A experiência com o senhor Diego tinha sido satisfatória de várias maneiras; realizei aquela fantasia que vinha me rondando desde meus relacionamentos anteriores. As inseguranças sobre o que Elena sentiria ou faria ao estar com outro se dissiparam com facilidade. A comunicação sempre foi nosso ponto forte, então conversamos sobre o ocorrido em diferentes ocasiões, tratando como um jogo que injetava algo diferente na cama, mas sem nunca se sobrepor ao amor base do nosso casamento.
Convencidos de que aquilo tinha sido positivo, concordamos que poderíamos repetir de vez em quando, como um prazer culposo. Depois desse pacto, nos batizamos oficialmente na intimidade como um casal cuckold.
Assim se passaram seis meses. Fora de casa, Elena andava com um fogo diferente; eu a via mais gostosa, segura de si mesma e consciente dos olhares que roubava na rua, o que me deixava louco. A provocação dela já não se limitava aos velhos do bairro; ela aplicava no trabalho e em qualquer lugar que a gente fosse. Com o tempo, os nomes nas nossas fantasias noturnas passaram de mencionar Diego a se revezar entre outros homens, o que trouxe de volta a necessidade de viver uma segunda experiência real.
Dessa vez, a busca nas redes sociais foi mais rápida. Contatamos o senhor Alonso, de 46 anos. Ele se encaixava perfeitamente no perfil: nos dobrava a idade, era de pele morena, corpulento e grisalho; o contraste perfeito para a pele clara da Elena, o cabelo escuro dela e a figura firme. Alonso trabalhava com consultoria jurídica, era divorciado e pai de três filhos. Marcamos um encontro na praça de alimentação de um shopping, um lugar ideal para nos perder na multidão se as coisas não dessem certo.
Elena e eu chegamos cedo. Para essa ocasião, preparamos tudo como um ritual minucioso. Escolhi pra ela um vestido bege, aparentemente recatado pelo corte nas pernas, mas com um decote bem pronunciado; por baixo, ela usava um babydoll preto de vestido que marcava sua silhueta, e por cima um casaco cinza com saltos pretos. Ela estava perfeita.
Depois de dar umas voltas, localizamos o Alonso sentado num banco, atendendo uma ligação. Não era um homem especialmente bonito, mas a gente procurava alguém comum, o retrato vivo de um vizinho mais velho. Ele nos viu, fez um sinal pra gente esperar e continuou falando no telefone. Nos deixou de pé por uns dez minutos, uma atitude de indiferença que irritou um pouco a Elena, mas que o Alonso aproveitou pra devorar ela com o olhar de cima a baixo. Essa cara de pau, em vez de esfriar o clima, começou a apertar a corda da putaria.
Quando finalmente desligou, o cumprimento foi firme. Fomos a um restaurante na praça tomar um drink rápido. A voz segura dele e o jeito de se expressar nos devolveram a confiança; era um homem autêntico, sem rodeios. O Alonso insistiu em pedir mais uma rodada, mas não precisava: a tensão já tava lá e a gente queria ir pra um lugar mais íntimo.
Subimos no banco de trás do carro dele e o Alonso dirigiu até um motel bem conhecido na região. Ao entrar e ver os funcionários, sentimos aquela clássica onda de vergonha, mas eles já tavam mais que acostumados. Pagamos o quarto duplo, a garagem fechou atrás do carro e finalmente entramos no quarto. O lugar era espaçoso, com duas camas, uma poltrona de posições e uma tela onde sintonizamos uma música pra quebrar o gelo.
Abrimos as primeiras cervejas e a conversa fluiu tranquila sobre o trabalho e nossas vidas. Depois de um tempo, a Elena foi ao banheiro, e o Alonso aproveitou pra chegar perto de mim na mesa.
— E então, me diz... eu agradei a Elena? — perguntou em voz baixa.
— Pois é, pra estar aqui é porque sim — respondi, dando um gole na minha cerveja.
— Espero que hoje role algo bom. Você tem uma mulher gostosa, César. Além disso, são muito jovens, isso é raro de encontrar nesse meio.
— A gente entrou nisso só por tesão, seu Alonso — brinquei pra aliviar o clima. nervos.
—Isso está excelente, não fiquem com vontade de nada. Preciso confessar que a Elena me lembra muito uma amiga da minha filha do meio que às vezes dormia lá em casa; sempre foi difícil pra mim reprimir o desejo por ela.
—Pois que oportunidade —falei, sentindo a faísca do tesão no estômago—. Acho que você deve aproveitar agora que tem minha esposa à disposição.
Elena saiu do banheiro e voltou pra mesa. Os minutos passaram e notei que o Alonso não dava o primeiro passo, então resolvi ir ao banheiro pra deixar os dois a sós. De dentro, ouvi as vozes deles baixando de volume, seguidas pelo eco de uns passos que pararam de repente. Depois, o silêncio.
Quando saí e virei no corredor, parei seco. Na frente do espelho de corpo inteiro que ficava perto do banheiro, eles estavam se beijando de boca aberta. As mãos ásperas do Alonso percorriam o casaco da Elena com uma ansiedade visível. O homem pegou ela pelo braço, virou ela de costas e colou o corpo dela no dele, esfregando a virilha na bunda da minha esposa no ritmo da música. Elena começou a gemer baixinho. De repente, um "Pá!" alto ecoou no quarto: o Alonso deu um tapa firme na bunda dela, fazendo ela arquear mais as costas. Segurou o cabelo dela pela nuca e começou a sussurrar coisas no ouvido que não consegui entender, mas que fizeram a Elena soltar um gemido que arrepiou minha pele.
Voltei pra mesa com toda a calma pra não interromper. Quando me viram, eles se tensaram por um segundo, mas ao perceber que eu só sentava pra observar, se olharam e soltaram uma risada cúmplice. Alonso começou a despir ela, puxando o vestido pra baixo até deixar ela só de babydoll preto. O homem babava. Baixou o olhar pra bunda dela, deu um beijo molhado e depois levou a Elena pra cama mais perto.
Deitou ela de costas e abriu as pernas dela pra fazer um oral que fez minha esposa pirar na hora; tava tão estimulada que não demorou pra gozar pela primeira vez. Sem perder tempo, Elena sentou na beira do colchão e desabotoou a calça de Alonso pra masturbá-lo, mas a pressa do homem era visível. Ele tirou a roupa, ficando só com uma regata de alças, meias e sapatos; uma imagem nada atraente, mas naquela altura o físico era o de menos.
Alonso colocou Elena de quatro, vestiu a camisinha e a penetrou sem rodeios. O corpo grosseiro daquele homem mais velho contrastava brutalmente com a figura esbelta da minha esposa. Ele empurrava com tanta força que o colchão de molas do motel começou a chiar com um rangido velho e escandaloso que tomava conta do quarto. Por causa da diferença de altura, Alonso a levou pra beira da cama, ficando ele de pé no chão pra meter com mais conforto, mas o esforço físico cobrou seu preço rápido. Ele decidiu mudar de estratégia e a guiou até o cavalete de posições que estava encostado na parede.
Ele a colocou em cima, penetrou de novo e mantiveram um ritmo frenético até os dois gozarem. Quando terminaram, Elena se jogou na cama pra recuperar o fôlego enquanto Alonso abria outra cerveja pra se refrescar. A gente conversou sobre o que tinha acontecido com toda naturalidade; os dois tinham gostado do encontro. Alonso me avisou que ia tomar um banho, mas pedi pra ir primeiro no banheiro mijar.
Fiquei uns minutos na frente do espelho tentando organizar meus pensamentos. Tava com uma ereção enorme, mas me mantive firme na ideia de não me tocar pra que o ciúme não me traísse na hora errada; planejava aproveitar o momento em que Alonso entrasse no banho pra transar com Elena naquela mesma cama, igual tinha feito com Diego.
Com esse plano na cabeça, saí do banheiro. Não se ouvia barulho, mas quando virei o corredor, a cena que encontrei me congelou.
Alonso não tinha entrado no banho. Ele estava com Elena de bruços no cavalete, com a bunda completamente levantada, enquanto eu introduzia os dedos na buceta dela num ritmo molhado. Ela parava pra dar uns tapas firmes na bunda que deixavam a pele vermelha, e notei que ele já tinha colocado um novo camisinha. Sem esperar, encaixou o pau duro e meteu por trás.
Dessa vez não usou movimentos constantes. Tirava quase tudo e enfiava devagar, obrigando ela a sentir cada centímetro. Depois, com o pau pra fora, começou a bater rapidinho com a ponta na entrada da boceta. Elena tava fora de si, se arqueando no ar, até que de repente um jorro enorme de líquido brotou de dentro dela, espirrando no cavalete.
Alonso tinha provocado um squirt monstruoso nela. Sabia que Elena era multiorgásmica, mas nunca tinha visto tanta porra escorrendo pelas pernas dela. Me aproximei pra sentar na beira da cama e observar de perto, e quase escorreguei no caminho; o chão de cerâmica tinha uma poça considerável. Minha ausência no banheiro tinha durado só uns minutos, mas Alonso tinha quebrado ela completamente nesse tempo.
Sentei a poucos metros. Elena nem notou minha presença; tinha a cara enfiada no travesseiro do cavalete, com o olhar perdido no delírio do prazer. Alonso me olhou com uma cara séria, fria, e sem dizer nada, levantou a cabeça dela pelo cabelo, obrigando ela a se segurar com as mãos. Meteu nela com força de novo, e minha esposa começou a soltar uns gritinhos agudos.
— Cê gosta, foxy? — soltou Alonso com grosseria.
— Siiiiim! — gritou Elena, com a voz rouca.
— O que cê gosta? Fala!
— Teu pau! Eu gosto do teu pau!
— Me fala o que cê é! Fala na minha cara!
— Eu sou uma puta! Eu sou uma puta! — gritou ela, entregue de vez à dominação do cara.
— Cê é uma foxy infiel... E seu marido, Elena? Cadê seu maridinho?
— Não... não sei... — gemeu ela, perdendo o controle.
— O que é seu marido? Fala pra ele o que ele é!
— É... é um corno! Ahhhh!
— Cê adora trair seu corno, né?
— Sim! Adoro! Botar os chifres! Ai, meu Deus do céu!
Alonso puxou a cara dela pra trás com força, obrigando ela a virar a cabeça na direção onde eu tava sentado. Quando Elena me viu, o rosto dela ficou vermelho de pura vergonha. Ela tentou virar o rosto pra não encarar meu olhar, mas Alonso não deixou ela escapar.
— Ouviu ela, corno? — Alonso gritou pra mim de cima da potra, sem parar de meter.
— ... Sim, senhor — respondi, com um nó na garganta e o coração a mil.
— Ouviu como agora ela é minha puta?
— Sim, senhor... ouvi.
— Vai, putinha, fala pro teu dono quem é que tá arrombando teu cu agora. Fala!
Elena não aguentava a humilhação real; ficou calada, de olhos fechados, aguentando a surra de Alonso. O homem deu um tapa brutal nela que ecoou no quarto inteiro.
— Vai, rabuda, não precisa ter vergonha. Teu marido adora ouvir você, não é mesmo, César?
— ... Sim, meu amor — intervim, me rendendo ao jogo destrutivo —. Fala... pede ele mesmo. O que você é?
— ... Sou... sou uma puta... — Elena conseguiu falar entre lágrimas de prazer e vergonha.
— Puta de quem? — exigi.
— Do... do seu Alonso...
— E eu sou o quê?
— Um cornoooo! Ahhh!
— Ah, vou gozar, rabuda! — rugiu Alonso.
O homem tirou o pau a tempo e gozou pra caralho nas nádegas vermelhas dela. Elena se deixou cair pra frente, respirando fundo, completamente exausta e arrasada pela crueza do que tinha acabado de rolar.
Depois de uns minutos de silêncio pesado, Elena se levantou e sentou na outra cama, tentando processar a viagem psicológica. Alonso e eu voltamos a conversar no tom calmo de antes.
— Espero não ter passado do ponto, galera — Alonso me disse enquanto se limpava —. Alguns casais do meio gostam que eu trate com essa brutalidade.
— Fica tranquilo, seu Alonso — respondi, engolindo seco —. Foi diferente do normal, mas não foi desagradável. Foi um puta espetáculo.
— É que você tem uma mulher linda pra caralho, César, e o jeito que ela respondeu me deixou louco. Caramba, como essa mulher molha, hein? Imagino que você já sabia disso.
—Sim, claro, sei perfeitamente —menti, só pra manter meu orgulho intacto na frente dele.
Elena, já mais calma, se cobriu com o casaco e entrou na conversa.
—Espero que tenha aproveitado, Elena —disse Alonso.
—Sim... foi bem bom —respondeu ela, olhando pro chão.
—Pedi desculpas ao seu marido, não quis ofender vocês com minhas palavras.
—Pelo contrário —confessou Elena, erguendo o olhar com um brilho de malícia renascendo—. Ele falar daquele jeito comigo... me acendeu como nunca.
—Então melhor ainda. É pra isso que a gente tá aqui, pra se divertir.
A viagem de volta no carro dele foi silenciosa, mas carregada de uma eletricidade estranha. Ele se despediu da gente na praça com um beijo formal na bochecha de Elena e um aperto de mão comigo.
Já no nosso apartamento, o reencontro foi devastador. A gente se devorou a madrugada inteira enquanto relembrava os insultos do motel. A improvisação do seu Alonso tinha descoberto um fetiche novo e perturbador na gente: a dominação e a humilhação verbal na hora H nos excitava.
O sexo naquela noite foi tão intenso quanto a primeira vez com o Diego, reforçando a ideia de que esse estilo de vida era definitivamente o nosso. A gente tinha a fórmula perfeita: o consentimento mútuo, a galha na minha presença e o anonimato absoluto da internet que nos protegia das fofocas de família e do bairro. A gente tinha o controle do nosso jogo... ou pelo menos, era o que eu imaginava naquele momento.
Convencidos de que aquilo tinha sido positivo, concordamos que poderíamos repetir de vez em quando, como um prazer culposo. Depois desse pacto, nos batizamos oficialmente na intimidade como um casal cuckold.
Assim se passaram seis meses. Fora de casa, Elena andava com um fogo diferente; eu a via mais gostosa, segura de si mesma e consciente dos olhares que roubava na rua, o que me deixava louco. A provocação dela já não se limitava aos velhos do bairro; ela aplicava no trabalho e em qualquer lugar que a gente fosse. Com o tempo, os nomes nas nossas fantasias noturnas passaram de mencionar Diego a se revezar entre outros homens, o que trouxe de volta a necessidade de viver uma segunda experiência real.
Dessa vez, a busca nas redes sociais foi mais rápida. Contatamos o senhor Alonso, de 46 anos. Ele se encaixava perfeitamente no perfil: nos dobrava a idade, era de pele morena, corpulento e grisalho; o contraste perfeito para a pele clara da Elena, o cabelo escuro dela e a figura firme. Alonso trabalhava com consultoria jurídica, era divorciado e pai de três filhos. Marcamos um encontro na praça de alimentação de um shopping, um lugar ideal para nos perder na multidão se as coisas não dessem certo.
Elena e eu chegamos cedo. Para essa ocasião, preparamos tudo como um ritual minucioso. Escolhi pra ela um vestido bege, aparentemente recatado pelo corte nas pernas, mas com um decote bem pronunciado; por baixo, ela usava um babydoll preto de vestido que marcava sua silhueta, e por cima um casaco cinza com saltos pretos. Ela estava perfeita.
Depois de dar umas voltas, localizamos o Alonso sentado num banco, atendendo uma ligação. Não era um homem especialmente bonito, mas a gente procurava alguém comum, o retrato vivo de um vizinho mais velho. Ele nos viu, fez um sinal pra gente esperar e continuou falando no telefone. Nos deixou de pé por uns dez minutos, uma atitude de indiferença que irritou um pouco a Elena, mas que o Alonso aproveitou pra devorar ela com o olhar de cima a baixo. Essa cara de pau, em vez de esfriar o clima, começou a apertar a corda da putaria.
Quando finalmente desligou, o cumprimento foi firme. Fomos a um restaurante na praça tomar um drink rápido. A voz segura dele e o jeito de se expressar nos devolveram a confiança; era um homem autêntico, sem rodeios. O Alonso insistiu em pedir mais uma rodada, mas não precisava: a tensão já tava lá e a gente queria ir pra um lugar mais íntimo.
Subimos no banco de trás do carro dele e o Alonso dirigiu até um motel bem conhecido na região. Ao entrar e ver os funcionários, sentimos aquela clássica onda de vergonha, mas eles já tavam mais que acostumados. Pagamos o quarto duplo, a garagem fechou atrás do carro e finalmente entramos no quarto. O lugar era espaçoso, com duas camas, uma poltrona de posições e uma tela onde sintonizamos uma música pra quebrar o gelo.
Abrimos as primeiras cervejas e a conversa fluiu tranquila sobre o trabalho e nossas vidas. Depois de um tempo, a Elena foi ao banheiro, e o Alonso aproveitou pra chegar perto de mim na mesa.
— E então, me diz... eu agradei a Elena? — perguntou em voz baixa.
— Pois é, pra estar aqui é porque sim — respondi, dando um gole na minha cerveja.
— Espero que hoje role algo bom. Você tem uma mulher gostosa, César. Além disso, são muito jovens, isso é raro de encontrar nesse meio.
— A gente entrou nisso só por tesão, seu Alonso — brinquei pra aliviar o clima. nervos.
—Isso está excelente, não fiquem com vontade de nada. Preciso confessar que a Elena me lembra muito uma amiga da minha filha do meio que às vezes dormia lá em casa; sempre foi difícil pra mim reprimir o desejo por ela.
—Pois que oportunidade —falei, sentindo a faísca do tesão no estômago—. Acho que você deve aproveitar agora que tem minha esposa à disposição.
Elena saiu do banheiro e voltou pra mesa. Os minutos passaram e notei que o Alonso não dava o primeiro passo, então resolvi ir ao banheiro pra deixar os dois a sós. De dentro, ouvi as vozes deles baixando de volume, seguidas pelo eco de uns passos que pararam de repente. Depois, o silêncio.
Quando saí e virei no corredor, parei seco. Na frente do espelho de corpo inteiro que ficava perto do banheiro, eles estavam se beijando de boca aberta. As mãos ásperas do Alonso percorriam o casaco da Elena com uma ansiedade visível. O homem pegou ela pelo braço, virou ela de costas e colou o corpo dela no dele, esfregando a virilha na bunda da minha esposa no ritmo da música. Elena começou a gemer baixinho. De repente, um "Pá!" alto ecoou no quarto: o Alonso deu um tapa firme na bunda dela, fazendo ela arquear mais as costas. Segurou o cabelo dela pela nuca e começou a sussurrar coisas no ouvido que não consegui entender, mas que fizeram a Elena soltar um gemido que arrepiou minha pele.
Voltei pra mesa com toda a calma pra não interromper. Quando me viram, eles se tensaram por um segundo, mas ao perceber que eu só sentava pra observar, se olharam e soltaram uma risada cúmplice. Alonso começou a despir ela, puxando o vestido pra baixo até deixar ela só de babydoll preto. O homem babava. Baixou o olhar pra bunda dela, deu um beijo molhado e depois levou a Elena pra cama mais perto.
Deitou ela de costas e abriu as pernas dela pra fazer um oral que fez minha esposa pirar na hora; tava tão estimulada que não demorou pra gozar pela primeira vez. Sem perder tempo, Elena sentou na beira do colchão e desabotoou a calça de Alonso pra masturbá-lo, mas a pressa do homem era visível. Ele tirou a roupa, ficando só com uma regata de alças, meias e sapatos; uma imagem nada atraente, mas naquela altura o físico era o de menos.
Alonso colocou Elena de quatro, vestiu a camisinha e a penetrou sem rodeios. O corpo grosseiro daquele homem mais velho contrastava brutalmente com a figura esbelta da minha esposa. Ele empurrava com tanta força que o colchão de molas do motel começou a chiar com um rangido velho e escandaloso que tomava conta do quarto. Por causa da diferença de altura, Alonso a levou pra beira da cama, ficando ele de pé no chão pra meter com mais conforto, mas o esforço físico cobrou seu preço rápido. Ele decidiu mudar de estratégia e a guiou até o cavalete de posições que estava encostado na parede.
Ele a colocou em cima, penetrou de novo e mantiveram um ritmo frenético até os dois gozarem. Quando terminaram, Elena se jogou na cama pra recuperar o fôlego enquanto Alonso abria outra cerveja pra se refrescar. A gente conversou sobre o que tinha acontecido com toda naturalidade; os dois tinham gostado do encontro. Alonso me avisou que ia tomar um banho, mas pedi pra ir primeiro no banheiro mijar.
Fiquei uns minutos na frente do espelho tentando organizar meus pensamentos. Tava com uma ereção enorme, mas me mantive firme na ideia de não me tocar pra que o ciúme não me traísse na hora errada; planejava aproveitar o momento em que Alonso entrasse no banho pra transar com Elena naquela mesma cama, igual tinha feito com Diego.
Com esse plano na cabeça, saí do banheiro. Não se ouvia barulho, mas quando virei o corredor, a cena que encontrei me congelou.
Alonso não tinha entrado no banho. Ele estava com Elena de bruços no cavalete, com a bunda completamente levantada, enquanto eu introduzia os dedos na buceta dela num ritmo molhado. Ela parava pra dar uns tapas firmes na bunda que deixavam a pele vermelha, e notei que ele já tinha colocado um novo camisinha. Sem esperar, encaixou o pau duro e meteu por trás.
Dessa vez não usou movimentos constantes. Tirava quase tudo e enfiava devagar, obrigando ela a sentir cada centímetro. Depois, com o pau pra fora, começou a bater rapidinho com a ponta na entrada da boceta. Elena tava fora de si, se arqueando no ar, até que de repente um jorro enorme de líquido brotou de dentro dela, espirrando no cavalete.
Alonso tinha provocado um squirt monstruoso nela. Sabia que Elena era multiorgásmica, mas nunca tinha visto tanta porra escorrendo pelas pernas dela. Me aproximei pra sentar na beira da cama e observar de perto, e quase escorreguei no caminho; o chão de cerâmica tinha uma poça considerável. Minha ausência no banheiro tinha durado só uns minutos, mas Alonso tinha quebrado ela completamente nesse tempo.
Sentei a poucos metros. Elena nem notou minha presença; tinha a cara enfiada no travesseiro do cavalete, com o olhar perdido no delírio do prazer. Alonso me olhou com uma cara séria, fria, e sem dizer nada, levantou a cabeça dela pelo cabelo, obrigando ela a se segurar com as mãos. Meteu nela com força de novo, e minha esposa começou a soltar uns gritinhos agudos.
— Cê gosta, foxy? — soltou Alonso com grosseria.
— Siiiiim! — gritou Elena, com a voz rouca.
— O que cê gosta? Fala!
— Teu pau! Eu gosto do teu pau!
— Me fala o que cê é! Fala na minha cara!
— Eu sou uma puta! Eu sou uma puta! — gritou ela, entregue de vez à dominação do cara.
— Cê é uma foxy infiel... E seu marido, Elena? Cadê seu maridinho?
— Não... não sei... — gemeu ela, perdendo o controle.
— O que é seu marido? Fala pra ele o que ele é!
— É... é um corno! Ahhhh!
— Cê adora trair seu corno, né?
— Sim! Adoro! Botar os chifres! Ai, meu Deus do céu!
Alonso puxou a cara dela pra trás com força, obrigando ela a virar a cabeça na direção onde eu tava sentado. Quando Elena me viu, o rosto dela ficou vermelho de pura vergonha. Ela tentou virar o rosto pra não encarar meu olhar, mas Alonso não deixou ela escapar.
— Ouviu ela, corno? — Alonso gritou pra mim de cima da potra, sem parar de meter.
— ... Sim, senhor — respondi, com um nó na garganta e o coração a mil.
— Ouviu como agora ela é minha puta?
— Sim, senhor... ouvi.
— Vai, putinha, fala pro teu dono quem é que tá arrombando teu cu agora. Fala!
Elena não aguentava a humilhação real; ficou calada, de olhos fechados, aguentando a surra de Alonso. O homem deu um tapa brutal nela que ecoou no quarto inteiro.
— Vai, rabuda, não precisa ter vergonha. Teu marido adora ouvir você, não é mesmo, César?
— ... Sim, meu amor — intervim, me rendendo ao jogo destrutivo —. Fala... pede ele mesmo. O que você é?
— ... Sou... sou uma puta... — Elena conseguiu falar entre lágrimas de prazer e vergonha.
— Puta de quem? — exigi.
— Do... do seu Alonso...
— E eu sou o quê?
— Um cornoooo! Ahhh!
— Ah, vou gozar, rabuda! — rugiu Alonso.
O homem tirou o pau a tempo e gozou pra caralho nas nádegas vermelhas dela. Elena se deixou cair pra frente, respirando fundo, completamente exausta e arrasada pela crueza do que tinha acabado de rolar.
Depois de uns minutos de silêncio pesado, Elena se levantou e sentou na outra cama, tentando processar a viagem psicológica. Alonso e eu voltamos a conversar no tom calmo de antes.
— Espero não ter passado do ponto, galera — Alonso me disse enquanto se limpava —. Alguns casais do meio gostam que eu trate com essa brutalidade.
— Fica tranquilo, seu Alonso — respondi, engolindo seco —. Foi diferente do normal, mas não foi desagradável. Foi um puta espetáculo.
— É que você tem uma mulher linda pra caralho, César, e o jeito que ela respondeu me deixou louco. Caramba, como essa mulher molha, hein? Imagino que você já sabia disso.
—Sim, claro, sei perfeitamente —menti, só pra manter meu orgulho intacto na frente dele.
Elena, já mais calma, se cobriu com o casaco e entrou na conversa.
—Espero que tenha aproveitado, Elena —disse Alonso.
—Sim... foi bem bom —respondeu ela, olhando pro chão.
—Pedi desculpas ao seu marido, não quis ofender vocês com minhas palavras.
—Pelo contrário —confessou Elena, erguendo o olhar com um brilho de malícia renascendo—. Ele falar daquele jeito comigo... me acendeu como nunca.
—Então melhor ainda. É pra isso que a gente tá aqui, pra se divertir.
A viagem de volta no carro dele foi silenciosa, mas carregada de uma eletricidade estranha. Ele se despediu da gente na praça com um beijo formal na bochecha de Elena e um aperto de mão comigo.
Já no nosso apartamento, o reencontro foi devastador. A gente se devorou a madrugada inteira enquanto relembrava os insultos do motel. A improvisação do seu Alonso tinha descoberto um fetiche novo e perturbador na gente: a dominação e a humilhação verbal na hora H nos excitava.
O sexo naquela noite foi tão intenso quanto a primeira vez com o Diego, reforçando a ideia de que esse estilo de vida era definitivamente o nosso. A gente tinha a fórmula perfeita: o consentimento mútuo, a galha na minha presença e o anonimato absoluto da internet que nos protegia das fofocas de família e do bairro. A gente tinha o controle do nosso jogo... ou pelo menos, era o que eu imaginava naquele momento.
1 comentários - Segredos do Bairro - Parte 6: Humilhação no Motel