Minha esposa se soltando aos poucos

Primeiro, perguntei o que ela tinha apagado e por quê. Ela confessou que tinha estado conversando com ele e, numa dessas, ele falou "vai dançar" e ela disse que não, porque senão ele ia embora. Ele falou que não, que ficasse tranquila. Ela foi dançar e, depois de um tempo, viu ele indo embora. Ela escreveu pra ele e disse "viu que ia embora", e ele respondeu que ela se divertisse e passasse bem, que tinha gostado de vê-la e que ela estava divina, divina. Segundo ela, apagou por isso, porque do nada ele tinha dito que ela estava divina, divina e sabia que isso ia me incomodar, me encher o saco ou parecer estranho.

Eu disse que não entendia a parada dele e não entendia por que ela se escondia e apagava tudo relacionado a ele, em vez de vir e me contar, como fez com o Guy ou com o Marcos, que no final a gente acabava curtindo junto. Ela se escondia, e eu considerava isso pior que uma traição. Porque eu dei carta branca pra ela fazer o que quisesse, desde que me contasse, e mesmo assim ela se escondia.

Ela caiu no choro e falou que a real é que gostava de conversar com ele quando se viam, e isso a deixava mal. Porque nas vezes que saíram, ela gostava de sair com ele, compartilhar momentos e se divertia muito, e isso ao mesmo tempo a deixava mal. Sentir isso por alguém que não era eu, sabia que era errado, mas não conseguia evitar.

Pediu desculpas e disse que não sabia por que se confundiu com ele. Mas que o que sabia é que me amava e não se imaginava, e não queria uma vida sem mim. Eu disse que entendia e que não tinha nada de errado se ela se sentia bem passando um tempo com outra pessoa que não fosse eu, que ela não precisava ficar mal por isso. Se gostou de outra pessoa, beleza, que não ficasse mal por causa disso. Mas o que era errado mesmo era não ser sincera comigo, se esconder, ainda mais com a confiança que eu dei e tudo que falei pra ela.

Ela disse: "Bom, eu venho de uma criação onde isso é errado, e por isso me sentia assim." Eu falei que tinha percebido que ela se apaixonou por ele e que uma vez até comentei isso, mas ela negou. Aí, ela confirmou. Ela me disse: "Não se apaixona por ele." Eu tô apaixonado por você, isso nunca mudou. Se eu me confundi com ele e só, agora tirei um peso das costas te contando o que tava rolando comigo, e fiz um clique e percebi que te amo loucamente e nunca faria nada pra estragar o nosso rolê. A conversa foi mais longa, mas no geral foi mais ou menos isso. No final, eu falei: "Beleza, qual é a conclusão dessa conversa?" E ela disse que eu posso transar com quem eu quiser, desde que conte tudo pra ela. Eu falei: "Pô, não sei se é bem assim." Eu tava falando mais que não precisava mais esconder e me contar tudo, mas também não com qualquer um. Ela disse: "Sim, isso tá claro." E aí eu soltei: "Você quer ficar com outro?" E ela respondeu: "Não sei, mas você insistiu tanto e tantos anos vendo que quer ser corno que pode ser."

Naquela noite a gente transou, e eu perguntei por quem ela tinha ficado tão molhadinha. Se foi pelo guy, por dançar ou o quê. E ela disse que não tava com tesão. Eu falei: "Vi sua calcinha, tava encharcada." E ela disse: "Bom, talvez um pouquinho." E eu perguntei: "Foi pelo guy?" Ela respondeu: "Não, coitado do Joaquim." Aí eu falei: "Então foi pelo Marcos?" E ela disse: "Sim, um pouco." Perguntei o que te deixou com tesão, e ela falou: "Dois e um, dança muito colada, o roçar com ele e tal." Eu perguntei: "Vai atrás deles?" E ela disse: "Não sei, você quer?" Eu falei: "Sim, se você quiser e me contar tudo." E ela respondeu: "Sim, tá claro. Agora sim, eu fiz um clique e a conversa esclareceu tudo."

Claramente, a gente curtiu pra caralho, ela provavelmente imaginando ou pensando no futuro, e eu pensando no que ela falou sobre a dança. A partir daí, começou um flerte com ele. A primeira vez foi quando vi as fotos da festa e percebi que ela já tinha começado ou já tava atrás dele. Ela me mostrou umas fotos em grupo, e no fundo dava pra ver ela e ele com o braço passando pelas costas dela. Na outra foto, que foi tirada quando eles estavam todos dançando, ele aparece na frente ajoelhado e ela do lado, agachada também, apoiando a mão no joelho dele. Aí eu falei pra ela: "E essa mão aí?" Ela riu e disse: "Nada, pra não cair." Isso foi por volta de 7 de dezembro. E lá pelo dia 15, teve uma janta. Na casa de uma mina, foi geral do setor, inclusive eu. Troquei ideia com ela por mensagem e numa hora ela me contou que tinha uma piscina, ela caiu e ficou toda molhada. Quando cheguei em casa, ela já vinha bem bebida e me disse que alguns dos caras foram dançar, mas como ela tava molhada, não foi porque tava com frio. Perguntei: "E não dançaram lá?" Ela respondeu: "Dançamos um pouco, mas depois que caí na piscina, chamei o Marcos pra dançar e ele não quis porque eu tava molhada." Aí completou: "Falei: 'Vamos dançar, tô toda molhadinha', ele riu mas não dançou." Nessa hora, ela me contou que a gente trepou como uns loucos e ela tava com muito tesão. Depois, ela ficou ouvindo um áudio que uma amiga mandou, chamando ela pra ir e perguntando onde tava, e falava: "Vem logo, o Marquinhos tá aqui." Eu perguntei por que a amiga disse aquilo, e ela respondeu: "Sei lá, deve ter sido o próprio que pediu pra ela me chamar." Porque são tudo jovem, e ele é mais da minha idade. No dia seguinte, contei pra ela o que ela mesma tinha dito que falou pra ele. Ela falou: "Ai, que horrível, sério que falei isso? Que vergonha. Depois vou pedir desculpas se passei do ponto." Eu disse: "Tá tudo bem, que otário ele foi por não querer dançar. Depois fala algo pra ele e me conta." E aí ela continuou se entregando, e o jogo aumentou por e-mail e WhatsApp.

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