Este é mais um daqueles contos que ficaram vagando por aí. Resolvi reescrever e publicar de novo porque fazer um conto dá trabalho, e não é justo que qualquer babaca copie e cole se achando o autor...
Ainda não me conheço completamente. Mas agora entendo algumas coisas sobre mim que antes não conseguia. Sentimentos inevitáveis que me levavam a fazer coisas das quais depois me arrependia...
Há alguns anos, eu saía com um cara com quem não me dava tão bem. O sexo era muito bom, mas fora disso a gente mal conseguia conversar sobre qualquer coisa. Não aproveitávamos o tempo fora da cama, e acho que isso é essencial para um relacionamento funcionar. Hoje sei que seu parceiro tem que ser seu melhor amigo. E se você não pode contar algo para seu amigo, então ele não é seu amigo; pelo menos não do único jeito que importa pra mim.
Esse era nosso contexto emocional: boa química sexual rodeada de falta de confiança, conversa fiada e enganações de ambos os lados, que aumentavam quando a gente brigava.
Naquele sábado, era uma dessas noites. Fiquei sozinha em casa. Minhas amigas estavam com seus respectivos parceiros, e eu me sentia insegura, ansiosa, inútil... A única coisa que não me sentia era feia, mas isso era o que mais me dava raiva, porque eu me perguntava como terminava chorando sozinha em casa num sábado à noite. Era inaceitável!
Sequei as lágrimas, coloquei um pouco de gelo nos olhos, e enquanto minha testa esfriava, comecei a sentir aquela vontade enorme de transar que não se acalma nem com dois ou três orgasmos. Quando um consolo não é suficiente. Essa loirinha estava inconsolável...
Andava nervosa pela casa toda. Deitava na cama e olhava o teto. Pensava, viajava, ficava rolando o celular... Meus mecanismos de defesa projetavam na minha cabeça cenas de situações sexuais hipotéticas que me deixavam muito excitada. Quando você está assim, vulnerável sem saber por quê, procura inconscientemente culpados pela sua agonia. Como tudo está errado, alguém tem que pagar: seu parceiro ou você mesma. Meu namorado Uns chifres iam bastar pra ela. E eu...? Que castigo essa puta ruim merecia...? Não queria começar um relacionamento novo. Isso tinha que ser justiça sexual rápida e implacável. Tinha que sair do meu esconderijo e encarar os predadores. Mas não em alguma dessas baladas falsas cheias de estudantes e filhinhos de mamãe que são cópias de cópias... "Máquinas", como dizem os New York Dolls. Tinha que sair da minha zona de conforto. Fechava os olhos e via uma das minhas fantasias recorrentes não realizadas: Eu numa peça de vila precária, suja, bagunçada e com pouca luz; de quatro numa cama desarrumada que rangia com as pirocadas que levava de um desses moleques genéricos de cara tatuada, boné e jaquetinha adidas, gemendo igual louca no som de uma dessas cumbias disléxicas e degradantes do Bonner, bebendo vinho de uma garrafa cortada e aspirando toda a fumaça do ambiente... Por que essa fantasia tão comum, tão sem glamour...? Na hora não pensei muito, mas agora, uns anos depois, com o caso da Wanda Nara e do L-Gante, sacou uma ideia. Eu curto Rock e Pop. Não aguento cumbia nem reggaeton, nem toda essa moda marginal onipresente. Esses manos oversize que são o outro extremo do fitness, da pulsão de vida, da minha biblioteca, meu inglês de cursinho, da minha *vie en rose*, e do rock, que nem sempre é tão sexual, a menos que seja Jimi Hendrix comendo a guitarra, ou o Pity do Viejas Locas, que te fazia gozar só com a voz... Mas a cumbia, por outro lado, é puro corpo: dança, roça, mão, pau, SEXO... Se em praticamente todas as letras falam de como transam bem, eu tava morrendo de vontade de experimentar. Outro fator excitante era a humilhação; porque isso ia ser tipo deixar engravidar pelo inimigo, como quando você fode com o cara do time rival de camisa vestida... Não precisava me arrumar muito. Uma loirinha com cara óbvia de patricinha, longe do café com croissant, naquele mar de gente que vai encher a cara na porta de As casas noturnas eram uma doação. Até eu sabia disso. Me maquiei o mínimo necessário: nada de base, batom, sombra ou rímel — só um pouco de blush, brilho e os olhos levemente delineados. Cabelo solto, penteado só com os dedos. Moletom, jaqueta e botas cano curto preta por baixo de uma saia jeans. E tênis, porque ia ter que andar pra caralho. Fui de busão, mas desci umas quadras antes pra parecer local e descolada. Conhecia o caminho, aquela ponte cheia de zé droguinha bebendo, na ida e na volta, mas agora não tava com grupo nenhum, e ninguém sabia que eu tava ali. Comecei a me sentir insegura com meu plano, que aliás não existia. Minha única ideia era andar no meio da multidão rebolando a bunda até alguém me segurar pela mão, como sempre acontecia lá dentro da balada. Escanear e parar pra tomar alguma coisa, ou dar qualquer desculpa e continuar circulando. O trecho antes da zona das baladas era um terreno meio sinistro, com galpões enormes onde descarregavam caminhões, e onde todo mundo sabia que muitas minas também trabalhavam. Dessa vez, não achei tão indiferente assim. Tava cheio de puta, traveco, noia e bebado, bandido na cara dura, e os "elogios" não demoraram: _"Sozinha, mocinha?... Vem cá que eu tenho o que você veio buscar...!"_ _"Quanto é o boquete, mãe?..._" _"Essa raba precisa de uma pica, me parece, hein?"_ E um monte de merda assim... Às vezes é gostoso receber um elogio, mas me deu um cagaço... Um careca veio mancando na minha direção me oferecer pó e outras paradas. Ele tinha de tudo! Era um "traficante ambulante". Falei: "Não, valeu...", e ouvi alguém gritar: _"Puta!"_ entre beijos e assobios que ecoavam nas paredes e portões daqueles galpões de procedência duvidosa. Nada a ver com as outras vezes que passei por ali acompanhada dos meus amigos voltando da balança meio doida, quase amanhecendo. Decidi desistir. Abortar a missão de me entregar de bandeja por causa de um surto de despeito e ansiedade. Me deu uma espécie de ataque de pânico. Atravessei uma espécie de beco, que era o último trecho pra cruzar tudo aquilo, e foi um CUZÃO! Parecia que iam me apertar a buceta na marra e sem aviso, igual meu ex fazia, ou me enfiar à força num daqueles motéis disfarçados de depósito. Comecei a acelerar o passo, quando vejo um carro de aplicativo deixando alguém. Quase me joguei em cima. Entrei rápido no banco de trás e senti um alívio... O cara era um magrelo, moreno, de cabelo cacheado. Juba até a nuca. Devia ter uns cinquenta e poucos. E tava ouvindo cumbia (!).
_"Pra onde vamos, mocinha? Pra balada...?"
_"Não...", falei tímida e ainda meio assustada. "Pra lá...", apontando e falando o nome do bairro.
No caminho pra casa, a cumbia e a segurança do carro me deram outra ideia que me trouxe de volta ao plano original. Ali estava "meu boy" procurado, haha. Óbvio, não tava nem aí pra aparência. A única coisa que queria era sentir uma rola ouvindo cumbia. Mas como eu ia falar aquilo? Dava pra ver que era um desses "espertos" da rua.
_"Pensei que cê ia pra balada...", ele disse, cortando meus pensamentos.
_"É, não... Ia, mas não...".
_"O que aconteceu...?", ele perguntou.
_"Nada... Passei pelo estacionamento e me assustei. Achei que iam me roubar, ou estuprar...", falei com a voz quase chorosa. Ele caiu na risada.
_"Hahahahaha...! Nada! Roubar até pode... O celular. Mas estuprar ali não. Sabe a merda que dá? Lá eles pagam pra transar".
Ele começou a falar sobre "a rua e a noite", até que fomos chegando perto do meu bairro.
_"Até onde te levo, mocinha?...", ele perguntou.
A oportunidade tava escapando. E eu não tinha tido coragem de falar nada. Ia voltar pra dormir, feita uma otária.
_"Para aqui!", falei. Tava numa calçada sem casas, na divisa entre um bairro e um mais pesado, mais a ver com o visual do motorista. Ele mostrou o preço. Meu coração batia forte. Respirei fundo e falei com uma voz trêmula de puta:
_"Quero... transar...".
_"Como...?"
_"Tô... com vontade... de transar...", repeti. Ele se virou e me olhou de cima a baixo.
_"Sou uma garota trans", falei pra ele.
Ele olhou pra frente de novo, pensou por uns segundos, e arrancando o carro disse:
_"Devia ter falado antes que queria um pau, mamãe...".
Virou o volante pra parte "fudida".
_"Pra onde a gente vai?", perguntei.
_"É... Aqui não tem muita opção. Se você tivesse falado lá atrás...".
_"É que eu não tava com coragem... É a primeira vez que faço isso. Não sou uma puta", falei.
(Pelo menos duas dessas coisas eram verdade).
_"Não é uma puta?...", disse com sarcasmo. "Bom, agora vai ser...". E deu uma gargalhada.
Chegamos na área da cadeia, uma parte com várias quadras meio escuras, com uns pastos do lado. Ele parou ali, e desligou tudo. Lá em cima, atrás dos muros com guaritas e arames farpados, dava pra ver as janelas gradeadas das celas.
_"Vem pra frente", ele ordenou. Agora me tratava como o que ele disse que eu ia ser: uma puta.
Tava um pouco frio, então passei rápido pro banco do carona e sentei olhando pra ele sem coragem de começar nada.
Ele segurou meu queixo de leve, e passou o polegar duro e áspero como lixa na minha bochecha.
_"Olha que gostosa você é...", ele disse. Abriu a braguilha com a outra mão, e puxou minha nuca até um "pau de chocolate", duro e de bom tamanho.
Depois de uns minutos chupando ele, ele falou:
_"Que bem que você chupa pra não ser uma puta, hein?". E me deu um belo apertão na bunda.
Levantei a saia pra deixar ele brincar um pouco com meu cu. Esse cara não era nada bruto. Era magro mas forte, e sabia como tocar e onde. Também não me afogava nem empurrava minha cabeça.
Ele começou a procurar camisinha no porta-luvas e eu entreguei as que trouxe com o lubrificante. Ele passou bem no meu cuzinho, limpou a mão num pano, puxou o volante, reclinou o banco, e disse:
_"Bom, mamãe, já tá pronta pra pagar a viagem...", e deu um tapinha na minha bunda.
Levantei babando. Tirei a jaqueta e o moletom, enquanto ele colo a camisinha, e fiquei só de sutiã. _"Eu sempre uso camisinha, sabia, loirinha?... Tem que se cuidar". _"Tá bom...", eu falei. Eu baixei a calcinha até os joelhos, e com a saia enrolada na cintura, sentei devagarinho em cima dele. Ele me segurou pela cintura com as mãos calejadas e começou a me empalar devagar até onde quis. Eu me deitei no peito dele e senti o crucifixo nas minhas costas. Ele tirou meus peitos pra fora e, apertando eles, começou a se mexer. Isso me deixou louca. Comecei a gemer, e ele a falar umas coisas, tipo: "Seu rabo não vai ficar igual depois dessa, loirinha, hein?...". Ou: "Olha a que não era puta, como come...". Nisso, lembrei do brega! Pedi pra ele ligar o rádio, que queria ouvir um brega. Ele disse: "O quê??". Insisti. Ele não entendia nada. Mas começou a sintonizar o dial comigo empalada. Voltamos a nos mexer. Me deitei de novo no peito dele e fechei os olhos. O brega fez minha buceta ficar dura. Tava durinha e ele começou a me punhetar. Falei pra não, porque ia me fazer gozar. Ele pediu outra camisinha e colocou. Falei de novo que não queria gozar porque ia perder a excitação, e tentei segurar a mão dele com as minhas. Não ligou; prendeu meus antebraços com a mãozona dele e continuou me punhetando e me comendo, até que me fez gozar com um monte de gritos de puta que devem ter acordado algum preso. Sem tirar de dentro, mandou eu tirar a camisinha. Dei um nó e joguei pela janela, e limpei bem a bucetinha com aquele pano sujo. Me deitei de novo em cima dele, com a buceta ainda dentro. Murcha... _"Por que você me fez gozar...?", sussurrei ronronando e me esfregando no corpo dele. "Queria que isso durasse mais...". _"Não posso ficar aqui a noite toda, mãe. Tenho que trampar. E você agora vai tomar todo meu leite...". Ele me tirou de cima. Tirou a camisinha e jogou fora, e enquanto eu arrumava a calcinha e a saia, ele baixou minha cabeça de novo. Chupei ele um pouco até sentir com os lábios, a pressão de uma descarga iminente subindo pela minha boceta e descendo logo em seguida pela minha garganta: um, dois, três, quatro, cinco jatos amargos de porra... E um grito de satisfação de homem maduro. Chupei ele até que ele tirasse a pressão da mão da minha nuca.
_"A que não era puta...!", ele disse, e caiu na risada de novo.
Limpei a boca com as costas da mão e me arrumei como pude, me olhando no espelhinho pra ver se não tava com o rosto sujo. Tava suada, cheia de leite e gozo. E ele tinha razão: minha bundinha já não era mais a mesma, como ele tinha dito.
_"Vem...", ele disse, fazendo um gesto com a mão, e me beijou de língua docemente.
_"Qual é o seu nome?", ele perguntou.
Falei meu nome e perguntei o dele.
_"É melhor você não saber", ele respondeu.
Ele me levou de volta, me deixou bem perto de casa. A gente se despediu como motorista e passageira, e quando eu desci, ele gritou meu nome e disse:
_"Agora você já é puta...!".
Ainda não me conheço completamente. Mas agora entendo algumas coisas sobre mim que antes não conseguia. Sentimentos inevitáveis que me levavam a fazer coisas das quais depois me arrependia...
Há alguns anos, eu saía com um cara com quem não me dava tão bem. O sexo era muito bom, mas fora disso a gente mal conseguia conversar sobre qualquer coisa. Não aproveitávamos o tempo fora da cama, e acho que isso é essencial para um relacionamento funcionar. Hoje sei que seu parceiro tem que ser seu melhor amigo. E se você não pode contar algo para seu amigo, então ele não é seu amigo; pelo menos não do único jeito que importa pra mim.
Esse era nosso contexto emocional: boa química sexual rodeada de falta de confiança, conversa fiada e enganações de ambos os lados, que aumentavam quando a gente brigava.
Naquele sábado, era uma dessas noites. Fiquei sozinha em casa. Minhas amigas estavam com seus respectivos parceiros, e eu me sentia insegura, ansiosa, inútil... A única coisa que não me sentia era feia, mas isso era o que mais me dava raiva, porque eu me perguntava como terminava chorando sozinha em casa num sábado à noite. Era inaceitável!
Sequei as lágrimas, coloquei um pouco de gelo nos olhos, e enquanto minha testa esfriava, comecei a sentir aquela vontade enorme de transar que não se acalma nem com dois ou três orgasmos. Quando um consolo não é suficiente. Essa loirinha estava inconsolável...
Andava nervosa pela casa toda. Deitava na cama e olhava o teto. Pensava, viajava, ficava rolando o celular... Meus mecanismos de defesa projetavam na minha cabeça cenas de situações sexuais hipotéticas que me deixavam muito excitada. Quando você está assim, vulnerável sem saber por quê, procura inconscientemente culpados pela sua agonia. Como tudo está errado, alguém tem que pagar: seu parceiro ou você mesma. Meu namorado Uns chifres iam bastar pra ela. E eu...? Que castigo essa puta ruim merecia...? Não queria começar um relacionamento novo. Isso tinha que ser justiça sexual rápida e implacável. Tinha que sair do meu esconderijo e encarar os predadores. Mas não em alguma dessas baladas falsas cheias de estudantes e filhinhos de mamãe que são cópias de cópias... "Máquinas", como dizem os New York Dolls. Tinha que sair da minha zona de conforto. Fechava os olhos e via uma das minhas fantasias recorrentes não realizadas: Eu numa peça de vila precária, suja, bagunçada e com pouca luz; de quatro numa cama desarrumada que rangia com as pirocadas que levava de um desses moleques genéricos de cara tatuada, boné e jaquetinha adidas, gemendo igual louca no som de uma dessas cumbias disléxicas e degradantes do Bonner, bebendo vinho de uma garrafa cortada e aspirando toda a fumaça do ambiente... Por que essa fantasia tão comum, tão sem glamour...? Na hora não pensei muito, mas agora, uns anos depois, com o caso da Wanda Nara e do L-Gante, sacou uma ideia. Eu curto Rock e Pop. Não aguento cumbia nem reggaeton, nem toda essa moda marginal onipresente. Esses manos oversize que são o outro extremo do fitness, da pulsão de vida, da minha biblioteca, meu inglês de cursinho, da minha *vie en rose*, e do rock, que nem sempre é tão sexual, a menos que seja Jimi Hendrix comendo a guitarra, ou o Pity do Viejas Locas, que te fazia gozar só com a voz... Mas a cumbia, por outro lado, é puro corpo: dança, roça, mão, pau, SEXO... Se em praticamente todas as letras falam de como transam bem, eu tava morrendo de vontade de experimentar. Outro fator excitante era a humilhação; porque isso ia ser tipo deixar engravidar pelo inimigo, como quando você fode com o cara do time rival de camisa vestida... Não precisava me arrumar muito. Uma loirinha com cara óbvia de patricinha, longe do café com croissant, naquele mar de gente que vai encher a cara na porta de As casas noturnas eram uma doação. Até eu sabia disso. Me maquiei o mínimo necessário: nada de base, batom, sombra ou rímel — só um pouco de blush, brilho e os olhos levemente delineados. Cabelo solto, penteado só com os dedos. Moletom, jaqueta e botas cano curto preta por baixo de uma saia jeans. E tênis, porque ia ter que andar pra caralho. Fui de busão, mas desci umas quadras antes pra parecer local e descolada. Conhecia o caminho, aquela ponte cheia de zé droguinha bebendo, na ida e na volta, mas agora não tava com grupo nenhum, e ninguém sabia que eu tava ali. Comecei a me sentir insegura com meu plano, que aliás não existia. Minha única ideia era andar no meio da multidão rebolando a bunda até alguém me segurar pela mão, como sempre acontecia lá dentro da balada. Escanear e parar pra tomar alguma coisa, ou dar qualquer desculpa e continuar circulando. O trecho antes da zona das baladas era um terreno meio sinistro, com galpões enormes onde descarregavam caminhões, e onde todo mundo sabia que muitas minas também trabalhavam. Dessa vez, não achei tão indiferente assim. Tava cheio de puta, traveco, noia e bebado, bandido na cara dura, e os "elogios" não demoraram: _"Sozinha, mocinha?... Vem cá que eu tenho o que você veio buscar...!"_ _"Quanto é o boquete, mãe?..._" _"Essa raba precisa de uma pica, me parece, hein?"_ E um monte de merda assim... Às vezes é gostoso receber um elogio, mas me deu um cagaço... Um careca veio mancando na minha direção me oferecer pó e outras paradas. Ele tinha de tudo! Era um "traficante ambulante". Falei: "Não, valeu...", e ouvi alguém gritar: _"Puta!"_ entre beijos e assobios que ecoavam nas paredes e portões daqueles galpões de procedência duvidosa. Nada a ver com as outras vezes que passei por ali acompanhada dos meus amigos voltando da balança meio doida, quase amanhecendo. Decidi desistir. Abortar a missão de me entregar de bandeja por causa de um surto de despeito e ansiedade. Me deu uma espécie de ataque de pânico. Atravessei uma espécie de beco, que era o último trecho pra cruzar tudo aquilo, e foi um CUZÃO! Parecia que iam me apertar a buceta na marra e sem aviso, igual meu ex fazia, ou me enfiar à força num daqueles motéis disfarçados de depósito. Comecei a acelerar o passo, quando vejo um carro de aplicativo deixando alguém. Quase me joguei em cima. Entrei rápido no banco de trás e senti um alívio... O cara era um magrelo, moreno, de cabelo cacheado. Juba até a nuca. Devia ter uns cinquenta e poucos. E tava ouvindo cumbia (!).
_"Pra onde vamos, mocinha? Pra balada...?"
_"Não...", falei tímida e ainda meio assustada. "Pra lá...", apontando e falando o nome do bairro.
No caminho pra casa, a cumbia e a segurança do carro me deram outra ideia que me trouxe de volta ao plano original. Ali estava "meu boy" procurado, haha. Óbvio, não tava nem aí pra aparência. A única coisa que queria era sentir uma rola ouvindo cumbia. Mas como eu ia falar aquilo? Dava pra ver que era um desses "espertos" da rua.
_"Pensei que cê ia pra balada...", ele disse, cortando meus pensamentos.
_"É, não... Ia, mas não...".
_"O que aconteceu...?", ele perguntou.
_"Nada... Passei pelo estacionamento e me assustei. Achei que iam me roubar, ou estuprar...", falei com a voz quase chorosa. Ele caiu na risada.
_"Hahahahaha...! Nada! Roubar até pode... O celular. Mas estuprar ali não. Sabe a merda que dá? Lá eles pagam pra transar".
Ele começou a falar sobre "a rua e a noite", até que fomos chegando perto do meu bairro.
_"Até onde te levo, mocinha?...", ele perguntou.
A oportunidade tava escapando. E eu não tinha tido coragem de falar nada. Ia voltar pra dormir, feita uma otária.
_"Para aqui!", falei. Tava numa calçada sem casas, na divisa entre um bairro e um mais pesado, mais a ver com o visual do motorista. Ele mostrou o preço. Meu coração batia forte. Respirei fundo e falei com uma voz trêmula de puta:
_"Quero... transar...".
_"Como...?"
_"Tô... com vontade... de transar...", repeti. Ele se virou e me olhou de cima a baixo.
_"Sou uma garota trans", falei pra ele.
Ele olhou pra frente de novo, pensou por uns segundos, e arrancando o carro disse:
_"Devia ter falado antes que queria um pau, mamãe...".
Virou o volante pra parte "fudida".
_"Pra onde a gente vai?", perguntei.
_"É... Aqui não tem muita opção. Se você tivesse falado lá atrás...".
_"É que eu não tava com coragem... É a primeira vez que faço isso. Não sou uma puta", falei.
(Pelo menos duas dessas coisas eram verdade).
_"Não é uma puta?...", disse com sarcasmo. "Bom, agora vai ser...". E deu uma gargalhada.
Chegamos na área da cadeia, uma parte com várias quadras meio escuras, com uns pastos do lado. Ele parou ali, e desligou tudo. Lá em cima, atrás dos muros com guaritas e arames farpados, dava pra ver as janelas gradeadas das celas.
_"Vem pra frente", ele ordenou. Agora me tratava como o que ele disse que eu ia ser: uma puta.
Tava um pouco frio, então passei rápido pro banco do carona e sentei olhando pra ele sem coragem de começar nada.
Ele segurou meu queixo de leve, e passou o polegar duro e áspero como lixa na minha bochecha.
_"Olha que gostosa você é...", ele disse. Abriu a braguilha com a outra mão, e puxou minha nuca até um "pau de chocolate", duro e de bom tamanho.
Depois de uns minutos chupando ele, ele falou:
_"Que bem que você chupa pra não ser uma puta, hein?". E me deu um belo apertão na bunda.
Levantei a saia pra deixar ele brincar um pouco com meu cu. Esse cara não era nada bruto. Era magro mas forte, e sabia como tocar e onde. Também não me afogava nem empurrava minha cabeça.
Ele começou a procurar camisinha no porta-luvas e eu entreguei as que trouxe com o lubrificante. Ele passou bem no meu cuzinho, limpou a mão num pano, puxou o volante, reclinou o banco, e disse:
_"Bom, mamãe, já tá pronta pra pagar a viagem...", e deu um tapinha na minha bunda.
Levantei babando. Tirei a jaqueta e o moletom, enquanto ele colo a camisinha, e fiquei só de sutiã. _"Eu sempre uso camisinha, sabia, loirinha?... Tem que se cuidar". _"Tá bom...", eu falei. Eu baixei a calcinha até os joelhos, e com a saia enrolada na cintura, sentei devagarinho em cima dele. Ele me segurou pela cintura com as mãos calejadas e começou a me empalar devagar até onde quis. Eu me deitei no peito dele e senti o crucifixo nas minhas costas. Ele tirou meus peitos pra fora e, apertando eles, começou a se mexer. Isso me deixou louca. Comecei a gemer, e ele a falar umas coisas, tipo: "Seu rabo não vai ficar igual depois dessa, loirinha, hein?...". Ou: "Olha a que não era puta, como come...". Nisso, lembrei do brega! Pedi pra ele ligar o rádio, que queria ouvir um brega. Ele disse: "O quê??". Insisti. Ele não entendia nada. Mas começou a sintonizar o dial comigo empalada. Voltamos a nos mexer. Me deitei de novo no peito dele e fechei os olhos. O brega fez minha buceta ficar dura. Tava durinha e ele começou a me punhetar. Falei pra não, porque ia me fazer gozar. Ele pediu outra camisinha e colocou. Falei de novo que não queria gozar porque ia perder a excitação, e tentei segurar a mão dele com as minhas. Não ligou; prendeu meus antebraços com a mãozona dele e continuou me punhetando e me comendo, até que me fez gozar com um monte de gritos de puta que devem ter acordado algum preso. Sem tirar de dentro, mandou eu tirar a camisinha. Dei um nó e joguei pela janela, e limpei bem a bucetinha com aquele pano sujo. Me deitei de novo em cima dele, com a buceta ainda dentro. Murcha... _"Por que você me fez gozar...?", sussurrei ronronando e me esfregando no corpo dele. "Queria que isso durasse mais...". _"Não posso ficar aqui a noite toda, mãe. Tenho que trampar. E você agora vai tomar todo meu leite...". Ele me tirou de cima. Tirou a camisinha e jogou fora, e enquanto eu arrumava a calcinha e a saia, ele baixou minha cabeça de novo. Chupei ele um pouco até sentir com os lábios, a pressão de uma descarga iminente subindo pela minha boceta e descendo logo em seguida pela minha garganta: um, dois, três, quatro, cinco jatos amargos de porra... E um grito de satisfação de homem maduro. Chupei ele até que ele tirasse a pressão da mão da minha nuca.
_"A que não era puta...!", ele disse, e caiu na risada de novo.
Limpei a boca com as costas da mão e me arrumei como pude, me olhando no espelhinho pra ver se não tava com o rosto sujo. Tava suada, cheia de leite e gozo. E ele tinha razão: minha bundinha já não era mais a mesma, como ele tinha dito.
_"Vem...", ele disse, fazendo um gesto com a mão, e me beijou de língua docemente.
_"Qual é o seu nome?", ele perguntou.
Falei meu nome e perguntei o dele.
_"É melhor você não saber", ele respondeu.
Ele me levou de volta, me deixou bem perto de casa. A gente se despediu como motorista e passageira, e quando eu desci, ele gritou meu nome e disse:
_"Agora você já é puta...!".
4 comentários - Síndrome da Buceta da Wanda
Yo quería volar pijas! Jaja
Soy adicta a esa sensación...