A floresta respirava uma umidade pesada que grudava na pele como uma segunda camada de roupa. O ar, saturado com o aroma acre dos pinheiros e o cheiro doce da terra podre, parecia denso, quase tangível. Não havia pássaros cantando, nem o sussurro do vento entre as copas das árvores; só um silêncio absoluto, quebrado ocasionalmente pelo estalo de algum galho sob o peso invisível da fauna local. Era um santuário de solidão, um lugar onde o tempo parecia ter parado num ciclo eterno de decomposição e renascimento. Edu estava sentado num tronco caído, com as costas apoiadas no musgo frio que começava a se infiltrar pela sua camiseta. Sua respiração era calma, embora seu coração batesse com uma inquietação que ele não sabia explicar. Era um homem de curvas generosas, com uma barriga macia que transbordava levemente sobre a cintura da calça e umas coxas largas que pesavam. Seus olhos escuros percorriam a densidade da trilha, curtindo aquela sensação de isolamento que o fazia se sentir vulnerável e, ao mesmo tempo, estranhamente seguro. De repente, o silêncio se quebrou. Um som rítmico, surdo e constante começou a se infiltrar pela curva do caminho. Passos. Alguém correndo. Edu se endireitou, limpando os restos de casca das coxas. Conforme o som se aproximava, a intensidade do ritmo aumentava. Então, ele apareceu. Joao emergiu da névoa leve da floresta como uma força da natureza. Era um homem imponente, de pele negra que brilhava sob a luz filtrada pelas folhas. O exercício o tinha transformado numa escultura de carne e suor. Vestia uma camiseta técnica cinza que, encharcada, colava no torso como uma segunda pele, revelando a arquitetura perfeita de um peito largo e uns peitorais que se tensionavam a cada bocada de ar. Seus shorts de corrida, extremamente curtos, deixavam à mostra umas coxas hercúleas, veiadas de músculos firmes e cobertos por uma penugem escura e úmida que prendia pequenas gotas de suor. João reduziu a velocidade ao notar a presença de Edu. Seus pulmões trabalhavam no limite, expandindo a caixa torácica em movimentos profundos e pesados. O vapor escapava dos seus lábios entreabertos, e o aroma que emanava dele — uma mistura de feromônios, sal e esforço físico — atingiu Edu com a força de um impacto físico. Quando seus olhares se cruzaram, o mundo ao redor desapareceu. Não houve cumprimentos, nem cortesias, nem perguntas sobre o percurso. Foi um reconhecimento elétrico, uma faísca que saltou entre a submissão latente de Edu e a dominância natural que João irradiava em cada poro. Os olhos de João, escuros e penetrantes, percorreram o corpo de Edu, parando na suavidade da sua barriga e na timidez da sua postura, enquanto Edu ficou hipnotizado pela potência bruta do corredor. Edu sentiu o desejo subir pela garganta, uma fome repentina que o deixou sem fôlego. Sem dizer uma palavra, ele se levantou e começou a recuar, afastando-se da trilha principal. Seus pés afundaram na folhagem úmida enquanto ele se embrenhava no mato fechado. Quebrou alguns galhos secos, que estalaram como tiros no silêncio da mata, abrindo um caminho rudimentar entre os arbustos. Parou alguns metros adentro, escondido pela vegetação, e virou a cabeça para olhar para trás. João parou em seco no meio do caminho. Seus olhos não se desviaram dos de Edu. O corredor processou o convite silencioso, um sorriso predador surgindo apenas no canto dos lábios. Sem hesitar um segundo, João dobrou para o mato, seguindo o rastro que o outro tinha deixado. Seus passos eram mais pesados, mais decididos, e o som da sua respiração ofegante virou o único metrônomo da cena. Eles se encontraram atrás de um muro de rocha natural, uma formação cinzenta e fria que os isolava completamente de qualquer olhar externo. O espaço era reduzido, obrigando-os a ficar perigosamente próximos. O calor que emanava do corpo de Joao era quase insuportável, uma caldeira humana que irradiava suor e testosterona. Edu não conseguiu se conter mais. Num movimento impulsivo, levou uma mão firme até a nuca de Joao, enterrando os dedos no cabelo curto e molhado, puxando-o para baixo com uma urgência desesperada. Ao mesmo tempo, a outra mão desceu com decisão, aterrissando direto na virilha do corredor. Através do tecido fino do shorts, Edu sentiu uma dureza impressionante. O pau de Joao estava completamente ereto, uma coluna de músculo quente que pulsava sob a palma da sua mão. —Meu Deus, você tá pegando fogo — sussurrou Edu, com a voz trêmula de tesão. Joao soltou um grunhido gutural, um som que nasceu lá no fundo do peito e fez o ar vibrar entre eles. —Você não fica atrás, gordinho — respondeu Joao, com um sotaque brasileiro carregado que dava às palavras uma sensualidade bruta. Joao o pegou pela cintura com as mãos enormes, apertando a carne macia dos flancos de Edu, e o esmagou contra a parede de pedra. O impacto foi seco, mas Edu só sentiu um prazer agudo. O beijo que veio em seguida foi uma colisão. Não houve delicadeza; foi um choque de lábios e dentes, uma troca faminta que tinha gosto de sal, de suor e de uma necessidade animal. As línguas se entrelaçaram com força, se sugando mutuamente, enquanto o ar ficava escasso e a urgência dominava cada músculo dos seus corpos. A pressa era um incêndio que não conseguiam apagar. Joao começou a despir Edu com movimentos bruscos, puxando a camiseta pra cima enquanto Edu lutava pra baixar a calça do corredor. Eles não tiraram a roupa por completo; o desejo era voraz demais pra essas formalidades. Baixaram o shorts e a cueca até os joelhos, deixando os genitais expostos ao ar fresco e úmido do bosque. Quando o pau do João se libertou, Edu prendeu a respiração. Era uma peça imponente, escura, cheia de veias e completamente ereta. A cabeça, larga e brilhante, gotejava um fio grosso de líquido pré-gozo que escorria pelo tronco, marcando o caminho até um saco pesado e tenso. O contraste entre a pele escura do João e a palidez relativa do Edu era hipnótico. —Ajoelha — ordenou João. A voz dele já não era um sussurro, mas um comando dominante que fez as pernas do Edu tremerem. Edu obedeceu na hora. Caindo de joelhos sobre as folhas secas e a terra úmida, sentindo o frio do chão contra os joelhos enquanto o calor do João continuava irradiando na frente dele. Agarrou as coxas firmes do corredor, sentindo a textura áspera dos pelos e a dureza do músculo sob os dedos. Com um olhar de adoração e submissão, Edu abriu a boca e envolveu a cabeça do pau do João. O sabor era intenso, uma mistura de pele e o cheiro metálico do desejo. Edu chupou com força, deslizando a língua ao redor da glande antes de afundar o tronco na garganta. O calor da boca dele contrastava violentamente com a brisa do bosque. João soltou um gemido rouco, jogando a cabeça para trás e olhando o dossel de pinheiros que balançava levemente lá em cima. —Isso... assim... caralho — grunhiu o brasileiro. João enterrou os dedos no cabelo do Edu, não com delicadeza, mas com uma força que guiava o ritmo. Começou a empurrar o quadril para frente, forçando Edu a recebê-lo mais fundo, fazendo o pau bater no fundo da garganta. Edu soltava sons abafados, gorgolejos de prazer e submissão que só excitavam mais o corredor. Cada investida oral era rítmica e profunda, o som da saliva sendo sugada e o atrito da carne contra a mucosa criavam uma sinfonia molhada que preenchia o silêncio do lugar. Edu podia sentir a veia pulsando contra a língua, a tensão máxima de um homem que estava prestes a perder o controle. João começou a ofegar mais forte, os músculos abdominais se contraindo em espasmos violentos enquanto continuava marcando o ritmo com o cabelo de Edu. De repente, João o pegou pelos ombros e o levantou com uma facilidade impressionante, girando-o para que Edu ficasse apoiado contra a rocha, com a bunda exposta e elevada. —Quero sentir você apertado —sentenciou João, a voz carregada de uma luxúria sombria. João não tinha lubrificante, mas não ligou. Usou a saliva abundante que Edu tinha deixado no seu pau e acrescentou mais, esfregando os dedos molhados contra o furinho apertado e rosado de Edu. O primeiro toque foi um choque elétrico. Edu soltou um gemido agudo, arqueando as costas enquanto sentia a pressão dos dedos de João explorando seu interior. —Por favor... agora... mete logo —suplicou Edu, com a respiração entrecortada. João posicionou a ponta do pau na entrada. Lentamente, com uma pressão implacável, começou a se introduzir. O silêncio da mata foi rasgado por um gemido grave e prolongado de Edu quando sentiu o corpo se abrindo para dar espaço àquela grossura. Foi uma entrada lenta, quase torturante, onde cada milímetro de avanço parecia uma conquista. Edu fechou os olhos, sentindo a cabeça do pau empurrando suas paredes internas, esticando-as até o limite. Quando João entrou por completo, afundando até as bolas baterem com um som seco contra a bunda de Edu, os dois ficaram congelados por um instante. O prazer era tão intenso que beirava a dor. —Se olha... como você engole tudo —sussurrou João no ouvido de Edu, o hálito quente queimando a pele. Então, o ritmo mudou. João começou a meter com uma selvageria animal. Cada golpe era rápido, sonoro e profundo. O som da carne batendo —o *slap* rítmico das coxas de João contra a bunda de Edu— ecoava no paredão de rocha. Era um ato bruto, sem frescura, onde o único objetivo era o prazer mais primitivo. Edu se sentia transbordando. O peso de Joao, a força das suas investidas e a sensação de plenitude lá dentro faziam ele flutuar. No meio do frenesi, Edu levou a mão para baixo e começou a se masturbar. Seus dedos envolviam o próprio pau, se movendo em sincronia com as pancadas de Joao. O roçar da própria pele e a pressão interna criaram um curto-circuito de sensações. —Mais forte! Mais forte, por favor! —gritava Edu, a voz ecoando na solidão da mata. Joao não respondeu com palavras, mas com mais força. As mãos dele se fecharam nas cadeiras de Edu, ancorando ele na pedra pra não escapar da intensidade das investidas. O suor dos dois se misturava, criando uma película escorregadia que fazia os corpos deslizarem e colidirem com um som molhado, um *squelch* constante que acompanhava cada penetração. A tensão chegou num ponto crítico. Joao sentiu o corpo chegando no limite. As investidas ficaram erráticas, mais rápidas, quase desesperadas. Edu sentia o clímax ali, bem na beira, uma onda gigante prestes a quebrar. —Vou gozar... vou te encher todinho, caralho —rosnou Joao, apertando os dentes. Com um último impulso violento, Joao afundou o pau o mais fundo que conseguiu. Naquele instante, o corpo do corredor se tensionou como corda de piano. Joao soltou um rugido gutural enquanto gozava com uma força brutal. Edu sentiu as pulsações rítmicas do pau de Joao dentro dele, e depois o calor abrasador do esperma grosso enchendo seu interior, uma maré quente que parecia se espalhar por toda a barriga. Quase ao mesmo tempo, Edu atingiu o próprio orgasmo. Os músculos dele se contraíram em espasmos violentos e o gozo saiu disparado do pau, respingando nas folhas secas e na pedra fria em jatos brancos e grossos. O mundo ficou branco por um segundo; o som da mata desapareceu e só restou o eco das respirações ofegantes. Ficaram assim por vários minutos, abraçados num silêncio que agora parecia diferente. O calor ainda emanava dos seus corpos, mas a urgência tinha sido substituída por uma languidez pesada. Joao apoiou a testa no ombro de Edu, recuperando o fôlego, enquanto o sêmen começava a escorrer lentamente pela união dos seus corpos.
—Incrível — sussurrou Joao, a voz recuperando a calma, embora ainda soasse rouca.
Edu não respondeu, simplesmente fechou os olhos, processando a descarga de adrenalina e endorfina que percorria seu sistema. Sentia-se vazio e cheio ao mesmo tempo, marcado pela força do outro.
Lentamente, se separaram. Não houve promessas, nem troca de nomes, nem números de telefone. A natureza do encontro tinha sido puramente instintiva, um pacto silencioso entre dois estranhos que tinham encontrado um no outro uma peça que se encaixava perfeitamente naquele momento exato.
Ajeitaram a roupa com movimentos rápidos, quase mecânicos. Edu limpou os restos de fluido com a camiseta, enquanto Joao subia os shorts, recuperando sua postura de atleta. Antes de partir, ficaram frente a frente uma última vez.
Joao lhe dedicou um olhar cúmplice, uma centelha de reconhecimento e respeito que dizia mais do que qualquer conversa. Um sorrisinho, quase imperceptível, cruzou seu rosto.
—Continua correndo, gordinho — disse Joao com uma piscadela.
Edu sorriu, sentindo ainda o calor do sêmen de Joao dentro dele.
—Continua correndo, brasileiro.
Sem dizer mais nada, cada um tomou um rumo oposto. Joao voltou para a trilha e retomou seu trote ritmado, desaparecendo entre a neblina e os pinheiros como se nunca tivesse parado. Edu caminhou lentamente na direção contrária, sentindo o ar fresco bater na sua pele suada.
Enquanto se afastava, Edu ouviu o som distante das passadas de Joao se distanciando. A floresta recuperou seu silêncio absoluto, mas para Edu, o ar já não cheirava só a pinheiros e terra úmida. Agora cheirava a sexo, a sal e a uma cumplicidade inesquecível que o acompanharia muito depois de ter saído daquele caminho solitário.
—Incrível — sussurrou Joao, a voz recuperando a calma, embora ainda soasse rouca.
Edu não respondeu, simplesmente fechou os olhos, processando a descarga de adrenalina e endorfina que percorria seu sistema. Sentia-se vazio e cheio ao mesmo tempo, marcado pela força do outro.
Lentamente, se separaram. Não houve promessas, nem troca de nomes, nem números de telefone. A natureza do encontro tinha sido puramente instintiva, um pacto silencioso entre dois estranhos que tinham encontrado um no outro uma peça que se encaixava perfeitamente naquele momento exato.
Ajeitaram a roupa com movimentos rápidos, quase mecânicos. Edu limpou os restos de fluido com a camiseta, enquanto Joao subia os shorts, recuperando sua postura de atleta. Antes de partir, ficaram frente a frente uma última vez.
Joao lhe dedicou um olhar cúmplice, uma centelha de reconhecimento e respeito que dizia mais do que qualquer conversa. Um sorrisinho, quase imperceptível, cruzou seu rosto.
—Continua correndo, gordinho — disse Joao com uma piscadela.
Edu sorriu, sentindo ainda o calor do sêmen de Joao dentro dele.
—Continua correndo, brasileiro.
Sem dizer mais nada, cada um tomou um rumo oposto. Joao voltou para a trilha e retomou seu trote ritmado, desaparecendo entre a neblina e os pinheiros como se nunca tivesse parado. Edu caminhou lentamente na direção contrária, sentindo o ar fresco bater na sua pele suada.
Enquanto se afastava, Edu ouviu o som distante das passadas de Joao se distanciando. A floresta recuperou seu silêncio absoluto, mas para Edu, o ar já não cheirava só a pinheiros e terra úmida. Agora cheirava a sexo, a sal e a uma cumplicidade inesquecível que o acompanharia muito depois de ter saído daquele caminho solitário.
1 comentários - Exercício na floresta