—E o pior dessa história é que faz mais de seis meses que nada de nada.
—Uai, loca, para um pouco! Uma coisa é você continuar sentindo falta do Marcos, outra são as necessidades físicas...
—Claro, filha da puta, você porque tá com o José há um tempão e tem o sonho da rola própria!
As duas soltaram uma gargalhada incontrolável. Mas a Vicky, no fundo, se sentia triste, triste e com tesão. Sabia que continuar sendo fiel à lembrança do ex, enquanto o filho da puta se curtia toda buceta que encontrava, fazia ela parecer uma tremenda otária. Mas era assim que ela era, uma romântica boba que não conseguia transar com qualquer um — melhor dizendo, não queria. Não era por puritanismo; ela tinha tido bons anos de putaria no sexo casual, mas naquela altura já não satisfazia nem um pouco. Precisava pelo menos encontrar um abraço, um olhar cúmplice, um pouco de carinho. Não tava falando de amor, mas de afeto, de compreensão. Se o Marcos não tivesse sido tão babaca a ponto de traí-la, se tivesse sido honesto sobre as fantasias de comer outras, ela teria deixado ele. Não tinha problema, não idealizava o amor, mas a traição que descobriu foi insuportavelmente dolorosa.
A Ana também ficou triste pela amiga. Embora o sexo com o José não fosse tão frequente quanto no começo do relacionamento, e às vezes até passassem uma semana inteira sem transar, era verdade que quando ela tava com vontade, ele tava sempre por perto.
Nos dias seguintes, a perversinha da Ana começou a matutar uma ideia. É verdade, ela era uma cachorra tarada, mas também era uma boa amiga e uma esposa melhor ainda. E pensou: por que uma das duas pessoas que mais amo tem que sofrer? Por que minha melhor amiga tem que estar feita em merda por um babaca misógino que não merece gozar de uma mulher foda como ela? E continuou pensando: e por que meu marido também não merece gozar do prazer de variar de buceta depois de tantos anos, como prêmio pela fidelidade e honestidade dele? A indignação com os filhos da puta que não sabem tratar uma mulher e, mesmo assim, são os que mais comem na base de enganação e mentira. Fez o sangue ferver, e ela disse: "foda-se! Meu marido também merece comer outras minas, e minha amiga merece ser bem cuidada, sentir um pouco de carinho e acolhimento." E no fundo pensou: "e você, tarada, merece realizar sua fantasia de meses, que é ver seu cara comer o cu da sua amiga enquanto você bate uma punheta olhando e acariciando os dois." Ela riu igual uma menina com brinquedo novo. Ficou o dia inteiro com tesão, molhada, ofegante, a ideia a excitava pra caralho.
Enquanto esperava o ônibus de volta pra casa, começou a tramar o plano pra convencer os dois. Por mais estranho que pareça, sabia que com a amiga não teria grandes problemas, a moça tava com muito tesão, há meses sem dar, e elas eram melhores amigas, compartilhavam tudo, então se ela desse a palavra de que não ia rolar ciúme nem cobrança, tinha certeza que ela toparia. O que preocupava mais era convencer o marido. Sabia que ele era um tarado do caralho e que, quando visse a bunda da amiga na cara dele, não ia conseguir se segurar. Mas se contasse a ideia, era capaz dele começar a enroscar. Uma vez tinham falado em fazer um menage e acabaram desistindo por causa dele, que tinha muito medo de que aquilo magoasse ela, que depois viesse ciúme e estragasse o relacionamento. É que ele realmente amava ela e queria tanto que tava disposto a perder a própria fantasia pra não machucá-la. Ela precisava convencê-lo e não deixar nenhuma dúvida de que não ia rolar ciúme nem recriminação.
"Ou não", pensou, "o que tenho que fazer é conseguir direto que ele nos tenha as duas peladas na cama dele. Chegando nesse ponto, ele não vai resistir."
Percebeu que tava rindo sozinha quando uma senhora no ônibus olhou estranho pra ela. Então, impulsivamente, pegou o celular e mandou uma mensagem pra amiga:
"Amiga, não sofre mais não, seus dias de jejum sexual acabaram. Arrumei um pra você. uma rola pra você se vingar. Antes de me xingar, amanhã me busca no trampo e te conto os detalhes.
E aperto "enviar".
(Continua)
—Uai, loca, para um pouco! Uma coisa é você continuar sentindo falta do Marcos, outra são as necessidades físicas...
—Claro, filha da puta, você porque tá com o José há um tempão e tem o sonho da rola própria!
As duas soltaram uma gargalhada incontrolável. Mas a Vicky, no fundo, se sentia triste, triste e com tesão. Sabia que continuar sendo fiel à lembrança do ex, enquanto o filho da puta se curtia toda buceta que encontrava, fazia ela parecer uma tremenda otária. Mas era assim que ela era, uma romântica boba que não conseguia transar com qualquer um — melhor dizendo, não queria. Não era por puritanismo; ela tinha tido bons anos de putaria no sexo casual, mas naquela altura já não satisfazia nem um pouco. Precisava pelo menos encontrar um abraço, um olhar cúmplice, um pouco de carinho. Não tava falando de amor, mas de afeto, de compreensão. Se o Marcos não tivesse sido tão babaca a ponto de traí-la, se tivesse sido honesto sobre as fantasias de comer outras, ela teria deixado ele. Não tinha problema, não idealizava o amor, mas a traição que descobriu foi insuportavelmente dolorosa.
A Ana também ficou triste pela amiga. Embora o sexo com o José não fosse tão frequente quanto no começo do relacionamento, e às vezes até passassem uma semana inteira sem transar, era verdade que quando ela tava com vontade, ele tava sempre por perto.
Nos dias seguintes, a perversinha da Ana começou a matutar uma ideia. É verdade, ela era uma cachorra tarada, mas também era uma boa amiga e uma esposa melhor ainda. E pensou: por que uma das duas pessoas que mais amo tem que sofrer? Por que minha melhor amiga tem que estar feita em merda por um babaca misógino que não merece gozar de uma mulher foda como ela? E continuou pensando: e por que meu marido também não merece gozar do prazer de variar de buceta depois de tantos anos, como prêmio pela fidelidade e honestidade dele? A indignação com os filhos da puta que não sabem tratar uma mulher e, mesmo assim, são os que mais comem na base de enganação e mentira. Fez o sangue ferver, e ela disse: "foda-se! Meu marido também merece comer outras minas, e minha amiga merece ser bem cuidada, sentir um pouco de carinho e acolhimento." E no fundo pensou: "e você, tarada, merece realizar sua fantasia de meses, que é ver seu cara comer o cu da sua amiga enquanto você bate uma punheta olhando e acariciando os dois." Ela riu igual uma menina com brinquedo novo. Ficou o dia inteiro com tesão, molhada, ofegante, a ideia a excitava pra caralho.
Enquanto esperava o ônibus de volta pra casa, começou a tramar o plano pra convencer os dois. Por mais estranho que pareça, sabia que com a amiga não teria grandes problemas, a moça tava com muito tesão, há meses sem dar, e elas eram melhores amigas, compartilhavam tudo, então se ela desse a palavra de que não ia rolar ciúme nem cobrança, tinha certeza que ela toparia. O que preocupava mais era convencer o marido. Sabia que ele era um tarado do caralho e que, quando visse a bunda da amiga na cara dele, não ia conseguir se segurar. Mas se contasse a ideia, era capaz dele começar a enroscar. Uma vez tinham falado em fazer um menage e acabaram desistindo por causa dele, que tinha muito medo de que aquilo magoasse ela, que depois viesse ciúme e estragasse o relacionamento. É que ele realmente amava ela e queria tanto que tava disposto a perder a própria fantasia pra não machucá-la. Ela precisava convencê-lo e não deixar nenhuma dúvida de que não ia rolar ciúme nem recriminação.
"Ou não", pensou, "o que tenho que fazer é conseguir direto que ele nos tenha as duas peladas na cama dele. Chegando nesse ponto, ele não vai resistir."
Percebeu que tava rindo sozinha quando uma senhora no ônibus olhou estranho pra ela. Então, impulsivamente, pegou o celular e mandou uma mensagem pra amiga:
"Amiga, não sofre mais não, seus dias de jejum sexual acabaram. Arrumei um pra você. uma rola pra você se vingar. Antes de me xingar, amanhã me busca no trampo e te conto os detalhes.
E aperto "enviar".
(Continua)
4 comentários - Esposa generosa