O desejo de Javier tinha virado uma febre que não o deixava dormir. Toda noite, quando Ramiro saía para o turno da noite na maquila, a casa ficava envolta num silêncio carregado. Karina se movia pela cozinha com aquela naturalidade dela: se inclinava pra varrer debaixo da mesa, e o tecido da saia grudava nas cadeiras largas; prendia o cabelo com um movimento lento, deixando à mostra o pescoço moreno e a curva suave da nuca; ou sentava pra costurar na luz do foco, e o decote da blusa velha deixava entrever o começo dos peitos cheios, que subiam e desciam a cada respiração tranquila.
Javier observava ela da porta do quarto, fingindo ler um jornal velho, mas os olhos percorriam cada detalhe: o jeito que as coxas se apertavam ao cruzar as pernas, o brilho do suor na clavícula depois de lavar a louça, o modo como os lábios ficavam úmidos quando ela mordia o de baixo pensando em algo. O roçar acidental das mãos ao passar um prato, o cheiro de sabão e da pele quente quando ela passava perto... tudo alimentava uma tempestade interna que o envergonhava e o excitava ao mesmo tempo.
Não dava pra continuar assim. Sabia que, se Ramiro ficasse mais tempo, o controle ia escapar. Uma tarde, depois do turno, Javier sentou com o pai no quintal dos fundos, enquanto o sol caía e o barulho dos caminhões distantes enchia o ar.
— Pai... tô pensando — começou Javier, com a voz baixa mas firme —. O José me falou que lá em Monterrey tem trabalho pro senhor também. Na mesma construtora onde ele tá. Pagam melhor, tem hora extra, e até benefícios. Seria bom o senhor ir. Dava pra juntar dinheiro mais rápido, trazer a mãe depois, e nós... nós nos viramos aqui por um tempo, eu ficaria mas tá indo bem na montadora e tem chance de crescer.
Ramiro olhou pra ele, surpreso. Tossiu um pouco, como sempre, e coçou a barba rala.
— E deixar sua mãe sozinha com você, filho? Sei não... ela ficaria sozinha, pai. Eu fico aqui o dia inteiro quando não trabalho. Cuido dela, ajudo com a casa. Você sabe que na serra ela sempre foi forte, mas aqui a cidade é diferente. Além disso, José me disse que o capataz já perguntou por gente com experiência como a sua. Se você for agora, em algumas semanas já está ganhando o dobro. Pensa na casa que a gente poderia comprar depois, em não ter que se preocupar com nada.
Ramiro ficou quieto por um tempo, olhando o chão de cimento rachado. Javier sentiu o pulso acelerar nas têmporas, mas manteve a cara séria, como se só falasse de futuro e família.
— Talvez você tenha razão — disse Ramiro por fim. — Já estou velho pra esses turnos da noite. As costas doem o dia inteiro. E se o José me receber... sim, eu poderia ir. Mas me promete que vai cuidar bem da sua mãe, Javier. É a única coisa que eu tenho.
— Te prometo, pai. Com a minha vida.
Duas semanas depois, Ramiro partiu no ônibus noturno pra Monterrey. Karina se despediu dele no terminal com lágrimas, abraçando ele forte, e deu uma sacola com tortillas, feijão e uma foto dos quatro quando eram pequenos. Javier ficou ao lado, com o braço em volta dos ombros da mãe, sentindo o calor do corpo dela contra o dele, o roçar do peito dela ao respirar fundo.
Quando voltaram pra casa, o silêncio era diferente. Mais íntimo. Karina sentou na mesa da cozinha, com as mãos no colo, olhando a cadeira vazia de Ramiro.
— Ele foi por nós, meu filho — murmurou. — Graças a você e ao José.
Javier se aproximou, se ajoelhou na frente dela e pegou as mãos dela. Estavam ásperas, mas quentes.
— Não chora, mãe. Agora somos nós dois aqui. Vou cuidar de você como deve ser.
Karina levantou o olhar. Os olhos escuros dela se encontraram com os dele, e por um segundo algo mudou: uma faísca de compreensão, ou talvez de medo, ou de algo mais profundo que nenhum dos dois quis nomear.
Javier sentiu o calor subir pelo pescoço. Se levantou devagar, roçando apenas o joelho dela com a dela, e foi preparar café.
Naquela noite, quando Karina se trocou pra dormir, Javier viu ela do corredor: ela tirou a blusa com movimentos lentos, ficando só de sutiã simples que mal segurava os peitos generosos dela. A luz fraca desenhava a silhueta dela: cintura marcada pelos anos, quadril largo que pedia pra ser tocado, pele morena que parecia brilhar. Ela vestiu uma camisola velha, fininha, que grudava no corpo úmido por causa do calor da noite.
Javier entrou no quarto que agora dividiam como mãe e filho, mas que ele já não sentia mais assim. Deitou no lado dele da cama, a uma distância prudente, mas o colchão era pequeno e os corpos se esbarravam sem querer a cada movimento.
— Boa noite, meu filho — sussurrou Karina, apagando a luz.
— Boa noite, mãe.
No escuro, Javier ouvia a respiração dela, sentia o calor que saía da pele dela, cheirava o aroma dela misturado com o sabonete barato. O desejo batia nele em ondas, duro e insistente. Fechou os olhos, apertando os punhos, mas sabia que a tentação já não tinha freio. A casa estava vazia de Ramiro, e o caminho que se abria na frente era um do qual não tinha volta fácil.
Karina acordou naquela manhã com um peso no peito que não passava nem com o café forte que ela fazia no fogão. O sol de San Luis entrava pela janela da cozinha, iluminando a poeira no ar, mas não clareava nada na cabeça dela. Ela olhou pras próprias mãos enquanto moía o milho pras tortilhas: ásperas, marcadas por anos de trabalho na serra, de cuidar do Ramiro e dos meninos. "O que eu tô fazendo?", ela se perguntou em silêncio, sentindo um nó na garganta. Javier ainda dormia no quarto, a respiração profunda e ritmada dele chegando até ela como um lembrete constante.
O conflito devorava ela por dentro. Por um lado, tinha o desejo que tinha brotado como uma planta daninha em terra seca: inesperado, forte, impossível de ignorar. Javier fazia ela se sentir viva de novo. Os toques casuais dele — um roçar no braço ao passar o prato, uma mão na cintura para afastá-la do fogo— acendiam um fogo que ela achava extinto.
Aos trinta e tantos, seu corpo respondia com uma urgência que a envergonhava: os seios inchavam sob a blusa, sensíveis ao menor roçar; um calor úmido se acumulava entre suas coxas quando o via sem camisa depois de se lavar, a água escorrendo pelo peito definido, descendo pelo abdômen liso até a linha da cintura. "Ele é gostoso, forte", pensava, e logo se repreendia: "É seu filho, Karina. Seu sangue". Mas o corpo não ouvia razões; ela se imaginava com os lábios dele no pescoço, as mãos grandes apertando suas ancas largas, explorando a curva da bunda que ainda guardava aquela firmeza de juventude.
Por outro lado, a moralidade a esmagava como uma pedra no metate. Tinha se casado com Ramiro aos treze, numa cerimônia simples na igreja de adobe do povoado. O padre tinha falado sobre pecado, lealdade, a família como algo sagrado. "Até que a morte nos separe", repetia na mente, sentindo as lágrimas arderem. Ramiro estava em Monterrey, se lascando na construtora por eles, mandando dinheiro pra não faltar nada. Como podia traí-lo? Ele era seu companheiro de toda a vida, o pai dos filhos, o homem que a tinha tirado da miséria absoluta. Pensava em José, prosperando lá em cima, e em como a família tinha se espalhado por necessidade. "Se eu ceder, destruo tudo", dizia a si mesma, imaginando o escândalo no povoado se descobrissem, os olhares dos vizinhos, a rejeição de Deus. Rezava à noite, ajoelhada ao lado da cama, pedindo força, mas mesmo assim, com Javier dormindo a poucos metros, a mente traía: "E se for só uma vez? E se ninguém ficar sabendo?".
O tabu a aterrorizava. Na serra, as histórias de incesto eram sussurros sombrios, castigos divinos que traziam maldições às famílias. "Sou a mãe dele", repetia, tocando a barriga onde o tinha carregado. Mas o isolamento em A casinha alugada amplificava tudo: não tinha vizinhos curiosos como na vila, só eles dois, dividindo refeições, risadas, silêncios carregados. Numa noite anterior, ao se trocar, ela sentiu os olhos dele nela pela porta entreaberta: tirou a saia devagar, deixando a camisola cair sobre as coxas macias, e por um instante, curtiu a atenção.
"Será que eu tô louca? Ou será que nunca tive isso com o Ramiro?". O casamento tinha sido obrigação, não paixão; o Ramiro tocava nela com pressa, sem explorar, sem fazer ela se sentir desejada. O Javier, por outro lado, olhava pra ela como se ela fosse uma mulher, não só uma esposa gasta.
O medo das consequências paralisava ela. O que aconteceria se ela cedesse? Se numa noite, na cama compartilhada, os corpos deles se procurassem no escuro? Ela imaginava o prazer — os peitos dela pressionados contra o peito dele, as pernas dela envolvendo ele, o ritmo urgente das cadeiras — e depois o horror: gravidez, culpa eterna, a família destruída. "Eu não posso fazer isso com o Ramiro, com o José", ela soluçava em silêncio, cobrindo a boca pra não acordar o Javier. Mas o desejo voltava, insistente, como as chuvas na serra que inundam tudo. Ela vestia blusas mais largas, evitava encostar nele, mas sabia que era uma batalha perdida se não botasse distância.
Naquela tarde, enquanto o Javier tava no trabalho, a Karina sentou no quintal com o rebozo nos ombros, olhando o céu seco. "Deus, me dá força pra resistir", murmurou. Mas no fundo, uma voz traiçoeira sussurrava: "E se isso é o que eu mereço depois de tantos anos de sacrifício?". O conflito deixava ela exausta, dividida entre o dever e o anseio, entre a mãe e a mulher.
O Javier já não conseguia mais fingir que era só admiração de filho. O desejo tinha se instalado nele como uma febre constante, pulsando em cada canto do corpo dele, principalmente nas noites quando a casa ficava em silêncio e só se ouvia a respiração da Karina do outro lado da cama.
De manhã, ao acordar, a primeira coisa que ele via era a silhueta dela sob o lençol leve: a curva do quadril, o arco suave das costas, o cabelo preto espalhado no travesseiro como um rio escuro. Ele ficava parado, respirando devagar, pra não acordar ela, mas os olhos percorriam cada detalhe. A camisola subia um pouco durante a noite, deixando à mostra a parte de trás das coxas, pele morena e macia que ele imaginava tocar com a ponta dos dedos, subir devagar até onde o tecido se amassava contra a bunda redonda e firme dela. Sentia o pau endurecer contra o colchão, dolorido, insistente, e tinha que virar de costas pra não roçar nela sem querer. Durante o dia, a tentação o rondava em cada momento cotidiano. Quando a Karina lavava a louça, inclinada sobre a pia, a blusa grudava nas costas por causa do suor e marcava o sutiã simples que mal segurava os peitos pesados dela. O Javier passava atrás dela "pra ajudar", e o peito dele roçava as costas dela; naquele segundo de contato, sentia o calor da pele dela através do tecido fino, o leve tremor do corpo dela ao percebê-lo tão perto. "Desculpa, mãe", murmurava, mas não se afastava na hora. Ela se endireitava um pouco, com as bochechas coradas, e ele notava como os bicos dos peitos dela marcavam contra a blusa, duros, traiçoeiros. De tarde, quando voltava do trabalho, encontrava ela estendendo roupa no quintal. Ficava na porta observando: o movimento do quadril dela ao se esticar pra pendurar uma camisa, o balanço suave dos peitos a cada gesto, o jeito que o vento colava a saia nas pernas, marcando as coxas grossas e a linha entre elas. Uma vez, quando ela se abaixou pra pegar um prendedor caído, a saia levantou o suficiente pra mostrar a borda da calcinha branca, apertada contra a carne. O Javier sentiu um choque na virilha tão forte que teve que se apoiar no batente da porta. "Quer ajuda, mãe?", perguntou com a voz rouca. Ela se girou, sorrindo inocente, mas ele já imaginava se ajoelhar atrás dela, deslizar as mãos pelas coxas dela para cima, afastar o tecido e afundar o rosto no calor úmido dela.
A noite era a pior parte. Deitavam na mesma cama porque não tinha outro lugar, e o colchão era estreito. Javier virava de lado, fingindo dormir, mas o corpo dele buscava o dela inconscientemente. Sentia o calor que irradiava da pele dela, o roçar do pé dela na panturrilha dele, o suspiro que escapava dos lábios dela quando se acomodava. Uma noite, Karina virou-se para ele dormindo e o peito dela pressionou contra o braço dele. Javier abriu os olhos na escuridão, sentindo a maciez plena, o mamilo endurecido roçando a pele dele através da camisola. Não se mexeu. Ficou ali, prendendo a respiração, enquanto a ereção dele pulsava contra a barriga, dura como pedra. Queria virar, beijar ela, deslizar a mão por baixo do tecido e acariciar aquele peito que tinha alimentado a infância dele mas que agora o enlouquecia de desejo. Imaginava a boca dele no pescoço dela, descendo até lamber o vale entre os seios dela, chupando até fazer ela gemer o nome dele — não como filho, mas como homem.
Mas então vinha o freio: a imagem do Ramiro trabalhando em Monterrey, a voz do José no telefone dizendo "cuida da mãe, mano", a lembrança da Karina rezando baixinho antes de dormir. "É minha mãe", repetia pra si mesmo, apertando os punhos até as unhas doerem nas palmas. O remorso batia nele como um balde de água fria, mas não apagava o fogo; só fazia arder mais devagar, mais fundo. Se masturbava em silêncio no banheiro, pensando nela: nas cadeiras largas dela se movendo por cima dele, nas pernas dela envolvendo ele, na buceta quente dela apertando ele enquanto ela gemia baixinho. Gozava rápido, com culpa, limpando tudo com papel pra não deixar rastro.
Cada dia a tentação crescia. Javier começava a procurar desculpas pra tocar nela: massageava os ombros dela depois de lavar a louça, os dedos dele descendo um pouco mais pelas costas toda vez; ajudava-a a alcançar coisas pulando, pressionando o corpo dele contra o dela por trás; passava a mão na cintura dela "para guiá-la" ao andar pelo corredor estreito. E Karina não se afastava sempre de imediato. Às vezes ficava parada, respirando mais rápido, e isso o enlouquecia ainda mais.
Uma noite, depois de um jantar silencioso, Javier se atreveu a dizer em voz baixa enquanto lavavam os pratos juntos:
—Mãe… você está muito gostosa hoje.
Karina congelou por um segundo, com as mãos na água ensaboada. Depois sorriu, nervosa.
—Ai, meu filho, não fala essas coisas.
Mas não o repreendeu. E quando os dedos deles se roçaram ao passar um prato, nenhum dos dois se afastou rápido. O ar entre eles vibrava, carregado do que ainda não tinha sido dito.
Javier sabia que estava à beira. Mais um empurrão —um toque prolongado, um olhar longo demais, uma noite em que o calor os obrigasse a dormir mais perto— e a tentação venceria. E ele já não tinha certeza se queria resistir.
A noite era daquelas quentes de San Luis, onde o ventilador de teto só mexia o ar pesado sem refrescar nada. Karina tinha se deitado cedo, exausta depois de um dia de limpeza e cozinha. Vestia só a camisola leve de algodão, fina e meio transparente pelo suor, que grudava no corpo dela delineando cada curva: os peitos cheios subindo e descendo a cada respiração, os bicos escuros marcados contra o tecido úmido, a cintura fina que se abria em quadris largos e coxas macias que se roçavam ao virar de lado.
Javier entrou no quarto em silêncio, apagando a luz do corredor. Tirou a camisa encharcada do trabalho e ficou só de cueca, o pau já meio duro só pelo cheiro dela no ar —sabonete barato misturado com a pele quente dela e um leve aroma de suor feminino que o deixava louco—. Deitou ao lado dela, mais perto do que de costume naquela noite. O colchão afundou, e os corpos deles ficaram quase colados.
Karina não dormia de todo. Sentiu o calor dele imediatamente, o roçar da perna dele contra a dela. Ela ficou imóvel, fingindo sono, mas o coração batia tão forte que temia que ele ouvisse. Javier, com a respiração ofegante, se aproximou um pouco mais. A mão dele, trêmula no começo, pousou na cintura dela por cima da camisola. Não se mexeu. Só ficou ali, sentindo a carne macia e quente sob o tecido fino.
—Mãe... —sussurrou Javier, a voz rouca, quase um gemido.
Karina abriu os olhos na escuridão. Não se afastou. Em vez disso, a mão dela subiu instintivamente e cobriu a dele, como se quisesse impedi-lo... ou guiá-lo. Nenhum dos dois disse mais nada. Javier deslizou a mão devagar para cima, pela curva da cintura dela, até roçar a borda inferior do peito. Sentiu o mamilo endurecer na hora sob a palma quando o cobriu com suavidade, apertando de leve. Karina soltou um suspiro entrecortado, metade gemido, metade sussurro de "não...".
Mas não o deteve.
Javier se colou mais às costas dela, a ereção dura pressionando contra as nádegas redondas através do tecido. Mexeu os quadris instintivamente, esfregando-se nela num vai e vem lento.
Karina arqueou um pouco as costas, empurrando para trás sem querer —ou querendo—, e um gemido baixo escapou da garganta dela. A mão de Javier desceu de novo, dessa vez por baixo da camisola, subindo pela coxa interna até chegar à borda da calcinha. Os dedos roçaram o tecido úmido no centro, sentindo o calor e a umidade que se acumularam ali.
—Você tá molhada, mãe... —murmurou ele contra o pescoço dela, beijando-a ali pela primeira vez: lábios macios, língua traçando uma linha úmida até o lóbulo da orelha.
Karina tremeu inteira. Fechou os olhos com força, lágrimas de conflito misturadas com prazer. "Meu Deus, me perdoa", pensou, mas o corpo traía: abriu um pouco mais as pernas, permitindo que os dedos de Javier se enfiassem por baixo do elástico. Tocou os lábios inchados da buceta dela, escorregadios, e deslizou um dedo devagar entre eles, sentindo como ela se contraía ao redor. Karina mordeu o lábio inferior para não gritar, mas um gemido abafado escapou mesmo assim.
Javier virou o corpo dela em sua direção com cuidado. Se olharam na penumbra: olhos escuros cheios de desejo e culpa. Ele baixou a cabeça e beijou a boca dela pela primeira vez — um beijo desajeitado no início, mas que ficou faminto quando ela respondeu, abrindo os lábios, deixando a língua dele entrar. As mãos dele subiram para os peitos dela, massageando com firmeza, beliscando os bicos endurecidos até fazerem ela arquear contra ele.
Karina, entre soluços baixinhos, tirou a cueca dele com mãos trêmulas. Sentiu a ereção quente e grossa contra a barriga, pulsando. Ela a pegou com uma mão, acariciando devagar, pra cima e pra baixo, enquanto Javier gemia contra a boca dela. Ele puxou a camisola de uma vez, expondo os peitos dela ao ar. Baixou a cabeça e pegou um bico na boca, chupando com força, mordiscando de leve enquanto a mão dele continuava entre as pernas dela, agora dois dedos se movendo dentro, se curvando pra tocar aquele ponto que fazia ela ofegar.
— Javier... meu filho... a gente não devia... — sussurrou ela, mas a bacia se movia no ritmo dos dedos dele, querendo mais.
— Não para, mãe... por favor... — implorou ele, com a voz embargada.
Ele levantou ela um pouco e se posicionou entre as coxas dela. A ponta do pau roçou a entrada molhada. Se olharam uma última vez, sabendo que estavam cruzando a linha. Javier empurrou devagar, entrando centímetro por centímetro, sentindo a buceta quente e apertada envolvendo ele. Karina soltou um gemido longo, mistura de prazer e dor emocional, cravando as unhas nas costas dele.
Se moveram juntos, devagar no começo, depois mais urgentes. Os gemidos encheram o quartinho: o som de pele contra pele, o colchão rangendo, os suspiros abafados. Javier beijava o pescoço dela, os peitos, murmurando "te quero tanto... sempre te quis". Karina, com lágrimas escorrendo pelas bochechas, abraçava ele forte, as pernas dela envolvendo ele, recebendo fundo enquanto o prazer a levava ao limite.
Quando o clímax chegou, foi simultâneo: Javier se tensou, empurrando uma última vez e gozando dentro dela com um grunhido baixo; Karina se arqueou, se contraindo ao redor dele, um orgasmo intenso que a deixou tremendo e soluçando contra o ombro dele.
Depois, ficaram abraçados em silêncio, suados, respirando ofegantes. A culpa voltou como uma onda fria, mas nenhum dos dois se afastou. Sabiam que aquilo tinha acabado de começar, e que não havia mais volta.
Javier observava ela da porta do quarto, fingindo ler um jornal velho, mas os olhos percorriam cada detalhe: o jeito que as coxas se apertavam ao cruzar as pernas, o brilho do suor na clavícula depois de lavar a louça, o modo como os lábios ficavam úmidos quando ela mordia o de baixo pensando em algo. O roçar acidental das mãos ao passar um prato, o cheiro de sabão e da pele quente quando ela passava perto... tudo alimentava uma tempestade interna que o envergonhava e o excitava ao mesmo tempo.
Não dava pra continuar assim. Sabia que, se Ramiro ficasse mais tempo, o controle ia escapar. Uma tarde, depois do turno, Javier sentou com o pai no quintal dos fundos, enquanto o sol caía e o barulho dos caminhões distantes enchia o ar.
— Pai... tô pensando — começou Javier, com a voz baixa mas firme —. O José me falou que lá em Monterrey tem trabalho pro senhor também. Na mesma construtora onde ele tá. Pagam melhor, tem hora extra, e até benefícios. Seria bom o senhor ir. Dava pra juntar dinheiro mais rápido, trazer a mãe depois, e nós... nós nos viramos aqui por um tempo, eu ficaria mas tá indo bem na montadora e tem chance de crescer.
Ramiro olhou pra ele, surpreso. Tossiu um pouco, como sempre, e coçou a barba rala.
— E deixar sua mãe sozinha com você, filho? Sei não... ela ficaria sozinha, pai. Eu fico aqui o dia inteiro quando não trabalho. Cuido dela, ajudo com a casa. Você sabe que na serra ela sempre foi forte, mas aqui a cidade é diferente. Além disso, José me disse que o capataz já perguntou por gente com experiência como a sua. Se você for agora, em algumas semanas já está ganhando o dobro. Pensa na casa que a gente poderia comprar depois, em não ter que se preocupar com nada.
Ramiro ficou quieto por um tempo, olhando o chão de cimento rachado. Javier sentiu o pulso acelerar nas têmporas, mas manteve a cara séria, como se só falasse de futuro e família.
— Talvez você tenha razão — disse Ramiro por fim. — Já estou velho pra esses turnos da noite. As costas doem o dia inteiro. E se o José me receber... sim, eu poderia ir. Mas me promete que vai cuidar bem da sua mãe, Javier. É a única coisa que eu tenho.
— Te prometo, pai. Com a minha vida.
Duas semanas depois, Ramiro partiu no ônibus noturno pra Monterrey. Karina se despediu dele no terminal com lágrimas, abraçando ele forte, e deu uma sacola com tortillas, feijão e uma foto dos quatro quando eram pequenos. Javier ficou ao lado, com o braço em volta dos ombros da mãe, sentindo o calor do corpo dela contra o dele, o roçar do peito dela ao respirar fundo.
Quando voltaram pra casa, o silêncio era diferente. Mais íntimo. Karina sentou na mesa da cozinha, com as mãos no colo, olhando a cadeira vazia de Ramiro.
— Ele foi por nós, meu filho — murmurou. — Graças a você e ao José.
Javier se aproximou, se ajoelhou na frente dela e pegou as mãos dela. Estavam ásperas, mas quentes.
— Não chora, mãe. Agora somos nós dois aqui. Vou cuidar de você como deve ser.
Karina levantou o olhar. Os olhos escuros dela se encontraram com os dele, e por um segundo algo mudou: uma faísca de compreensão, ou talvez de medo, ou de algo mais profundo que nenhum dos dois quis nomear.
Javier sentiu o calor subir pelo pescoço. Se levantou devagar, roçando apenas o joelho dela com a dela, e foi preparar café.
Naquela noite, quando Karina se trocou pra dormir, Javier viu ela do corredor: ela tirou a blusa com movimentos lentos, ficando só de sutiã simples que mal segurava os peitos generosos dela. A luz fraca desenhava a silhueta dela: cintura marcada pelos anos, quadril largo que pedia pra ser tocado, pele morena que parecia brilhar. Ela vestiu uma camisola velha, fininha, que grudava no corpo úmido por causa do calor da noite.
Javier entrou no quarto que agora dividiam como mãe e filho, mas que ele já não sentia mais assim. Deitou no lado dele da cama, a uma distância prudente, mas o colchão era pequeno e os corpos se esbarravam sem querer a cada movimento.
— Boa noite, meu filho — sussurrou Karina, apagando a luz.
— Boa noite, mãe.
No escuro, Javier ouvia a respiração dela, sentia o calor que saía da pele dela, cheirava o aroma dela misturado com o sabonete barato. O desejo batia nele em ondas, duro e insistente. Fechou os olhos, apertando os punhos, mas sabia que a tentação já não tinha freio. A casa estava vazia de Ramiro, e o caminho que se abria na frente era um do qual não tinha volta fácil.
Karina acordou naquela manhã com um peso no peito que não passava nem com o café forte que ela fazia no fogão. O sol de San Luis entrava pela janela da cozinha, iluminando a poeira no ar, mas não clareava nada na cabeça dela. Ela olhou pras próprias mãos enquanto moía o milho pras tortilhas: ásperas, marcadas por anos de trabalho na serra, de cuidar do Ramiro e dos meninos. "O que eu tô fazendo?", ela se perguntou em silêncio, sentindo um nó na garganta. Javier ainda dormia no quarto, a respiração profunda e ritmada dele chegando até ela como um lembrete constante.
O conflito devorava ela por dentro. Por um lado, tinha o desejo que tinha brotado como uma planta daninha em terra seca: inesperado, forte, impossível de ignorar. Javier fazia ela se sentir viva de novo. Os toques casuais dele — um roçar no braço ao passar o prato, uma mão na cintura para afastá-la do fogo— acendiam um fogo que ela achava extinto.
Aos trinta e tantos, seu corpo respondia com uma urgência que a envergonhava: os seios inchavam sob a blusa, sensíveis ao menor roçar; um calor úmido se acumulava entre suas coxas quando o via sem camisa depois de se lavar, a água escorrendo pelo peito definido, descendo pelo abdômen liso até a linha da cintura. "Ele é gostoso, forte", pensava, e logo se repreendia: "É seu filho, Karina. Seu sangue". Mas o corpo não ouvia razões; ela se imaginava com os lábios dele no pescoço, as mãos grandes apertando suas ancas largas, explorando a curva da bunda que ainda guardava aquela firmeza de juventude.
Por outro lado, a moralidade a esmagava como uma pedra no metate. Tinha se casado com Ramiro aos treze, numa cerimônia simples na igreja de adobe do povoado. O padre tinha falado sobre pecado, lealdade, a família como algo sagrado. "Até que a morte nos separe", repetia na mente, sentindo as lágrimas arderem. Ramiro estava em Monterrey, se lascando na construtora por eles, mandando dinheiro pra não faltar nada. Como podia traí-lo? Ele era seu companheiro de toda a vida, o pai dos filhos, o homem que a tinha tirado da miséria absoluta. Pensava em José, prosperando lá em cima, e em como a família tinha se espalhado por necessidade. "Se eu ceder, destruo tudo", dizia a si mesma, imaginando o escândalo no povoado se descobrissem, os olhares dos vizinhos, a rejeição de Deus. Rezava à noite, ajoelhada ao lado da cama, pedindo força, mas mesmo assim, com Javier dormindo a poucos metros, a mente traía: "E se for só uma vez? E se ninguém ficar sabendo?".
O tabu a aterrorizava. Na serra, as histórias de incesto eram sussurros sombrios, castigos divinos que traziam maldições às famílias. "Sou a mãe dele", repetia, tocando a barriga onde o tinha carregado. Mas o isolamento em A casinha alugada amplificava tudo: não tinha vizinhos curiosos como na vila, só eles dois, dividindo refeições, risadas, silêncios carregados. Numa noite anterior, ao se trocar, ela sentiu os olhos dele nela pela porta entreaberta: tirou a saia devagar, deixando a camisola cair sobre as coxas macias, e por um instante, curtiu a atenção.
"Será que eu tô louca? Ou será que nunca tive isso com o Ramiro?". O casamento tinha sido obrigação, não paixão; o Ramiro tocava nela com pressa, sem explorar, sem fazer ela se sentir desejada. O Javier, por outro lado, olhava pra ela como se ela fosse uma mulher, não só uma esposa gasta.
O medo das consequências paralisava ela. O que aconteceria se ela cedesse? Se numa noite, na cama compartilhada, os corpos deles se procurassem no escuro? Ela imaginava o prazer — os peitos dela pressionados contra o peito dele, as pernas dela envolvendo ele, o ritmo urgente das cadeiras — e depois o horror: gravidez, culpa eterna, a família destruída. "Eu não posso fazer isso com o Ramiro, com o José", ela soluçava em silêncio, cobrindo a boca pra não acordar o Javier. Mas o desejo voltava, insistente, como as chuvas na serra que inundam tudo. Ela vestia blusas mais largas, evitava encostar nele, mas sabia que era uma batalha perdida se não botasse distância.
Naquela tarde, enquanto o Javier tava no trabalho, a Karina sentou no quintal com o rebozo nos ombros, olhando o céu seco. "Deus, me dá força pra resistir", murmurou. Mas no fundo, uma voz traiçoeira sussurrava: "E se isso é o que eu mereço depois de tantos anos de sacrifício?". O conflito deixava ela exausta, dividida entre o dever e o anseio, entre a mãe e a mulher.
O Javier já não conseguia mais fingir que era só admiração de filho. O desejo tinha se instalado nele como uma febre constante, pulsando em cada canto do corpo dele, principalmente nas noites quando a casa ficava em silêncio e só se ouvia a respiração da Karina do outro lado da cama.
De manhã, ao acordar, a primeira coisa que ele via era a silhueta dela sob o lençol leve: a curva do quadril, o arco suave das costas, o cabelo preto espalhado no travesseiro como um rio escuro. Ele ficava parado, respirando devagar, pra não acordar ela, mas os olhos percorriam cada detalhe. A camisola subia um pouco durante a noite, deixando à mostra a parte de trás das coxas, pele morena e macia que ele imaginava tocar com a ponta dos dedos, subir devagar até onde o tecido se amassava contra a bunda redonda e firme dela. Sentia o pau endurecer contra o colchão, dolorido, insistente, e tinha que virar de costas pra não roçar nela sem querer. Durante o dia, a tentação o rondava em cada momento cotidiano. Quando a Karina lavava a louça, inclinada sobre a pia, a blusa grudava nas costas por causa do suor e marcava o sutiã simples que mal segurava os peitos pesados dela. O Javier passava atrás dela "pra ajudar", e o peito dele roçava as costas dela; naquele segundo de contato, sentia o calor da pele dela através do tecido fino, o leve tremor do corpo dela ao percebê-lo tão perto. "Desculpa, mãe", murmurava, mas não se afastava na hora. Ela se endireitava um pouco, com as bochechas coradas, e ele notava como os bicos dos peitos dela marcavam contra a blusa, duros, traiçoeiros. De tarde, quando voltava do trabalho, encontrava ela estendendo roupa no quintal. Ficava na porta observando: o movimento do quadril dela ao se esticar pra pendurar uma camisa, o balanço suave dos peitos a cada gesto, o jeito que o vento colava a saia nas pernas, marcando as coxas grossas e a linha entre elas. Uma vez, quando ela se abaixou pra pegar um prendedor caído, a saia levantou o suficiente pra mostrar a borda da calcinha branca, apertada contra a carne. O Javier sentiu um choque na virilha tão forte que teve que se apoiar no batente da porta. "Quer ajuda, mãe?", perguntou com a voz rouca. Ela se girou, sorrindo inocente, mas ele já imaginava se ajoelhar atrás dela, deslizar as mãos pelas coxas dela para cima, afastar o tecido e afundar o rosto no calor úmido dela.
A noite era a pior parte. Deitavam na mesma cama porque não tinha outro lugar, e o colchão era estreito. Javier virava de lado, fingindo dormir, mas o corpo dele buscava o dela inconscientemente. Sentia o calor que irradiava da pele dela, o roçar do pé dela na panturrilha dele, o suspiro que escapava dos lábios dela quando se acomodava. Uma noite, Karina virou-se para ele dormindo e o peito dela pressionou contra o braço dele. Javier abriu os olhos na escuridão, sentindo a maciez plena, o mamilo endurecido roçando a pele dele através da camisola. Não se mexeu. Ficou ali, prendendo a respiração, enquanto a ereção dele pulsava contra a barriga, dura como pedra. Queria virar, beijar ela, deslizar a mão por baixo do tecido e acariciar aquele peito que tinha alimentado a infância dele mas que agora o enlouquecia de desejo. Imaginava a boca dele no pescoço dela, descendo até lamber o vale entre os seios dela, chupando até fazer ela gemer o nome dele — não como filho, mas como homem.
Mas então vinha o freio: a imagem do Ramiro trabalhando em Monterrey, a voz do José no telefone dizendo "cuida da mãe, mano", a lembrança da Karina rezando baixinho antes de dormir. "É minha mãe", repetia pra si mesmo, apertando os punhos até as unhas doerem nas palmas. O remorso batia nele como um balde de água fria, mas não apagava o fogo; só fazia arder mais devagar, mais fundo. Se masturbava em silêncio no banheiro, pensando nela: nas cadeiras largas dela se movendo por cima dele, nas pernas dela envolvendo ele, na buceta quente dela apertando ele enquanto ela gemia baixinho. Gozava rápido, com culpa, limpando tudo com papel pra não deixar rastro.
Cada dia a tentação crescia. Javier começava a procurar desculpas pra tocar nela: massageava os ombros dela depois de lavar a louça, os dedos dele descendo um pouco mais pelas costas toda vez; ajudava-a a alcançar coisas pulando, pressionando o corpo dele contra o dela por trás; passava a mão na cintura dela "para guiá-la" ao andar pelo corredor estreito. E Karina não se afastava sempre de imediato. Às vezes ficava parada, respirando mais rápido, e isso o enlouquecia ainda mais.
Uma noite, depois de um jantar silencioso, Javier se atreveu a dizer em voz baixa enquanto lavavam os pratos juntos:
—Mãe… você está muito gostosa hoje.
Karina congelou por um segundo, com as mãos na água ensaboada. Depois sorriu, nervosa.
—Ai, meu filho, não fala essas coisas.
Mas não o repreendeu. E quando os dedos deles se roçaram ao passar um prato, nenhum dos dois se afastou rápido. O ar entre eles vibrava, carregado do que ainda não tinha sido dito.
Javier sabia que estava à beira. Mais um empurrão —um toque prolongado, um olhar longo demais, uma noite em que o calor os obrigasse a dormir mais perto— e a tentação venceria. E ele já não tinha certeza se queria resistir.
A noite era daquelas quentes de San Luis, onde o ventilador de teto só mexia o ar pesado sem refrescar nada. Karina tinha se deitado cedo, exausta depois de um dia de limpeza e cozinha. Vestia só a camisola leve de algodão, fina e meio transparente pelo suor, que grudava no corpo dela delineando cada curva: os peitos cheios subindo e descendo a cada respiração, os bicos escuros marcados contra o tecido úmido, a cintura fina que se abria em quadris largos e coxas macias que se roçavam ao virar de lado.
Javier entrou no quarto em silêncio, apagando a luz do corredor. Tirou a camisa encharcada do trabalho e ficou só de cueca, o pau já meio duro só pelo cheiro dela no ar —sabonete barato misturado com a pele quente dela e um leve aroma de suor feminino que o deixava louco—. Deitou ao lado dela, mais perto do que de costume naquela noite. O colchão afundou, e os corpos deles ficaram quase colados.
Karina não dormia de todo. Sentiu o calor dele imediatamente, o roçar da perna dele contra a dela. Ela ficou imóvel, fingindo sono, mas o coração batia tão forte que temia que ele ouvisse. Javier, com a respiração ofegante, se aproximou um pouco mais. A mão dele, trêmula no começo, pousou na cintura dela por cima da camisola. Não se mexeu. Só ficou ali, sentindo a carne macia e quente sob o tecido fino.
—Mãe... —sussurrou Javier, a voz rouca, quase um gemido.
Karina abriu os olhos na escuridão. Não se afastou. Em vez disso, a mão dela subiu instintivamente e cobriu a dele, como se quisesse impedi-lo... ou guiá-lo. Nenhum dos dois disse mais nada. Javier deslizou a mão devagar para cima, pela curva da cintura dela, até roçar a borda inferior do peito. Sentiu o mamilo endurecer na hora sob a palma quando o cobriu com suavidade, apertando de leve. Karina soltou um suspiro entrecortado, metade gemido, metade sussurro de "não...".
Mas não o deteve.
Javier se colou mais às costas dela, a ereção dura pressionando contra as nádegas redondas através do tecido. Mexeu os quadris instintivamente, esfregando-se nela num vai e vem lento.
Karina arqueou um pouco as costas, empurrando para trás sem querer —ou querendo—, e um gemido baixo escapou da garganta dela. A mão de Javier desceu de novo, dessa vez por baixo da camisola, subindo pela coxa interna até chegar à borda da calcinha. Os dedos roçaram o tecido úmido no centro, sentindo o calor e a umidade que se acumularam ali.
—Você tá molhada, mãe... —murmurou ele contra o pescoço dela, beijando-a ali pela primeira vez: lábios macios, língua traçando uma linha úmida até o lóbulo da orelha.
Karina tremeu inteira. Fechou os olhos com força, lágrimas de conflito misturadas com prazer. "Meu Deus, me perdoa", pensou, mas o corpo traía: abriu um pouco mais as pernas, permitindo que os dedos de Javier se enfiassem por baixo do elástico. Tocou os lábios inchados da buceta dela, escorregadios, e deslizou um dedo devagar entre eles, sentindo como ela se contraía ao redor. Karina mordeu o lábio inferior para não gritar, mas um gemido abafado escapou mesmo assim.
Javier virou o corpo dela em sua direção com cuidado. Se olharam na penumbra: olhos escuros cheios de desejo e culpa. Ele baixou a cabeça e beijou a boca dela pela primeira vez — um beijo desajeitado no início, mas que ficou faminto quando ela respondeu, abrindo os lábios, deixando a língua dele entrar. As mãos dele subiram para os peitos dela, massageando com firmeza, beliscando os bicos endurecidos até fazerem ela arquear contra ele.
Karina, entre soluços baixinhos, tirou a cueca dele com mãos trêmulas. Sentiu a ereção quente e grossa contra a barriga, pulsando. Ela a pegou com uma mão, acariciando devagar, pra cima e pra baixo, enquanto Javier gemia contra a boca dela. Ele puxou a camisola de uma vez, expondo os peitos dela ao ar. Baixou a cabeça e pegou um bico na boca, chupando com força, mordiscando de leve enquanto a mão dele continuava entre as pernas dela, agora dois dedos se movendo dentro, se curvando pra tocar aquele ponto que fazia ela ofegar.
— Javier... meu filho... a gente não devia... — sussurrou ela, mas a bacia se movia no ritmo dos dedos dele, querendo mais.
— Não para, mãe... por favor... — implorou ele, com a voz embargada.
Ele levantou ela um pouco e se posicionou entre as coxas dela. A ponta do pau roçou a entrada molhada. Se olharam uma última vez, sabendo que estavam cruzando a linha. Javier empurrou devagar, entrando centímetro por centímetro, sentindo a buceta quente e apertada envolvendo ele. Karina soltou um gemido longo, mistura de prazer e dor emocional, cravando as unhas nas costas dele.
Se moveram juntos, devagar no começo, depois mais urgentes. Os gemidos encheram o quartinho: o som de pele contra pele, o colchão rangendo, os suspiros abafados. Javier beijava o pescoço dela, os peitos, murmurando "te quero tanto... sempre te quis". Karina, com lágrimas escorrendo pelas bochechas, abraçava ele forte, as pernas dela envolvendo ele, recebendo fundo enquanto o prazer a levava ao limite.
Quando o clímax chegou, foi simultâneo: Javier se tensou, empurrando uma última vez e gozando dentro dela com um grunhido baixo; Karina se arqueou, se contraindo ao redor dele, um orgasmo intenso que a deixou tremendo e soluçando contra o ombro dele.
Depois, ficaram abraçados em silêncio, suados, respirando ofegantes. A culpa voltou como uma onda fria, mas nenhum dos dois se afastou. Sabiam que aquilo tinha acabado de começar, e que não havia mais volta.
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