Sede de vingança, meu marido vai pagar II

Não sei quanto tempo fiquei calada, encarando aquela imagem horrível na tela. Meu marido deitado na nossa cama de casal junto com as duas colegas de partido. Foi quando senti a mão do Alberto no meu ombro. Deixei ele me abraçar e chorei no peito dele toda a minha tristeza.
Meu funcionário me consolou em silêncio. Eu era uma mulher ferida, enganada. Se o Alberto não estivesse ali, não sei o que teria feito naquele momento tão desolador.
— Sinto muito, senhora — ele disse finalmente.
Na minha cabeça, não paravam de se repetir as cenas em que "aquele outro Alfonso" comia as colegas dele. Não tinha nada a ver entre aquele homem, aquele amante foda, e o sem graça com quem eu estava casada há doze anos.
— Não entendo — eu me perguntava entre soluços.
— Para de ficar remoendo isso, não vale a pena — disse o rapaz sabiamente, enquanto minhas lágrimas dissolviam aos poucos toda a minha raiva e frustração.
Eu me sentia enganada, traída, humilhada… mas acima de tudo furiosa, puta da vida. Tanto que, se meu marido estivesse na minha frente naquele exato momento, eu teria matado ele na porrada.
Me afastei do rapaz por um instante para olhar nos olhos dele.
— Obrigada, Alberto, e me desculpa — falei, me recompondo com dificuldade.
— Me desculpar? A senhora?
— Sim. Eu devia ter acreditado em você desde o começo — me lamentei.
Instintivamente, me aproximei dele. Estava prestes a beijá-lo quando minha impotência tomou conta de mim de novo.
— Filho da puta! — gritei, pegando um martelo que estava em cima da mesa.
Alberto segurou meu braço bem na hora em que o martelo ia acertar o para-brisa da maldita PORSCHE do meu marido, um capricho idiota que ele cuidava mais do que de mim.
— Senhora, larga isso — ele disse — Pensa no que é melhor pra senhora antes de fazer qualquer coisa, agora a senhora tem vantagem.
Ficamos em silêncio por um segundo. Tava claro que a sacanagem do meu marido vinha de longe. Quem sabe quantos meses ou anos ele tava me enganando. Eu sabia que nosso casamento não funcionava mais tão bem como antes, mas Acontece que fazia tempo que Alfonso tinha arrumado uma substituta. O covarde nem teve coragem de terminar comigo. Me senti uma idiota.
O Alberto tinha razão. Meu casamento já tinha acabado há tempos, então não fazia sentido apressar uma separação barulhenta agora. Antes de fazer ou falar qualquer coisa, precisava pensar em como sair bem dessa, tinha que contatar a Maite o quanto antes, minha amiga e consultora jurídica. Ainda não sabia como, mas o que Alfonso me fez ia sair caríssimo pra ele.
— Tá melhor? — perguntou Alberto, me tirando daquela espiral.
— Sim — respondi — Você tem razão, vou pensar com calma em tudo isso.
Naquele instante, a mão dele me soltou. Mas os olhos dele ainda me encaravam com pesar. O rapaz ainda se sentia responsável pela dor que aquela gravação me causou.
— Valeu, Alberto — falei — Tô bem, de verdade. Não se preocupa, você não tem culpa de nada disso.
Fiquei uns quinze minutos no chuveiro, tentando me livrar de toda aquela desolação e deixar o calor da água escorrendo pela minha pele me confortar.
Quando saí pra me vestir, lembrei de repente que a câmera ainda tava mandando imagens pro tablet do jardineiro. Dessa vez foi o rancor do meu marido que me fez agir de forma exibicionista.
Tirei a toalha, mostrando meu corpo com orgulho. Sabia que o Alberto tava me vigiando do galpão, cuidando de mim. Me deitei na cama e me deixei levar pelos meus instintos, aqueles que a gente, mulher, costuma reprimir demais. Enfiei uma mão entre minhas pernas e fantasiei com meu jardineiro jovem e musculoso. Imaginei ele, mais uma vez, atrás de mim, me segurando firme pelos quadris enquanto me sodomizava com paixão. Exatamente o que meu marido fez com a puta da Gema.
Naquele momento, o Alberto devia estar com uma baita ereção. Tava convencida de que o corpo dos sonhos do jardineiro tinha que ser coroado com um pau monstruoso, e sonhei que eu o Eu tinha aquilo dentro de mim. Fiquei tanto tempo na castidade que gozei na hora. "Rápida demais", pensei, duvidando que o moleque tivesse tido tempo de se masturbar. Quando terminei de vestir o uniforme, fiquei olhando pra cama. Lembrei de novo dos corpos entrelaçados, dos vai e vem, dos gemidos… Precisava sair daquele quarto. Mesmo assim, ia levar anos pra esquecer aquelas imagens. Quando cheguei no aeroporto, fui direto pra sala onde a gente preparava obriefingLá já estavam quase todas as minhas colegas, mas dessa vez fui preparar meu carrinho separada das outras.
Minha amiga Pilar se aproximou de mim.
— Você tá bem? — perguntou preocupada.
— Tô, tô — respondi forçando um sorriso.
— Cê tá com cara de ruim.
— É que ontem fiquei lendo até tarde.
Pilar me conhece bem e, claro, não ficou nada convencida. Mesmo assim, agradeci que ela falasse da grana que tinha gasto nas liquidações em vez de tentar descobrir o que me preocupava. Mas ainda lembro do olhar inquieto dela e do abraço na esteira que nos levava ao portão de embarque.

Depois de acomodar os passageiros, pedi pra Pilar me substituir na demonstração das medidas de segurança do voo.
Ela sabia que algo não tava certo e, segurando minha mão, perguntou:
— Vai me contar?
Demorei um pouco pra reagir. Era óbvio que a falta de confiança tava irritando a Pilar. Eu sabia que podia contar com a discrição dela, já que Pilar não era dessas fofoqueiras que não sabem “ouvir, ver e calar”.

Me sentia destruída por tanta dor que carregava dentro de mim, precisava botar aquilo pra fora. Contei tudo: a história do batom, das câmeras, a traição do meu marido com as colegas dele…
Pilar ficou chocada.
— Tô alucinada — reconheceu minha amiga, perplexa — Alfonso. Quem diria!
— Vi com meus próprios olhos, Pilar — me lamentei.
— Sim, se eu acredito em você, Lorena, mas é que seu marido é… sempre tão certinho, tão rígido com todo mundo, quem ia imaginar uma coisa dessas.
— Pois é, me sinto uma idiota — confessei com sinceridade.
— Não seja cruel consigo mesma, mulher.

Pilar ficou me encarando, tentando digerir aquilo.
— E o que cê vai fazer? — perguntou finalmente.
— Ah, não sei. Ainda não falei nada pra ele. Antes vou ver uma amiga que é advogada pra saber o que ela recomenda.
— E é só?
— Como assim “é só”? — perguntei estranhando.
— Nada mais? Ele te trai desse jeito e você se contenta com um divórcio bonitinho? —sussurrou, exasperada.
—Pilar, não te entendo. O que você quer que eu faça?
—Lorena, você tem que se vingar, tem que se ressarcir pelo que ele te fez, senão vai ser sempre uma vítima.
—A vítima?
—Claro, mulher! Você tem que se vingar desse desgraçado antes do divórcio. Pagar na mesma moeda — sentenciou minha amiga.
O que a Pilar estava me propondo era que eu botasse chifre no meu marido do mesmo jeito vil que ele tinha feito. Eu tinha que me vingar antes do divórcio pra não ficar de idiota.
—E o que você quer que eu faça, dar uma trepada e mostrar umas fotos pra ele no café da manhã? — perguntei com cinismo.
—Não, tem que ser algo que cause o mesmo dano que ele te causou. Botar chifre nele com algum amigo dele ou algo assim — disse febrilmente — Ou melhor ainda, que ele pegue vocês no flagra.em flagrante!— O quê? — perguntei, desconcertada.
— Mulher, que você dê um jeito de estar na cama com outro bem na hora que ele chegar em casa.
Fiquei muda, pensando que a Pilar não era lá muito certa da cabeça, mas, verdade seja dita, comecei a me divertir vendo ela tão exaltada.
— É, claro, e depois a gente toma umas cervejas os três — respondi, dando uma risadinha.
— Tô falando sério, Lorena! — reclamou minha colega, meio irritada — Você tem que achar o momento certo, quando ele menos esperar, um dia que o Alfonso tenha bebido além da conta, por exemplo. Aí você fica toda carinhosa com ele e diz que quer amarrá-lo, que é uma brincadeira. Já sabe…
— Mas aí o Alfonso poderia me denunciar. Ele tem amigos em todo canto.
— Você tem medo do seu marido? — ela me perguntou.
— Um pouco.
— E você tá furiosa? — continuou com aquele interrogatório estranho.
— Sim, isso sim.
— Então, usa esse medo pra planejar cada detalhe da sua vingança e essa fúria pra botar em prática — minha amiga me incentivou — Ele merece, Lorena.
Ficou por isso mesmo, porque chegou a hora de sair pra atender os passageiros. Mas, durante aquele voo, eu peguei umas ideias da minha amiga Pilar pra minha vingança.
O resto do voo fiquei calada. Claro, tudo tinha que ser planejado, não podia deixar nada ao acaso. O que eu ia fazer era uma loucura, e justamente essa seria minha principal vantagem: a surpresa. Alfonso nunca esperaria que a bobinha da esposa dele fizesse algo tão torcido.
— E então? — me apressou a Pilar.
— Eu queria ser que nem você, mas não sou capaz de fazer uma coisa dessas — menti pra não envolvê-la — Vou visitar a Maite, minha amiga, e tentar esquecer tudo isso o mais rápido possível.
— Bom, você é quem sabe — ela piscou pra mim por trás das cortinas.equipe― Obrigada, Pilar. Precisava contar isso pra alguém.
― De nada, mulher, e já sabe que pode vir passar uns dias na minha casa se precisar.
― Você é demais, tia ― respondi, e nos abraçamos.
Compartilhei com a Pilar três voos naqueles dois dias, mas não tocamos mais no assunto. No entanto, aproveitei meu tempo livre pra fazer um plano detalhado da minha vingança. Passos, dificuldades, soluções, alternativas, possíveis reações dos envolvidos, tudo.
Obviamente, minha intenção desde o início era pedir pro Alberto ser meu cúmplice. Além dele, só tinha mais um candidato de reserva. Roberto Soria, o gostoso sargento da Guarda Civil que tinha flertado comigo mesmo sabendo que eu era casada. Aqueles dois homens eram minha única esperança de humilhar meu marido e conseguir uma indenização digna pela sua vil quebra do nosso contrato de casamento.
Ia aproveitar que aquela sexta era nosso aniversário e as crianças ficariam com minha mãe. Quando o Alfonso estivesse no banheiro, pediria a combinação do cofre pra pegar meu porta-joias.
À noite, quando voltássemos pra casa, faria exatamente o que minha amiga Pilar tinha me dito. Ficaria brincalhona e pediria pra ele me deixar amarrá-lo na cama. O que era outro pequeno problema, já que eu não sabia fazer nós. Teria que pesquisar no Google como fazer.
Claramente, teria que evitar que o jardineiro descobrisse que, além de botar chifre no meu marido, também ia extorqui-lo. Por isso, tive que pensar numa desculpa pra me ausentar do quarto e poder esvaziar o conteúdo do cofre. Meu marido tinha mandado embuti-lo atrás de um fundo falso de uma das gavetas do móvel do banheiro. Chegando lá, abriria, esconderia meu butim num lugar seguro, fecharia de novo e voltaria pro meu amante.
Eu sabia que, pra me vingar do meu marido sem medo das represálias dele, precisava de algo que ele guardava ali. Uma pequena agenda cheia de anotações dos seus Trambiques. Sempre colocava no fundo, atrás das minhas joias e de todo aquele dinheiro pelo qual eu nunca tinha perguntado. Tava convencida de que a informação que continha seria a garantia de que meu marido poderoso não tomaria nenhum tipo de represália contra mim. Assim, me vingaria duplamente dele. Forçaria ele a ver como eu dava pra outro homem e, além disso, poderia ficar com a guarda das meninas, com as joias, com a casa… Não pensava em tocar naquele dinheiro que meu marido tinha juntado ao longo dos anos, mas sim no que me interessava.

Meu último voo chegava em Alicante bem cedo e isso cairia muito bem pra ir organizando as coisas. Me despedi efusivamente da minha amiga na entrada do terminal. Embora ela não soubesse, tava profundamente grata por ela ter me dado a coragem necessária pra fazer o que ia fazer.

Por um lado, o cretino do meu marido merecia aquilo e a mera ideia de me vingar me reconfortava, mas por outro, a possibilidade de algo dar errado me apavorava. Precisava memorizar bem cada passo pra que tudo saísse conforme o planejado. Apesar dessa inquietação, o desafio em si era tão excitante que não via a hora de entrar em ação. O ruim era que toda vez que me perguntava se meu plano era loucura, a resposta era sempre a mesma: “Sim”.

Quando cheguei em casa, Alfonso ainda cochilava tranquilamente estirado na cama. Era estranho que, sendo quinta-feira, ele ainda não tivesse levantado. Quando me aproximei da cama, vi um fio de cabelo comprido avermelhado esquecido no travesseiro, o que me confirmou que o canalha do meu marido tinha dado de novo com a secretária. Teria acertado ele com o abajur da mesinha de cabeceira, teria sido fácil acabar com a vida daquele desgraçado. No entanto, o que eu tinha planejado fazer era ainda melhor.

Era quinta-feira e não tinha tempo a perder, então saí na hora pro jardim pra falar com o Alberto. Imaginei ele subido numa escada podando cercas vivas em algum lugar. parte. Aquele garoto era um deleite para os olhos. A camiseta se apertava com vontade no corpo escultural dele. Eu realmente queria que o jovem jardineiro aceitasse me ajudar, ficaria muito grata. Na verdade, estava morrendo de vontade de ser generosa com ele…
― Alberto, podemos conversar?
― Agora?
― Sim, só um minutinho.
O garoto se aproximou me olhando com seus lindos olhos escuros. Nós dois estávamos usando nosso uniforme de trabalho, claro que o dele muito mais sujo e suado que o meu.
― Vamos para o galpão ―falei.
― Mas… Senhora, se seu marido nos ver ―gaguejou nervoso.
― Alberto, vamos para o galpão! ―ordenei com firmeza.
O garoto abriu a porta e me convidou para entrar. Ao entrar, virei o rosto e o peguei examinando a parte de trás do meu uniforme. Quando percebeu que eu tinha descoberto, Alberto deu de ombros. Não tinha conseguido evitar, devia estar com os hormônios a mil. No entanto, eu segurei seu queixo.
― Me lisonjeia você olhar pra minha bunda ―confessei.
― Senhora, seu marido está em casa ―disse preocupado.
― Meu marido está dormindo como uma pedra ―interrompi― Ele esteve fodendo com alguma amiga dele, né?
― Sim.
― E como você tem tanta certeza? ―quis saber.
― Olha ―disse apontando para nosso carro― Ontem à noite seu marido estacionou de lado pra dar espaço pra outro carro.
Olhei para ele com admiração, tive que reconhecer a lógica dessa dedução. Tinha sorte de ter encontrado um garoto como ele, com algo mais que um físico magnífico.
― Alberto, só quero conversar com você. Preciso que me ajude.
― Ajudar a senhora? ―perguntou surpreso.
― Sim, quero dar ao Alfonso o castigo que ele merece.
― Castigo? ―perguntou confuso.
― Isso mesmo ―afirmei categórica― Se fizer o que eu mandar, vou te recompensar como deve ser.
O garoto me olhou com a mesma perplexidade que eu olhei para minha colega uns dias antes, quando ela sugeriu que eu me vingasse antes do divórcio.
― Gostaria de ajudar a senhora, mas… O que é que a senhora quer que eu faça? ―perguntou com Receio.
Eu confiava que Alberto aceitaria de bom grado assim que soubesse qual seria seu papel no meu plano, então falei sem piscar.
— Me foder.
— Senhora…! — disse assustado, o rapaz deu um passo pra trás. Talvez eu tenha sido brusca demais. Sou do interior, fazer o quê. O que estava claro é que o ingênuo garoto não esperava esse tipo de proposta, nem a frieza com que eu a fiz.
— Alberto, vai ser só uma vez — me apressei em dizer.
— Mas, senhora, isso…
— Para de me chamar de “senhora”! — interrompi bruscamente antes que ele recusasse — Quem faz, paga. Entendeu!
Alberto ficou chocado, então, pra avançar de algum jeito, decidi explicar meu plano ali mesmo. Precisava convencê-lo, eu queria ele, e não poupei detalhes pra conseguir. Do jeito que contei, parecia simples. Tudo estava previsto e Alfonso não ousaria se vingar de nenhum de nós, porque tínhamos o vídeo dele fodendo com a Charo, que também era casada. Assim que tudo acabasse, Alberto sumiria pra sempre com uma grana boa no bolso e uma sensação gostosa nos genitais... O rapaz ouviu atônito, custava a acreditar que uma mulher educada e sensata fosse capaz de um ato tão cruel. Ele era jovem e ingênuo demais ainda.
Por fim, expliquei ao garoto que no dia seguinte seria nosso aniversário de casamento, então teríamos que deixar tudo pronto e resolvido naquele mesmo dia. Não me vinha outra data mais adequada pra realizar minha vingança. Quando terminei de falar, o rapaz cobriu o rosto com as mãos, tentando digerir minhas palavras.
— Lorena, você não pode me pedir isso — disse num tom de súplica.
— Não vamos machucá-lo. As câmeras vão gravar como ele me deixa amarrá-lo na cama — tentei amenizar.
— Sim, mas depois ele vai ficar furioso, vamos ter que amordaçá-lo.
— Alberto, pretendo mostrar a ele os vídeos das orgias dele — falei com rotundidade — Alfonso é esperto, vai saber que a gente podia foder a vida dele.
— Não sei…
Nossa discussão tava se estendendo e eu não conseguia fazer o garoto aceitar. Se aquilo continuasse assim, minha vingança ia por água abaixo. Então tive que aumentar a aposta.
— Alberto, além de me foder, vou te pagar, o que mais você quer?
— Senhora, o que a senhora tá me pedindo é muito perigoso — finalmente o garoto começou a pechinchar.
Apertei um pouco mais.
— Você não quer transar comigo. É isso, né? — perguntei fingindo estar magoada.
— Claro que eu queria transar com a senhora! — ele negou, contrariado.
Eu sabia que o garoto tinha me visto pelada e queria acreditar que ele também me desejava, mesmo que eu fosse vinte anos mais velha. A tensão dava pra sentir no ar, era hora de jogar minha última carta.
Comecei a desabotoar minha camisa diante do olhar atônito do Alberto. Em seguida, peguei as mãos dele e incentivei ele a tocar meus peitos. Eu sempre tive um belo par de tetas e ainda tinha sido mãe, então as mãos dele quase não davam conta.
Consegui distrair o Alberto fácil e, sem perder tempo, aproveitei o fator surpresa pra atacar a virilha dele. O que eu toquei já anunciava tempos difíceis pra mim. Quando me dei conta, já estávamos nos beijando de boca aberta. O garoto beijava com paixão meus lábios ardentes. Depois de ter me visto pelada no tablet dele, finalmente eu era dele.
Eu também o desejava, mas acima de tudo precisava convencê-lo. Precisava que ele me ajudasse a me vingar do cretino com quem eu era casada, então agi como uma mulher sem escrúpulos. O que mais eu podia fazer? Não tinha tempo.
Me ajoelhei decidida a conseguir o que queria: a ajuda dele e o pau dele. O volume na calça dele me surpreendeu tanto que não consegui evitar olhar impressionada. Depois, quando abaixei o zíper e tirei ele pra fora, minhas suspeitas se confirmaram. Que pau enorme! O terceiro que eu via na vida e sem dúvida o mais grosso. Um cilindro curvado pra cima com a altivez própria da juventude. Quando agarrei, meu polegar não conseguia encostar no resto dos dedos. Lembro que tive que abrir bem a boca.
CHUPS! CHUPS! CHUPS! CHUPS!
— Você não imagina a vontade que eu tava de chupar essa pica — me abri.
Na hora percebi que aquilo não ia ser fácil. O pau dele era grosso demais, só de ter na boca já era sufocante. Alberto se divertia com minhas manobras atrapalhadas. Mesmo assim, engoli aquele pepino o máximo que pude e depois fui tirando devagar pra ele ver saindo entre meus lábios. Repeti essa safadeza várias vezes, tentando engolir cada vez mais.
— Você me viu batendo uma? — perguntei.
— Sim — ele suspirou.
— Tava pensando em você — falei, mordendo o lábio inferior de pura safadeza.
Abri a boca e comecei um vai e vem ritmado.
CHUPS! CHUPS! CHUPS! CHUPS!
Eu sempre me considerei uma virtuosa do boquete, mas tava diante de um verdadeiro desafio. Aquele pauzão colocava minha mandíbula à prova, mas eu tava há tantos dias sem sexo que me embriaguei de tesão. Fiz um verdadeiro show de lambidas, chupadas, brincadeiras com a ponta da língua, até com os dentes. O cabelo caía no meu rosto, mas eu já não conseguia parar.
— Dona Lorena! — exclamou Alberto quando eu tirei as bolas dele e comecei a lamber. O ingênuo garoto não acreditava que uma mulher da minha idade podia ser tão puta e apaixonada.
SLUPS! SLUPS! SLUPS! SLUPS!
Num impulso, o jardineiro segurou minha cabeça com as duas mãos e empurrou a pélvis pra frente, me forçando com gosto. Meu marido costumava fazer o mesmo.
— OLHA PRA MIM! — exigiu o garoto enquanto esmagava minha campainha com a cabeça do pau. Não tive escolha a não ser respirar pelo nariz pra levar um pouco de ar pros meus pulmões.
Então ele começou a foder minha boca. Não na bruta que nem o Alfonso fazia, mas com calma e educação. Me tratando com o respeito que qualquer mulher merece quando oferece generosamente a boca pro amante gozar metendo a pica. Desse jeito delicado, Alberto aproveitava sem pressa o privilégio de ver o pau dele entrando e saindo da boca de uma mulher. Até que de repente ele tirou, deixando ele ereto bem na minha cara.
— Cê gosta do meu pau? — perguntou com cara séria.
— Muito.
— Cê não acha que ele é grosso demais?
Percebi um toque de insegurança naquela pergunta. Com certeza o tamanho do membro dele já tinha dado problema com as minas.
— Não, você tem um pau perfeito.
Comecei a chupar o pau dele de novo. Quase não cabia na minha boca, mas eu tava decidida a mostrar pro Alberto que já tinha deixado de ser uma menina fresca e medrosa há muito tempo.
CHUPA! CHUPA! CHUPA! CHUPA!
Umas vezes chupava com gosto, outras lambia com cuidado. Dentro e fora, dentro e fora...
— Cê gosta assim? — perguntei pro garoto com o queixo todo babado.
— UFFF! — ele suspirou de resposta.
— Então… — ronronei — cê me fode amanhã?
— Claro que vou — respondeu na hora.
— Jura — exigi.
— Já te dei minha palavra — falou sério.
— Então agora… me dá seu leite.
Adoro ver os homens quando tão prestes a gozar, tão desesperados e indefesos que parecem crianças. Fiquei tão excitada que comecei a me tocar. Ter um pau gostoso na boca é algo super safado pra qualquer mulher, não importa a idade.
CHUPA! CHUPA! CHUPA! CHUPA!
— Agora sim que não entendo seu marido — disse o garoto me vendo me esforçar pra dar brilho no membro viril dele.
Ao ouvir ele mencionar aquele filho da puta do Alfonso, me deu ainda mais vontade de chupar. Comecei um vai e vem tão frenético que o garoto não aguentou.
ÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓ! — ele berrou alto.
Quando o gosto do esperma estimulou minhas papilas gustativas, sorri lembrando do que minha mãe sempre dizia: “Filha, come, que o café da manhã é a refeição mais importante do dia!”.
— Fazia tempo que não tomava um café da manhã tão bom — falei com safadeza depois de engolir o leite dele.
— Cê é muito gulosa — ele me repreendeu ao ver eu espremer a uretra dele pra tirar o resto. até a última gota.
— Sim, e logo não vou ter marido… — respondi com malícia antes de voltar a chupar aquele membro já derrotado.

No entanto, quando alguns minutos depois passei em casa e vi meu marido folheando as notícias no celular, o nervosismo tomou conta de mim. Ainda tinha um gosto forte de porra na boca e fui tomada pelo medo de ser descoberta. Então, lembrei como ele tinha me chifrado com duas mulheres ao mesmo tempo e dei um puta beijo de língua nele…

— Uau, como você está feliz!
— Sim — falei, segurando o riso — É que esta sexta é nosso aniversário.
— Ah, claro!
— Você gostaria de jantar em casa, só nós dois? Faz tempo que as meninas não dormem na casa da vó — e, ficando melosa, completei — Um jantar romântico, com velas, música suave e uma sobremesa quentinha…
— Sabe que estou muito ocupado — respondeu, tentando se esquivar.
— E você não vai jantar?

No fim, meu marido topou comemorar nosso aniversário de casamento com um jantar romântico e eu, toda animada, agradeci compartilhando de novo com ele a porra do nosso jardineiro.

Depois de convencer meu marido, o segundo passo do meu plano estava dado. No entanto, uma ideia repentina e cruel começou a fervilhar na minha cabeça…

CONTINUA

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