Toque cego, desejo acordado---Sofia aceita a proposta do Damião: vendar os olhos e adivinhar quem tá tocando nela. Lucas, nervoso, passa a mão de leve, mas ela, mesmo reconhecendo ele, decide brincar com a timidez do cara. Agora, sozinha com o Damião, o jogo fica mais pesado.Desculpe, não posso ajudar com essa solicitação.
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O silêncio no quarto ficou denso, quase palpável, quebrado só pela respiração ofegante do Lucas. Damián, com um sorriso que não escondia a intenção de devorar o momento, se inclinou pra frente da posição dele no sofá. O olhar dele percorreu o corpo da Sofía, parando na pele bronzeada que a camiseta curta deixava à mostra, antes de falar com uma voz grave que ecoou pelas paredes.
—Acho que podemos aumentar a aposta —sugeriu Damián, cruzando os braços e deixando à mostra seus antebraços musculosos—. Se vamos jogar de adivinhar, vamos fazer direito. A Sofía venda os olhos. Sem trapaça, sem olhadinhas. Se ela adivinhar quem tá tocando nela, o vencedor — ou seja, ela — escolhe a próxima área pra explorar. Mas se errar... o cara que tocou nela ganha e pode mandar o perdedor pra fora do quarto por trinta segundos. Trinta segundos de solidão pra pensar no que tá perdendo.
Sofia sentiu um arrepio percorrer suas costas, não de frio, mas pela eletricidade da proposta. A ideia da privação visual, de se entregar completamente ao toque sem a possibilidade de antecipar o movimento, fez sua *buceta* ficar levemente molhada, uma resposta visceral que ela não conseguia controlar. Ela assentiu com a cabeça, um movimento lento e deliberado, e aceitou a venda que Damián estendeu a ela.
O pano, macio e grosso, se ajustou sobre os olhos dela, mergulhando ela numa escuridão total. O mundo se reduziu na hora a sons e cheiros: o aroma de colônia barata do Lucas misturado com o cheiro mais forte e másculo do Damião, o roçar do tecido da saia jeans nas coxas dela, o zumbido da luz elétrica. O tato dela ficou aguçado de um jeito desesperado, cada poro da pele esperando o toque.
Ela ouviu o rangido dos sapatos do Lucas se aproximando. O som era inseguro, hesitante. Sofia manteve as mãos ao lado do corpo sobre o colchão, apertando os cobertores entre os dedos. O ar se moveu perto da perna direita dela. Então, a pele de uma mão, úmida e levemente fria pelo suor nervoso, fez contato com a parte interna da coxa dela, bem onde a saia terminava.
O toque foi leve, quase um sussurro na pele. Os dedos de Lucas tremiam ao deslizar para cima, um movimento desajeitado que não tinha a direção firme de Damián. Era um toque de medo, de reverência, mas também de um desejo contido que fazia os músculos da perna de Sofia se tensionarem. Ele não ousou ir mais alto, parando na borda perigosa onde a pele encontrava o tecido justo da saia dela. Sofia reconheceu na hora a textura daquela mão, o jeito que os nós dos dedos roçavam sua epiderme, a falta de calos nas pontas dos dedos. Ela sabia que era Lucas.
Mas uma ideia sacana e cruel cruzou sua mente, um desejo repentino de testar o controle que a venda lhe dava. Podia dizer a verdade e ganhar o direito de escolher a próxima zona, mas ver Lucas sofrer, ver como a timidez dele o traía, tinha um gosto muito mais doce. Decidiu que era hora de estabelecer a hierarquia do jogo.
—É você, Lucas —disse Sofia, a voz firme e clara na escuridão.
Ela sentiu a mão do Lucas se afastar de repente, como se tivesse queimado a pele dele. O garoto soltou um gemido abafado de frustração e vergonha. Na penumbra da mente dela, Sofia conseguia imaginar perfeitamente: com a cara vermelha, os punhos cerrados ao lado do corpo e a ereção marcando dolorosamente na calça dele, derrotado pela própria falta de jeito e pela sensibilidade afiada dela.
—Bem feito —interveio Damián, com uma risada baixa e debochada—. Perdeu, amigo. Sai daqui. Trinta segundos. Começa a contar.
Lucas não disse nada. Sofia ouviu seus passos pesados e rápidos se afastando em direção à porta, o rangido da dobradiça e o baque seco da madeira ao fechar. O silêncio que veio depois tinha uma qualidade diferente, mais pesado, mais carregado de intenção sexual. Agora ela estava sozinha no quarto com Damián, incapaz de vê-lo, mas sentindo sua presença dominante se aproximando como um predador que sabe que sua presa está indefesa.
O colchão afundou sob o peso do Damião quando ele sentou ao lado dela. O calor do corpo dele irradiava na direção dela, muito mais intenso que o do Lucas. Sofia sentiu a respiração acelerar, os bicos dos peitos endurecendo contra o tecido fino da camiseta, rasgando o material com a rigidez. Ela sabia que o Damião tava observando ela, devorando ela com o olhar, analisando cada centímetro do corpo exposto dela enquanto ela ficava no escuro, esperando o próximo movimento dele com uma mistura de medo e excitação voraz. O jogo tinha mudado; já não era mais só de adivinhar, mas de sobreviver à intensidade do que viria depois.
Pdt: CONTINUA, Damian encontra um "anel" no quarto.
Pdt 2: Leia o capítulo anterior para entender melhor este.
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O silêncio no quarto ficou denso, quase palpável, quebrado só pela respiração ofegante do Lucas. Damián, com um sorriso que não escondia a intenção de devorar o momento, se inclinou pra frente da posição dele no sofá. O olhar dele percorreu o corpo da Sofía, parando na pele bronzeada que a camiseta curta deixava à mostra, antes de falar com uma voz grave que ecoou pelas paredes.
—Acho que podemos aumentar a aposta —sugeriu Damián, cruzando os braços e deixando à mostra seus antebraços musculosos—. Se vamos jogar de adivinhar, vamos fazer direito. A Sofía venda os olhos. Sem trapaça, sem olhadinhas. Se ela adivinhar quem tá tocando nela, o vencedor — ou seja, ela — escolhe a próxima área pra explorar. Mas se errar... o cara que tocou nela ganha e pode mandar o perdedor pra fora do quarto por trinta segundos. Trinta segundos de solidão pra pensar no que tá perdendo.
Sofia sentiu um arrepio percorrer suas costas, não de frio, mas pela eletricidade da proposta. A ideia da privação visual, de se entregar completamente ao toque sem a possibilidade de antecipar o movimento, fez sua *buceta* ficar levemente molhada, uma resposta visceral que ela não conseguia controlar. Ela assentiu com a cabeça, um movimento lento e deliberado, e aceitou a venda que Damián estendeu a ela.
O pano, macio e grosso, se ajustou sobre os olhos dela, mergulhando ela numa escuridão total. O mundo se reduziu na hora a sons e cheiros: o aroma de colônia barata do Lucas misturado com o cheiro mais forte e másculo do Damião, o roçar do tecido da saia jeans nas coxas dela, o zumbido da luz elétrica. O tato dela ficou aguçado de um jeito desesperado, cada poro da pele esperando o toque.
Ela ouviu o rangido dos sapatos do Lucas se aproximando. O som era inseguro, hesitante. Sofia manteve as mãos ao lado do corpo sobre o colchão, apertando os cobertores entre os dedos. O ar se moveu perto da perna direita dela. Então, a pele de uma mão, úmida e levemente fria pelo suor nervoso, fez contato com a parte interna da coxa dela, bem onde a saia terminava.
O toque foi leve, quase um sussurro na pele. Os dedos de Lucas tremiam ao deslizar para cima, um movimento desajeitado que não tinha a direção firme de Damián. Era um toque de medo, de reverência, mas também de um desejo contido que fazia os músculos da perna de Sofia se tensionarem. Ele não ousou ir mais alto, parando na borda perigosa onde a pele encontrava o tecido justo da saia dela. Sofia reconheceu na hora a textura daquela mão, o jeito que os nós dos dedos roçavam sua epiderme, a falta de calos nas pontas dos dedos. Ela sabia que era Lucas.
Mas uma ideia sacana e cruel cruzou sua mente, um desejo repentino de testar o controle que a venda lhe dava. Podia dizer a verdade e ganhar o direito de escolher a próxima zona, mas ver Lucas sofrer, ver como a timidez dele o traía, tinha um gosto muito mais doce. Decidiu que era hora de estabelecer a hierarquia do jogo.
—É você, Lucas —disse Sofia, a voz firme e clara na escuridão.
Ela sentiu a mão do Lucas se afastar de repente, como se tivesse queimado a pele dele. O garoto soltou um gemido abafado de frustração e vergonha. Na penumbra da mente dela, Sofia conseguia imaginar perfeitamente: com a cara vermelha, os punhos cerrados ao lado do corpo e a ereção marcando dolorosamente na calça dele, derrotado pela própria falta de jeito e pela sensibilidade afiada dela.
—Bem feito —interveio Damián, com uma risada baixa e debochada—. Perdeu, amigo. Sai daqui. Trinta segundos. Começa a contar.
Lucas não disse nada. Sofia ouviu seus passos pesados e rápidos se afastando em direção à porta, o rangido da dobradiça e o baque seco da madeira ao fechar. O silêncio que veio depois tinha uma qualidade diferente, mais pesado, mais carregado de intenção sexual. Agora ela estava sozinha no quarto com Damián, incapaz de vê-lo, mas sentindo sua presença dominante se aproximando como um predador que sabe que sua presa está indefesa.
O colchão afundou sob o peso do Damião quando ele sentou ao lado dela. O calor do corpo dele irradiava na direção dela, muito mais intenso que o do Lucas. Sofia sentiu a respiração acelerar, os bicos dos peitos endurecendo contra o tecido fino da camiseta, rasgando o material com a rigidez. Ela sabia que o Damião tava observando ela, devorando ela com o olhar, analisando cada centímetro do corpo exposto dela enquanto ela ficava no escuro, esperando o próximo movimento dele com uma mistura de medo e excitação voraz. O jogo tinha mudado; já não era mais só de adivinhar, mas de sobreviver à intensidade do que viria depois.
Pdt: CONTINUA, Damian encontra um "anel" no quarto.
Pdt 2: Leia o capítulo anterior para entender melhor este.
0 comentários - Tato cego, desejo acordado CAP 2