
Era janeiro, um calorão da porra, e eu tava sozinho em casa. Tinha acabado de comer, e o silêncio foi tomando conta do lugar. Minha cabeça fervilhava. Que tédio do caralho!, já tava ficando inquieto. Ansioso. Se pelo menos meu irmão tivesse aqui, a gente podia jogar videogame ou fazer alguma merda divertida. Virei o olhar pra cama dele. Bagunçada. Mas ainda tinha a presença dele. O que eu não daria pra ver ele de pés no colchão, no celular, rindo dos reels do Instagram. Meu peito apertou. Eu realmente precisava de alguém do meu lado.

(Ele é o Alexis, meu irmão mais velho) Me aproximei da cama dele meio cabisbaixo. A cueca amarela dele. Estendida. Ali tinha deixado enquanto se trocava antes de partir com os amigos naquela manhã para o litoral. Hipnotizado, fiquei olhando. Quente. Macia. Minha boca se abriu sozinha. Minha atenção afundou fundo no meu ventre, algo começava a me despertar. Me despertou fantasias que nunca tinha sentido antes. O corpo dele depois do banho, a barriga marcada pela toalha, os abdominais, a pele branca. Entregue. Fiquei abalado. Aquela personalidade masculina dele que dizia "gosto de como sou", "se quero te ter, consigo fácil". Por ele, as garotas sempre brigavam. Fusão nuclear, igual o sol, tudo isso dentro dele. Mas aquilo era horrível!! Me senti sujo num instante por fantasiar com um parente. Isso não se faz, me diziam quando pequeno. Sim, terrível. Mas senti o calor dele. Já não me segurava mais. Louco. Desvairado. A cama me convidava a me estimular. Caí rendido. Minha barriga roçava o colchão, meu quadril flexionado. "Ahhh", "ahhh" escapava da minha boca em forma de sussurro. Era uma droga que fluía na minha entreperna. Não! Como vou estar fazendo isso...? É meu irmão. Será que estou enlouquecendo?. Em contradição. Minha barriga continuava esfregando no colchão, enquanto minha mente se opunha. Anjo ou demônio?. Quem eu obedeço?. -Já era... olha o que você me fez, irmão. Assim você me deixou, filho da puta... Peguei a cueca dele com minhas mãos. Passei suavemente pela minha pele, de cima até embaixo. Dela emergia a fragrância da região dele. Nunca tinha visto, mas podia imaginar. Grande, branca, úmida, totalmente masculina. Com a cintura marcada na borda da calça jeans, e aquele olhar de menino safado que quer te provocar.

- Sim!! Dava pra sentir minha mão queimando dentro da calcinha, me esfregando. Rápido. E também suave. Sentei em cima da cueca dele. Apoiei minha parte baixa nele. Imaginava como se a gente dançasse se roçando ali embaixo. Que gostoso ver ele excitado. Pele com pele. Meus dentes apertados. Minhas mãos atrás da nuca. Entregue. A todo vapor com o Alexis.

Se algo me fazia sentir a presença dela, era imaginar sua respiração na minha barriga, quente e ofegante, suas mãos frias deslizando pelo meu torso e apertando minha buceta. Deixando as marcas das mãos dela gravadas nela.


Fiquei exausto. Totalmente. Pensei, o que ele diria se soubesse o que fiz com a roupinha íntima dele?. Me deu uma tontura. Mas decidi me jogar na montanha-russa. Peguei meu celular, tirei uma foto para o Alexis... só pra contar como eu tava me sentindo naquele momento.

Não acho que minhas fantasias me definam. São só isso: fantasias. E não vivê-las não me tornaria mais puro… assim como vivê-las não me faz menos eu.
1 comentários - Fantasiando com meu irmão🔥🍑🥒