Olá, sou a Wendy e isso aconteceu quando eu tinha 23 anos e um corpo que parecia determinado a chamar atenção, mesmo eu fazendo de tudo pra evitar. Minha bunda era grande e avantajada, uma curva pronunciada que o tecido das calças nunca conseguia disfarçar, por mais larga que fosse a roupa. Contrastava com minha barriga, que se mantinha firme graças aos exercícios que eu fazia na academia há pouco tempo, e com meus peitinhos pequenos, que eu não tentava esconder debaixo de camadas de roupa.
Na maioria dos dias, eu me esforçava pra manter minha aparência, sim. Mas não era questão de chamar atenção de qualquer um, e sim de me sentir eu mesma. Por isso escolhia roupas curtas e justas; a sensação do tecido apertado era como um abraço constante que me lembrava onde eu terminava e o mundo começava. Já a maquiagem, eu reduzia ao mínimo. Um pouco de rímel pra despertar o olhar, um toque de cor nos lábios e pronto. Preferia que minha pele respirasse.
Meu marido Bryan e eu nos conhecemos como muitos, aos 20, bêbados e numa festa. Até então, eu tinha sido meio sem freio nos meus relacionamentos, pulando de um cara pra outro. Até fiz um menage numa bebedeira da faculdade.
Achei que Bryan era bom o suficiente pra uma aventura de uma noite. Era gato, muito gato, com a cabeça quase raspada, e acabou sendo um amante incrivelmente atencioso. Adorava chupar minha buceta, mesmo que a penetração geralmente terminasse rápido. Aquelas noites casuais viraram uma a cada dois dias, e senti a atração e a estabilidade de um relacionamento sério. Os primeiros anos do nosso casamento foram felizes, mas a vida e a tragédia apareceram.
Os pais do Bryan eram relativamente jovens quando tiveram filhos, mas mesmo assim, desde que conheci o Bryan, a mãe dele enfrentava uma doença debilitante. Mal dois anos depois de casarmos, ela faleceu.
Nos anos seguintes, Bryan e os irmãos dele ficaram cada vez mais incomodados com as escolhas de vida do pai. Viagens caras demais, presentes extravagantes pra todos os netos e boatos de um "estilo de vida estranho" que ele levava em segredo. Não era que eles se importassem com herança ou com a saúde dele a longo prazo; era só uma ansiedade geral de que ele estivesse exagerando demais.
Semana passada, ele disse que precisava se mudar da casa da família "por algumas semanas", e correram muitos boatos sobre o que poderia ser. Será que ele estava alugando? Tinha algum reparo que não podia pagar? Ou ia vender?
Eu nunca me importei com esse tipo de problema entre os irmãos do Bryan. Thiago, meu sogro, me parecia um homem muito doce, tentando aproveitar a vida que tinha. Afinal, ele era relativamente jovem pra ser viúvo; e pra uma pessoa de cinquenta e poucos anos que se cuida, tem muita alegria pela frente e muito pra viver. Então, de bom grado, me ofereci pra ele ficar com o Bryan e comigo durante essas semanas.
Antes da chegada dele, eu corria pela casa, arrumando os últimos trecos e preparando o quarto de hóspedes pro Thiago. A gente morava numa casa modesta estilo rancho, de três quartos, mas tinha deixado de lado algumas tarefas domésticas mais básicas. O Bryan viajava a trabalho a cada duas semanas; então, de certa forma, nossa casa parecia mais uma residência temporária. Mas com a chegada do Thiago, sentia a pressão de transformar nosso lugar num espaço acolhedor e num verdadeiro refúgio.
Enquanto eu limpava os últimos restos de sujeira da geladeira, o Bryan ficava rondando sem graça atrás de mim, apoiado na bancada, até que, nervoso, finalmente falou.
— Tem uma coisa que preciso te contar sobre ele... — disse o Bryan. Fazia tempo que não o via tão ansioso.
— O quê? Seu pai tem algum problema de saúde?
— Não, não é tão grave assim, é só que ele tem um problema meio desconfortável.
Parei de fazer as tarefas de casa e prestei toda a atenção nele.
— É por isso que todo mundo tá agindo tão estranho?
O Bryan assentiu e finalmente falou baixinho:
— É que... meu pai é meio nudista.
Isso era a última coisa que eu esperava ouvir. Não achei desconfortável, desagradável nem repulsivo. Na verdade, achei engraçado e fiz o possível pra segurar o riso.
— O quê? Tipo, ele curte ir pra uma praia de nudismo ou algo assim?
— Ah, com certeza. Mas é mais que isso... ele simplesmente anda pela casa, peladão e de boa.
— O quê? — agora sim, eu ri baixinho.
— Olha, não acho tão engraçado assim — ele disse.
Tentei adotar um tom mais sério e compreensivo.
— Desculpa, desculpa, e não é engraçado, acho que é quase charmoso. Faz quanto tempo que isso acontece?
— Ah, não muito depois que minha mãe morreu. Acho que quando não tinha mais ninguém por perto, ele simplesmente parou de usar roupa e se acostumou.
— Ele vai querer fazer isso aqui?
O Bryan deu de ombros.
— Ele não mencionou e eu não perguntei. Você se importa se ele... —faz? Posso pedir pra ele se vestir se você se sentir desconfortável.
—Por favor, quero que ele se sinta em casa, tudo bem. Nada que eu já não tenha visto. Na real, ele é bem gostoso e tá em forma pra um homem da idade dele —falei.
Ser alto e ter uma cabeleira grisalha cheia também não fazia mal.
—Mas... ele não espera que a gente faça isso, sabe? —completei.
A cara de surpresa se desenhou no Bryan.
—Nem em um milhão de anos. Ele já brincou umas vezes dizendo que eu também podia andar por aí assim, mas nunca me pediu. E olha, ele não é um tarado, ok? É só como ele se sente confortável.
—Ei, olha, tá tudo bem, de verdade. Fico feliz que ele encontre formas de se expressar e se sinta em casa aqui. Sem problema.
Thiago chegou pouco depois do jantar, num turbilhão de malas e umas caixas. Dei um abraço forte nele.
—Que bom te ver! Foi fácil dirigir até aqui? —perguntei enquanto o abraçava.
—Ah, claro que sim, não tenho do que reclamar. Valeu por ser tão gentil.
—Com todo prazer! Por favor, se precisar de algo, é só falar. Sabe onde fica o quarto de hóspedes, né? O Bryan pode levar toda a sua bagagem pra lá.
Dei um cutucão leve no Bryan pra ele se mexer.
—Fico feliz em te ver, pai —ele disse finalmente, e depois deu um aperto de mão que o Thiago transformou num abraço estranho.
—É... também fico feliz em te ver. Ei, quando eu me instalar um pouco, trouxe umas garrafas boas de vinho de agradecimento. Vocês topam abrir e passar uma noite boa?
Quando eu ia falar que sim, o Bryan se meteu:
—Valeu, mas eu saio muito cedo amanhã, não ia rolar. Provavelmente vamos dormir cedo.
Me irritou que o Bryan me incluiu no plano dele de ir pra cama cedo. Thiago pareceu visivelmente decepcionado.
—Ah, tudo bem. Viagem de trabalho?
—É, infelizmente vou ficar fora por uma semana mais ou menos.
—Mas eu vou estar aqui —intervim pra mudar o clima—, não vai ficar tão sozinho, espero.
—Ah, que legal. Bom, vou deixar vocês passarem a noite juntinhos; uma semana é tempo demais separados —disse ele, com uma piscadela. Fiquei vermelha com a indireta.
—É, então... tá bom, boa noite!
Mais tarde naquela noite, acabei dando uma indireta pro Bryan. Nossa vida sexual andava meio morna ultimamente, mesmo quando os dois estavam em casa; nunca estávamos no clima ao mesmo tempo. Bryan apagou logo depois que as luzes se apagaram, me deixando sozinha e sem sono. Depois de uma hora ou mais rolando na cama, resolvi escapar do quarto e ler um pouco na sala.
Saí com meu pijama de sempre: sem sutiã, uma camiseta velha e um shorts.
Ao passar pela cozinha, me surpreendi um pouco ao encontrar meu sogro lá, curvado sobre a geladeira, aparentemente de roupão.
— Tá tudo bem no quarto de hóspedes? — perguntei.
Ele se virou, e foi aí que vi de relance. O roupão dele estava aberto no meio, sem nada por baixo, revelando o corpo inteiro. Thiago tinha uma barriga considerável, típica de um homem da idade dele, e estava bem bronzeado. Pra minha surpresa, ele era todo depilado e não consegui evitar dar uma olhada no pau do meu sogro. E olha que era um membro e tanto. Comprido e grosso, mesmo completamente mole.
— Ah, não se preocupa comigo, só tô vendo o que posso comer — ele disse.
Um silêncio constrangedor tomou conta do ambiente, enquanto eu continuava olhando pra aquele pauzão e pensando: "Será que tá um pouco duro?", me perguntei. "Já é bem grande, uns dezoito centímetros pelo que parece. Quão grande ficaria ereto?"
Não tinha nenhuma reclamação do pau do Bryan, mas o dele não era assim. E mais, como ele depilava tão bem, sem nenhum fio de pelo?
Ele pigarreou, deu uma risadinha e disse:
— Meus olhos estão aqui em cima.
O comentário dele quebrou o encanto, e eu percebi o que tava fazendo. Olhei pra ele nos olhos na hora.
— Ah, meu Deus, me desculpa muito. Não quis ficar encarando, só... você me pegou de surpresa.
Thiago fez um esforço meio sem vontade pra fechar o roupão, mas eu intervim:
— Ah, não se preocupa com isso. O Bryan me disse que às vezes você anda por aí assim.
— O que ele disse? Que sou meio nudista?
Ele me forçava a olhar nos olhos dele, quase a ponto de me deixar sem graça.
— É, e tudo bem. Queremos que você se sinta tão à vontade aqui quanto na sua casa. Por favor, me avisa se precisar de algo. Vou voltar pro nosso quarto, boa noite.
Voltei pro quarto correndo, completamente esquecendo que queria ler um pouco. Quando cheguei, bati a porta, ainda de olhos arregalados e segurando uma risadinha.
O Bryan acordou. E perguntou, sonolento:
—Tudo bem?
Mordendo o lábio, falei:
—Vi seu pai.
Bryan concordou levemente.
—Ah, é? Ele precisa de algo?
Balancei a cabeça, sorrindo com superioridade.
—Não, quero dizer, vi... tudo... do seu pai.
—Ohhhh... —ele respondeu—. Tá de boa? Espera, por que você tá rindo?
—Bom, dei uma olhada, sabe, e era... —fiz um gesto com as mãos pra indicar—... grande.
Com isso, não consegui me segurar e ri. Vendo a cara do Bryan, percebi que ele não achava a situação tão engraçada quanto eu.
—Desculpa, foi muito estranho? —Ele deu de ombros—. É que eu vi. Se eu tivesse uma piroca enorme, provavelmente também andaria pelado por aí.
—Amor... —comecei, me desculpando—. A sua é maravilhosa. Mas acho que ele só se sente confortável consigo mesmo. Sério, aposto que deve ser muito libertador andar sempre assim e não ligar pro que os outros pensam.
—O quê...? —ele respondeu—, você também quer andar pelada pela nossa casa?
—Sei lá, talvez um dia.
A verdade é que nunca tinha passado pela minha cabeça, e pela primeira vez fiquei pensando nisso. Não consegui evitar ficar excitada, mesmo sendo meu sogro. Ele ainda era um homem bem gostoso, com uma rola comprida e grossa, e ficar à vontade andando pelada com ele seria um jeito picante de passar a semana.
—Seria meio estranho se você começasse quando ele tá por perto, só achei que você fosse tímida demais pra isso —disse Bryan.
—Não sou nenhuma santinha, sabia? Só que posso ser um pouco insegura.
—Bom, se você se animar, vai fundo —ele respondeu, quase com naturalidade demais—. Com certeza ele já viu um monte de mulher pelada na vida, que diferença faz mais uma? Enfim, já é tarde pra mim, não precisamos falar disso agora.
—Ah, tem certeza de que não quer que eu te dê uma despedida especial hoje?
Bryan sorriu.
—Tá de boa. Consigo dormir mesmo. Prometo que quando eu voltar, a gente vai ter todo o tempo do mundo. mundo.
Eu estava acostumada com investidas sem graça. Sempre fui mais sexual que o Bryan, ou qualquer um dos meus ex-parceiros, na real. Desde a faculdade, já conhecia bem meu vibrador. Independente da imagem que eu tinha de mim mesma, tinha orgulho da minha sexualidade. Eu gostava do prazer e da minha capacidade de conseguir quando queria.
De manhã, mal lembrava vagamente que o Bryan tinha me beijado lá pelas 4h da manhã, antes de viajar a negócios. Quando acordei mais tarde, fui pra cozinha e encontrei meu sogro sentado numa cadeira, completamente pelado, tomando café e mexendo no celular.
— Bom dia, que bom ver uma cara por aqui — ele disse.
— Espero que tenha dormido bem.
— Uma noite perfeita! E o café também tá bom.
Enquanto preparava meu próprio café, a curiosidade falou mais alto.
— Então, posso perguntar quando você começou a se sentir à vontade assim?
— O quê? Ficar pelado? — ele perguntou — Ah, depois que a Helen morreu, acho. Ninguém em casa, eu só ficava vagando assim. Com o tempo, fui me sentindo cada vez mais confortável. Daí, tirei umas férias na França por um tempo. Tropecei numa praia de nudismo e pensei: "Por que não?". Era glorioso, com o sol na pele, nada me segurava. Você já participou de algo assim?
Aquela pergunta inocente quase me deu um calorzinho.
— Ah, de jeito nenhum, não me sinto confortável o suficiente comigo mesma. Acho que preciso estar mais em forma antes de tentar, mesmo em casa.
— Bom, todos os tipos e tamanhos são bem-vindos. Mas se me permite ser tão direto, você não tem problema nenhum nesse aspecto.
— Valeu — respondi, meio corada — Bom, vou tomar um banho. Vou tentar deixar um pouco de água quente pra você.
— Sem problema! Tenho o dia inteiro pra tomar banho.
Enquanto a água quente caía sobre mim, fiquei pensando na sensação de estar na minha própria pele, e como seria andar perto de um quase estranho como o Thiago. completamente nua.
Sinceramente, não eram os nervos que me seguravam. Talvez fosse um pouco de vergonha. Ou talvez ainda fosse aquela insegurança que eu sentia com meu próprio corpo. Deixar os outros me verem tão casualmente ia me ajudar a superar isso? Mostrar minhas imperfeições tão abertamente ia me fazer perceber que não era nada demais? Era um pensamento intrigante e levemente excitante.
Antes de terminar, eu depilei a buceta. Nunca tinha depilado tudo antes, mas gostei de como ficou no Thiago e tava disposta a experimentar.
Fechei o chuveiro e, ao sair, percebi que não tinha toalhas limpas. Com a correria do dia anterior pra arrumar, devo ter levado todas pra lavanderia e deixado lá. Minhas opções agora eram me secar no ar por um tempo, vestir roupa ainda molhada ou... ir pra lavanderia do jeito que eu tava.
Foda-se!, pensei, e saí.
Thiago ainda estava na cozinha, tomando o café dele numa boa.
—E aí, curtiu o banho? —perguntou ele, sem nem perceber que eu tava pelada.
Caminhei rápido pra lavanderia, sem parar muito, mas também sem tentar chamar atenção pra minha nudez.
—Só vou pegar uma toalha.
—Claro, parecia que você esqueceu de vestir alguma coisa.
Parei de repente, botei a mão na cintura e respondi no tom de brincadeira:
—Te incomoda?
—Ah, de jeito nenhum! É libertador, né?
—Acho que sim, hein?
Agora eu tava me sentindo meio sem vergonha. Parei de ir pra lavanderia e comecei a servir outra xícara de café.
—Qual é a sua programação pra hoje? —perguntei, tentando soar o mais casual possível.
—Ah, provavelmente vou ficar por aqui a maior parte do tempo. Seu quintal é bem privado?
Concordei com a cabeça. —Sim, tem bastante árvore e não tem vizinho perto num raio de um quilômetro.
—Que bom... talvez pegar um solzinho lá pra descansar. Cê acha que é libertador ficar pelado em casa? Espera só sentir o sol no corpo. O que você tem pra fazer hoje?
A ideia de fazer trabalho de verdade quebrou o encanto.
—Ah, só umas coisinhas pra resolver do meu trampo. Não preciso sair de casa pra isso.
—Então, por que não vem comigo quando tiver um tempinho? A roupa é opcional.
Sorri.
—Por que não? Bom, vou tentar trabalhar um pouco. Me avisa se precisar de algo.
—Vou sim —ele assentiu—. Tô gostando do código de vestimenta informal de negócios por aqui. Só toma cuidado com as chamadas de Zoom.
Empurrei o ombro dele de brincadeira.
—E se eu fizer isso? —falei, e cruzei os braços sobre o peito com cara séria.
—A definição de profissionalismo —ele respondeu.
Mostrei a língua pra ele e depois saí pulando pro meu escritório em casa.
Mesmo tendo decidido abraçar de vez o estilo de vida nudista, ainda achava meio distraído e bobo tentar trabalhar daquele jeito. Depois de algumas horas de trabalhando meio período, com a bunda de fora, vi meu sogro no quintal e resolvi acompanhar ele.
Peguei uma água com gás da geladeira e saí. Encontrei o Thiago deitado numa espreguiçadeira. Ele virou a cabeça pra reconhecer minha presença e perguntou:
—E aí, o que você acha?
—Tenho que admitir, é uma delícia!
—Né? Agora mesmo tô de novo tomando um solzinho na Riviera Francesa.
Sentei numa poltrona na frente dele.
—É, o Bryan tem me falado que você tem tirado umas férias bem longas ultimamente.
O comportamento do Thiago mudou um pouco.
—Ele também fala que se preocupa com meu dinheiro? Esses garotos não fazem ideia. Tô bem tranquilo graças a uns investimentos que nunca comentei com eles.
—Ah, é? —respondi.
—Sim, por isso que tô aqui. Tô fazendo uns reparos importantes na minha casa agora. Aluguei outra, mas não posso entrar até daqui a algumas semanas.
—Bom, fique à vontade pra ficar o tempo que quiser. Pode até cancelar o aluguel e se mudar de vez.
—Isso é muito gentil —ele respondeu—, tenho me sentido meio sozinho ultimamente.
Esse último comentário me pegou. Ele já não parecia mais meu sogro, mas sim, pela primeira vez, um homem mais velho e sensível, procurando uma nova chance na vida.
—Já pensou em voltar a sair com alguém, encontrar uma companhia pra passar o tempo?
—Ah, já passou pela minha cabeça de vez em quando. É que eu não saberia nem por onde começar. Cê acha que um velho como eu poderia simplesmente ir num bar e pagar uma bebida pra uma mulher?
—Tenho certeza que tem lugares online pra conhecer mulheres na sua fase da vida, ou atividades em grupo e tal.
—Agora você tá falando igual aos meus filhos. Só não sei se tô pronto pra abrir minha vida pra uma estranha, não é só sobre transar.
—Bom, podia ser só uma trepada mesmo.
Tentando quebrar o silêncio constrangedor que veio depois, o Thiago olhou pro relógio.
—Bom, Olha só? Já é quase tarde, sabe, quando você tá semi-aposentado, isso significa que pode começar a beber. Talvez eu prepare um Coquetel, se você tiver interesse.
—Claro, posso faltar no trabalho pelo resto do dia.
Quando ele voltou com as bebidas, me pegou olhando de canto pro pau dele e riu sozinho.
—Tá gostando do que vê?
—Ah, desculpa, meus olhos desviaram pra lá.
—Ah, não ligo, tô acostumado com os olhares, é até lisonjeiro.
—É bem grande.
—Ah, eu sei! Por que cê acha que a Helen me chamava de 'Cavalo'?
—Isso foi um problema pra vocês dois?
No começo, com certeza. Deixava a gente meio tímido e assustado na cama. Ela sempre ficava desconfortável, e não é exatamente excitante ver ela fazendo careta de dor toda hora. No fim, a gente resolveu; temos filhos, sabe? Embora eu tenha certeza que você e o Bryan também tiveram que superar isso.
Desviei o olhar, meio sem graça. O Bryan tinha um tamanho decente, mas com certeza não era o maior que eu já tinha visto. Aquela rola era de um ficante que tive logo depois da faculdade; uma transa horrível, mas um pau que eu fantasiava de vez em quando.
A gente passou o tempo conversando mais um pouco. Uma tarde de leitura e bebida tranquila, aproveitando o sol e a natureza, completamente pelados. Conforme a hora do jantar chegava, o Thiago preparou uns filés de atum que ele tinha trazido; não pude deixar de admirar a coragem dele de cozinhar nu.
Enquanto a gente se despedia e se abraçava, sutil e quase sem perceber, apertei o quadril pra tentar sentir o pau dele contra mim.
No fim da noite, eu tava bem excitada. Em parte por ter passado o dia perto de um homem nu e bem gostoso, mas também por ter abraçado meu próprio corpo nu. Não lembrava da última vez que tinha ficado pelada tanto tempo; parecia profundamente humano e libertador.
Eu tava relaxada, e pra mim, relaxamento sempre levava à excitação. Peguei meu vibrador da mesinha de cabeceira e fui acariciando devagar meus lábios da buceta e o clitóris. Me imaginei o Bryan deslizando a língua de cima pra baixo, com todo o tesão e atenção que ele dedicava ao sexo oral. Assim que senti o calor e a umidade se espalhando lá de dentro, comecei a enfiar o vibrador bem devagar. Minha buceta deixou o brinquedo de tamanho médio entrar livre, pulsando lá dentro. Enquanto eu enfiava e tirava, as imagens do Bryan satisfazendo meu corpo foram sendo trocadas pelas de outra pessoa.
Na minha imaginação, esse homem desejava meu corpo, precisava dele pra satisfazer desejos e vontades carnais que ele já tinha esquecido há muito tempo. As carícias suaves deram lugar a investidas cada vez mais fortes. Meus dedos acariciavam meu clitóris, enquanto eu enfiava o vibrador furiosamente lá dentro. Na minha imaginação, o Thiago me penetrava com força, enquanto eu gritava de prazer. O pau dele me abria, penetrando fundo, minha buceta apertando o membro dele a cada estocada. Meu orgasmo aumentava, e eu sabia que ia ser intenso.
Na vida real, o Thiago não tava me metendo, mas sim abrindo a porta do meu quarto, e ficou chocado com a cena na frente dele.
Claro que ele sabia que algumas mulheres se masturbavam, mas nunca tinha visto com tanta safadeza ao vivo. Parecia tão cru, tão sexual pra "delicada" natureza feminina. Era um ato, não por intimidade, mas por pura necessidade de carne.
Soltei um gemido profundo, de olhos fechados, enquanto continuava me curtindo. Pelos meus próprios gemidos, quase me ouvi dizer:
—Meu Deus, que pirocão você tem!
Mesmo sendo tentador, o Thiago sabia que não era certo ficar espiando, então tentou dar o fora. Mas, com a bagunça da casa, o chão rangeu e a porta chiou quando ele tentou sair. Na hora, levantei a cabeça de repente.
Nossos olhares se cruzaram, os dois em pânico, como se tivéssemos sido pegos fazendo algo proibido.
Ficamos nos encarando por um segundo, sem nos mexer ou falar nada. Aí, algo totalmente inesperado aconteceu. Seja pela surpresa e tesão de ser vista, ou pelo objeto da minha fantasia na minha frente, alguma coisa me levou ao limite... E eu gozei.
Num instante, joguei a cabeça pra trás e fechei os olhos, gritando pra todo mundo ouvir. Enquanto o orgasmo me tomava, olhei de novo pro Thiago, que tava paralisado. Encarei ele com pura safadeza.
Na euforia do prazer e do êxtase, gritei:
—Me fode, Thiagoo!
Mais uma vez, esfreguei meu clitóris e enfiei meu vibrador pra dentro e pra fora.
Thiago tentou recuar, mas meu olhar prendeu ele no lugar, obrigando ele a ficar no quarto e observar. Quebrei o contato visual, de novo com um gemido suave. Assim que Thiago se recuperou, voltou correndo pro quarto dele.
Depois do orgasmo imediato, me mexi mais um pouco com as mãos e o vibrador, porque ainda tava gostoso. Aí, descansei uns minutos num estado de completa confusão, antes de conseguir pensar no próximo passo. De certa forma, tava presa, embora, no fim das contas, ainda fosse minha própria casa.
Pra minha surpresa, não senti vergonha nem arrependimento, só a necessidade, na minha cabeça, de garantir pro Thiago que tava tudo bem. Tirei o vibrador da buceta e fui pro quarto dele pra conversar. Mas, quando cheguei perto da porta fechada, nem me dei ao trabalho de bater. Dava pra ouvir os gemidos óbvios de um homem se tocando.
Meu coração se aqueceu, não só sexualmente, mas mais porque minhas próprias ações podiam dar prazer pra um velhinho doce. Deixei ele seguir com a dele e voltei pra cama.
Thiago tinha entrado no estilo de vida nudista buscando liberdade e humanidade, era isso que realmente interessava ele. A vida dele sempre foi uma existência cuidadosamente administrada e cuidada pra manter as aparências. Mas, nos últimos anos da vida da esposa, ele experimentou de perto a fragilidade de tudo. Entendeu que, segundo ele, as aparências não importavam e que podia buscar atividades e um estilo de vida puramente por prazer.
No entanto, embora fosse verdade que a maioria das praias de nudismo que ele tinha... visitados estavam cheios de homens da idade dele, de vez em quando apareciam umas mulheres jovens. E eram de dar água na boca. Em algumas ocasiões, ele bateu uma lembrando daqueles corpos. Mas a culpa corroía ele.
Eu era uma mulher gostosa, uma das mais gostosas que ele tinha visto em muito tempo, e ele tentou resistir à vontade de ver minha nudez como objeto de prazer sexual. Afinal, eu era a nora dele, e isso tem um peso de tabu. Mas me ver assim, exigindo meu próprio prazer, quebrou uma barreira na mente dele. Eu podia ser um objeto de prazer, assim como ele era pra mim.
CONTINUA...A aventura tá só começando, não percam os próximos capítulos! Se quiserem mais, dá uma olhada no meu perfil, que tem outras histórias esperando por vocês. Deixem seus pontos, comentários e compartilhem pra mais :D
Na maioria dos dias, eu me esforçava pra manter minha aparência, sim. Mas não era questão de chamar atenção de qualquer um, e sim de me sentir eu mesma. Por isso escolhia roupas curtas e justas; a sensação do tecido apertado era como um abraço constante que me lembrava onde eu terminava e o mundo começava. Já a maquiagem, eu reduzia ao mínimo. Um pouco de rímel pra despertar o olhar, um toque de cor nos lábios e pronto. Preferia que minha pele respirasse.
Meu marido Bryan e eu nos conhecemos como muitos, aos 20, bêbados e numa festa. Até então, eu tinha sido meio sem freio nos meus relacionamentos, pulando de um cara pra outro. Até fiz um menage numa bebedeira da faculdade.Achei que Bryan era bom o suficiente pra uma aventura de uma noite. Era gato, muito gato, com a cabeça quase raspada, e acabou sendo um amante incrivelmente atencioso. Adorava chupar minha buceta, mesmo que a penetração geralmente terminasse rápido. Aquelas noites casuais viraram uma a cada dois dias, e senti a atração e a estabilidade de um relacionamento sério. Os primeiros anos do nosso casamento foram felizes, mas a vida e a tragédia apareceram.
Os pais do Bryan eram relativamente jovens quando tiveram filhos, mas mesmo assim, desde que conheci o Bryan, a mãe dele enfrentava uma doença debilitante. Mal dois anos depois de casarmos, ela faleceu.
Nos anos seguintes, Bryan e os irmãos dele ficaram cada vez mais incomodados com as escolhas de vida do pai. Viagens caras demais, presentes extravagantes pra todos os netos e boatos de um "estilo de vida estranho" que ele levava em segredo. Não era que eles se importassem com herança ou com a saúde dele a longo prazo; era só uma ansiedade geral de que ele estivesse exagerando demais.
Semana passada, ele disse que precisava se mudar da casa da família "por algumas semanas", e correram muitos boatos sobre o que poderia ser. Será que ele estava alugando? Tinha algum reparo que não podia pagar? Ou ia vender?
Eu nunca me importei com esse tipo de problema entre os irmãos do Bryan. Thiago, meu sogro, me parecia um homem muito doce, tentando aproveitar a vida que tinha. Afinal, ele era relativamente jovem pra ser viúvo; e pra uma pessoa de cinquenta e poucos anos que se cuida, tem muita alegria pela frente e muito pra viver. Então, de bom grado, me ofereci pra ele ficar com o Bryan e comigo durante essas semanas.
Antes da chegada dele, eu corria pela casa, arrumando os últimos trecos e preparando o quarto de hóspedes pro Thiago. A gente morava numa casa modesta estilo rancho, de três quartos, mas tinha deixado de lado algumas tarefas domésticas mais básicas. O Bryan viajava a trabalho a cada duas semanas; então, de certa forma, nossa casa parecia mais uma residência temporária. Mas com a chegada do Thiago, sentia a pressão de transformar nosso lugar num espaço acolhedor e num verdadeiro refúgio.
Enquanto eu limpava os últimos restos de sujeira da geladeira, o Bryan ficava rondando sem graça atrás de mim, apoiado na bancada, até que, nervoso, finalmente falou.
— Tem uma coisa que preciso te contar sobre ele... — disse o Bryan. Fazia tempo que não o via tão ansioso.
— O quê? Seu pai tem algum problema de saúde?
— Não, não é tão grave assim, é só que ele tem um problema meio desconfortável.
Parei de fazer as tarefas de casa e prestei toda a atenção nele.
— É por isso que todo mundo tá agindo tão estranho?
O Bryan assentiu e finalmente falou baixinho:
— É que... meu pai é meio nudista.
Isso era a última coisa que eu esperava ouvir. Não achei desconfortável, desagradável nem repulsivo. Na verdade, achei engraçado e fiz o possível pra segurar o riso.
— O quê? Tipo, ele curte ir pra uma praia de nudismo ou algo assim?
— Ah, com certeza. Mas é mais que isso... ele simplesmente anda pela casa, peladão e de boa.
— O quê? — agora sim, eu ri baixinho.
— Olha, não acho tão engraçado assim — ele disse.
Tentei adotar um tom mais sério e compreensivo.
— Desculpa, desculpa, e não é engraçado, acho que é quase charmoso. Faz quanto tempo que isso acontece?
— Ah, não muito depois que minha mãe morreu. Acho que quando não tinha mais ninguém por perto, ele simplesmente parou de usar roupa e se acostumou.
— Ele vai querer fazer isso aqui?
O Bryan deu de ombros.
— Ele não mencionou e eu não perguntei. Você se importa se ele... —faz? Posso pedir pra ele se vestir se você se sentir desconfortável.
—Por favor, quero que ele se sinta em casa, tudo bem. Nada que eu já não tenha visto. Na real, ele é bem gostoso e tá em forma pra um homem da idade dele —falei.
Ser alto e ter uma cabeleira grisalha cheia também não fazia mal.
—Mas... ele não espera que a gente faça isso, sabe? —completei.
A cara de surpresa se desenhou no Bryan.
—Nem em um milhão de anos. Ele já brincou umas vezes dizendo que eu também podia andar por aí assim, mas nunca me pediu. E olha, ele não é um tarado, ok? É só como ele se sente confortável.
—Ei, olha, tá tudo bem, de verdade. Fico feliz que ele encontre formas de se expressar e se sinta em casa aqui. Sem problema.
Thiago chegou pouco depois do jantar, num turbilhão de malas e umas caixas. Dei um abraço forte nele.
—Que bom te ver! Foi fácil dirigir até aqui? —perguntei enquanto o abraçava.
—Ah, claro que sim, não tenho do que reclamar. Valeu por ser tão gentil.
—Com todo prazer! Por favor, se precisar de algo, é só falar. Sabe onde fica o quarto de hóspedes, né? O Bryan pode levar toda a sua bagagem pra lá.
Dei um cutucão leve no Bryan pra ele se mexer.
—Fico feliz em te ver, pai —ele disse finalmente, e depois deu um aperto de mão que o Thiago transformou num abraço estranho.
—É... também fico feliz em te ver. Ei, quando eu me instalar um pouco, trouxe umas garrafas boas de vinho de agradecimento. Vocês topam abrir e passar uma noite boa?
Quando eu ia falar que sim, o Bryan se meteu:
—Valeu, mas eu saio muito cedo amanhã, não ia rolar. Provavelmente vamos dormir cedo.
Me irritou que o Bryan me incluiu no plano dele de ir pra cama cedo. Thiago pareceu visivelmente decepcionado.
—Ah, tudo bem. Viagem de trabalho?
—É, infelizmente vou ficar fora por uma semana mais ou menos.
—Mas eu vou estar aqui —intervim pra mudar o clima—, não vai ficar tão sozinho, espero.
—Ah, que legal. Bom, vou deixar vocês passarem a noite juntinhos; uma semana é tempo demais separados —disse ele, com uma piscadela. Fiquei vermelha com a indireta.
—É, então... tá bom, boa noite!
Mais tarde naquela noite, acabei dando uma indireta pro Bryan. Nossa vida sexual andava meio morna ultimamente, mesmo quando os dois estavam em casa; nunca estávamos no clima ao mesmo tempo. Bryan apagou logo depois que as luzes se apagaram, me deixando sozinha e sem sono. Depois de uma hora ou mais rolando na cama, resolvi escapar do quarto e ler um pouco na sala.
Saí com meu pijama de sempre: sem sutiã, uma camiseta velha e um shorts.
Ao passar pela cozinha, me surpreendi um pouco ao encontrar meu sogro lá, curvado sobre a geladeira, aparentemente de roupão.— Tá tudo bem no quarto de hóspedes? — perguntei.
Ele se virou, e foi aí que vi de relance. O roupão dele estava aberto no meio, sem nada por baixo, revelando o corpo inteiro. Thiago tinha uma barriga considerável, típica de um homem da idade dele, e estava bem bronzeado. Pra minha surpresa, ele era todo depilado e não consegui evitar dar uma olhada no pau do meu sogro. E olha que era um membro e tanto. Comprido e grosso, mesmo completamente mole.
— Ah, não se preocupa comigo, só tô vendo o que posso comer — ele disse.
Um silêncio constrangedor tomou conta do ambiente, enquanto eu continuava olhando pra aquele pauzão e pensando: "Será que tá um pouco duro?", me perguntei. "Já é bem grande, uns dezoito centímetros pelo que parece. Quão grande ficaria ereto?"
Não tinha nenhuma reclamação do pau do Bryan, mas o dele não era assim. E mais, como ele depilava tão bem, sem nenhum fio de pelo?
Ele pigarreou, deu uma risadinha e disse:
— Meus olhos estão aqui em cima.
O comentário dele quebrou o encanto, e eu percebi o que tava fazendo. Olhei pra ele nos olhos na hora.
— Ah, meu Deus, me desculpa muito. Não quis ficar encarando, só... você me pegou de surpresa.
Thiago fez um esforço meio sem vontade pra fechar o roupão, mas eu intervim:
— Ah, não se preocupa com isso. O Bryan me disse que às vezes você anda por aí assim.
— O que ele disse? Que sou meio nudista?
Ele me forçava a olhar nos olhos dele, quase a ponto de me deixar sem graça.
— É, e tudo bem. Queremos que você se sinta tão à vontade aqui quanto na sua casa. Por favor, me avisa se precisar de algo. Vou voltar pro nosso quarto, boa noite.
Voltei pro quarto correndo, completamente esquecendo que queria ler um pouco. Quando cheguei, bati a porta, ainda de olhos arregalados e segurando uma risadinha.
O Bryan acordou. E perguntou, sonolento:
—Tudo bem?
Mordendo o lábio, falei:
—Vi seu pai.
Bryan concordou levemente.
—Ah, é? Ele precisa de algo?
Balancei a cabeça, sorrindo com superioridade.
—Não, quero dizer, vi... tudo... do seu pai.
—Ohhhh... —ele respondeu—. Tá de boa? Espera, por que você tá rindo?
—Bom, dei uma olhada, sabe, e era... —fiz um gesto com as mãos pra indicar—... grande.
Com isso, não consegui me segurar e ri. Vendo a cara do Bryan, percebi que ele não achava a situação tão engraçada quanto eu.
—Desculpa, foi muito estranho? —Ele deu de ombros—. É que eu vi. Se eu tivesse uma piroca enorme, provavelmente também andaria pelado por aí.
—Amor... —comecei, me desculpando—. A sua é maravilhosa. Mas acho que ele só se sente confortável consigo mesmo. Sério, aposto que deve ser muito libertador andar sempre assim e não ligar pro que os outros pensam.
—O quê...? —ele respondeu—, você também quer andar pelada pela nossa casa?
—Sei lá, talvez um dia.
A verdade é que nunca tinha passado pela minha cabeça, e pela primeira vez fiquei pensando nisso. Não consegui evitar ficar excitada, mesmo sendo meu sogro. Ele ainda era um homem bem gostoso, com uma rola comprida e grossa, e ficar à vontade andando pelada com ele seria um jeito picante de passar a semana.
—Seria meio estranho se você começasse quando ele tá por perto, só achei que você fosse tímida demais pra isso —disse Bryan.
—Não sou nenhuma santinha, sabia? Só que posso ser um pouco insegura.
—Bom, se você se animar, vai fundo —ele respondeu, quase com naturalidade demais—. Com certeza ele já viu um monte de mulher pelada na vida, que diferença faz mais uma? Enfim, já é tarde pra mim, não precisamos falar disso agora.
—Ah, tem certeza de que não quer que eu te dê uma despedida especial hoje?
Bryan sorriu.
—Tá de boa. Consigo dormir mesmo. Prometo que quando eu voltar, a gente vai ter todo o tempo do mundo. mundo.
Eu estava acostumada com investidas sem graça. Sempre fui mais sexual que o Bryan, ou qualquer um dos meus ex-parceiros, na real. Desde a faculdade, já conhecia bem meu vibrador. Independente da imagem que eu tinha de mim mesma, tinha orgulho da minha sexualidade. Eu gostava do prazer e da minha capacidade de conseguir quando queria.
De manhã, mal lembrava vagamente que o Bryan tinha me beijado lá pelas 4h da manhã, antes de viajar a negócios. Quando acordei mais tarde, fui pra cozinha e encontrei meu sogro sentado numa cadeira, completamente pelado, tomando café e mexendo no celular.
— Bom dia, que bom ver uma cara por aqui — ele disse.
— Espero que tenha dormido bem.
— Uma noite perfeita! E o café também tá bom.
Enquanto preparava meu próprio café, a curiosidade falou mais alto.
— Então, posso perguntar quando você começou a se sentir à vontade assim?
— O quê? Ficar pelado? — ele perguntou — Ah, depois que a Helen morreu, acho. Ninguém em casa, eu só ficava vagando assim. Com o tempo, fui me sentindo cada vez mais confortável. Daí, tirei umas férias na França por um tempo. Tropecei numa praia de nudismo e pensei: "Por que não?". Era glorioso, com o sol na pele, nada me segurava. Você já participou de algo assim?
Aquela pergunta inocente quase me deu um calorzinho.
— Ah, de jeito nenhum, não me sinto confortável o suficiente comigo mesma. Acho que preciso estar mais em forma antes de tentar, mesmo em casa.
— Bom, todos os tipos e tamanhos são bem-vindos. Mas se me permite ser tão direto, você não tem problema nenhum nesse aspecto.
— Valeu — respondi, meio corada — Bom, vou tomar um banho. Vou tentar deixar um pouco de água quente pra você.
— Sem problema! Tenho o dia inteiro pra tomar banho.
Enquanto a água quente caía sobre mim, fiquei pensando na sensação de estar na minha própria pele, e como seria andar perto de um quase estranho como o Thiago. completamente nua.
Sinceramente, não eram os nervos que me seguravam. Talvez fosse um pouco de vergonha. Ou talvez ainda fosse aquela insegurança que eu sentia com meu próprio corpo. Deixar os outros me verem tão casualmente ia me ajudar a superar isso? Mostrar minhas imperfeições tão abertamente ia me fazer perceber que não era nada demais? Era um pensamento intrigante e levemente excitante.
Antes de terminar, eu depilei a buceta. Nunca tinha depilado tudo antes, mas gostei de como ficou no Thiago e tava disposta a experimentar.
Fechei o chuveiro e, ao sair, percebi que não tinha toalhas limpas. Com a correria do dia anterior pra arrumar, devo ter levado todas pra lavanderia e deixado lá. Minhas opções agora eram me secar no ar por um tempo, vestir roupa ainda molhada ou... ir pra lavanderia do jeito que eu tava.
Foda-se!, pensei, e saí.
Thiago ainda estava na cozinha, tomando o café dele numa boa.—E aí, curtiu o banho? —perguntou ele, sem nem perceber que eu tava pelada.
Caminhei rápido pra lavanderia, sem parar muito, mas também sem tentar chamar atenção pra minha nudez.
—Só vou pegar uma toalha.
—Claro, parecia que você esqueceu de vestir alguma coisa.
Parei de repente, botei a mão na cintura e respondi no tom de brincadeira:
—Te incomoda?
—Ah, de jeito nenhum! É libertador, né?
—Acho que sim, hein?
Agora eu tava me sentindo meio sem vergonha. Parei de ir pra lavanderia e comecei a servir outra xícara de café.
—Qual é a sua programação pra hoje? —perguntei, tentando soar o mais casual possível.
—Ah, provavelmente vou ficar por aqui a maior parte do tempo. Seu quintal é bem privado?
Concordei com a cabeça. —Sim, tem bastante árvore e não tem vizinho perto num raio de um quilômetro.
—Que bom... talvez pegar um solzinho lá pra descansar. Cê acha que é libertador ficar pelado em casa? Espera só sentir o sol no corpo. O que você tem pra fazer hoje?
A ideia de fazer trabalho de verdade quebrou o encanto.
—Ah, só umas coisinhas pra resolver do meu trampo. Não preciso sair de casa pra isso.
—Então, por que não vem comigo quando tiver um tempinho? A roupa é opcional.
Sorri.
—Por que não? Bom, vou tentar trabalhar um pouco. Me avisa se precisar de algo.
—Vou sim —ele assentiu—. Tô gostando do código de vestimenta informal de negócios por aqui. Só toma cuidado com as chamadas de Zoom.
Empurrei o ombro dele de brincadeira.
—E se eu fizer isso? —falei, e cruzei os braços sobre o peito com cara séria.
—A definição de profissionalismo —ele respondeu.
Mostrei a língua pra ele e depois saí pulando pro meu escritório em casa.
Mesmo tendo decidido abraçar de vez o estilo de vida nudista, ainda achava meio distraído e bobo tentar trabalhar daquele jeito. Depois de algumas horas de trabalhando meio período, com a bunda de fora, vi meu sogro no quintal e resolvi acompanhar ele.
Peguei uma água com gás da geladeira e saí. Encontrei o Thiago deitado numa espreguiçadeira. Ele virou a cabeça pra reconhecer minha presença e perguntou:
—E aí, o que você acha?
—Tenho que admitir, é uma delícia!
—Né? Agora mesmo tô de novo tomando um solzinho na Riviera Francesa.
Sentei numa poltrona na frente dele.
—É, o Bryan tem me falado que você tem tirado umas férias bem longas ultimamente.
O comportamento do Thiago mudou um pouco.
—Ele também fala que se preocupa com meu dinheiro? Esses garotos não fazem ideia. Tô bem tranquilo graças a uns investimentos que nunca comentei com eles.
—Ah, é? —respondi.
—Sim, por isso que tô aqui. Tô fazendo uns reparos importantes na minha casa agora. Aluguei outra, mas não posso entrar até daqui a algumas semanas.
—Bom, fique à vontade pra ficar o tempo que quiser. Pode até cancelar o aluguel e se mudar de vez.
—Isso é muito gentil —ele respondeu—, tenho me sentido meio sozinho ultimamente.
Esse último comentário me pegou. Ele já não parecia mais meu sogro, mas sim, pela primeira vez, um homem mais velho e sensível, procurando uma nova chance na vida.
—Já pensou em voltar a sair com alguém, encontrar uma companhia pra passar o tempo?
—Ah, já passou pela minha cabeça de vez em quando. É que eu não saberia nem por onde começar. Cê acha que um velho como eu poderia simplesmente ir num bar e pagar uma bebida pra uma mulher?
—Tenho certeza que tem lugares online pra conhecer mulheres na sua fase da vida, ou atividades em grupo e tal.
—Agora você tá falando igual aos meus filhos. Só não sei se tô pronto pra abrir minha vida pra uma estranha, não é só sobre transar.
—Bom, podia ser só uma trepada mesmo.
Tentando quebrar o silêncio constrangedor que veio depois, o Thiago olhou pro relógio.
—Bom, Olha só? Já é quase tarde, sabe, quando você tá semi-aposentado, isso significa que pode começar a beber. Talvez eu prepare um Coquetel, se você tiver interesse.
—Claro, posso faltar no trabalho pelo resto do dia.
Quando ele voltou com as bebidas, me pegou olhando de canto pro pau dele e riu sozinho.
—Tá gostando do que vê?
—Ah, desculpa, meus olhos desviaram pra lá.
—Ah, não ligo, tô acostumado com os olhares, é até lisonjeiro.
—É bem grande.
—Ah, eu sei! Por que cê acha que a Helen me chamava de 'Cavalo'?
—Isso foi um problema pra vocês dois?
No começo, com certeza. Deixava a gente meio tímido e assustado na cama. Ela sempre ficava desconfortável, e não é exatamente excitante ver ela fazendo careta de dor toda hora. No fim, a gente resolveu; temos filhos, sabe? Embora eu tenha certeza que você e o Bryan também tiveram que superar isso.
Desviei o olhar, meio sem graça. O Bryan tinha um tamanho decente, mas com certeza não era o maior que eu já tinha visto. Aquela rola era de um ficante que tive logo depois da faculdade; uma transa horrível, mas um pau que eu fantasiava de vez em quando.
A gente passou o tempo conversando mais um pouco. Uma tarde de leitura e bebida tranquila, aproveitando o sol e a natureza, completamente pelados. Conforme a hora do jantar chegava, o Thiago preparou uns filés de atum que ele tinha trazido; não pude deixar de admirar a coragem dele de cozinhar nu.
Enquanto a gente se despedia e se abraçava, sutil e quase sem perceber, apertei o quadril pra tentar sentir o pau dele contra mim.
No fim da noite, eu tava bem excitada. Em parte por ter passado o dia perto de um homem nu e bem gostoso, mas também por ter abraçado meu próprio corpo nu. Não lembrava da última vez que tinha ficado pelada tanto tempo; parecia profundamente humano e libertador.
Eu tava relaxada, e pra mim, relaxamento sempre levava à excitação. Peguei meu vibrador da mesinha de cabeceira e fui acariciando devagar meus lábios da buceta e o clitóris. Me imaginei o Bryan deslizando a língua de cima pra baixo, com todo o tesão e atenção que ele dedicava ao sexo oral. Assim que senti o calor e a umidade se espalhando lá de dentro, comecei a enfiar o vibrador bem devagar. Minha buceta deixou o brinquedo de tamanho médio entrar livre, pulsando lá dentro. Enquanto eu enfiava e tirava, as imagens do Bryan satisfazendo meu corpo foram sendo trocadas pelas de outra pessoa.
Na minha imaginação, esse homem desejava meu corpo, precisava dele pra satisfazer desejos e vontades carnais que ele já tinha esquecido há muito tempo. As carícias suaves deram lugar a investidas cada vez mais fortes. Meus dedos acariciavam meu clitóris, enquanto eu enfiava o vibrador furiosamente lá dentro. Na minha imaginação, o Thiago me penetrava com força, enquanto eu gritava de prazer. O pau dele me abria, penetrando fundo, minha buceta apertando o membro dele a cada estocada. Meu orgasmo aumentava, e eu sabia que ia ser intenso.
Na vida real, o Thiago não tava me metendo, mas sim abrindo a porta do meu quarto, e ficou chocado com a cena na frente dele.Claro que ele sabia que algumas mulheres se masturbavam, mas nunca tinha visto com tanta safadeza ao vivo. Parecia tão cru, tão sexual pra "delicada" natureza feminina. Era um ato, não por intimidade, mas por pura necessidade de carne.
Soltei um gemido profundo, de olhos fechados, enquanto continuava me curtindo. Pelos meus próprios gemidos, quase me ouvi dizer:
—Meu Deus, que pirocão você tem!
Mesmo sendo tentador, o Thiago sabia que não era certo ficar espiando, então tentou dar o fora. Mas, com a bagunça da casa, o chão rangeu e a porta chiou quando ele tentou sair. Na hora, levantei a cabeça de repente.
Nossos olhares se cruzaram, os dois em pânico, como se tivéssemos sido pegos fazendo algo proibido.
Ficamos nos encarando por um segundo, sem nos mexer ou falar nada. Aí, algo totalmente inesperado aconteceu. Seja pela surpresa e tesão de ser vista, ou pelo objeto da minha fantasia na minha frente, alguma coisa me levou ao limite... E eu gozei.
Num instante, joguei a cabeça pra trás e fechei os olhos, gritando pra todo mundo ouvir. Enquanto o orgasmo me tomava, olhei de novo pro Thiago, que tava paralisado. Encarei ele com pura safadeza.Na euforia do prazer e do êxtase, gritei:
—Me fode, Thiagoo!
Mais uma vez, esfreguei meu clitóris e enfiei meu vibrador pra dentro e pra fora.
Thiago tentou recuar, mas meu olhar prendeu ele no lugar, obrigando ele a ficar no quarto e observar. Quebrei o contato visual, de novo com um gemido suave. Assim que Thiago se recuperou, voltou correndo pro quarto dele.
Depois do orgasmo imediato, me mexi mais um pouco com as mãos e o vibrador, porque ainda tava gostoso. Aí, descansei uns minutos num estado de completa confusão, antes de conseguir pensar no próximo passo. De certa forma, tava presa, embora, no fim das contas, ainda fosse minha própria casa.
Pra minha surpresa, não senti vergonha nem arrependimento, só a necessidade, na minha cabeça, de garantir pro Thiago que tava tudo bem. Tirei o vibrador da buceta e fui pro quarto dele pra conversar. Mas, quando cheguei perto da porta fechada, nem me dei ao trabalho de bater. Dava pra ouvir os gemidos óbvios de um homem se tocando.
Meu coração se aqueceu, não só sexualmente, mas mais porque minhas próprias ações podiam dar prazer pra um velhinho doce. Deixei ele seguir com a dele e voltei pra cama.
Thiago tinha entrado no estilo de vida nudista buscando liberdade e humanidade, era isso que realmente interessava ele. A vida dele sempre foi uma existência cuidadosamente administrada e cuidada pra manter as aparências. Mas, nos últimos anos da vida da esposa, ele experimentou de perto a fragilidade de tudo. Entendeu que, segundo ele, as aparências não importavam e que podia buscar atividades e um estilo de vida puramente por prazer.
No entanto, embora fosse verdade que a maioria das praias de nudismo que ele tinha... visitados estavam cheios de homens da idade dele, de vez em quando apareciam umas mulheres jovens. E eram de dar água na boca. Em algumas ocasiões, ele bateu uma lembrando daqueles corpos. Mas a culpa corroía ele.
Eu era uma mulher gostosa, uma das mais gostosas que ele tinha visto em muito tempo, e ele tentou resistir à vontade de ver minha nudez como objeto de prazer sexual. Afinal, eu era a nora dele, e isso tem um peso de tabu. Mas me ver assim, exigindo meu próprio prazer, quebrou uma barreira na mente dele. Eu podia ser um objeto de prazer, assim como ele era pra mim.
CONTINUA...A aventura tá só começando, não percam os próximos capítulos! Se quiserem mais, dá uma olhada no meu perfil, que tem outras histórias esperando por vocês. Deixem seus pontos, comentários e compartilhem pra mais :D
2 comentários - Meu Sogro Peladão 1