Oi, me chamo Salvador e vou contar que meu post anterior foi removido por um moderador, então esse é meu primeiro post (de novo).
Essa é uma história de uns anos atrás que me pegou de surpresa na época e hoje é uma lembrança boa.
Anos antes do que vou contar, no colégio onde eu estudava, tinha um cara um ano mais velho que eu, um gato, cabelo castanho claro cacheado, não muito alto, era bonito, me atraía porque não era magro, mas sim um pouco cheinho, tipo jogador de rugby – digo “tipo jogador...” porque ele não jogava rugby, tava na seleção de vôlei do colégio, então tava em forma. Uns anos depois, eu saí do meu estado porque comecei a faculdade e reencontrei ele, ele também tava na facu (em outro curso) e um ano na frente que eu.
Pra situar vocês, ele se chama Martín e tinha na época 19 anos.
Um dia depois da aula, fui com um grupo de colegas (meninos e meninas) tomar algo num bar pra aliviar o calor. Martín trabalhava nesse bar e era a primeira vez que eu via ele desde o colégio. A gente nunca tinha conversado, não éramos amigos nem nada, mas quando você vai estudar em outro estado, não conhece muita gente, mas vê uma cara conhecida e dá vontade de cumprimentar, e foi assim. Como o bar era self-service, fui pedir uma coca e uns colegas foram comigo. Olhei pra ele, o cara me reconheceu na hora e me cumprimentou balançando a cabeça enquanto se aproximava do caixa:
– E aí, oi, como cê tá? – cumprimentei, e ele respondeu com uma cara tipo: “uh, mano, finalmente uma cara conhecida!” e disse:
– Tudo bem, e você? Saindo da facu?
– Sim, viemos aqui tomar algo pra refrescar. – paguei, falei que morava a uma quadra dali e que sempre ia tomar algo à noite, mas nunca tinha visto ele trabalhando naquele horário.
– Ah, eu tô de manhã aqui, à tarde tenho que ir pra aula e à noite estudo, mais ou menos. – ele contou, era meio estranho. porque ele não sabia meu nome, mas a gente tava conversando como se tivesse alguma intimidade.
Ele me contou o que estudava e eu contei o que eu fazia. Falei: “a gente se conhece do colégio, né?” como se eu tivesse memória ruim e não lembrasse de onde conhecia ele. Martín concordou, disse que me conhecia do ensino médio e que assim que me viu, me reconheceu. Na hora, me senti tipo “o cara popular, o fodão”. Mas passou rapidinho porque chegou mais alguém pra comprar bebida.
— Bom, vou te deixar trabalhar. — falei — A gente se vê.
— Beleza, beleza. — ele respondeu, e eu voltei pra mesa com meus colegas.
Tinha gostado do Martin, ele parecia gente boa e nada tímido. Eu sempre me considerei tímido, e naquele momento me surpreendi porque também me fiz de cara super tranquilo. Enfim, dias depois fui no bar à noite e ele tava atendendo. Ele me viu e acenou. Fui até o caixa pra pedir, um amigo ia no meu lugar, mas quando vi o Martin preferi ir eu (tipo, corri e gritei “DEIXA, VOU EU”).
— Tincho! Beleza? — soltei de cara. Vamos ver… primeiro, pra ele eu não sabia o nome dele, porque uns dias antes quando a gente conversou, ele não tinha falado e eu também não. Segundo, “¿¿¿¿¿tincho??????” que porra foi essa?! Se eu queria me fazer de descolado e parecer legal, já tinha cagado tudo antes de começar. Tentei consertar falando:
— Você se chama Tincho, né? Quer dizer, Martin.
— Sim, me chamo Martin, e você?
— Salva, bom, me chamam de Salva, meu nome é Salvador. — me aproximei das geladeiras pra pegar umas cervejas e pedi quatro copos.
— E aí, como vão os estudos?
— Bem, bem. — respondi — E você? O que faz trabalhando a essa hora? Não estudava à noite?
— Haha sim, mas agora não porque o cara que vinha à noite saiu e eu pedi pra me mudarem pra esse turno.
— Ah, legal, legal. — não tinha mais o que falar e não sabia como continuar a conversa, então paguei e fui embora, falei que qualquer hora voltava pra comprar mais se a gente ficasse na vontade. de segui-la.
Voltei pra mesa e enquanto a noite passava, ele ia e vinha arrumando e limpando as mesas e, quando passava perto da gente, tocava meu ombro com tapinhas ou, se eu tava olhando pra ele, só sorria e seguia na dele.
Era mais ou menos uma da manhã quando já tinha pouca gente e ninguém mais parecia chegar, como era dia de semana, não tinha muito movimento. Ele saiu pra acender um cigarro e, aos poucos, foi se aproximando da nossa mesa.
— E aí, qual é? — falei.
— Nada, saí pra fumar, porque aqui dentro não pode. Vocês tão como?
— De boa, só conversando. — e chamei ele pra sentar. Ele pegou uma cadeira da mesa vazia do lado e colocou. Apresentei ele pros meus amigos e falei que ele era da mesma cidade que eu, que a gente estudava no mesmo colégio e que por acaso encontrei ele ali.
Naquela noite, ele ficou um tempão com a gente e o cara era muito gente boa, se deu bem com todo mundo, eu tava adorando o quanto ele era extrovertido. Ele passou o número do celular dele porque, num momento, a gente comentou que queria ir conhecer uma balada nova e ele disse que conhecia uma gatinha que fazia listas pra entrar, que era só avisar quando quisesse ir pra ele fazer o contato. Pronto, tinha o número dele. Naquela época, não tinha Facebook nem redes sociais como hoje, talvez existisse Sonico ou MySpace, mas não eram conhecidas ou ninguém usava, então era comum mandar mensagem de texto abreviando as palavras.
Várias semanas depois de não vê-lo e já tendo terminado as provas da faculdade, eu tava com um tesão danado e vejo o número dele nos meus contatos. Pensei: vou escrever pra ele, falo que é por causa da lista da balada e quem sabe rola continuar conversando.
— Oi Martin, beleza? Tô escrevendo pra ver se você consegue me colocar na lista da balada, eu e uns amigos. Ou então me passa o número da sua amiga pra eu falar com ela. — enviei e, em poucos minutos, ele respondeu:
— Salva, tudo certo aqui em casa estudando. Vou perguntar pra ela e te aviso o que ela disser. — Ele não passou o número da gatinha, queria falar comigo! (bom, eu sempre tirando conclusões precipitadas), talvez não tava fazendo drama porque tinha um pacote de 7000 SMS daqueles que se compravam na época e não tinha problema em gastar várias mensagens de texto.
- Estudando? Achava que você tava trampando no bar, agradece que eu não tô.
- Pedi folga no fim de semana porque tenho que fazer provas esses dias e como o dono é amigo, ele deixou.
- Ah, show, gente boa o dono então, como tão os estudos? (palavra-chave: gente boa)
- Haha mais ou menos, não entendo porra nenhuma do que tô lendo, vão me foder bonito!
- Haha eu já terminei tudo, por isso tô afim de sair hoje pra relaxar depois de tanto estresse.
- Que inveja. Aí a recepcionista me respondeu, disse que não dá mais, porque a lista fechou às 22h. Sorry :(
- Ah, beleza, não esquenta, na próxima te aviso com tempo. Valeu mesmo. – pronto, tava terminando a troca de mensagens, ele tinha que estudar e eu já não tinha desculpa.
- Fala aí, é só você me dizer e eu pergunto. – outra mensagem – E o que você vai fazer? Não tem uma mina por aí pra aliviar o estresse de outro jeito? 😉 hahahaha – o cara tava tão enganado, respondi rindo pra contar a verdade.
- Não, não tem mina nenhuma haha nem nunca vai ter, eu curto mais os caras. Mas também não tem nenhum na minha lista hahaha então tô tristão esse fim de semana.
Ele demorou pra responder, deve ter escrito várias mensagens que nunca mandou até chegar numa que achou certa e dizia:
- Olha só, que surpresa! E aí, por que não tem namorado ou algo assim? Eu pensei que vocês se divertiam mais haha. – “vocês” hahaha li e senti que ele tava me tratando como se eu fosse o representante do sindicato gay.
- Hahaha sei lá, eu também pensei a mesma coisa, por isso entrei pro sindicato da bandeira colorida, mas não rola nada, parece que era tudo propaganda enganosa hahaha.
- Hahahaha que merda! Quando eu tô na sua situação, bato uma punheta e vou pra cama. – pronto, começou a me deixar de pau duro com isso.
- Não haha não consigo. Tá um amigo aqui que mora comigo. – Naquela época, eu morava no apartamento com um amigo, uma amiga do meu pai conseguiu o contato pra gente alugar um apê juntos e era verdade, ele tava lá comigo no meu quarto vendo TV e falando da facul (a gente cursava o mesmo curso).
– Manda ele dormir, fala que cê tá com sono kkkk. Eu moro com meu irmão e quando ele fica enchendo o saco e não me deixa em paz, mando ele comprar algo ou fazer alguma coisa pra me dar uns minutos.
– Kkkk boa ideia essa, vou usar quando pintar uma punheta.
Mandamos mais duas ou três mensagens zoando sobre a mesma coisa até eu dormir, meu amigo também tinha ido pro quarto dele.
Naquela manhã, quando acordei um pouco tarde, tinha uma mensagem que o Martin mandou lá pras 5 da manhã dizendo “kkk cê dormiu, né? Ah, que idiota, sempre pergunto a mesma coisa e é óbvio que se cê tá dormindo não vai me responder kkk descansa, Salva, eu continuo estudando.” Eu tinha acordado duro, como quase toda manhã, e depois de ler a mensagem tava mais tarado ainda, o cara me escrevia às 5 da manhã se perguntando por que eu não tinha continuado a conversa. Era meio estranho, ou ele tava muito entediado ou sei lá… era gente boa demais. Que sei eu.
Respondi:
– E aí, Tincho, me caguei de sono mesmo kkk te deixei falando sozinho sem querer. – Óbvio que ele não respondeu, tava dormindo pra caralho, provavelmente tinha ido dormir tarde depois de estudar. Então o dia passou até que de tarde chegou uma mensagem:
– Agora quem dormia era eu kkk acabei de acordar, ainda bem que é domingo e não tenho que trampar nem ir pra facul, senão eu corto a pica! Kkkk
– Não! – respondi – kkkk não corta não! – Ele riu e a gente continuou conversando quase o dia todo, ele me contava o que tava fazendo, tipo que ia almoçar agora, eu já preparava uns mates, ele mais tarde foi tomar banho e se ia demorar no que tava fazendo, falava “se eu não responder é porque ainda tô no A ducha" ou mensagens do tipo.
Eu fantasiava com o que ele me contava, me imaginava vendo ele de algum lugar sem ser visto, observando ele por todos os lados, andando pela casa até o chuveiro, tirando a roupa e entrando na água pelado, se ensaboando e assim um monte de ratos na cabeça e um ferro na calça. Decidi bater uma e chegou um SMS, era ele, estava vendo TV.
- Aos domingos não tem nada pra ver, eu desisti faz um tempo e vim pra cama deitar. – comentei.
- Pô, não tem nada, passei por todos os canais umas três vezes e não achei nada. E por que você não tem namorado? – nunca sei o que responder e sempre falo a mesma besteira.
- Ah, sei lá, não rolou, acho. E meus amigos não são gays, então por esse lado não tenho chance de pegar um, haha.
- Haha ahhh, mas me surpreende, você ter essa facha e estar sozinho. – me animei e perguntei se ele tinha namorada.
- E você? Tanto que pergunta, tem namorada? – lembrei que no colégio ele tinha uma namoradinha com quem andava pra todo lado.
- Haha ei, calma, não se irrita, cara, não tenho namorada, tinha, mas terminamos faz um tempo e tô solteirão. – respondi algo parecido com o que ele disse:
- E por quê? Me surpreende! Haha, digo, você tem "um pouco" de facha, pode arrumar pelo menos uma mina pra te fazer o favor, o que houve? O que deu errado? – eu já zoava ele pra pagar de engraçado, pra ver se por esse lado ele se soltava.
- Haha, sei lá, para de me pressionar, não tô afim de casar ainda. – era como se aos poucos ele fosse soltando pistas.
- Ok, não vou encher o saco então. – como a gente só tava conversando, já não tava mais com o pau duro, então levantei e ia jogar um pouco no play pra fazer alguma coisa, contei que ia fazer isso e ele disse que tinha vários CDs pra jogar, mas que o irmão tinha quebrado o play há uns meses e não dava pra usar. Pensei um pouco e falei: "Bom, a gente conversa o dia todo e tem confiança, vou convidar ele pra vir jogar aqui. Casa quando estiver desocupado, não vai ficar feio" e de quebra ele podia trazer algum jogo novo, porque os que eu tinha eram um saco e já tinha jogado até cansar. Falo isso pra ele e ele responde:
— Massa! Agora tá de boa? — não esperava, tipo, não achei que ele ia querer vir na hora, pensei que fosse num dia que ele não tivesse nada pra fazer, mas não hoje, supostamente eu tinha que estudar, meu apê tava uma zona e não tava a fim de arrumar nada, era domingo.
— Beleza, então. — passo o endereço e falo pro meu parceiro de apê que um amigo ia vir pra jogar (palavra-chave: "pra jogar"), peço pra ele deixar o cara entrar se chegasse enquanto eu tivesse no banho, porque queria tomar um banho rápido antes dele chegar.
Quando saí, ele já tava no meu quarto, meu parceiro tinha deixado ele entrar e eles tavam conversando sobre os CDs que ele trouxe. Entrei, cumprimentei ele, e meu parceiro foi pra casa de uns amigos. E o Martin não fez menção de sair do quarto pra eu me trocar. Então me troquei ali mesmo, só com uma toalha, e peguei rápido numa gaveta uma cueca pra vestir por baixo da toalha, de costas pra ele. Quando cumprimentei ele, ao entrar, ele me viu pelado e pareceu se surpreender, mas acho que foi porque não esperava que eu saísse assim do banho, e eu também me surpreendi porque não esperava que os dois estivessem no meu quarto. Quando coloco a cueca, tiro a toalha e deixo no chão.
— Que bagunça que tá o apê, né? hahaha
— Ah, sim, me dá uma preguiça danada arrumar, sou um bagunceiro do caralho, olha só meu quarto. — e mostrei como tinha roupa jogada pra todo lado. Termino de me trocar e sento na escrivaninha.
— E aí, e o Luciano? — ele fala — hahaha, por que não tenta pegar ele? Hahaha — Luciano era meu parceiro de apê, a pergunta me pegou de surpresa e eu falei:
— Ah, Lucho é um amigo, moro com ele, não dá pra avançar e ele não curtir a onda, depois vou ter que ver ele todo dia, prefiro evitar essa treta.
— Ah, justo isso. Se eu morasse com alguém que me atrai, eu partiria pra cima e se não rolasse, paciência, que se vire hahaha.
-Haha não é tão fácil assim, queria que fosse.
-Mas o que tem o cara? Cê não gosta dele? É isso? Ou cê curte outro tipo de cara? Tipo maromba, tatuado com bigode hahaha – ele falou se cagando de rir.
-Haha seu idiota! Não, nada a ver. Não curto isso. – me aproximei pra ver o que ele tinha trazido – e você, hein? Por que tanta curiosidade? Cê tá afim do Lucho?
-Hahaha me descobriu! – ele disse – vim só por isso e ainda o viado foi embora hahaha – a gente riu um pouco.
-Bom, na próxima vem que eu te deixo sozinho com ele. – ele me olhou meio assustado e falou:
-Não, para haha tava te zoando.
-Haha já sei, otário, tô te zoando também, é que você tava insistindo e eu pensei que talvez tivesse algo de verdade nisso e aí… tentei facilitar o esquema pra você com o cara hahaha.
A gente conversou mais um pouco e começou a jogar. Tava meio entediado e dei uma pausa, fui pegar um refrigerante e vi que o Martin agora tava deitado na minha cama, quando chego ele se levanta devagar e pega o copo. Parecia que tinha pensado em algo muito importante porque tava sério e com o olhar meio perdido. Pergunto:
-No que cê tá pensando? Por que essa cara?
-Nada, não é nada – ele falou e a gente jogou mais uma partidinha no videogame. Até que anoiteceu e a gente foi pra sacada fumar. Me animei, como tava sentindo a tensão e por causa das brincadeiras que tinha feito, pensei por que não ajudar ele a falar o que tava pensando e perguntei:
-E você, Tincho? Nunca teve uma experiência com um amiguinho? – ele riu, eu adorava quando ele ria porque tinha os dentes alinhados, uma boca linda e os olhos fechavam e ficavam bem pequenininhos enquanto ria.
-Hahaha… não, nada. – ele pensou um pouco e soltou – uma vez com um cara a gente trocou uma chupada hahaha, mas foi só isso. – bom, pensei, finalmente ele tinha contado algo e agora eu entendia melhor, ou confirmava minhas suspeitas de por que tanta simpatia, ou talvez ele fosse simpático sempre e além disso sentia algo. Curiosidade.
- Só isso? Pfff… que broxante. – eu ri.
- Kkk e o que mais você queria que eu fizesse kkkkk para de me discriminar.
- Kkk não tô te discriminando, mano, mas se vai fazer algo, faz direito. Senão, nem faz. – depois ele criou coragem e me fez outra pergunta:
- Eu e o que tem de diferente um cara de uma cutie transando? – nisso, eu já tinha contado pra ele enquanto trocávamos mensagens na noite anterior que tive uma única experiência com uma cutie e que foi tão ruim que por isso parei de acreditar na heterossexualidade. A pergunta é bem comum, o pessoal sempre quer saber isso, e a resposta é sempre a mesma, todo mundo fala que com uma cutie é mais devagar e com um cara é mais intenso, mas eu gosto de ver por outro lado.
- Pra mim, um cara me excita, uma cutie não, ou seja, com o cara eu fico com vontade de transar e busco que aconteça, com a cutie não sinto isso, por isso não faço, mas se fizesse, acho que a sensação ao gozar seria bem parecida porque um orgasmo é um orgasmo, não importa onde ou com quem você tem. – expliquei. Ele ficou uns minutos pensando, processando a informação que acabei de dar. Parecia fazer muito sentido pra ele pelo jeito que balançava a cabeça. – Por que perguntou? Quer saber se vale a pena ou não pegar o Lucho? Kkkk. – já tínhamos perdido um pouco a vergonha e ficávamos nos zoando toda hora.
- KKKKKKK – ele riu alto, como se estivesse nervoso pelo que ia dizer – não, já te falei que com ele não tem nada a ver.
- Ah, com ele não, então com quem? – falei, dei a deixa pra ele se abrir.
- Não, mano, nada com ninguém. – ele desviou da porrada que eu mandei. Acendi outro cigarro e me apoiei com os cotovelos na sacada, pensando que ele não ia se entregar, que ele não estava preparado e que eu não ia forçá-lo a fazer nada que não quisesse. Eu gostava do Martin e também simpatizava com ele, era um cara legal, não podia apressá-lo sabendo que talvez ele nunca mais me desse bola. Preferia que continuássemos amigos pra seguir. vendo ele sorrir e ouvir ele falar besteira.
Do nada, o que aconteceu depois foi muito estranho e meio engraçado, Martin se aproximou de mim como se tivesse decidido a… sei lá, me beijar ou me tocar ou algo assim, não sei porque ele não fez, só chegou perto e ficou colado em mim, como se no último milímetro tivesse perdido a coragem de continuar. Me levantei rápido e virei até ficar de frente pra ele, meio surpreso. Tinha acontecido o contrário do que eu pensava, ele tava pronto sim, mas pra eu avançar, devia ter esperado por isso e eu, lerdo como sempre, não sacava a real de que esse cara tava pedindo aos berros pra eu encará-lo de uma vez.
Olhei pra ele por uns segundos, ele tava agitado e tremia, mexia a mão como se quisesse me tocar mas não tinha coragem, na hora pensei que ele já tava exagerando demais, como se eu tivesse alguma doença horrível na pele pra ele hesitar tanto em fazer alguma coisa. Então, pra cortar essa enrolação toda, me aproximei e encostei minha testa na dele, estávamos bem perto, batendo a ponta do nariz, ele segurou minha mão e eu sorri, aí beijei ele. Já era, pensei, eu gosto pra caralho dele, ele é engraçado e é gostoso, parece que eu também tô afim dele, ou talvez ele só tivesse curiosidade e, como sabe que sou gay, quis se arriscar comigo pra tirar a dúvida, não sabia, não sabia quais eram as intenções dele de verdade, mas estávamos nos pegando, que importava isso. Foda-se tudo.
A gente se beijou sem parar e eu tava com meu corpo colado no dele, dava beijos no rosto inteiro dele e voltava pra boca, sentia ele excitado, notava como a gente se apoiava mais um no outro, “ele gosta”, pensei, na hora ele tira minha camiseta e começa a me beijar nos ombros, passando a língua até chegar no pescoço e me dar beijos ali também, subia mais e respirava forte no meu ouvido enquanto eu fazia o mesmo com ele, passando a língua no pescoço e nos ombros dele. Martin me abraçou forte e eu fiz o mesmo, imitávamos tudo que o outro fazia, pra que o que eu sentisse ele também pudesse sentir.
O cara me segurava. A mil por hora com a siririca que ele tava me dando, mas como era a primeira vez dele com um cara, preferi não apressar nada, deixar as coisas rolarem aos poucos pra ver até onde ele queria ir.
Enquanto a gente continuava na mesma, depois de tirar a camiseta dele, desci minha mão pelas costas até os glúteos, booty muito bom, muito massageável, muito tudo. Tocava por cima da calça. Com a outra mão desci até pegar o volume dele, ele deixava eu fazer tudo isso. Era questão de tempo até eu chegar nessas partes do corpo dele. Tava duro, muito duro, com a pica presa na cueca, uma cueca listrada que aparecia por cima da calça. Aos poucos, depois de tocar por cima da roupa, enfiei a mão dentro da cueca pra pegar bem. Nessa hora, Martin para de beijar meu pescoço e desce um pouco até meu peito, com as mãos imitando o que eu fiz, tocar minha bunda e minha pica por cima da roupa, fazia com medo, meio tímido, mas em pouco tempo se soltou e começou a puxar bem a borracha.
Aos poucos ficamos pelados e entramos no meu quarto de novo sem parar de nos tocar, não queria falar, não queria dizer nada, com medo de que ele percebesse o que a gente tava fazendo. Deitei ele e fui descendo devagar pelo corpo, beijando o peito, passando a língua nos mamilos e subindo de novo até os ombros, tava em cima dele, sentia o corpo dele embaixo, parado, só eu me mexia, com as mãos tentava alcançar as coxas dele e meu braço esbarrava de vez em quando na pica dele, mas ainda não tinha pegado, e ele não tinha tocado na minha, só sentia ela em cima do corpo dele. Beijei os braços dele e a lateral do torso, passei a língua pelo lado da axila enquanto ele me olhava e abria a boca respirando forte.
Desci até a barriga dele, tinha uns pelinhos descendo, me dava tesão que fosse assim, que ele tivesse naquela posição e cheguei. Tinha a pica dele no meu peito, subindo pelo meu pescoço enquanto eu descia mais, até que... Chego no meu queixo, dei beijos ao redor, lambi um pouco as pernas dela e acariciei, até que vi como ela olhava o que eu tava fazendo, não aguentava mais, a mina queria que eu enfiasse a pica dela na minha boca. Fiz naquele momento pra olhar na cara dela enquanto fazia. Chupei inteira, até chegar na base, a pica não era gigante, era normal, com um formato bonito e tava dura que era o importante, também não tinha muito pelo e tava aparado, o que curti também. Chupei os ovos dela pra poder subir e descer de lá até a ponta da pica, ir e voltar, meter e tirar.
Depois, desci ainda mais até o espaço entre os ovos e o cu, o que seria o períneo. Passei minha língua por essa área me certificando de começar bem embaixo perto do cu. Nessa hora ela levantou uma perna um pouco e eu peguei e levantei as duas. Continuei chupando a mesma área do mesmo jeito pra ela sentir aquela sensação gostosa de ter um dedo ou a língua passando perto do cu.
Pedi pra ela virar, deixando claro que queria chupar ela por trás, ela virou, não disse que não, não criou caso, não reclamou, imagino que pensou algo parecido com o que eu pensei enquanto estávamos na sacada, se alguém dissesse não pra algo, podia acabar tudo ali.
Ela tava com a raba pra cima, deitada na minha cama, raba muito gostosa, chego de uma vez na fenda e passo a língua abrindo um pouquinho só pra ela sentir minha língua quente acariciando. Entro mais até alcançar o cu dela e molhar bem, queria molhar tudo, toda a fenda, queria morder as bandas da raba e deixar elas vermelhas, passar minha língua nelas e apertar.
Enquanto entrava e saía com minha língua, percebia que eu tava com a barba de uns dias já e tava raspando o cu dela com ela, parecia esquentar muito ela porque dava pra ouvir ela suspirar. Com o queixo comecei a empurrar entre as duas nádegas dela pra ela sentir a barba roçando junto com minha língua. Ficamos assim um tempo até que ela disse:
-Agora é sua vez. – não respondi nada. Só levantei e dei um sorrisinho antes de deitar de barriga pra cima na cama, quando ela pergunta – do que cê tá rindo?
– Não tô rindo haha, só sorri.
– E por que cê sorriu então? – falou enquanto subia em cima de mim.
– Porque não acredito que cê tá fazendo isso – e coloquei um braço atrás da cabeça.
– É errado eu fazer? – perguntou.
– Tá muito bom.
– Então vou continuar – e foi o que fez. Me beijou, se apoiou em cima de mim e chupou os mesmos lugares que eu tinha beijado e chupado no corpo dela antes, era como se tivesse prestado muita atenção, pra fazer depois.
Eu tava muito tesudo, queria que ela deixasse minha pica seca, mas não podia gozar na boca dela, senão ela ia se mandar pra merda. Quando ela chupou minha pica pela primeira vez, meteu devagar, com dúvida e sem saber direito o que fazer, mas quando encaixou bem, com uma mão me batia uma e com a boca me chupava, de cima até as bolas, igual eu tinha feito.
Ela tirava a pica pra respirar e me olhava sorrindo com olhar safado antes de meter de novo. Tudo isso me dava uns espasmos na pica. Parece que ela percebia, porque tirava e ficava lambendo dos lados. Não aguentava mais, queria gozar.
– Ah, mano, cê deixou minha pica dura pra caralho, tô quase gozando, vem cá. – Levantei e fiz ela ficar de pé, a gente um na frente do outro, e minha pica encostada na dela, as duas duras. – Quer que a gente goze junto? – perguntei antes de fazer mais alguma coisa.
– Sim, tô com ela muito dura.
– Beleza, então bate uma. – falei.
Com as picas assim, ela começou a bater uma juntando elas e ficou olhando, eu também olhava até que peguei o rosto dela com as mãos e beijei de novo, a gente brincava com as línguas e se pegava feito uns selvagens. Na hora, gozei e um pouco de porra caiu na barriga dela, outro tanto na pica e mais um pouco na perna. Masturbei ela com minha pica molhada de porra junto com a dela, como lubrificante, e ela gozou. Ver a porra saindo e eu usar pra masturbar deixou ela no extremo do tesão, porque enquanto gozava, gritou, e depois de tirar até a última gota, apoiou a cabeça no meu ombro, respirando pesado. sem parar.
A noite passou, Martín voltou pra casa dele. E eu dormi profundamente igual um bebê depois de um blow job e uma punheta daqueles.
De manhã, não tinha nenhuma mensagem no celular. Nada. Levantei, fui pra faculdade assistir aula, quando tô no meio de uma matéria o celular vibra, tiro ele e leio a mensagem, era ele:
– Não consigo parar de pensar no que aconteceu ontem à noite.
– Haha, não consegue parar de pensar em mim. – respondi me fazendo de desenrolado. E ele responde:
– É a mesma coisa.
Essa é uma história de uns anos atrás que me pegou de surpresa na época e hoje é uma lembrança boa.
Anos antes do que vou contar, no colégio onde eu estudava, tinha um cara um ano mais velho que eu, um gato, cabelo castanho claro cacheado, não muito alto, era bonito, me atraía porque não era magro, mas sim um pouco cheinho, tipo jogador de rugby – digo “tipo jogador...” porque ele não jogava rugby, tava na seleção de vôlei do colégio, então tava em forma. Uns anos depois, eu saí do meu estado porque comecei a faculdade e reencontrei ele, ele também tava na facu (em outro curso) e um ano na frente que eu.
Pra situar vocês, ele se chama Martín e tinha na época 19 anos.
Um dia depois da aula, fui com um grupo de colegas (meninos e meninas) tomar algo num bar pra aliviar o calor. Martín trabalhava nesse bar e era a primeira vez que eu via ele desde o colégio. A gente nunca tinha conversado, não éramos amigos nem nada, mas quando você vai estudar em outro estado, não conhece muita gente, mas vê uma cara conhecida e dá vontade de cumprimentar, e foi assim. Como o bar era self-service, fui pedir uma coca e uns colegas foram comigo. Olhei pra ele, o cara me reconheceu na hora e me cumprimentou balançando a cabeça enquanto se aproximava do caixa:
– E aí, oi, como cê tá? – cumprimentei, e ele respondeu com uma cara tipo: “uh, mano, finalmente uma cara conhecida!” e disse:
– Tudo bem, e você? Saindo da facu?
– Sim, viemos aqui tomar algo pra refrescar. – paguei, falei que morava a uma quadra dali e que sempre ia tomar algo à noite, mas nunca tinha visto ele trabalhando naquele horário.
– Ah, eu tô de manhã aqui, à tarde tenho que ir pra aula e à noite estudo, mais ou menos. – ele contou, era meio estranho. porque ele não sabia meu nome, mas a gente tava conversando como se tivesse alguma intimidade.
Ele me contou o que estudava e eu contei o que eu fazia. Falei: “a gente se conhece do colégio, né?” como se eu tivesse memória ruim e não lembrasse de onde conhecia ele. Martín concordou, disse que me conhecia do ensino médio e que assim que me viu, me reconheceu. Na hora, me senti tipo “o cara popular, o fodão”. Mas passou rapidinho porque chegou mais alguém pra comprar bebida.
— Bom, vou te deixar trabalhar. — falei — A gente se vê.
— Beleza, beleza. — ele respondeu, e eu voltei pra mesa com meus colegas.
Tinha gostado do Martin, ele parecia gente boa e nada tímido. Eu sempre me considerei tímido, e naquele momento me surpreendi porque também me fiz de cara super tranquilo. Enfim, dias depois fui no bar à noite e ele tava atendendo. Ele me viu e acenou. Fui até o caixa pra pedir, um amigo ia no meu lugar, mas quando vi o Martin preferi ir eu (tipo, corri e gritei “DEIXA, VOU EU”).
— Tincho! Beleza? — soltei de cara. Vamos ver… primeiro, pra ele eu não sabia o nome dele, porque uns dias antes quando a gente conversou, ele não tinha falado e eu também não. Segundo, “¿¿¿¿¿tincho??????” que porra foi essa?! Se eu queria me fazer de descolado e parecer legal, já tinha cagado tudo antes de começar. Tentei consertar falando:
— Você se chama Tincho, né? Quer dizer, Martin.
— Sim, me chamo Martin, e você?
— Salva, bom, me chamam de Salva, meu nome é Salvador. — me aproximei das geladeiras pra pegar umas cervejas e pedi quatro copos.
— E aí, como vão os estudos?
— Bem, bem. — respondi — E você? O que faz trabalhando a essa hora? Não estudava à noite?
— Haha sim, mas agora não porque o cara que vinha à noite saiu e eu pedi pra me mudarem pra esse turno.
— Ah, legal, legal. — não tinha mais o que falar e não sabia como continuar a conversa, então paguei e fui embora, falei que qualquer hora voltava pra comprar mais se a gente ficasse na vontade. de segui-la.
Voltei pra mesa e enquanto a noite passava, ele ia e vinha arrumando e limpando as mesas e, quando passava perto da gente, tocava meu ombro com tapinhas ou, se eu tava olhando pra ele, só sorria e seguia na dele.
Era mais ou menos uma da manhã quando já tinha pouca gente e ninguém mais parecia chegar, como era dia de semana, não tinha muito movimento. Ele saiu pra acender um cigarro e, aos poucos, foi se aproximando da nossa mesa.
— E aí, qual é? — falei.
— Nada, saí pra fumar, porque aqui dentro não pode. Vocês tão como?
— De boa, só conversando. — e chamei ele pra sentar. Ele pegou uma cadeira da mesa vazia do lado e colocou. Apresentei ele pros meus amigos e falei que ele era da mesma cidade que eu, que a gente estudava no mesmo colégio e que por acaso encontrei ele ali.
Naquela noite, ele ficou um tempão com a gente e o cara era muito gente boa, se deu bem com todo mundo, eu tava adorando o quanto ele era extrovertido. Ele passou o número do celular dele porque, num momento, a gente comentou que queria ir conhecer uma balada nova e ele disse que conhecia uma gatinha que fazia listas pra entrar, que era só avisar quando quisesse ir pra ele fazer o contato. Pronto, tinha o número dele. Naquela época, não tinha Facebook nem redes sociais como hoje, talvez existisse Sonico ou MySpace, mas não eram conhecidas ou ninguém usava, então era comum mandar mensagem de texto abreviando as palavras.
Várias semanas depois de não vê-lo e já tendo terminado as provas da faculdade, eu tava com um tesão danado e vejo o número dele nos meus contatos. Pensei: vou escrever pra ele, falo que é por causa da lista da balada e quem sabe rola continuar conversando.
— Oi Martin, beleza? Tô escrevendo pra ver se você consegue me colocar na lista da balada, eu e uns amigos. Ou então me passa o número da sua amiga pra eu falar com ela. — enviei e, em poucos minutos, ele respondeu:
— Salva, tudo certo aqui em casa estudando. Vou perguntar pra ela e te aviso o que ela disser. — Ele não passou o número da gatinha, queria falar comigo! (bom, eu sempre tirando conclusões precipitadas), talvez não tava fazendo drama porque tinha um pacote de 7000 SMS daqueles que se compravam na época e não tinha problema em gastar várias mensagens de texto.
- Estudando? Achava que você tava trampando no bar, agradece que eu não tô.
- Pedi folga no fim de semana porque tenho que fazer provas esses dias e como o dono é amigo, ele deixou.
- Ah, show, gente boa o dono então, como tão os estudos? (palavra-chave: gente boa)
- Haha mais ou menos, não entendo porra nenhuma do que tô lendo, vão me foder bonito!
- Haha eu já terminei tudo, por isso tô afim de sair hoje pra relaxar depois de tanto estresse.
- Que inveja. Aí a recepcionista me respondeu, disse que não dá mais, porque a lista fechou às 22h. Sorry :(
- Ah, beleza, não esquenta, na próxima te aviso com tempo. Valeu mesmo. – pronto, tava terminando a troca de mensagens, ele tinha que estudar e eu já não tinha desculpa.
- Fala aí, é só você me dizer e eu pergunto. – outra mensagem – E o que você vai fazer? Não tem uma mina por aí pra aliviar o estresse de outro jeito? 😉 hahahaha – o cara tava tão enganado, respondi rindo pra contar a verdade.
- Não, não tem mina nenhuma haha nem nunca vai ter, eu curto mais os caras. Mas também não tem nenhum na minha lista hahaha então tô tristão esse fim de semana.
Ele demorou pra responder, deve ter escrito várias mensagens que nunca mandou até chegar numa que achou certa e dizia:
- Olha só, que surpresa! E aí, por que não tem namorado ou algo assim? Eu pensei que vocês se divertiam mais haha. – “vocês” hahaha li e senti que ele tava me tratando como se eu fosse o representante do sindicato gay.
- Hahaha sei lá, eu também pensei a mesma coisa, por isso entrei pro sindicato da bandeira colorida, mas não rola nada, parece que era tudo propaganda enganosa hahaha.
- Hahahaha que merda! Quando eu tô na sua situação, bato uma punheta e vou pra cama. – pronto, começou a me deixar de pau duro com isso.
- Não haha não consigo. Tá um amigo aqui que mora comigo. – Naquela época, eu morava no apartamento com um amigo, uma amiga do meu pai conseguiu o contato pra gente alugar um apê juntos e era verdade, ele tava lá comigo no meu quarto vendo TV e falando da facul (a gente cursava o mesmo curso).
– Manda ele dormir, fala que cê tá com sono kkkk. Eu moro com meu irmão e quando ele fica enchendo o saco e não me deixa em paz, mando ele comprar algo ou fazer alguma coisa pra me dar uns minutos.
– Kkkk boa ideia essa, vou usar quando pintar uma punheta.
Mandamos mais duas ou três mensagens zoando sobre a mesma coisa até eu dormir, meu amigo também tinha ido pro quarto dele.
Naquela manhã, quando acordei um pouco tarde, tinha uma mensagem que o Martin mandou lá pras 5 da manhã dizendo “kkk cê dormiu, né? Ah, que idiota, sempre pergunto a mesma coisa e é óbvio que se cê tá dormindo não vai me responder kkk descansa, Salva, eu continuo estudando.” Eu tinha acordado duro, como quase toda manhã, e depois de ler a mensagem tava mais tarado ainda, o cara me escrevia às 5 da manhã se perguntando por que eu não tinha continuado a conversa. Era meio estranho, ou ele tava muito entediado ou sei lá… era gente boa demais. Que sei eu.
Respondi:
– E aí, Tincho, me caguei de sono mesmo kkk te deixei falando sozinho sem querer. – Óbvio que ele não respondeu, tava dormindo pra caralho, provavelmente tinha ido dormir tarde depois de estudar. Então o dia passou até que de tarde chegou uma mensagem:
– Agora quem dormia era eu kkk acabei de acordar, ainda bem que é domingo e não tenho que trampar nem ir pra facul, senão eu corto a pica! Kkkk
– Não! – respondi – kkkk não corta não! – Ele riu e a gente continuou conversando quase o dia todo, ele me contava o que tava fazendo, tipo que ia almoçar agora, eu já preparava uns mates, ele mais tarde foi tomar banho e se ia demorar no que tava fazendo, falava “se eu não responder é porque ainda tô no A ducha" ou mensagens do tipo.
Eu fantasiava com o que ele me contava, me imaginava vendo ele de algum lugar sem ser visto, observando ele por todos os lados, andando pela casa até o chuveiro, tirando a roupa e entrando na água pelado, se ensaboando e assim um monte de ratos na cabeça e um ferro na calça. Decidi bater uma e chegou um SMS, era ele, estava vendo TV.
- Aos domingos não tem nada pra ver, eu desisti faz um tempo e vim pra cama deitar. – comentei.
- Pô, não tem nada, passei por todos os canais umas três vezes e não achei nada. E por que você não tem namorado? – nunca sei o que responder e sempre falo a mesma besteira.
- Ah, sei lá, não rolou, acho. E meus amigos não são gays, então por esse lado não tenho chance de pegar um, haha.
- Haha ahhh, mas me surpreende, você ter essa facha e estar sozinho. – me animei e perguntei se ele tinha namorada.
- E você? Tanto que pergunta, tem namorada? – lembrei que no colégio ele tinha uma namoradinha com quem andava pra todo lado.
- Haha ei, calma, não se irrita, cara, não tenho namorada, tinha, mas terminamos faz um tempo e tô solteirão. – respondi algo parecido com o que ele disse:
- E por quê? Me surpreende! Haha, digo, você tem "um pouco" de facha, pode arrumar pelo menos uma mina pra te fazer o favor, o que houve? O que deu errado? – eu já zoava ele pra pagar de engraçado, pra ver se por esse lado ele se soltava.
- Haha, sei lá, para de me pressionar, não tô afim de casar ainda. – era como se aos poucos ele fosse soltando pistas.
- Ok, não vou encher o saco então. – como a gente só tava conversando, já não tava mais com o pau duro, então levantei e ia jogar um pouco no play pra fazer alguma coisa, contei que ia fazer isso e ele disse que tinha vários CDs pra jogar, mas que o irmão tinha quebrado o play há uns meses e não dava pra usar. Pensei um pouco e falei: "Bom, a gente conversa o dia todo e tem confiança, vou convidar ele pra vir jogar aqui. Casa quando estiver desocupado, não vai ficar feio" e de quebra ele podia trazer algum jogo novo, porque os que eu tinha eram um saco e já tinha jogado até cansar. Falo isso pra ele e ele responde:
— Massa! Agora tá de boa? — não esperava, tipo, não achei que ele ia querer vir na hora, pensei que fosse num dia que ele não tivesse nada pra fazer, mas não hoje, supostamente eu tinha que estudar, meu apê tava uma zona e não tava a fim de arrumar nada, era domingo.
— Beleza, então. — passo o endereço e falo pro meu parceiro de apê que um amigo ia vir pra jogar (palavra-chave: "pra jogar"), peço pra ele deixar o cara entrar se chegasse enquanto eu tivesse no banho, porque queria tomar um banho rápido antes dele chegar.
Quando saí, ele já tava no meu quarto, meu parceiro tinha deixado ele entrar e eles tavam conversando sobre os CDs que ele trouxe. Entrei, cumprimentei ele, e meu parceiro foi pra casa de uns amigos. E o Martin não fez menção de sair do quarto pra eu me trocar. Então me troquei ali mesmo, só com uma toalha, e peguei rápido numa gaveta uma cueca pra vestir por baixo da toalha, de costas pra ele. Quando cumprimentei ele, ao entrar, ele me viu pelado e pareceu se surpreender, mas acho que foi porque não esperava que eu saísse assim do banho, e eu também me surpreendi porque não esperava que os dois estivessem no meu quarto. Quando coloco a cueca, tiro a toalha e deixo no chão.
— Que bagunça que tá o apê, né? hahaha
— Ah, sim, me dá uma preguiça danada arrumar, sou um bagunceiro do caralho, olha só meu quarto. — e mostrei como tinha roupa jogada pra todo lado. Termino de me trocar e sento na escrivaninha.
— E aí, e o Luciano? — ele fala — hahaha, por que não tenta pegar ele? Hahaha — Luciano era meu parceiro de apê, a pergunta me pegou de surpresa e eu falei:
— Ah, Lucho é um amigo, moro com ele, não dá pra avançar e ele não curtir a onda, depois vou ter que ver ele todo dia, prefiro evitar essa treta.
— Ah, justo isso. Se eu morasse com alguém que me atrai, eu partiria pra cima e se não rolasse, paciência, que se vire hahaha.
-Haha não é tão fácil assim, queria que fosse.
-Mas o que tem o cara? Cê não gosta dele? É isso? Ou cê curte outro tipo de cara? Tipo maromba, tatuado com bigode hahaha – ele falou se cagando de rir.
-Haha seu idiota! Não, nada a ver. Não curto isso. – me aproximei pra ver o que ele tinha trazido – e você, hein? Por que tanta curiosidade? Cê tá afim do Lucho?
-Hahaha me descobriu! – ele disse – vim só por isso e ainda o viado foi embora hahaha – a gente riu um pouco.
-Bom, na próxima vem que eu te deixo sozinho com ele. – ele me olhou meio assustado e falou:
-Não, para haha tava te zoando.
-Haha já sei, otário, tô te zoando também, é que você tava insistindo e eu pensei que talvez tivesse algo de verdade nisso e aí… tentei facilitar o esquema pra você com o cara hahaha.
A gente conversou mais um pouco e começou a jogar. Tava meio entediado e dei uma pausa, fui pegar um refrigerante e vi que o Martin agora tava deitado na minha cama, quando chego ele se levanta devagar e pega o copo. Parecia que tinha pensado em algo muito importante porque tava sério e com o olhar meio perdido. Pergunto:
-No que cê tá pensando? Por que essa cara?
-Nada, não é nada – ele falou e a gente jogou mais uma partidinha no videogame. Até que anoiteceu e a gente foi pra sacada fumar. Me animei, como tava sentindo a tensão e por causa das brincadeiras que tinha feito, pensei por que não ajudar ele a falar o que tava pensando e perguntei:
-E você, Tincho? Nunca teve uma experiência com um amiguinho? – ele riu, eu adorava quando ele ria porque tinha os dentes alinhados, uma boca linda e os olhos fechavam e ficavam bem pequenininhos enquanto ria.
-Hahaha… não, nada. – ele pensou um pouco e soltou – uma vez com um cara a gente trocou uma chupada hahaha, mas foi só isso. – bom, pensei, finalmente ele tinha contado algo e agora eu entendia melhor, ou confirmava minhas suspeitas de por que tanta simpatia, ou talvez ele fosse simpático sempre e além disso sentia algo. Curiosidade.
- Só isso? Pfff… que broxante. – eu ri.
- Kkk e o que mais você queria que eu fizesse kkkkk para de me discriminar.
- Kkk não tô te discriminando, mano, mas se vai fazer algo, faz direito. Senão, nem faz. – depois ele criou coragem e me fez outra pergunta:
- Eu e o que tem de diferente um cara de uma cutie transando? – nisso, eu já tinha contado pra ele enquanto trocávamos mensagens na noite anterior que tive uma única experiência com uma cutie e que foi tão ruim que por isso parei de acreditar na heterossexualidade. A pergunta é bem comum, o pessoal sempre quer saber isso, e a resposta é sempre a mesma, todo mundo fala que com uma cutie é mais devagar e com um cara é mais intenso, mas eu gosto de ver por outro lado.
- Pra mim, um cara me excita, uma cutie não, ou seja, com o cara eu fico com vontade de transar e busco que aconteça, com a cutie não sinto isso, por isso não faço, mas se fizesse, acho que a sensação ao gozar seria bem parecida porque um orgasmo é um orgasmo, não importa onde ou com quem você tem. – expliquei. Ele ficou uns minutos pensando, processando a informação que acabei de dar. Parecia fazer muito sentido pra ele pelo jeito que balançava a cabeça. – Por que perguntou? Quer saber se vale a pena ou não pegar o Lucho? Kkkk. – já tínhamos perdido um pouco a vergonha e ficávamos nos zoando toda hora.
- KKKKKKK – ele riu alto, como se estivesse nervoso pelo que ia dizer – não, já te falei que com ele não tem nada a ver.
- Ah, com ele não, então com quem? – falei, dei a deixa pra ele se abrir.
- Não, mano, nada com ninguém. – ele desviou da porrada que eu mandei. Acendi outro cigarro e me apoiei com os cotovelos na sacada, pensando que ele não ia se entregar, que ele não estava preparado e que eu não ia forçá-lo a fazer nada que não quisesse. Eu gostava do Martin e também simpatizava com ele, era um cara legal, não podia apressá-lo sabendo que talvez ele nunca mais me desse bola. Preferia que continuássemos amigos pra seguir. vendo ele sorrir e ouvir ele falar besteira.
Do nada, o que aconteceu depois foi muito estranho e meio engraçado, Martin se aproximou de mim como se tivesse decidido a… sei lá, me beijar ou me tocar ou algo assim, não sei porque ele não fez, só chegou perto e ficou colado em mim, como se no último milímetro tivesse perdido a coragem de continuar. Me levantei rápido e virei até ficar de frente pra ele, meio surpreso. Tinha acontecido o contrário do que eu pensava, ele tava pronto sim, mas pra eu avançar, devia ter esperado por isso e eu, lerdo como sempre, não sacava a real de que esse cara tava pedindo aos berros pra eu encará-lo de uma vez.
Olhei pra ele por uns segundos, ele tava agitado e tremia, mexia a mão como se quisesse me tocar mas não tinha coragem, na hora pensei que ele já tava exagerando demais, como se eu tivesse alguma doença horrível na pele pra ele hesitar tanto em fazer alguma coisa. Então, pra cortar essa enrolação toda, me aproximei e encostei minha testa na dele, estávamos bem perto, batendo a ponta do nariz, ele segurou minha mão e eu sorri, aí beijei ele. Já era, pensei, eu gosto pra caralho dele, ele é engraçado e é gostoso, parece que eu também tô afim dele, ou talvez ele só tivesse curiosidade e, como sabe que sou gay, quis se arriscar comigo pra tirar a dúvida, não sabia, não sabia quais eram as intenções dele de verdade, mas estávamos nos pegando, que importava isso. Foda-se tudo.
A gente se beijou sem parar e eu tava com meu corpo colado no dele, dava beijos no rosto inteiro dele e voltava pra boca, sentia ele excitado, notava como a gente se apoiava mais um no outro, “ele gosta”, pensei, na hora ele tira minha camiseta e começa a me beijar nos ombros, passando a língua até chegar no pescoço e me dar beijos ali também, subia mais e respirava forte no meu ouvido enquanto eu fazia o mesmo com ele, passando a língua no pescoço e nos ombros dele. Martin me abraçou forte e eu fiz o mesmo, imitávamos tudo que o outro fazia, pra que o que eu sentisse ele também pudesse sentir.
O cara me segurava. A mil por hora com a siririca que ele tava me dando, mas como era a primeira vez dele com um cara, preferi não apressar nada, deixar as coisas rolarem aos poucos pra ver até onde ele queria ir.
Enquanto a gente continuava na mesma, depois de tirar a camiseta dele, desci minha mão pelas costas até os glúteos, booty muito bom, muito massageável, muito tudo. Tocava por cima da calça. Com a outra mão desci até pegar o volume dele, ele deixava eu fazer tudo isso. Era questão de tempo até eu chegar nessas partes do corpo dele. Tava duro, muito duro, com a pica presa na cueca, uma cueca listrada que aparecia por cima da calça. Aos poucos, depois de tocar por cima da roupa, enfiei a mão dentro da cueca pra pegar bem. Nessa hora, Martin para de beijar meu pescoço e desce um pouco até meu peito, com as mãos imitando o que eu fiz, tocar minha bunda e minha pica por cima da roupa, fazia com medo, meio tímido, mas em pouco tempo se soltou e começou a puxar bem a borracha.
Aos poucos ficamos pelados e entramos no meu quarto de novo sem parar de nos tocar, não queria falar, não queria dizer nada, com medo de que ele percebesse o que a gente tava fazendo. Deitei ele e fui descendo devagar pelo corpo, beijando o peito, passando a língua nos mamilos e subindo de novo até os ombros, tava em cima dele, sentia o corpo dele embaixo, parado, só eu me mexia, com as mãos tentava alcançar as coxas dele e meu braço esbarrava de vez em quando na pica dele, mas ainda não tinha pegado, e ele não tinha tocado na minha, só sentia ela em cima do corpo dele. Beijei os braços dele e a lateral do torso, passei a língua pelo lado da axila enquanto ele me olhava e abria a boca respirando forte.
Desci até a barriga dele, tinha uns pelinhos descendo, me dava tesão que fosse assim, que ele tivesse naquela posição e cheguei. Tinha a pica dele no meu peito, subindo pelo meu pescoço enquanto eu descia mais, até que... Chego no meu queixo, dei beijos ao redor, lambi um pouco as pernas dela e acariciei, até que vi como ela olhava o que eu tava fazendo, não aguentava mais, a mina queria que eu enfiasse a pica dela na minha boca. Fiz naquele momento pra olhar na cara dela enquanto fazia. Chupei inteira, até chegar na base, a pica não era gigante, era normal, com um formato bonito e tava dura que era o importante, também não tinha muito pelo e tava aparado, o que curti também. Chupei os ovos dela pra poder subir e descer de lá até a ponta da pica, ir e voltar, meter e tirar.
Depois, desci ainda mais até o espaço entre os ovos e o cu, o que seria o períneo. Passei minha língua por essa área me certificando de começar bem embaixo perto do cu. Nessa hora ela levantou uma perna um pouco e eu peguei e levantei as duas. Continuei chupando a mesma área do mesmo jeito pra ela sentir aquela sensação gostosa de ter um dedo ou a língua passando perto do cu.
Pedi pra ela virar, deixando claro que queria chupar ela por trás, ela virou, não disse que não, não criou caso, não reclamou, imagino que pensou algo parecido com o que eu pensei enquanto estávamos na sacada, se alguém dissesse não pra algo, podia acabar tudo ali.
Ela tava com a raba pra cima, deitada na minha cama, raba muito gostosa, chego de uma vez na fenda e passo a língua abrindo um pouquinho só pra ela sentir minha língua quente acariciando. Entro mais até alcançar o cu dela e molhar bem, queria molhar tudo, toda a fenda, queria morder as bandas da raba e deixar elas vermelhas, passar minha língua nelas e apertar.
Enquanto entrava e saía com minha língua, percebia que eu tava com a barba de uns dias já e tava raspando o cu dela com ela, parecia esquentar muito ela porque dava pra ouvir ela suspirar. Com o queixo comecei a empurrar entre as duas nádegas dela pra ela sentir a barba roçando junto com minha língua. Ficamos assim um tempo até que ela disse:
-Agora é sua vez. – não respondi nada. Só levantei e dei um sorrisinho antes de deitar de barriga pra cima na cama, quando ela pergunta – do que cê tá rindo?
– Não tô rindo haha, só sorri.
– E por que cê sorriu então? – falou enquanto subia em cima de mim.
– Porque não acredito que cê tá fazendo isso – e coloquei um braço atrás da cabeça.
– É errado eu fazer? – perguntou.
– Tá muito bom.
– Então vou continuar – e foi o que fez. Me beijou, se apoiou em cima de mim e chupou os mesmos lugares que eu tinha beijado e chupado no corpo dela antes, era como se tivesse prestado muita atenção, pra fazer depois.
Eu tava muito tesudo, queria que ela deixasse minha pica seca, mas não podia gozar na boca dela, senão ela ia se mandar pra merda. Quando ela chupou minha pica pela primeira vez, meteu devagar, com dúvida e sem saber direito o que fazer, mas quando encaixou bem, com uma mão me batia uma e com a boca me chupava, de cima até as bolas, igual eu tinha feito.
Ela tirava a pica pra respirar e me olhava sorrindo com olhar safado antes de meter de novo. Tudo isso me dava uns espasmos na pica. Parece que ela percebia, porque tirava e ficava lambendo dos lados. Não aguentava mais, queria gozar.
– Ah, mano, cê deixou minha pica dura pra caralho, tô quase gozando, vem cá. – Levantei e fiz ela ficar de pé, a gente um na frente do outro, e minha pica encostada na dela, as duas duras. – Quer que a gente goze junto? – perguntei antes de fazer mais alguma coisa.
– Sim, tô com ela muito dura.
– Beleza, então bate uma. – falei.
Com as picas assim, ela começou a bater uma juntando elas e ficou olhando, eu também olhava até que peguei o rosto dela com as mãos e beijei de novo, a gente brincava com as línguas e se pegava feito uns selvagens. Na hora, gozei e um pouco de porra caiu na barriga dela, outro tanto na pica e mais um pouco na perna. Masturbei ela com minha pica molhada de porra junto com a dela, como lubrificante, e ela gozou. Ver a porra saindo e eu usar pra masturbar deixou ela no extremo do tesão, porque enquanto gozava, gritou, e depois de tirar até a última gota, apoiou a cabeça no meu ombro, respirando pesado. sem parar.
A noite passou, Martín voltou pra casa dele. E eu dormi profundamente igual um bebê depois de um blow job e uma punheta daqueles.
De manhã, não tinha nenhuma mensagem no celular. Nada. Levantei, fui pra faculdade assistir aula, quando tô no meio de uma matéria o celular vibra, tiro ele e leio a mensagem, era ele:
– Não consigo parar de pensar no que aconteceu ontem à noite.
– Haha, não consegue parar de pensar em mim. – respondi me fazendo de desenrolado. E ele responde:
– É a mesma coisa.
25 comentários - Relato: Martin - Gostosa no Sofá
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