Cornuda por destino Capítulo IX

O tempo cura tudo. Embora tenha sido difícil superar minhas ex-parceiras, o que aconteceu ficou na minha mente por muito tempo. Era um tipo de vício reviver tudo de novo na cabeça: as imagens de Cami e Javier, e de Lau e Dom Pedro, transando, entregues a eles, submetidas ao prazer que eles proporcionavam, ainda me causava uma grande excitação. Passaram-se alguns anos, eu já com 28, e me dei a chance de conhecer outras pessoas. Relações curtas, mas que serviram para tirar da mente as obsessões que até então me perseguiam.

De Cami, sabia pouco por amigos; de Lau, não conseguia evitar. Ainda estava no mesmo emprego e nossa relação profissional era inevitável. Foi lá que conheci Yésica. Ela, com 23 anos, pele branca, na época usava cabelo cacheado e pintava de vermelho, mas adorava mudar o visual. Usava óculos, algo que amo em mulheres. Enfim, uma jovem muito gostosa.

Yes já estava na empresa há um tempo, começou como estagiária. Pelo bom desempenho, ficou um período entre um cargo e outro, até que conseguiram algo fixo pra ela no setor de e-commerce, onde, por causa da minha posição na logística, nossa comunicação se tornou obrigatória.

Ela já tinha tido um relacionamento com alguém da TI, mas terminaram por mal-entendidos, por causa do assédio constante de um ex-namorado. Comigo, surgiu uma amizade. Aos poucos, fomos nos entendendo melhor. Às vezes, nos encontrávamos no caminho e percebemos que éramos quase vizinhos, separados por apenas algumas quadras. Assim, comecei a acompanhá-la à noite. Ela me contava sobre a vida dela, o que, na idade dela, me parecia uma loucura: problemas familiares, dívidas contraídas pra terminar a faculdade, ex-namorados enchendo o saco, um longo etc. Tudo isso contrastava com minha realidade. Eu já estava mais estável emocionalmente, morava sozinho desde os 20 anos, então era autossuficiente, financeiramente tinha aprendido a me virar. Gastos online, não tava indo de maravilha, mas também não tava ruim.

Nossa amizade se fortaleceu, mas era mais como de uma garota com o amigo mais velho, ela vinha com os problemas e eu ajudava a resolver, sem buscar nenhum benefício extra. Como não tínhamos compromisso mútuo, ela continuou saindo com outra pessoa que tinha estudado com ela na faculdade, e eu, por outro lado, comecei a sair com a Anahí, outra conhecida nossa. Ani, como eu a chamava, era um pouco mais velha que a Yes, tinha 26 anos, trabalhava na área de marketing, era morena, cabelo liso, um pouco cheinha, mas uma pessoa encantadora. Também não tínhamos intenções sérias, só queríamos curtir o momento e ver no que dava — essa é a vantagem de quem vai amadurecendo, menos drama emocional.

Com os novos compromissos, o tempo que a Yes e eu passávamos juntos diminuiu, mas ainda assim a gente conversava, principalmente por mensagens. Planejávamos sair, mas nunca concretizávamos nada, no fim acabávamos saindo com as outras pessoas, até que chegou o fim de ano e, com ele, a festa da empresa. Dias antes do evento, a Yes e eu tínhamos saído pra tomar uns drinks, ela não tava muito bem, tinha terminado com o namorado e ele queria voltar, mas ela recusava, o que fez ele mostrar a verdadeira cara e se comportar de maneiras bem inadequadas com ela. Nessa saída, quando a gente se despediu, rolou um avanço por causa do excesso de bebida, nos beijamos por um segundo, mas no fim eu me segurei. Não queria que a gente fizesse merda, muito menos que parecesse que eu tava me aproveitando da situação dela. Entendemos que tava errado e nos despedimos sem mais.

O dia da festa chegou. Com a Ani, o acordo era implícito, era lógico que a gente chegaria junto no evento, mas umas horas antes, a Yes me pediu pra ir com ela, pelo menos pra sermos vistos chegando juntos, porque ela tava com medo de que o ex fosse atrás dela, já que ele sabia que ela tinha um evento naquela noite e já tinha mostrado que queria assistir, claro que não aceitei, ela ficou puta comigo e cada um foi pro seu lado. Cheguei com a Ani no evento, ela tava com um vestido preto curto, cabelo liso, mas bem maquiada, admito que era uma gostosa. Por outro lado, a Yes chegou sozinha, meio nervosa, ela tava com um vestido longo, com detalhes pretos e dourados, cabelo cacheado, tava muito bonita, mas bem ansiosa.
O evento rolou como esperado, fiquei bebendo e dançando com a Ani, até que num momento ela foi no banheiro, e a Yes aproveitou pra me marcar. Ela já tava me mandando mensagens, mas eu tinha ignorado, então foi o único jeito de chamar minha atenção. Talvez curioso e de saco cheio da insistência, respondi. Ela pediu pra eu ir até a mesa dela, pensei muito, mas aceitei, afinal não é como se a gente não pudesse conversar. Ela me explicou a situação: o ex dela tinha ido atrás dela, mas ela deu um jeito de escapar, mas ainda tava com medo que ele fosse atrás dela até o evento. Não aceitei acompanhá-la, mas falei que podia ajudar ela a sair do lugar e chamar um táxi.

Então saímos pra fora por um momento, levei ela até o ponto mais perto e ela conseguiu ir embora sem problemas. Voltei pro evento e a Ani tava com uma cara de brava, me perguntou onde eu tava e, como sou inocente, contei a verdade. Ela já sabia, porque me viram e já tinham contado pra ela. Ela pediu pra gente ir embora, levei ela pra casa dela. No caminho, a gente conversou e a raiva dela tinha diminuído, ela entendeu um pouco a situação da Yes, mas pediu que, mesmo assim, eu me mantivesse de fora, porque não gostava que nos corredores da empresa ficassem falando de um triângulo amoroso.

Ali mesmo a gente começou a se beijar, apesar de tudo, a intenção era terminar a noite como devia ser. Passei a mão por cima do vestido dela e levantei um pouco, ela tava de renda preta, combinando com o vestido. Beijei o pescoço dela e descobri os peitos dela, ela se deixava fazer e cada vez mais acelerava a respiração. Coloquei ela em cima de mim. Eu coloquei os dedos na buceta dela, nem precisei estimular muito porque o álcool já tinha feito o trabalho. Coloquei uma camisinha e, assim, penetrei ela. Ela subia e descia no próprio ritmo, a gente não queria que o movimento do carro chamasse atenção, já que ainda estávamos na via pública, então fomos devagar. Os dois chegamos com a respiração totalmente acelerada e com um gemido de cada um. O sexo foi rápido, mas a situação tinha dado os ingredientes pra deixar tudo intenso.
Cornuda por destino Capítulo IXNos reincorporamos e, depois que o rubor nos rostos baixou, levei ela até a porta da casa dela, nos despedimos e me preparei pra voltar pro meu apartamento. Só que já tinha uma porrada de mensagens da Yes, não quis responder, mas no meio do caminho ela me ligou de novo. Atendi, já que ninguém ia me impedir. Ela disse que o ex dela tinha ficado esperando na porta da casa dela, encheu o saco, mas ela conseguiu entrar e deixar ele do lado de fora. Correu pra pedir ajuda pro irmão com quem morava, mas ele não tava em casa. O ex continuava lá fora e ela já não sabia mais o que fazer, então resolveu me pedir ajuda porque só confiava em mim. Preocupado, desviei o caminho pra casa dela. E, de fato, o ex tava lá. Estacionei e liguei pra ela sair pra me encontrar. Quando me aproximei, ele só me encarou, até que ela abriu a porta pra eu entrar. Ele me confrontou. Não é que eu seja muito bruto nem nada, mas ele tinha uns 24 anos, então não precisei usar violência. Quando ele questionou por que ela deixava eu entrar, tive que mentir e falei que era o namorado dela. Ele não acreditou na hora, mas depois de uns minutos, finalmente foi embora. Ainda fiquei um tempo, até que o irmão dela ligou — porque ela tinha ligado várias vezes antes — e disse que tava perto. Aí eu fui embora.

Já no trabalho, os rumores do que rolou na festa estavam correndo soltos. Não só os meus com a Yes e a Ani, mas ouvir o nome dela nos lábios dos colegas irritou a Ani. Isso começou a criar atrito entre a gente. A Yes ainda tava nervosa com o que aconteceu. Em casa, o irmão dela disse que ficaria de olho em qualquer situação, mas ela tava preocupada com o caminho, então me pediu pra continuar acompanhando ela. Comecei a fazer isso de vez em quando, escondido. Não esperava ela na frente do trabalho, deixava ela andar um pouco e depois a encontrava, já que estávamos fora da vista de algum parceiro.
Com o tempo que passávamos no trajeto até a casa dela, dava pra conversar bastante. Eu via uma garota preocupada, assediada por situações desconfortáveis que não conseguia controlar. Ela tinha ido rápido demais na vida e não conseguia acompanhar o ritmo das consequências. De certa forma, meu instinto paternalista aflorava com ela. Os rumores chegaram aos ouvidos da Ani, era lógico que aconteceria. Entramos numa fase difícil no relacionamento, não sabíamos o que fazer sobre nós. Ela queria exclusividade e eu não podia abandonar a Yes sozinha.

O destino decidiu por si mesmo. Uma vez que saí com a Yes, passamos um tempão juntos. Primeiro comemos e tomamos umas cervejas, depois fomos fuçar nas lojas do shopping. Numa loja de roupas, ela resolveu provar algumas peças e me mandava fotos de como ficavam pra eu ajudar a decidir. Passamos por todas as seções, até que ela entrou na de lingerie. Eu evitei entrar naquela seção porque achava inapropriado segui-la. Ela me chamou pra entrar com ela, mas ignorei e fui pra outra. Depois de esperar um pouco, ela saiu com as compras decididas, pagou e fomos embora.

Y: Valeu por me ajudar a escolher.
K: Imagina, foi um prazer.
Y: Sério, você me ajudou pra caralho. Às vezes sinto que sou injusta com você.
K: Te apoio porque eu decidi isso, você não me deve nada.
Y: Eu sei, você é muito nobre e isso te torna encantador.
K: Não é pra tanto.
Y: Claro que é. Até evitou escolher lingerie comigo, qualquer outro teria pedido pra ver como fica em mim.
K: Talvez, mas não sou desse tipo.
Y: Sei que não é desse tipo. Dá uma olhada no seu celular.

Nesse momento, ela me mandou por mensagem a foto dela provando a lingerie. Olhei por um instante, mas não aguentei a vergonha e apaguei.

Y: O quê, não gostou de mim?
K: Sério, não precisa disso. Você não devia fazer isso com qualquer um.
Y: Juro que é só com você.
Ao dizer isso, ela segurou meu rosto e me beijou. Eu, confuso, hesitei, afastei ela e falei:
K: espera, não quero que você faça algo do qual não tenha certeza
Y: acredite, eu tenho muita certeza disso

Ela repetiu o beijo e, depois de alguns instantes, agora sim correspondi, nos beijamos e senti a intensidade dela, admito que estava gostando do que estava rolando, mas sentia remorso. Embora com a Ani não estivesse muito bem, não é que eu tivesse terminado oficialmente com ela, também não queria me aproveitar da vulnerabilidade que eu achava que a Yes tinha. Nos soltamos e ela me pediu para acompanhá-la até a casa dela, fiz isso com a intenção de acabar com essa situação desconfortável. Chegamos e ela me convidou para entrar, não aceitei, mas não deu tempo de recusar direito, porque ela me deu outro beijo e me puxou para dentro. Não tinha ninguém na casa dela.

Ela tinha tirado minha camisa e estava me beijando pelo corpo todo, quando de repente parou, me pediu para esperar um momento. Eu ficava na dúvida entre sair dali e deixá-la pra trás ou ficar e ir até o fim. Yes interrompeu meus pensamentos aparecendo na minha frente com a lingerie que tinha comprado, um conjunto verde que combinava muito bem com a pele dela e com o corpo esbelto. Ela subiu em cima de mim e me beijou. Apesar da idade, reconheço que ela tinha fogo por dentro. Não me acho um cara de grande experiência, mas também não me considero um amante ruim. No entanto, Yes estava me devorando. Ela ditava o ritmo e eu só deixava rolar. Ela tirou o resto da minha roupa, passava a língua perto da minha barriga e respirava nela, subia de novo até meus mamilos e os mordia. Pegou meu pau e, num movimento só, engoliu ele inteiro, fazia careta de ânsia de vez em quando, parava e continuava me masturbando.

Naquele momento, me senti desafiado, não podia deixar ela continuar brincando. Então tomei a iniciativa. Ainda de joelhos, peguei ela pelo cabelo, puxei ela perto do meu pau, mas não deixei ela chegar. Dei um tapa nela e ela pareceu gostar. Brinquei com ela, fingindo que ia aproximar e puxando de novo. Vi a vontade nos olhos dela e enfiei de uma vez. Me movia com o quadril e ela... Só soltava saliva, ficamos um tempão assim até que eu levantei ela, empurrei na cama e comecei a beijar ela de novo, passei a língua pelo corpo todo dela, com calma mas garantindo que ela sentisse cada toque, percebendo as reações dela.

Abri as pernas dela e comecei o oral, brinquei com minha língua nas dobras dela, de vez em quando soltando um estalo com um beijo, enfiei a língua e fiz círculos, ela tava em êxtase e gozou na primeira vez. Não deixei ela descansar, enfiei os dedos e comecei o movimento, cuidando pra roçar nas paredes dela enquanto com outro dedo estimulava o clitóris, ela tapava a boca, mas não conseguiu evitar de gozar de novo, os fluidos começaram a jorrar pra caralho, eu continuei no ritmo até sentir que era a hora, tirei a mão e ela ficou lá, imóvel, respirando acelerado. Coloquei a camisinha e deitei sobre ela, de novo brinquei com a ponta ao redor da entrada, movia pra cima e pra baixo como se fossem meus dedos, quando ela começou a arquear de novo, enfiei o pau, agora tudo tava do meu lado, eu controlava os movimentos e vi ela ter outro orgasmo, ela se deitou pensando que era só, mas não era, sentei na cama e coloquei ela por cima de mim, ela não acreditava, ainda ia continuar, fiz ela cavalgar por um bom tempo, até que veio outro gozo nela.

Foi assim a noite, intensa, ela não acreditava no que tinha rolado, era multiorgásmica e não sabia, já tinha sentido aquela vontade de soltar algo, mas nunca tinha conseguido, comigo teve aquele squirt. Confessei que não achava aquilo extraordinário, não que eu precisasse me comparar com ninguém, mas não acho que sou o único homem que se preocupa com o orgasmo feminino, ela disse que pelo menos nunca tinha conhecido alguém assim.

Naquele ponto, nossa relação deu esse passo, começamos com o sexo, sim, mas cada um terminou com o seu; eu terminei oficialmente com a Ani, que naquela altura, com toda a fofoca que tinha rolado, caiu bem pra ela. notícia; Sim, continuei com o assédio da ex dela, mas com minha presença constante, acabei convencendo ela de que o nosso era pra valer; a partir daí, viramos um casal e, mesmo achando que seria passageiro, foi com a Yes que as coisas ficaram totalmente sérias. Nós nos apoiamos, crescemos juntos, passamos pelos momentos ruins lado a lado e superamos tudo. Com a bênção dos meus pais, da mãe dela e do irmão mais velho, acabamos nos casando dois anos depois, numa cerimônia simples, íntima e rodeada das pessoas que realmente gostavam da gente. Nosso casamento sempre foi marcado pela comunicação e pela abertura de ideias em todos os aspectos, o que nos permitiu compartilhar nossa felicidade. E, sem saber, essa mesma comunicação e abertura, com o tempo, também nos permitiria compartilhar nossa sexualidade.
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