, e se alguém for mordido… as mulheres têm uma chance. Os homens, não.

Carlos não respondeu na hora. O peso daquela informação se assentou no peito dele como uma pedra.maeCarlos ficou em silêncio por um momento, processando.

—Então... se a pessoa transa muito, será que poderia se curar?

Sofia balançou a cabeça.

—Não. Acredite, eu já tentei. Só atrasa o efeito. Por mais sexo que você tenha, chega um ponto em que, como mulher, você fica muito excitada sem motivo nenhum. É o sinal de que a infecção está avançando.

Já me perguntei se com ocitocina pura dá pra curar de verdade. É isso que eu saí pra procurar, além de camisinhas e suprimentos.

Carlos levantou o olhar.

—Se isso pode ajudar minha mãe, me deixa sair pra procurar. Eu já fiz isso antes. Sei como me virar.

Sofia o estudou por alguns segundos e assentiu.
—Beleza, garoto. Aceito sua oferta. Não faz mal ter alguém que queira sair. A maioria não quer por medo.incesto

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