Frambu e seu coquetel da vida XV

No capítulo anterior, a gente tava numa videochamada super quente com o Ezequiel, quando de repente... Nisso eu nem percebi quando minha mãe entrou no meu quarto e me viu quase nua me masturbando pro Ezequiel, eu ao ver ela parada ali me olhando, me cobri com o lençol e desliguei o notebook. Eu: - Ai, mãe... - me cobri com minha camiseta Mãe: - Desculpa... desculpa, amor... mas eu preciso... preciso saber se é verdade o que o Gaston me falou por mensagem, quer dizer, o Bartolomé é verdade... é verdade que seu pai e seu sogro apertaram ele? Eu: - Sim, sim... foi o que o papai me disse. Porque segundo o papai, o Barti tinha feito uns negócios com o Valentino, o filho mais velho do Ricardo, e algo não saiu muito bem, meu cunhado foi tirar satisfação e tava justamente o Barti com o segurança dele e esse cara moeu ele de porrada, quase deixando ele em coma. Mãe: - Sério?? Eu: - Sim... sim... foi o que o papai me disse e também o Eze... mas por que você tá me perguntando? Mãe: - Porque o Barti me mandou essa foto e tudo aconteceu depois que eu fui vê-lo... eu achei que foi só por minha causa, que seu pai tinha me visto com ele e... Eze: - Olha, mãe... eu não vou mais defender o Barti... e portanto se você ainda quiser se encontrar com ele, eu não vou te cobrir... porque dessa vez ele se meteu com a nossa família... desde o começo, desde o que ele fez com a vó, eu era muito nova e não entendia, e agora que isso aconteceu com o irmão do meu namorado... não, não quero mais ele na minha vida. Mãe: - Tá bem... mas olha as fotos que ele me mandou... Eu: - E daí... ele mereceu!! Eu quase enfrentei o papai sem motivo nenhum. Papai só defendeu a família dele e foi um pouco por vingança pelo que aconteceu com a mãe dele. Mãe: - Mas Francesca... Eu: - Você ainda gosta do seu ex, mãe? Ainda sente algo por aquele cara? Mãe: - Que pergunta é essa, filha! Não, não, claro que não... mas olha o estado que ele tá, eu tô preocupada... Eu olhei as fotos e vi o Barti todo machucado, me deu uma impressão ruim mas não senti pena. Eu: - Ele mereceu mesmo... Mãe: - Não te entendo... antes você defendia ele e... Agora? Eu: - Agora eu defendo minha família, mãe! Mãe: - Tá bom... me desculpa... minha mãe saiu do meu quarto, eu vesti minha regata e voltei a abrir meu notebook e o Eze já não estava mais online, mandei uma mensagem pra ele "Desculpa, amor, mas minha mãe entrou sem bater bem na hora por um assunto e eu tive que cortar assim. A gente tava se divertindo tanto. Te amo" E coloquei meu notebook pra carregar em cima da minha escrivaninha porque não recebi resposta do Ezequiel, me deitei pra dormir. No dia seguinte eu acordo porque escuto minha irmã indo e vindo, reclamando e se queixando com minha mãe. Me levantei da cama, minha porta tinha ficado entreaberta e fechei pra poder me trocar e tirei a regata ficando completamente nua porque ontem à noite quando minha mãe entrou de surpresa, eu tava sem calcinha pra me masturbar com o Ezequiel e nisso escuto batem suavemente na minha porta. Pai: - Minha coelhinha... você tá acordada? Eu: - Tô, tô pai... mas tô me trocando.. Pai: - Ok, amor... assim que você estiver pronta, preciso falar com você. - Me vesti rápido e coloquei uma fio dental, um short jeans, um sutiã e uma regata tipo top e abri a porta. - Bom dia, coelhinha! Eu: - Oi, pai. Bom dia! - ele me deu um beijo na minha testa e eu na bochecha dele. - Dormiu bem, pai? Pai: - E não muito bem... queria conversar direito com você porque aquilo que aconteceu ontem à noite - ele sentou na cadeira da minha escrivaninha e eu sentei na ponta da minha cama, pra ouvi-lo - aquela conversa meio que me deixou mal e não quero ficar mal com você ou que você fique brava comigo, mas me entende, meu amor, faz muito tempo que eu sei que esse cara tá atrás de vocês, sei que com você vocês não se viram, mas não penso o mesmo da sua mãe... cada dia duvido mais dela e do que aconteceu ou acontece com ele. Eu: - É que eu como te falei, pai... eu só fiquei curiosa porque como te contei no Uruguai, ele me mandou um pedido de amizade e só me chamou a atenção por uma foto e depois pude confirmar que minha suspeita era verdadeira e sim, eu conhecia ele de algum lugar! Pai: - Tá bom, meu anjinho. Eu já Entendi isso e você me explicou, mas não entendo por que essa história da grana que ele deu pra sua mãe... ela te falou alguma coisa sobre isso? Eu: - Só que ele dava como um presente pelo que ela tinha sido pra ele, mas não sei, pai... Pai: - Tá bem... te peço perdão, meu amor, e nunca mais vou falar assim com você de novo... você me perdoa? Eu: - Eu que te peço perdão, pai, por defender aquele cara, me perdoa, pai... perdão! Pai: - Vou te perdoar sempre, meu anjinho, o mais lindo do meu mundo - eu sorri pra ele e ele pegou minha mão e me puxou pros braços dele, me sentou no colo e me abraçou forte - te amo tanto, meu coelhinho! Eu: - E eu te amo, pai! Pai: - Te amo tanto, tanto... - ele me apertava mais forte e eu me encolhia feito um bolinho nos braços dele - minha menina mais doce... minha pequenininha mais sapeca do pai - ele me encheu de beijos na testa Minha mãe entra ao nos ouvir rindo Mãe: - Oi, bom dia, amor Eu: - Bom dia, mãe Mãe: - Vamos tomar café? Pai: - Eu só vou tomar um café e já tenho que ir - ele falou seco com minha mãe Mãe: - Mas eu preparei torradas e consegui aquele queijo de cabra que você tanto gosta, amor... Pai: - Como em outro momento... - se virando pra mim - vai, minha pequena, tomar café e depois eu tenho uma surpresa pra você... Eu: - Uiii... o que é?? Pai: - Se eu te contar, não é surpresa... Eu: - Tá bom, pai... Eu me levantei do colo do meu pai e ele foi pra cozinha, e minha mãe ficou meio confusa e a gente também foi pra cozinha tomar café Quando terminei, meu pai se despediu de mim e da minha irmã com muitos beijos na testa e nas bochechas, fazendo a gente rir, e quando chegou perto da mãe, só tocou no ombro dela Pai: - Tenha um bom dia - Ele pegou as pastas e foi pro carro dele Minha mãe ficou mais confusa do que já estava Minha irmã ainda tinha que ir pra escola porque ela tava ruim em duas matérias e minha mãe não queria que ela ficasse de recuperação Elas terminaram e saíram, e eu fiquei sozinha em casa e mandei uma mensagem pro Ezequiel "Oi, bom dia, amor. Desculpa de novo pela noite passada, mas minha mãe me interrompeu e não consegui continuar. Te quero muito e te amo. Tô com muita saudade de você... te mando muitos beijinhos" Fui ao banheiro me arrumar o cabelo, prendendo com uns grampos e fazendo um coque. Já dava pra sentir o calorão nesses primeiros dias de dezembro. Ia aproveitar pra pedalar um pouco pela região quando vejo a resposta do Ezequiel: "Oi, minha beleza. Bom dia, bebê. Ontem à noite fiquei com um tesão descomunal duas vezes, numa eu consegui e na outra te interromperam, mas eu fui no banheiro e gozei, acho que até mais do que da vez que você me pegou. Meu deus, tô tão apaixonado por você, love. Já falta pouco pra te ver e quero ficar do seu lado. Te amo. Te quero e tô com saudade, minha vida" Suspirei ao ver a resposta dele quando recebo várias mensagens no grupo das minhas amigas, era a Natali "Procura-se o paradeiro da menor Francesca S...." "Aliás, Frambu, responde também se você fala com seu 'rebelde' ou com o estudo" "Cadê você, nena?" "Te pegou o rebelde ou o salame??" Respondi "Oi, bom dia... ninguém me pegou assim, agora tô sozinha..." A Nati me ligou e na hora atendi. Nati:- Frambu Eu:- Naranjita Nati:- O que você tá fazendo? Eu:- Sozinha em casa Nati:- Vem pra minha casa. Assim a gente organiza pra hoje à noite Eu:- Ah, é, verdade. Parabéns por ter passado em tudo, Nati Nati:- Valeu... mas agora vem a parte boa... hoje à noite a gente vai comemorar todas juntas e quero que você me ajude com a roupa Eu:- Tá bom, já tô indo... Nati:- Fechou, te espero Desliguei e guardei minhas coisas na mochila: celular, dinheiro, as chaves, uma garrafa d'água Fui de bicicleta até a casa da Nati Ficamos a manhã toda juntas, ajudando ela a escolher roupa e ela me aconselhou o que eu devia vestir pra noite Tiramos umas fotos na casa dela e com um pouco de maquiagem, e ela postou com a hashtag, preparando motores, noite, festa. Subiu na rede social dela e me marcou na publicação. Comemos na casa dela junto com os pais e os avós dela. Tipo umas 14h eu saí de lá pra ir dormir um pouco pra ficar descansada pra noite. Quando cheguei em casa, meu pai tava com minha irmã, brigando com ela. Eu: - Oi... Como vocês tão? Pai: - Oi coelhinho... desculpa, amor, mas cê me deixa a sós com a Guille? Eu: - Mas o que aconteceu?? Pai: - Deixa eu falar com sua irmã e depois a gente te conta o que rolou. Eu: - Tá bom... Fui pro banheiro e tentei escutar de lá, só sentia a voz do meu pai num tom irritado e a voz da minha irmã emocionada pedindo perdão. Saí do banheiro e fui pro meu quarto, coloquei o celular pra carregar pra ficar cheio pra noite e fui deitar. Quando acordei mais tarde, percebi que a Guillermina tava dormindo junto comigo, abraçada no meu corpo. Tentei me levantar e ela tava agarrada em mim. Eu: - Ei!! O que cê tá fazendo aqui, Guille? Guille: - É que o pai ficou muito bravo comigo e a mamãe não tava, e eu precisava de um pouco de apoio... Eu: - De novo a mamãe não tá! O que aconteceu? Por que o pai te brigou? Guille: - Sei lá onde a mamãe tá! Mas hoje depois da escola o pai foi me buscar e me viu do lado de umas colegas que tavam fumando um... Eu: - Um cigarro ou um baseado? Guille: - Minha colega, a Luisina, tava fumando um baseado e como ela tava com ele apontado pra mim, o pai achou que eu tava passando pra ela ou que a gente tava dividindo! Ele me viu e na frente dos meus colegas, mandou eu subir no carro na hora. Ele não gritou, mas me brigou o caminho inteiro. Chegamos em casa e ele continuou. Quando você chegou, foi tipo minha salvação porque ele se acalmou e me pediu desculpas, mas disse que não quer me ver mais perto da minha colega. E eu falei que eu tava do lado delas e que elas tentaram me oferecer e eu recusei... mas por isso o pai tava furioso comigo. Eu: - Bom, ainda bem que você não tava fazendo, porque senão ele te daria um castigo do caralho. Guille: - Você já fez algo assim? Eu: - Não, ficar do lado de alguém que fuma ou se droga, mas eu escondi uma vez que tinha aula e fui com as minhas amigas passear. Mendoza. Papai não só ficou sabendo, como ele me viu. Porque no meu celular, ele colocou um rastreador. Ele puxou minha localização e foi me procurar. Tomei o sermão da minha vida do papai. Ele não gritou comigo, mas ficou assim igual com você, bem duro, bem rígido. Só me pediu pra não mentir pra ele e sempre falar pra onde eu ia. Nisso ele tem razão, papai é muito bom com a gente e a gente tem que retribuir um pouco de tudo que ele faz. Guille: - Tá tudo bem... desculpa ter vindo ficar com você, mas eu precisava estar com alguém. Eu: - Tá tudo bem, bobinha... você é minha irmã e sabe que pode contar comigo. Guille: - Obrigada, esquisitinha! Eu: - Bora lanchar? Guille: - Você me prepara uma caneca de leite? Eu: - Eu sou sua empregada, é? Vai lá e prepara você mesma... você tem duas mãos lindas e seus pés que te levem até a cozinha e você prepara sozinha! Guille: - É que a mamãe esquenta o leite pra mim, não sei se no micro-ondas ou numa caneca. Me ajuda a fazer. Eu: - Uuuufff tá bom... então levanta, você tá me sufocando com essa sua buceta! A gente riu as duas e levantou. Ajudei ela a preparar o leite enquanto eu ia fazer um smoothie de frutas. Quando terminamos de lanchar, tanto eu quanto a Guille, ela foi pra casa do Nonno e eu fiquei limpando, quando terminei de arrumar a mesa vejo minha mãe chegando no carro dela. Vejo ela pela janela que ao descer estava meio irritada, mas tentando disfarçar a cara antes de entrar. Mãe: - Oi, meninas... Martin, amor... Eu: - Oi, mãe. Mãe: - Oi, Fran... Cadê seu pai e sua irmã? Eu: - A Guille foi pra casa do Nonno há um tempinho e o papai não sei onde tá porque quando cheguei ele tava com a Guille, dando bronca nela. Mãe: - Mas por quê? O que aconteceu? Eu: - É porque papai achou que a Guillermina tava fumando um baseado e ela me disse que nunca provou, que era uma colega que tava fumando, só que como a mãe dela apontou pra Guille, papai interpretou errado a situação e ela dormiu a sesta comigo... você tinha ido pra onde, mãe? Mãe: - Fui... dar uma arejada! Eu: - Tá bom... Hoje à noite a gente vai pra uma festa com minhas amigas, já que todas terminaram e estamos com tudo aprovado. Mãe: - Quer que eu te leve? Eu: - Não, não precisa... a mãe da Nati vai me levar junto com ela. Mãe: - Por que você não quer mais que eu te leve? Eu: - Porque eu acho que você tá voltando de ver o Barti... e não acho que eu tô errada. Mãe: - Não, não Fran... pelo amor de Deus... Eu: - Vai, mãe, eu sou grande e percebo as coisas. Tenho muita perspicácia, sexto sentido e acho que conheço muito bem você e o papai. Mãe: - Você tá enganada... de verdade... Eu: - Tá bom... vou tomar banho pra poder me arrumar com calma o cabelo. Mãe: - Claro, love! Por dentro, algo me dizia que minha mãe não era sincera e que tinha ido ver o ex, depois da surra que meu pai deu junto com o Ricardo pelo que ele fez com as duas famílias. Tomei banho e deixei um tratamento no cabelo pra poder pranchá-lo e ficar bem melhor, e no meu quarto fui provando as roupas que tinha combinado com a Natali de vestir. Coloquei uma saia curta high preta, um top branco, minha correntinha que o papai me deu, um par de pulseiras nos pulsos e um anel que minha avó me deu com minha inicial. Ao me ver sair do quarto, minha mãe ficou surpresa. Mãe: - Nossa, Fran... você tá linda demais. Eu: - Obrigada, mãe... o papai ainda não chegou? Mãe: - Não, ainda não... mas por um lado é melhor, porque não acho que ele vá gostar de te ver com essa saia tão curta e tão... Eu: - Mas ele já me viu vestida assim e não falou nada... Já tô pronta. Tô indo. Mãe: - Então você não quer que eu te leve? Eu: - Não, não, obrigada... A Nati já deve estar vindo com a mãe dela. Mãe: - Tá bom, love! Nisso, ouço a Natali chegar com a mãe dela na caminhonete pra me buscar. Me despedi da minha mãe e fomos pra casa da Ingrid. Chegamos na casa dela, tava a Ingrid com o irmão mais velho, já que os pais tinham saído pra deixar a casa só pra gente. Comemos umas empanadas, depois terminamos de nos arrumar e perto de uma da madrugada saímos pro baile. Jonathan, irmão da Ingrid, nos acompanhou para não irmos sozinhas e, ao entrar, ele nos deixou e foi para a casa da namorada dele. Como ainda era cedo, na balada não tinha muita gente, decidimos sentar numa mesa com seis cadeiras que dava uma vista para a pista, ideal pra ver quem ia chegando. Minhas amigas pediram cerveja e um aperitivo. Descemos e fomos dançar entre as seis, e cada vez o lugar parecia ter muito mais gente, difícil até de ver quem estava perto da gente. Jazmín, Ingrid, Emma e Rosario foram ao banheiro. Eu fiquei com a Natali na mesa e, um tempo depois, passa o Lucas, o namorado dela, nos cumprimenta e senta na cadeira que estava do lado dela. Eu, pra não ficar olhando pra eles, olho pra pista onde vejo muitos casais e jovens dançando no ritmo de um reggaeton, quando sinto alguém tocar meu ombro e, ao me virar, vejo o Blas.

Blas: - Mas que surpresa te encontrar por aqui, Frambu.

Eu: - Oi! - senti um arrepio terrível ao vê-lo.

Blas: - Uauuuuu... você tá... deixa eu te ver... Tá uma gostosa!!!

Eu: - Ah... obrigada... o que você tá fazendo? - me aproximando pra falar no ouvido dele porque a música tava alta.

Blas: - Eu sempre venho aqui pra dançar ou tomar algo com os caras... quer dizer, com o Lucas e o resto.

Eu: - Ah, beleza... que bom.

Blas: - E você, o que tá fazendo aqui?

Eu: - A gente veio comemorar porque todas passamos e terminamos o colégio.

Blas: - Ah sim sim... e quer dançar comigo?

Eu: - Não, não, obrigada... não quero dançar agora...

Blas: - Você não quer dançar ou não quer dançar comigo?

Eu: - Não quero dançar com você... já esqueceu o que você me fez?

Blas: - Me perdoa, gostosa, mas eu achava que a gente era um casal e fiquei maluco se você tivesse ficado com outro se esfregando na sua viagenzinha pro Uruguai.

Eu: - Tudo isso serviu pra eu perceber que você não era o cara certo.

Blas: - Pelo amor de Deus, Frambu... você tá partindo meu coração em mil pedaços!

Eu: - Você tem coração? - enquanto eu ria.

Blas: - Não seja malvada, meu amor... eu tenho um coração que tá sangrando aqui e, de verdade, te... quero, meu amor... Eu:- Já é tarde. Eu já tenho alguém que me ama e eu amo ele. Blas:- Você não pode me dizer isso... vamos... me dá uma chance... Eu:- Não, Blas, chega... me deixa em paz. Blas:- Vamos, love... vem. Te pago uma bebida. Eu:- Não, não, obrigada... eu não sou de beber. Blas:- Ah, não é? E todos esses copos?? Eu:- Tomei um pouco de cerveja que eu gostei, mas só isso, e dividi com duas das minhas amigas. A Natali foi com o Lucas de mãos dadas dançar na pista. Ao ficar sozinha com o Blas, senti medo do que ele poderia tentar fazer. Blas:- Meu amigo tem muita sorte com a sua amiga. Eu:- O quê? Como? Não te entendi...- ele se aproximou pra falar no meu ouvido. Blas:- Que meu amigo Lucas tem muita sorte com a sua amiga... a que tava do seu lado. Eu:- Ah, sim, sim... eu tenho que ir ao banheiro... Blas:- Quer que eu te acompanhe? Eu:- Não! Eu posso ir sozinha! Mas cuida do nosso lugar... porque todas deixamos nossos casacos e bolsas aqui. Você pode me fazer esse favor? Blas:- Claro... o que for, eu faço por você. Fui ao banheiro e cruzei com a Jazmín se beijando com um cara alto e loiro encostado na parede do banheiro masculino. Também vi a Ingrid se beijando com o namorado dela. A Emma dançava com um moreno muito gato e a Nati dançava bem abraçada com o Lucas. Ao sair do banheiro, cruzei com a Rosario. Eu:- Oi, Ro. Rosario:- E aí, Fran... o que aconteceu? Eu:- Vamos pra nossa mesa, por favor. Rosario:- Não, não, não... olha, o Dylan tá me esperando e não sei se com um tal de Ignacio, não sei se primo ou amigo dele, fica aqui comigo pra eu não ser atacada pelos dois. Eu:- Por favor... lá na nossa mesa tá o Blas. Rosario:- Qual Blas? Aquele teu gatinho?? Eu:- Sim... vai... por favor... Rosario:- Tá bom. Fomos juntas pra mesa, mas ela ia de mãos dadas com o Dylan e aquele amigo vinha seguindo a gente por trás. Ao chegar na mesa, o Blas se levanta e me pega pela mão. Blas:- Vem, gostosa... vamos dançar. Eu:- Mas... - ele me pegou pelas duas mãos, fomos pra pista e começamos a dançar. Depois de um tempo, ouvi que tocaram uma música lenta e o Blas quis me abraçar. Eu:- Não, não... Blas:- Vamos, linda... é só uma música lenta que tô te pedindo pra gente dançar
Eu: - Tá bom... mas se você passar do limite e...
Blas: - Shhhhhh, calma...
Ele passou as mãos na minha cintura e elas se encontraram nas minhas costas, e eu coloquei minhas mãos no peito dele
Ele ficou cantarolando a música e eu sorri pra ele
Blas: - Ufff isso parece um sonho
Eu: - Não te ouvi
Ele se aproximou mais do meu ouvido
Blas: - Que isso parece um sonho, estar dançando com você, love...
Eu: - É real... depois da sua insistência a gente tá dançando junto
Blas: - Obrigado
Uma das mãos dele percorria minhas costas e a outra me segurava firme contra ele
Eu: - Fica quieto... você tá me deixando desconfortável
Blas: - É que eu tava com saudade de sentir seu corpo, minha love... você é linda, tem um corpo maravilhoso... e aiii meu deus suas tetas... elas cresceram ou é impressão minha?
Eu: - É impressão sua... elas tão do mesmo tamanho de sempre
Blas: - As duas tão me chamando pra eu fazer o que eu fiz na minha casa e...
Eu: - Nem pense...
Blas: - Vamos Fran... me deixa te sentir do jeito que eu te senti daquela vez...
Eu: - Chega... você me cansou
Tentei me afastar dele e ele me puxou de volta pro corpo dele e me apertou contra ele, minhas mãos tentavam fazer força pra me soltar e ele tentou acariciar minha bochecha e eu virava o rosto de um lado pro outro
Eu: - Já... me solta...
Blas: - Ninguém te ouve nem vai te defender... ou você acha que seu príncipe rebelde vai vir?
Eu: - Se ele estivesse aqui, ele me trataria muito melhor do que você
Blas: - Ai meu deus Francesca... você é minha! Entendeu?? Você é minha!!
Ele parou de me abraçar e me segurou pelo braço
Eu: - Você vai me soltar?
Blas: - Ou o quê?? Vai me bater??
Eu: - Você vai me soltar??
Ele me soltou e eu fui andando brava até a mesa
Vejo que a Jazmín estava sozinha
Jazmín: - Fran, você tá bem?? O que aconteceu?
Eu: - É que eu esbarrei naquele idiota do Blas e ele me deixou muito desconfortável...
Jazmín: - Quer que a gente vá embora?
Eu: - Não, não... no pior dos casos eu volto sozinha...
Jazmín: - Não, Fran... você tá louca??
Eu: - É que todas tão com seus namorados ou ficantes e eu sou a única que tá sozinha...
Jazmín: - Eu também tô sozinha Eu:- O que aconteceu com o loiro que vocês estavam se beijando? Jasmim:- Ah, é só um passatempo... você sabe que não quero nada sério com ninguém Eu:- Sim, sim, eu sei... e então? A gente toma alguma coisa ou vamos dançar juntas? Jasmim:- Bora, vamos no balcão e pedimos um aperitivo, aquele rosé estava muito bom. Eu:- Sim, sim... vamos. Descemos com a Jasmim quando vemos a Emma subindo com o moreno que dançava. Nos deram a dose e fomos dançar, aí passam uns colegas: Rodrigo junto com Lautaro e Maximiliano Rodrigo:- Oi, minhas lindas escoltas... Jasmim:- Oi, Rodri, Lauchi e Maxi Eu:- Oi, Ro... oi, meninos Lautaro:- Oi, Yas, oi, Fran... Maxi:- Oi, Fran, oi, Jaz...- a gente se cumprimentou Rodrigo:- E aí, Fran... tudo bem?? Eu:- Tudo, tudo... tá tudo bem, por que você tá perguntando? Rodrigo:- Por aquele cara magrelo que tava com você, faz um tempão já... a gente viu do balcão que ele tava te enchendo o saco e se continuasse a gente ia intervir Eu:- Fica tranquilo... tá tudo bem. Ele foi meu ex, mas valeu pela preocupação Rodrigo:- Tá certo... pra isso a gente existe, pra cuidar das nossas colegas Eles compraram um copão do mesmo aperitivo que a gente tava tomando e a gente foi passando entre os cinco e começou a dançar Já perto das cinco da manhã, eu tava muito cansada e falei com minhas amigas Eu:- Quero ir embora... Emma:- Tá entediada? Nati:- Me faz a boa... fica mais um pouco Jasmim:- Pede pra algum dos nossos colegas te levar pra casa Eu:- Nãaaaao... você tá louca?? Jasmim:- Ali vem o Lauchi Ela falou no ouvido dele e ele foi chamar o Rodrigo Aparece dez minutos depois Rodrigo Rodri:- Oi... tô aqui! Jasmim:- O Lauchi me disse que você veio de carro, é verdade? Rodri:- Sim, sim... preciso te levar pra casa, cinderela? Jasmim:- Eu não...- ela riu- é a Fran! Rodri:- Com prazer, eu levo ela Eu:- Sério que você pode? Rodri:- Sim, sim, Fran... eu te levo Peguei minha bolsa e me despedi das minhas amigas, do Lauti e do Maxi A gente tava saindo quando eu percebo que tava sentindo frio, ao me ver assim Rodrigo tira a jaqueta dele e coloca nos meus ombros. Rodri: - Ah, parece que tem vovó no baile! Eu: - Que idiota você é... - os dois caem na risada. Rodri: - Para de se fazer de novinha que daqui a pouco você vai entrar pro clube dos coroas, tira tua carteirinha antecipada!! - ele ria. Eu: - Você vai cortar essa?? Não vai ter um pouco de compaixão pela sua colega?? Rodri: - Te adoro, girl, mas é piada, gostosa... esse é o meu carro. Abro aqui pra você, mas abro atrás, mocinha? Eu: - Vou voltar andando... Rodri: - Qual é, Fran, é brincadeira... Ele abriu a porta pra mim, depois subiu, ligou o aquecedor, deu partida no carro e saímos dali. Ao chegar na porta da minha casa, agradeci dando um beijo na bochecha dele, desci e ele foi embora. Ao entrar, tirei minhas sandálias e entrei com cuidado pra não acordar ninguém, fui pro banheiro. Ao sair, vejo meu pai de novo de short e torso nu me esperando. Pai: - Oi, meu anjo. Eu: - Oi, pai... - ele me deu um beijo na testa e eu baixei o olhar, corada. Pai: - Não sabia que você tinha saído... Eu: - Achei que a mãe tinha te contado... porque fomos comemorar com minhas amigas que todas passaram. Pai: - Mas você não tava aprovada, coração? Eu: - Tava sim, pai... mas agora todas as minhas amigas passaram e por isso saímos... Pai: - Por que você não me avisou pra ir te buscar? Eu: - É que não queria te incomodar... Pai: - Nunca me incomoda ir te buscar, love... você veio de táxi ou uber? Eu: - Não, claro que não... me trouxe um colega... um amigo da escola. Pai: - Tá bom, coelhinho... que sorte você já estar em casa! Quer tomar um café comigo e me contar alguma coisa? Eu: - Tô cansada, pai, melhor amanhã... quer dizer, mais tarde... Pai: - Tá bom, tesouro. Vai descansar. Eu: - Obrigada, pai. Te amo. Pai: - E eu te amo, coelhinho! Fui pro meu quarto, tirei a roupa e vesti minha camiseta pra dormir mais confortável. Perto do meio-dia, minha mãe me acordou. Mãe: - Oi, Fran... vamos lá pra cima... Eu: - Ugh... mãe... quero dormir mais um pouco... Mamãe:- Não, nada de dormir... vamos lá pra cima que o papai preparou o frango dele na panela e todos os seus avós estão aqui... Eu:- Sério, mamãe?? Meu Nonno, a Mandy e o Tata estão aí?? Mamãe:- Sim, sim, love... Eu:- Por isso ontem você tinha saído, mami?? Mamãe:- Claro, love... eu estava no aeroporto esperando seus avós, meus pais... Eu:- Obrigada, mamãe. Te amo!!! Mamãe:- E eu te amo, tesouro. Se troca e vamos, que eles tão te esperando lá fora Levantei rápido, troquei de roupa, levei minhas roupas pro tanque e penteei o cabelo e fui rapidinho pra fora, onde no quincho estavam meus 3 avós sentados no fresquinho, minha irmã no meio dos dois avós e eu me apressei pra ir cumprimentá-los Nonno:- Bom dia, mija Tata:- Oi Fran, minha princesinha. Bom dia Mandy:- France... minha neném... Bom dia Eu:- Oi, bom dia... que alegria ver vocês... - cumprimentei um por um, abraçando e trocando muitos beijos Mamãe preparou a mesa enquanto minha avó Mandy ria animada com o marido e meu outro avô Tivemos um almoço muito gostoso enquanto comíamos, mamãe tirou fotos nossas tanto posando quanto espontâneas, quase como minha tia Dolores fazia Minha mãe e minha irmã juntaram os pratos e o resto das coisas que usamos pra comer Eu fiquei do lado dos meus avós enquanto eles contavam alguma história de quando eram jovens ou o que meus pais faziam quando crianças A tarde passou voando, meu pai foi levar meu nonno pra casa dele e meus outros avós pra casa onde estavam hospedados. Faltava só um dia pra minha viagem de formatura pro Brasil Minha mãe me ajudou a arrumar a mala com toda a roupa tanto pra sair quanto pra usar se a gente fosse caminhar ou dançar A noite chegou, ela foi cozinhar umas batatas fritas com uns bifes na panela, comida preferida da Guillermina Sentamos os quatro pra comer e minha mãe e meu pai ficaram um de cada lado meu e ficavam tocando minha mão ou me olhando e sorrindo pra mim CONTINUA...

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