Histórias Reais - Cap. IX

HISTÓRIAS REAIS - CAPÍTULO IX.
(Alguns nomes foram alterados)

Com a Liliana continuei me vendo por alguns meses sempre que o marido dela viajava, mas a verdade é que depois me cansei, senti muito compromisso, e nos afastamos. Mais tarde soube que o marido foi transferido para a Venezuela e foram morar lá. O pior é que a filha da puta levou a colombiana junto…

Naquela quinta-feira à tarde, fazia duas semanas que o técnico tinha levado minha máquina de lavar quebrada. A roupa que eu tinha deixado na lavanderia, que fica a umas três quadras e é cuidada por uma vizinha do prédio muito conhecida há anos, devia ter sido entregue ontem e ainda não tinha vindo. Então ligo:

- Lavanderia… - atendem do outro lado da linha depois de vários toques.
- Oi, Marisa?
- Sim, quem fala?
- Oi Marisa, sou o Juan, seu vizinho do 10° B.
- Ah, sim, oi Juan. Me desculpa não terem levado a roupa - ela se adianta - mas estamos com um problema numa das fases e trabalhando com metade das máquinas, com um monte de cestos atrasados…
- Tudo bem - interrompi -, só me diz quando posso pegar.
- Hoje mesmo. Vou furar a fila, coloco na máquina, seco e levo pessoalmente depois que fecharmos; umas 9 e meia ou 10, tá bom?
- Ok. Combinado assim, não me falha, gostosa. Até logo.
- Obrigada pela paciência, Juan. Tchau, um beijo.

“Um beijo…” fiquei pensando. “Não cairia mal um beijo dessa magrinha, e algo mais também…”. A Marisa era realmente magra, sempre vestia roupas esportivas de marca e os óculos de armação escura davam ao rosto dela um ar bem intelectual. Era magra, mas não era nada mal, a verdade é que tava pedindo…

Um pouco mais tarde, terminando de tomar banho, ainda estava pelado com a toalha na mão quando o telefone toca e vou atender.
- Alô?
- Oi, Juan!
- Quem fala?
- Rulo, seu viado!

Vamos fazer uma pausa aqui porque quero apresentar esse personagem. Com o Rulo a gente se conheceu e fez a colimba junto. Dá pra imaginar que com as cabeças raspadas "no zero" era impossível ter um cacho, a não ser nos pelos do saco; mas a rebeldia dele fazia ele deixar o cabelo crescer na testa, formando um topete ridículo loiro. Daí o apelido. Era vagabundo, muito vagabundo, cara de pau, mas tão divino e gente boa quanto sem-vergonha. Sempre de bom humor e com uma saída engraçada pra qualquer comentário. Éramos muito amigos, íamos pra todo lado juntos: pras guardas, pras imaginárias, de folga, até pro xadrez a gente foi junto quando o Cabo Soria, de outra companhia, levantou a mão pra ele e eu pulei pra defendê-lo; sete dias a gente comeu lá dentro, morrendo de frio e no pão duro e água.
Nos deram baixa no mesmo dia, um 23 de dezembro – um mês depois da primeira, que a gente perdeu por ter passado pelo xadrez – e depois de convidar o Soria, já de civil, pro campinho do lado pra encher ele de porrada – coisa que não rolou porque o puto sem divisa não teve coragem – a gente saiu junto do quartel pra tomar umas cervejas e ficar bem bêbado. A passagem pela delegacia eu deixo pra outra história.
A amizade continuou por muito tempo até que, finalmente, ele já formado em música no Conservatório, cansado de sei lá que merda rodava naquela cabeça boêmia, decide vazar do país; então pega a pouca grana que tinha no bolso, pendura o bandoneón no ombro e sai na estrada de carona. Depois de uma passagem rápida pelo Rio que acabou junto com um romance com uma garota que era de matar, ele terminou a viagem no Canadá, onde se estabeleceu e se deu muito bem fazendo jingles publicitários e música pra uns curtas-metragens.
De vez em quando ele vem passear, na pindaíba e à deriva, sem ter onde ficar, e essa não ia ser a primeira vez que eu o hospedava com maior prazer na minha casa.
- Rulo! Seu puto! De onde cê tá ligando?
- Tô em Ezeiza, acabei de descer do avião…
- Que alegria, cara! Quanto tempo vai ficar?
- Dez dias. Genial, temos que nos ver… E onde você vai parar? – perguntei ironicamente.
- Não seja filho da puta…
- Kkkk!!! Dale, pega um taxi e vem.
- Você é foda, Juancito… Daqui a uma hora tô aí.
O Rulo é apaixonado pela minha pizza e pelo malbec mendonciano, que no Canadá é caríssimo. Calculei que ele chegaria às oito, então aproveitei pra sair e fazer umas compras pro jantar e garantir que a gente tivesse bebida suficiente pra esses dez dias que estavam por vir.
Pouco depois de chegar e arrumar as tralhas, a campainha toca. Era o Rulo com a bagagem dele: o bandoneón e uma mochila minúscula, onde chutei que ele só tinha trazido umas cuecas e olhe lá. Depois de um abraço forte e de deixar as coisas no quarto que uso pra trabalhar de casa, com a primeira garrafa de vinho aberta, fomos pra cozinha preparar os pães e começar a contar os últimos dois anos das nossas vidas. Era como se a gente não fosse ter tempo de conversar nos próximos dez dias: falávamos rápido, pulando de um assunto pra outro sem aprofundar em nada, e na mesma velocidade que as palavras saíam, o vinho entrava: em menos de uma hora já tínhamos aberto a terceira garrafa. Enquanto deixávamos a massa crescer, fomos com os copos pra sala.
Entre histórias, lembranças, novidades e gargalhadas, o Rulo se levantou meio cambaleando pra pegar outra garrafa enquanto eu ia mijar, quando a campainha tocou.
- Atendo? – ele gritou pra mim.
- Sim, vai…
- Ei, é uma tal de Marisa…
- Sim, manda entrar. Fala pra ela não ir embora.
Ouço ele mandar ela entrar e abre a porta do banheiro, que estava só encostada.
- Juan, você não me disse que tava comendo essa bolachinha… Que gostosa a mina! E parece que veio pra ficar, porque trouxe uma mala enorme…
- Cala a boca, idiota. E me irrita que abram a porta quando tô no banheiro.
Enquanto termino o que tô fazendo, escuto eles conversando:
- Vem, Marisa, senta aí que daqui a pouco o Juan aparece… Me desculpa não ter me apresentado, sou Alejandro, mas Juan me chama de Rulo.
- Oi, Ale. Vim da lavanderia trazer a roupa do Juan. Valeu, vou sentar um pouco porque tô exausta.
- Claro, fica à vontade… Cê tá com cara de cansada…
- Tô na correria desde as 7 da manhã, já são quase 10, imagina. E esse ritmo já tem uns 15 dias, sábado e domingo também.
- Nossa, que merda.

Quando saí do banheiro, vejo os dois sentados juntos demais pra quem mal se conhecia.
- Oi, magrela! Valeu por vir… Caralho, que cara de bunda! – me espantei com o rostinho dela de total exaustão.
- Oi, Juan, não aguento mais.
- Eu tenho um remédio bom pra isso – o Rulo se meteu, indo pegar um copo pra encher de vinho.
- Nossa, valeu, que delícia – ela aceitou de boa.
- A gente ia mandar umas pizzas… Fica? – o Rulo continuou com os convites.
- Não… não quero atrapalhar.
- Fala sério, fica.
- Beleza, se vocês insistem… A verdade é que tô com uma fome danada e sem saco pra cozinhar nada.
- Juancito, somos três pra jantar.
- Com todo gosto – topei sem pestanejar, sacando que o Rulo tava doido pra comer ela e dessa vez não ia deixar de dar uma força.

O jantar foi super animado, dava pra ver que o Rulo queria encher a Marisa de vinho, não deixando o copo dela vazio em momento nenhum. Claro, ele era o centro das atenções, contando um monte de histórias da vida louca dele. A magrela ouvia com admiração, quase com inveja, por viver na correria do trabalho num lugar cheio de roupa dos outros enquanto a dele era pura farra e mesmo assim ele tinha uma grana boa. O clima tava ótimo.
- Como eu queria ter tido uma vida igual a sua! – se abriu a Marisa, olhando pro Rulo com fascínio, pegando na mão dele e levando o copo aos lábios.
- Calma, relaxa, que nem sempre foi tão bom… – ele colocou a mão sobre a dela – No começo foi foda – avisou o Rulo, levantando e ficando atrás dela. massageando os ombros dele-.
- Ahh, isso tá bom –agradeceu Marisa fechando os olhos e jogando a nuca pra trás, completamente entregue aos dedos grossos do Rulo, que me piscou um olho-.
Coloquei outra garrafa na mesa, juntei os pratos rapidinho e fui pra cozinha com a desculpa de preparar café. Ouvia eles conversando, tão baixinho que não dava pra entender nada, mas com a certeza de que tavam a minutos do fuck. Preparei a cafeteira demorando mais do que devia, fui mijar, juntei numa bandeja as xícaras, colherinhas, açúcar e levei pra sala. Qual não foi minha surpresa quando encontrei os dois se apertando no sofá, ela com a camisa quase toda desabotoada acariciando a virilha dele enquanto o Rulo beijava o pescoço dela. Quando me ouviu entrar, levantou a cabeça:
- Mano, se não te incomoda, a gente vai pro quarto…
- Vão pro meu, vão ficar mais à vontade.
- Valeu, cara! Vamos? –ele convida-
Levantaram e foram pro quarto. Quando passou por mim, o Rulo deu um tapinha no meu ombro em sinal de agradecida confraternização e a Marisa me cumprimentou com um beijo barulhento na bochecha.
Não tinha mais nada pra fazer, então tranquei a porta, me servi de um whisky forte, apaguei as luzes e fui pro quartinho com a intenção de ver alguma coisa na TV até o sono bater. Deitado na cama, ouvia como se estivessem do meu lado os gemidos da Marisa misturados com umas vozes que eu não conseguia entender. Imaginava aquele filho da puta comendo a magrinha que eu tanto queria; pensava em como lamberia os peitos dela enquanto ela cavalgava em cima de mim com os óculos dela… Comecei a passar a mão no pau sem intenção de me masturbar e me deparei com uma ereção poderosa. Não aguentei mais e, bem decidido – sem me importar com as consequências – fui pro quarto com eles.
Quando abri a porta, me deparei com uma cena alucinante: Rulo deitado de costas, Marisa montada nele, que a penetrava pela buceta. A bunda magra e aberta dela Com as pernas bem abertas, elas me mostravam um cu apertado e uma buceta ensopada. Não hesitei; baixei minha calça e fiquei ao lado dela, oferecendo à boca dela meu pau duro. Ela levou os lábios ao meu membro e me deu um boquete do caralho.
Enquanto me chupava, afastei os cabelos dela pra apreciar o corpo: era pura fibra, nem uma gota de gordura, os peitos mal apareciam no peito, a bunda era pequena com um sulco que separava bem os glúteos, mostrando um cu delicioso.
Passei saliva nos dedos e levei até o cu dela pra acariciar e afrouxar o esfíncter. Com um gemido de prazer, ela aprovou minha atitude, enquanto Rulo continuava bombando e gritando que ia gozar, bem na hora que ele tirou e derramou o esperma na própria barriga.
Com facilidade, levantei o corpo leve da Marisa e coloquei ela de costas na cama. Ela abriu bem as pernas, afastei os pelos do pubis mal depilado pra acariciar o clitóris enquanto encostava a ponta da glande na entrada do cu dela. Ao mesmo tempo que lambia os restos de esperma do pau do Rulo — ajoelhado ao lado da cabeça dela — ela separava os glúteos com as mãos, facilitando a entrada do meu pau na caverna anal dela, implorando pra eu meter.
O prazer dela era imenso, e o meu maior ainda, tentando decidir se gozava nos peitos dela, dava pra ela tomar ou, o que sempre me seduzia, derramar o esperma nos óculos dela.
Sentia o calor das paredes do reto comprimindo meu pau enquanto, com movimentos rítmicos, fazia ele entrar e sair. Com os dedos, ela se masturbava a buceta que transbordava de sucos, as pernas tremiam durante um longo orgasmo, o corpo dela se contorcia e ela gemia:
— Ahhh, que prazer…
— Vou gozar… Já tô chegando…
— Goza dentro de mim, Juan… — pediu num grito.
Mas não dei o gosto pra ela. Senti um jorro de esperma subindo dos ovos e optei por derramar no pubis peludo dela… Foi o primeiro jato, forte, abundante, caudaloso, grosso e quente, seguido de mais alguns. que a Marisa recebeu gostosa, esfregando eles na barriga e nos peitos dela…

Naquela noite, a gente fez uma dupla penetração bem amadora antes de cair no sono, os três abraçados no corpo magrinho da Marisa, que se esfregava entre a gente.

De manhã, quando acordamos, quase como uma camareira serviçal, ela se ofereceu pra passar minha roupa que eu tinha trazido na noite anterior. Não deixei, mas ela não hesitou em aceitar que a gente voltasse pra cama.

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