Desejo de filho, desejo de mãe: O diário (Parte 2)

Eva começa a perder a sanidade e vira refém da própria imaginação ao se sentir desejada pelo filho...

Ao meio-dia, quando Pedro voltou da aula e deu, como sempre, um beijo no rosto dela, Eva estremeceu. Virou-se e continuou preparando a comida.

"Ele tá me olhando? Certeza que tá me olhando. Deve estar de olho na minha bunda."

Eva corou levemente. Agora sabia o que ele pensava dela. Agora se sentiria sempre vigiada.

Durante o almoço, os olhares deles se cruzaram várias vezes. Ela desviava o olhar na hora.

— Como tão as aulas, Pedrinho? — perguntou o pai.

— Tudo bem, pai.

— Se for tão bem quanto no ano passado, vai ganhar o que prometi.

— Valeu, pai — respondeu contente.

O prometido era uma moto. Assim ele não precisaria pegar ônibus pra faculdade. Sabia que a mãe não curtia a ideia da moto, mas um carro era caro demais.

De tarde, Eva ficou sozinha em casa. Como toda tarde, via TV na sala. Mas a cabeça não tava lá. Olhava pra tela sem ver nada. Pensava no Pedro. No que tinha lido. Tinha uma sensação estranha no corpo. Uma sensação que só tinha sentido uma vez na vida. Antes de casar, quando começou a transar com o namorado. Quando pensar nele a excitava. Quando só queria estar com ele, beijá-lo, ser beijada, ser acariciada... ser... comida.

Aquela paixão, aquela mistura de amor, desejo e safadeza já tinha passado. O tempo foi dissolvendo tudo aos poucos até sumir. Até que a leitura do diário do Pedro fez aquilo voltar.

A primeira vez que sentiu aquilo foi lindo. Nasceu o amor, o casamento. Um filho. Essa segunda vez era algo... impensável. Algo que precisava tirar da cabeça.

Na tela, imagens sem sentido passavam. A mente dela a empurrava pro quarto do Pedro. Pro diário.

O telefone tocou e ela deu um pulo. Levantou. Reconheceu o número. Era a amiga Rosa.

— Oi, Rosa.

— Oi, Evinha. O que cê tá fazendo?
- Nada, vendo TV.
- Bah, eu também. Não tem nada interessante. Bora dar uma volta?
- Ai, sim. Preciso arejar a cabeça um pouco.
- Beleza. Nos vemos no lugar de sempre.

Meia hora depois, as duas amigas estavam sentadas num café.
- O que foi, Eva?
- Nada. Por quê?
- Cê tá muito quieta. Tá com a cabeça em outro lugar.
- Não tô com nada, juro.

Rosa se aproximou de Eva e sussurrou:
- Aqueles dois caras ali não tiram os olhos da gente.

Eva olhou disfarçadamente. Eram dois caras, mais ou menos da idade do filho dela.
- Não seja boba, Rosa.
- Falo sério, mulher. Ufa, quem dera pegar um gatinho desses. Certeza que me arrancava as teias de aranha da buceta.
- Kkkkk Rosa, que bruta que cê é.
- Evita, cê não sabe a vontade que eu tô de dar uma boa trepada. E com um jovenzinho desses, eu faria maravilhas.
- É que teu marido não te satisfaz direito?
- E o teu satisfaz?

Eva desviou o olhar.
- Hum, já vi que cê tá na mesma que eu, Evita.
- Não é tudo culpa dele. Já não sou mais uma novinha. Tô ficando velha.
- Pô, buceta! Nem eles são uns brotinhos. Já tão com barriguinha e as cabeças começando a pelar. Certeza que os olhos deles vão atrás das novinhas.
- Com certeza.
- Pois os meus vão atrás dos novinhos.
- Cê seria capaz de botar chifre no Rodolfo?
- Não sei. Mas se um daqueles da mesa do lado me convidasse, acho que sim.
- Eu não seria capaz. Cê acha mesmo que um cara daquele ia se sentir atraído por alguém da nossa idade?
- Ouvi dizer que tem muito jovem que curte as coroas.

Eva estremeceu ao lembrar das coisas que o filho tinha escrito sobre ela.
- De novo com esse olhar perdido, Eva?
- Hã?
- Hum, será que cê não tem um caso escondido de mim?
- Não, não. Claro que não.
- Evita. Conheço você como se tivesse parido. Conta, conta. Quem é ele? Eu conheço? Que idade tem? É gostoso? Tem uma piroca boa?
- Ai, que boba você é. Não tem ninguém, não. mulher.
- Não vou tirar de você. A gente podia... dividir. Kkkk.

Rosa olhou pra ela com os olhos semicerrados. Eva tentou disfarçar.
- Vou descobrir.

Eva mudou de assunto. Começaram a criticar as amigas que não estavam presentes. Sempre é divertido detonar quem não tá ali. Mais de uma deve ter sentido o ouvido queimando naquela tarde, com certeza.

Quando perto das oito da noite se despediram, Rosa insistiu.
- E quem é ele?

- Chata. Não tem ninguém, buceta.

- E o que ele faz no tempo livreeeeeeeee? - completou Rosa, cantarolando a música do Perales.

- Kkkk. Sem vergonha. Tchau. Seja boa.

Quando Eva chegou em casa, Pedro tava vendo TV.
- Oi, mãe. Foi passear?

- É, tomei um café com a Rosa.

- Aposto que detonaram mais de uma.

- Kkkkk, sim. E mais de um também.

- Ufa, duas mulheres juntas são um perigo.

- Me ajuda com o jantar?

- Claro, mãe.

Os dois prepararam o jantar juntos.

"Será que ele tá me olhando?", pensava Eva, sem coragem de encarar Pedro.

"Já chega. Para com isso. Deixa disso. É seu filho, pelo amor de Deus", pensou. Mas no instante seguinte, na cabeça dela ecoou: "Eu tava gozando dentro dela. E ela gozava comigo enquanto a água caía sobre nós".

Jantou sem levantar o olhar, respondendo no automático as perguntas do marido e do Pedro.

Horas depois, Eva tava deitada na cama. Não conseguia tirar as palavras do Pedro da cabeça. Não conseguia evitar se sentir excitada. Por mais que negasse pra si mesma, os mamilos duros e sensíveis lembravam a cada instante. A umidade da buceta dela era como um soco contra a própria vontade.

Não conseguia dormir. Precisava de alívio. Precisava de prazer. Pensou em virar, se encostar no marido. Acariciar ele. Antes, bastava isso pra ele virar e enfiar a rola dura até o fundo da buceta dela e não parar de foder até fazer ela gozar com força.

Lembrou da última vez que tentou. Tava excitada. Se encostou nele, levou a mão Ela levou a mão até o pau dele e começou a passar a mão. Ele afastou a mão dela.

— Tô cansado — disse, seco.

Eva tirou a mão, virou de costas e nunca mais tentou.

Agora ela precisa de sexo. Os roncos suaves do marido fizeram ela desistir de tentar qualquer coisa com ele. Não queria levar outro fora. A mão direita desceu pelo corpo, enfiou por dentro do pijama e por baixo da calcinha. Virou a cabeça contra o travesseiro pra abafar os gemidos de prazer.

Tava muito molhada. Passou a ponta dos dedos pela rachinha da buceta, esfregou de leve o clitóris inchado. O prazer tomou conta dela. Precisava de um orgasmo que soltasse a tensão acumulada no corpo. Queria gozar sem ter Pedro na cabeça. Lutou com todas as forças pra pensar em outras coisas, em outros caras, mas a mente voltava uma e outra vez pro filho dela.

Parou de se tocar. Não queria gozar assim, pensando nele. Não podia.

O coração deu uma batida. Sentiu na têmpora. Sentiu entre as pernas. Tava tão quente, tão excitada, que quase sentia dor. E se rendeu. Perdeu a batalha. Não dava pra lutar contra o desejo.

A mão voltou pra buceta. Esfregou com força e gozou como não fazia há anos. Mordendo o travesseiro pra não gritar. Com cada fibra do corpo tensa. Com espasmos intensos que balançaram a cama inteira, apesar dos esforços pra que o marido não percebesse nada.

E gozou com uma imagem na cabeça. Pedro, o filho dela, olhando nos olhos dela. O pau dele cravado até o fundo da buceta dela. E o calor do gozo dele enchendo ela por dentro.

Ficou vários minutos ofegante, com o corpo coberto de suor.

Acabava de gozar pensando no filho, imaginando ele gozando com ela, dentro dela.

"É só uma fantasia. Jogos da minha mente. Nunca vão se tornar realidade."

Convenceu a si mesma de que enquanto ficasse só assim, dentro da cabeça dela, não era tão horrível. Que assim conseguiria não se sentir culpada. Tão suja. Ela não conseguia controlar o que sua cabeça pensava. Mas conseguia controlar o que seu corpo fazia.

Continuará...

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