Reencontros Gostosos

Não era a minha melhor noite.
Tinha terminado com a minha namorada há alguns dias, e a cama começava a se transformar naquele deserto de hectares sentimentais que eu me recusava a atravessar.
Pra solidão, o táxi não é a melhor companhia, pelo menos não a desejável.
Vagar atrás de grana pelas artérias cinzentas da cidade, lendo aquele catálogo de desgraça em que se transforma o cotidiano de dirigir, e manter diálogos comigo mesmo, não pode ser um bom plano em circunstância alguma.
Essa era, até aquele momento, mais uma noite pra vitrine dos esquecimentos.



Essa era a minha melhor noite em anos.
Há alguns dias eu tinha retomado contato, depois de dez anos sem saber nada dela, com a Mariela Rieznik, minha companheira nos primeiros anos da faculdade. Esses foram os anos que botaram fogo na minha vida.
Naquela época, Mariela me levou pela mão pra conhecer os prazeres do fruto proibido, me ensinou a me conhecer, a me tocar, a me olhar, a me sentir mulher.
Foi também por ela que eu me animei pro meu primeiro menage. E não com ela, mas com os dois primos catalães dela que tinham vido numa viagem de estudos.
Me lembro como ela comeu minha cabeça. Insistindo, preparando encontros. Fez de tudo, até me convencer, me servindo de bandeja esses dois caras que não eram nada feios.
Não reclamo, aliás, ainda agradeço por isso.
Minha relação com ela sempre foi bem carnal.
Éramos como irmãs, inúmeras vezes nas baladas que a gente ia dançar nos perguntavam isso. Alguns ainda acham que somos.
Éramos inseparáveis. Nos vestíamos parecido, até cortávamos o cabelo igual, com franja. Me lembro e dou muita risada, nos conheciam como as Cleópatras.
Adorávamos brincar com isso, brincar com fogo, brincar com os caras. Éramos umas provocadoras.
Sair e dominar os olhares dos homens era nosso único objetivo.
Uma vez a gente vinha alegre, tinha saído do Margarita meio bêbadas, e estávamos morrendo de vontade de mijar. Entramos num daqueles postos de serviço da avenida Cabildo, que tem uns bares frequentados por noctívagos solitários e taxistas.
Pedimos pro cara que tava atendendo se deixava a gente usar o banheiro. Ele nos olhou de cima a baixo, primeiro com cara de cu, que foi mudando aos poucos enquanto terminava de nos examinar, virando uma cara cheia de tesão. A gente tava linda, forte, e além dos nossos cortes de cabelo, usávamos decotes e leggings, bem rockeiras, meio putinhas, com cintos de tachas cruzados sobre nossas bundas durinhas, que acariciadas pela lycra ficavam expostas como petiscos. Sabia que a gente agradava e se aproveitava disso.



Eu tava rodando com o carro, quase ausente, há horas.
Se alguém tinha me parado pra pegar o táxi, nem registrei.
Dirigia, e minha cabeça viajava entre a dor da traição da Patrícia e o arrependimento de nunca ter me permitido trair ela.
Porque aqui em cima, no táxi, as histórias e as oportunidades aparecem uma atrás da outra. Ainda mais trabalhando à noite. Imagina, faz quinze anos que dirijo um tacho, sempre no turno da noite.
Não reclamo porque, no fundo, o táxi me dá liberdade. Também chances, que no meu caso, algumas me fazem sentir o rei dos otários por não ter aproveitado.
Bah! Algumas eu aproveitei…
Como aquela vez que entra um casal, e me pedem pra levar eles num lugar em Belgrano.
Deviam ter trinta e poucos, quarenta, eu devia ter uns vinte e cinco, tava começando a trabalhar com o carro.
Ao chegar no lugar indicado, o cara me paga e diz pra eu vir buscá-los lá pelas quatro da manhã, e que pagaria a reserva da corrida.
Falei que sim, que estaria lá naquela hora.
Era quase uma da manhã, fui comer alguma coisa e fiquei matando tempo.
Não tava muito a fim de trabalhar.
Fui pra costanera, estacionei, fumei um baseado, e fiquei ouvindo *Strange Day* dos Doors até dar a hora de ir buscá-los.
Cheguei dez minutos antes. Esperei.
Na hora certa, eles saíram da balada, fiz sinal de luz, e eles vieram.
Subiram. no carro. Estavam alegres, riam.
—Leva a gente até em casa, Callao 1200.
—Ok. — e arranquei.
O cara ficava me olhando pelo espelhinho. Enquanto enfiava a mão por baixo da saia da mulher, que ria e dizia:
—Sai, bobo! Não insiste! — entre gargalhadas e abrindo mais as pernas.
Ela também me olhava.
Eu não conseguia parar de olhar também.
Tinha ficado excitado com a situação, a coisa tinha começado a endurecer.
Ele puxou a calcinha dela, e deixou na minha frente uma flor de lis adorável, toda depilada, ensopada, pulsando de tanto estímulo.
Fiquei duro, e eles perceberam. A gente tava chegando.
O cara me indica:
—Deixa a gente naquela porta marrom.
Estacionei na frente. Parei o relógio, que marcava um pouquinho mais de cem pila.
—Me dá cem, tá bom — falei.
Já tava satisfeito com o show.
Ela não era bonita, mas tinha uns olhos pretos que grudavam, sugestivos, e uma rabeta!
Teve uns segundos de silêncio. O cara me olhou de novo pelo espelho. Abriu a camisa da mulher e, na minha frente, de olhos bem abertos, perguntou:
—Você gosta?
A pergunta me fez virar. Quando me virei, me deparei com dois peitos divinos, rosados, que se soltavam na minha cara com a frescura do silêncio.
Não consegui tirar os olhos dos peitos dela.
—E aí, gosta da minha mulher? — a pergunta soou de novo.
—Seria cego se dissesse que não, ela é uma gostosa — respondi, já olhando pra ele.
Ela começou a se masturbar na minha frente, me olhando, acelerando a respiração aos poucos.
Por um momento me preocupei, quando, já tarado do jeito que tava, escapou um “Como você deixou ela molhada, gata!”. Coisa de maluco…
Na hora olhei pro cara, que se cagou de rir e, se aproximando, perguntou se eu queria ganhar quinhentos pila.
Fiquei pasmo. Quinhentos pila era grana, e na minha frente tinha uma mulher ardente, se masturbando naquela situação.
Ele deve ter percebido minha cara de surpresa e se apressou pra explicar:
—Você não precisa fazer nada, bom, nada não, precisa fazer uma… Só uma coisa…
A frase ficou no ar.
— O que eu tenho que fazer? — perguntei, quase hesitando.
— Me diz uma coisa, você gosta dela ou não? — ele perguntou meio seco.

Olhei pra ela de novo e aquela coroa de trinta e poucos que eu tinha deixado no bar com o marido tinha se transformado, por mágica do tesão, numa mulher terrivelmente gostosa, que me deixava de pau duro desde que começaram esse joguinho. Já tava doendo de tanto segurar… E o cara ainda perguntava se eu gostava dela!!

Passei a mão no pau e falei, já olhando nos olhos dela, que tava louco por ela.
— Perfeito! — ele interrompeu — Então, fechou negócio?
— Sim, mas ainda não me disseram o que eu tenho que fazer.
— Simples — ele disse — tira essa pica logo, que deve estar dura que nem a minha, e bate uma. Bate uma pra minha mulher, que foi quem te deixou duro. Mostra pra ela como você fica excitado, mas sem encostar nela. Masturba, vai!

E olhando pra ela: — E você, meu amor, olha só como deixou o cara, ele tá com um pau enorme, quase estourando. O que você acha, o que quer disso?
— Papi, quero que ele goze pra mim, que me ofereça o elixir dele, que se masturbe porque não aguenta mais de vontade de me comer. Quero agora, porque sou a mais puta e mereço que ele me tribute o suco do tesão dele — tudo isso dito entre gemidos safados.

Quando a gostosa terminou de falar, gozei pra todo lado, respingando o estofado e o câmbio.
Na hora, o cara me deu os quinhentos conto e me deu um tapinha nas costas.
A mulher tava abotoando a camisa, indo pra porta pra descer.
— Tchau, gostoso — foi a última coisa que ouvi dela. O cara também se despediu e os dois desceram do táxi.

Sumiram atrás da porta pesada da Callao, número 1200.
Nunca contei isso pra Patrícia, mesmo carregando uma culpa terrível por meses, mesmo que tecnicamente eu não tivesse traído ela.



Aquela vez no bar imundo foi inesquecível. A gente deu um show de verdade.
O cara do balcão, além da cara de punheteiro, não queria deixar a gente usar o banheiro.
A gente implorou. Fazendo as mocinhas, mas ele não aliviava.
O mais novo dos caras que tava lá, sozinho, sentado, tomando um café, viu a situação.
— Dá uma trégua, galego, deixa as minas usarem o banheiro.
— Viu, senhor? Dá ouvidos a ele e deixa a gente, seja bonzinho com a gente.
Não teve jeito.
Aí o cara da mesa olhou pro tal galego e falou: — Me traz…
Olhou pra gente: — O que vocês querem beber, gurias? Eu pago. Se consumirem, são clientes e podem usar o banheiro. — falou, com um olhar cúmplice.
A gente começou a rir, provocantes, brincando num lugar cheio de homem, fazendo as doidinhas.
Mariela olhou pra ele e perguntou se a gente podia tomar dois uísques.
— O que vocês quiserem — ele respondeu.
Sentamos na mesa dele.
Mariela olhou pro cara do balcão e, toda marrenta, pediu: — Galeguinho, serve dois uísques com gelo e as chaves do banheiro, rápido, please — e a gente caiu na risada, feito umas doidas, na cara do sujeito que serviu as bebidas de má vontade e jogou a chave na mesa com desprezo.
Fizemos aquele fundo branco e fomos juntas pro banheiro, morrendo de rir, agradecendo o moço que tinha pagado tudo.
A risada continuou no banheiro.
Bêbadas, decidimos sair e esquentar todo mundo. Deviam ser uns seis no total.
Não tava nem aí pra nada. A gente se sentia safada, amava provocar, embora nem sempre, porque também adorávamos comer uns caras que a gente pegava.
Mas, como já falei, nunca juntas. Até nisso a gente se provocava!
Aliás, naquela noite, mijando naquele bar, a gente se deu um beijo na boca. Eu gostei.
Tava tudo quente, se alucinando, falando que a gente tinha que fazer alguma coisa pra agradecer o cara que foi tão legal com a gente.
Não decidimos pegar ele. Não tivemos coragem, mas a gente se propôs a transformar aquele lugar vagabundo num fervo por alguns minutos.
Saímos e vimos a jukebox.
Na mesa, nosso anfitrião ocasional já tinha pedido mais uma rodada.
Sentei. Enquanto isso, Mariela tirou uma moeda não sei de onde e botou Girls Girls Girls do Motley Crue. Crue.
O barulho das motos que começa a música acordou geral.
Mariela chegou na mesa. Virou o uísque de uma vez. Estendeu a mão me chamando pra dançar.
— Vai, Adriana, vem, vamos ser gratas… —
Olhei pra ela. Também virei o uísque, e começamos a dançar.
Desenrolamos um nível de sensualidade que ninguém esperava, nosso. Nos beijamos como nunca, nos tocando na frente daqueles caras que sustentavam a cabeça com o cotovelo na mesa.
Sorrisos começaram a brotar naquelas caras.
Por uns instantes, a gente se sentia montando um show do Moulin Rouge, e nos divertia pra caralho.
Quando a música acabou, paramos de dançar.
Depois de um silêncio, o lugar explodiu em aplausos de verdade.
Agradecemos mostrando a bunda, e beijando na boca o cara que pagou os drinques.
Era um gato bonito.
Quando fomos embora, já na rua, nos perguntamos por que ele não foi o primeiro homem que íamos dividir. E saímos pela rua com aquela dúvida na cabeça.



Contando as coisas boas desse trampo, também me veio à cabeça aquela noite no ponto de Cabildo.
Aquelas duas minas meio punk que dançaram sensual, esquentando todo mundo.
Lindas, divertidíssimas.
Sempre quis trombar com elas de novo!
Eram tão loucas que nunca esqueci.
Aquela foi outra vez que, tecnicamente, não fui infiel à Patricia, mas mesmo assim o sentimento de culpa me impediu de aproveitar como merecia.
Sei que se tivesse dado mole, teria levado as duas pra cama.
Ainda sinto os beijos que me deram, imagino elas rebolando aquelas bundas lindas e o pau sobra na hora de lembrar.
Sou um otário!
Não vivi por ser fiel a uma gatinha que hoje me larga por outro.
Às vezes penso que, se em vez da Patricia, tivesse ficado com uma daquelas duas belezas que naquela noite me encheram de alegria, hoje estaria feliz.



— Adriana Vilches?! —
— Mariela Rieznik?! —
— Siiiiiiiiim! —
— Ahhhhh! —
Nos abraçamos num Abraço sem fim. A gente não conseguia se soltar.
Foi como voltar no tempo dez anos.
A gente sentia que o tempo nunca tinha passado.
Mariela, como sempre, me surpreendeu me dando um beijo na boca.
Não recusei. Mesmo tendo me surpreendido.
Olhei bem pra ela, e ela estava gostosa como sempre.
Já tínhamos nos atualizado por e-mail, com toda a fofoca, que ela tinha se separado de um idiota, e que estava cansada da mesmice do mundo em que vivia.
Gerente de uma empresa de TV a cabo, onde justamente conheceu o idiota (como ela chama o ex), e que não fez outra coisa senão ser infeliz todo esse tempo.
— Vamos encher a cara, Adriana, vamos nos sentir Cleopatras de novo, tirar todas as cobras que a gente puder das cestas de calcinha delas. — As gargalhadas se multiplicaram.
Entramos num bar, parecia meio furada.
Bebemos, sentadas naqueles cantinhos com mesas baixas. Bebemos pra caralho.
Começamos a nos soltar. A gente se olhou por um instante, e ficamos com um sorriso no rosto.
Me senti muito feliz, como não me sentia há anos.
Vi os olhos dela, e todas as nossas histórias se projetaram na minha frente.
Fomos umas putinhas terríveis. Mas nunca tínhamos transado juntas…
Acho que nossos olhares falaram, e foi a Mariela, como sempre, quem deu o primeiro passo.
Ela disse que eu estava linda e me comeu de beijo. Me abraçou.
Relaxei, e abracei ela com força.
A gente se beijou mais fundo.
Me animei, e dessa vez quis ser a ousada entre nós duas.
Sem parar de beijar ela, toquei nos peitos dela, que subiam e desciam por causa da respiração ofegante.
Mariela sempre foi a dos peitões.
Continuavam firmes como antigamente. A pele sedosa dela sempre me deixou excitada.
Ela se apertou mais em mim, e aproveitei pra descer minhas mãos até as coxas dela.
Ela me olhou nos olhos com fogo, de pertinho.
— Você tá me deixando com muito tesão, Adri, e você sabe que juntas a gente é perigosa —
— Eu sei, e acho que é hora de a gente não parar, e pagar o que a gente tá devendo há muito tempo. Vamos ser essa noite o que a gente foi. As que somos. Vamos arrasar. Vamos ser de novo as mais provocantes. Vamos fazer eles nos desejarem como sempre fizemos! Que implorem pra nos comer. Vamos ser as imperadoras, as Cleópatras, sair pra nos divertir, pra dar o gosto de ser as maiores putas, mas juntas. Vamos achar alguém pra nos curtir. Vamos comer um cara como nunca fizemos. Vamos nos ver compartilhar, nos compartilhar, e bêbadas de risada, enquanto chupamos a mesma rola. Vamos esquentar a pica de todos! Você me ensinou a ser feliz, a conhecer meu corpo, a gozar me tocando, até me ensinou a gostar de chupar uma rola! Mas nunca fizemos isso juntas…

- Não sei o que deu em mim, não conseguia parar de falar.
Percebi que o verdadeiro desejo da carne tinha dormido em mim todo esse tempo.
Ver a Mariela de novo despertou essa loucura.
Continuamos nos beijando, nos esquentando. Já no lugar, alguns começaram a notar nosso jeito: - Olha ali, Adri, aquele, na mesa lá, já tá se tocando… ainda somos as mais putas! – As risadas foram tão altas que ninguém mais parou de nos olhar.
Mariela foi ao banheiro e disse:
- Vou voltar e a gente vai embora, que tal?
Respondi que sim.
Antes de ir, ela pegou meu queixo e me puxou pros lábios molhados dela. Me beijou de novo.
- Mal posso esperar pra te ver com uma pica nessa boquinha de puta - e foi embora.
Fiquei sentada, me sentindo observada, tava excitada, não dava pra negar.
O cara que atendia não tirava os olhos de mim.
Resolvi agradar ele. Me inclinei sobre a mesa, como se fosse pegar algo, e deixei bem na cara dele minha bunda, mostrando a fio dental de tanto que levantei a saia.
Nisso, Mariela voltou. Viu minha manobra.
A safada se aproximou, baixou minha saia toda, e expôs meu cu inteiro no ar.
Olhando pro cara do balcão, ela disse: - Acho que com o que você tá vendo, o que a gente bebeu já tá pago, né? - O cara gaguejou várias vezes, até conseguir dizer que sim.
Levantei a saia, e saímos do lugar entre cantadas e declarações de amor. Na esquina, depois de recuperar o fôlego depois de tantas gargalhadas, a gente se abraçou forte. Se apoiou com carinho.
A meia quadra, a gente vê um taxi vindo.
— E aí, vamos arrumar um terceiro pra cumprir as matérias que a gente deve, aluna? — ela falou, imitando a professora Mariela.
Enquanto isso, parava o taxi.
— E se a gente der pro taxista? — saiu de mim quase sem pensar.
O carro parou. A gente subiu, entre sorrisos safados.
O motorista ficou nos encarando, como se nos conhecesse.
Um sorriso foi se desenhando nele, iluminando a cara, igual quando a memória traz lembranças boas.
— Oi, meninas, quanto tempo… —
Nós duas nos olhamos sem entender.
O cara ficou parado.
— Não liguem pra mim, confundi vocês com umas amigas antigas… Pra onde levo vocês? —
Mariela me dá uma cotovelada, e com a cabeça faz um sinal afirmativo.
Era o escolhido, quem ia ter nós duas naquela noite. Pra mim, a cara do cara parecia familiar. A gente se olhou os três, e caiu na risada como uns bobos.
— Vamos pra onde você quiser, gostoso, você acabou de ganhar na loteria e a gente é o prêmio. —
As risadas viraram gritos de hiena.
Era impossível não rir, a proposta tinha soado tão brega, que parecia novela da tarde…

6 comentários - Reencontros Gostosos

Lo mejor que leí últimamente por acá!
Maravilloso, super recomendado
que halago!! gracias
Lady_Godivall, pronto intentare traer al hombre ducha, lo prometo
@horrotika jajaj lo espero!
Un delirio, una delicia, un pan recién horneado, la curva elegante de un vuelo inconmensurablemente erótico, fuego sin remordimientos.

(Parece que me gustó, ¿no?)
jajaja, que gusto me dan tus comentarios!! un motivador serial, como siempre, gracias