Mãe e Filha Amantes Lésbicas - Episódio 2

Solas - Episódio 2Uma onda de emoções passava pela minha cabeça. Sei que ficar sozinha sempre fez parte da minha vida, não sabia de que lado a moeda ia cair. Desde ter a melhor mãe do mundo até a pior bosta de mãe, eu não sabia. Mas essas semanas me ajudaram a refletir que o que eu queria era ter uma vida inteira com a minha mãe de sangue e fazer coisas de filha. Não sabia bem o que poderia ser, quer dizer, durante minha infância eu nunca soube o que é uma mãe, mas tinha uma ideia pelas amizades que estavam ao meu redor. Antes do investigador me contar o que aconteceu com a investigação, contei pro meu irmão no meu escritório.

— Oi, Ci, me diz, o que rolou? Sua mensagem dizia: "Vem, preciso de alguém pra conversar."
— Sim, irmãozinho. Bom, deixa eu te contar — Contei tudo sobre o investigador e o que eu sentia.
— Bom, é isso.
— Puta merda, irmã, é muita coisa que você tá me dizendo, mas só quero que você esteja preparada.
— Eu sei, mas e se for uma mãe dos sonhos?
— Dos sonhos? Haha, bom, a menos que seja uma daquelas mães que faz tudo que você quiser, não vejo como. Seria um robô.
— Para, Adolfo, não brinca.
— Tá, sério agora. Só não quero que você crie muita expectativa, sabe o que eu penso. Quer que eu vá com você amanhã, Ci?
— Não sei... acho que tenho que fazer isso sozinha. Gostaria de ter apoio se não for o que eu espero, mas prefiro enfrentar isso sozinha. Todos esses anos nunca estive preparada, mas agora quero fazer isso, seja qual for o resultado.
— Tudo bem, você quem sabe. Boa sorte com o investigador e sabe que estou aqui pra qualquer coisa.
— Valeu, irmãozinho.

O dia chegou. Fiquei olhando pro meu smartphone por horas, esperando a mensagem do investigador. Não conseguia me concentrar em nada até que ela chegou:
"Olá, sou seu agente. Tenho a informação solicitada: a resposta é positiva. Sua mãe foi localizada no extremo do país, uma mulher com o mesmo nome, mas com identidade reservada. Acho que precisamos nos ver pessoalmente pra te dar os detalhes. Aqui está meu relatório."

A única coisa que fiz foi ficar paralisada por quase um minuto. Não soube como reagir. processar que minha mãe existia, mas também que o resultado era que ela era realmente minha mãe, a mulher que me deu à luz. Minha mente estava feliz, mas eu não conseguia expressar por causa do grande sentimento que passava por mim — era uma alegria imensa e ao mesmo tempo atordoada com a notícia.
A noite passou, na verdade quase não consegui dormir mais que duas horas intermitentemente. Fui a um parque onde vi o investigador depois daquela mensagem; ele me mandou outra: "nos vemos no parque da Delta Independência às 09:00hrs". Eu estava mega nervosa, minhas mãos suavam, tremia e não conseguia ficar parada. Eram 8:55 e eu quase chegando. O investigador disse que traria o resto das informações e que o dinheiro fosse dado num envelope. Minhas cartas estavam na mesa, era hora de ele chegar, e lá vinha ele. Achei que fosse um senhor disfarçado, como nos filmes, de chapéu e sobretudo, mas não, era só um jovem como eu.

— Oi, Cília, né?
— Oi, sim... desculpa, pensei que você fosse mais velho.
— Relaxa, gosto de parecer mais novo, assim me camuflo entre os outros. Mas vamos direto ao ponto, ok? Primeiro, preciso do dinheiro e te dou o restante.
— Claro, sim...

— Fica tranquila, sou profissional, não vou sair correndo com seu dinheiro.
Entreguei o envelope com o dinheiro, ele discretamente contou e disse:
— Beleza, tá tudo certo. Vamos sentar ali.

Quando sentamos, meus nervos aumentaram.
— Olha, Cília, não é a primeira vez que investigo esse tipo de caso. São meio comuns, mas acho que essa senhora que você procura tentou não deixar rastros pra ser seguida. Digo isso porque... bom, é algo que repito pros meus clientes: não deveriam se decepcionar se rolar uma rejeição.

O investigador era franco, e tava doendo pra caralho que meu irmão e ele me dissessem pra não criar expectativas, como se algo ruim fosse acontecer.
— Então, olha, eu consegui investigar onde ela está e quem é, mas o resto é por sua conta. Não faço isso pra te enganar ou pedir mais grana, falo porque essas coisas nem sempre dão certo. Bem, se você quiser que eu investigue mais sobre ela, eu vou, mas a decisão é sua. Enquanto isso, vou te contar o que descobri.
É uma senhora de pele branca, tem 1,65m de altura. Embora os registros indiquem que ela tem 40 anos, na minha percepção ela parece mais jovem do que aparenta. Talvez ela se cuide ou esteja escondendo alguma coisa. A profissão dela é psicóloga particular; os clientes vão até a casa dela para as consultas. Uma mulher simples, que não tem um patrimônio grande, na verdade é mais ou menos mediana. Não tem parceiro e, pelo que parece, não tem família. Aparentemente, ela está sozinha.

Sozinha... igual a mim. Por que ela iria querer ficar sozinha? Será que ela realmente me deixou pra ter uma vida sem ninguém? Não consigo acreditar. Quer dizer, eu passei a vida inteira sozinha e nunca gostei disso, mas talvez ela tenha escolhido isso. Talvez seja verdade o que meu irmão e o investigador disseram. Eu simplesmente não deveria me iludir.

— E o nome dela...
O nome dela...? Eu estava prestes a saber o nome dessa mulher... melhor dizendo, da minha mãe.

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