Naquela manhã foi uma correria, não consegui passagem direta, só com escalas, e fiquei ainda mais nervosa, mas já não podia voltar atrás, não queria, então avisei que viajaria assim. - Love, você vai chegar mais tarde, mas vai chegar tranquila. As reservas do hotel já estão prontas. Vou preparar um almoço gostoso pra você quando chegar amanhã. - Tá bem, love, te amo e confio em você. A manhã foi um caos, arrumando as coisas pra viagem e lidando com o Alfonso. Eu estava com os nervos à flor da pele. Tomei um banho quente pra relaxar, me vesti, me penteie, me maquiei e mandei uma foto pro meu Amo. - Você está linda, princesa, e em breve será minha. - Assim será, love. O ônibus saía às 3 da tarde, eu tinha que estar às 2 no terminal de passageiros. O Alfonso me levou e se despediu quando o ônibus partiu. Meu coração estava na boca, nervosa, ansiosa, assustada, um turbilhão de sensações. A viagem pareceu interminável, mesmo com o Adonis me acompanhando o tempo todo com mensagens e ligações me acalmando. Às 6 da manhã cheguei no primeiro terminal em El Vigía, lá peguei outro ônibus pra San Cristóbal, e foi o que fiz, meu coração batia como nunca. Já perto de San Cristóbal, tinha um engarrafamento bem pesado por causa das festas de um santo. Meu amado Adonis estava louco, ligando muito nervoso porque eu estava atrasada e meu celular quase sem bateria. Ao chegar em San Cristóbal, peguei outro ônibus pra Ureña, onde finalmente íamos nos ver. Deus, que odisseia, mas tudo valia a pena, ele valia a pena. Quando me sentei no último ônibus, liguei pra ele e falei que já estava a caminho, que por favor eu precisava vê-lo antes de descer do ônibus, que ele estivesse lá no lugar onde íamos nos encontrar, porque senão eu ia ficar muito nervosa, e ele aceitou. Foram as 2 horas mais longas da minha vida, o caminho inteiro fiquei perguntando pros outros passageiros se faltava muito, parecia uma criança. Meu celular estava quase descarregado de vez e eu tentava mandar uma mensagem pro meu love quando o motorista me disse Chegou até aqui, senhorita, é aqui." Quase virei o estômago quando não vi o Adonis, por pouco não comecei a chorar. Desci do ônibus, coloquei minha bagagem num banco e perguntei pra uma mina que tava lá onde eu podia alugar um telefone, e ela respondeu que por perto era impossível. Peguei meu celular pra ver se ligava, e mal deu sinal, entrou uma chamada dele: — Não sai daí, já te vi. E o telefone apagou. Tirei um cigarro da bolsa e acendi, o Adonis odeia que eu fume, mas eu não aguentava o nervoso. Depois de uns 2 minutos, senti um beijo quentinho na bochecha, era ele, era o Adonis, era real. Meu coração parou por um instante. Ele pegou minhas coisas e pediu pra eu segui-lo. — Você tinha me falado que era cega, mas achei que era brincadeira. Parei no meio da rua fazendo sinal pro ônibus onde você vinha, e nem você nem o motorista me viram. Você tá linda, vem, vou terminar seu almoço. Eu ouvia as palavras dele, mas mal conseguia responder, as palavras não saíam, tava ansiosa demais. Chegamos no trabalho dele e fomos direto pra cozinha, ele começou a cozinhar como se fosse um dia normal, eu não conseguia passar da porta, devo ter fumado um maço de cigarro naqueles minutos. Quase não conversamos. — Quero que você fique tranquila, não vai acontecer nada que você não queira, quero que se sinta bem. Finalmente o almoço ficou pronto, mas isso era o que menos me preocupava. Ele foi um cavalheiro completo, serviu os pratos e arrumou a mesa. Me levou com ele e puxou a cadeira pra eu sentar. Comemos praticamente em silêncio, falando uma coisinha ou outra sobre a viagem. Quando terminou de comer, ele se levantou, pegou meu rosto e me beijou na boca. Foi o beijo mais doce e carinhoso que já tinha recebido na vida, algo que não combinava muito com o homem dominante que eu esperava e que logo descobriria. — Levanta, Anastasia. Coloca as mãos na parede, de costas pra mim. Fiz isso, e senti as mãos dele na minha bunda, abaixando minha calça. Depois, duas palmadas. brutais, uma de cada lado que estremeceram cada fibra do meu corpo. Em seguida, ele me puxou pelo cabelo e me colocou de joelhos na frente dele. Deslizou a mão dentro da minha calcinha sem esconder um sorriso de satisfação ao descobrir o quanto eu estava molhada. — Você é mais do que eu sonhei, Anastasia, me encanta. As palavras dele me fizeram corar porque ele ainda não entendia algo que eu tinha certeza. Éramos um para o outro. O yin e o yang, nos complementávamos. Ele pegou minha mão para me levantar do chão, me beijou de novo e disse: — Vem, vamos continuar conversando.
1 comentários - Prazeres Proibidos (cap7/Entre as ideias)