Claro que naquela noite não contei absolutamente nada a Diego sobre o que aconteceu no banheiro. Conversamos um pouco e eu só disse que tinha atendido um cara, um cliente novo. No começo das minhas consultas, Diego perguntava interessado sobre meus clientes, mas até disso ele foi perdendo a vontade com os anos.
Naquela noite, tive que me masturbar no chuveiro. Não pude evitar. O que Camilo tinha feito ficou na minha cabeça, e o gosto do que ele deixou em mim parecia que ainda sentia na boca. Era uma sensação maravilhosa. No chuveiro, decidi libertar a mente e um pouco o corpo, soltando as rédeas pelo menos por um tempinho às minhas fantasias e perversões íntimas, imaginando as formas como aquele garoto, aquele menino, me dominava e me possuía. Dei a mim mesma um orgasmo incrível debaixo d'água.
Conforme os dias foram passando e a hora de receber Camilo novamente em casa para sua consulta se aproximava, fui pensando em como encararia a questão do que tinha acontecido e como continuaria conduzindo seu aconselhamento. Uma opção era simplesmente não dizer nada, ignorar o que tinha acontecido. A outra era confrontá-lo e perguntar por que ele tinha feito aquilo. A primeira opção era a mais fácil e a mais natural. A outra exigia coragem e determinação, eu não sabia como o garoto ia reagir, mas talvez fosse uma forma de fazê-lo se abrir e me deixar ver um pouco mais dentro da cabeça dele. Como funcionava e por que ele decidia fazer as coisas sexuais que fazia, sendo tão impulsivo, como se não se importasse com as consequências.
Será que ele sabia e não ligava? Ou será que realmente não pensava que elas existiam?
Quando chegou o dia, Luisa o trouxe e o deixou comigo para sua sessão de duas horinhas. Recebi-o e me pareceu tudo bem, tudo normal. Ele me encarava fixamente, mas tinha feito isso da outra vez também. Eu tentava não pensar na questão do banheiro, ainda não tinha decidido o que faria sobre aquilo, então o recebi e o atendi alegre, como se nada tivesse acontecido. Pensei que desta vez, para tornar as coisas mais naturais e para que ele não se sentisse tão interrogado, para que fosse apenas uma boa conversa, fomos para a cozinha. Enquanto eu lavava a louça e organizava as coisas, servi-lhe um copo de refrigerante e ele se sentou à mesa, os dois conversando e falando super bem sobre tudo.
Pareceu funcionar. Camilo parecia estar mais relaxado já em sua segunda visita. Perguntei como ele estava se sentindo e ele me disse que estava bem, que não tinha tido grandes problemas com nada nem com ninguém esses dias. Me ocorreu perguntar sobre o pai dele, se ainda o via e como se sentia com tudo que tinha acontecido entre seus pais. Pensei que talvez os problemas viessem do lado do pai ausente.
Ele me deu uma resposta bem madura, na verdade. Disse que sim, que naturalmente sentia saudades e o via de vez em quando, mas não era a mesma coisa. Disse que se sua... O pai dele tinha decidido fazer aquilo por algum motivo, e a situação realmente era uma merda, mas ele não odiava nem nada nenhum dos pais. Não tive a sensação de que houvesse um trauma ali e, se realmente existisse, talvez fosse algo muito mais profundo que não viria à tona por uma simples pergunta minha.
Fiz um cafezinho e continuamos conversando os dois na cozinha, foi muito bom mesmo. Ele estava bem mais relaxado que da outra vez e tivemos uma boa conversa. Até fazíamos piadas e comentários engraçados, coisa que não tinha rolado antes. A verdade é que estávamos aos poucos criando um bom rapport.
Toquei de novo no assunto do que ele tinha feito com a ex-namorada, mas de um jeito bem leve e superficial, sem insistir. Sugerindo que eu estava interessada numa resposta dele, se ele achava que era algo que poderia acontecer de novo com alguma outra mina. Ele deu uma resposta meio evasiva, então pressionei um pouquinho mais.
“Camilo, você sabe que o que aconteceu não pode se repetir, né?”, falei enquanto tomava meu café.
“Sim, eu sei”, ele disse.
“É, você diz que sabe e eu entendo, acredite que eu entendo”, falei, “Mas a verdade é que não parece que você está muito convencido do que está me dizendo.”
“Não sei, Liliana… é errado se eu gosto de uma mina e quero transar com ela?”, ele perguntou.
“Não, não é errado de jeito nenhum. É natural”, falei, “Mas já expliquei da outra vez, uma coisa é ter esse desejo, que é normal, e outra é fazer o que você fez com alguém que não queria.”
Ele franziu um pouco as sobrancelhas e me olhou, “Outros caras transam de boa.”
“Bom, isso é problema deles, Camilo”, falei, “Se eles fazem, problema deles, mas se sua namorada ou sua parceira não quer, não é algo que você tenha que forçar.”
“Tá, então eu tenho que aguentar que todo mundo coma geral por aí e eu não. É isso que você tá dizendo?”, ele perguntou.
Eu suspirei, “Bom, sim e não. Não tô dizendo que você tem que aguentar. Tô dizendo que pode ser que aconteça e você tem que aprender a lidar com isso. Você precisa perceber que se seu primeiro impulso é fazer o que você fez com aquela garota, não tem nada, mas nada de bom nisso. É uma mudança de atitude e perspectiva que você precisa ter." "Não sei se gosto dessa situação", ele me disse. "Bom, goste ou não, Camilo, como te falei da outra vez, a vida vai te colocar em situações assim e você tem que baixar a cabeça e aprender a lidar", respondi docemente, "Do contrário, você causa problemas muito piores." "Bem... okay...", ele me disse, olhando para mim. "É como se você me dissesse que se o dono da barraca te deu o troco errado no outro dia, você vai lá e coloca uma bomba. Entendeu?" "Sim, claro..." "Não é uma reação saudável nem proporcional ao que aconteceu com você, ou ao que você sentiu que aconteceu. Para ser mais clara, se sua namorada não quer transar, a resposta não é forçá-la a fazer." Ele suspirou, "Sim, já sei que foi errado, Liliana... mas o que você quer... não sei como explicar..." Eu sorri para ele, "Bom, vamos ver, tenta fazer. Estou te ouvindo." Camilo parou um momento para pensar enquanto tomava seu refrigerante, "Não sei... Eu gostava da Laura. De verdade, te juro, sério.", ele me disse e eu sorri acenando, "Mas por isso, porque eu gostava dela, eu estava muito excitado, sei lá... Foram muitos dias assim até que não aguentei mais e quando ficamos sozinhos na casa dela, aproveitei e fiz." "Você achava que ela ia querer? Ou ia dizer sim?", perguntei. "É... óbvio... se a gente estava se beijando e se tocando super bem... por que ela faria isso se não quisesse mais? Eu fazia porque queria mais", ele me disse. "E aí foi quando você percebeu que ela não queria mais", falei suavemente, "Ou pelo menos não naquele momento." Camilo acenou levemente, "Claro, você me entende... Sei lá, eu estava com muito tesão, Liliana. Naquele momento, digo. Era dizer que se não transássemos então terminávamos ali e acabava tudo. Era isso ou comer ela." Eu acenei suavemente. Não gostei nada do que o garoto estava me contando, claro, mas eu tinha que deixar ele confortável e não sair julgando, "Claro, sim, entendo perfeitamente…"
Ele sorriu pra mim, "Ah, finalmente alguém que entende…"
"Sim, claro que entendo. Agora que você explica assim, realmente entendo", eu sorri de volta, "Mas do mesmo jeito que eu te entendo, eu gostaria que você me entendesse também, não é?"
"Sim… como assim?"
"Preciso que você entenda de verdade que o que aconteceu foi horrível", eu disse, "De novo, não tô te julgando nem nada, não tô aqui pra isso. Tô aqui pra te ajudar no que você precisar. Mas do mesmo jeito, te falo honestamente o que eu acho e o que qualquer um poderia achar."
"Ah… sim, eu sei", disse Camilo e tomou um gole do refri.
Achei a resposta desinteressada e não gostei. Ele não tava entendendo a gravidade do que fez, ou não queria entender.
"Camilo, olha pra mim…", eu falei, e ele olhou, com aquele olhar intenso, "É muito, muito importante que você saiba e que todo mundo saiba que algo como o que aconteceu não vai se repetir, entendeu?"
"Sim, Liliana…", ele me disse, me encarando.
Eu suspirei, "Então por que tenho a sensação de que você não tá nem aí?"
"Como assim não tô nem aí?", ele perguntou. Não sei se foi impressão minha, mas o olhar dele desceu pros meus peitos.
"Você pode me responder uma pergunta? Só uma, mas responde honestamente", eu pedi.
"Fala…"
"Você acha que o que você fez com a Laura pode acontecer de novo?", perguntei direto. Suave no tom, mas firme.
Camilo pensou, mas suspirou meio frustrado. Não gostei nada do tom dele, "Não sei. Sei lá. Talvez sim, talvez não. Depende da situação."
"Isso não é algo que depende da situação, Camilo", eu falei, franzindo a testa.
"É que você quer que eu prometa algo que não sei se vou conseguir cumprir…"
"Não, o que eu quero… o que a gente quer, porque sua mãe te ama e também quer o melhor pra você, é que você entenda que isso não se faz. Ponto. Em nenhuma situação ou circunstância."
"Aff…", ele já tava ficando bastante frustrado, "Liliana, se eu quiser ficar com uma mina vou tentar ficar..."
"Já sei, não tô falando isso. Tô falando outra coisa", eu disse.
"O que você quer?", ele perguntou, desconfortável.
"O que a gente quer com sua mãe é que você faça um acordo, um acordo com você mesmo, que não vai acontecer de novo. Você joga a brisa nas minas que quiser, não me importo com isso. Não nos interessa. Mas quando elas dizem não, ou você percebe que não querem, aí você tem que parar ali e respeitar os desejos da mina. Entendeu?", eu disse, "Pode me prometer isso pelo menos?"
Camilo pensou um pouco, me olhando, e começou a rir baixinho. Dava a impressão de que realmente não ligava pro que eu estava falando e achava que a situação, o que ele tinha feito com a mina, na cabeça dele não era nada demais.
"Bom... sim, ok, tá bom...", ele disse com um sorriso estranho. Eu não acreditei.
"Camilo...", comecei a dizer, mas ele me interrompeu.
"Eu posso ir ao banheiro?", ele perguntou.
Ele já estava desviando o assunto de novo. Mas dessa vez eu não ia deixar passar. Pelo menos não tão fácil. Se de boa não conseguia chegar nele, pensei que botando um pouco de pressão pra ver como ele reagia, a dinâmica ia mudar um pouco. E, pra falar a verdade, eu também já estava bem irritada com o jeito que ele estava me respondendo. Olhei pra ele com uma cara séria e sem expressão enquanto ele se levantava e ia pro banheiro, mas falei diretamente, juntando um pouco de coragem.
"Camilo, uma coisa, me faz um favor?"
"Sim, o quê?", ele virou e me olhou.
"Se for se masturbar de novo, me faz um favor e tenha pelo menos a delicadeza de limpar, tá?", eu disse sem expressão no rosto.
Camilo ficou meio travado ao me ouvir dizer isso, mas logo apareceu um sorriso no rosto dele e ele seguiu pro banheiro. Não era a reação que eu esperava. Eu esperava pressioná-lo ou pelo menos envergonhá-lo ao mencionar a sujeira que ele tinha deixado no banheiro na visita anterior. Algo que o sacudisse um pouco daquele ar de superioridade que ele parecia ter. tudo. Mas não foi assim. Meu comentário só pareceu diverti-lo.
Quando voltou do banheiro, dessa vez não demorou tanto quanto da outra, só se sentou de novo à mesa e ficou me olhando. Eu fingia estar distraída com meu celular.
"Não fiz nada, tranqui...", ele riu.
"Me parece perfeito.", disse sem olhar.
"Você limpou?", ele perguntou e eu olhei, "Da outra vez, digo, você limpou?"
"Claro, Camilo. O que você pensou, que eu ia deixar lá de lembrança?", falei. Ele só riu e tomou um gole de refrigerante, me encarando, "Quer me dizer por que você fez isso no outro dia?" perguntei.
"O quê, a do banheiro?", eu concordei com a cabeça, ele só deu de ombros, "Tava com tesão e me masturbei..."
Camilo já tinha praticamente perdido toda a vergonha, se é que algum dia teve. Eu pensei que ele ia me dizer outra coisa, mas falou assim direto. Fiquei olhando pra ele um pouco, ele continuou falando.
"Que... uh, vamos ver, agora você vai me dizer que bater uma também tá errado, que não posso fazer, né?"
"Não. Faz quantas vezes quiser", eu disse e ele riu, "Só se toca um pouco, né? Você tava na casa dos outros e deixou tudo sujo. Pelo menos, o mínimo de decência teria sido você limpar."
Ele fez um sorrisinho malicioso, "Bom, mas no final você limpou."
Eu olhei, "O quê, era isso que você queria? Por isso fez? Pra que eu limpasse?", perguntei.
Camilo sorriu, "Não, fiz porque tava com tesão, só isso."
"Bom, espero que você seja mais consciente a partir de agora. Sério.", respondi.
"Pra você não incomodou? Não te deu nojo nem nada?", ele perguntou.
Eu quase ri e olhei, "Nojo, Camilo? Tô casada com um homem há 14 anos. Acha que tem alguma coisa que eu não tenha visto? Não me deu nojo, só achei totalmente sem noção você ter feito na minha casa", falei enquanto me vinha à cabeça a sensação de limpar o sêmen dele com minha língua, torcendo que ele não percebesse nada.
"Bom, me perdoa...", ele disse, Não fiz pra te dar nojo."
"E então por que fez? Só por curiosidade?", perguntei.
"Já te falei. O outro dia eu estava com tesão, fui no banheiro e me masturbei", ele disse me encarando.
"O quê, por causa da conversa que tivemos?", perguntei, "Por isso ficou excitado? Quando lembrou daquilo da Laura?"
Ele sorriu um pouco e me olhou fixamente, "Sim, um pouquinho por causa da Laura. Pode ser."
"E outro pouquinho?"
"Isso fica entre a gente, né?", ele perguntou.
"Sim, Camilo, já te falei mil vezes. O que conversamos fica entre a gente. Você sabe que não te julgo", respondi.
"Bom, então… o outro pouquinho… foi porque você também me deixou com tesão", ele sorriu pra mim.
Fiquei meio travada. Sim, claro que internamente eu já tinha antecipado e estava vendo onde ia dar. Mas uma coisa é saber, antecipar, imaginar… e outra é ouvir. Ouvir do mlk de 15 anos que estava sentado à mesa comigo. Decidi seguir o fluxo, pra ver onde aquela correnteza ia desembocar, em vez de ficar indignada.
"Ah, é?", perguntei, "Mas eu não fiz nada pra te deixar excitado."
"Não, eu sei… só de estar conversando com você sobre essas coisas, foi isso", ele sorriu.
"Bom, sim, é compreensível, acho", respondi.
"Além do mais você é muito gostosa. Deixa qualquer um com tesão…", ele riu.
Eu só sorri pra ele, "Bom, obrigada pelo elogio."
"De nada. É a verdade", ele disse.
Olhei pra ele por um momento e tomei um gole do meu café, "Camilo, uma pergunta… se eu não tivesse dito nada sobre o que você fez no banheiro, se não tivesse comentado nada agora, quando foi ao banheiro você teria feito de novo?"
Camilo pareceu pensar um pouco, "Não sei, talvez sim."
"Ah, e ia me deixar o presentinho de novo?", falei.
Ele riu, "… sim, pode ser. Bah, talvez não como da outra vez, sei lá."
"Se deixou lá era porque queria que eu visse, né?", perguntei encarando ele. Ele só manteve o olhar, "Digo, porque você faz na sua casa também mas lá você limpa, não é?"
Camilo não respondeu. Demorou bastante pra falar enquanto me olhava e ficava brincando com o Vazei um pouco, "Eu só queria me aliviar, nada mais."
"E por que depois de se aliviar não limpou?", perguntei.
"Não sei, Liliana, me perdoa...", ele disse.
"Não, tudo bem. Já foi. Acho uma falta de noção total, primeiro ter feito e depois não ter limpado, mas fiquei curiosa com o motivo de não ter limpado.", falei.
"Não sei, Liliana... se me pergunta, não sei por que deixei aí.", ele disse.
"Será que inconscientemente queria que eu visse?", perguntei.
"Não sei, você é a especialista. Eu que sei...", ele riu.
Eu engoli seco. Já estava sentindo por dentro coisas que não estavam me fazendo bem nenhum. Conversar assim sobre esse assunto com ele estava provocando pequenos fogachos de tesão o tempo todo. As partes da minha mente e da minha alma que não tinham sido atendidas por tanto tempo lentamente estavam acordando, se espreguiçando, e me dando sinais.
"E quando fez isso outro dia, no que pensava?", perguntei, "Pode contar?"
"Ah, Liliana, qual é...", ele respondeu um pouco desconfortável.
"Lembrava do que tinha feito com a Laura?", perguntei, "Camilo, como sempre, não te julgo. Mas preciso saber para poder te ajudar melhor."
O garoto respirou fundo, "Bom... sim, no começo sim. Pensava no que fiz com a Laura. Mas não acabei com isso."
"E com o que fez? No que pensou?"
Camilo me encarou fixamente, "Em você. Pensava em você."
Um arrepio percorreu meu corpo que não deixei transparecer, "Ah... entendo. E pensava que estava fazendo comigo o mesmo que fez com a Laura?", perguntei.
"O quê? Não... ah... Liliana, não sei...", ele disse.
"Não tenha vergonha, Camilo. Comigo não tem problema falar dessas coisas, você já sabe.", sorri para dar um pouco de conforto, "Já sou adulta e te garanto que já ouvi de tudo. Não vou me ofender, nem te julgar nem ficar com vergonha. Estou aqui para te ajudar."
"Mas mesmo assim, eu... Liliana...", ele respondeu, mas o interrompi. Não ia deixar que ele desviasse da pergunta.
"Imaginava que estava me violentando? Como fez com a Laura?", perguntei e nossos olhos se encontraram.
"Não… não, sério, nada a ver… juro", ele disse e eu acreditei.
"Então o que era?"
"Coisas, sei lá…"
"Quer me descrever?", perguntei, "Consegue? Como você me imaginava?"
"Pelada…", ele disse e sorriu.
Eu devolvi o sorriso pra acalmá-lo, pra ele sentir que podia continuar. Por dentro, já estava pegando fogo.
"Tá bom… e o mais? Você gostava de me ver assim?", perguntei.
"Claro, adorava. Você é muito gata.", ele sorriu.
"E o que a gente fazia?", perguntei.
Camilo suspirou e me olhou, "... você se ajoelhava na minha frente… e me chupava. Te imaginei assim e já gozei."
Eu sorri, tentando apagar meu fogo, "Bom, isso é perfeito e normal, tá vendo? Nessa fantasia que você teve, claramente os dois queriam, né?"
"Sim, óbvio…", ele respondeu.
"Porque nessa fantasia você não estava me forçando, nem se forçando… eu fazia porque queria, certo?", sorri pra ele.
"Sim…"
"Então vê que é uma fantasia gostosa, e uma situação assim também é. Quando os dois querem. Não precisa sempre tomar o que não te dão ou não consegue", continuei sorrindo. Me levantei e fui servir um copo de refrigerante pra mim também, precisava de algo fresco. Enchi o copo do Camilo de novo e ele me encarou enquanto eu me aproximava, curtindo meu corpo com os olhos. Sentei de novo no meu lugar e os dois nos olhamos em silêncio, bebendo. Foi um silêncio longo, mas por algum motivo não desconfortável. Eu estava pensando em como continuar a conversa pra aprofundar mais quando o ouvi falar. Ele jogou direto e me surpreendeu um pouco. Não pensei que ele seria tão direto.
"Liliana… eu… se eu me masturbar agora, você faz o quê?", ele perguntou.
Arqueei uma sobrancelha e terminei de engolir meu refrigerante, "Como? Agora? Aqui na cozinha?"
"Sim"
"Bom, primeiro eu diria de novo que você é sem noção", falei e ele sorriu, "E depois diria pra você ir pro banheiro e se Certifique-se de limpar quando terminar."
"Você se importaria?"
Eu encolhi os ombros, "Se é isso que você precisa fazer... eu preferiria que não fizesse na minha casa. Você poderia segurar e fazer só na sua, não é?", ele riu e concordou, "Mas se fosse fazer aqui, sim, eu diria para você ir ao banheiro."
Camilo sorriu com um ar malicioso nos lábios, "E se eu não for?"
"Como assim? Não entendi..."
"Claro, se eu não for ao banheiro. Se eu me masturbar aqui na cozinha, o que você faz?", ele perguntou.
Eu suspirei, fingindo um pouco de irritação, "De novo, você estaria sendo muito sem noção. E depois, não me assustaria. Você acha que eu vou ficar com medo de ver um homem se masturbando?"
"Não disse que você ia ficar assustada...", ele riu.
"Então o quê?"
"Você me olharia enquanto eu faço?", ele perguntou.
"Não", eu disse, balançando a cabeça, "Eu iria fazer outra coisa. Te deixaria em paz."
"O quê, você não ficaria excitada vendo eu me masturbar?", ele sorriu.
"Não, sei lá. Acho que não, Camilo", menti, "Você ficaria excitado se eu te olhasse enquanto faz?"
Ele riu, "Óbvio... quem não ficaria?"
Camilo, sem tirar os olhos de mim, tomou outro gole do refrigerante e vi ele se tocar e ajustar o volume na calça debaixo da mesa. Eu só ficava olhando.
"E... por curiosidade... se eu pedir para você fazer em mim? Você faria?"
"O quê? Te masturbar?", ele concordou e sorriu, "Não, Camilo. Você já estaria passando dos limites com isso."
"Você não ficaria excitada me punhetando um pouco?", ele perguntou.
"Estamos falando de mim ou de você?", perguntei, tentando desesperadamente desviar o assunto, "Eu só estava perguntando o que te excita, só isso."
"E eu estou perguntando o que te excita", ele disse, "O quê, não posso saber?"
Eu suspirei e me levantei. Fui até a pia e comecei a organizar um pouco a louça. Para fazer alguma coisa. Qualquer coisa além de ficar sentada ali olhando para ele. Sentia os olhos dele cravados nas minhas costas. Depois de alguns segundos, ouvi Camilo arrastando um pouco a cadeira no chão da cozinha, como se estivesse mudando de posição. Quando me virei... Quando me virei para olhar, vi que ele tinha girado a cadeira e estava sentado, apontando para onde eu estava, recostado um pouco mais na cadeira e com as pernas bem mais abertas. Com um sorriso, ele me encarava enquanto desabotoçava a calça, abrindo-a na frente e mexendo com os dedos por baixo da cueca.
Eu não conseguia acreditar. Não pude evitar de engolir em seco ao vê-lo. "Camilo, para, o que você tá fazendo…"
"Você disse que não tinha problema… bom… eu quero me masturbar", ele me disse.
"Vai no banheiro, por favor…", falei, mas ele riu e puxou o pau para fora.
Era um pau lindo, divino. Ele já estava bem duro e realmente de um tamanho muito bom. Não parecia o de um garoto de 15 anos. Era quase o de um homem feito. Era bonito, reto e grosso… e, sinceramente, ficava lindo envolto pela sua mão. Ele começou a bombear e massagear enquanto me olhava e sorria… e eu não conseguia tirar os olhos dali.
"Não… quero fazer aqui mesmo", ele disse. "Você falou que não se importava."
Não sei como consegui fingir irritação de novo. Cruzei os braços e só ficava olhando, tentando encarar os olhos dele e não o que ele estava fazendo. Minha buceta estava acordando sozinha entre minhas pernas e eu queria disfarçar o máximo possível.
"Bom… então te deixo em paz, Camilo…", falei e comecei a andar para sair da cozinha, mas quando passei perto, a mão dele largou o pau e disparou para segurar meu pulso, me prendendo ali.
"Não… não vai. Fica", ele disse, me encarando.
"Pra quê? Se você vai fazer isso, te deixo em paz", respondi.
"Não… quero que você fique e me observe", ele sorriu.
"Isso te excita?", perguntei.
"Sim, claro…", ele disse, soltando meu pulso e levando a mão de volta para o pau ereto, retomando a masturbação. "E você?"
Eu nem respondi o que ele queria ouvir. "Bom, se você quer, eu fico."
Fui e me sentei na minha cadeira de novo, enquanto ele sorria e se masturbava com força, sem parar de me olhar. As coisas que ele devia estar… imaginando o que havia por trás daqueles olhos. Eu também não queria pensar muito nisso, porque provavelmente eram iguais ou muito parecidas com as que eu estava imaginando. A situação estava rapidamente me dominando. Por que eu não parei isso? Eu rezava para que o Camilo acabasse logo, quanto menos eu visse do pau dele, no meu estado, melhor. Mas o garoto estava se segurando, estava curtindo muito.
“Você gosta?”, ele perguntou enquanto continuava a se masturbar.
“O quê, de te ver assim?”, perguntei.
“É…”
“Não sei, Camilo… acho que o que você tá fazendo é uma sacanagem”, eu disse.
“Você não gosta do meu pau?”, ele me perguntou. Como eu não respondi, ele insistiu, “Não gosta?”
Eu suspirei, “É bonito, Camilo. Fica tranquilo. Você tem um pênis bonito.”
Ele sorriu, “Gosto do jeito que você olha pra ele…”
“Não tô olhando pra ele…”, eu disse, mas ele riu. Nós dois sabíamos que era mentira. Meus olhos inevitavelmente viam como a mão dele estava dando prazer àquele pau lindo que o garoto tinha.
Ficamos em silêncio por um momento, nos olhando, até que Camilo se levantou e deu alguns passos até onde eu estava sentada, com o pau dele duro como uma pedra balançando no ar a cada passo. Eu me assustei um pouco, pensando que ele ia fazer alguma coisa, jogar-se em cima de mim ou algo assim, foram alguns segundos em que eu não sabia o que ia acontecer, até que ele parou bem na minha frente. Bem na minha frente, com o pau dele duro e ereto bem diante do meu rosto. Eu não aguentava mais. Tinha um furacão dentro da minha cabeça e minha buceta estava gritando. Ele ficou ali, deixando o pau dele na frente do meu rosto, me olhando com um sorriso até que pegou ele de novo na mão e começou a se masturbar lentamente de novo. Quase colado na minha cara. A poucos centímetros.
Eu imaginei que se ele tivesse a ideia de me pegar pelo cabelo e me mandar chupar… eu não sabia como ia reagir e se ia conseguir dizer não. Mas, por sorte, ele não fez isso. Ele estava satisfeito em se masturbar bem, mas bem na frente da minha cara. Sem que a Cara, se esse pau me tocar ou roçar...
Camilo sorriu enquanto continuava a se masturbar. "E agora? Agora você gosta mais?", ele me perguntou.
"Continua... continua sendo muito lindo, Camilo", consegui dizer, olhando nos olhos dele e tentando não olhar para ela, o que era quase impossível.
"Agora que você tem ela mais perto, vê melhor, né?", ele sorriu.
"Sim, claro..."
Camilo, sem parar de sorrir, começou a falar e isso imediatamente me provocou, ao mesmo tempo que meu sangue gelou um pouco e uma tesão terrível subiu.
"Com essa aqui eu comi a Laura."
"Sim... claro, Camilo... eu sei", consegui dizer.
"Sabe como ela gritava... de prazer, tá?", ele riu, "Depois veio com a historinha de estupro e tudo mais... mas enquanto eu estava comendo ela, fiz ela curtir pra valer..."
Eu engoli saliva de novo. Não tinha mais nenhuma dúvida de que a pobre garota, de prazer ou de dor, de uma das duas, com aquele pau tinha gritado.
"Não fala assim, Camilo... não é legal..."
"Só tô te contando o que aconteceu", ele sorriu.
"Tá bom... acredito."
Nós nos olhamos por alguns segundos em silêncio, até que ele disse: "Faz a masturbação em mim agora..."
"Camilo, não, não seja...", eu disse suavemente, mas ele me interrompeu.
"Me faz uma punhetinha... qual é o problema.", ele me encarou firme e soltou o pau, deixando ele bem ereto ainda no ar para que eu pegasse.
Meu cérebro de submissa não aguentava mais. Pedia por isso aos gritos dentro de mim. Se ele tivesse perguntado ou sugerido, teria sido outra coisa. Se ele tivesse perguntado se eu queria, se eu gostaria... eu teria recusado. Teria sido difícil, mas no final eu recusaria. Mas não. A única coisa que minha mente, coração e alma de submissa ouviram foi o macho que tinha colocado aquele pau divino na minha frente, e ouviram ele ordenando que eu o masturbasse.
Foi demais para mim. Me envergonha, mas realmente foi demais para mim. Naquele momento não pensei em mais nada, só pensei nisso. No pau que eu tinha na minha frente. Na ordem do Camilo nos meus ouvidos. Não na bagunça que... Eu não tinha ideia do que faria se a pegasse, nem a idade do garoto, nem a minha, nem nada disso.
Lentamente, sem dizer nada, levei minha mão até o pau ereto do Camilo na minha frente e o segurei suavemente, envolvendo-o com meu punho feminino. Ele se apoiou um pouco na mesa, me olhando nos olhos com um sorriso suave nos lábios. Era lindo na minha mão, macio na textura, mas duríssimo por dentro. Comecei a masturbá-lo devagar, sentindo suas dimensões na minha mão e a forma como ele endurecia e dava pequenas sacudidas de prazer.
Camilo sorriu ao me ver e começou a gemer. O tempo parecia parar na minha cabeça. Eu olhei nos olhos dele enquanto o masturbava. Sussurrei baixinho, suave: "...é assim que você gosta?"
"Adoro... não para...", ele disse, e senti a mão dele na minha cabeça, acariciando meu cabelo. Meu Deus, meu Deus, eu só pensava... que ele não me mande chupar... por favor não...
Continuei masturbando ele assim por alguns minutos que pareceram uma eternidade, mas foram prazerosos para nós dois. Até que notei ele endurecer e seus gemidos aumentarem de volume. Me afastei um pouco para não me sujar quando ele ejacular, e fiz isso bem na hora. Logo Camilo gemeu alto de prazer e orgasmo, enquanto o pau dele começou a jorrar porra. Eu tinha o comprimento dele apertado no meu punho, mas a cabeça do pau dele disparava jatos de sêmen com muita força. Jogava no ar, caindo no chão. De perto, vi tudo, e curti tudo sem dizer uma palavra. Ter aquele pau lindo gozando graças à minha mão e meu toque foi como um sonho, um sonho de prazer que era real. Não sei como me segurei para não colocar a boca para receber toda a porra que ele estava expelindo das bolas.
Quando terminou de gozar, Camilo sorria de prazer. Eu também dei um sorriso tímido do meu lugar. Pouquíssima porra tinha ficado na ponta do pau dele, tudo tinha caído no chão graças aos jatos violentos da ejaculação. Peguei um papel da cozinha que estava na mesa e ofereci para ele se limpar.
"Não...", ele disse suavemente, "Limpa você, vai."
Se ele tivesse me mandado fazer com a boca, eu teria engasgado com o pau dele antes mesmo de ele terminar a frase, mas por sorte não fez isso. Suavemente e em silêncio, limpei com o guardanapo de papel.
Camilo sorriu e guardou o pau depois que terminei de limpá-lo. E bem na hora também. Perguntei se ele tinha gostado e se estava se sentindo melhor. Ele disse que sim e estava prestes a me dizer algo quando o interfone tocou. elétrico. Era a mãe dele, Luisa, que vinha buscá-lo. Por sorte aquela odisseia tinha acabado. Camilo ia embora satisfeito, mas eu ficava com um tesão que me deixava louca e não podia deixar transparecer, muito menos dizer ao garoto. Acompanhei-o lá embaixo para abrir a porta, conversei um pouco com a mãe dele e disse que esperava vê-lo de novo em alguns dias, que tínhamos tido uma conversa muito boa. Tudo isso era verdade. O que eu nunca diria a Luisa, nem a ninguém, é que quando voltei para o apartamento, apenas alguns segundos depois de fechar a porta, eu já estava na cozinha, com minhas mãos e joelhos no chão, minha bochecha colada no piso e minha língua faminta lambendo os restos de porra do Camilo, ofegante de prazer sozinha. Sentia meu corpo ferver e quase arranquei minha camiseta sozinha, ficando com meus peitos à mostra. Não consegui evitar também desabotoar minha calça e, ali mesmo de joelhos e com o rosto contra o chão, enquanto consumia a gostosa ejaculação do garoto, meus dedos encontraram meu clitóris já encharcado e o esfregaram com uma violência atroz, buscando desesperadamente gozar.
Só consegui gozar e ter meu merecido e gigantesco orgasmo depois que o chão ficou limpo e não restava nada de Camilo. Toda aquela delícia de porra gostosa que ele tinha me deixado já estava no meu estômago, dentro do meu corpo, onde pertencia.
Naquela noite, tive que me masturbar no chuveiro. Não pude evitar. O que Camilo tinha feito ficou na minha cabeça, e o gosto do que ele deixou em mim parecia que ainda sentia na boca. Era uma sensação maravilhosa. No chuveiro, decidi libertar a mente e um pouco o corpo, soltando as rédeas pelo menos por um tempinho às minhas fantasias e perversões íntimas, imaginando as formas como aquele garoto, aquele menino, me dominava e me possuía. Dei a mim mesma um orgasmo incrível debaixo d'água.

Conforme os dias foram passando e a hora de receber Camilo novamente em casa para sua consulta se aproximava, fui pensando em como encararia a questão do que tinha acontecido e como continuaria conduzindo seu aconselhamento. Uma opção era simplesmente não dizer nada, ignorar o que tinha acontecido. A outra era confrontá-lo e perguntar por que ele tinha feito aquilo. A primeira opção era a mais fácil e a mais natural. A outra exigia coragem e determinação, eu não sabia como o garoto ia reagir, mas talvez fosse uma forma de fazê-lo se abrir e me deixar ver um pouco mais dentro da cabeça dele. Como funcionava e por que ele decidia fazer as coisas sexuais que fazia, sendo tão impulsivo, como se não se importasse com as consequências.Será que ele sabia e não ligava? Ou será que realmente não pensava que elas existiam?
Quando chegou o dia, Luisa o trouxe e o deixou comigo para sua sessão de duas horinhas. Recebi-o e me pareceu tudo bem, tudo normal. Ele me encarava fixamente, mas tinha feito isso da outra vez também. Eu tentava não pensar na questão do banheiro, ainda não tinha decidido o que faria sobre aquilo, então o recebi e o atendi alegre, como se nada tivesse acontecido. Pensei que desta vez, para tornar as coisas mais naturais e para que ele não se sentisse tão interrogado, para que fosse apenas uma boa conversa, fomos para a cozinha. Enquanto eu lavava a louça e organizava as coisas, servi-lhe um copo de refrigerante e ele se sentou à mesa, os dois conversando e falando super bem sobre tudo.
Pareceu funcionar. Camilo parecia estar mais relaxado já em sua segunda visita. Perguntei como ele estava se sentindo e ele me disse que estava bem, que não tinha tido grandes problemas com nada nem com ninguém esses dias. Me ocorreu perguntar sobre o pai dele, se ainda o via e como se sentia com tudo que tinha acontecido entre seus pais. Pensei que talvez os problemas viessem do lado do pai ausente.
Ele me deu uma resposta bem madura, na verdade. Disse que sim, que naturalmente sentia saudades e o via de vez em quando, mas não era a mesma coisa. Disse que se sua... O pai dele tinha decidido fazer aquilo por algum motivo, e a situação realmente era uma merda, mas ele não odiava nem nada nenhum dos pais. Não tive a sensação de que houvesse um trauma ali e, se realmente existisse, talvez fosse algo muito mais profundo que não viria à tona por uma simples pergunta minha.
Fiz um cafezinho e continuamos conversando os dois na cozinha, foi muito bom mesmo. Ele estava bem mais relaxado que da outra vez e tivemos uma boa conversa. Até fazíamos piadas e comentários engraçados, coisa que não tinha rolado antes. A verdade é que estávamos aos poucos criando um bom rapport.
Toquei de novo no assunto do que ele tinha feito com a ex-namorada, mas de um jeito bem leve e superficial, sem insistir. Sugerindo que eu estava interessada numa resposta dele, se ele achava que era algo que poderia acontecer de novo com alguma outra mina. Ele deu uma resposta meio evasiva, então pressionei um pouquinho mais.
“Camilo, você sabe que o que aconteceu não pode se repetir, né?”, falei enquanto tomava meu café.
“Sim, eu sei”, ele disse.
“É, você diz que sabe e eu entendo, acredite que eu entendo”, falei, “Mas a verdade é que não parece que você está muito convencido do que está me dizendo.”
“Não sei, Liliana… é errado se eu gosto de uma mina e quero transar com ela?”, ele perguntou.
“Não, não é errado de jeito nenhum. É natural”, falei, “Mas já expliquei da outra vez, uma coisa é ter esse desejo, que é normal, e outra é fazer o que você fez com alguém que não queria.”
Ele franziu um pouco as sobrancelhas e me olhou, “Outros caras transam de boa.”
“Bom, isso é problema deles, Camilo”, falei, “Se eles fazem, problema deles, mas se sua namorada ou sua parceira não quer, não é algo que você tenha que forçar.”
“Tá, então eu tenho que aguentar que todo mundo coma geral por aí e eu não. É isso que você tá dizendo?”, ele perguntou.
Eu suspirei, “Bom, sim e não. Não tô dizendo que você tem que aguentar. Tô dizendo que pode ser que aconteça e você tem que aprender a lidar com isso. Você precisa perceber que se seu primeiro impulso é fazer o que você fez com aquela garota, não tem nada, mas nada de bom nisso. É uma mudança de atitude e perspectiva que você precisa ter." "Não sei se gosto dessa situação", ele me disse. "Bom, goste ou não, Camilo, como te falei da outra vez, a vida vai te colocar em situações assim e você tem que baixar a cabeça e aprender a lidar", respondi docemente, "Do contrário, você causa problemas muito piores." "Bem... okay...", ele me disse, olhando para mim. "É como se você me dissesse que se o dono da barraca te deu o troco errado no outro dia, você vai lá e coloca uma bomba. Entendeu?" "Sim, claro..." "Não é uma reação saudável nem proporcional ao que aconteceu com você, ou ao que você sentiu que aconteceu. Para ser mais clara, se sua namorada não quer transar, a resposta não é forçá-la a fazer." Ele suspirou, "Sim, já sei que foi errado, Liliana... mas o que você quer... não sei como explicar..." Eu sorri para ele, "Bom, vamos ver, tenta fazer. Estou te ouvindo." Camilo parou um momento para pensar enquanto tomava seu refrigerante, "Não sei... Eu gostava da Laura. De verdade, te juro, sério.", ele me disse e eu sorri acenando, "Mas por isso, porque eu gostava dela, eu estava muito excitado, sei lá... Foram muitos dias assim até que não aguentei mais e quando ficamos sozinhos na casa dela, aproveitei e fiz." "Você achava que ela ia querer? Ou ia dizer sim?", perguntei. "É... óbvio... se a gente estava se beijando e se tocando super bem... por que ela faria isso se não quisesse mais? Eu fazia porque queria mais", ele me disse. "E aí foi quando você percebeu que ela não queria mais", falei suavemente, "Ou pelo menos não naquele momento." Camilo acenou levemente, "Claro, você me entende... Sei lá, eu estava com muito tesão, Liliana. Naquele momento, digo. Era dizer que se não transássemos então terminávamos ali e acabava tudo. Era isso ou comer ela." Eu acenei suavemente. Não gostei nada do que o garoto estava me contando, claro, mas eu tinha que deixar ele confortável e não sair julgando, "Claro, sim, entendo perfeitamente…"
Ele sorriu pra mim, "Ah, finalmente alguém que entende…"
"Sim, claro que entendo. Agora que você explica assim, realmente entendo", eu sorri de volta, "Mas do mesmo jeito que eu te entendo, eu gostaria que você me entendesse também, não é?"
"Sim… como assim?"
"Preciso que você entenda de verdade que o que aconteceu foi horrível", eu disse, "De novo, não tô te julgando nem nada, não tô aqui pra isso. Tô aqui pra te ajudar no que você precisar. Mas do mesmo jeito, te falo honestamente o que eu acho e o que qualquer um poderia achar."
"Ah… sim, eu sei", disse Camilo e tomou um gole do refri.
Achei a resposta desinteressada e não gostei. Ele não tava entendendo a gravidade do que fez, ou não queria entender.
"Camilo, olha pra mim…", eu falei, e ele olhou, com aquele olhar intenso, "É muito, muito importante que você saiba e que todo mundo saiba que algo como o que aconteceu não vai se repetir, entendeu?"
"Sim, Liliana…", ele me disse, me encarando.
Eu suspirei, "Então por que tenho a sensação de que você não tá nem aí?"
"Como assim não tô nem aí?", ele perguntou. Não sei se foi impressão minha, mas o olhar dele desceu pros meus peitos.
"Você pode me responder uma pergunta? Só uma, mas responde honestamente", eu pedi.
"Fala…"
"Você acha que o que você fez com a Laura pode acontecer de novo?", perguntei direto. Suave no tom, mas firme.
Camilo pensou, mas suspirou meio frustrado. Não gostei nada do tom dele, "Não sei. Sei lá. Talvez sim, talvez não. Depende da situação."
"Isso não é algo que depende da situação, Camilo", eu falei, franzindo a testa.
"É que você quer que eu prometa algo que não sei se vou conseguir cumprir…"
"Não, o que eu quero… o que a gente quer, porque sua mãe te ama e também quer o melhor pra você, é que você entenda que isso não se faz. Ponto. Em nenhuma situação ou circunstância."
"Aff…", ele já tava ficando bastante frustrado, "Liliana, se eu quiser ficar com uma mina vou tentar ficar..."
"Já sei, não tô falando isso. Tô falando outra coisa", eu disse.
"O que você quer?", ele perguntou, desconfortável.
"O que a gente quer com sua mãe é que você faça um acordo, um acordo com você mesmo, que não vai acontecer de novo. Você joga a brisa nas minas que quiser, não me importo com isso. Não nos interessa. Mas quando elas dizem não, ou você percebe que não querem, aí você tem que parar ali e respeitar os desejos da mina. Entendeu?", eu disse, "Pode me prometer isso pelo menos?"
Camilo pensou um pouco, me olhando, e começou a rir baixinho. Dava a impressão de que realmente não ligava pro que eu estava falando e achava que a situação, o que ele tinha feito com a mina, na cabeça dele não era nada demais.
"Bom... sim, ok, tá bom...", ele disse com um sorriso estranho. Eu não acreditei.
"Camilo...", comecei a dizer, mas ele me interrompeu.
"Eu posso ir ao banheiro?", ele perguntou.
Ele já estava desviando o assunto de novo. Mas dessa vez eu não ia deixar passar. Pelo menos não tão fácil. Se de boa não conseguia chegar nele, pensei que botando um pouco de pressão pra ver como ele reagia, a dinâmica ia mudar um pouco. E, pra falar a verdade, eu também já estava bem irritada com o jeito que ele estava me respondendo. Olhei pra ele com uma cara séria e sem expressão enquanto ele se levantava e ia pro banheiro, mas falei diretamente, juntando um pouco de coragem.
"Camilo, uma coisa, me faz um favor?"
"Sim, o quê?", ele virou e me olhou.
"Se for se masturbar de novo, me faz um favor e tenha pelo menos a delicadeza de limpar, tá?", eu disse sem expressão no rosto.
Camilo ficou meio travado ao me ouvir dizer isso, mas logo apareceu um sorriso no rosto dele e ele seguiu pro banheiro. Não era a reação que eu esperava. Eu esperava pressioná-lo ou pelo menos envergonhá-lo ao mencionar a sujeira que ele tinha deixado no banheiro na visita anterior. Algo que o sacudisse um pouco daquele ar de superioridade que ele parecia ter. tudo. Mas não foi assim. Meu comentário só pareceu diverti-lo.
Quando voltou do banheiro, dessa vez não demorou tanto quanto da outra, só se sentou de novo à mesa e ficou me olhando. Eu fingia estar distraída com meu celular.
"Não fiz nada, tranqui...", ele riu.
"Me parece perfeito.", disse sem olhar.
"Você limpou?", ele perguntou e eu olhei, "Da outra vez, digo, você limpou?"
"Claro, Camilo. O que você pensou, que eu ia deixar lá de lembrança?", falei. Ele só riu e tomou um gole de refrigerante, me encarando, "Quer me dizer por que você fez isso no outro dia?" perguntei.
"O quê, a do banheiro?", eu concordei com a cabeça, ele só deu de ombros, "Tava com tesão e me masturbei..."
Camilo já tinha praticamente perdido toda a vergonha, se é que algum dia teve. Eu pensei que ele ia me dizer outra coisa, mas falou assim direto. Fiquei olhando pra ele um pouco, ele continuou falando.
"Que... uh, vamos ver, agora você vai me dizer que bater uma também tá errado, que não posso fazer, né?"
"Não. Faz quantas vezes quiser", eu disse e ele riu, "Só se toca um pouco, né? Você tava na casa dos outros e deixou tudo sujo. Pelo menos, o mínimo de decência teria sido você limpar."
Ele fez um sorrisinho malicioso, "Bom, mas no final você limpou."
Eu olhei, "O quê, era isso que você queria? Por isso fez? Pra que eu limpasse?", perguntei.
Camilo sorriu, "Não, fiz porque tava com tesão, só isso."
"Bom, espero que você seja mais consciente a partir de agora. Sério.", respondi.
"Pra você não incomodou? Não te deu nojo nem nada?", ele perguntou.
Eu quase ri e olhei, "Nojo, Camilo? Tô casada com um homem há 14 anos. Acha que tem alguma coisa que eu não tenha visto? Não me deu nojo, só achei totalmente sem noção você ter feito na minha casa", falei enquanto me vinha à cabeça a sensação de limpar o sêmen dele com minha língua, torcendo que ele não percebesse nada.
"Bom, me perdoa...", ele disse, Não fiz pra te dar nojo."
"E então por que fez? Só por curiosidade?", perguntei.
"Já te falei. O outro dia eu estava com tesão, fui no banheiro e me masturbei", ele disse me encarando.
"O quê, por causa da conversa que tivemos?", perguntei, "Por isso ficou excitado? Quando lembrou daquilo da Laura?"
Ele sorriu um pouco e me olhou fixamente, "Sim, um pouquinho por causa da Laura. Pode ser."
"E outro pouquinho?"
"Isso fica entre a gente, né?", ele perguntou.
"Sim, Camilo, já te falei mil vezes. O que conversamos fica entre a gente. Você sabe que não te julgo", respondi.
"Bom, então… o outro pouquinho… foi porque você também me deixou com tesão", ele sorriu pra mim.
Fiquei meio travada. Sim, claro que internamente eu já tinha antecipado e estava vendo onde ia dar. Mas uma coisa é saber, antecipar, imaginar… e outra é ouvir. Ouvir do mlk de 15 anos que estava sentado à mesa comigo. Decidi seguir o fluxo, pra ver onde aquela correnteza ia desembocar, em vez de ficar indignada.
"Ah, é?", perguntei, "Mas eu não fiz nada pra te deixar excitado."
"Não, eu sei… só de estar conversando com você sobre essas coisas, foi isso", ele sorriu.
"Bom, sim, é compreensível, acho", respondi.
"Além do mais você é muito gostosa. Deixa qualquer um com tesão…", ele riu.
Eu só sorri pra ele, "Bom, obrigada pelo elogio."
"De nada. É a verdade", ele disse.
Olhei pra ele por um momento e tomei um gole do meu café, "Camilo, uma pergunta… se eu não tivesse dito nada sobre o que você fez no banheiro, se não tivesse comentado nada agora, quando foi ao banheiro você teria feito de novo?"
Camilo pareceu pensar um pouco, "Não sei, talvez sim."
"Ah, e ia me deixar o presentinho de novo?", falei.
Ele riu, "… sim, pode ser. Bah, talvez não como da outra vez, sei lá."
"Se deixou lá era porque queria que eu visse, né?", perguntei encarando ele. Ele só manteve o olhar, "Digo, porque você faz na sua casa também mas lá você limpa, não é?"
Camilo não respondeu. Demorou bastante pra falar enquanto me olhava e ficava brincando com o Vazei um pouco, "Eu só queria me aliviar, nada mais."
"E por que depois de se aliviar não limpou?", perguntei.
"Não sei, Liliana, me perdoa...", ele disse.
"Não, tudo bem. Já foi. Acho uma falta de noção total, primeiro ter feito e depois não ter limpado, mas fiquei curiosa com o motivo de não ter limpado.", falei.
"Não sei, Liliana... se me pergunta, não sei por que deixei aí.", ele disse.
"Será que inconscientemente queria que eu visse?", perguntei.
"Não sei, você é a especialista. Eu que sei...", ele riu.
Eu engoli seco. Já estava sentindo por dentro coisas que não estavam me fazendo bem nenhum. Conversar assim sobre esse assunto com ele estava provocando pequenos fogachos de tesão o tempo todo. As partes da minha mente e da minha alma que não tinham sido atendidas por tanto tempo lentamente estavam acordando, se espreguiçando, e me dando sinais.
"E quando fez isso outro dia, no que pensava?", perguntei, "Pode contar?"
"Ah, Liliana, qual é...", ele respondeu um pouco desconfortável.
"Lembrava do que tinha feito com a Laura?", perguntei, "Camilo, como sempre, não te julgo. Mas preciso saber para poder te ajudar melhor."
O garoto respirou fundo, "Bom... sim, no começo sim. Pensava no que fiz com a Laura. Mas não acabei com isso."
"E com o que fez? No que pensou?"
Camilo me encarou fixamente, "Em você. Pensava em você."
Um arrepio percorreu meu corpo que não deixei transparecer, "Ah... entendo. E pensava que estava fazendo comigo o mesmo que fez com a Laura?", perguntei.
"O quê? Não... ah... Liliana, não sei...", ele disse.
"Não tenha vergonha, Camilo. Comigo não tem problema falar dessas coisas, você já sabe.", sorri para dar um pouco de conforto, "Já sou adulta e te garanto que já ouvi de tudo. Não vou me ofender, nem te julgar nem ficar com vergonha. Estou aqui para te ajudar."
"Mas mesmo assim, eu... Liliana...", ele respondeu, mas o interrompi. Não ia deixar que ele desviasse da pergunta.
"Imaginava que estava me violentando? Como fez com a Laura?", perguntei e nossos olhos se encontraram.
"Não… não, sério, nada a ver… juro", ele disse e eu acreditei.
"Então o que era?"
"Coisas, sei lá…"
"Quer me descrever?", perguntei, "Consegue? Como você me imaginava?"
"Pelada…", ele disse e sorriu.
Eu devolvi o sorriso pra acalmá-lo, pra ele sentir que podia continuar. Por dentro, já estava pegando fogo.
"Tá bom… e o mais? Você gostava de me ver assim?", perguntei.
"Claro, adorava. Você é muito gata.", ele sorriu.
"E o que a gente fazia?", perguntei.
Camilo suspirou e me olhou, "... você se ajoelhava na minha frente… e me chupava. Te imaginei assim e já gozei."
Eu sorri, tentando apagar meu fogo, "Bom, isso é perfeito e normal, tá vendo? Nessa fantasia que você teve, claramente os dois queriam, né?"
"Sim, óbvio…", ele respondeu.
"Porque nessa fantasia você não estava me forçando, nem se forçando… eu fazia porque queria, certo?", sorri pra ele.
"Sim…"
"Então vê que é uma fantasia gostosa, e uma situação assim também é. Quando os dois querem. Não precisa sempre tomar o que não te dão ou não consegue", continuei sorrindo. Me levantei e fui servir um copo de refrigerante pra mim também, precisava de algo fresco. Enchi o copo do Camilo de novo e ele me encarou enquanto eu me aproximava, curtindo meu corpo com os olhos. Sentei de novo no meu lugar e os dois nos olhamos em silêncio, bebendo. Foi um silêncio longo, mas por algum motivo não desconfortável. Eu estava pensando em como continuar a conversa pra aprofundar mais quando o ouvi falar. Ele jogou direto e me surpreendeu um pouco. Não pensei que ele seria tão direto.
"Liliana… eu… se eu me masturbar agora, você faz o quê?", ele perguntou.
Arqueei uma sobrancelha e terminei de engolir meu refrigerante, "Como? Agora? Aqui na cozinha?"
"Sim"
"Bom, primeiro eu diria de novo que você é sem noção", falei e ele sorriu, "E depois diria pra você ir pro banheiro e se Certifique-se de limpar quando terminar."
"Você se importaria?"
Eu encolhi os ombros, "Se é isso que você precisa fazer... eu preferiria que não fizesse na minha casa. Você poderia segurar e fazer só na sua, não é?", ele riu e concordou, "Mas se fosse fazer aqui, sim, eu diria para você ir ao banheiro."
Camilo sorriu com um ar malicioso nos lábios, "E se eu não for?"
"Como assim? Não entendi..."
"Claro, se eu não for ao banheiro. Se eu me masturbar aqui na cozinha, o que você faz?", ele perguntou.
Eu suspirei, fingindo um pouco de irritação, "De novo, você estaria sendo muito sem noção. E depois, não me assustaria. Você acha que eu vou ficar com medo de ver um homem se masturbando?"
"Não disse que você ia ficar assustada...", ele riu.
"Então o quê?"
"Você me olharia enquanto eu faço?", ele perguntou.
"Não", eu disse, balançando a cabeça, "Eu iria fazer outra coisa. Te deixaria em paz."
"O quê, você não ficaria excitada vendo eu me masturbar?", ele sorriu.
"Não, sei lá. Acho que não, Camilo", menti, "Você ficaria excitado se eu te olhasse enquanto faz?"
Ele riu, "Óbvio... quem não ficaria?"
Camilo, sem tirar os olhos de mim, tomou outro gole do refrigerante e vi ele se tocar e ajustar o volume na calça debaixo da mesa. Eu só ficava olhando.
"E... por curiosidade... se eu pedir para você fazer em mim? Você faria?"
"O quê? Te masturbar?", ele concordou e sorriu, "Não, Camilo. Você já estaria passando dos limites com isso."
"Você não ficaria excitada me punhetando um pouco?", ele perguntou.
"Estamos falando de mim ou de você?", perguntei, tentando desesperadamente desviar o assunto, "Eu só estava perguntando o que te excita, só isso."
"E eu estou perguntando o que te excita", ele disse, "O quê, não posso saber?"
Eu suspirei e me levantei. Fui até a pia e comecei a organizar um pouco a louça. Para fazer alguma coisa. Qualquer coisa além de ficar sentada ali olhando para ele. Sentia os olhos dele cravados nas minhas costas. Depois de alguns segundos, ouvi Camilo arrastando um pouco a cadeira no chão da cozinha, como se estivesse mudando de posição. Quando me virei... Quando me virei para olhar, vi que ele tinha girado a cadeira e estava sentado, apontando para onde eu estava, recostado um pouco mais na cadeira e com as pernas bem mais abertas. Com um sorriso, ele me encarava enquanto desabotoçava a calça, abrindo-a na frente e mexendo com os dedos por baixo da cueca.
Eu não conseguia acreditar. Não pude evitar de engolir em seco ao vê-lo. "Camilo, para, o que você tá fazendo…"
"Você disse que não tinha problema… bom… eu quero me masturbar", ele me disse.
"Vai no banheiro, por favor…", falei, mas ele riu e puxou o pau para fora.
Era um pau lindo, divino. Ele já estava bem duro e realmente de um tamanho muito bom. Não parecia o de um garoto de 15 anos. Era quase o de um homem feito. Era bonito, reto e grosso… e, sinceramente, ficava lindo envolto pela sua mão. Ele começou a bombear e massagear enquanto me olhava e sorria… e eu não conseguia tirar os olhos dali.
"Não… quero fazer aqui mesmo", ele disse. "Você falou que não se importava."
Não sei como consegui fingir irritação de novo. Cruzei os braços e só ficava olhando, tentando encarar os olhos dele e não o que ele estava fazendo. Minha buceta estava acordando sozinha entre minhas pernas e eu queria disfarçar o máximo possível.
"Bom… então te deixo em paz, Camilo…", falei e comecei a andar para sair da cozinha, mas quando passei perto, a mão dele largou o pau e disparou para segurar meu pulso, me prendendo ali.
"Não… não vai. Fica", ele disse, me encarando.
"Pra quê? Se você vai fazer isso, te deixo em paz", respondi.
"Não… quero que você fique e me observe", ele sorriu.
"Isso te excita?", perguntei.
"Sim, claro…", ele disse, soltando meu pulso e levando a mão de volta para o pau ereto, retomando a masturbação. "E você?"
Eu nem respondi o que ele queria ouvir. "Bom, se você quer, eu fico."
Fui e me sentei na minha cadeira de novo, enquanto ele sorria e se masturbava com força, sem parar de me olhar. As coisas que ele devia estar… imaginando o que havia por trás daqueles olhos. Eu também não queria pensar muito nisso, porque provavelmente eram iguais ou muito parecidas com as que eu estava imaginando. A situação estava rapidamente me dominando. Por que eu não parei isso? Eu rezava para que o Camilo acabasse logo, quanto menos eu visse do pau dele, no meu estado, melhor. Mas o garoto estava se segurando, estava curtindo muito.
“Você gosta?”, ele perguntou enquanto continuava a se masturbar.
“O quê, de te ver assim?”, perguntei.
“É…”
“Não sei, Camilo… acho que o que você tá fazendo é uma sacanagem”, eu disse.
“Você não gosta do meu pau?”, ele me perguntou. Como eu não respondi, ele insistiu, “Não gosta?”
Eu suspirei, “É bonito, Camilo. Fica tranquilo. Você tem um pênis bonito.”
Ele sorriu, “Gosto do jeito que você olha pra ele…”
“Não tô olhando pra ele…”, eu disse, mas ele riu. Nós dois sabíamos que era mentira. Meus olhos inevitavelmente viam como a mão dele estava dando prazer àquele pau lindo que o garoto tinha.
Ficamos em silêncio por um momento, nos olhando, até que Camilo se levantou e deu alguns passos até onde eu estava sentada, com o pau dele duro como uma pedra balançando no ar a cada passo. Eu me assustei um pouco, pensando que ele ia fazer alguma coisa, jogar-se em cima de mim ou algo assim, foram alguns segundos em que eu não sabia o que ia acontecer, até que ele parou bem na minha frente. Bem na minha frente, com o pau dele duro e ereto bem diante do meu rosto. Eu não aguentava mais. Tinha um furacão dentro da minha cabeça e minha buceta estava gritando. Ele ficou ali, deixando o pau dele na frente do meu rosto, me olhando com um sorriso até que pegou ele de novo na mão e começou a se masturbar lentamente de novo. Quase colado na minha cara. A poucos centímetros.
Eu imaginei que se ele tivesse a ideia de me pegar pelo cabelo e me mandar chupar… eu não sabia como ia reagir e se ia conseguir dizer não. Mas, por sorte, ele não fez isso. Ele estava satisfeito em se masturbar bem, mas bem na frente da minha cara. Sem que a Cara, se esse pau me tocar ou roçar...
Camilo sorriu enquanto continuava a se masturbar. "E agora? Agora você gosta mais?", ele me perguntou.
"Continua... continua sendo muito lindo, Camilo", consegui dizer, olhando nos olhos dele e tentando não olhar para ela, o que era quase impossível.
"Agora que você tem ela mais perto, vê melhor, né?", ele sorriu.
"Sim, claro..."
Camilo, sem parar de sorrir, começou a falar e isso imediatamente me provocou, ao mesmo tempo que meu sangue gelou um pouco e uma tesão terrível subiu.
"Com essa aqui eu comi a Laura."
"Sim... claro, Camilo... eu sei", consegui dizer.
"Sabe como ela gritava... de prazer, tá?", ele riu, "Depois veio com a historinha de estupro e tudo mais... mas enquanto eu estava comendo ela, fiz ela curtir pra valer..."
Eu engoli saliva de novo. Não tinha mais nenhuma dúvida de que a pobre garota, de prazer ou de dor, de uma das duas, com aquele pau tinha gritado.
"Não fala assim, Camilo... não é legal..."
"Só tô te contando o que aconteceu", ele sorriu.
"Tá bom... acredito."
Nós nos olhamos por alguns segundos em silêncio, até que ele disse: "Faz a masturbação em mim agora..."
"Camilo, não, não seja...", eu disse suavemente, mas ele me interrompeu.
"Me faz uma punhetinha... qual é o problema.", ele me encarou firme e soltou o pau, deixando ele bem ereto ainda no ar para que eu pegasse.
Meu cérebro de submissa não aguentava mais. Pedia por isso aos gritos dentro de mim. Se ele tivesse perguntado ou sugerido, teria sido outra coisa. Se ele tivesse perguntado se eu queria, se eu gostaria... eu teria recusado. Teria sido difícil, mas no final eu recusaria. Mas não. A única coisa que minha mente, coração e alma de submissa ouviram foi o macho que tinha colocado aquele pau divino na minha frente, e ouviram ele ordenando que eu o masturbasse.
Foi demais para mim. Me envergonha, mas realmente foi demais para mim. Naquele momento não pensei em mais nada, só pensei nisso. No pau que eu tinha na minha frente. Na ordem do Camilo nos meus ouvidos. Não na bagunça que... Eu não tinha ideia do que faria se a pegasse, nem a idade do garoto, nem a minha, nem nada disso.
Lentamente, sem dizer nada, levei minha mão até o pau ereto do Camilo na minha frente e o segurei suavemente, envolvendo-o com meu punho feminino. Ele se apoiou um pouco na mesa, me olhando nos olhos com um sorriso suave nos lábios. Era lindo na minha mão, macio na textura, mas duríssimo por dentro. Comecei a masturbá-lo devagar, sentindo suas dimensões na minha mão e a forma como ele endurecia e dava pequenas sacudidas de prazer.
Camilo sorriu ao me ver e começou a gemer. O tempo parecia parar na minha cabeça. Eu olhei nos olhos dele enquanto o masturbava. Sussurrei baixinho, suave: "...é assim que você gosta?""Adoro... não para...", ele disse, e senti a mão dele na minha cabeça, acariciando meu cabelo. Meu Deus, meu Deus, eu só pensava... que ele não me mande chupar... por favor não...
Continuei masturbando ele assim por alguns minutos que pareceram uma eternidade, mas foram prazerosos para nós dois. Até que notei ele endurecer e seus gemidos aumentarem de volume. Me afastei um pouco para não me sujar quando ele ejacular, e fiz isso bem na hora. Logo Camilo gemeu alto de prazer e orgasmo, enquanto o pau dele começou a jorrar porra. Eu tinha o comprimento dele apertado no meu punho, mas a cabeça do pau dele disparava jatos de sêmen com muita força. Jogava no ar, caindo no chão. De perto, vi tudo, e curti tudo sem dizer uma palavra. Ter aquele pau lindo gozando graças à minha mão e meu toque foi como um sonho, um sonho de prazer que era real. Não sei como me segurei para não colocar a boca para receber toda a porra que ele estava expelindo das bolas.
Quando terminou de gozar, Camilo sorria de prazer. Eu também dei um sorriso tímido do meu lugar. Pouquíssima porra tinha ficado na ponta do pau dele, tudo tinha caído no chão graças aos jatos violentos da ejaculação. Peguei um papel da cozinha que estava na mesa e ofereci para ele se limpar.
"Não...", ele disse suavemente, "Limpa você, vai."
Se ele tivesse me mandado fazer com a boca, eu teria engasgado com o pau dele antes mesmo de ele terminar a frase, mas por sorte não fez isso. Suavemente e em silêncio, limpei com o guardanapo de papel.
Camilo sorriu e guardou o pau depois que terminei de limpá-lo. E bem na hora também. Perguntei se ele tinha gostado e se estava se sentindo melhor. Ele disse que sim e estava prestes a me dizer algo quando o interfone tocou. elétrico. Era a mãe dele, Luisa, que vinha buscá-lo. Por sorte aquela odisseia tinha acabado. Camilo ia embora satisfeito, mas eu ficava com um tesão que me deixava louca e não podia deixar transparecer, muito menos dizer ao garoto. Acompanhei-o lá embaixo para abrir a porta, conversei um pouco com a mãe dele e disse que esperava vê-lo de novo em alguns dias, que tínhamos tido uma conversa muito boa. Tudo isso era verdade. O que eu nunca diria a Luisa, nem a ninguém, é que quando voltei para o apartamento, apenas alguns segundos depois de fechar a porta, eu já estava na cozinha, com minhas mãos e joelhos no chão, minha bochecha colada no piso e minha língua faminta lambendo os restos de porra do Camilo, ofegante de prazer sozinha. Sentia meu corpo ferver e quase arranquei minha camiseta sozinha, ficando com meus peitos à mostra. Não consegui evitar também desabotoar minha calça e, ali mesmo de joelhos e com o rosto contra o chão, enquanto consumia a gostosa ejaculação do garoto, meus dedos encontraram meu clitóris já encharcado e o esfregaram com uma violência atroz, buscando desesperadamente gozar.
Só consegui gozar e ter meu merecido e gigantesco orgasmo depois que o chão ficou limpo e não restava nada de Camilo. Toda aquela delícia de porra gostosa que ele tinha me deixado já estava no meu estômago, dentro do meu corpo, onde pertencia.
5 comentários - Terapia para dos - Parte 2
Pero, cuidado con asuntos con los menores. Siempre hay un pendejo que tarde o temprano reporta y en esta página son muy delicados por esa parte.
Ya han tumbado varios de mis relatos favoritos por esa mierda.