Capítulo VIII
Cielo Riveros continuava me fornecendo os pastos mais deliciosos.
Suas jovens extremidades nunca perdiam as doses
carmesins que eu sugava, nem reclamavam como um grave
incômodo as minúsculas picadas que, muito a
contragosto, eu era obrigado a infligir nela para me sustentar.
Decidi, portanto, ficar com ela, apesar de que
ultimamente sua conduta tinha se tornado um tanto
questionável e meio irregular, pra não dizer outra coisa.
Do que eu percebi sem sombra de dúvida é que ela tinha
perdido todo vestígio de delicadeza e recato virginal, e que
agora só vivia para os prazeres do gozo sexual.
Logo fiquei convencido de que minha mocinha não tinha
ignorado nem um pouco da lição que tinha recebido sobre
sua parte na conspiração que estava sendo preparada.
Agora pretendo relatar como ela interpretou seu papel.
Não demorou muito antes de Cielo Riveros se
encontrar na mansão do Mister Delmont, e, como a
sorte quis, ou melhor, como aquele
digno varão havia planejado, a sós com o apaixonado proprietário.
Mister Delmont viu sua oportunidade, e como um general
esperto, se preparou na hora para o ataque. Considerava sua
linda acompanhante ou totalmente alheia às suas
intenções, ou deliciosamente disposta a incentivar suas investidas.
Já tinha Mister Delmont o braço em volta da cintura de
Cielo Riveros quando, aparentemente por acaso, a mão direita
suave dela, que a palma nervosa do cavalheiro
apertava, pousou na coxa viril dele.
O que Cielo Riveros sentiu sob a mão evidenciou sem sombra
de dúvida a violenta excitação dele. Um arrepio percorreu
rapidamente o objeto duro que estava escondido, e Cielo Riveros
sentiu por sua vez esse espasmo simpático que denota prazer
sensual.
O mulherengo Mister Delmont atraiu suavemente a
garota para si e abraçou seu corpo complacente. Deu
de repente um beijo quente na bochecha dela e sussurrou Elogios pra desviar a atenção da garota. Tentou algo mais: moveu suavemente a mão de Cielo Riveros em volta do objeto duro até que a moça percebeu que a excitação do companheiro corria o risco de sair do controle.
Durante toda essa enrolação, Cielo Riveros tinha se mantido firme no seu papel; era a cara da inocência recatada.
Mister Delmont, animado pela falta de resistência da jovem amiga, tomou outras medidas ainda mais ousadas. A mão safada dele seguiu a barra do vestido delicado de Cielo Riveros e apertou a panturrilha macia dela. Em seguida, de repente, enquanto depositava um beijo quente nos lábios vermelhos dela, enfiou rapidamente os dedos trêmulos por baixo do vestido e tocou a coxa roliça dela.
Cielo Riveros se afastou. Em qualquer outra hora, de bom grado teria se deitado de costas e deixado ele fazer as piores coisas que soubesse; mas lembrou qual era seu papel e continuou interpretando na perfeição.
— Ah, que mal-educado o senhor é! — se irritou a moça —, que safado, não posso permitir! Meu tio diz que não devo deixar ninguém meter a mão aí, pelo menos não sem antes... — Cielo Riveros hesitou, parou e fez cara de boba.
Além de excitação, Mister Delmont sentia agora curiosidade.
— Não sem antes o quê, Cielo Riveros?
— Ah, não devo contar. Não devia ter mencionado. Mas como o senhor fez uma coisa tão mal-educada comigo, perdi a cabeça e esqueci.
— Esquecer, o quê?
— Uma coisa que meu tio sempre me diz — respondeu Cielo Riveros, simplesmente.
— Do que se trata? Me conta.
— Não me atrevo. Além disso, não entendo o que ele quer dizer.
— Se me disser o que ele te falou, eu explico.
— Promete não contar pra ninguém?
— Claro.
— Bem, ele diz que não devo deixar ninguém meter a mão ali, e que quem quiser fazer isso, tem que pagar bem por isso.
— Ele diz isso mesmo?
— Sim, é o que ele diz. E também diz que eu sou capaz de lhe proporcionar uma boa grana desse jeito, e que tem um montão de cavalheiros endinheirados que pagariam pelo que você quer fazer comigo, e diz que não é tão idiota a ponto de perder uma oportunidade dessas.
—Francamente, Cielo Riveros, seu tio é um homem de negócios bem escrupuloso. Não imaginava que ele fosse desse tipo.
—Pois é assim que ele é—respondeu Cielo Riveros—. Ele tem uma paixão danada por dinheiro, pode acreditar, mas mantém isso em segredo; e mal sei ao certo do que ele tá falando, mas às vezes diz que vai vender minha virgindade.
«Será possível?», pensou o Sr. Delmont.
—Que homem deve ser! Que visão impressionante para os negócios!
Na verdade, quanto mais o Sr. Delmont pensava nisso, mais convencido ficava de que a explicação engenhosa de Cielo Riveros era verdadeira. Tinha que comprá-la. E ele a compraria; preferia mil vezes isso a recorrer a um caso secreto e depois correr o risco de ser descoberto e punido.
No entanto, antes que pudesse fazer muito mais do que girar essas reflexões sábias na cabeça, foram interrompidos pela chegada de sua filha Júlia, e muito a contragosto, ele soltou sua acompanhante e arrumou a roupa para não ofender o recato.
Cielo Riveros rapidamente deu uma desculpa e foi para casa, deixando que os acontecimentos seguissem seu curso.
A rota que minha linda mocinha tomou passava por vários prados e corria paralela a uma estrada de carroça que desembocava numa estrada larga bem perto da residência do tio dela.
Era começo da tarde e o tempo estava magnífico. A trilha dava várias curvas repentinas, e enquanto Cielo Riveros seguia seu caminho, se distraía observando o gado nos pastos ao redor.
Logo a trilha ficou ladeada por árvores. A longa linha reta de troncos separava a estrada de carroça do caminho para pedestres. No prado mais próximo, viu vários homens lavrando a terra, e um pouco mais adiante, um grupo de mulheres que tinham dado uma pausa rápida na tarefa de capinar pra fofocar um pouco.
Do outro lado da calçada tinha uma cerca viva, e ao olhar através dela, Céu Riveros viu uma cena que a chocou profundamente. No pasto havia dois animais, um cavalo e uma gostosa. Ele tinha, claramente, perseguido ela pelo pasto e finalmente encurralado a companheira num canto, não muito longe de onde ela estava.
Mas o que mais chocou e surpreendeu Céu Riveros foi a maravilhosa excitação que mostrava um longo e acastanhado membro ereto que pendia sob a barriga do garanhão e que, de vez em quando, se levantava contra o corpo dele com uma sacudida impaciente.
Sem dúvida a égua também tinha reparado no membro, pois agora estava perfeitamente parada de costas para o cavalo.
Ele estava tão apertado pelos instintos eróticos que não ia ficar de flerte por muito tempo, e a moça viu, para seu espanto, que a enorme criatura montava na gostosa por trás pra depois tentar enfiar a ferramenta nela.
Céu Riveros observava, cheia de interesse e expectativa, e viu como o longo pau inchado do cavalo acertou de vez e desapareceu por completo na bunda da gostosa.
Dizer que as emoções sensuais da jovem despertaram seria só expressar o resultado natural de uma exibição tão safada. Foi mais que um despertar; seus instintos libidinosos pegaram fogo. Ela segurou as próprias mãos e contemplou com interesse o encontro lascivo; e quando, depois de agir rápida e furiosamente, o animal retirou o pinto encharcado, Céu Riveros ficou olhando pra ele. Uma vontade louca de se apropriar daquele penduricalho enorme e usá-lo pra seu próprio prazer tomou conta dela.
Nesse estado de espírito excitado, ela sentiu que precisava fazer algo pra aliviar a poderosa emoção que a apertava. Fazendo um grande esforço, Céu Riveros desviou o olhar, e naquele exato momento, quando levava Depois de andar meia dúzia de passos, deu de cara com uma cena que, sem dúvida, não ia ajudar a aliviar a excitação dela.
No meio do caminho, estava um rapaz rústico de uns dezoito anos; os traços dele eram atraentes, mas meio bobos, e estavam virados para o prado onde os cavalos brincavam afetuosamente. Uma abertura na cerca que margeava a trilha dava a ele uma vista excelente, e ele se entregava à contemplação com tanto interesse quanto Cielo Riveros tinha mostrado antes.
Mas o que chamou poderosamente a atenção da moça foi o estado das roupas do rapaz, e a aparição de um tremendo pau, vermelhão e bem desenvolvido, que, de cara limpa e completamente exposto, erguia na frente sem vergonha sua crista irada.
O efeito que a cena do prado tinha causado não deixava dúvidas, pois o rapaz já tinha desabotoado a roupa interior de tecido grosseiro e segurava com nervosismo uma arma da qual um carmelita teria se orgulhado. Ele devorava com olhos ansiosos a cena que se desenrolava diante dele no prado, enquanto a mão direita puxava a pele da coluna ereta e manobrava vigorosamente para cima e para baixo, completamente alheio a que um espírito tão parecido com o dele estivesse testemunhando seu ato.
Um sobressalto e uma exclamação que Cielo Riveros deixou escapar o obrigaram a olhar em volta imediatamente, e ali mesmo, na frente dele, viu a linda moça, diante de quem ele expunha por completo sua nudez e sua lasciva ereção.
— Ah, meu Deus! — exclamou Cielo Riveros, assim que conseguiu falar —, que visão horrível! Que menino tão safado! Mas o que você está fazendo com essa coisa comprida e vermelha?
O garoto, envergonhado, tentou desajeitadamente enfiar de volta na cueca o objeto que tinha provocado esses comentários, mas a confusão dele e a rigidez da coisa tornaram a operação algo muito difícil, para não dizer tediosa. Cielo Riveros balançou gentilmente para ajudá-lo.
— O que é isso? Deixa eu te ajudar. Como é que isso apareceu? Que grande e duro que é, e que comprimento! Caramba, que tremendo você tem, seu safado! — e enquanto falava, pousou a mãozinha branca e delicada sobre o pau ereto do rapaz, e ao segurá-lo suave e quentinho, naturalmente só fez com que fosse ainda mais difícil ele voltar pro esconderijo.
Enquanto isso, o moço, recuperando aos poucos a compostura e vendo como sua nova conhecida era linda e de aparência inocente, parou de demonstrar qualquer vontade de ajudá-la na nobre tarefa de esconder o membro rígido e vergonhoso. Na verdade, mesmo que quisesse, a tarefa já era impossível, porque assim que Cielo Riveros o agarrou, ele cresceu ainda mais, com a cabecinha roxa e esticada brilhando igual ameixa madura.
— Que diabinho! — observou Cielo Riveros. — O que eu faço? — continuou, olhando com um jeito provocante pro rosto bonito do camponês.
— Ah, como eu gosto disso! — disse o moço, soltando um suspiro. — Quem diria que você estava tão perto enquanto eu me sentia tão mal... Acabou de começar a pulsar e inchar agora mesmo!
— Isso é muito, mas muito perverso — apontou a moça, apertando com mais força e sentindo as chamas gostosas da safadeza subindo cada vez mais dentro dela. — Isso é errado, e é uma travessura, bem que você sabe, seu canalha.
— Você viu o que os cavalos estavam fazendo no pasto? — perguntou o garoto, olhando confuso pra Cielo Riveros, cuja beleza parecia se erguer como a aurora sobre sua mente limitada, do mesmo jeito que o sol surge de mansinho sobre uma paisagem chuvosa.
— Vi, sim — respondeu a moça, inocente. — Por que eles faziam aquilo? E o que estavam fazendo exatamente?
— Ora, estavam fodendo — respondeu o jovem com um sorriso safado. — Ele queria a gostosa, e a gostosa queria o garanhão, de do jeito que se acoplaram e foderam.
—Senhor, que curioso —exclamou Cielo Riveros, desviando o olhar com simplicidade infantil daquela coisa enorme que tinha entre as mãos para fixá-lo no rosto do rapaz.
—É, foi divertido, né? E, Virgem santa!, que ferramenta você tinha, não é mesmo, senhorita?
—Imensa —murmurou Cielo Riveros, pensando também naquela coisa que estava descascando devagar, pra frente e pra trás, com a própria mão.
—Ah, que cócegas gostosas —disse o rapaz entre suspiros—. Que linda você é! Que roçadas deliciosas! Continua, continua, senhorita, quero gozar.
—Sério? —sussurrou Cielo Riveros—. Quer que eu faça você gozar?
Cielo Riveros viu que o objeto ereto ia ficando mais vermelho com a estimulação suave que ela dava, até que a ponta roliça quase parecia que ia estourar. Invadiu-a com força um desejo safado de ver o efeito da fricção.
Ela se dedicou à tarefa lasciva com energia redobrada.
—Ah, pelo amor, continua... Tá quase chegando. Ah! Ah! Como você faz bem! Segura firme!... Mais rápido!... Descasca até embaixo! Agora, de novo. Ah, Deus do céu. Ah! —A ferramenta longa e dura ficou mais quente e rígida enquanto as mãozinhas a manipulavam com destreza—. Ah, ah, tô gozando! Ah! Ah! —exclamou o camponês com voz entrecortada, enquanto os joelhos tremiam, o corpo ficava duro, a cabeça caía pra trás e, entre contorções e gritos abafados, o pênis enorme e poderoso dele jorrava um jorro rápido de esperma grosso sobre as mãozinhas que, ansiosas pra se banhar naquele fluxo quente e viscoso, agora seguravam com carinho o enorme pau e extraíam a chuva torrencial de porra.
Cielo Riveros, surpresa e encantada, bombeou até a última gota —se tivesse coragem, teria lambido—, e depois,
tirando o lenço de batista, limpou os restos grossos e nacarados das mãos.
O rapaz, confuso e atordoado, guardou o membro. vencido e
observou sua companheira com um ar de curiosidade e admiração
misturados.
— Onde você mora? — finalmente lhe ocorreu perguntar.
— Não muito longe daqui — respondeu Céu Riveros —. Mas não deve
tentar me seguir, nem investigar, já sabe. Se fizer isso —
continuou a moça —, vai sair perdendo, pois nunca mais vou
fazer isso com você, e será castigado.
— Por que a gente não fode como o garanhão? — sugeriu o
jovem cujo tesão, só meio apaziguado, começava a esquentar de novo.
— Um dia, talvez. Agora não, que estou com pressa. Estou
atrasada; preciso ir imediatamente.
— Vai me deixar meter a mão por baixo da roupa?
Me diga, quando você volta?
— Agora não — garantiu Céu Riveros, se afastando aos poucos —,
mas vamos nos encontrar de novo. — Ela guardava uma lembrança
vívida daquela transa gostosa, agora dentro da cueca do
rapaz —. Me diga — prosseguiu ela —. Você já comeu alguém?
— Não, mas adoraria... Não acredita em mim?... Bom, então
sim, já comi sim.
— Que escândalo! — exclamou a moça.
— Aposto que meu pai adoraria foder com você — disse ele sem
hesitar, ignorando o gesto de despedida dela.
— Seu pai? Que horror!... Como você tem tanta certeza?
— Porque meu pai e eu comemos as garotas juntos.
A ferramenta dele é bem maior que a minha.
— Se você diz... Mas será que seu pai e você fazem essas
coisas juntos mesmo?
— Sim, quando surge a oportunidade. Você devia ver ele comendo.
Ai, por Cristo! — exclamou, e sorriu que nem um idiota.
— Você não parece muito esperto — disse Céu Riveros.
— Pois meu pai não é tão esperto quanto eu — rebateu o
rapaz, abrindo um sorrisão enquanto
mostrava a pica, já meio dura de novo —. Agora sei como
foder, mesmo só tendo feito uma vez. Devia me ver comendo.
E Céu Riveros
viu a ferramenta enorme, ereta e pulsando.
— Com quem você fez isso, safado?
— Com uma garota de catorze anos. Nós comemos ela, eu e meu pai.
— Quem comeu —Quem foi primeiro? —quis saber Cielo Riveros.
—Eu, e meu pai me pegou. Então ele quis a parte dele e me fez segurar ela. Devia ver ele fodendo, por Cristo vivo!
Poucos minutos depois, Cielo Riveros já estava de volta ao caminho e chegou em casa sem que lhe acontecessem mais aventuras.
Capítulo IX
Quando, naquela tarde, Cielo Riveros contou o resultado de sua entrevista com Mister Delmont, dos lábios de seus dois comparsas brotou uma risadinha grave de satisfação. Nada disse, no entanto, sobre o jovem aldeão que encontrara pelo caminho. Considerava totalmente desnecessário incomodar o astuto padre Ambrose ou seu não menos sagaz parente contando aquela parte de seus atos do dia.
O plano estava, a todas as luzes, prestes a se tornar realidade. A semente plantada com tanta discrição sem dúvida frutificaria, e ao pensar Ambrose no delicioso prazer que com certeza um dia experimentaria ao fazer sua a jovem e linda Julia Delmont, ganhou ânimo e suas paixões saborearam de antemão as ternas delicadezas que haveriam de ser suas, até que o resultado se fez visível na enorme tensão de seu pau e na excitação que todo seu comportamento denunciava.
Mister Verbouc não ficou menos comovido. Sensual ao extremo, prometeu a si mesmo um banquete lascivo com os encantos recém-descobertos da filha de seu vizinho, e a ideia do convite vindouro agiu do mesmo modo sobre seu temperamento nervoso.
Ainda havia certos detalhes a acertar. Era evidente que o simplório Mister Delmont agiria acreditando que eram verdadeiras as declarações de Cielo Riveros a respeito da vontade de seu tio de vender sua virgindade.
O padre Ambrose, cujo conhecimento de Delmont o levara a sugerir essa ideia, sabia bem com quem estava lidando; de fato, quem, dentre aqueles que tinham o privilégio de tê-lo como confessor, não revelava sua natureza mais profunda a seu sacerdote no sagrado sacramento da confissão? Padre Ambrose era discreto, observava fielmente o silêncio que sua religião impunha, mas não tinha escrúpulos em usar os conhecimentos assim adquiridos para seus próprios fins; e a esta altura o leitor sabe tão bem quanto eu quais eram esses fins.
Foi assim que a trama se organizou. Certo dia — já decidiriam qual —, Cielo Riveros devia convidar sua amiga Julia para passar o dia com ela na casa de seu tio, e Mister Delmont, conforme combinado, receberia instruções de ir buscá-la. Depois que ele e a inocente Cielo Riveros flertassem um pouco, uma vez tudo explicado e previamente acordado, ela devia se retirar, e com o pretexto de que era absolutamente necessário tomar algum tipo de precaução para evitar o menor escândalo, Cielo Riveros seria apresentada a ele em um cômodo adequado, deitada num sofá, onde seu corpo lindo e seus encantos ficariam à disposição dele enquanto sua cabeça permanecia escondida atrás de uma cortina bem fechada. Desse modo, Mister Delmont, ansioso pelo encontro gostoso, poderia arrancar a joia que cobiçava da sua bela vítima, sem que ela — que não saberia quem era seu agressor — tivesse chance de acusá-lo do abuso nem se envergonhasse na presença dele.
Tudo isso devia ser explicado a Mister Delmont, e sua concordância era dada como certa; só faltava um detalhe. Ninguém devia contar a ele que Cielo Riveros seria substituída pela própria filha. Ele só saberia quando tudo tivesse acabado.
Enquanto isso, preparariam Julia aos poucos e em segredo para o que ia acontecer, sem mencionar, claro, a catástrofe final nem quem seria o verdadeiro participante. Mas aqui o padre Ambrose estava em seu elemento, e com perguntas bem direcionadas e uma abundância de explicações — totalmente desnecessárias num confessionário —, logo colocou a jovem a par de coisas com que até então ela nem tinha sonhado, todas as quais Cielo Riveros se caló de explicar e confirmar.
Todas essas questões tinham sido definitivamente decididas em comum, e a consideração do assunto já tinha produzido um efeito tão violento nos dois homens que agora estavam preparados para celebrar sua boa sorte através da posse da jovem e gostosa Céu Riveros com um tesão que nunca tinham superado.
Minha senhorita, por sua vez, estava encantada em se prestar às fantasias deles, e enquanto se sentava ou se recostava no sofá macio com um pau ereto em cada mão, suas próprias emoções cresceram proporcionalmente até ansiar pelos abraços vigorosos que, como bem sabia, viriam a seguir.
O padre Ambrose, como sempre, foi o primeiro. Colocou ela de bruços, mandou que mostrasse suas bundas roliças e brancas o máximo que pudesse, e parou um momento para contemplar a deliciosa vista e a rachinha delicada, que mal se via, um pouco mais adiante. Sua arma, formidável e bem carregada com a essência da natureza, se ergueu irada e ameaçou entrar por qualquer uma das duas portas nas deliciosas trevas do amor.
Mister Verbouc, como em outras ocasiões, se preparou para testemunhar o ataque desproporcional com a intenção evidente de depois se divertir interpretando seu papel preferido.
O padre Ambrose contemplou com lascívia os promontórios brancos e torneados que tinha na frente. As tendências clericais de sua educação o excitavam a cometer uma infidelidade para com a deusa, mas a certeza do que seu amigo e patrão esperava dele o conteve por enquanto.
— Demoras são perigosas — disse —, estou com as bolas cheias demais; essa querida menina deve receber seu conteúdo, e você, meu amigo, deve se deliciar com a abundante lubrificação que vou lhe fornecer.
Ambrose, pelo menos nessa ocasião, não dizia senão a verdade. A arma enorme, coroada pela cabeça lisa, roxa e brilhante como uma fruta madura, o pau dela ficava duro e apontando pro umbigo, e os caralhos imensos, duros e redondos, pareciam cheios daquele veneno que tava louco pra jorrar. Quando, quase explodindo de tesão, o sátiro se aproximou da presa, uma gota grossa e opaca —um gostinho do que viria depois— apareceu na ponta do pau. Inclinando pra baixo com impaciência a vara dura, Ambrose enfiou a cabaça entre os lábios da fenda molhada da Cielo Riveros, e, toda lubrificada como tava, começou a meter. —Ai, que duro! Que grande! —gritou Cielo Riveros—. Tá doendo, vai devagar... Ai, para! Mas Cielo Riveros podia estar falando com o vento. Uma sequência rápida de estocadas, umas pausas de vez em quando, mais força, e Cielo Riveros ficou empalada. —Ah! —exclamou o tarado, virando triunfante pro colega, os olhos brilhando e a boca babando de tesão—. Ah, isso é uma delícia, demais! Como ela é apertada!, e mesmo assim engoliu tudo. Tô enterrado até as bolas. Mister Verbouc conferiu direitinho. Ambrose tava certo. Dos bagos dele só se via as duas bolas enormes, que, bem apertadas, faziam pressão entre as pernas da Cielo Riveros. Enquanto isso, Cielo Riveros sentia lá no fundo a paixão que tomava conta do invasor. Percebeu a cabaça saindo da pele, e na hora, tomada pelas emoções mais safadas, com um gritinho, gozou gostoso. Mister Verbouc tava encantado. —Mete! Mete! —disse—. Agora ela adora, enfia tudo, mete! Ambrose não precisava desse incentivo: segurando Cielo Riveros pela cintura, se enterrava nela a cada estocada. O prazer veio rápido; puxou o pau fumegante, deixando só a cabaça, e depois, com uma última metida, soltou um gemido que vinha de o mais fundo e soltou um perfeito
dilúvio de fluido quente no delicado corpo de Cielo Riveros.
A moça sentiu a substância quente e escorrendo que
subia vigorosa por dentro dela, e mais uma vez ofereceu seu
tributo. Os abundantes jorros que agora se derramavam
em suas entranhas desde as poderosas reservas do padre
Ambrose, cujo dom singular nesse particular já
expliquei, provocaram em Cielo Riveros sensações intensíssimas, e
durante essa descarga ela experimentou um prazer profundo.
Mal Ambrose tinha se
retirado quando Mister Verbouc
tomou posse de sua sobrinha e iniciou um lento e delicioso
aproveitamento de seus encantos mais íntimos. Após um intervalo de
vinte minutos inteiros, durante os quais o safado do tio se
deleitou ao máximo, culminou seu prazer com uma copiosa
descarga que Cielo Riveros recebeu com tais espasmos de gozo que
só uma mente totalmente lasciva poderia apreciar.
— Eu me pergunto...
— disse Mister Verbouc, após recuperar o
fôlego e se refrescar com um longo gole de bom vinho —, me
pergunto como é que essa querida menina me inspira um
arrebatamento tão avassalador. Em seus braços, esqueço de mim
mesmo e de todo o mundo. A embriaguez do momento me
arrasta e eu desfruto de um êxtase desconhecido.
A observação, ou
reflexão, chame-se como preferir, do
tio, ia, em certa medida, dirigida ao bom padre, e, sem dúvida,
em parte era o resultado de manobras de espíritos que
habitavam seu interior e que involuntariamente afloravam e tomavam a forma
de palavras.
— Acho que eu poderia
lhe dizer o motivo — disse Ambrose
sentenciosamente —, só que talvez o senhor não acompanhasse
meu raciocínio.
— Explique-me,
claro que sim — replicou Mister Verbouc —.
Sou todo ouvidos, e
se algo eu gostaria de ouvir é o seu motivo.
— Meu motivo, ou
melhor, deveria dizer meus motivos —
observou o padre
Ambrose —, ficarão evidentes quando o
senhor tiver captado minha hipótese. — Em seguida, pegando uma
pitada de rapé, um costume no qual O bom homem
geralmente fazia uma pausa antes de comunicar alguma reflexão
de peso, continuou—: O prazer sensual deve ser sempre
proporcional à adaptabilidade das circunstâncias que vão
dirigidas a produzi-lo. E isso é paradoxal, pois quanto
mais avançamos na sensualidade, e mais voluptuosos se
tornam nossos prazeres, maior é a necessidade de que essas
circunstâncias estejam em conflito. Não me interprete mal; tentarei me expressar
com mais clareza. Por que um homem comete um estupro
quando está rodeado de mulheres gostosas
dispostas a deixá-lo usar seus corpos?
Simplesmente,
porque ele não se contenta em estar de acordo com
a parte contrária do seu prazer, e é justamente na
resistência dela que reside o prazer dele. Sem dúvida, há casos em
que um homem de caráter brutal, buscando apenas sua própria
satisfação sexual, se não consegue encontrar um
objeto complacente para sua gratificação, força uma mulher,
ou uma menina, à vontade, sem outro objetivo que o
alívio imediato dos instintos que o torturam; mas se
buscarmos os registros de crimes semelhantes, veremos
que, em um número maior, obedecem a um propósito
deliberado, planejado e executado mesmo quando existem outros meios
de satisfação evidentes e até legais. A oposição
ao prazer desejado serve para aguçar seu apetite
lascivo, e a introdução do traço distintivo do crime e da
violência adiciona entusiasmo à questão, que vai se firmando
com firmeza na mente. Está errado, é
inaceitável, portanto vale a pena buscar, se torna
delicioso. Mais uma vez, qual é o motivo de um homem
de constituição vigorosa e capaz de se saciar com uma mulher
completamente desenvolvida, preferir uma garotinha
imatura? Eu respondo: porque essa disparidade lhe
proporciona prazer, gratifica a imaginação, e portanto se
encaixa com exatidão nas circunstâncias das quais falo.
Com efeito, e sem
sombra de dúvida, é a imaginação A que trabalha. A lei do contraste rege nisso tanto quanto em tudo o mais. A mera distinção dos sexos não é por si só suficiente para o homem voluptuoso e cultivado; são necessários contrastes mais acentuados e peculiares para aperfeiçoar a ideia que ele concebeu. As variações são infinitas, mas em todas elas subjaz a mesma lei. Os altos preferem as baixas, os de pele clara preferem as de pele morena, os fortes escolhem mulheres frágeis e ternas, e essas mulheres têm preferência por companheiros vigorosos e robustos. Os dardos de Cupido carregam incompatibilidades na ponta e as incongruências mais extremas nas penas; ninguém, exceto os animais inferiores, as próprias bestas, copula indiscriminadamente com o sexo oposto, e até essas têm preferências e desejos tão irregulares quanto os da humanidade. Quem nunca viu o comportamento antinatural de dois cachorros de rua, ou não zombou dos esforços atrapalhados de uma vaca velha que, enquanto é levada ao mercado com o resto do rebanho, extravasa seus instintos sensuais montando no lombo da vizinha mais próxima? Assim respondo ao seu convite, e lhe ofereço meus motivos para a preferência que você sente pela sua sobrinha, pela companheira de brincadeiras doce, porém proibida, cujas extremidades deliciosas eu apalpo agora.
Enquanto o padre Ambrose concluía, olhou um instante para a bela jovem, e sua arma enorme se ergueu até atingir suas máximas dimensões.
— Vem, fruta proibida — disse —, deixa eu te pegar como tal, deixa eu aproveitar de ti até ficar satisfeito. Você é meu prazer, meu êxtase, minha gozação delirante. Vou te cobrir de porra, vou te possuir apesar dos ditames da sociedade... Você é minha, vem!
Cielo Riveros contemplou o membro vermelho e ereto do confessor, percebeu seu olhar excitado cravado em seu próprio corpo jovem. Sabia sua intenção e se dispôs a agradá-lo.
O eclesiástico já havia entrado inúmeras vezes em suas
entranhas tenras e enfiado seu majestoso pênis tão longo
quanto era em suas partes sensíveis. A dor devido à
penetração anterior agora havia dado lugar ao prazer, e a
carne jovem e elástica se abriu para receber a coluna de
cartilagem com o único desconforto de que precisava ter
cuidado ao alojá-la.
O bom homem contemplou por um momento a
tentadora perspectiva que tinha diante de si e então, avançando,
dividiu os lábios rosados da fenda de Cielo Riveros e introduziu
a suave glande de sua enorme arma: ao notá-la, Cielo Riveros,
agitada, sentiu que um arrepio de emoção percorria seu corpo.
Ambrose continuou penetrando até que, após algumas
investidas ferozes, enterrou-se por completo em seu
corpinho apertado e ela o recebeu até as bolas.
Depois vieram os embates, as vigorosas
contorções de um lado e os soluços espasmódicos e
gritos abafados do outro. Se os prazeres do eclesiástico
eram intensos, os de sua jovem companheira de jogos eram
igualmente voluptuosos, e o artefato rígido já estava bem
lubrificado com a descarga dela quando Ambrose, soltando
um gemido profundamente sentido, chegou mais uma vez ao
seu ápice e Cielo Riveros sentiu a torrente de derramamentos que
queimava violentamente em seu âmago.
— Ah, como vocês me inundaram os dois! — disse Cielo Riveros, e
enquanto falava viu que uma poça encharcava suas pernas
e se derramava entre suas coxas e sobre a capa do sofá.
Antes que qualquer um deles pudesse responder ao
comentário, ouviram-se uns gritos na pacata sala que,
agora mais fracos, captaram de imediato a atenção dos
três.
E aqui devo colocar meu leitor a par de um ou dois
detalhes que até agora, na minha qualidade de inseto,
não achei necessário mencionar. O fato é que as pulgas,
apesar de serem sem dúvida uma das espécies mais ágeis, não
têm a capacidade de estar em todos os lugares ao mesmo tempo. embora sem dúvida possamos compensar e de fato
compensamos essa desvantagem graças ao exercício de uma
agilidade raramente igualada por outros membros da tribo dos
insetos.
Eu deveria ter explicado, como qualquer narrador
humano, embora, talvez, com menos rodeios e mais
veracidade, que a tia de Cielo Riveros, a Senhora Verbouc, da qual se
fez uma breve apresentação aos meus leitores no capítulo
inicial da minha história, tinha seus aposentos numa ala da
mansão onde passava boa parte do tempo, assim como
a Senhora Delmont, entregue a exercícios devotos, e, com uma
feliz despreocupação pelos assuntos mundanos, geralmente deixava o
governo doméstico da casa para sua sobrinha.
O Senhor Verbouc já havia alcançado a fase da
indiferença pelos atrativos de sua cara-metade, e raramente
visitava os aposentos dela ou interrompia seu repouso
com o propósito de exercer seus direitos maritais.
A Senhora Verbouc, no entanto, ainda era jovem: mal
haviam passado trinta e dois verões sobre sua piedosa e
devota pessoa. Era gostosa, e além disso tinha trazido ao
marido o benefício adicional de uma fortuna considerável.
A dama, apesar de sua beatice, às vezes definhava por
consolos mais tangíveis que constituíam os abraços do
marido, e saboreava com intenso deleite o exercício dos
direitos dele nas visitas ocasionais que ele fazia à
sua cama.
Nesta ocasião, a Senhora Verbouc havia se recolhido cedo,
como fazia habitualmente, e para explicar o que se segue é
necessária esta digressão. Enquanto essa afável dama, portanto,
está ocupada com esses assuntos de toucador que nem
mesmo as pulgas ousamos profanar, falemos de outro
personagem não menos importante cuja conduta
também será necessário estudar.
Aconteceu que o padre Clement, cujas façanhas nas lides
da deusa do amor já tivemos ocasião de descrever, doía no fundo
a retirada da jovem Cielo Riveros da
Sociedade da Sacristia e, sabendo quem era e onde
podia ser encontrada, tinha rondado por vários dias a
residência do
Mister Verbouc com a ideia de possuir de novo o
delicioso troféu
do qual, como lembram, o astuto
Ambrose havia privado seus confrades.
Clement contava
nessa tentativa com o apoio do
superior, que
também lamentava amargamente sua perda,
sem suspeitar,
contudo, o papel que nela havia
desempenhado o
padre Ambrose.
Naquela noite em
específico, Clement tinha se postado perto
da casa, e ao
ver uma oportunidade, se aproximou para olhar por
uma janela que,
tinha certeza, era a da linda Cielo Riveros.
Claro, como são
vãos os cálculos humanos!
Enquanto o
desamparado Clement, privado de seus prazeres,
vigiava sem
descanso um cômodo, o objeto de seus desejos se
entregava com
avidez, em outro, a um gozo lascivo entre dois
vigorosos
amantes.
Enquanto isso,
a noite avançava, e Clement, ao
encontrar tudo
tranquilo, deu um jeito de se erguer até a
altura da janela. No quarto ardia uma luz tênue
graças à qual
o ansioso padre pôde vislumbrar uma dama
que repousava
sozinha, desfrutando plenamente de um profundo
sono.
Sem qualquer
dúvida sobre sua capacidade de conquistar
Cielo Riveros
para seu prazer só com se fazer ouvir, e lembrando o
êxtase que havia
experimentado enquanto gozava de seus
encantos, o
audacioso sem-vergonha abriu a janela e entrou
no quarto. Totalmente coberto pelo hábito folgado de monge e
oculto sob sua
ampla capuz, se aproximou furtivamente da
cama enquanto seu
gigantesco pau, já desperto para os
prazeres que
prometia, se erguia feroz contra sua barriga peluda.
Mistress Verbouc
acordou, e sem hesitar nem um instante
que era seu
fiel esposo quem tão calorosamente se apertava
contra ela, se
virou com carinho para o intruso, e, de
bom grado, abriu suas
coxas complacentes e ofereceu seu vigoroso ataque.
Clement, por sua vez, igualmente seguro de que tinha a jovem CieloRiveros em seus braços, que, além disso, não recusava suas carícias, levou a situação ao limite; enquanto se colocava com pressa e paixão entre as pernas da dama, colocou seu enorme pau contra os lábios de uma fenda bem lubrificada, e totalmente ciente das dificuldades que esperava encontrar numa garota tão jovem, enfiou violentamente.
Um movimento, outra investida descendente de sua grande bunda, um grito abafado por parte da dama, e lenta mas segura a gigantesca massa de carne endurecida entrou até que ficou alojada em sua maior parte. Então Mistress Verbouc, por ser a primeira vez que Clement a penetrava, sentiu a diferença extraordinária. Esse pau tinha pelo menos o dobro do tamanho do do marido dela. E à dúvida seguiu-se a certeza. Levantou a cabeça, e à luz fraca do cômodo, viu acima dela, bem perto do seu rosto, o semblante excitado do feroz Clement.
Imediatamente houve uma luta, um protesto violento e uma tentativa inútil de se soltar do seu fornado agressor.
Ela podia fazer o que quisesse, que Clement não pensava em soltar sua presa. Não parou, mas, ao contrário, surdo aos seus gritos, enfiou até o fundo e lutou com pressa febril para completar seu horrível triunfo. Cego de raiva e luxúria, mostrou-se indiferente ao fato de que a porta tinha se aberto e aos golpes que choviam sobre seu traseiro; com os dentes apertados e o manso mugido de um touro, atingiu o clímax e derramou uma torrente de porra no útero relutante de sua vítima.
Então se deu conta da situação, e temendo as consequências de seu ataque detestável, levantou-se depressa, retirou sua arma espumante e saiu da cama pelo lado oposto ao do seu agressor. Esquivando como podia dos golpes que Mister Verbouc dava no ar, e bem Calou o capuz do hábito sobre o rosto pra não ser reconhecido, se jogou na direção da janela por onde tinha entrado; com um salto apressado conseguiu escapar na escuridão, seguido pelos xingamentos do marido enfurecido.
Já mencionamos num capítulo anterior que a Senhora Verbouc era uma inválida — ou pelo menos era assim que ela se imaginava —, e pra uma pessoa de nervos delicados e costumes reclusos, meu leitor pode imaginar por si mesmo qual havia de ser o provável efeito de um atropelo tão indecente. As proporções enormes do homem, a força dele, a fúria, quase a mataram, e ela jazia inconsciente na cama onde a violação tinha sido cometida.
Quando o Senhor Verbouc, que não era especialmente corajoso, viu que o agressor da mulher dele se levantava satisfeito da sua safadeza, deixou Clement se retirar em paz.
O Padre Ambrose e Cielo Riveros, que tinham seguido o marido ofendido a uma distância respeitosa, testemunharam da porta entreaberta o desenrolar da estranha briga.
Assim que o estuprador se levantou, Cielo Riveros e Ambrose o reconheceram na hora; na verdade, ela tinha, como o leitor já sabe, boas razões pra lembrar daquele penduricalho enorme que balançava ensopado entre as pernas dele.
Os dois, que tinham um interesse em comum em ficar calados, trocaram um olhar, o suficiente pra dizer um ao outro que deviam ser discretos, e se retiraram antes que a mulher ultrajada, ao fazer qualquer movimento, descobrisse que eles estavam por perto.
Vários dias se passaram antes que a pobre Senhora Verbouc se sentisse recuperada o bastante pra se levantar. O choque que os nervos dela sofreram foi tremendo, e se não fosse pelo tratamento amável e conciliador do marido, ela não teria aguentado a situação.
O Senhor Verbouc tinha suas razões pra deixar o assunto passar, e não deixou que nenhuma consideração o perturbasse. mais do que conveniente.
No dia seguinte à catástrofe que acabei de descrever,
o Senhor Verbouc recebeu a visita do seu querido amigo e
vizinho Senhor Delmont, e depois de ficarem reunidos, a sós
os dois, por mais de uma hora, se despediram com
sorrisos radiantes e cheios de elogios.
Um tinha vendido a sua sobrinha e o outro achava que tinha
comprado uma virgindade, aquela joia preciosa.
Quando o tio de Cielo Riveros anunciou, naquela noite, que o negócio estava
fechado e o assunto tinha sido devidamente
resolvido, houve grande alegria entre os conspiradores.
O padre Ambroise tomou posse imediata da tal
virgindade, e enfiando na garota o seu pau bem
comprido, procedeu, segundo sua explicação, a manter quente
o lugar, enquanto o Senhor Verbouc, como sempre,
se reservando até que seu comparsa tivesse terminado, atacou
depois a mesma fortaleza peluda, como ele mesmo disse
de brincadeira, só para lubrificar e facilitar a entrada do seu novo
amigo.
Em seguida, acertaram todos os detalhes e o grupo se separou, confiantes no sucesso do seu plano.
Cielo Riveros continuava me fornecendo os pastos mais deliciosos. Suas jovens extremidades nunca perdiam as doses
carmesins que eu sugava, nem reclamavam como um grave
incômodo as minúsculas picadas que, muito a
contragosto, eu era obrigado a infligir nela para me sustentar.
Decidi, portanto, ficar com ela, apesar de que
ultimamente sua conduta tinha se tornado um tanto
questionável e meio irregular, pra não dizer outra coisa.
Do que eu percebi sem sombra de dúvida é que ela tinha
perdido todo vestígio de delicadeza e recato virginal, e que
agora só vivia para os prazeres do gozo sexual.
Logo fiquei convencido de que minha mocinha não tinha
ignorado nem um pouco da lição que tinha recebido sobre
sua parte na conspiração que estava sendo preparada.
Agora pretendo relatar como ela interpretou seu papel.
Não demorou muito antes de Cielo Riveros se
encontrar na mansão do Mister Delmont, e, como a
sorte quis, ou melhor, como aquele
digno varão havia planejado, a sós com o apaixonado proprietário.
Mister Delmont viu sua oportunidade, e como um general
esperto, se preparou na hora para o ataque. Considerava sua
linda acompanhante ou totalmente alheia às suas
intenções, ou deliciosamente disposta a incentivar suas investidas.
Já tinha Mister Delmont o braço em volta da cintura de
Cielo Riveros quando, aparentemente por acaso, a mão direita
suave dela, que a palma nervosa do cavalheiro
apertava, pousou na coxa viril dele.
O que Cielo Riveros sentiu sob a mão evidenciou sem sombra
de dúvida a violenta excitação dele. Um arrepio percorreu
rapidamente o objeto duro que estava escondido, e Cielo Riveros
sentiu por sua vez esse espasmo simpático que denota prazer
sensual.
O mulherengo Mister Delmont atraiu suavemente a
garota para si e abraçou seu corpo complacente. Deu
de repente um beijo quente na bochecha dela e sussurrou Elogios pra desviar a atenção da garota. Tentou algo mais: moveu suavemente a mão de Cielo Riveros em volta do objeto duro até que a moça percebeu que a excitação do companheiro corria o risco de sair do controle.
Durante toda essa enrolação, Cielo Riveros tinha se mantido firme no seu papel; era a cara da inocência recatada.
Mister Delmont, animado pela falta de resistência da jovem amiga, tomou outras medidas ainda mais ousadas. A mão safada dele seguiu a barra do vestido delicado de Cielo Riveros e apertou a panturrilha macia dela. Em seguida, de repente, enquanto depositava um beijo quente nos lábios vermelhos dela, enfiou rapidamente os dedos trêmulos por baixo do vestido e tocou a coxa roliça dela.
Cielo Riveros se afastou. Em qualquer outra hora, de bom grado teria se deitado de costas e deixado ele fazer as piores coisas que soubesse; mas lembrou qual era seu papel e continuou interpretando na perfeição.
— Ah, que mal-educado o senhor é! — se irritou a moça —, que safado, não posso permitir! Meu tio diz que não devo deixar ninguém meter a mão aí, pelo menos não sem antes... — Cielo Riveros hesitou, parou e fez cara de boba.
Além de excitação, Mister Delmont sentia agora curiosidade.
— Não sem antes o quê, Cielo Riveros?
— Ah, não devo contar. Não devia ter mencionado. Mas como o senhor fez uma coisa tão mal-educada comigo, perdi a cabeça e esqueci.
— Esquecer, o quê?
— Uma coisa que meu tio sempre me diz — respondeu Cielo Riveros, simplesmente.
— Do que se trata? Me conta.
— Não me atrevo. Além disso, não entendo o que ele quer dizer.
— Se me disser o que ele te falou, eu explico.
— Promete não contar pra ninguém?
— Claro.
— Bem, ele diz que não devo deixar ninguém meter a mão ali, e que quem quiser fazer isso, tem que pagar bem por isso.
— Ele diz isso mesmo?
— Sim, é o que ele diz. E também diz que eu sou capaz de lhe proporcionar uma boa grana desse jeito, e que tem um montão de cavalheiros endinheirados que pagariam pelo que você quer fazer comigo, e diz que não é tão idiota a ponto de perder uma oportunidade dessas.
—Francamente, Cielo Riveros, seu tio é um homem de negócios bem escrupuloso. Não imaginava que ele fosse desse tipo.
—Pois é assim que ele é—respondeu Cielo Riveros—. Ele tem uma paixão danada por dinheiro, pode acreditar, mas mantém isso em segredo; e mal sei ao certo do que ele tá falando, mas às vezes diz que vai vender minha virgindade.
«Será possível?», pensou o Sr. Delmont.
—Que homem deve ser! Que visão impressionante para os negócios!
Na verdade, quanto mais o Sr. Delmont pensava nisso, mais convencido ficava de que a explicação engenhosa de Cielo Riveros era verdadeira. Tinha que comprá-la. E ele a compraria; preferia mil vezes isso a recorrer a um caso secreto e depois correr o risco de ser descoberto e punido.
No entanto, antes que pudesse fazer muito mais do que girar essas reflexões sábias na cabeça, foram interrompidos pela chegada de sua filha Júlia, e muito a contragosto, ele soltou sua acompanhante e arrumou a roupa para não ofender o recato.
Cielo Riveros rapidamente deu uma desculpa e foi para casa, deixando que os acontecimentos seguissem seu curso.
A rota que minha linda mocinha tomou passava por vários prados e corria paralela a uma estrada de carroça que desembocava numa estrada larga bem perto da residência do tio dela.
Era começo da tarde e o tempo estava magnífico. A trilha dava várias curvas repentinas, e enquanto Cielo Riveros seguia seu caminho, se distraía observando o gado nos pastos ao redor.
Logo a trilha ficou ladeada por árvores. A longa linha reta de troncos separava a estrada de carroça do caminho para pedestres. No prado mais próximo, viu vários homens lavrando a terra, e um pouco mais adiante, um grupo de mulheres que tinham dado uma pausa rápida na tarefa de capinar pra fofocar um pouco.
Do outro lado da calçada tinha uma cerca viva, e ao olhar através dela, Céu Riveros viu uma cena que a chocou profundamente. No pasto havia dois animais, um cavalo e uma gostosa. Ele tinha, claramente, perseguido ela pelo pasto e finalmente encurralado a companheira num canto, não muito longe de onde ela estava.
Mas o que mais chocou e surpreendeu Céu Riveros foi a maravilhosa excitação que mostrava um longo e acastanhado membro ereto que pendia sob a barriga do garanhão e que, de vez em quando, se levantava contra o corpo dele com uma sacudida impaciente.
Sem dúvida a égua também tinha reparado no membro, pois agora estava perfeitamente parada de costas para o cavalo.
Ele estava tão apertado pelos instintos eróticos que não ia ficar de flerte por muito tempo, e a moça viu, para seu espanto, que a enorme criatura montava na gostosa por trás pra depois tentar enfiar a ferramenta nela.
Céu Riveros observava, cheia de interesse e expectativa, e viu como o longo pau inchado do cavalo acertou de vez e desapareceu por completo na bunda da gostosa.
Dizer que as emoções sensuais da jovem despertaram seria só expressar o resultado natural de uma exibição tão safada. Foi mais que um despertar; seus instintos libidinosos pegaram fogo. Ela segurou as próprias mãos e contemplou com interesse o encontro lascivo; e quando, depois de agir rápida e furiosamente, o animal retirou o pinto encharcado, Céu Riveros ficou olhando pra ele. Uma vontade louca de se apropriar daquele penduricalho enorme e usá-lo pra seu próprio prazer tomou conta dela.
Nesse estado de espírito excitado, ela sentiu que precisava fazer algo pra aliviar a poderosa emoção que a apertava. Fazendo um grande esforço, Céu Riveros desviou o olhar, e naquele exato momento, quando levava Depois de andar meia dúzia de passos, deu de cara com uma cena que, sem dúvida, não ia ajudar a aliviar a excitação dela.
No meio do caminho, estava um rapaz rústico de uns dezoito anos; os traços dele eram atraentes, mas meio bobos, e estavam virados para o prado onde os cavalos brincavam afetuosamente. Uma abertura na cerca que margeava a trilha dava a ele uma vista excelente, e ele se entregava à contemplação com tanto interesse quanto Cielo Riveros tinha mostrado antes.
Mas o que chamou poderosamente a atenção da moça foi o estado das roupas do rapaz, e a aparição de um tremendo pau, vermelhão e bem desenvolvido, que, de cara limpa e completamente exposto, erguia na frente sem vergonha sua crista irada.
O efeito que a cena do prado tinha causado não deixava dúvidas, pois o rapaz já tinha desabotoado a roupa interior de tecido grosseiro e segurava com nervosismo uma arma da qual um carmelita teria se orgulhado. Ele devorava com olhos ansiosos a cena que se desenrolava diante dele no prado, enquanto a mão direita puxava a pele da coluna ereta e manobrava vigorosamente para cima e para baixo, completamente alheio a que um espírito tão parecido com o dele estivesse testemunhando seu ato.
Um sobressalto e uma exclamação que Cielo Riveros deixou escapar o obrigaram a olhar em volta imediatamente, e ali mesmo, na frente dele, viu a linda moça, diante de quem ele expunha por completo sua nudez e sua lasciva ereção.
— Ah, meu Deus! — exclamou Cielo Riveros, assim que conseguiu falar —, que visão horrível! Que menino tão safado! Mas o que você está fazendo com essa coisa comprida e vermelha?
O garoto, envergonhado, tentou desajeitadamente enfiar de volta na cueca o objeto que tinha provocado esses comentários, mas a confusão dele e a rigidez da coisa tornaram a operação algo muito difícil, para não dizer tediosa. Cielo Riveros balançou gentilmente para ajudá-lo.
— O que é isso? Deixa eu te ajudar. Como é que isso apareceu? Que grande e duro que é, e que comprimento! Caramba, que tremendo você tem, seu safado! — e enquanto falava, pousou a mãozinha branca e delicada sobre o pau ereto do rapaz, e ao segurá-lo suave e quentinho, naturalmente só fez com que fosse ainda mais difícil ele voltar pro esconderijo.
Enquanto isso, o moço, recuperando aos poucos a compostura e vendo como sua nova conhecida era linda e de aparência inocente, parou de demonstrar qualquer vontade de ajudá-la na nobre tarefa de esconder o membro rígido e vergonhoso. Na verdade, mesmo que quisesse, a tarefa já era impossível, porque assim que Cielo Riveros o agarrou, ele cresceu ainda mais, com a cabecinha roxa e esticada brilhando igual ameixa madura.
— Que diabinho! — observou Cielo Riveros. — O que eu faço? — continuou, olhando com um jeito provocante pro rosto bonito do camponês.
— Ah, como eu gosto disso! — disse o moço, soltando um suspiro. — Quem diria que você estava tão perto enquanto eu me sentia tão mal... Acabou de começar a pulsar e inchar agora mesmo!
— Isso é muito, mas muito perverso — apontou a moça, apertando com mais força e sentindo as chamas gostosas da safadeza subindo cada vez mais dentro dela. — Isso é errado, e é uma travessura, bem que você sabe, seu canalha.
— Você viu o que os cavalos estavam fazendo no pasto? — perguntou o garoto, olhando confuso pra Cielo Riveros, cuja beleza parecia se erguer como a aurora sobre sua mente limitada, do mesmo jeito que o sol surge de mansinho sobre uma paisagem chuvosa.
— Vi, sim — respondeu a moça, inocente. — Por que eles faziam aquilo? E o que estavam fazendo exatamente?
— Ora, estavam fodendo — respondeu o jovem com um sorriso safado. — Ele queria a gostosa, e a gostosa queria o garanhão, de do jeito que se acoplaram e foderam.
—Senhor, que curioso —exclamou Cielo Riveros, desviando o olhar com simplicidade infantil daquela coisa enorme que tinha entre as mãos para fixá-lo no rosto do rapaz.
—É, foi divertido, né? E, Virgem santa!, que ferramenta você tinha, não é mesmo, senhorita?
—Imensa —murmurou Cielo Riveros, pensando também naquela coisa que estava descascando devagar, pra frente e pra trás, com a própria mão.
—Ah, que cócegas gostosas —disse o rapaz entre suspiros—. Que linda você é! Que roçadas deliciosas! Continua, continua, senhorita, quero gozar.
—Sério? —sussurrou Cielo Riveros—. Quer que eu faça você gozar?
Cielo Riveros viu que o objeto ereto ia ficando mais vermelho com a estimulação suave que ela dava, até que a ponta roliça quase parecia que ia estourar. Invadiu-a com força um desejo safado de ver o efeito da fricção.
Ela se dedicou à tarefa lasciva com energia redobrada.
—Ah, pelo amor, continua... Tá quase chegando. Ah! Ah! Como você faz bem! Segura firme!... Mais rápido!... Descasca até embaixo! Agora, de novo. Ah, Deus do céu. Ah! —A ferramenta longa e dura ficou mais quente e rígida enquanto as mãozinhas a manipulavam com destreza—. Ah, ah, tô gozando! Ah! Ah! —exclamou o camponês com voz entrecortada, enquanto os joelhos tremiam, o corpo ficava duro, a cabeça caía pra trás e, entre contorções e gritos abafados, o pênis enorme e poderoso dele jorrava um jorro rápido de esperma grosso sobre as mãozinhas que, ansiosas pra se banhar naquele fluxo quente e viscoso, agora seguravam com carinho o enorme pau e extraíam a chuva torrencial de porra.
Cielo Riveros, surpresa e encantada, bombeou até a última gota —se tivesse coragem, teria lambido—, e depois,
tirando o lenço de batista, limpou os restos grossos e nacarados das mãos.
O rapaz, confuso e atordoado, guardou o membro. vencido e
observou sua companheira com um ar de curiosidade e admiração
misturados.
— Onde você mora? — finalmente lhe ocorreu perguntar.
— Não muito longe daqui — respondeu Céu Riveros —. Mas não deve
tentar me seguir, nem investigar, já sabe. Se fizer isso —
continuou a moça —, vai sair perdendo, pois nunca mais vou
fazer isso com você, e será castigado.
— Por que a gente não fode como o garanhão? — sugeriu o
jovem cujo tesão, só meio apaziguado, começava a esquentar de novo.
— Um dia, talvez. Agora não, que estou com pressa. Estou
atrasada; preciso ir imediatamente.
— Vai me deixar meter a mão por baixo da roupa?
Me diga, quando você volta?
— Agora não — garantiu Céu Riveros, se afastando aos poucos —,
mas vamos nos encontrar de novo. — Ela guardava uma lembrança
vívida daquela transa gostosa, agora dentro da cueca do
rapaz —. Me diga — prosseguiu ela —. Você já comeu alguém?
— Não, mas adoraria... Não acredita em mim?... Bom, então
sim, já comi sim.
— Que escândalo! — exclamou a moça.
— Aposto que meu pai adoraria foder com você — disse ele sem
hesitar, ignorando o gesto de despedida dela.
— Seu pai? Que horror!... Como você tem tanta certeza?
— Porque meu pai e eu comemos as garotas juntos.
A ferramenta dele é bem maior que a minha.
— Se você diz... Mas será que seu pai e você fazem essas
coisas juntos mesmo?
— Sim, quando surge a oportunidade. Você devia ver ele comendo.
Ai, por Cristo! — exclamou, e sorriu que nem um idiota.
— Você não parece muito esperto — disse Céu Riveros.
— Pois meu pai não é tão esperto quanto eu — rebateu o
rapaz, abrindo um sorrisão enquanto
mostrava a pica, já meio dura de novo —. Agora sei como
foder, mesmo só tendo feito uma vez. Devia me ver comendo.
E Céu Riveros
viu a ferramenta enorme, ereta e pulsando.
— Com quem você fez isso, safado?
— Com uma garota de catorze anos. Nós comemos ela, eu e meu pai.
— Quem comeu —Quem foi primeiro? —quis saber Cielo Riveros.
—Eu, e meu pai me pegou. Então ele quis a parte dele e me fez segurar ela. Devia ver ele fodendo, por Cristo vivo!
Poucos minutos depois, Cielo Riveros já estava de volta ao caminho e chegou em casa sem que lhe acontecessem mais aventuras.
Capítulo IX
Quando, naquela tarde, Cielo Riveros contou o resultado de sua entrevista com Mister Delmont, dos lábios de seus dois comparsas brotou uma risadinha grave de satisfação. Nada disse, no entanto, sobre o jovem aldeão que encontrara pelo caminho. Considerava totalmente desnecessário incomodar o astuto padre Ambrose ou seu não menos sagaz parente contando aquela parte de seus atos do dia.
O plano estava, a todas as luzes, prestes a se tornar realidade. A semente plantada com tanta discrição sem dúvida frutificaria, e ao pensar Ambrose no delicioso prazer que com certeza um dia experimentaria ao fazer sua a jovem e linda Julia Delmont, ganhou ânimo e suas paixões saborearam de antemão as ternas delicadezas que haveriam de ser suas, até que o resultado se fez visível na enorme tensão de seu pau e na excitação que todo seu comportamento denunciava.
Mister Verbouc não ficou menos comovido. Sensual ao extremo, prometeu a si mesmo um banquete lascivo com os encantos recém-descobertos da filha de seu vizinho, e a ideia do convite vindouro agiu do mesmo modo sobre seu temperamento nervoso.
Ainda havia certos detalhes a acertar. Era evidente que o simplório Mister Delmont agiria acreditando que eram verdadeiras as declarações de Cielo Riveros a respeito da vontade de seu tio de vender sua virgindade.
O padre Ambrose, cujo conhecimento de Delmont o levara a sugerir essa ideia, sabia bem com quem estava lidando; de fato, quem, dentre aqueles que tinham o privilégio de tê-lo como confessor, não revelava sua natureza mais profunda a seu sacerdote no sagrado sacramento da confissão? Padre Ambrose era discreto, observava fielmente o silêncio que sua religião impunha, mas não tinha escrúpulos em usar os conhecimentos assim adquiridos para seus próprios fins; e a esta altura o leitor sabe tão bem quanto eu quais eram esses fins.
Foi assim que a trama se organizou. Certo dia — já decidiriam qual —, Cielo Riveros devia convidar sua amiga Julia para passar o dia com ela na casa de seu tio, e Mister Delmont, conforme combinado, receberia instruções de ir buscá-la. Depois que ele e a inocente Cielo Riveros flertassem um pouco, uma vez tudo explicado e previamente acordado, ela devia se retirar, e com o pretexto de que era absolutamente necessário tomar algum tipo de precaução para evitar o menor escândalo, Cielo Riveros seria apresentada a ele em um cômodo adequado, deitada num sofá, onde seu corpo lindo e seus encantos ficariam à disposição dele enquanto sua cabeça permanecia escondida atrás de uma cortina bem fechada. Desse modo, Mister Delmont, ansioso pelo encontro gostoso, poderia arrancar a joia que cobiçava da sua bela vítima, sem que ela — que não saberia quem era seu agressor — tivesse chance de acusá-lo do abuso nem se envergonhasse na presença dele.
Tudo isso devia ser explicado a Mister Delmont, e sua concordância era dada como certa; só faltava um detalhe. Ninguém devia contar a ele que Cielo Riveros seria substituída pela própria filha. Ele só saberia quando tudo tivesse acabado.
Enquanto isso, preparariam Julia aos poucos e em segredo para o que ia acontecer, sem mencionar, claro, a catástrofe final nem quem seria o verdadeiro participante. Mas aqui o padre Ambrose estava em seu elemento, e com perguntas bem direcionadas e uma abundância de explicações — totalmente desnecessárias num confessionário —, logo colocou a jovem a par de coisas com que até então ela nem tinha sonhado, todas as quais Cielo Riveros se caló de explicar e confirmar.
Todas essas questões tinham sido definitivamente decididas em comum, e a consideração do assunto já tinha produzido um efeito tão violento nos dois homens que agora estavam preparados para celebrar sua boa sorte através da posse da jovem e gostosa Céu Riveros com um tesão que nunca tinham superado.
Minha senhorita, por sua vez, estava encantada em se prestar às fantasias deles, e enquanto se sentava ou se recostava no sofá macio com um pau ereto em cada mão, suas próprias emoções cresceram proporcionalmente até ansiar pelos abraços vigorosos que, como bem sabia, viriam a seguir.
O padre Ambrose, como sempre, foi o primeiro. Colocou ela de bruços, mandou que mostrasse suas bundas roliças e brancas o máximo que pudesse, e parou um momento para contemplar a deliciosa vista e a rachinha delicada, que mal se via, um pouco mais adiante. Sua arma, formidável e bem carregada com a essência da natureza, se ergueu irada e ameaçou entrar por qualquer uma das duas portas nas deliciosas trevas do amor.
Mister Verbouc, como em outras ocasiões, se preparou para testemunhar o ataque desproporcional com a intenção evidente de depois se divertir interpretando seu papel preferido.
O padre Ambrose contemplou com lascívia os promontórios brancos e torneados que tinha na frente. As tendências clericais de sua educação o excitavam a cometer uma infidelidade para com a deusa, mas a certeza do que seu amigo e patrão esperava dele o conteve por enquanto.
— Demoras são perigosas — disse —, estou com as bolas cheias demais; essa querida menina deve receber seu conteúdo, e você, meu amigo, deve se deliciar com a abundante lubrificação que vou lhe fornecer.
Ambrose, pelo menos nessa ocasião, não dizia senão a verdade. A arma enorme, coroada pela cabeça lisa, roxa e brilhante como uma fruta madura, o pau dela ficava duro e apontando pro umbigo, e os caralhos imensos, duros e redondos, pareciam cheios daquele veneno que tava louco pra jorrar. Quando, quase explodindo de tesão, o sátiro se aproximou da presa, uma gota grossa e opaca —um gostinho do que viria depois— apareceu na ponta do pau. Inclinando pra baixo com impaciência a vara dura, Ambrose enfiou a cabaça entre os lábios da fenda molhada da Cielo Riveros, e, toda lubrificada como tava, começou a meter. —Ai, que duro! Que grande! —gritou Cielo Riveros—. Tá doendo, vai devagar... Ai, para! Mas Cielo Riveros podia estar falando com o vento. Uma sequência rápida de estocadas, umas pausas de vez em quando, mais força, e Cielo Riveros ficou empalada. —Ah! —exclamou o tarado, virando triunfante pro colega, os olhos brilhando e a boca babando de tesão—. Ah, isso é uma delícia, demais! Como ela é apertada!, e mesmo assim engoliu tudo. Tô enterrado até as bolas. Mister Verbouc conferiu direitinho. Ambrose tava certo. Dos bagos dele só se via as duas bolas enormes, que, bem apertadas, faziam pressão entre as pernas da Cielo Riveros. Enquanto isso, Cielo Riveros sentia lá no fundo a paixão que tomava conta do invasor. Percebeu a cabaça saindo da pele, e na hora, tomada pelas emoções mais safadas, com um gritinho, gozou gostoso. Mister Verbouc tava encantado. —Mete! Mete! —disse—. Agora ela adora, enfia tudo, mete! Ambrose não precisava desse incentivo: segurando Cielo Riveros pela cintura, se enterrava nela a cada estocada. O prazer veio rápido; puxou o pau fumegante, deixando só a cabaça, e depois, com uma última metida, soltou um gemido que vinha de o mais fundo e soltou um perfeito
dilúvio de fluido quente no delicado corpo de Cielo Riveros.
A moça sentiu a substância quente e escorrendo que
subia vigorosa por dentro dela, e mais uma vez ofereceu seu
tributo. Os abundantes jorros que agora se derramavam
em suas entranhas desde as poderosas reservas do padre
Ambrose, cujo dom singular nesse particular já
expliquei, provocaram em Cielo Riveros sensações intensíssimas, e
durante essa descarga ela experimentou um prazer profundo.
Mal Ambrose tinha se
retirado quando Mister Verbouc
tomou posse de sua sobrinha e iniciou um lento e delicioso
aproveitamento de seus encantos mais íntimos. Após um intervalo de
vinte minutos inteiros, durante os quais o safado do tio se
deleitou ao máximo, culminou seu prazer com uma copiosa
descarga que Cielo Riveros recebeu com tais espasmos de gozo que
só uma mente totalmente lasciva poderia apreciar.
— Eu me pergunto...
— disse Mister Verbouc, após recuperar o
fôlego e se refrescar com um longo gole de bom vinho —, me
pergunto como é que essa querida menina me inspira um
arrebatamento tão avassalador. Em seus braços, esqueço de mim
mesmo e de todo o mundo. A embriaguez do momento me
arrasta e eu desfruto de um êxtase desconhecido.
A observação, ou
reflexão, chame-se como preferir, do
tio, ia, em certa medida, dirigida ao bom padre, e, sem dúvida,
em parte era o resultado de manobras de espíritos que
habitavam seu interior e que involuntariamente afloravam e tomavam a forma
de palavras.
— Acho que eu poderia
lhe dizer o motivo — disse Ambrose
sentenciosamente —, só que talvez o senhor não acompanhasse
meu raciocínio.
— Explique-me,
claro que sim — replicou Mister Verbouc —.
Sou todo ouvidos, e
se algo eu gostaria de ouvir é o seu motivo.
— Meu motivo, ou
melhor, deveria dizer meus motivos —
observou o padre
Ambrose —, ficarão evidentes quando o
senhor tiver captado minha hipótese. — Em seguida, pegando uma
pitada de rapé, um costume no qual O bom homem
geralmente fazia uma pausa antes de comunicar alguma reflexão
de peso, continuou—: O prazer sensual deve ser sempre
proporcional à adaptabilidade das circunstâncias que vão
dirigidas a produzi-lo. E isso é paradoxal, pois quanto
mais avançamos na sensualidade, e mais voluptuosos se
tornam nossos prazeres, maior é a necessidade de que essas
circunstâncias estejam em conflito. Não me interprete mal; tentarei me expressar
com mais clareza. Por que um homem comete um estupro
quando está rodeado de mulheres gostosas
dispostas a deixá-lo usar seus corpos?
Simplesmente,
porque ele não se contenta em estar de acordo com
a parte contrária do seu prazer, e é justamente na
resistência dela que reside o prazer dele. Sem dúvida, há casos em
que um homem de caráter brutal, buscando apenas sua própria
satisfação sexual, se não consegue encontrar um
objeto complacente para sua gratificação, força uma mulher,
ou uma menina, à vontade, sem outro objetivo que o
alívio imediato dos instintos que o torturam; mas se
buscarmos os registros de crimes semelhantes, veremos
que, em um número maior, obedecem a um propósito
deliberado, planejado e executado mesmo quando existem outros meios
de satisfação evidentes e até legais. A oposição
ao prazer desejado serve para aguçar seu apetite
lascivo, e a introdução do traço distintivo do crime e da
violência adiciona entusiasmo à questão, que vai se firmando
com firmeza na mente. Está errado, é
inaceitável, portanto vale a pena buscar, se torna
delicioso. Mais uma vez, qual é o motivo de um homem
de constituição vigorosa e capaz de se saciar com uma mulher
completamente desenvolvida, preferir uma garotinha
imatura? Eu respondo: porque essa disparidade lhe
proporciona prazer, gratifica a imaginação, e portanto se
encaixa com exatidão nas circunstâncias das quais falo.
Com efeito, e sem
sombra de dúvida, é a imaginação A que trabalha. A lei do contraste rege nisso tanto quanto em tudo o mais. A mera distinção dos sexos não é por si só suficiente para o homem voluptuoso e cultivado; são necessários contrastes mais acentuados e peculiares para aperfeiçoar a ideia que ele concebeu. As variações são infinitas, mas em todas elas subjaz a mesma lei. Os altos preferem as baixas, os de pele clara preferem as de pele morena, os fortes escolhem mulheres frágeis e ternas, e essas mulheres têm preferência por companheiros vigorosos e robustos. Os dardos de Cupido carregam incompatibilidades na ponta e as incongruências mais extremas nas penas; ninguém, exceto os animais inferiores, as próprias bestas, copula indiscriminadamente com o sexo oposto, e até essas têm preferências e desejos tão irregulares quanto os da humanidade. Quem nunca viu o comportamento antinatural de dois cachorros de rua, ou não zombou dos esforços atrapalhados de uma vaca velha que, enquanto é levada ao mercado com o resto do rebanho, extravasa seus instintos sensuais montando no lombo da vizinha mais próxima? Assim respondo ao seu convite, e lhe ofereço meus motivos para a preferência que você sente pela sua sobrinha, pela companheira de brincadeiras doce, porém proibida, cujas extremidades deliciosas eu apalpo agora.
Enquanto o padre Ambrose concluía, olhou um instante para a bela jovem, e sua arma enorme se ergueu até atingir suas máximas dimensões.
— Vem, fruta proibida — disse —, deixa eu te pegar como tal, deixa eu aproveitar de ti até ficar satisfeito. Você é meu prazer, meu êxtase, minha gozação delirante. Vou te cobrir de porra, vou te possuir apesar dos ditames da sociedade... Você é minha, vem!
Cielo Riveros contemplou o membro vermelho e ereto do confessor, percebeu seu olhar excitado cravado em seu próprio corpo jovem. Sabia sua intenção e se dispôs a agradá-lo.
O eclesiástico já havia entrado inúmeras vezes em suas
entranhas tenras e enfiado seu majestoso pênis tão longo
quanto era em suas partes sensíveis. A dor devido à
penetração anterior agora havia dado lugar ao prazer, e a
carne jovem e elástica se abriu para receber a coluna de
cartilagem com o único desconforto de que precisava ter
cuidado ao alojá-la.
O bom homem contemplou por um momento a
tentadora perspectiva que tinha diante de si e então, avançando,
dividiu os lábios rosados da fenda de Cielo Riveros e introduziu
a suave glande de sua enorme arma: ao notá-la, Cielo Riveros,
agitada, sentiu que um arrepio de emoção percorria seu corpo.
Ambrose continuou penetrando até que, após algumas
investidas ferozes, enterrou-se por completo em seu
corpinho apertado e ela o recebeu até as bolas.
Depois vieram os embates, as vigorosas
contorções de um lado e os soluços espasmódicos e
gritos abafados do outro. Se os prazeres do eclesiástico
eram intensos, os de sua jovem companheira de jogos eram
igualmente voluptuosos, e o artefato rígido já estava bem
lubrificado com a descarga dela quando Ambrose, soltando
um gemido profundamente sentido, chegou mais uma vez ao
seu ápice e Cielo Riveros sentiu a torrente de derramamentos que
queimava violentamente em seu âmago.
— Ah, como vocês me inundaram os dois! — disse Cielo Riveros, e
enquanto falava viu que uma poça encharcava suas pernas
e se derramava entre suas coxas e sobre a capa do sofá.
Antes que qualquer um deles pudesse responder ao
comentário, ouviram-se uns gritos na pacata sala que,
agora mais fracos, captaram de imediato a atenção dos
três.
E aqui devo colocar meu leitor a par de um ou dois
detalhes que até agora, na minha qualidade de inseto,
não achei necessário mencionar. O fato é que as pulgas,
apesar de serem sem dúvida uma das espécies mais ágeis, não
têm a capacidade de estar em todos os lugares ao mesmo tempo. embora sem dúvida possamos compensar e de fato
compensamos essa desvantagem graças ao exercício de uma
agilidade raramente igualada por outros membros da tribo dos
insetos.
Eu deveria ter explicado, como qualquer narrador
humano, embora, talvez, com menos rodeios e mais
veracidade, que a tia de Cielo Riveros, a Senhora Verbouc, da qual se
fez uma breve apresentação aos meus leitores no capítulo
inicial da minha história, tinha seus aposentos numa ala da
mansão onde passava boa parte do tempo, assim como
a Senhora Delmont, entregue a exercícios devotos, e, com uma
feliz despreocupação pelos assuntos mundanos, geralmente deixava o
governo doméstico da casa para sua sobrinha.
O Senhor Verbouc já havia alcançado a fase da
indiferença pelos atrativos de sua cara-metade, e raramente
visitava os aposentos dela ou interrompia seu repouso
com o propósito de exercer seus direitos maritais.
A Senhora Verbouc, no entanto, ainda era jovem: mal
haviam passado trinta e dois verões sobre sua piedosa e
devota pessoa. Era gostosa, e além disso tinha trazido ao
marido o benefício adicional de uma fortuna considerável.
A dama, apesar de sua beatice, às vezes definhava por
consolos mais tangíveis que constituíam os abraços do
marido, e saboreava com intenso deleite o exercício dos
direitos dele nas visitas ocasionais que ele fazia à
sua cama.
Nesta ocasião, a Senhora Verbouc havia se recolhido cedo,
como fazia habitualmente, e para explicar o que se segue é
necessária esta digressão. Enquanto essa afável dama, portanto,
está ocupada com esses assuntos de toucador que nem
mesmo as pulgas ousamos profanar, falemos de outro
personagem não menos importante cuja conduta
também será necessário estudar.
Aconteceu que o padre Clement, cujas façanhas nas lides
da deusa do amor já tivemos ocasião de descrever, doía no fundo
a retirada da jovem Cielo Riveros da
Sociedade da Sacristia e, sabendo quem era e onde
podia ser encontrada, tinha rondado por vários dias a
residência do
Mister Verbouc com a ideia de possuir de novo o
delicioso troféu
do qual, como lembram, o astuto
Ambrose havia privado seus confrades.
Clement contava
nessa tentativa com o apoio do
superior, que
também lamentava amargamente sua perda,
sem suspeitar,
contudo, o papel que nela havia
desempenhado o
padre Ambrose.
Naquela noite em
específico, Clement tinha se postado perto
da casa, e ao
ver uma oportunidade, se aproximou para olhar por
uma janela que,
tinha certeza, era a da linda Cielo Riveros.
Claro, como são
vãos os cálculos humanos!
Enquanto o
desamparado Clement, privado de seus prazeres,
vigiava sem
descanso um cômodo, o objeto de seus desejos se
entregava com
avidez, em outro, a um gozo lascivo entre dois
vigorosos
amantes.
Enquanto isso,
a noite avançava, e Clement, ao
encontrar tudo
tranquilo, deu um jeito de se erguer até a
altura da janela. No quarto ardia uma luz tênue
graças à qual
o ansioso padre pôde vislumbrar uma dama
que repousava
sozinha, desfrutando plenamente de um profundo
sono.
Sem qualquer
dúvida sobre sua capacidade de conquistar
Cielo Riveros
para seu prazer só com se fazer ouvir, e lembrando o
êxtase que havia
experimentado enquanto gozava de seus
encantos, o
audacioso sem-vergonha abriu a janela e entrou
no quarto. Totalmente coberto pelo hábito folgado de monge e
oculto sob sua
ampla capuz, se aproximou furtivamente da
cama enquanto seu
gigantesco pau, já desperto para os
prazeres que
prometia, se erguia feroz contra sua barriga peluda.
Mistress Verbouc
acordou, e sem hesitar nem um instante
que era seu
fiel esposo quem tão calorosamente se apertava
contra ela, se
virou com carinho para o intruso, e, de
bom grado, abriu suas
coxas complacentes e ofereceu seu vigoroso ataque.
Clement, por sua vez, igualmente seguro de que tinha a jovem CieloRiveros em seus braços, que, além disso, não recusava suas carícias, levou a situação ao limite; enquanto se colocava com pressa e paixão entre as pernas da dama, colocou seu enorme pau contra os lábios de uma fenda bem lubrificada, e totalmente ciente das dificuldades que esperava encontrar numa garota tão jovem, enfiou violentamente.
Um movimento, outra investida descendente de sua grande bunda, um grito abafado por parte da dama, e lenta mas segura a gigantesca massa de carne endurecida entrou até que ficou alojada em sua maior parte. Então Mistress Verbouc, por ser a primeira vez que Clement a penetrava, sentiu a diferença extraordinária. Esse pau tinha pelo menos o dobro do tamanho do do marido dela. E à dúvida seguiu-se a certeza. Levantou a cabeça, e à luz fraca do cômodo, viu acima dela, bem perto do seu rosto, o semblante excitado do feroz Clement.
Imediatamente houve uma luta, um protesto violento e uma tentativa inútil de se soltar do seu fornado agressor.
Ela podia fazer o que quisesse, que Clement não pensava em soltar sua presa. Não parou, mas, ao contrário, surdo aos seus gritos, enfiou até o fundo e lutou com pressa febril para completar seu horrível triunfo. Cego de raiva e luxúria, mostrou-se indiferente ao fato de que a porta tinha se aberto e aos golpes que choviam sobre seu traseiro; com os dentes apertados e o manso mugido de um touro, atingiu o clímax e derramou uma torrente de porra no útero relutante de sua vítima.
Então se deu conta da situação, e temendo as consequências de seu ataque detestável, levantou-se depressa, retirou sua arma espumante e saiu da cama pelo lado oposto ao do seu agressor. Esquivando como podia dos golpes que Mister Verbouc dava no ar, e bem Calou o capuz do hábito sobre o rosto pra não ser reconhecido, se jogou na direção da janela por onde tinha entrado; com um salto apressado conseguiu escapar na escuridão, seguido pelos xingamentos do marido enfurecido.
Já mencionamos num capítulo anterior que a Senhora Verbouc era uma inválida — ou pelo menos era assim que ela se imaginava —, e pra uma pessoa de nervos delicados e costumes reclusos, meu leitor pode imaginar por si mesmo qual havia de ser o provável efeito de um atropelo tão indecente. As proporções enormes do homem, a força dele, a fúria, quase a mataram, e ela jazia inconsciente na cama onde a violação tinha sido cometida.
Quando o Senhor Verbouc, que não era especialmente corajoso, viu que o agressor da mulher dele se levantava satisfeito da sua safadeza, deixou Clement se retirar em paz.
O Padre Ambrose e Cielo Riveros, que tinham seguido o marido ofendido a uma distância respeitosa, testemunharam da porta entreaberta o desenrolar da estranha briga.
Assim que o estuprador se levantou, Cielo Riveros e Ambrose o reconheceram na hora; na verdade, ela tinha, como o leitor já sabe, boas razões pra lembrar daquele penduricalho enorme que balançava ensopado entre as pernas dele.
Os dois, que tinham um interesse em comum em ficar calados, trocaram um olhar, o suficiente pra dizer um ao outro que deviam ser discretos, e se retiraram antes que a mulher ultrajada, ao fazer qualquer movimento, descobrisse que eles estavam por perto.
Vários dias se passaram antes que a pobre Senhora Verbouc se sentisse recuperada o bastante pra se levantar. O choque que os nervos dela sofreram foi tremendo, e se não fosse pelo tratamento amável e conciliador do marido, ela não teria aguentado a situação.
O Senhor Verbouc tinha suas razões pra deixar o assunto passar, e não deixou que nenhuma consideração o perturbasse. mais do que conveniente.
No dia seguinte à catástrofe que acabei de descrever,
o Senhor Verbouc recebeu a visita do seu querido amigo e
vizinho Senhor Delmont, e depois de ficarem reunidos, a sós
os dois, por mais de uma hora, se despediram com
sorrisos radiantes e cheios de elogios.
Um tinha vendido a sua sobrinha e o outro achava que tinha
comprado uma virgindade, aquela joia preciosa.
Quando o tio de Cielo Riveros anunciou, naquela noite, que o negócio estava
fechado e o assunto tinha sido devidamente
resolvido, houve grande alegria entre os conspiradores.
O padre Ambroise tomou posse imediata da tal
virgindade, e enfiando na garota o seu pau bem
comprido, procedeu, segundo sua explicação, a manter quente
o lugar, enquanto o Senhor Verbouc, como sempre,
se reservando até que seu comparsa tivesse terminado, atacou
depois a mesma fortaleza peluda, como ele mesmo disse
de brincadeira, só para lubrificar e facilitar a entrada do seu novo
amigo.
Em seguida, acertaram todos os detalhes e o grupo se separou, confiantes no sucesso do seu plano.
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