Não esqueçam de seguir no hiphop911ok e no hiphop911.webnode.pageImportanteChega o capítulo 18
É o último que vou postar aqui.
O livro completo já está disponível.
Consultar no instagram.Capítulo 18Não podia acreditar no que acabara de ouvir. As palavras dela flutuavam no ar, mas eu sentia que não se encaixavam em realidade nenhuma. Alina? Dizendo aquilo? Era como se o sol, de repente, negasse a própria luz.
Olhei pra ela, procurando nos olhos dela algum sinal de brincadeira, de ironia, de zoação. Nada. Só firmeza e uma certeza que me desarmava mais que os silêncios dela. Naquele instante, me senti como Gregor Samsa em A Metamorfose: acordado num mundo absurdo, onde o que era seguro tinha virado uma loucura sem sentido.
A razão gritava que era impossível, mas o tremor no meu peito sabia que era verdade.
Eu tinha decidido que não ia mais me afetar por nada, mas... completamente pelada?
O que tinha acontecido com ela?
EU: Haha, cê tá doida, é?
ALI: Por quê? – Ela perguntou, segurando o lençol nos peitos.
Parecia que ainda não tinha se tocado que tava assim há um tempão comigo.
Tava claro que a excitação tava dominando ela, igual a mim...
EU: Por quê? Haha
ALI: Agora mesmo você me tirou uma assim...
EU: Sim, eu sei... Acredita...
Ela mordeu o lábio, tentada e meio corada.
ALI: Haha, idiota! Vai logo! Antes que eu me arrependa.
Observei ela...
No olhar dela, tinha muita convicção. Mas não sei até que ponto carregava um pouco de engano inocente.
Ver ela completamente nua era algo extremo e, pelo que eu via, ela não parecia muito consciente disso.
EU: Mas, Ali... Olha... Não é que eu não goste... – Parei por causa da vergonha que me dava de mencionar.
ALI: O quê?
EU: Cê tem certeza que quer que eu te veja... Toda? Haha
Ela suspirou.
Depois olhou pro chão por um segundo.
Acho que pela primeira vez, ela parou pra pensar.
ALI: Hã... Será que sim, né?
EU: Eu sei que isso também pode ser um pouco quente ou tarado... Sendo sincero... Mas cê tem certeza que quer que eu te veja pelada?
A expressão nos olhos dela foi fatal.
Acho que ela tava se tocando.
ALI: Nossa! Haha... É verdade...
EU: Não é que eu não goste, hein... Haha... – Falei sincero e brincando. No fim das contas, era verdade...
ALI: Agora que você falou... haha
EU: Viu...
ALI: Qual é o teu problema com isso?
EU: Em que sentido?
ALI: Sei lá, tô dizendo... É meio estranho, né?
EU: Não, sei lá... Tamo juntos nessa... Mas acho que tem coisa que dá pra evitar... Ou pensar um pouco haha
ALI: Agora me sinto uma porca haha
EU: Nada, haha
Eu ri.
Ela ficou muito vermelha.
ALI: Ai, que merda, mano!
EU: Não, sério...
ALI: Tá sim... Tô pelada... Olha pra mim...
Parecia que ela tava rindo, de qualquer jeito.
Não notei ela chateada.
EU: E eu?
ALI: Você o quê?
EU: Tô com o amigo aqui durinho desde quanto tempo...
Ela abriu os olhos grandes.
ALI: Ah... Ainda tá assim, e ainda por cima haha
EU: Não seja filha da...
ALI: Porco... Porcos, somos haha
EU: Mas com grana na conta...
Ela sorriu de lado, cúmplice.
ALI: É verdade, também...
EU: Sim...
ALI: E o que você sente quando me vê? O que passa por você?
Engoli seco.
Acho que era um bom momento pra me abrir. E não tô falando porque a pica tava doendo debaixo da roupa...
EU: Haha
ALI: Fala, bocó... Me diz...
EU: Sei lá... Culpa? Haha
ALI: Culpa? – Perguntou surpresa.
EU: É, sei lá... Você é minha irmã... E ainda temos que fazer isso... Sei lá...
Ela ficou me olhando nos olhos por um instante.
Acho que dava pra ler no olhar dela uma certa camaradagem, de algum jeito.
Cumplicidade, é a palavra...
ALI: Não se sinta assim...
EU: Haha, é fácil falar...
ALI: Eu também sinto um pouco de culpa haha
Como?
EU: Você? Por quê?
ALI: Porque não gosto de te expor a coisas que te deixam desconfortável... E sei que você não curte muito essa situação...
Me deu muita ternura.
Ainda mais pelo tom de voz dela ao falar.
EU: Mas, Ali... Quem tá exposta é você...
ALI: Sim, mas você tá fazendo algo que não quer... Ou não?
Olhei pro chão.
ALI: Viu?
EU: Não me incomoda fazer isso com você... O que não gosto é que seja você quem se expõe com o corpo... Só isso...
ALI: Sério?
EU: Sim, por que você pergunta? Haha
ALI: Achei que te incomodava me ver de peito de fora, digamos... Além do mais, claro haha
Uff...
Só de mencionar...
EU: Haha, o que não gosto é disso que te falei... Mais ainda... Eu curto muito esses momentos...
ALI: Ah, é? - Exclamou com um sorrisão.
EU: Pois é, haha...
ALI: Eu também haha. - Respondeu jogando o cabelo pra trás e aumentando o tom avermelhado do rosto.
EU: Hehe... Mas é... Também não quero que você faça coisas na empolgação e depois se arrependa...
ALI: É verdade isso... Tô muito pilhada... Mas os resultados me deixam louca haha.
EU: Sim, eu sei... Mas no fim do dia, você é minha família e hoje eu vi seus peitos... Não sei se amanhã você acorda arrependida e não quer mais olhar na minha cara...
Ela me olhou, engolindo seco.
ALI: É, verdade...
EU: Por isso...
ALI: Cê tem razão haha...
Os olhos azuis dela me cegavam.
Era como se eu mergulhasse num mar de luz tão profundo quanto o oceano.
ALI: Mas... - Ela disse e parou.
EU: O quê?
ALI: Sei lá... Não sinto que isso me incomoda... Tá errado? Haha
Quase babando.
Ela pensava isso mesmo?
Queria me jogar nela e abraçar com toda força.
Tão fofa? Heh...
EU: Sério? Haha
ALI: Acho divertido haha.
EU: Que bom haha... Não acredito, heh...
ALI: Sim... Não acontece com você?
EU: Te falei que eu gosto... Curto pra caralho...
ALI: Até o pau sobe haha. - Falou pra me dar uma baita alfinetada.
Meu Deus...
Já via a confiança dela em mim.
ALI: E essas caras que você faz haha... Me alegram o dia...
EU: Exato...
ALI: Bom... Então tá de boa, né? Como te falei várias vezes... Não me incomoda que isso aconteça com seu amiguinho haha.
EU: Ok...
ALI: Isso quer dizer que você gosta do que vê... E se gosta do que vê... Significa que vai ter grana haha.
Hah...
Como explicar, né?
Além de qualquer grana que a gente pudesse ganhar, eu sempre ia pirar com esse tipo de situação com ela.
Era óbvio...
EU: Haha, digamos... Algo assim...
ALI: Então, bora... - Exclamou levantando as sobrancelhas de um jeito engraçado.
EU: Bora, o quê? Haha
ALI: Tirar aquela foto... Assim já tenho ela... E aproveitando que a mãe ainda não voltou... - E fez cara de tarada, de brincadeira.
Era Impossível não me excitar…
Tudo era muito safado. Demais…
EU: Bom, mas…
ALI: Você viu meus peitos antes, né?
EU: Hmm… Não muito…
ALI: Não?
EU: Só de lado…
ALI: E o que você achou?
Senti um baita vazio no estômago.
A libido dela estava nas alturas, mas… a minha também.
EU: Não me faz falar, haha
ALI: Você gostou, haha
Uff…
Se eu dissesse exatamente…
EU: Você já sabe a resposta… Mas te ver de frente, completa, é diferente…
ALI: Mas você não precisa me ver, bobinho…
EU: Haha
ALI: Como a gente faz?
EU: Hmmm…
ALI: Isso também é muito divertido… Planejar, haha
EU: Já vi…
ALI: Siiiiim, haha
EU: Meu Deus…
ALI: E é você… Sabe que se tem uma pessoa no mundo em quem confio, é você…
EU: Ah, é? Em mais ninguém?
ALI: Do jeito que confio em você, não… Ninguém…
Eu ri, fiquei vermelho.
Não consegui evitar.
ALI: Ai, ele fica vermelho… Meu cuidado… – Ela tocou meu rosto com o braço.
EU: Haha, sai… Você vai ficar só de peitos…
ALI: Siiim… Daqui a pouco pra foto…
Suspirei.
O que eu sentia no meu corpo em momentos como esse era sobrenatural. Sério.
E eu estava começando a sentir um certo vício nesses estímulos.
EU: Ok… Já sei como…
ALI: Como?
EU: Você fica ali… Onde eu tirei foto antes…
ALI: Sim…
EU: E bom… Você tapa as partes… As duas… Eu te falo como… E depois, pra foto, eu não olho… Tá bom?
ALI: Oki… Do jeito que você mandar…
EU: Sério?
ALI: Sim… Gostei dessa ideia…
EU: Ok, então bora… Vamos fazer agora que a mamãe já deve estar chegando…
ALI: Bora!
Levantei na hora pra colocar a câmera no tripé.
Já sabia como ia ser a foto.
Mais que isso, tinha ela gravada na mente, como um quadro do Renascimento no Museu Nacional do Prado.
O mais engraçado foi que quando terminei de arrumar, Alina já estava parada junto à parede, completamente pelada e só tapando as partes, exatamente como eu tinha dito.
Meus olhos quase pularam pra fora…
Se antes eu tava vermelho, agora tava azul igual ao Coração do Mar.
ALI: Você que mandou eu ficar assim, haha
Do jeito… como os peitos dela se apertavam contra o braço dela ou como a mão dela morria naquela delicada virilha, era excitante demais.
Eu não ia aguentar aquilo…
Pra piorar, eu via aquela cintura insana e sabia que toda aquela carne de exportação podia ser alvo do meu olhar assassino a qualquer instante.
Ainda por cima, ela sorriu, com uma cumplicidade clara na reação, e piorou tudo.
Por que ela sorria daquele jeito?
Nunca imaginei que um momento pudesse parar o mundo. Mas ali estava ela: Alina, como uma visão que desafiava toda razão, desmontando o tempo e o pensamento só com a presença do corpo dela, que parecia esculpido no próprio mármore dos sonhos.
A pele dela, mal coberta pelos membros, era um poema que não precisava de palavras. Um tal de Lawrence disse uma vez: "O corpo da mulher é um país que nunca se acaba de explorar". E eu, naquele instante, era um explorador absorto, desarmado, diante de um território proibido e divino.
A figura dela era a própria definição da beleza sublime, aquela que Kant descrevia como um prazer doloroso, porque dói saber que nada será suficiente pra possuir por completo aquilo que deslumbra.
As curvas de Alina pareciam traçadas pela natureza no momento mais inspirado dela: um equilíbrio entre poder e delicadeza, entre força e fragilidade. Era a deusa de Botticelli andando pra fora da tela, era a Eva de Milton, concebida num instante de perfeição e condenação.
ALI: É assim pra baixo, né? Pros lados… – Ela exclamou pra me tirar do transe por um instante.
Com a vista nublada, só concordei com a cabeça.
ALI: Oki… Você me fala quando… De boa…
Eu voltei pro estado de alheamento…
O brilho da pele dela era como o crepúsculo dourado de um entardecer eterno, e o aroma que a envolvia, imperceptível e embriagador, despertava os instintos mais primitivos, como se o mundo inteiro fosse só um prelúdio pra aquele encontro.
Lembrei de Baudelaire, que em *As flores do mal* escreveu que "a mulher é a promessa de felicidade", e naquele momento entendi que a promessa tinha se transformado em carne e presença diante de mim.
Além disso, éramos só nós dois contra o mundo. O que podia ser mais sincero e genuíno do que isso?
Eu sentia a energia correndo nas minhas veias.
Mas o mais devastador não era o corpo dela, e sim a explosão que ele causava. Era um fogo lento que começava no fundo da consciência, arrasando toda certeza e deixando só o desejo. O desejo puro, insaciável, primitivo. O mesmo que fez Humbert Humbert, em Lolita, se render à fascinação do inalcançável. O mesmo que empurrou Jay Gatsby, em O Grande Gatsby, a perseguir uma luz impossível.
Minhas mãos, que estavam sobre a câmera, queimavam sem se mexer, presas pela distância, enquanto o olhar dela — puta merda, aquele olhar! — me transformava num escravo dos seus gestos e insinuações.
Não sei se foi um instante ou uma eternidade. Só sei que foi o momento mais erótico da minha vida, e sei que nenhuma palavra, nem mesmo estas, vai conseguir explicar isso. Porque tem coisas que só se sentem... E queimam dentro da gente pra sempre.
Todo suado e em chamas, ordenei:
EU: Abaixa os braços quando quiser... E me avisa quando estiver pronta...
Sem mais, fechei os olhos.
Não sei se era o que ela esperava. Talvez ela não tivesse problema nenhum em ser vista.
Mas minha mente disse que era o certo. Pelo menos dessa vez.
ALI: Tô...
EU: Tenta não se mexer...
ALI: Oki...
EU: Lá vou eu...
Ouviu-se um "clique".
Através das minhas pálpebras, vi um clarão que iluminou o quarto como um farol na noite.
ALI: Será que focou bem?
EU: Sim, coloquei o tempo...
ALI: Oki...
Senti no chão quando ela caminhou até a cama.
E também quando pegou o lençol nas mãos.
ALI: Já me cobri... Me mostra como ficou...
Abri os olhos.
Quase que eles tinham grudado de tanta força que fiz pra mantê-los fechados.
Quando vi ela, notei que também estava meio corada.
EU: Olha, pega...
Tirei a câmera do tripé e passei pra ela.
Ela já tinha se sentado como antes. Mas isso não impedia que vi ela de lado, a perna e o quadril inteiros…
Engoli saliva. Muita…
Não olhei pra câmera, mas a reação dela ao ver meu trabalho me fez saber que tava tudo certo.
Ela arregalou os olhos de um jeito que parecia que um morto tava andando pelo quarto.
Sorriu de lado.
EU: Ficou bom, né? Kkk
ALI: Ruim… — falou, atônita.
EU: Beleza… Manda pra você…
ALI: Bora…
Ela tava branca.
O rubor do rosto já tinha sumido.
Como será que ficou? Pensei.
Tava morrendo de vontade de ver, mesmo sabendo que não era o certo, o ideal. Mas só de pensar que aquela partezinha de mamilo rosado que eu vi antes ia aparecer inteira na foto, já me agitava só de imaginar a possibilidade de olhar.
Como seriam as aréolas?
Seriam grandes?
Não me parecia que fossem…
Deus…
Minha cabeça voava.
ALI: Pronto… — falou pra me trazer de volta à Terra.
Me passou a câmera.
Depois riu.
Peguei o aparelho na mão.
EU: O quê? Kkk
ALI: E isso que você não me viu… — exclamou irônica, mas provocante.
Foi aí que percebi a realidade.
Tava sentado do lado dela com uma barraca enorme entre as pernas.
EU: Kkk é… Não faço de propósito…
ALI: Devem trabalhar muitos funcionários nesse circo… — falou e caiu na risada.
Nada…
Ela tava me zoando…
EU: Cê tá feliz com a foto? Posso ir embora?
ALI: Kkk sim, tô feliz…
EU: Não sai dando ela… Guarda de reserva pra alguma hora…
ALI: Sim, eu sei…
Ia me levantar, mas percebi que ia ficar mais evidente o volume.
EU: Kkk
ALI: O quê?
EU: Nada kkk
ALI: Tá complicado? Kkk
EU: Pra caralho kkk
Ela mordeu o lábio.
ALI: Ai, mano… Que louco… Cê tá… — tapou o rosto.
EU: Não complica mais, por favor…
ALI: Mas, me explica… Como é que…? — perguntou e parou de repente.
Nós dois nos olhamos.
Eram passos no corredor.
“Mãe!” — falamos juntos.
Eu pulei da cama feito uma mola debaixo de uma tonelada de pressão.
Alina se cobriu toda com o lençol.
EU: O que eu faço?
Ela olhou pra minha virilha e arregalou os olhos, entre risadas.
EU: O quê?
Olhei pra baixo e vi como a barraca estava horrível em mim.
Faa…
Sem perceber, coloquei a mão dentro da roupa pra ajeitar.
Alina engoliu seco ao me ver fazer isso e desviou o olhar com uma cara indescritível.
EU: Desculpa, mas não dá pra ficar assim…
ALI: Tranquilo… Me passa a roupa… A camiseta pelo menos…
Rápido como uma lebre, joguei toda a roupa pra ela.
EU: Pego o notebook pra você…
A porta bateu.
“Toc toc”
Alina me olhou com uma cara de pânico, misturada com ansiedade e graça.
ALI: Sim?
“Posso entrar? Ou tá ocupada?”
Uff…
Meu coração disparou.
Me virei pra ela pelo menos conseguir vestir a camiseta e, com o notebook na mão, fui até a janela.
ALI: Sim, sim… Pode entrar, mano… – Respondeu.
Não sei se conseguiu abaixar tudo, mas pelo menos escondeu debaixo do lençol toda a roupa, incluindo a de baixo…
Eu sentei no batente da janela com o notebook dela na mão.
MÃE: Com licença… Ahh… Vocês tão aqui os dois…
ALI: Hum… Sim, eu… – Disse hesitante.
Debaixo daquele pano, ela tava de buceta na cama…
EU: É… Me contratou como suporte técnico… – Falei num tom de brincadeira.
Não sei como saiu, mas saiu assim.
MÃE: Haha, quando não, né?
ALI: Haha, pra servir pra alguma coisa… – Respondeu com um certo tom de satisfação.
EU: Ainda mais que eu arrumo pra ela… Viu como é?
Minha mãe riu.
ALI: Melhorou da dor de cabeça?
MÃE: Sim, hoje tô me sentindo um pouco melhor… Queria saber o que vocês querem pro jantar… Pensei que você não tivesse aqui, Joaquim…
EU: Cheguei há pouco…
Ela olhou pro tripé.
ALI: Tava gravando um vídeo pro Instagram… – Disse rapidamente.
Pra quê? Haha
MÃE: Ah… Tá bom…
EU: A gente cuida do jantar… Não se preocupa…
MÃE: Sério?
ALI: Sim, claro…
MÃE: Tá bom, hehe… Assim descanso um pouco… Obrigada…
EU: Fechou… Daqui a pouco a gente cozinha… Quando terminar isso… – Falei já mais tranquilo.
Era estranho minha mãe não querer cozinhar.
Ou melhor, não insistir. Mas pra escapar dessa situação, haha.
MÃE: Tá bom… Vou ver Netflix enquanto meus filhos me Agasajam..." — ela exclamou, sorrindo.
ALI: Óbvio!
MAM: E obrigada... De novo...
EU: Por quê?
MAM: Pelo que vocês fazem... Não acredito que vocês saíram de... Daquilo... Não parece...
ALI: Hehe... Somos os melhores!
MAM: Sim, claro que sim...
Todos rimos.
Por sorte, minha ereção já tinha baixado.
MAM: Bom, terminem suas coisas tranquilos...
Ela se virou pra sair.
Eu e Alina respiramos aliviados.
Mas antes de sair, ela se virou mais uma vez.
Olhou pra Alina com uma cara de suspeita.
Fiquei quietinho, só observando.
E agora?
O que será que ela tá pensando?
Acho que não...
MAM: Filha? Posso te perguntar uma coisa?
ALI: Sim, mãe... — ela me olhou.
O terror tinha aparecido no rosto dela.
Uff...
Tomara que ela não se entregue, pensei...
MAM: Por acaso, você é... como é que fala? Influente? — perguntou, me deixando sem graça.
Hã?
O quê?
ALI: Como assim?
MAM: Sim, isso... Que falam, postam vídeos, falam de tudo... Você é influente?
Eu e Alina nos olhamos e começamos a morrer de rir.
Não deu pra segurar.
MAM: O quê? Do que vocês tão rindo?
ALI: Influente? Kkkk
MAM: O que eu falei? — ela riu.
ALI: Influencer!
MAM: Isso, exato! Essa! O que eu falei? — ela ria.
EU: Foda... Foi foda... Anota essa, Ali... Influente...
ALI: Tecnicamente, é isso mesmo kkkk
Eu ri.
Foi demais...
EU: É verdade...
ALI: Influencer... Não, mãe... Não sou influencer... Mas, tipo... Como sou gostosa... Posso divulgar algum produto e ganhar uma grana extra kkkk
Minha mãe sorriu.
MAM: Ah, claro, claro... Por isso a câmera... Bom... Sim, não tenho dúvida de como você é linda...
Alina se fazia de bonita, com pose.
Eu ria.
Como a gente tinha escapado...
Minha mãe saiu do quarto, deixando a porta aberta.
Não sei se ela chegou a pensar na possibilidade de a Alina não estar usando roupa na parte de baixo.
Talvez nem percebeu...
A única coisa real de tudo isso foi o riso cúmplice que ela colocou no rosto naquele momento. Como se pensasse "por pouco!".
Mas, pra ser sincero, nenhum de nós dois podia negar a satisfação que aquela olhada da nossa mãe nos causava.
Admiração. Tranquilidade, orgulho…
Como falhar com ela?
Não, impossível…
Caminhei até a cama pra devolver o notebook.
Ela ria, toda provocante e corada.
EU: Sem palavras kkk
ALI: Idiota… Kkk…
EU: Demos sorte…
ALI: Vou descer agora pra te ajudar com a comida… Você é o melhor…
Passei o computador pra ela e fiz menção de ir, mas ela segurou meu braço.
Olhei pra ela, meio surpreso.
ALI: Você é… Sério… – Exclamou com os olhos azuis brilhando e destruindo cada pedaço da minha vontade.
Ela era tão doce, além de tudo…
EU: Você também…
Quando já estava saindo, ela me olhou de novo.
ALI: Shhh… – Fez baixinho, levando o dedo à boca e encostando nos lábios.
Nosso segredo?
Haha…
Claro que sim…
Pisquei o olho pra ela e saí do quarto.
Lá fora, respirei aliviado, como se tivesse tirado um peso enorme de cima de mim.
Não tinha sido um dia qualquer…
Não…
Teve de tudo. Uma mistura de sensações do caralho.
E naquela noite, a cozinha virou o coração pulsante da nossa casa. Entre risadas e conversas, improvisamos um jantar com o que tínhamos. Um pouco disso, um pouco daquilo…
E como sempre acontece com o inesperado, o resultado foi mágico. O cheiro da comida caseira enchia o ambiente, quentinho, real. Como se cada garfada tivesse o gosto daqueles momentos que ficam gravados na alma.
Minha mãe, com aquele sorriso que só aparece quando ela se sente completa, saboreava cada instante mais do que o prato na frente dela. Minha irmã e eu a acompanhávamos, trocando olhares cúmplices, cheios de um segredo que era só nosso.
Aquele segredo… Nosso pacto silencioso, era a força que movia os dias dela e a luz que devolvia o brilho aos olhos.
E o que poderia ser melhor que isso? Nada. Porque ver a mamãe feliz, sentir a risada sincera dela e fazer parte daquela bolha de amor e simplicidade era a verdadeira recompensa.
Sim, também tinha o tesão que eu sentia em compartilhar esses momentos indescritíveis com a Alina. O prazer…
Mas, olhando o quadro completo, fazia com que não houvesse mais nada a pedir…
Já na última hora, eu me encontrava no meu quarto.
Pensava…
Estava deitado na minha cama, olhando para o teto enquanto o som distante da cidade chegava amortecido pela janela entreaberta.
Os últimos dias tinham sido uma sucessão de momentos desconcertantes, como se tudo que eu conhecia tivesse virado de cabeça pra baixo, como se eu tivesse cruzado uma fronteira invisível onde as regras eram diferentes.
No entanto, no meio da incerteza e do caos cada vez mais viciante, algo dentro dele permanecia firme: a meta estava ao alcance.
Os eventos, tão atípicos e imprevisíveis, pareciam tecer uma espécie de destino que nos levava, passo a passo, rumo aos 10 mil dólares. Ninguém sabia, mas eu sentia que cada decisão, cada ação, nos aproximava um pouco mais do objetivo.
Embora a situação fosse perigosa e as peças do quebra-cabeça se movessem rápido, algo dentro de mim dizia que não havia mais volta. A noite seguia seu curso lá fora, do outro lado do vidro embaçado, alheia ao meu mundo, aos meus pensamentos.
Um sorriso leve brotou nos meus lábios enquanto eu fazia alguns cálculos. A distância entre nossa vida cotidiana e a meta já não parecia tão vasta, e pela primeira vez em muito tempo, a certeza me invadiu. Estávamos prestes a conseguir…
Suspirei fundo olhando para fora.
Foi então que ela se apresentou diante de mim como o destino inesperado.
A Lua cheia se exibia linda no céu e eu era um espectador de primeira, de novo.
“Tenho que tirar uma foto dessa beleza…” pensei.
E ainda por cima, ela está lá, brilhando lá em cima, como um sinal marítimo na escuridão da noite. Não consigo parar de olhar, tão perfeita, tão enorme.
Decidi que vou me levantar para capturá-la.
Passo a passo, deslizo da cama, meus pés roçam o chão frio, e o ar do quarto tem aquela calma inquietante que se sente bem antes de algo importante acontecer.
Pego minha câmera com cuidado, como se fosse um objeto sagrado. Bom, Ultimamente tem sido assim...
Ao ligá-la, espero que a lente capture a majestade do céu, que faça justiça àquele satélite tão necessário.
Mas o que aparece na tela não é o que eu esperava.
Algo... Algo não está certo.
Meu pulso acelera enquanto observo a última foto que aparece no dispositivo.
A imagem está distorcida, provavelmente na minha mente, e nela, entre sombras, se distingue uma figura borrada que nunca tinha visto.
Um arrepio percorre todo o meu corpo, e antes que eu possa processar o que está acontecendo, começo a convulsionar, como se a própria câmera tivesse me devolvido uma imagem que não deveria existir. O que é isso? repito para mim mesmo enquanto tento recobrar os sentidos.
Quem é?
É a Alina...
E ela está...
Ela está completamente nua.
Sinto um frio no corpo todo, como se estivesse no inverno mais cruel, vagando.
Como?
Não entendo...
Observo a fotografia. Sou eu o autor, claro.
Enquanto meu coração acelera, não consigo tirar os olhos daí...
Deus...
Não pode ser...
Ela, de frente, mostra suas lindas tetas para a câmera. Para mim...
Ela mal as junta com os braços.
Passo a língua nos lábios...
Estou vendo em alta definição a formação dos mamilos dela. Rosados, divinos...
Produzo saliva como nunca, enquanto meu pau cresce e cresce debaixo da cueca.
Agora sim, sei como são as tetas dela. As tetas lindas dela...
Não acredito. Sério, não.
Ela nunca apagou a foto?
Por quê?
Eu pedi pra ela fazer isso?
Não lembro...
Mas não acaba aí...
Meus olhos, já virados cúmplices, continuam descendo na imagem.
Sinto uma pontada tremenda no estômago e seguro a cabeça.
Meus cabelos são testemunhas de primeira mão do descontrole das minhas extremidades superiores.
Isso é a...?
Uff...
Uma pequena moita de pelos cobre a parte mais baixa da virilha dela, da intimidade dela.
Estou sonhando?
Não...
Acho que não...
Meu corpo inteiro vibra.
É a buceta dela...
Como pode eu estar vendo isso?
A cabeça do meu pau me Já está doendo. Tá apertada, dobrada dentro da minha calcinha. Quer sair pro mundo e ser…
Respiro fundo.
Finalmente, tô vendo a Alina completamente nua.
Mas não é só o fato de ver os peitos dela ou a buceta que me fode a cabeça. Não…
É esse olhar que ela tem…
Esse sorriso safado…
Tô completamente desequilibrado, como se algo dentro de mim tivesse balançado. A Alina me olha, e não sei como descrever, mas esse sorriso que se desenha no rosto dela é algo… Único…
É um sorriso maroto, mas tem algo mais nele, algo que me eletriza por completo. Uma faísca excitante que não consigo ignorar, como se ela soubesse que eu tô observando ela... Cada curva da boca dela parece sussurrar segredos pra mim, enquanto os olhos brilham com uma cumplicidade que me atravessa. É como se o tempo congelasse por um segundo, e eu, completamente ciente do que tá rolando, percebo que essa imagem, essa expressão, é algo que nunca vou conseguir esquecer.
Algo no jeito dela se mostrar, tão desafiadora e tão ousada, me deixa sem palavras. É como se, naquele instante, tudo que eu sou e tudo que eu quero se resumisse a esse sorriso, tão descarado quanto sedutor. E eu sei, tenho certeza. Vou lembrar desse momento, desse rosto e desse corpo, pra sempre.
É o último que vou postar aqui.
O livro completo já está disponível.
Consultar no instagram.Capítulo 18Não podia acreditar no que acabara de ouvir. As palavras dela flutuavam no ar, mas eu sentia que não se encaixavam em realidade nenhuma. Alina? Dizendo aquilo? Era como se o sol, de repente, negasse a própria luz.
Olhei pra ela, procurando nos olhos dela algum sinal de brincadeira, de ironia, de zoação. Nada. Só firmeza e uma certeza que me desarmava mais que os silêncios dela. Naquele instante, me senti como Gregor Samsa em A Metamorfose: acordado num mundo absurdo, onde o que era seguro tinha virado uma loucura sem sentido.
A razão gritava que era impossível, mas o tremor no meu peito sabia que era verdade.
Eu tinha decidido que não ia mais me afetar por nada, mas... completamente pelada?
O que tinha acontecido com ela?
EU: Haha, cê tá doida, é?
ALI: Por quê? – Ela perguntou, segurando o lençol nos peitos.
Parecia que ainda não tinha se tocado que tava assim há um tempão comigo.
Tava claro que a excitação tava dominando ela, igual a mim...
EU: Por quê? Haha
ALI: Agora mesmo você me tirou uma assim...
EU: Sim, eu sei... Acredita...
Ela mordeu o lábio, tentada e meio corada.
ALI: Haha, idiota! Vai logo! Antes que eu me arrependa.
Observei ela...
No olhar dela, tinha muita convicção. Mas não sei até que ponto carregava um pouco de engano inocente.
Ver ela completamente nua era algo extremo e, pelo que eu via, ela não parecia muito consciente disso.
EU: Mas, Ali... Olha... Não é que eu não goste... – Parei por causa da vergonha que me dava de mencionar.
ALI: O quê?
EU: Cê tem certeza que quer que eu te veja... Toda? Haha
Ela suspirou.
Depois olhou pro chão por um segundo.
Acho que pela primeira vez, ela parou pra pensar.
ALI: Hã... Será que sim, né?
EU: Eu sei que isso também pode ser um pouco quente ou tarado... Sendo sincero... Mas cê tem certeza que quer que eu te veja pelada?
A expressão nos olhos dela foi fatal.
Acho que ela tava se tocando.
ALI: Nossa! Haha... É verdade...
EU: Não é que eu não goste, hein... Haha... – Falei sincero e brincando. No fim das contas, era verdade...
ALI: Agora que você falou... haha
EU: Viu...
ALI: Qual é o teu problema com isso?
EU: Em que sentido?
ALI: Sei lá, tô dizendo... É meio estranho, né?
EU: Não, sei lá... Tamo juntos nessa... Mas acho que tem coisa que dá pra evitar... Ou pensar um pouco haha
ALI: Agora me sinto uma porca haha
EU: Nada, haha
Eu ri.
Ela ficou muito vermelha.
ALI: Ai, que merda, mano!
EU: Não, sério...
ALI: Tá sim... Tô pelada... Olha pra mim...
Parecia que ela tava rindo, de qualquer jeito.
Não notei ela chateada.
EU: E eu?
ALI: Você o quê?
EU: Tô com o amigo aqui durinho desde quanto tempo...
Ela abriu os olhos grandes.
ALI: Ah... Ainda tá assim, e ainda por cima haha
EU: Não seja filha da...
ALI: Porco... Porcos, somos haha
EU: Mas com grana na conta...
Ela sorriu de lado, cúmplice.
ALI: É verdade, também...
EU: Sim...
ALI: E o que você sente quando me vê? O que passa por você?
Engoli seco.
Acho que era um bom momento pra me abrir. E não tô falando porque a pica tava doendo debaixo da roupa...
EU: Haha
ALI: Fala, bocó... Me diz...
EU: Sei lá... Culpa? Haha
ALI: Culpa? – Perguntou surpresa.
EU: É, sei lá... Você é minha irmã... E ainda temos que fazer isso... Sei lá...
Ela ficou me olhando nos olhos por um instante.
Acho que dava pra ler no olhar dela uma certa camaradagem, de algum jeito.
Cumplicidade, é a palavra...
ALI: Não se sinta assim...
EU: Haha, é fácil falar...
ALI: Eu também sinto um pouco de culpa haha
Como?
EU: Você? Por quê?
ALI: Porque não gosto de te expor a coisas que te deixam desconfortável... E sei que você não curte muito essa situação...
Me deu muita ternura.
Ainda mais pelo tom de voz dela ao falar.
EU: Mas, Ali... Quem tá exposta é você...
ALI: Sim, mas você tá fazendo algo que não quer... Ou não?
Olhei pro chão.
ALI: Viu?
EU: Não me incomoda fazer isso com você... O que não gosto é que seja você quem se expõe com o corpo... Só isso...
ALI: Sério?
EU: Sim, por que você pergunta? Haha
ALI: Achei que te incomodava me ver de peito de fora, digamos... Além do mais, claro haha
Uff...
Só de mencionar...
EU: Haha, o que não gosto é disso que te falei... Mais ainda... Eu curto muito esses momentos...
ALI: Ah, é? - Exclamou com um sorrisão.
EU: Pois é, haha...
ALI: Eu também haha. - Respondeu jogando o cabelo pra trás e aumentando o tom avermelhado do rosto.
EU: Hehe... Mas é... Também não quero que você faça coisas na empolgação e depois se arrependa...
ALI: É verdade isso... Tô muito pilhada... Mas os resultados me deixam louca haha.
EU: Sim, eu sei... Mas no fim do dia, você é minha família e hoje eu vi seus peitos... Não sei se amanhã você acorda arrependida e não quer mais olhar na minha cara...
Ela me olhou, engolindo seco.
ALI: É, verdade...
EU: Por isso...
ALI: Cê tem razão haha...
Os olhos azuis dela me cegavam.
Era como se eu mergulhasse num mar de luz tão profundo quanto o oceano.
ALI: Mas... - Ela disse e parou.
EU: O quê?
ALI: Sei lá... Não sinto que isso me incomoda... Tá errado? Haha
Quase babando.
Ela pensava isso mesmo?
Queria me jogar nela e abraçar com toda força.
Tão fofa? Heh...
EU: Sério? Haha
ALI: Acho divertido haha.
EU: Que bom haha... Não acredito, heh...
ALI: Sim... Não acontece com você?
EU: Te falei que eu gosto... Curto pra caralho...
ALI: Até o pau sobe haha. - Falou pra me dar uma baita alfinetada.
Meu Deus...
Já via a confiança dela em mim.
ALI: E essas caras que você faz haha... Me alegram o dia...
EU: Exato...
ALI: Bom... Então tá de boa, né? Como te falei várias vezes... Não me incomoda que isso aconteça com seu amiguinho haha.
EU: Ok...
ALI: Isso quer dizer que você gosta do que vê... E se gosta do que vê... Significa que vai ter grana haha.
Hah...
Como explicar, né?
Além de qualquer grana que a gente pudesse ganhar, eu sempre ia pirar com esse tipo de situação com ela.
Era óbvio...
EU: Haha, digamos... Algo assim...
ALI: Então, bora... - Exclamou levantando as sobrancelhas de um jeito engraçado.
EU: Bora, o quê? Haha
ALI: Tirar aquela foto... Assim já tenho ela... E aproveitando que a mãe ainda não voltou... - E fez cara de tarada, de brincadeira.
Era Impossível não me excitar…
Tudo era muito safado. Demais…
EU: Bom, mas…
ALI: Você viu meus peitos antes, né?
EU: Hmm… Não muito…
ALI: Não?
EU: Só de lado…
ALI: E o que você achou?
Senti um baita vazio no estômago.
A libido dela estava nas alturas, mas… a minha também.
EU: Não me faz falar, haha
ALI: Você gostou, haha
Uff…
Se eu dissesse exatamente…
EU: Você já sabe a resposta… Mas te ver de frente, completa, é diferente…
ALI: Mas você não precisa me ver, bobinho…
EU: Haha
ALI: Como a gente faz?
EU: Hmmm…
ALI: Isso também é muito divertido… Planejar, haha
EU: Já vi…
ALI: Siiiiim, haha
EU: Meu Deus…
ALI: E é você… Sabe que se tem uma pessoa no mundo em quem confio, é você…
EU: Ah, é? Em mais ninguém?
ALI: Do jeito que confio em você, não… Ninguém…
Eu ri, fiquei vermelho.
Não consegui evitar.
ALI: Ai, ele fica vermelho… Meu cuidado… – Ela tocou meu rosto com o braço.
EU: Haha, sai… Você vai ficar só de peitos…
ALI: Siiim… Daqui a pouco pra foto…
Suspirei.
O que eu sentia no meu corpo em momentos como esse era sobrenatural. Sério.
E eu estava começando a sentir um certo vício nesses estímulos.
EU: Ok… Já sei como…
ALI: Como?
EU: Você fica ali… Onde eu tirei foto antes…
ALI: Sim…
EU: E bom… Você tapa as partes… As duas… Eu te falo como… E depois, pra foto, eu não olho… Tá bom?
ALI: Oki… Do jeito que você mandar…
EU: Sério?
ALI: Sim… Gostei dessa ideia…
EU: Ok, então bora… Vamos fazer agora que a mamãe já deve estar chegando…
ALI: Bora!
Levantei na hora pra colocar a câmera no tripé.
Já sabia como ia ser a foto.
Mais que isso, tinha ela gravada na mente, como um quadro do Renascimento no Museu Nacional do Prado.
O mais engraçado foi que quando terminei de arrumar, Alina já estava parada junto à parede, completamente pelada e só tapando as partes, exatamente como eu tinha dito.
Meus olhos quase pularam pra fora…
Se antes eu tava vermelho, agora tava azul igual ao Coração do Mar.
ALI: Você que mandou eu ficar assim, haha
Do jeito… como os peitos dela se apertavam contra o braço dela ou como a mão dela morria naquela delicada virilha, era excitante demais.
Eu não ia aguentar aquilo…
Pra piorar, eu via aquela cintura insana e sabia que toda aquela carne de exportação podia ser alvo do meu olhar assassino a qualquer instante.
Ainda por cima, ela sorriu, com uma cumplicidade clara na reação, e piorou tudo.
Por que ela sorria daquele jeito?
Nunca imaginei que um momento pudesse parar o mundo. Mas ali estava ela: Alina, como uma visão que desafiava toda razão, desmontando o tempo e o pensamento só com a presença do corpo dela, que parecia esculpido no próprio mármore dos sonhos.
A pele dela, mal coberta pelos membros, era um poema que não precisava de palavras. Um tal de Lawrence disse uma vez: "O corpo da mulher é um país que nunca se acaba de explorar". E eu, naquele instante, era um explorador absorto, desarmado, diante de um território proibido e divino.
A figura dela era a própria definição da beleza sublime, aquela que Kant descrevia como um prazer doloroso, porque dói saber que nada será suficiente pra possuir por completo aquilo que deslumbra.
As curvas de Alina pareciam traçadas pela natureza no momento mais inspirado dela: um equilíbrio entre poder e delicadeza, entre força e fragilidade. Era a deusa de Botticelli andando pra fora da tela, era a Eva de Milton, concebida num instante de perfeição e condenação.
ALI: É assim pra baixo, né? Pros lados… – Ela exclamou pra me tirar do transe por um instante.
Com a vista nublada, só concordei com a cabeça.
ALI: Oki… Você me fala quando… De boa…
Eu voltei pro estado de alheamento…
O brilho da pele dela era como o crepúsculo dourado de um entardecer eterno, e o aroma que a envolvia, imperceptível e embriagador, despertava os instintos mais primitivos, como se o mundo inteiro fosse só um prelúdio pra aquele encontro.
Lembrei de Baudelaire, que em *As flores do mal* escreveu que "a mulher é a promessa de felicidade", e naquele momento entendi que a promessa tinha se transformado em carne e presença diante de mim.
Além disso, éramos só nós dois contra o mundo. O que podia ser mais sincero e genuíno do que isso?
Eu sentia a energia correndo nas minhas veias.
Mas o mais devastador não era o corpo dela, e sim a explosão que ele causava. Era um fogo lento que começava no fundo da consciência, arrasando toda certeza e deixando só o desejo. O desejo puro, insaciável, primitivo. O mesmo que fez Humbert Humbert, em Lolita, se render à fascinação do inalcançável. O mesmo que empurrou Jay Gatsby, em O Grande Gatsby, a perseguir uma luz impossível.
Minhas mãos, que estavam sobre a câmera, queimavam sem se mexer, presas pela distância, enquanto o olhar dela — puta merda, aquele olhar! — me transformava num escravo dos seus gestos e insinuações.
Não sei se foi um instante ou uma eternidade. Só sei que foi o momento mais erótico da minha vida, e sei que nenhuma palavra, nem mesmo estas, vai conseguir explicar isso. Porque tem coisas que só se sentem... E queimam dentro da gente pra sempre.
Todo suado e em chamas, ordenei:
EU: Abaixa os braços quando quiser... E me avisa quando estiver pronta...
Sem mais, fechei os olhos.
Não sei se era o que ela esperava. Talvez ela não tivesse problema nenhum em ser vista.
Mas minha mente disse que era o certo. Pelo menos dessa vez.
ALI: Tô...
EU: Tenta não se mexer...
ALI: Oki...
EU: Lá vou eu...
Ouviu-se um "clique".
Através das minhas pálpebras, vi um clarão que iluminou o quarto como um farol na noite.
ALI: Será que focou bem?
EU: Sim, coloquei o tempo...
ALI: Oki...
Senti no chão quando ela caminhou até a cama.
E também quando pegou o lençol nas mãos.
ALI: Já me cobri... Me mostra como ficou...
Abri os olhos.
Quase que eles tinham grudado de tanta força que fiz pra mantê-los fechados.
Quando vi ela, notei que também estava meio corada.
EU: Olha, pega...
Tirei a câmera do tripé e passei pra ela.
Ela já tinha se sentado como antes. Mas isso não impedia que vi ela de lado, a perna e o quadril inteiros…
Engoli saliva. Muita…
Não olhei pra câmera, mas a reação dela ao ver meu trabalho me fez saber que tava tudo certo.
Ela arregalou os olhos de um jeito que parecia que um morto tava andando pelo quarto.
Sorriu de lado.
EU: Ficou bom, né? Kkk
ALI: Ruim… — falou, atônita.
EU: Beleza… Manda pra você…
ALI: Bora…
Ela tava branca.
O rubor do rosto já tinha sumido.
Como será que ficou? Pensei.
Tava morrendo de vontade de ver, mesmo sabendo que não era o certo, o ideal. Mas só de pensar que aquela partezinha de mamilo rosado que eu vi antes ia aparecer inteira na foto, já me agitava só de imaginar a possibilidade de olhar.
Como seriam as aréolas?
Seriam grandes?
Não me parecia que fossem…
Deus…
Minha cabeça voava.
ALI: Pronto… — falou pra me trazer de volta à Terra.
Me passou a câmera.
Depois riu.
Peguei o aparelho na mão.
EU: O quê? Kkk
ALI: E isso que você não me viu… — exclamou irônica, mas provocante.
Foi aí que percebi a realidade.
Tava sentado do lado dela com uma barraca enorme entre as pernas.
EU: Kkk é… Não faço de propósito…
ALI: Devem trabalhar muitos funcionários nesse circo… — falou e caiu na risada.
Nada…
Ela tava me zoando…
EU: Cê tá feliz com a foto? Posso ir embora?
ALI: Kkk sim, tô feliz…
EU: Não sai dando ela… Guarda de reserva pra alguma hora…
ALI: Sim, eu sei…
Ia me levantar, mas percebi que ia ficar mais evidente o volume.
EU: Kkk
ALI: O quê?
EU: Nada kkk
ALI: Tá complicado? Kkk
EU: Pra caralho kkk
Ela mordeu o lábio.
ALI: Ai, mano… Que louco… Cê tá… — tapou o rosto.
EU: Não complica mais, por favor…
ALI: Mas, me explica… Como é que…? — perguntou e parou de repente.
Nós dois nos olhamos.
Eram passos no corredor.
“Mãe!” — falamos juntos.
Eu pulei da cama feito uma mola debaixo de uma tonelada de pressão.
Alina se cobriu toda com o lençol.
EU: O que eu faço?
Ela olhou pra minha virilha e arregalou os olhos, entre risadas.
EU: O quê?
Olhei pra baixo e vi como a barraca estava horrível em mim.
Faa…
Sem perceber, coloquei a mão dentro da roupa pra ajeitar.
Alina engoliu seco ao me ver fazer isso e desviou o olhar com uma cara indescritível.
EU: Desculpa, mas não dá pra ficar assim…
ALI: Tranquilo… Me passa a roupa… A camiseta pelo menos…
Rápido como uma lebre, joguei toda a roupa pra ela.
EU: Pego o notebook pra você…
A porta bateu.
“Toc toc”
Alina me olhou com uma cara de pânico, misturada com ansiedade e graça.
ALI: Sim?
“Posso entrar? Ou tá ocupada?”
Uff…
Meu coração disparou.
Me virei pra ela pelo menos conseguir vestir a camiseta e, com o notebook na mão, fui até a janela.
ALI: Sim, sim… Pode entrar, mano… – Respondeu.
Não sei se conseguiu abaixar tudo, mas pelo menos escondeu debaixo do lençol toda a roupa, incluindo a de baixo…
Eu sentei no batente da janela com o notebook dela na mão.
MÃE: Com licença… Ahh… Vocês tão aqui os dois…
ALI: Hum… Sim, eu… – Disse hesitante.
Debaixo daquele pano, ela tava de buceta na cama…
EU: É… Me contratou como suporte técnico… – Falei num tom de brincadeira.
Não sei como saiu, mas saiu assim.
MÃE: Haha, quando não, né?
ALI: Haha, pra servir pra alguma coisa… – Respondeu com um certo tom de satisfação.
EU: Ainda mais que eu arrumo pra ela… Viu como é?
Minha mãe riu.
ALI: Melhorou da dor de cabeça?
MÃE: Sim, hoje tô me sentindo um pouco melhor… Queria saber o que vocês querem pro jantar… Pensei que você não tivesse aqui, Joaquim…
EU: Cheguei há pouco…
Ela olhou pro tripé.
ALI: Tava gravando um vídeo pro Instagram… – Disse rapidamente.
Pra quê? Haha
MÃE: Ah… Tá bom…
EU: A gente cuida do jantar… Não se preocupa…
MÃE: Sério?
ALI: Sim, claro…
MÃE: Tá bom, hehe… Assim descanso um pouco… Obrigada…
EU: Fechou… Daqui a pouco a gente cozinha… Quando terminar isso… – Falei já mais tranquilo.
Era estranho minha mãe não querer cozinhar.
Ou melhor, não insistir. Mas pra escapar dessa situação, haha.
MÃE: Tá bom… Vou ver Netflix enquanto meus filhos me Agasajam..." — ela exclamou, sorrindo.
ALI: Óbvio!
MAM: E obrigada... De novo...
EU: Por quê?
MAM: Pelo que vocês fazem... Não acredito que vocês saíram de... Daquilo... Não parece...
ALI: Hehe... Somos os melhores!
MAM: Sim, claro que sim...
Todos rimos.
Por sorte, minha ereção já tinha baixado.
MAM: Bom, terminem suas coisas tranquilos...
Ela se virou pra sair.
Eu e Alina respiramos aliviados.
Mas antes de sair, ela se virou mais uma vez.
Olhou pra Alina com uma cara de suspeita.
Fiquei quietinho, só observando.
E agora?
O que será que ela tá pensando?
Acho que não...
MAM: Filha? Posso te perguntar uma coisa?
ALI: Sim, mãe... — ela me olhou.
O terror tinha aparecido no rosto dela.
Uff...
Tomara que ela não se entregue, pensei...
MAM: Por acaso, você é... como é que fala? Influente? — perguntou, me deixando sem graça.
Hã?
O quê?
ALI: Como assim?
MAM: Sim, isso... Que falam, postam vídeos, falam de tudo... Você é influente?
Eu e Alina nos olhamos e começamos a morrer de rir.
Não deu pra segurar.
MAM: O quê? Do que vocês tão rindo?
ALI: Influente? Kkkk
MAM: O que eu falei? — ela riu.
ALI: Influencer!
MAM: Isso, exato! Essa! O que eu falei? — ela ria.
EU: Foda... Foi foda... Anota essa, Ali... Influente...
ALI: Tecnicamente, é isso mesmo kkkk
Eu ri.
Foi demais...
EU: É verdade...
ALI: Influencer... Não, mãe... Não sou influencer... Mas, tipo... Como sou gostosa... Posso divulgar algum produto e ganhar uma grana extra kkkk
Minha mãe sorriu.
MAM: Ah, claro, claro... Por isso a câmera... Bom... Sim, não tenho dúvida de como você é linda...
Alina se fazia de bonita, com pose.
Eu ria.
Como a gente tinha escapado...
Minha mãe saiu do quarto, deixando a porta aberta.
Não sei se ela chegou a pensar na possibilidade de a Alina não estar usando roupa na parte de baixo.
Talvez nem percebeu...
A única coisa real de tudo isso foi o riso cúmplice que ela colocou no rosto naquele momento. Como se pensasse "por pouco!".
Mas, pra ser sincero, nenhum de nós dois podia negar a satisfação que aquela olhada da nossa mãe nos causava.
Admiração. Tranquilidade, orgulho…
Como falhar com ela?
Não, impossível…
Caminhei até a cama pra devolver o notebook.
Ela ria, toda provocante e corada.
EU: Sem palavras kkk
ALI: Idiota… Kkk…
EU: Demos sorte…
ALI: Vou descer agora pra te ajudar com a comida… Você é o melhor…
Passei o computador pra ela e fiz menção de ir, mas ela segurou meu braço.
Olhei pra ela, meio surpreso.
ALI: Você é… Sério… – Exclamou com os olhos azuis brilhando e destruindo cada pedaço da minha vontade.
Ela era tão doce, além de tudo…
EU: Você também…
Quando já estava saindo, ela me olhou de novo.
ALI: Shhh… – Fez baixinho, levando o dedo à boca e encostando nos lábios.
Nosso segredo?
Haha…
Claro que sim…
Pisquei o olho pra ela e saí do quarto.
Lá fora, respirei aliviado, como se tivesse tirado um peso enorme de cima de mim.
Não tinha sido um dia qualquer…
Não…
Teve de tudo. Uma mistura de sensações do caralho.
E naquela noite, a cozinha virou o coração pulsante da nossa casa. Entre risadas e conversas, improvisamos um jantar com o que tínhamos. Um pouco disso, um pouco daquilo…
E como sempre acontece com o inesperado, o resultado foi mágico. O cheiro da comida caseira enchia o ambiente, quentinho, real. Como se cada garfada tivesse o gosto daqueles momentos que ficam gravados na alma.
Minha mãe, com aquele sorriso que só aparece quando ela se sente completa, saboreava cada instante mais do que o prato na frente dela. Minha irmã e eu a acompanhávamos, trocando olhares cúmplices, cheios de um segredo que era só nosso.
Aquele segredo… Nosso pacto silencioso, era a força que movia os dias dela e a luz que devolvia o brilho aos olhos.
E o que poderia ser melhor que isso? Nada. Porque ver a mamãe feliz, sentir a risada sincera dela e fazer parte daquela bolha de amor e simplicidade era a verdadeira recompensa.
Sim, também tinha o tesão que eu sentia em compartilhar esses momentos indescritíveis com a Alina. O prazer…
Mas, olhando o quadro completo, fazia com que não houvesse mais nada a pedir…
Já na última hora, eu me encontrava no meu quarto.
Pensava…
Estava deitado na minha cama, olhando para o teto enquanto o som distante da cidade chegava amortecido pela janela entreaberta.
Os últimos dias tinham sido uma sucessão de momentos desconcertantes, como se tudo que eu conhecia tivesse virado de cabeça pra baixo, como se eu tivesse cruzado uma fronteira invisível onde as regras eram diferentes.
No entanto, no meio da incerteza e do caos cada vez mais viciante, algo dentro dele permanecia firme: a meta estava ao alcance.
Os eventos, tão atípicos e imprevisíveis, pareciam tecer uma espécie de destino que nos levava, passo a passo, rumo aos 10 mil dólares. Ninguém sabia, mas eu sentia que cada decisão, cada ação, nos aproximava um pouco mais do objetivo.
Embora a situação fosse perigosa e as peças do quebra-cabeça se movessem rápido, algo dentro de mim dizia que não havia mais volta. A noite seguia seu curso lá fora, do outro lado do vidro embaçado, alheia ao meu mundo, aos meus pensamentos.
Um sorriso leve brotou nos meus lábios enquanto eu fazia alguns cálculos. A distância entre nossa vida cotidiana e a meta já não parecia tão vasta, e pela primeira vez em muito tempo, a certeza me invadiu. Estávamos prestes a conseguir…
Suspirei fundo olhando para fora.
Foi então que ela se apresentou diante de mim como o destino inesperado.
A Lua cheia se exibia linda no céu e eu era um espectador de primeira, de novo.
“Tenho que tirar uma foto dessa beleza…” pensei.
E ainda por cima, ela está lá, brilhando lá em cima, como um sinal marítimo na escuridão da noite. Não consigo parar de olhar, tão perfeita, tão enorme.
Decidi que vou me levantar para capturá-la.
Passo a passo, deslizo da cama, meus pés roçam o chão frio, e o ar do quarto tem aquela calma inquietante que se sente bem antes de algo importante acontecer.
Pego minha câmera com cuidado, como se fosse um objeto sagrado. Bom, Ultimamente tem sido assim...
Ao ligá-la, espero que a lente capture a majestade do céu, que faça justiça àquele satélite tão necessário.
Mas o que aparece na tela não é o que eu esperava.
Algo... Algo não está certo.
Meu pulso acelera enquanto observo a última foto que aparece no dispositivo.
A imagem está distorcida, provavelmente na minha mente, e nela, entre sombras, se distingue uma figura borrada que nunca tinha visto.
Um arrepio percorre todo o meu corpo, e antes que eu possa processar o que está acontecendo, começo a convulsionar, como se a própria câmera tivesse me devolvido uma imagem que não deveria existir. O que é isso? repito para mim mesmo enquanto tento recobrar os sentidos.
Quem é?
É a Alina...
E ela está...
Ela está completamente nua.
Sinto um frio no corpo todo, como se estivesse no inverno mais cruel, vagando.
Como?
Não entendo...
Observo a fotografia. Sou eu o autor, claro.
Enquanto meu coração acelera, não consigo tirar os olhos daí...
Deus...
Não pode ser...
Ela, de frente, mostra suas lindas tetas para a câmera. Para mim...
Ela mal as junta com os braços.
Passo a língua nos lábios...
Estou vendo em alta definição a formação dos mamilos dela. Rosados, divinos...
Produzo saliva como nunca, enquanto meu pau cresce e cresce debaixo da cueca.
Agora sim, sei como são as tetas dela. As tetas lindas dela...
Não acredito. Sério, não.
Ela nunca apagou a foto?
Por quê?
Eu pedi pra ela fazer isso?
Não lembro...
Mas não acaba aí...
Meus olhos, já virados cúmplices, continuam descendo na imagem.
Sinto uma pontada tremenda no estômago e seguro a cabeça.
Meus cabelos são testemunhas de primeira mão do descontrole das minhas extremidades superiores.
Isso é a...?
Uff...
Uma pequena moita de pelos cobre a parte mais baixa da virilha dela, da intimidade dela.
Estou sonhando?
Não...
Acho que não...
Meu corpo inteiro vibra.
É a buceta dela...
Como pode eu estar vendo isso?
A cabeça do meu pau me Já está doendo. Tá apertada, dobrada dentro da minha calcinha. Quer sair pro mundo e ser…
Respiro fundo.
Finalmente, tô vendo a Alina completamente nua.
Mas não é só o fato de ver os peitos dela ou a buceta que me fode a cabeça. Não…
É esse olhar que ela tem…
Esse sorriso safado…
Tô completamente desequilibrado, como se algo dentro de mim tivesse balançado. A Alina me olha, e não sei como descrever, mas esse sorriso que se desenha no rosto dela é algo… Único…
É um sorriso maroto, mas tem algo mais nele, algo que me eletriza por completo. Uma faísca excitante que não consigo ignorar, como se ela soubesse que eu tô observando ela... Cada curva da boca dela parece sussurrar segredos pra mim, enquanto os olhos brilham com uma cumplicidade que me atravessa. É como se o tempo congelasse por um segundo, e eu, completamente ciente do que tá rolando, percebo que essa imagem, essa expressão, é algo que nunca vou conseguir esquecer.
Algo no jeito dela se mostrar, tão desafiadora e tão ousada, me deixa sem palavras. É como se, naquele instante, tudo que eu sou e tudo que eu quero se resumisse a esse sorriso, tão descarado quanto sedutor. E eu sei, tenho certeza. Vou lembrar desse momento, desse rosto e desse corpo, pra sempre.
Comentarios Destacados
17 comentários - Alina. Capítulo 18 - Importante
Nos volvemos a ver cuando te vaya mal el "negocio" y subas la historia gratis.
No es que no valore tu trabajo pero no da, lo hubieras echo pago desde el principio y ya está man
Son relatos muy buenos.
Segui publicando, lo bueno se hace esperar, y al que no le guste...que no te lea.
Esperamos ansiosos el 19, a no bajar los brazos