Esse é meu primeiro post, é um conto erótico, espero que vocês gostem.Meu anfitrião é sociólogo, professor da universidade onde trabalho. Fiquei feliz em aceitar o convite dele pra passar um fim de semana prolongado na casa dele em San Lorenzo. Era a última casa de uma trilha que se perdia entre os morros. Um lugar maravilhoso.
Entrei pela primeira porta que encontrei, que dava direto na sala. Pelos vidros dava pra ver um casal bem simples sentado numa mesinha, lendo uns jornais. Muita paz transparecia nessa cena. Bati na porta e uma voz mandou eu entrar. Fui recebido pelo calor da lareira assim que abri a porta. Tava frio lá fora, e o ambiente quentinho caiu super bem. O cheiro de café me acolheu com a mesma força que o aperto de mão do meu anfitrião. A esposa dele se levantou pra me cumprimentar e me convidaram pra sentar à mesa e tomar um café.
O convite veio de uma conversa que ele teve com o amigo Alejandro, que também é meu conhecido, e que contou sobre as longas conversas que tivemos juntos na minha última viagem a Mendoza e recomendou que ele me encontrasse. Ele tava muito impressionado por estar diante de um tal personagem, uma eminência na área dele.
Eram oito da noite, já tava escurecendo, e eles me mostraram a casa de três andares e meu quarto. Gostei de tudo, da madeira, do rústico, mas principalmente do último andar, enorme, cheio de tapetes, uma lareira acesa, uma televisão e muitos livros nas estantes. Duas janelonas deixavam ver as últimas luzes do dia iluminando a névoa que se instalava devagar nos morros.
A gente tava sentado, eu e ele, nos sofás desse andar, a esposa dele preparando umas empanadas salteñas tradicionais pro jantar, quando entrou uma moça nova, uns vinte anos, e ele me apresentou como neta dele. Ela passava longas temporadas com os avós.
Ela me explicou que tinha vinte e um anos, que terminou o ensino médio aos 17 e tava terminando os 5 anos de licenciatura em história em Tucumán antes de ir estudar uma especialização na UBA (Universidade de Buenos Aires). em História Antiga.
Quando ela tirou o suéter de lã grossa preta que estava usando, pude olhar pra ela com mais detalhes. Ela vestia uma calça jeans preta, umas botas marrom escuro com salto quadrado baixinho, uma camiseta preta sem manga. Colada no corpo magro dela, desenhava perfeitamente uns peitos pequeninos terminados em bicos pontudos.
Era bem magra, mas não dava a impressão de sofrer de anorexia. A longa cabeleira loira e levemente cacheada chegava até o meio das costas, e os olhos grandes dela pareciam ocupar o rosto inteiro. Uns lábios sensuais deixavam entrever uns dentes meio separados, o que dava um ar ainda mais jovem pra ela.
Lá pelas dez, descemos pra comer na cozinha. Um jantar animado onde se falou da riqueza da natureza da região, do trabalho da anfitriã, sexóloga, e da paixão em comum pela flora e fauna do lugar. As histórias dos passeios dela pelas matas nos arrancaram muitas risadas, e sem perceber já era meia-noite. Quando me levantei dizendo que se me desculpassem, ia descansar, a Vanesa pulou e falou que nada disso, que amanhã eu podia descansar e que a gente ia no Mao-Mao tomar sidra. "Jovem, não acho boa ideia nos abandonar tão cedo" — meu anfitrião me deixou entender que tinham planejado uma saída no centro.
A Blazer ia rápida naquelas estradinhas estreitas cheias de lama, e eu rezei pra que nosso motorista não bebesse demais na volta.
Fazia um frio do caralho, e foi de novo um contraste violento entrar naquela balada cheia de gente. As solas grudavam no chão por causa da bebida derramada. O barulho era ensurdecedor e dificultava nossas conversas. A média de idade ali girava entre vinte e cinco e trinta anos.
Não lembro quanta sidra a gente bebeu. Também não lembro quantas pessoas me apresentaram nem quem eram. Só sei que a Vanesa fazia comentários muito engraçados, embora bem respeitosos, sobre cada um, e a gente riu pra caralho. No final, lembro que fomos pro carro de mãos dadas. descoroados.
Reconheço que também não lembro como foi a volta. Tomei banho e fui pra cama com a cabeça meio pesada, dormi até as dez da manhã de sexta. A casa tava vazia e tinha uma garrafa térmica com café quente na mesa da cozinha. Tava tomando café quando meu anfitrião apareceu. Ele tinha ido passear com o pastor alemão dele pelas trilhas perto dali e voltou de bom humor, me disse que a Vanesa contava comigo pra fazer uma excursão até um lago isolado ao meio-dia e que a esposa dele tinha preparado um piquenique pra gente. Meu olhar cético fez ele dizer que a juventude precisava da promiscuidade dos adultos, que qualquer experiência era válida e que eu não me preocupasse em deixar eles sozinhos, que tempo a gente tinha pra conversar. Além disso, ele contava comigo pra tirar fotos diferentes da região pra coleção dele.
Enquanto eu terminava, apareceram a mulher dele e a neta voltando das compras. A alegria reinava nessa família e era gostoso se sentir em casa, acolhido por gente tão simples e culta.
A Vanesa foi pro quarto dela se trocar e apareceu com uns tênis de trilha, short de tecido e o suéter que eu tinha visto nela ontem. Ela me recomendou experimentar um dos pares de sapato que tinham num armário e, depois de achar o que servia, fomos de carro até uns morros lindos. Estacionamos o carro numa estrada de terra e começamos a caminhada. O frescor do ar já deixava adivinhar a necessidade das jaquetas que a gente levava na mochila. Ia fazer frio lá em cima.
A vista do lago era linda do lugar que a gente escolheu pra comer os sanduíches. A cerveja veio bem pra ajudar na digestão antes de tirar as fotos que o avô tinha pedido. A verdade é que saíram mais fotos da Vanesa do que das paisagens, mas ela parecia uma boneca de porcelana com essa carinha de menina tão branca e esse corpo que parecia tão frágil. Passamos um tempão conversando sobre a vida dela, tão intensa pra idade que tem, sobre os projetos dela, e já era tarde quando a gente começou a Caminho de volta de mãos dadas.
No carro, ela me disse que às sextas-feiras tinha umas noites bem quentes numa balada nos arredores de Salta, a uns poucos quilômetros de Vaqueros. Pediu pra eu acompanhá-la. Falei que, se o avô dela não visse problema em eu deixá-lo na mão, adoraria conhecer o clima noturno. De volta pra casa, comentei com ele e ele me incentivou a sair com a neta. Disse que a neta era muito mais madura do que a idade deixava transparecer e que sabia escolher seus parceiros pra sair. Tudo isso com um sorriso estranho que me deixou matutando por um bom tempo.
Tempo de tomar um banho, escolher entre a calça jeans azul claro e a calça jeans azul claro (no final, vesti a azul claro), uma camisa, e jantar. Ficamos conversando sobre o estado da estrada que eu ia pegar. Tive que dirigir a Blazer, e fiquei meio com o pé atrás em pegá-la à noite nessas estradas desconhecidas. Vanesa apareceu com um álbum de fotos e começou a me mostrar umas fotos dela que um amigo fotógrafo tinha tirado. Eram fotos de nu artístico, revelando o corpo magro dela, o peito tão pequeno mas muito atraente, e umas curvas suaves porém gostosas. O avô dela disse que não sabia se ela tava fazendo bem em me mostrar aquilo antes de pegar estrada com o carro dele. O tom de brincadeira me deixou meio vermelho. A verdade é que meu corpo reagiu na hora ao ver aquelas fotos tão sensuais.
Entre uma e outra instrução do caminho, Vanesa me contava o quanto adorava posar, os contatos dela com os fotógrafos de imprensa, com os amigos do avô, contou a vida da família dela e, antes que eu percebesse, estávamos na porta da balada. O estacionamento cheio de carros, uma chuva fria, e ela com a calça preta, umas botas de couro preto de salto alto e um top preto por baixo do suéter. Ela tinha se maquiado bem levemente nos olhos e os lábios brilhavam. Me deu uma certa agonia pensar que eu tava olhando pra ela com olhos de desejo quando ela tinha pouco mais que a idade da minha filha mais velha. Ela parecia bem à vontade. à vontade nessa situação e o pessoal não nos olhava com ar inquisidor, apesar de estarmos de mãos dadas.
Muita gente ocupava a pista de dança e, assim que entramos, ela pegou uma cadeira, tirou o suéter, me arrastou até o bar e pedimos umas doses. Começamos a olhar o pessoal ali e a comentar o clima quando uma melodia lenta começou a tocar. Ela largou a dose na primeira mesa que encontrou e me levou pra pista. Grudados, me deu um beijo na boca. Diante da minha falta de reação, me disse que o avô dela fala pra deixar o superficial de lado e focar só no essencial. Esse último, no nosso caso, é que a gente se deseja. O superficial é a diferença de idade.
Uma corrente de porquês passou pela minha cabeça naquele momento. Porquês do amor, porquês das circunstâncias, porquês das barreiras. E me peguei dizendo pra ela me dar o amor dela, me dar o corpo dela. Ela se grudou mais forte em mim e a gente se perdeu num beijo que durou até a música acabar. Naquela hora, eu precisava das mãos dela em cima de mim, da voz dela, do coração dela.
Nosso abraço durou quase uma hora. Tava muito quente, e os olhos dela diziam que ela também tava. Continuamos tomando mais uns drinks, dançando um pouco, batendo papo com uns conhecidos que ela encontrou, e não passava das três quando voltamos pra casa.
Ela me levou pro último andar da casa, onde a lareira ainda tava vermelha. Um calorzinho gostoso ainda saía das brasas, e ela arrastou um tapete pro pé do fogo. Jogou umas lenhas que pegaram fogo na hora e se deitou, me convidando pra ficar do lado dela. Cochichou pra eu não me preocupar, que ninguém ia subir, e me beijou, subindo em cima de mim. Tirou o suéter dela e tirou o meu. As cadeiras dela tavam dançando, esfregando a buceta dela na minha. Quando percebeu que eu não aguentava mais, parou, tirou meu cinto, abriu minha calça e a mão dela puxou meu pau pra fora da cueca. Minha mão começou a acariciar o peito doce dela, e ela começou a chupar meu pau. Quando eu tentei abrir a calça dela, ela disse que não, hoje à noite não, e ela me leva ao sétimo céu com a boca dela. Eu tinha percebido que ela estava se masturbando por cima da calça enquanto me amava.
Me limpo tudo com a língua antes de fechar minha calça, meu cinto, e ela se deitou ao meu lado. Nosso beijo foi apaixonado e ela me disse baixinho no ouvido que tinha aproveitado muito, tanto quanto eu, e se virou, pegando minha mão para que eu a abraçasse, colocando-a no peito dela.
A voz da avó dizendo que íamos ficar com o corpo dolorido por ter dormido no chão me acordou e percebi que a Vanesa ainda estava nos meus braços, embora mais acordada do que eu. Acho que minha cara de vergonha divertiu muito a dona da casa, porque ela riu bastante. Só disse: "filho, quando a Vanesa quer alguma coisa, não tem 'mas' que segure", e foi preparar o café pra gente.
Meu mal-estar passou rápido graças às brincadeiras e à doçura dos meus anfitriões. Conversamos no pouco de manhã que restava, saímos para almoçar com um pintor da região e a amiga dele. Na sobremesa, comentamos sobre o estilo de vida dos artistas, a filosofia deles, as relações sexuais intergeracionais, e caí na real de que eles já estavam assumindo que a Vanesa e eu tínhamos tido um encontro amoroso. A verdade é que nosso comportamento deixava muitas pistas, e esses roços de mão tão frequentes não enganavam ninguém, nem os olhares quase discretos que trocávamos.
Saímos do restaurante às seis da tarde e fomos passear com o cachorro por uma hora, nos beijando a cada dez passos, e voltamos pra sair pra tomar sidra com os avós. Petiscamos enquanto continuávamos filosofando e bebendo, e às onze voltamos pra casa. Depois de nos despedirmos dos avós, a Vanesa me disse que depois do banho me esperava no quarto dela.
Ela estava usando uma camisola de seda rosa. A transparência deixava adivinhar o peito adolescente dela e os quadris livres de qualquer peça de roupa. Assim que a vi, deu vontade de acariciar o corpo dela a noite toda. Ela se aproximou de mim e tirou minha calça jeans, única peça que Ela estava por cima de mim e me deitou na cama. Se movia com uma graça muito sensual e vi como os mamilos dela ficaram duros quando comecei a acariciar as pernas dela. Ela tinha uma pele muito doce e foi difícil resistir à tentação de tirar a camisola dela na hora. Meus dedos iam dos peitos dela até o umbigo, passavam pelo pescoço, pelas costas, e eu me esforcei para não chegar perto da buceta dela no começo. Queria aproveitar cada centímetro dela antes de chegar na sua caverninha quente. As poucas curvas dela eram mais perceptíveis ao toque do que à vista, e minhas mãos pararam um bom tempo na bunda dela. Quando finalmente aproximei minha mão da buceta dela, ela se afastou e disse que ia ser minha, mas do jeito dela. Ela me virou e me colocou de barriga para cima na cama. Pensei que íamos repetir o que rolou ontem à noite, mas ela começou a acariciar meu pau com os dedos de uma mão enquanto se tocava com a outra. Depois de bem molhadinhos, ela aproximou os dedos da minha boca para eu chupar. Me deliciei com aquele gosto e quase gozei quando ela acelerou um pouco o ritmo das carícias.
Ela percebeu e tirou a mão do meu pau para começar a me beijar suavemente. O beijo durou o tempo suficiente para meu tesão voltar a um nível menos crítico. Foi quando ela passou uma perna por cima de mim, tirou a camisola, finalmente me revelando o corpo inteiro nu, e aproximou a buceta dela da minha. Ainda não tinham se tocado, e nossos olhos já brilhavam. Um ardor insuportável nos invadiu, e quase gritamos quando nossas bocetas se encontraram. Um beijo selvagem acompanhou a penetração. Perdemos o controle da situação, e numa enfiada mais violenta que as outras, notei que ela gozou, o que provocou meu jato de porra dentro dela. Foi um orgasmo muito longo, algo raro, e caímos exaustos para dormir de novo abraçados até que nossos corpos nos acordassem pedindo mais. Ainda era noite, e o abajur continuava aceso. Dediquei um bom tempo admirando aquele corpo nu antes de subir em cima dela. Nossos olhos trocavam palavras de amor e quando notei que ele estava prestes a gozar, me afastei e ele ficou de quatro, me oferecendo a bunda. Segurei seus quadris e entrei devagarzinho nela. Eu dava um movimento lento com as mãos e ela começou a gemer, arqueando as costas ao máximo. Ela me pediu para puxar o cabelo dela, e comecei a puxar. Os gemidos dela ficavam mais fortes a cada estocada e ela começava a se mover cada vez mais rápido e forte. Minha outra mão empurrava a base das costas dela para baixo, forçando ela a se esforçar mais nos movimentos para vir se empalar em mim. Depois de alguns minutos, vi ela levar a mão ao clitóris e começar a se masturbar cada vez mais rápido.
Caímos exaustos e voltamos a dormir até tarde no domingo. Depois de tomar banho, ela disse que precisava ir para a casa dos pais depois do almoço, e foi o que fez. Terminei a tarde conversando com os avós dela, voltamos a tocar no assunto do amor intergeracional, combinamos de nos ver de novo antes do fim do ano, e voltei meditando o caminho todo até Salta. Ela me fez envelhecer antes do tempo, voltei pra casa ferido de amor, passei noites olhando pro céu, ela não saía da minha cabeça. Sonhei que dançava atrás da neblina, desde então conto os dias, os que passaram, os que ainda faltam, pra acabar com nossa história. Tantas coisas mudaram, tantas coisas vão mudar.
Não há amor sem história... não há história sem amor!
Entrei pela primeira porta que encontrei, que dava direto na sala. Pelos vidros dava pra ver um casal bem simples sentado numa mesinha, lendo uns jornais. Muita paz transparecia nessa cena. Bati na porta e uma voz mandou eu entrar. Fui recebido pelo calor da lareira assim que abri a porta. Tava frio lá fora, e o ambiente quentinho caiu super bem. O cheiro de café me acolheu com a mesma força que o aperto de mão do meu anfitrião. A esposa dele se levantou pra me cumprimentar e me convidaram pra sentar à mesa e tomar um café.
O convite veio de uma conversa que ele teve com o amigo Alejandro, que também é meu conhecido, e que contou sobre as longas conversas que tivemos juntos na minha última viagem a Mendoza e recomendou que ele me encontrasse. Ele tava muito impressionado por estar diante de um tal personagem, uma eminência na área dele.
Eram oito da noite, já tava escurecendo, e eles me mostraram a casa de três andares e meu quarto. Gostei de tudo, da madeira, do rústico, mas principalmente do último andar, enorme, cheio de tapetes, uma lareira acesa, uma televisão e muitos livros nas estantes. Duas janelonas deixavam ver as últimas luzes do dia iluminando a névoa que se instalava devagar nos morros.
A gente tava sentado, eu e ele, nos sofás desse andar, a esposa dele preparando umas empanadas salteñas tradicionais pro jantar, quando entrou uma moça nova, uns vinte anos, e ele me apresentou como neta dele. Ela passava longas temporadas com os avós.
Ela me explicou que tinha vinte e um anos, que terminou o ensino médio aos 17 e tava terminando os 5 anos de licenciatura em história em Tucumán antes de ir estudar uma especialização na UBA (Universidade de Buenos Aires). em História Antiga.
Quando ela tirou o suéter de lã grossa preta que estava usando, pude olhar pra ela com mais detalhes. Ela vestia uma calça jeans preta, umas botas marrom escuro com salto quadrado baixinho, uma camiseta preta sem manga. Colada no corpo magro dela, desenhava perfeitamente uns peitos pequeninos terminados em bicos pontudos.
Era bem magra, mas não dava a impressão de sofrer de anorexia. A longa cabeleira loira e levemente cacheada chegava até o meio das costas, e os olhos grandes dela pareciam ocupar o rosto inteiro. Uns lábios sensuais deixavam entrever uns dentes meio separados, o que dava um ar ainda mais jovem pra ela.
Lá pelas dez, descemos pra comer na cozinha. Um jantar animado onde se falou da riqueza da natureza da região, do trabalho da anfitriã, sexóloga, e da paixão em comum pela flora e fauna do lugar. As histórias dos passeios dela pelas matas nos arrancaram muitas risadas, e sem perceber já era meia-noite. Quando me levantei dizendo que se me desculpassem, ia descansar, a Vanesa pulou e falou que nada disso, que amanhã eu podia descansar e que a gente ia no Mao-Mao tomar sidra. "Jovem, não acho boa ideia nos abandonar tão cedo" — meu anfitrião me deixou entender que tinham planejado uma saída no centro.
A Blazer ia rápida naquelas estradinhas estreitas cheias de lama, e eu rezei pra que nosso motorista não bebesse demais na volta.
Fazia um frio do caralho, e foi de novo um contraste violento entrar naquela balada cheia de gente. As solas grudavam no chão por causa da bebida derramada. O barulho era ensurdecedor e dificultava nossas conversas. A média de idade ali girava entre vinte e cinco e trinta anos.
Não lembro quanta sidra a gente bebeu. Também não lembro quantas pessoas me apresentaram nem quem eram. Só sei que a Vanesa fazia comentários muito engraçados, embora bem respeitosos, sobre cada um, e a gente riu pra caralho. No final, lembro que fomos pro carro de mãos dadas. descoroados.
Reconheço que também não lembro como foi a volta. Tomei banho e fui pra cama com a cabeça meio pesada, dormi até as dez da manhã de sexta. A casa tava vazia e tinha uma garrafa térmica com café quente na mesa da cozinha. Tava tomando café quando meu anfitrião apareceu. Ele tinha ido passear com o pastor alemão dele pelas trilhas perto dali e voltou de bom humor, me disse que a Vanesa contava comigo pra fazer uma excursão até um lago isolado ao meio-dia e que a esposa dele tinha preparado um piquenique pra gente. Meu olhar cético fez ele dizer que a juventude precisava da promiscuidade dos adultos, que qualquer experiência era válida e que eu não me preocupasse em deixar eles sozinhos, que tempo a gente tinha pra conversar. Além disso, ele contava comigo pra tirar fotos diferentes da região pra coleção dele.
Enquanto eu terminava, apareceram a mulher dele e a neta voltando das compras. A alegria reinava nessa família e era gostoso se sentir em casa, acolhido por gente tão simples e culta.
A Vanesa foi pro quarto dela se trocar e apareceu com uns tênis de trilha, short de tecido e o suéter que eu tinha visto nela ontem. Ela me recomendou experimentar um dos pares de sapato que tinham num armário e, depois de achar o que servia, fomos de carro até uns morros lindos. Estacionamos o carro numa estrada de terra e começamos a caminhada. O frescor do ar já deixava adivinhar a necessidade das jaquetas que a gente levava na mochila. Ia fazer frio lá em cima.
A vista do lago era linda do lugar que a gente escolheu pra comer os sanduíches. A cerveja veio bem pra ajudar na digestão antes de tirar as fotos que o avô tinha pedido. A verdade é que saíram mais fotos da Vanesa do que das paisagens, mas ela parecia uma boneca de porcelana com essa carinha de menina tão branca e esse corpo que parecia tão frágil. Passamos um tempão conversando sobre a vida dela, tão intensa pra idade que tem, sobre os projetos dela, e já era tarde quando a gente começou a Caminho de volta de mãos dadas.
No carro, ela me disse que às sextas-feiras tinha umas noites bem quentes numa balada nos arredores de Salta, a uns poucos quilômetros de Vaqueros. Pediu pra eu acompanhá-la. Falei que, se o avô dela não visse problema em eu deixá-lo na mão, adoraria conhecer o clima noturno. De volta pra casa, comentei com ele e ele me incentivou a sair com a neta. Disse que a neta era muito mais madura do que a idade deixava transparecer e que sabia escolher seus parceiros pra sair. Tudo isso com um sorriso estranho que me deixou matutando por um bom tempo.
Tempo de tomar um banho, escolher entre a calça jeans azul claro e a calça jeans azul claro (no final, vesti a azul claro), uma camisa, e jantar. Ficamos conversando sobre o estado da estrada que eu ia pegar. Tive que dirigir a Blazer, e fiquei meio com o pé atrás em pegá-la à noite nessas estradas desconhecidas. Vanesa apareceu com um álbum de fotos e começou a me mostrar umas fotos dela que um amigo fotógrafo tinha tirado. Eram fotos de nu artístico, revelando o corpo magro dela, o peito tão pequeno mas muito atraente, e umas curvas suaves porém gostosas. O avô dela disse que não sabia se ela tava fazendo bem em me mostrar aquilo antes de pegar estrada com o carro dele. O tom de brincadeira me deixou meio vermelho. A verdade é que meu corpo reagiu na hora ao ver aquelas fotos tão sensuais.
Entre uma e outra instrução do caminho, Vanesa me contava o quanto adorava posar, os contatos dela com os fotógrafos de imprensa, com os amigos do avô, contou a vida da família dela e, antes que eu percebesse, estávamos na porta da balada. O estacionamento cheio de carros, uma chuva fria, e ela com a calça preta, umas botas de couro preto de salto alto e um top preto por baixo do suéter. Ela tinha se maquiado bem levemente nos olhos e os lábios brilhavam. Me deu uma certa agonia pensar que eu tava olhando pra ela com olhos de desejo quando ela tinha pouco mais que a idade da minha filha mais velha. Ela parecia bem à vontade. à vontade nessa situação e o pessoal não nos olhava com ar inquisidor, apesar de estarmos de mãos dadas.
Muita gente ocupava a pista de dança e, assim que entramos, ela pegou uma cadeira, tirou o suéter, me arrastou até o bar e pedimos umas doses. Começamos a olhar o pessoal ali e a comentar o clima quando uma melodia lenta começou a tocar. Ela largou a dose na primeira mesa que encontrou e me levou pra pista. Grudados, me deu um beijo na boca. Diante da minha falta de reação, me disse que o avô dela fala pra deixar o superficial de lado e focar só no essencial. Esse último, no nosso caso, é que a gente se deseja. O superficial é a diferença de idade.
Uma corrente de porquês passou pela minha cabeça naquele momento. Porquês do amor, porquês das circunstâncias, porquês das barreiras. E me peguei dizendo pra ela me dar o amor dela, me dar o corpo dela. Ela se grudou mais forte em mim e a gente se perdeu num beijo que durou até a música acabar. Naquela hora, eu precisava das mãos dela em cima de mim, da voz dela, do coração dela.
Nosso abraço durou quase uma hora. Tava muito quente, e os olhos dela diziam que ela também tava. Continuamos tomando mais uns drinks, dançando um pouco, batendo papo com uns conhecidos que ela encontrou, e não passava das três quando voltamos pra casa.
Ela me levou pro último andar da casa, onde a lareira ainda tava vermelha. Um calorzinho gostoso ainda saía das brasas, e ela arrastou um tapete pro pé do fogo. Jogou umas lenhas que pegaram fogo na hora e se deitou, me convidando pra ficar do lado dela. Cochichou pra eu não me preocupar, que ninguém ia subir, e me beijou, subindo em cima de mim. Tirou o suéter dela e tirou o meu. As cadeiras dela tavam dançando, esfregando a buceta dela na minha. Quando percebeu que eu não aguentava mais, parou, tirou meu cinto, abriu minha calça e a mão dela puxou meu pau pra fora da cueca. Minha mão começou a acariciar o peito doce dela, e ela começou a chupar meu pau. Quando eu tentei abrir a calça dela, ela disse que não, hoje à noite não, e ela me leva ao sétimo céu com a boca dela. Eu tinha percebido que ela estava se masturbando por cima da calça enquanto me amava.
Me limpo tudo com a língua antes de fechar minha calça, meu cinto, e ela se deitou ao meu lado. Nosso beijo foi apaixonado e ela me disse baixinho no ouvido que tinha aproveitado muito, tanto quanto eu, e se virou, pegando minha mão para que eu a abraçasse, colocando-a no peito dela.
A voz da avó dizendo que íamos ficar com o corpo dolorido por ter dormido no chão me acordou e percebi que a Vanesa ainda estava nos meus braços, embora mais acordada do que eu. Acho que minha cara de vergonha divertiu muito a dona da casa, porque ela riu bastante. Só disse: "filho, quando a Vanesa quer alguma coisa, não tem 'mas' que segure", e foi preparar o café pra gente.
Meu mal-estar passou rápido graças às brincadeiras e à doçura dos meus anfitriões. Conversamos no pouco de manhã que restava, saímos para almoçar com um pintor da região e a amiga dele. Na sobremesa, comentamos sobre o estilo de vida dos artistas, a filosofia deles, as relações sexuais intergeracionais, e caí na real de que eles já estavam assumindo que a Vanesa e eu tínhamos tido um encontro amoroso. A verdade é que nosso comportamento deixava muitas pistas, e esses roços de mão tão frequentes não enganavam ninguém, nem os olhares quase discretos que trocávamos.
Saímos do restaurante às seis da tarde e fomos passear com o cachorro por uma hora, nos beijando a cada dez passos, e voltamos pra sair pra tomar sidra com os avós. Petiscamos enquanto continuávamos filosofando e bebendo, e às onze voltamos pra casa. Depois de nos despedirmos dos avós, a Vanesa me disse que depois do banho me esperava no quarto dela.
Ela estava usando uma camisola de seda rosa. A transparência deixava adivinhar o peito adolescente dela e os quadris livres de qualquer peça de roupa. Assim que a vi, deu vontade de acariciar o corpo dela a noite toda. Ela se aproximou de mim e tirou minha calça jeans, única peça que Ela estava por cima de mim e me deitou na cama. Se movia com uma graça muito sensual e vi como os mamilos dela ficaram duros quando comecei a acariciar as pernas dela. Ela tinha uma pele muito doce e foi difícil resistir à tentação de tirar a camisola dela na hora. Meus dedos iam dos peitos dela até o umbigo, passavam pelo pescoço, pelas costas, e eu me esforcei para não chegar perto da buceta dela no começo. Queria aproveitar cada centímetro dela antes de chegar na sua caverninha quente. As poucas curvas dela eram mais perceptíveis ao toque do que à vista, e minhas mãos pararam um bom tempo na bunda dela. Quando finalmente aproximei minha mão da buceta dela, ela se afastou e disse que ia ser minha, mas do jeito dela. Ela me virou e me colocou de barriga para cima na cama. Pensei que íamos repetir o que rolou ontem à noite, mas ela começou a acariciar meu pau com os dedos de uma mão enquanto se tocava com a outra. Depois de bem molhadinhos, ela aproximou os dedos da minha boca para eu chupar. Me deliciei com aquele gosto e quase gozei quando ela acelerou um pouco o ritmo das carícias.
Ela percebeu e tirou a mão do meu pau para começar a me beijar suavemente. O beijo durou o tempo suficiente para meu tesão voltar a um nível menos crítico. Foi quando ela passou uma perna por cima de mim, tirou a camisola, finalmente me revelando o corpo inteiro nu, e aproximou a buceta dela da minha. Ainda não tinham se tocado, e nossos olhos já brilhavam. Um ardor insuportável nos invadiu, e quase gritamos quando nossas bocetas se encontraram. Um beijo selvagem acompanhou a penetração. Perdemos o controle da situação, e numa enfiada mais violenta que as outras, notei que ela gozou, o que provocou meu jato de porra dentro dela. Foi um orgasmo muito longo, algo raro, e caímos exaustos para dormir de novo abraçados até que nossos corpos nos acordassem pedindo mais. Ainda era noite, e o abajur continuava aceso. Dediquei um bom tempo admirando aquele corpo nu antes de subir em cima dela. Nossos olhos trocavam palavras de amor e quando notei que ele estava prestes a gozar, me afastei e ele ficou de quatro, me oferecendo a bunda. Segurei seus quadris e entrei devagarzinho nela. Eu dava um movimento lento com as mãos e ela começou a gemer, arqueando as costas ao máximo. Ela me pediu para puxar o cabelo dela, e comecei a puxar. Os gemidos dela ficavam mais fortes a cada estocada e ela começava a se mover cada vez mais rápido e forte. Minha outra mão empurrava a base das costas dela para baixo, forçando ela a se esforçar mais nos movimentos para vir se empalar em mim. Depois de alguns minutos, vi ela levar a mão ao clitóris e começar a se masturbar cada vez mais rápido.
Caímos exaustos e voltamos a dormir até tarde no domingo. Depois de tomar banho, ela disse que precisava ir para a casa dos pais depois do almoço, e foi o que fez. Terminei a tarde conversando com os avós dela, voltamos a tocar no assunto do amor intergeracional, combinamos de nos ver de novo antes do fim do ano, e voltei meditando o caminho todo até Salta. Ela me fez envelhecer antes do tempo, voltei pra casa ferido de amor, passei noites olhando pro céu, ela não saía da minha cabeça. Sonhei que dançava atrás da neblina, desde então conto os dias, os que passaram, os que ainda faltam, pra acabar com nossa história. Tantas coisas mudaram, tantas coisas vão mudar.
Não há amor sem história... não há história sem amor!
10 comentários - ¡No hay amor sin historia... no hay historia sin amor!
me gusto
sos una grosaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
YARARAGUAZU P! Gracias por el post,
yo pase por tu post ,pasa por los mios
quien comenta agradece