


Se tinha uma coisa que a Guadalupe Balbuena Osorio adorava era ser uma puta gritona. Às vezes, enquanto eu tava metendo nela, ela soltava umas frases tipo "amo teu pau", "joga todo teu leite pra dentro de mim". Em restaurantes conhecidos da rua "Cauila" (um lugar em Tijuana cheio de bares, motéis e putas). Pô, ela amava ser tratada como uma dama na rua, e eu adorava tratar ela assim. Ficava fascinado com o corpo dela, os peitões enormes, aquela cara de santinha que ela fazia sempre que a gente falava de sexo na rua ou na fábrica onde a gente trabalhava junto. Mas quando a noite caía e o turno acabava... Às vezes, com sorte, no depósito de caminhões da empresa, que ficava vazio de noite, a gente se encontrava e trocava uns beijos, mas ficávamos com vontade de mais.

E aí, o que aconteceu? Pois é, a Lupita sempre dava um jeito de escapar de noite e ir "dançar comigo", mas a gente sempre acabava no motel. Tô ouvindo Daft Punk no meu hottie enquanto transcrevo esse post, que dediquei pra Lupita há muitos anos. Nem sempre fui caminhoneiro, também fui "guia" [pessoa responsável por levar migrantes pros Estados Unidos de forma ilegal], um de tantos e tantos empregos que tive em Tijuana. Conheci muitos lugares nos Estados Unidos, mas sempre queria estar com ela, com a Lupita, e ela sempre me procurava. Sabia que ela era casada, mas ela adorava ser penetrada por mim e gritar quando gozava. Ah, Deus, como eu lembro dela... ela era uma deusa do sexo...

Muitas vezes também, a desgraçada me ligava enquanto os filhos dela dormiam e mandava eu pular a cerca dos fundos da casa dela pra que os vizinhos fofoqueiros não percebessem que um homem que não era o marido dela tava entrando na casa dela altas horas da noite, e eu, todo bobo por ela, aceitava os pedidos dela. Colônia Liberdade, parte alta, percorri aquilo milhares de vezes, tudo pra ficar com ela. 3 da manhã, todo mundo dormindo na casa dela, só se ouve os cachorros e, de vez em quando, as caminhonetes cheias de migrantes chegando a toda velocidade no muro americano, na esperança de cruzar enquanto os "migras" não tão olhando. Nos fundos da casa dela, num quarto que não usavam e que ela arrumou bem confortável pra gente se encontrar, ela e eu fornicávamos igual cachorros, não tem outra definição. O sexo mais sujo, mas o mais excitante da minha vida, eu tive com ela. Instagram Traileros de la 57 @castillos.truking San Ysidro, Califórnia, 30 de dezembro de 2003. Esse post foi escrito no papel no passado, enquanto eu tô vendo os fogos de artifício de Tijuana, mas do lado americano. Naquela noite, cruzei 2 pessoas ilegalmente pros Estados Unidos. Enquanto esperamos a caminhonete que ia levar a gente pra San Diego, o cara que eu cruzei pros EUA conversa com a namorada dele, todo animado: "Lá nos Estados Unidos a gente vai fazer muita grana." Levei eles com sucesso até San Diego, Califórnia, e nunca mais vi eles. Quer mais conteúdo? Comenta. 🙏
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