Meu nome é Alba, sou uma mulher de 50 anos. Sou divorciada há uma década. Minha vida agora gira em torno da minha filha, que já é uma jovem adulta trilhando o próprio caminho.
Me considero uma mulher recatada. Prefiro vestidos de cores suaves e elegantes, conversas profundas, e encontro mais prazer numa tarde de leitura. Minha casa é meu santuário, um lugar onde posso ser completamente eu mesma, sem julgamentos externos.
Uma noite de terça-feira como qualquer outra, eu estava deitada no meu quarto, imersa naqueles pensamentos vagos. O silêncio só era quebrado pelo barulho distante da agitação da rua.
Foi então que meu celular vibrou com aquela notificação típica do Messenger. Sem dar muita importância, estendi o braço e desbloqueei a tela. A notificação era de um perfil que eu não reconhecia.
Com receio, já que não costumava aceitar mensagens de estranhos, toquei na conversa. A tela carregou por um segundo e uma imagem apareceu. Era a imagem de um pau ereto, com um tamanho que me pareceu obscenamente desproporcional.
Senti um nó no estômago, uma mistura de nojo e vergonha alheia. Abaixo da imagem, uma mensagem breve e direta: "Pra você".
Meu primeiro impulso foi o de raiva. Meu polegar foi direto pro botão de bloquear aquele sem-consideração da minha existência digital e apagar aquela imagem ofensiva da minha memória.
Mas uma onda de indignação me invadiu. E daí? Ele acha que sou uma mera buceta passiva pros impulsos dele, mais uma dessas mulheres que só servem pra apagar a própria história e calar a boca? Hein?
Com a mandíbula tensa, comecei a escrever minha bronca, um ato de rebelião contra a vulgaridade. Daria uma lição de respeito nele.
Senhor, não sei quem você é, nem como conseguiu meu contato. O que você fez não é um elogio, é uma forma de assédio. Sugiro que procure em outro lugar para perturbar alguém com suas tentativas pobres e patéticas de chamar atenção.
Me senti vitoriosa, como se tivesse limpado uma mancha suja do meu dia. Já estava prestes a bloqueá-lo quando a tela acendeu de novo com uma nova notificação. A resposta dele.
Gostou de mim? É assim que você me deixa de tesão ao ver as fotos da sua galeria. Vai negar que seu corpo não reagiu a isso? Se não, por que me respondeu?
Fiquei parada. Fotos da minha galeria? Um arrepio percorreu meu corpo. Um pânico cego começou a remexer minhas lembranças. Que fotos? Fui hackeada? Ou fui descuidada em algum momento?
E o pior... aquela pergunta final, ecoando na minha cabeça: "Se não, por que ele me respondeu?". Porque era verdade. Eu não tinha bloqueado ele na hora. Eu tinha respondido pra ele. Tinha dedicado tempo, energia, palavras.
Escrevi de volta, tentando que minhas palavras não entregassem o caos que se apossava de mim.
Não sei de que diabos você está falando. Você não tem nenhuma foto minha, te garanto que não vai conseguir de mim nada além de nojo. Sou uma mulher de cinquenta anos, não uma garotinha impressionável. Sua tentativa de me intimidar é patética. Não se meta comigo.
A resposta chegou quase na hora. E o que eu vi me deixou completamente sem fôlego.
Não se assuste, não é nenhuma foto íntima, mas pelo que vejo, você tem umas, hein!!
A mensagem vinha acompanhada de um vídeo. Com um nó na garganta, toquei para reproduzir. A imagem carregou e meu mundo parou.
Lá, na tela brilhante de um tablet, estava meu rosto. Eu sorria profissionalmente, com minha blusa de gola alta e meu cabelo impecável. E sobre aquela imagem, descansando pesadamente em cima do meu sorriso, estava o pau dele.
Um grito abafado ficou preso na minha garganta. Não era hackeio. Não era uma foto íntima roubada. Era a minha imagem pública, que tinha sido violada, transformada na tela da depravação dele. Meus dedos se mexeram com uma estranheza que não era minha até que, finalmente, consegui teclar uma resposta.
Você está doente. Precisa de ajuda profissional. O que está fazendo é criminoso, é uma violação. Me dá pena. Pare de me encher o saco ou vai se arrepender. Este é seu último aviso.
Enviei a mensagem e deixei o celular virado pra baixo na colcha, como se pudesse me queimar através da capa. Fechei os olhos com força, tentando apagar aquela imagem da minha retina, mas era inútil.
O celular vibrou de novo. Não queria olhar. Sabia o que esperava. Mas uma morbosidade que me envergonhava até a medula me obrigou a virá-lo de novo. A resposta estava lá.
Por mais que ela negue, sei que tá com uma molhadinha crescendo entre as pernas dela.
E embaixo, outro vídeo. A câmera estava mais perto. A mão dele se movia com uma rapidez frenética sobre o pau dele, que agora estava totalmente duro e apontando direto para a tela do tablet.
O som da respiração ofegante dela e o atrito da pele enchiam o silêncio do meu quarto. E então, vi o clímax. Um jato grosso e branco jorrou com força, salpicando a tela.
O sêmen escorreu sobre minha imagem, sobre meus olhos, meu sorriso, me manchando. A imagem era poderosamente atraente. O pensamento me acertou feito um tapa. Atraente? De onde tinha vindo essa palavra? Era nojenta, era humilhante... e, meu Deus, era magnética. Não conseguia desviar o olhar.
Meu corpo reagiu. Um calor profundo se espalhou pelo meu ventre, descendo até se aninhar no meio das minhas pernas. Uma umidade. Ele tinha razão. Meu próprio corpo me traía, respondendo àquela humilhação com uma pulsão primária que eu não reconhecia como minha.
Com uma agitação que não entendia, voltei a escrever.
Você não sabe nada de mim. Isso que você me mostra... não é poder, é patético. É a necessidade desesperada de um homenzinho de sentir que controla alguma coisa. Você acha que isso me dá medo? Ou me excita? Só confirma o que eu suspeitava: você é um pobre diabo.
Me sentia estranhamente forte, como se tivesse conseguido virar o jogo. Achei que tinha ferido ele onde mais doía: no seu frágil ego. Esperava uma resposta furiosa ou talvez o silêncio derrotado. O que recebi me desintegrou por completo.
Amanhã quero que você me espere em cima da sua mesa de centro, deitada de bruços, empinada, com a saia arregaçada na cintura, a meia-calça no meio da perna e as mãos abrindo a bunda.
Li a frase uma vez, duas, três. Senti náuseas, uma rejeição visceral que me fez encolher na cama. Era a coisa mais nojenta que ninguém nunca me pediu.
Mas então, bem abaixo desse pensamento de pânico, outra sensação começou a florescer, escura e traiçoeira. Era tesão. Uma pontada quente e molhada que se espalhou do meu ventre até o centro das minhas coxas.
A imagem que ele pintava com suas palavras era tão vívida, tão detalhada, que meu corpo respondeu a ela com um arrepio involuntário. Meus olhos, grudados na tela, continuaram lendo.
Você já sabe o que vou fazer com você, mas pra isso preciso que me mande seu endereço... a decisão é sua".
Minha mente mandava eu jogar o celular fora, chamar a polícia, bloquear ele, apagar tudo. Mas minhas mãos já não me pertenciam mais. Eu vi meus dedos, com uma autonomia aterrorizante, se mexendo sobre a tela.
Abriram o mapa. Tocaram no ícone azul da minha localização. E aí, com um toque que pareceu durar uma eternidade, apertaram "enviar".
Então, sua resposta. Breve. Final. Aterrorizante.
Nos vemos às dez, deixe a porta aberta".
O telefone escorregou da minha mão. Fiquei ali, paralisado, olhando pro teto sem enxergar nada. Respirei fundo, tremendo. Não dava pra acreditar no que tinha acabado de rolar. Não dava pra acreditar no que eu tinha acabado de fazer.
A noite foi um inferno de insônia. Toda vez que fechava os olhos, a mensagem dele queimava a ferro dentro das minhas pálpebras.
É brincadeira", repetia para mim mesma uma e outra vez. "Um tarado covarde que só se atreve no anonimato de uma tela. Ninguém ousaria. Ninguém viria". A lógica lutava contra o pânico, mas ambas roubavam meu sono.
A manhã chegou cinzenta e pesada. Tentei me refugiar na rotina. Liguei a televisão, os noticiários tagarelavam sobre coisas que pareciam de outro planeta. Abri um livro, as palavras viravam manchas pretas sem sentido.
Minha mente não estava lá. Estava na mesa de centro, ouvindo o eco da voz dele na minha cabeça. E sim, também estava vendo, uma e outra vez, aquele vídeo. O jato de porra manchando minha cara sorrindo.
Um movimento no canto do meu olho me trouxe de volta à realidade. Olhei para o relógio na parede. O mundo parou. O som da televisão sumiu. O livro caiu das minhas mãos. Nove e cinquenta e cinco. Lembrei das palavras dela com uma clareza aterrorizante. "Deixa a porta aberta.
Meu coração batia forte. Levantei como um autômato. Caminhei até a porta da frente. Minha mão tremia tanto que tive dificuldade pra girar a maçaneta. Abri. A rua estava deserta. Nem um carro, nem um vizinho, nem um cachorro passeando. Só o silêncio e o sol da manhã. Deixei ela entreaberta, só encostada. Faltavam cinco minutos.
Com uma incredulidade que me paralisava, meus pés me levaram de volta à sala. Lá estava. A mesa de centro. Minha mente gritava, meu corpo se movia. Com movimentos desajeitados, levantei o pano da minha saia até aninhá-lo na minha cintura. Meus dedos engancharam minha meia-calça e a deslizaram até que ficou presa no meio das minhas coxas.
Depois me recostei sobre o vidro frio e levantei meus quadris, como ele havia ordenado. Minhas mãos, trêmulas, se moveram para trás, afundando na carne da minha bunda, me abrindo. Me expondo.
Nessa pose, eu podia ver o relógio na parede. Os ponteiros se moviam com uma lentidão cruel. E bem abaixo, na sua moldura de prata, o retrato da minha filha, sorrindo, alheia a tudo.
Entre o relógio que marcava minha contagem regressiva e a inocência da minha filha, estava eu. Alba. Tremendo. Expondo o mais íntimo do meu ser no centro da minha própria casa, esperando um fantasma que me desmontou só com palavras.
O ponteiro dos segundos avançava, cada tique uma batida na minha têmpora. Dez segundos. Nove. Oito. O silêncio dentro de casa era absoluto. Sete. Seis. Nada. Não ouvia nada na rua. Cinco. Quatro. Olhava pra todos os lados. Três. Dois. Que idiota patética e estúpida. Eu tinha me deixado levar pela fantasia de um pervertido anônimo, pela traição do meu próprio corpo.
Estava ali, na minha própria sala, exposta e numa posição ridícula para... para nada. Um. Dez horas em ponto. A risada se soltou, um som seco e triste. Relaxei, os músculos que eu mantinha tensos por obediência se afrouxaram.
Estava prestes a me levantar, a acabar com esse pesadelo e rir da minha própria loucura, quando alguma coisa fez barulho. Um rangido longo e agudo. As dobradiças da porta da frente.
A risada morreu nos meus lábios. Meu coração, que mal estava se acalmando, se lançou de novo numa corrida frenética. Ouvi uns passos. Não eram apressados nem nervosos. Eram lentos, calculados. Passo a passo. Na minha direção.
Não me atrevi a virar. Continuei com o rosto para baixo, minhas mãos ainda abrindo minha bunda, meu corpo agora rígido como uma estátua de pedra.
Senti uma presença atrás de mim, uma sombra me cobrindo, um calor que não era meu. Depois, a voz. Era a mesma dos meus piores sonhos, mas agora era real, vibrando no ar da minha casa.
Puxa, eu já imaginava uma visão tremenda... mas isso, isso sim é uma bunda gostosa.
Senti uma rajada de ar quente perto do meu cu. Tava se inclinando. Tava me cheirando. A umidade na minha buceta já tinha começado. Dava pra sentir como ela se lubrificava até escorrer devagar pelo interior das minhas coxas. A vergonha e a excitação se misturavam num coquetel embriagador e nauseante.
Você tem ela peludinha", sussurrou. Seu hálito quente roçando minha pele mais íntima. "Assim fica mais gostoso!!
Ele tinha razão. Desde o divórcio, eu tinha abandonado aquela rotina de depilação. Me dava preguiça, parecia uma farsa. E agora, esse homem, esse violador do meu espaço, estava comentando aquilo. Validando.
E o meu maldito corpo respondia às palavras dela com uma nova onda de calor. Eu me sentia exposta não só fisicamente, mas na minha desatenção, na minha intimidade mais descuidada.
O som da respiração dela era um ronronar baixo, animal, ao inspirar. Um som úmido e profundo, como se estivesse tentando capturar meu cheiro, absorvê-lo, torná-lo dela. E isso, Deus, isso me excitava de uma forma que minha mente se recusava a processar. Era tão primitivo que minha buceta respondeu com outra onda de lubrificação.
Ouvi o rangido dos joelhos dele ao se endireitar, o som das botas se afastando um pouco mais no chão. E então, o som metálico de um zíper descendo. A imagem do pau dele, enorme e arrogante nos vídeos, me bateu na memória. Senti uma pontada no estômago, uma mistura de pânico e uma fome voraz.
E então, eu senti. Um calor, uma dureza de pele viva se esfregando contra minha buceta. Não entrava, só deslizava, se molhando com meu tesão. Meus lábios, obedecendo a um impulso que não era meu, pareciam se abrir sozinhos, pra beijá-lo, pra saudá-lo.
Esfregou uma, duas, três vezes, uma massagem lenta e torturante que me deixava à beira da loucura.
E de repente, parou. A ausência do toque foi um baque.
Já deu o cu pra alguém? Pro seu marido?
A pergunta me gelou o sangue. Meu marido. Em todos os nossos anos de casamento, essa tinha sido uma linha que nunca cruzamos. Uma barreira de recato, de... sei lá, de decência talvez. Nunca permiti. A ninguém.
Continuou, a voz dela um murmúrio baixo e seguro que vibrava nas minhas costas.
Acho que não... porque se você pudesse se ver, seu cu pulsa impaciente!!
A vergonha. Sabia que ele tinha razão. Podia sentir: uma contração rápida e ansiosa no meu cu, um pulso que denunciava minha curiosidade e meu medo. Respondi um "não" seco, contido, quase inaudível. Uma confissão.
Assim que a sílaba saiu dos meus lábios, senti de novo. Mas dessa vez não foi na minha buceta. Senti a ponta do glande dele, lisa e quente, se esfregando com uma lentidão deliberada contra as dobras do meu cu. Um gemido involuntário e trêmulo escapou do fundo da minha garganta. Um som de pura rendição.
Fechei os olhos, me entregando por completo a essa fricção lenta e deliberada. Cada movimento da glande dele era uma promessa, uma ameaça que meu corpo recebia com um tremor ansioso. Eu curtia aquela sensação proibida, aquele jogo no limiar de algo que nunca tinha explorado.
Sem avisar, o toque desapareceu. A ausência foi tão brusca que abri os olhos, confusa. Mas antes que eu pudesse processar, uma umidade quente e surpreendente me fez estremecer. Sua língua. Fazia círculos lentos, explorando aquela buceta com uma delicadeza brutal que me desintegrava por dentro.
Meus olhos reviraram. Minha mente quase me abandonou por completo, incapaz de processar a intensidade do que eu estava sentindo. E de repente, a língua dela me penetrou. Senti ela entrando em mim, firme e molhada, se movendo lá dentro.
Um grito abafado se perdeu nas minhas mãos. Antes elas seguiam a ordem de me manter aberta, agora, inúteis, tentavam me calar. O controle tinha se desvanecido. Já não era meu. Era dele.
Minha buceta decidiu explodir. Um orgasmo me atingiu como uma onda gigante. Não era um orgasmo que eu conhecesse; esse nasceu da humilhação, da proibição, daquela língua que me violava da forma mais íntima imaginável. Era um clímax tão poderoso que meu corpo se convulsionou sobre a mesa.
Arqueei um pouco a cabeça para trás, o pescoço tenso, a boca aberta num silêncio absoluto. Minha lubrificação escorria e pingava, batendo no chão de madeira com uns pequenos "plink, plink, plink" que eram a trilha sonora da minha rendição total e completa. Era o som do meu recato despedaçado.
Olhei pra frente, através do vidro embaçado da mesa, mas não enxergava nada. Só o caos de prazer que me tomava inteira. E aí, a voz dela, cortando o ar como uma batida.
Olha só, no final das contas você se revelou uma puta completa.
A palavra não me machucou. Não me ofendeu. No meio dos tremores do meu orgasmo, me sentia definida. Toda molhada e aberta, aquela "slut" era eu, e naquele momento, não havia nada mais glorioso.
Sem me dar trégua, uma mão se enredou no meu cabelo e me puxou para trás com uma força brusca. Nessa posição forçada, com minhas costas arqueadas, meu rosto erguido para o teto, pude sentir o verdadeiro terror da excitação. Meu cu se contraiu numa patética resistência, se fechando diante da iminente invasão.
Senti a pressão da glande dele, enorme e dura, contra a minha entrada. Um "ahhh" escapou de mim, um som que era metade medo e metade anseio. E sem mais, sem preparo, sem clemência, senti meu esfíncter ceder.
O estiramento foi brutal. Uma dor aguda e seca percorreu meu corpo como um raio. Cada milímetro que avançava, eu sentia que rasgava minhas paredes internas, que me abria de um jeito que meu corpo não foi feito pra aguentar.
Tentei articular palavras, uma súplica, um grito. "Para... por favor... é tão dolor... oso...", consegui balbuciar, as sílabas quebradas por arquejos e soluços. Meus quadris sentiam que iam quebrar, a pressão era insuportável. Me sentia tão cheia, que achava que ia estourar meus intestinos.
Justo quando achei que não aguentava mais, que ia me rasgar por completo, ouvi sua voz, calma, quase debochada, ecoando sobre minhas costas.
Calma, se ainda só foi a metade.
Me sentia empalada, unida a ele por aquela barra de carne quente e dolorosa que me atravessava. Senti o peso e a textura áspera dos testículos dele batendo na minha bunda. Ele estava dentro de mim, por completo.
Por um instante irracional, pensei que o pau dele fosse sair pela minha boca, me perfurar por inteiro. E aquela impossibilidade grotesca, aquela ideia de ser atravessada de cima a baixo, me excitava com uma ferocidade que me assustava mais do que a própria dor.
E então, começou a rebolar.
As metidas eram brutais. Não tinha ritmo, não tinha consideração. Só estocadas secas e profundas, acompanhadas de grunhidos baixos que saíam do peito dele, de insultos sussurrados entre os dentes e ofegos abafados.
Cada estocada me jogava pra frente, meu peito roçando o vidro frio da mesa, e me puxava de volta. Me trazia e me tirava da realidade. Já não era mais Alba. Era um corpo sem vontade, um objeto sendo usado. Era obsceno. E era real.
Escutei a voz dela por entre os barulhos dos nossos corpos se chocando, uma mistura de nojo e deleite.
Você é uma porca! Tá com o tanque cheio.
Minha pouca razão, submersa num mar de dor e prazer, demorou um segundo pra entender ao que ele se referia. E quando entendeu, uma onda de vergonha tão profunda que me fez desejar desaparecer me inundou.
Eu não tinha ido ao banheiro naquela manhã. Meus intestinos estavam cheios... de merda. Era humilhante. Era a coisa mais degradante que eu poderia imaginar.
Mas ele não parecia enojado. Pelo contrário, não parava de meter e tirar o pau, e a cada metida repetia, como um mantra: "Que gostoso! Assim é melhor, tirar a merda dela, uma senhora tão fina.
E no meio desse caos, minha mente me levou pra outro lugar. Pensei nas minhas amigas. Na Carmen, na Laura. Nos nossos encontros de café, nas nossas conversas sobre livros, sobre nossos filhos, sobre o quão "difíceis" eram nossos maridos.
O que diriam se pudessem me ver agora? A mim, Alba, a recatada, a discreta, a das saias até o joelho e das blusas de gola alta. O que diriam se me vissem aqui, em cima da minha mesa de centro, com um homem que não conheço me comendo por trás, me chamando de porca enquanto me enchia com o pau dele?
A imagem era tão absurda, tão terrível, que um novo e perverso calor se espalhou pelo meu ventre.
Enquanto ele continuava me metendo com uma ferocidade que me roubava o ar, senti suas palavras me golpeando tão forte quanto o corpo dele.
—Você está se cagando! —gritou, com uma voz rouca de prazer—. Caralho, seu cu é apertado, mas você não consegue se segurar!
Nunca tinha feito isso, nunca tinha sido penetrada por aí, e muito menos com uma brutalidade desse jeito. E o pior, o que me enchia de pânico e tesão ao mesmo tempo, era que meu corpo estava reagindo. Tava com vergonha, sim, mas também extasiada.
De repente, ele parou. A parada foi tão brusca quanto o início. Senti aquele pau enorme saindo do meu cu, centímetro por centímetro, me rasgando com uma lentidão torturante até terminar com um 'pop' obsceno que ressoou pela sala silenciosa.
O vazio que deixou foi imenso, uma sensação de abandono tão profunda que me fez gemer. Estava tremendo, com o corpo colado na mesa de centro e a mente completamente em branco.
Me ordenou puxando meu cabelo e me colocando de joelhos no chão. Caí na poça morna dos meus próprios orgasmos, sem forças para me sustentar. E pela primeira vez, vi aquele pau enorme e descomunal ao vivo, pulsando e completamente cheio da minha sujeira.
Olhei para cima, procurando o rosto dele. Era só um moleque, uns vinte e poucos anos. Podia ser filho de alguma amiga minha, podia ser meu filho. O desnorteamento me paralisou por um segundo antes que a voz dele me jogasse de volta na realidade crua.
—Vai, o que você tá esperando? Limpa meu pau. Olha como você deixou ele todo lambuzado de merda.
A mulher decente que fui sentia um impulso irresistível em direção àquela humilhação.
A respeitável Alba, ajoelhada diante de um rapaz prestes a lamber a própria sujeira de um pau que a arrebentou.
Minha mão tremia enquanto eu levantava aquela bunda lentamente, me aproximando daquela buceta suja e quente.
Ele não esperou mais minha hesitação acabar. Agarrou meu cabelo pela nuca com firmeza e me deu um empurrãozinho. Só o suficiente pra a glande dele roçar nos meus lábios. O contato foi tipo uma faísca. Por incrível que pareça, eu abri a boca.
Fechei os olhos com força, como se isso pudesse apagar a realidade. O pau dele começava a me invadir, esticando meus lábios até o limite. A entrada foi lenta, deliberada. Ele estava me fazendo sentir cada centímetro, me obrigando a ter consciência da minha própria submissão.
E então veio o sabor.
Foi um impacto direto no meu paladar. Salgado, terroso, amargo... era minha própria merda. A revelação me atingiu com a força de um soco. Eu estava prestes a vomitar, a recusar aquilo, a gritar.
Mas algo dentro de mim, algo escuro e retorcido, se agarrou àquela humilhação como se fosse o último bote salva-vidas num mar de loucura. E por alguma razão que ainda não entendo, não parei de chupar.
Comecei a chupar como um bebê, com uma necessidade primitiva. Minha língua, sem que eu mandasse, começou a explorar cada dobra, cada textura daquela carne suja. Só conseguia pegar um terço do pau dele, era grande demais pra minha boca, mas tratei com uma devoção quase religiosa, como se estivesse purificando ele com minha saliva.
Já não pensava nas minhas amigas, na minha filha, na mulher que eu costumava ser. Só existia aquele momento: eu, de joelhos, com a boca cheia dele e da minha própria sujeira, sentindo o poder se esvair do meu corpo para se concentrar na ereção pulsante que eu tinha entre os lábios.
E de repente, senti ele me forçando a meter mais fundo. Meu instinto de sobrevivência ativou, meus olhos se arregalaram, e minhas mãos subiram instintivamente pra me apoiar nas coxas dele, uma forma de conter a invasão, mas não pra rejeitar, e sim pra aguentar.
Foi então que senti minha mandíbula deslocar, uma dor aguda e repentina que se misturou com uma sensação estranha de plenitude. Ele continuou avançando, se curvando pra baixo, até que senti a cabeça dele bater no fundo da minha garganta. Empurrou mais adiante, e eu segui a curva do meu pescoço até que, de forma impossível, os testículos dele, pesados e quentes, descansaram contra o meu queixo.
Os engasgos vieram na hora, um espasmo violento e incontrolável que fez meu corpo inteiro tremer. Lágrimas jorraram dos meus olhos, salgando minha pele e se misturando com o suor. Eu estava me afogando nele, e ele sabia disso.
Minha buceta, essa parte de mim que tinha sido ignorada nessa brutalidade, não parava de escorrer. Um torrente do meu tesão corria pelas minhas coxas, uma traição absoluta ao meu próprio corpo.
A dor na minha mandíbula, a falta de ar, as lágrimas que me cegavam... tudo se fundiu numa única e avassaladora sensação de ser usada, de ser reduzida a uma simples buceta para o prazer dele.
A retirada do pau dele foi lenta, quase torturante. Senti cada centímetro de carne abandonando minha garganta, deixando um rastro de saliva e minha própria sujeira. Quando estava fora apenas pela metade, ele parou. E então começou o verdadeiro ataque.
Ela começou a mexer o quadril, a usar minha boca como se estivesse se masturbando com meus lábios. Não era um boquete, era um estupro. Eu era um objeto inanimado feito para a gratificação dela. E o pior: meu corpo tinha se rendido, minha mente tinha se rendido. Já não lutava. Só estava ali, de joelhos, sendo usada.
Foi naquele exato momento que meu celular tocou. O toque era inconfundível, era o que eu tinha colocado pra minha filha, Lore. Uma melodia alegre que agora soava como uma zombaria cruel no meio daquela depravação.
Olhei para ele sem dizer uma palavra, com os olhos cheios de um apelo silencioso. Uma lágrima nova, diferente das anteriores, escorreu pela minha bochecha.
Ele sorriu, um sorriso sádico que entendeu tudo na hora. Com uma agilidade, pegou meu celular, desbloqueou a tela com meu próprio rosto — Meu Deus, eu tinha configurado assim! — e atendeu a chamada. Depois, com uma crueldade calculada, colocou o telefone na minha orelha, mas sem tirar o pau da minha boca.
—Mamãe? Você me ouve? —A voz da minha filha soou clara e feliz do outro lado da linha.
Com o pau dele ainda se movendo devagar na minha boca, lutei pra controlar minha respiração, pra não soar como o que era: o ofegar de uma mulher sendo usada.
—L-Lore, amor... —consegui dizer, com a voz pastosa e abafada. O som que saiu de mim era estranho, gutural—. Sim... sim, eu te ouço, meu amor.
—Que legal! Tava te ligando pra avisar que amanhã vou passar aí pra te visitar. Pensei em chegar por volta do meio-dia, tá bom pra você? A gente faz alguma coisa pra comer? Faz tempo que a gente não se vê a sós.
Cada palavra da minha filha era uma facada. Enquanto ela falava de planos inocentes, ele começou a se mover de novo, mais fundo. As lágrimas brotaram de novo, dessa vez de pura humilhação.
—Ma... amanhã... —gag—. Sim, amanhã... me... me serve, amor. Mas... mas é que amanhã não ia dar certo... tenho... ugh... tenho um monte de coisas pra fazer. Um compromisso.
—Um compromisso? No sábado? Mãe, você nunca tem nada no sábado. O que é? Algo importante?
Ele acelerou o ritmo, investindo com mais força. Sentia como as bolas dele batiam no meu queixo a cada estocada.
—É... é que... — engoli seco, com o gosto da minha própria merda na língua—. É um... um assunto com... com a comunidade. Sim, da comunidade do prédio. É... é urgente, amor. Não posso faltar. Desculpa mesmo.
—Ah, poxa. Que pena mesmo. E pra domingo? Ou pra semana que vem?
Enquanto minha filha falava, senti como ele se tensionava. Um grunhido baixo escapou da garganta dele. O corpo dele endureceu e, de repente, uma explosão de porra quente e grossa encheu minha boca. Era tanto que não conseguia segurar. Escorreu pelos cantos dos meus lábios, caindo no meu peito e nas minhas pernas.
—Mamãe! Cê tá aí? Aconteceu alguma coisa? Eu ouvi um barulho estranho!
Engoli com toda minha força, sentindo a porra dele se misturar com o resto da imundície na minha garganta.
—Não, não, querido. É que... engasguei um pouco com água. Isso, só isso. No domingo sim, domingo perfeito. Me liguem e a gente vê, tá bem? Te... te amo.
—Também te amo, mãe. Se cuida. Amanhã a gente fala.
Desliguei. Ele tirou o pau da minha boca com um "pop" molhado e obsceno. Me olhou de cima, com um sorriso de triunfo absoluto. Eu só conseguia ficar ali, ajoelhada, com o rosto coberto de lágrimas, sêmen e meus próprios fluidos, tendo mentido pra minha filha enquanto era usada como um objeto descartável.
O sabor da porra dele, salgada e azeda, se misturava com a minha própria imundície num coquetel de depravação que queimava minha garganta. Mas quando consegui me endireitar, vi que ele ainda estava ali, de pé, imponente. Duro, desafiador.
Com um movimento brusco, ele me agarrou pelos braços e me deitou de costas na mesa de centro. Minhas meias-calças, que ainda pendiam rasgadas no meio das minhas pernas, não ofereceram resistência nenhuma. Com um puxão seco, ele as rasgou por completo, separando meus membros com uma força.
Segurou minha nuca com uma mão, os dedos se enterrando no meu cabelo, me forçando a manter o olhar nele. Com a outra mão, pegou o pau dele e começou a esfregar a cabeça contra os lábios da minha buceta, já molhados e inchados de tesão.
—Você quer ela? —a voz dele era um murmúrio baixo, carregado de poder—. Vai, me pede. Me pede pra te comer como uma puta.
Suas palavras foram como uma chave que abriu a última porta da minha inibição. Não havia mais volta. A mulher recatada, a mãe solícita, a amiga respeitável... todas morreram naquela mesa de centro.
—Sim! —gritei, com uma voz que não reconhecia como minha—. Quero esse pau! Me fode, por favor! Me fode como a puta que sou, me arromba, me usa, me faz tua!
A enxurrada de vulgaridade que me assustou e me deu tesão ao mesmo tempo. Era a forma mais depravada e humilhante de pedir o que eu tanto ansiava, e isso deu a ele o combustível que precisava.
Com um rugido de triunfo, ele se jogou em cima de mim. Senti como o pau dele me penetrava de uma só vez, brutal e sem piedade. Não teve delicadeza, não teve preparo. Foi uma invasão total. Me abriu como ninguém tinha feito antes, me esticando até o limite da dor e do prazer.
Cada investida era mais funda, mais forte, me fazendo sentir que me partia ao meio. Minhas pernas tremiam, minhas mãos se agarravam nas bordas da mesa enquanto ele me possuía com uma ferocidade animal, reivindicando cada centímetro do meu corpo como propriedade dele.
O tempo se perdeu numa névoa de carne e dor. Não sabia se tinham passado minutos ou horas. O mundo se reduziu aos sons dos nossos corpos: meus gemidos abafados misturados com seus grunhidos animais, o golpe rítmico da pélvis dele contra a minha, o rangido da mesa de centro que ameaçava quebrar debaixo da gente. Cada investida era um lembrete da minha submissão, uma afirmação do poder dele sobre mim.
Até que senti a gozada dele.
Foi potente, como tudo que ele fazia. Uma explosão de calor que inundou meu útero, tão abundante que senti como transbordava, escorrendo pelas minhas paredes da buceta e saindo para fora.
Caí rendida sobre a mesa, completamente exausta. Meu corpo já não respondia, era só um saco de ossos e carne tremendo. Senti o pau dele me abandonando pela última vez, me deixando vazia, aberta, usada.
Fiquei ali como uma boneca quebrada, com as pernas pendendo inertes das bordas da mesa e a porra escorrendo devagar de mim, formando uma poça no chão de madeira.
Enquanto eu ficava imóvel, ele se ajeitou com uma rapidez insultante. Subiu as calças, ajustou a camisa, como se não tivesse acabado de me despedaçar. Me olhou de cima, com uma mistura de desdém e satisfação.
—Você é uma das melhores putas que já comi —disse, com a voz casual de quem comenta o tempo—. Fica atenta ao seu celular, porque com certeza vamos repetir.
E com essas palavras, ela se virou e foi embora. Me deixou ali, sozinha, no meio da minha sala, destroçada e humilhada naquela poça de porra e vergonha. Mas uma parte de mim, uma parte escura e tortuosa, conseguiu segurar o celular e colocá-lo contra o peito; eu já estava esperando a próxima mensagem.
Me considero uma mulher recatada. Prefiro vestidos de cores suaves e elegantes, conversas profundas, e encontro mais prazer numa tarde de leitura. Minha casa é meu santuário, um lugar onde posso ser completamente eu mesma, sem julgamentos externos.
Uma noite de terça-feira como qualquer outra, eu estava deitada no meu quarto, imersa naqueles pensamentos vagos. O silêncio só era quebrado pelo barulho distante da agitação da rua.
Foi então que meu celular vibrou com aquela notificação típica do Messenger. Sem dar muita importância, estendi o braço e desbloqueei a tela. A notificação era de um perfil que eu não reconhecia.
Com receio, já que não costumava aceitar mensagens de estranhos, toquei na conversa. A tela carregou por um segundo e uma imagem apareceu. Era a imagem de um pau ereto, com um tamanho que me pareceu obscenamente desproporcional.
Senti um nó no estômago, uma mistura de nojo e vergonha alheia. Abaixo da imagem, uma mensagem breve e direta: "Pra você".
Meu primeiro impulso foi o de raiva. Meu polegar foi direto pro botão de bloquear aquele sem-consideração da minha existência digital e apagar aquela imagem ofensiva da minha memória.
Mas uma onda de indignação me invadiu. E daí? Ele acha que sou uma mera buceta passiva pros impulsos dele, mais uma dessas mulheres que só servem pra apagar a própria história e calar a boca? Hein?
Com a mandíbula tensa, comecei a escrever minha bronca, um ato de rebelião contra a vulgaridade. Daria uma lição de respeito nele.
Senhor, não sei quem você é, nem como conseguiu meu contato. O que você fez não é um elogio, é uma forma de assédio. Sugiro que procure em outro lugar para perturbar alguém com suas tentativas pobres e patéticas de chamar atenção.
Me senti vitoriosa, como se tivesse limpado uma mancha suja do meu dia. Já estava prestes a bloqueá-lo quando a tela acendeu de novo com uma nova notificação. A resposta dele.
Gostou de mim? É assim que você me deixa de tesão ao ver as fotos da sua galeria. Vai negar que seu corpo não reagiu a isso? Se não, por que me respondeu?
Fiquei parada. Fotos da minha galeria? Um arrepio percorreu meu corpo. Um pânico cego começou a remexer minhas lembranças. Que fotos? Fui hackeada? Ou fui descuidada em algum momento?
E o pior... aquela pergunta final, ecoando na minha cabeça: "Se não, por que ele me respondeu?". Porque era verdade. Eu não tinha bloqueado ele na hora. Eu tinha respondido pra ele. Tinha dedicado tempo, energia, palavras.
Escrevi de volta, tentando que minhas palavras não entregassem o caos que se apossava de mim.
Não sei de que diabos você está falando. Você não tem nenhuma foto minha, te garanto que não vai conseguir de mim nada além de nojo. Sou uma mulher de cinquenta anos, não uma garotinha impressionável. Sua tentativa de me intimidar é patética. Não se meta comigo.
A resposta chegou quase na hora. E o que eu vi me deixou completamente sem fôlego.
Não se assuste, não é nenhuma foto íntima, mas pelo que vejo, você tem umas, hein!!
A mensagem vinha acompanhada de um vídeo. Com um nó na garganta, toquei para reproduzir. A imagem carregou e meu mundo parou.
Lá, na tela brilhante de um tablet, estava meu rosto. Eu sorria profissionalmente, com minha blusa de gola alta e meu cabelo impecável. E sobre aquela imagem, descansando pesadamente em cima do meu sorriso, estava o pau dele.
Um grito abafado ficou preso na minha garganta. Não era hackeio. Não era uma foto íntima roubada. Era a minha imagem pública, que tinha sido violada, transformada na tela da depravação dele. Meus dedos se mexeram com uma estranheza que não era minha até que, finalmente, consegui teclar uma resposta.
Você está doente. Precisa de ajuda profissional. O que está fazendo é criminoso, é uma violação. Me dá pena. Pare de me encher o saco ou vai se arrepender. Este é seu último aviso.
Enviei a mensagem e deixei o celular virado pra baixo na colcha, como se pudesse me queimar através da capa. Fechei os olhos com força, tentando apagar aquela imagem da minha retina, mas era inútil.
O celular vibrou de novo. Não queria olhar. Sabia o que esperava. Mas uma morbosidade que me envergonhava até a medula me obrigou a virá-lo de novo. A resposta estava lá.
Por mais que ela negue, sei que tá com uma molhadinha crescendo entre as pernas dela.
E embaixo, outro vídeo. A câmera estava mais perto. A mão dele se movia com uma rapidez frenética sobre o pau dele, que agora estava totalmente duro e apontando direto para a tela do tablet.
O som da respiração ofegante dela e o atrito da pele enchiam o silêncio do meu quarto. E então, vi o clímax. Um jato grosso e branco jorrou com força, salpicando a tela.
O sêmen escorreu sobre minha imagem, sobre meus olhos, meu sorriso, me manchando. A imagem era poderosamente atraente. O pensamento me acertou feito um tapa. Atraente? De onde tinha vindo essa palavra? Era nojenta, era humilhante... e, meu Deus, era magnética. Não conseguia desviar o olhar.
Meu corpo reagiu. Um calor profundo se espalhou pelo meu ventre, descendo até se aninhar no meio das minhas pernas. Uma umidade. Ele tinha razão. Meu próprio corpo me traía, respondendo àquela humilhação com uma pulsão primária que eu não reconhecia como minha.
Com uma agitação que não entendia, voltei a escrever.
Você não sabe nada de mim. Isso que você me mostra... não é poder, é patético. É a necessidade desesperada de um homenzinho de sentir que controla alguma coisa. Você acha que isso me dá medo? Ou me excita? Só confirma o que eu suspeitava: você é um pobre diabo.
Me sentia estranhamente forte, como se tivesse conseguido virar o jogo. Achei que tinha ferido ele onde mais doía: no seu frágil ego. Esperava uma resposta furiosa ou talvez o silêncio derrotado. O que recebi me desintegrou por completo.
Amanhã quero que você me espere em cima da sua mesa de centro, deitada de bruços, empinada, com a saia arregaçada na cintura, a meia-calça no meio da perna e as mãos abrindo a bunda.
Li a frase uma vez, duas, três. Senti náuseas, uma rejeição visceral que me fez encolher na cama. Era a coisa mais nojenta que ninguém nunca me pediu.
Mas então, bem abaixo desse pensamento de pânico, outra sensação começou a florescer, escura e traiçoeira. Era tesão. Uma pontada quente e molhada que se espalhou do meu ventre até o centro das minhas coxas.
A imagem que ele pintava com suas palavras era tão vívida, tão detalhada, que meu corpo respondeu a ela com um arrepio involuntário. Meus olhos, grudados na tela, continuaram lendo.
Você já sabe o que vou fazer com você, mas pra isso preciso que me mande seu endereço... a decisão é sua".
Minha mente mandava eu jogar o celular fora, chamar a polícia, bloquear ele, apagar tudo. Mas minhas mãos já não me pertenciam mais. Eu vi meus dedos, com uma autonomia aterrorizante, se mexendo sobre a tela.
Abriram o mapa. Tocaram no ícone azul da minha localização. E aí, com um toque que pareceu durar uma eternidade, apertaram "enviar".
Então, sua resposta. Breve. Final. Aterrorizante.
Nos vemos às dez, deixe a porta aberta".
O telefone escorregou da minha mão. Fiquei ali, paralisado, olhando pro teto sem enxergar nada. Respirei fundo, tremendo. Não dava pra acreditar no que tinha acabado de rolar. Não dava pra acreditar no que eu tinha acabado de fazer.
A noite foi um inferno de insônia. Toda vez que fechava os olhos, a mensagem dele queimava a ferro dentro das minhas pálpebras.
É brincadeira", repetia para mim mesma uma e outra vez. "Um tarado covarde que só se atreve no anonimato de uma tela. Ninguém ousaria. Ninguém viria". A lógica lutava contra o pânico, mas ambas roubavam meu sono.
A manhã chegou cinzenta e pesada. Tentei me refugiar na rotina. Liguei a televisão, os noticiários tagarelavam sobre coisas que pareciam de outro planeta. Abri um livro, as palavras viravam manchas pretas sem sentido.
Minha mente não estava lá. Estava na mesa de centro, ouvindo o eco da voz dele na minha cabeça. E sim, também estava vendo, uma e outra vez, aquele vídeo. O jato de porra manchando minha cara sorrindo.
Um movimento no canto do meu olho me trouxe de volta à realidade. Olhei para o relógio na parede. O mundo parou. O som da televisão sumiu. O livro caiu das minhas mãos. Nove e cinquenta e cinco. Lembrei das palavras dela com uma clareza aterrorizante. "Deixa a porta aberta.
Meu coração batia forte. Levantei como um autômato. Caminhei até a porta da frente. Minha mão tremia tanto que tive dificuldade pra girar a maçaneta. Abri. A rua estava deserta. Nem um carro, nem um vizinho, nem um cachorro passeando. Só o silêncio e o sol da manhã. Deixei ela entreaberta, só encostada. Faltavam cinco minutos.
Com uma incredulidade que me paralisava, meus pés me levaram de volta à sala. Lá estava. A mesa de centro. Minha mente gritava, meu corpo se movia. Com movimentos desajeitados, levantei o pano da minha saia até aninhá-lo na minha cintura. Meus dedos engancharam minha meia-calça e a deslizaram até que ficou presa no meio das minhas coxas.
Depois me recostei sobre o vidro frio e levantei meus quadris, como ele havia ordenado. Minhas mãos, trêmulas, se moveram para trás, afundando na carne da minha bunda, me abrindo. Me expondo.
Nessa pose, eu podia ver o relógio na parede. Os ponteiros se moviam com uma lentidão cruel. E bem abaixo, na sua moldura de prata, o retrato da minha filha, sorrindo, alheia a tudo.
Entre o relógio que marcava minha contagem regressiva e a inocência da minha filha, estava eu. Alba. Tremendo. Expondo o mais íntimo do meu ser no centro da minha própria casa, esperando um fantasma que me desmontou só com palavras.
O ponteiro dos segundos avançava, cada tique uma batida na minha têmpora. Dez segundos. Nove. Oito. O silêncio dentro de casa era absoluto. Sete. Seis. Nada. Não ouvia nada na rua. Cinco. Quatro. Olhava pra todos os lados. Três. Dois. Que idiota patética e estúpida. Eu tinha me deixado levar pela fantasia de um pervertido anônimo, pela traição do meu próprio corpo.
Estava ali, na minha própria sala, exposta e numa posição ridícula para... para nada. Um. Dez horas em ponto. A risada se soltou, um som seco e triste. Relaxei, os músculos que eu mantinha tensos por obediência se afrouxaram.
Estava prestes a me levantar, a acabar com esse pesadelo e rir da minha própria loucura, quando alguma coisa fez barulho. Um rangido longo e agudo. As dobradiças da porta da frente.
A risada morreu nos meus lábios. Meu coração, que mal estava se acalmando, se lançou de novo numa corrida frenética. Ouvi uns passos. Não eram apressados nem nervosos. Eram lentos, calculados. Passo a passo. Na minha direção.
Não me atrevi a virar. Continuei com o rosto para baixo, minhas mãos ainda abrindo minha bunda, meu corpo agora rígido como uma estátua de pedra.
Senti uma presença atrás de mim, uma sombra me cobrindo, um calor que não era meu. Depois, a voz. Era a mesma dos meus piores sonhos, mas agora era real, vibrando no ar da minha casa.
Puxa, eu já imaginava uma visão tremenda... mas isso, isso sim é uma bunda gostosa.
Senti uma rajada de ar quente perto do meu cu. Tava se inclinando. Tava me cheirando. A umidade na minha buceta já tinha começado. Dava pra sentir como ela se lubrificava até escorrer devagar pelo interior das minhas coxas. A vergonha e a excitação se misturavam num coquetel embriagador e nauseante.
Você tem ela peludinha", sussurrou. Seu hálito quente roçando minha pele mais íntima. "Assim fica mais gostoso!!
Ele tinha razão. Desde o divórcio, eu tinha abandonado aquela rotina de depilação. Me dava preguiça, parecia uma farsa. E agora, esse homem, esse violador do meu espaço, estava comentando aquilo. Validando.
E o meu maldito corpo respondia às palavras dela com uma nova onda de calor. Eu me sentia exposta não só fisicamente, mas na minha desatenção, na minha intimidade mais descuidada.
O som da respiração dela era um ronronar baixo, animal, ao inspirar. Um som úmido e profundo, como se estivesse tentando capturar meu cheiro, absorvê-lo, torná-lo dela. E isso, Deus, isso me excitava de uma forma que minha mente se recusava a processar. Era tão primitivo que minha buceta respondeu com outra onda de lubrificação.
Ouvi o rangido dos joelhos dele ao se endireitar, o som das botas se afastando um pouco mais no chão. E então, o som metálico de um zíper descendo. A imagem do pau dele, enorme e arrogante nos vídeos, me bateu na memória. Senti uma pontada no estômago, uma mistura de pânico e uma fome voraz.
E então, eu senti. Um calor, uma dureza de pele viva se esfregando contra minha buceta. Não entrava, só deslizava, se molhando com meu tesão. Meus lábios, obedecendo a um impulso que não era meu, pareciam se abrir sozinhos, pra beijá-lo, pra saudá-lo.
Esfregou uma, duas, três vezes, uma massagem lenta e torturante que me deixava à beira da loucura.
E de repente, parou. A ausência do toque foi um baque.
Já deu o cu pra alguém? Pro seu marido?
A pergunta me gelou o sangue. Meu marido. Em todos os nossos anos de casamento, essa tinha sido uma linha que nunca cruzamos. Uma barreira de recato, de... sei lá, de decência talvez. Nunca permiti. A ninguém.
Continuou, a voz dela um murmúrio baixo e seguro que vibrava nas minhas costas.
Acho que não... porque se você pudesse se ver, seu cu pulsa impaciente!!
A vergonha. Sabia que ele tinha razão. Podia sentir: uma contração rápida e ansiosa no meu cu, um pulso que denunciava minha curiosidade e meu medo. Respondi um "não" seco, contido, quase inaudível. Uma confissão.
Assim que a sílaba saiu dos meus lábios, senti de novo. Mas dessa vez não foi na minha buceta. Senti a ponta do glande dele, lisa e quente, se esfregando com uma lentidão deliberada contra as dobras do meu cu. Um gemido involuntário e trêmulo escapou do fundo da minha garganta. Um som de pura rendição.
Fechei os olhos, me entregando por completo a essa fricção lenta e deliberada. Cada movimento da glande dele era uma promessa, uma ameaça que meu corpo recebia com um tremor ansioso. Eu curtia aquela sensação proibida, aquele jogo no limiar de algo que nunca tinha explorado.
Sem avisar, o toque desapareceu. A ausência foi tão brusca que abri os olhos, confusa. Mas antes que eu pudesse processar, uma umidade quente e surpreendente me fez estremecer. Sua língua. Fazia círculos lentos, explorando aquela buceta com uma delicadeza brutal que me desintegrava por dentro.
Meus olhos reviraram. Minha mente quase me abandonou por completo, incapaz de processar a intensidade do que eu estava sentindo. E de repente, a língua dela me penetrou. Senti ela entrando em mim, firme e molhada, se movendo lá dentro.
Um grito abafado se perdeu nas minhas mãos. Antes elas seguiam a ordem de me manter aberta, agora, inúteis, tentavam me calar. O controle tinha se desvanecido. Já não era meu. Era dele.
Minha buceta decidiu explodir. Um orgasmo me atingiu como uma onda gigante. Não era um orgasmo que eu conhecesse; esse nasceu da humilhação, da proibição, daquela língua que me violava da forma mais íntima imaginável. Era um clímax tão poderoso que meu corpo se convulsionou sobre a mesa.
Arqueei um pouco a cabeça para trás, o pescoço tenso, a boca aberta num silêncio absoluto. Minha lubrificação escorria e pingava, batendo no chão de madeira com uns pequenos "plink, plink, plink" que eram a trilha sonora da minha rendição total e completa. Era o som do meu recato despedaçado.
Olhei pra frente, através do vidro embaçado da mesa, mas não enxergava nada. Só o caos de prazer que me tomava inteira. E aí, a voz dela, cortando o ar como uma batida.
Olha só, no final das contas você se revelou uma puta completa.
A palavra não me machucou. Não me ofendeu. No meio dos tremores do meu orgasmo, me sentia definida. Toda molhada e aberta, aquela "slut" era eu, e naquele momento, não havia nada mais glorioso.
Sem me dar trégua, uma mão se enredou no meu cabelo e me puxou para trás com uma força brusca. Nessa posição forçada, com minhas costas arqueadas, meu rosto erguido para o teto, pude sentir o verdadeiro terror da excitação. Meu cu se contraiu numa patética resistência, se fechando diante da iminente invasão.
Senti a pressão da glande dele, enorme e dura, contra a minha entrada. Um "ahhh" escapou de mim, um som que era metade medo e metade anseio. E sem mais, sem preparo, sem clemência, senti meu esfíncter ceder.
O estiramento foi brutal. Uma dor aguda e seca percorreu meu corpo como um raio. Cada milímetro que avançava, eu sentia que rasgava minhas paredes internas, que me abria de um jeito que meu corpo não foi feito pra aguentar.
Tentei articular palavras, uma súplica, um grito. "Para... por favor... é tão dolor... oso...", consegui balbuciar, as sílabas quebradas por arquejos e soluços. Meus quadris sentiam que iam quebrar, a pressão era insuportável. Me sentia tão cheia, que achava que ia estourar meus intestinos.
Justo quando achei que não aguentava mais, que ia me rasgar por completo, ouvi sua voz, calma, quase debochada, ecoando sobre minhas costas.
Calma, se ainda só foi a metade.
Me sentia empalada, unida a ele por aquela barra de carne quente e dolorosa que me atravessava. Senti o peso e a textura áspera dos testículos dele batendo na minha bunda. Ele estava dentro de mim, por completo.
Por um instante irracional, pensei que o pau dele fosse sair pela minha boca, me perfurar por inteiro. E aquela impossibilidade grotesca, aquela ideia de ser atravessada de cima a baixo, me excitava com uma ferocidade que me assustava mais do que a própria dor.
E então, começou a rebolar.
As metidas eram brutais. Não tinha ritmo, não tinha consideração. Só estocadas secas e profundas, acompanhadas de grunhidos baixos que saíam do peito dele, de insultos sussurrados entre os dentes e ofegos abafados.
Cada estocada me jogava pra frente, meu peito roçando o vidro frio da mesa, e me puxava de volta. Me trazia e me tirava da realidade. Já não era mais Alba. Era um corpo sem vontade, um objeto sendo usado. Era obsceno. E era real.
Escutei a voz dela por entre os barulhos dos nossos corpos se chocando, uma mistura de nojo e deleite.
Você é uma porca! Tá com o tanque cheio.
Minha pouca razão, submersa num mar de dor e prazer, demorou um segundo pra entender ao que ele se referia. E quando entendeu, uma onda de vergonha tão profunda que me fez desejar desaparecer me inundou.
Eu não tinha ido ao banheiro naquela manhã. Meus intestinos estavam cheios... de merda. Era humilhante. Era a coisa mais degradante que eu poderia imaginar.
Mas ele não parecia enojado. Pelo contrário, não parava de meter e tirar o pau, e a cada metida repetia, como um mantra: "Que gostoso! Assim é melhor, tirar a merda dela, uma senhora tão fina.
E no meio desse caos, minha mente me levou pra outro lugar. Pensei nas minhas amigas. Na Carmen, na Laura. Nos nossos encontros de café, nas nossas conversas sobre livros, sobre nossos filhos, sobre o quão "difíceis" eram nossos maridos.
O que diriam se pudessem me ver agora? A mim, Alba, a recatada, a discreta, a das saias até o joelho e das blusas de gola alta. O que diriam se me vissem aqui, em cima da minha mesa de centro, com um homem que não conheço me comendo por trás, me chamando de porca enquanto me enchia com o pau dele?
A imagem era tão absurda, tão terrível, que um novo e perverso calor se espalhou pelo meu ventre.
Enquanto ele continuava me metendo com uma ferocidade que me roubava o ar, senti suas palavras me golpeando tão forte quanto o corpo dele.
—Você está se cagando! —gritou, com uma voz rouca de prazer—. Caralho, seu cu é apertado, mas você não consegue se segurar!
Nunca tinha feito isso, nunca tinha sido penetrada por aí, e muito menos com uma brutalidade desse jeito. E o pior, o que me enchia de pânico e tesão ao mesmo tempo, era que meu corpo estava reagindo. Tava com vergonha, sim, mas também extasiada.
De repente, ele parou. A parada foi tão brusca quanto o início. Senti aquele pau enorme saindo do meu cu, centímetro por centímetro, me rasgando com uma lentidão torturante até terminar com um 'pop' obsceno que ressoou pela sala silenciosa.
O vazio que deixou foi imenso, uma sensação de abandono tão profunda que me fez gemer. Estava tremendo, com o corpo colado na mesa de centro e a mente completamente em branco.
Me ordenou puxando meu cabelo e me colocando de joelhos no chão. Caí na poça morna dos meus próprios orgasmos, sem forças para me sustentar. E pela primeira vez, vi aquele pau enorme e descomunal ao vivo, pulsando e completamente cheio da minha sujeira.
Olhei para cima, procurando o rosto dele. Era só um moleque, uns vinte e poucos anos. Podia ser filho de alguma amiga minha, podia ser meu filho. O desnorteamento me paralisou por um segundo antes que a voz dele me jogasse de volta na realidade crua.
—Vai, o que você tá esperando? Limpa meu pau. Olha como você deixou ele todo lambuzado de merda.
A mulher decente que fui sentia um impulso irresistível em direção àquela humilhação.
A respeitável Alba, ajoelhada diante de um rapaz prestes a lamber a própria sujeira de um pau que a arrebentou.
Minha mão tremia enquanto eu levantava aquela bunda lentamente, me aproximando daquela buceta suja e quente.
Ele não esperou mais minha hesitação acabar. Agarrou meu cabelo pela nuca com firmeza e me deu um empurrãozinho. Só o suficiente pra a glande dele roçar nos meus lábios. O contato foi tipo uma faísca. Por incrível que pareça, eu abri a boca.
Fechei os olhos com força, como se isso pudesse apagar a realidade. O pau dele começava a me invadir, esticando meus lábios até o limite. A entrada foi lenta, deliberada. Ele estava me fazendo sentir cada centímetro, me obrigando a ter consciência da minha própria submissão.
E então veio o sabor.
Foi um impacto direto no meu paladar. Salgado, terroso, amargo... era minha própria merda. A revelação me atingiu com a força de um soco. Eu estava prestes a vomitar, a recusar aquilo, a gritar.
Mas algo dentro de mim, algo escuro e retorcido, se agarrou àquela humilhação como se fosse o último bote salva-vidas num mar de loucura. E por alguma razão que ainda não entendo, não parei de chupar.
Comecei a chupar como um bebê, com uma necessidade primitiva. Minha língua, sem que eu mandasse, começou a explorar cada dobra, cada textura daquela carne suja. Só conseguia pegar um terço do pau dele, era grande demais pra minha boca, mas tratei com uma devoção quase religiosa, como se estivesse purificando ele com minha saliva.
Já não pensava nas minhas amigas, na minha filha, na mulher que eu costumava ser. Só existia aquele momento: eu, de joelhos, com a boca cheia dele e da minha própria sujeira, sentindo o poder se esvair do meu corpo para se concentrar na ereção pulsante que eu tinha entre os lábios.
E de repente, senti ele me forçando a meter mais fundo. Meu instinto de sobrevivência ativou, meus olhos se arregalaram, e minhas mãos subiram instintivamente pra me apoiar nas coxas dele, uma forma de conter a invasão, mas não pra rejeitar, e sim pra aguentar.
Foi então que senti minha mandíbula deslocar, uma dor aguda e repentina que se misturou com uma sensação estranha de plenitude. Ele continuou avançando, se curvando pra baixo, até que senti a cabeça dele bater no fundo da minha garganta. Empurrou mais adiante, e eu segui a curva do meu pescoço até que, de forma impossível, os testículos dele, pesados e quentes, descansaram contra o meu queixo.
Os engasgos vieram na hora, um espasmo violento e incontrolável que fez meu corpo inteiro tremer. Lágrimas jorraram dos meus olhos, salgando minha pele e se misturando com o suor. Eu estava me afogando nele, e ele sabia disso.
Minha buceta, essa parte de mim que tinha sido ignorada nessa brutalidade, não parava de escorrer. Um torrente do meu tesão corria pelas minhas coxas, uma traição absoluta ao meu próprio corpo.
A dor na minha mandíbula, a falta de ar, as lágrimas que me cegavam... tudo se fundiu numa única e avassaladora sensação de ser usada, de ser reduzida a uma simples buceta para o prazer dele.
A retirada do pau dele foi lenta, quase torturante. Senti cada centímetro de carne abandonando minha garganta, deixando um rastro de saliva e minha própria sujeira. Quando estava fora apenas pela metade, ele parou. E então começou o verdadeiro ataque.
Ela começou a mexer o quadril, a usar minha boca como se estivesse se masturbando com meus lábios. Não era um boquete, era um estupro. Eu era um objeto inanimado feito para a gratificação dela. E o pior: meu corpo tinha se rendido, minha mente tinha se rendido. Já não lutava. Só estava ali, de joelhos, sendo usada.
Foi naquele exato momento que meu celular tocou. O toque era inconfundível, era o que eu tinha colocado pra minha filha, Lore. Uma melodia alegre que agora soava como uma zombaria cruel no meio daquela depravação.
Olhei para ele sem dizer uma palavra, com os olhos cheios de um apelo silencioso. Uma lágrima nova, diferente das anteriores, escorreu pela minha bochecha.
Ele sorriu, um sorriso sádico que entendeu tudo na hora. Com uma agilidade, pegou meu celular, desbloqueou a tela com meu próprio rosto — Meu Deus, eu tinha configurado assim! — e atendeu a chamada. Depois, com uma crueldade calculada, colocou o telefone na minha orelha, mas sem tirar o pau da minha boca.
—Mamãe? Você me ouve? —A voz da minha filha soou clara e feliz do outro lado da linha.
Com o pau dele ainda se movendo devagar na minha boca, lutei pra controlar minha respiração, pra não soar como o que era: o ofegar de uma mulher sendo usada.
—L-Lore, amor... —consegui dizer, com a voz pastosa e abafada. O som que saiu de mim era estranho, gutural—. Sim... sim, eu te ouço, meu amor.
—Que legal! Tava te ligando pra avisar que amanhã vou passar aí pra te visitar. Pensei em chegar por volta do meio-dia, tá bom pra você? A gente faz alguma coisa pra comer? Faz tempo que a gente não se vê a sós.
Cada palavra da minha filha era uma facada. Enquanto ela falava de planos inocentes, ele começou a se mover de novo, mais fundo. As lágrimas brotaram de novo, dessa vez de pura humilhação.
—Ma... amanhã... —gag—. Sim, amanhã... me... me serve, amor. Mas... mas é que amanhã não ia dar certo... tenho... ugh... tenho um monte de coisas pra fazer. Um compromisso.
—Um compromisso? No sábado? Mãe, você nunca tem nada no sábado. O que é? Algo importante?
Ele acelerou o ritmo, investindo com mais força. Sentia como as bolas dele batiam no meu queixo a cada estocada.
—É... é que... — engoli seco, com o gosto da minha própria merda na língua—. É um... um assunto com... com a comunidade. Sim, da comunidade do prédio. É... é urgente, amor. Não posso faltar. Desculpa mesmo.
—Ah, poxa. Que pena mesmo. E pra domingo? Ou pra semana que vem?
Enquanto minha filha falava, senti como ele se tensionava. Um grunhido baixo escapou da garganta dele. O corpo dele endureceu e, de repente, uma explosão de porra quente e grossa encheu minha boca. Era tanto que não conseguia segurar. Escorreu pelos cantos dos meus lábios, caindo no meu peito e nas minhas pernas.
—Mamãe! Cê tá aí? Aconteceu alguma coisa? Eu ouvi um barulho estranho!
Engoli com toda minha força, sentindo a porra dele se misturar com o resto da imundície na minha garganta.
—Não, não, querido. É que... engasguei um pouco com água. Isso, só isso. No domingo sim, domingo perfeito. Me liguem e a gente vê, tá bem? Te... te amo.
—Também te amo, mãe. Se cuida. Amanhã a gente fala.
Desliguei. Ele tirou o pau da minha boca com um "pop" molhado e obsceno. Me olhou de cima, com um sorriso de triunfo absoluto. Eu só conseguia ficar ali, ajoelhada, com o rosto coberto de lágrimas, sêmen e meus próprios fluidos, tendo mentido pra minha filha enquanto era usada como um objeto descartável.
O sabor da porra dele, salgada e azeda, se misturava com a minha própria imundície num coquetel de depravação que queimava minha garganta. Mas quando consegui me endireitar, vi que ele ainda estava ali, de pé, imponente. Duro, desafiador.
Com um movimento brusco, ele me agarrou pelos braços e me deitou de costas na mesa de centro. Minhas meias-calças, que ainda pendiam rasgadas no meio das minhas pernas, não ofereceram resistência nenhuma. Com um puxão seco, ele as rasgou por completo, separando meus membros com uma força.
Segurou minha nuca com uma mão, os dedos se enterrando no meu cabelo, me forçando a manter o olhar nele. Com a outra mão, pegou o pau dele e começou a esfregar a cabeça contra os lábios da minha buceta, já molhados e inchados de tesão.
—Você quer ela? —a voz dele era um murmúrio baixo, carregado de poder—. Vai, me pede. Me pede pra te comer como uma puta.
Suas palavras foram como uma chave que abriu a última porta da minha inibição. Não havia mais volta. A mulher recatada, a mãe solícita, a amiga respeitável... todas morreram naquela mesa de centro.
—Sim! —gritei, com uma voz que não reconhecia como minha—. Quero esse pau! Me fode, por favor! Me fode como a puta que sou, me arromba, me usa, me faz tua!
A enxurrada de vulgaridade que me assustou e me deu tesão ao mesmo tempo. Era a forma mais depravada e humilhante de pedir o que eu tanto ansiava, e isso deu a ele o combustível que precisava.
Com um rugido de triunfo, ele se jogou em cima de mim. Senti como o pau dele me penetrava de uma só vez, brutal e sem piedade. Não teve delicadeza, não teve preparo. Foi uma invasão total. Me abriu como ninguém tinha feito antes, me esticando até o limite da dor e do prazer.
Cada investida era mais funda, mais forte, me fazendo sentir que me partia ao meio. Minhas pernas tremiam, minhas mãos se agarravam nas bordas da mesa enquanto ele me possuía com uma ferocidade animal, reivindicando cada centímetro do meu corpo como propriedade dele.
O tempo se perdeu numa névoa de carne e dor. Não sabia se tinham passado minutos ou horas. O mundo se reduziu aos sons dos nossos corpos: meus gemidos abafados misturados com seus grunhidos animais, o golpe rítmico da pélvis dele contra a minha, o rangido da mesa de centro que ameaçava quebrar debaixo da gente. Cada investida era um lembrete da minha submissão, uma afirmação do poder dele sobre mim.
Até que senti a gozada dele.
Foi potente, como tudo que ele fazia. Uma explosão de calor que inundou meu útero, tão abundante que senti como transbordava, escorrendo pelas minhas paredes da buceta e saindo para fora.
Caí rendida sobre a mesa, completamente exausta. Meu corpo já não respondia, era só um saco de ossos e carne tremendo. Senti o pau dele me abandonando pela última vez, me deixando vazia, aberta, usada.
Fiquei ali como uma boneca quebrada, com as pernas pendendo inertes das bordas da mesa e a porra escorrendo devagar de mim, formando uma poça no chão de madeira.
Enquanto eu ficava imóvel, ele se ajeitou com uma rapidez insultante. Subiu as calças, ajustou a camisa, como se não tivesse acabado de me despedaçar. Me olhou de cima, com uma mistura de desdém e satisfação.
—Você é uma das melhores putas que já comi —disse, com a voz casual de quem comenta o tempo—. Fica atenta ao seu celular, porque com certeza vamos repetir.
E com essas palavras, ela se virou e foi embora. Me deixou ali, sozinha, no meio da minha sala, destroçada e humilhada naquela poça de porra e vergonha. Mas uma parte de mim, uma parte escura e tortuosa, conseguiu segurar o celular e colocá-lo contra o peito; eu já estava esperando a próxima mensagem.
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