A calcinha da minha vizinha

Nasci numa família desestruturada. Meus pais me colocaram o nome de Carlos. Por causa dos problemas deles com drogas, fui separado deles aos 8 anos, e desde então até os 18 tive uma infância e adolescência bem difíceis, vivendo em vários centros de acolhimento onde, sinceramente, me cuidaram muito bem e me ensinaram os valores da vida. Sempre tive tutores muito bons e amigos legais. Graças a eles, consegui seguir em frente e me formar num curso técnico de administração. Mas eu sempre tive um segredo que nunca contei pra ninguém: por dentro, eu me sentia uma menina. Adorava brincar de boneca, vestir saias, calcinhas, enfim, me vestir como elas. Nas festas da escola, sempre quis ser a princesa, mas não podia porque era menino. Sentia inveja das minhas colegas que iam pra aula com fotos dos atores ou cantores que mais gostavam. A única coisa que eu tinha feito era deixar o cabelo crescer — já passava do ombro, loiro, e eu passava horas no banheiro fazendo penteados: rabo de cavalo, tranças, tudo que dava. Também usava brincos nas duas orelhas. Mas num carnaval, quando já estava no 2º ano do ensino fundamental, decidiram que os meninos iriam de jogadores de futebol e as meninas de cheerleader. Teve uma conversa sobre fazer o contrário, ideia que eu adorei, mas os meninos não quiseram se vestir de cheerleader por mais que tentassem convencê-los. Fiquei super decepcionado. No caminho pro centro, ia com a Laura, uma colega e amiga de lá. Falei: — Sabe, Laura, eu queria ter ido de cheerleader. Acho que seria divertido. — Ah, é? E por que você não falou? — Do jeito que os meninos reagiram, não ia conseguir nada. E além disso, tava com vergonha. — Vergonha de quê? É carnaval, não tem problema dar sua opinião. — É, mas você sabe como eles são. — Olha, e se a gente fizer uma coisa: você vai de cheerleader e eu vou de jogador. — Não, sozinho eu não tenho coragem. — Vai lá, Carlos. — Sei não. Além disso, já falaram que nós vamos de jogadores e vocês de... animadora -é, mas não contamos pra ninguém e a gente se veste assim naquele dia. -sei não -vai, vai ser divertido -tá bom, então -então você topa? -sim Ainda faltava um mês pro carnaval, então dava tempo de pensar melhor. As minas foram comprar a fantasia e os caras cada um vestiu a do seu time. A de animadora era toda rosa e a parte do peito branca, terminando em bico até o pescoço, de alcinha. Como ia fazer frio, decidiram vestir um collant ou um body rosa de manga comprida. Naquele dia, quando cheguei no centro, experimentei e ficou perfeito. Era bem curto e, pela minha inexperiência com vestidos, no pouco tempo que usei, deixei ver várias vezes a cueca, já que ainda não tinha o body. Mais tarde, uma amiga emprestou um pra Laura. E assim chegou o dia. Acordamos cedo e a Laura já tinha tudo preparado no quarto dela. -bom dia, Laura -bom dia, Carlos. Em cima da cama tá tudo. Olhei pra cama e me aproximei. Quando vi, reparei que também tinha umas calcinhas rosa. -e isso? - falei, pegando elas. -suas calcinhas. -ah, não, não. Não vou vestir isso. -claro que vai, você é uma animadora. Além do mais, você achou que ia usar aquela cueca feia por baixo do body? -não vou vestir isso -vai sim, e ainda combinam com o sutiã. -tá bom, então você vai usar cueca. -eu não, por que eu ia usar? -porque você vai de jogadora de futebol. -é, mas tem mina que joga futebol e não usa cueca, e cara que é animadora não tem. Então, como as animadoras só usam calcinha, você vai vestir. Ou prefere uma fio dental? hahaha. Então no final tive que colocar. A verdade é que eu tava doido pra usar, mas tinha que bancar o durão na frente dela. Quando vesti, ela se acabou de rir, porque fiquei só de calcinha e sutiã na frente dela. Ela colocou umas meias simulando peitos, o body por cima das calcinhas, que apareciam pelas bordas do body. Era a primeira vez que Colocava um e nem sabia que abrochava por baixo, e por último o vestido, umas meias brancas que iam até os joelhos e uns sapatos de salto branco que a Rosa, uma das educadoras, deixou pra gente e calçava 37 igual eu. A Laura falou que todas as minas iam de salto pra ficar mais gostosas. Quando cheguei no colégio, vi que ela tinha me enganado: foram todas de tênis, menos eu. Mas antes disso, a Laura e a Rosa me maquiaram com tons claros, lábios cor de rosinha, e fizeram dois rabos de cavalo com lacinhos rosa e dois brincos de menina. Depois de maquiado, tava irreconhecível, parecia uma mina de verdade. — Carlos, agora você é uma cheerleader bem sexy e gostosa. — Uau, que loucura, pareço uma garota. — Pois é, no colégio ninguém vai te reconhecer, ninguém ia adivinhar que é o Carlos de primeira. Esse nome agora não combina nada com você, fica melhor Carla ou Carlota. — Carlota, que nome feio, prefiro Carla. — Beleza, Carla, então bora. No caminho pro colégio, quase caí várias vezes, era a primeira vez que usava salto. Mas o pior era o body, que tava meio pequeno e entrava junto com a calcinha no meu cu, me deixando super desconfortável. Além disso, tava com um frio danado nas pernas, que subia até deixar minha bunda gelada. Quando cheguei no colégio, fomos até onde estavam as outras cheerleaders. Eu me aproximei morrendo de vergonha, de cabeça baixa. A Laura cumprimentou: — Oi, minas, bom dia. — Bom dia, Laura, que isso, fantasiada de jogadora de futebol? — respondeu uma colega. — É, tava a fim de vir assim. Aí me viram. Minha cara não dava pra ver direito, tava olhando pro chão, sem coragem de levantar a cabeça. — E essa quem é? — Ah, sim, Carla, outra cheerleader. Vem cá, se junta com as outras minas. — Carla, que Carla? — aí ela viu minha cara — Kkkk, ahhh, já sei quem é, mas deduzi pelo nome e porque tava com a Laura. Se cruzasse comigo na rua assim, não saberia que é o Carlos. — Bom, e o que vocês acham?
— É do caralho, tia, passa perfeitamente por mais uma. Já tava no meio do grupo, era a atração, todas me olhavam e comentavam como tava bom. Passaram vários caras da sala e nenhum percebeu na hora de cumprimentar a gente. Antes de entrar na sala, as minas tinham que ir ao banheiro, eu acompanhei. Primeiro tem o das meninas, que assim que chegaram foram entrando, e eu ia seguir até o dos caras, mas a Laura me pegou pelo braço e me meteu com elas. Entrei num box e fiz xixi sentadinha que nem uma menina, adorava fazer assim, vendo minha calcinha na altura dos joelhos. Quando saí, comentei com a Laura sobre o body.
— Não sei como vocês aguentam usar isso, o body entra no meu cu e me incomoda pra caralho.
— Deixa eu arrumar direito pra você — ela disse, sem me dar tempo de evitar que levantasse minha saia e todas vissem meu cu coberto pela calcinha e pelo body.
— Olha lá, hahaha — falou uma —, ela também usa calcinha.
Naquela hora, me deu um calorão e minha cara ficou vermelha de vergonha.
— Claro — disse a Laura —, o que você queria que ela usasse? Ou você nunca usou?
— Claro que uso, mas é normal, sou uma mina, ele não.
— Hoje é, sim, verdade, Carla?
— Sim — respondi bem baixinho, de vergonha.
Ela tentou arrumar, mas disse que tava pequeno pra mim e por isso entrava, que eu teria que me acostumar.
— Pois não sei se vou aguentar a manhã toda assim, incomoda pra caralho.
— Pode deixar desabotoado se incomodar muito.
— Pois é, acho que é melhor.
Ajeitei a parte de baixo do body sem abotoar, puxando pra cima, e fomos pra sala. Fomos as últimas a chegar, e já tava todo mundo sentado nos lugares. Na sala, a gente era dividido em dois: do lado direito as minas, do esquerdo os caras. Fui pra minha carteira, enquanto a sala toda me olhava, principalmente os caras que não tinham me visto assim ainda. Ouvi uns "gostosa" ou "tia boa" com umas risadas, mas sem maldade, até passar pelo lado do Pedro, o metido da sala, o que pra ele... Ele sempre era o melhor e zoava os outros. — Olha só se não é o viadinho do Carlos — disse ao passar por mim e, levantando minha saia, falou — Olha só, o viadinho tá de calcinha rosa, já tava falando que ele era viado. Eu não sabia onde me enfiar, mas aí uma colega se manifestou. — Pois olha, Pedro, o Carlos tem mais culhão que qualquer um de vocês, ele teve coragem de se fantasiar assim e se divertir, diferente de vocês que se vestem de jogador de futebol quase todo dia pra jogar. Vem, Carlos, senta aqui com a gente. Quando ela terminou de falar, teve colega que aplaudiu o que ela disse. Enquanto isso, eu sentei numa carteira que tava no meio delas, e logo chegou a profe Mercedes, uma professora jovem de 30 anos e muito descolada. Ela começa a chamar a lista em ordem alfabética até chegar no meu nome. — Carlos Ortiz — enquanto olhava pra minha carteira — Presente. — Cadê você? Vai, senta no seu lugar. — Aqui, senhora — falei levantando a mão, mas ela não ligou pra minha mão porque as minhas colegas da frente estavam me tampando, e só dava pra ver uma parte da minha cabeça com um rabo de cavalo rosa. — Carlos, para de brincar e vai pro seu lugar. — Tá bom. Levantei do meu lugar e ia indo pro meu quando ela disse — E você, vai pra onde? Senta. — Ué, pro meu lugar, como a senhora mandou. — Carlos, hahaha, como eu ia te reconhecer? Você tá muito bem fantasiado, vem cá, deixa eu te ver direito, hahaha, fica bem em você ir de cheerleader, você tá muito gostosa. — Obrigado, senhora. — De nada, volta pro seu lugar que a gente termina de chamar a lista, que temos que nos preparar pra sair pelo bairro. — Já vou — e fui pra minha carteira. — Não, Carlos, vai pro lugar que você tava. Hoje seu lugar é com as meninas, se diverte. — Obrigado, senhora — falei com uma voz bem mais feminina do que já era. — Hahaha, vai, senta, menina. Aquele "menina" que ela disse com carinho me fez bem. Sentei com minhas colegas e, entre a defesa que fizeram de mim e as palavras da profe, me senti confortável e perdi o nervosismo e a vergonha do começo. Comporta como sempre, eu sempre quis ser como uma garota. Naquele momento, me sentia feliz e sortuda por poder viver aquilo. Saímos pro pátio antes de ir pra rua, onde ensaiamos gritos de animadoras e dançamos. Já durante a rua, que durou quase 2 horas, não paramos de dançar e cantar. E, sem perceber, já tava andando de salto alto feito toda uma mocinha. Fui a sensação entre as mães dos meus colegas. Todo mundo me parabenizou pela fantasia. Mas como tudo acaba, chegou o momento final e cada um foi pra sua casa. Pareceu tão curto, e fiquei triste porque aquilo tinha acabado e eu não sabia quando poderia se repetir. Mas já no caminho pro centro, Marta e Sonia gritaram de longe: — Querem vir hoje à tarde pra rua do povoado? — Não sei se vão deixar — respondeu Laura — Depois a gente fala algo. — Vê se vocês conseguem, vai umas quantas da turma e mais algumas amigas. — Vale, ligo pra vocês depois. — Ok, até mais, meninas. Ah, Carla, você tem que vir assim. — Sim. Quando chegamos no centro, enquanto comíamos, perguntamos se podíamos ir e disseram que sim. Normalmente, deixavam a gente sair nos fins de semana pra dar uma volta, mas durante a semana não dava. Mas como era sexta e carnaval, nos deram permissão. Só que fiz algumas mudanças na fantasia: tirei o body e coloquei umas meias cor da pele da Laura, e uma amiga me emprestou uma jaqueta preta pra ir mais agasalhada. Também retocaram a maquiagem. E às 5 da tarde saímos pra onde tínhamos combinado com as outras. Ficamos passeando até a hora da rua, que já tinha começado quando entramos. Passamos ela toda dançando, pulando e cantando igual umas loucas. O namorado da Marta se juntou a nós com mais 5 amigos, que ele apresentou pra quem não conhecia. E eu, já bem metida no meu papel, cumprimentei todos igual, com 2 beijinhos. E assim continuamos nos divertindo até a hora de ir embora. Laura e eu tínhamos que estar no centro às 9, mas não sem antes combinar pro sábado à tarde pra ir na festa de carnaval pros adolescentes, que tinha uma disco móvel, combinamos de nos fantasiar diferente.
—beleza, amanhã a gente se vê —disse a Marta— mas venham fantasiadas de outra coisa
—ok —disse a Laura— eu vou vestir a fantasia que a Carla tá usando
—pois eu não sei, não tenho nenhuma —respondi
—fica tranquila, Carla, que eu vou achar algo pra você entre minhas roupas
—beleza, se não tem outro jeito
—agora vai me dizer que não se divertiu com a gente
—claro que sim, me diverti pra caramba
—então não se fala mais nisso, amanhã você se fantasia de garota de novo.
—ok

Naquela noite, depois do jantar, me ajudaram a tirar a maquiagem e fui dormir com a calcinha por baixo do pijama, era a primeira vez que ia dormir usando uma e tava super excitado. Já de manhã, levantei, desci e depois fui tomar banho, e aí me vesti com minha roupa e ficamos a manhã toda no centro, uns estudando e outros brincando. Um pouco antes do almoço, subi com a Laura pra escolher o que ia vestir. Ela pegou várias saias longas e curtas, e teve uma que eu amei: uma minissaia preta rodada que, experimentada por cima, chegava no meio da coxa. Ela completou com uma camiseta de manga longa e gola redonda branca, meia-calça preta, um conjunto de roupa íntima branca e uma jaqueta preta, e os mesmos sapatos do dia anterior. Descemos pra almoçar e subimos rápido pra me vestir, e depois aquele ritual de maquiagem de novo, um pouco mais forte que no dia anterior, e lábios de um vermelho intenso. Me penteou com o cabelo solto de um jeito bem feminino, e eu já tava pronta pra sair. Fiquei o tempo todo, enquanto ela se vestia, me olhando no espelho, não cabia em mim de alegria ao me ver assim. Daí a pouco saímos as duas pela porta e, como ficava no caminho, passamos pra pegar a Marta e a Sandra. A princípio, iríamos as quatro, o namorado da Marta e os amigos dele. Quando encontramos com elas, demos dois beijos e elas falaram:
—Carla, nem te falo como você tá gostosa, vai deixar os caras loucos, hahaha
Rimos as quatro e fomos pra tenda onde íamos encontrar o namorado dela e o resto. Chegamos primeiro nós. Começamos a dançar assim que chegamos, depois de um tempo eles chegaram e se juntaram a nós. Passei quase a tarde toda dançando, mas tudo que é bom dura pouco e tivemos que voltar pro centro. No dia seguinte não deixaram a gente sair e passamos o dia estudando e fazendo deveres. E a partir daí, segui minha vida como até aquele dia. Além disso, já no centro, era muito difícil pra mim me vestir, mas às vezes eu conseguia umas calcinhas de alguma colega e me enfiava no banheiro pra vestir. Se via sacolas de roupa na rua, olhava se tinha alguma saia e levava. Foi assim que comecei a usar minhas primeiras peças no centro.

Quando completei 18 anos, não podia mais ficar no centro e passei um tempo na casa da Rosa. Lá pude me vestir mais com as roupas dela, minha educadora, uma mulher de 30 anos, gostosa e que, apesar da juventude, foi uma mãe pra mim. Quando ela ia pro centro, eu me vestia, penteava e me maquiava. Não fazia muito bem, mas adorava me ver com os olhos pintados e os lábios. Com o tempo, aprendi a fazer como qualquer garota. Durante quase 6 meses que morei com ela, tive vários empregos temporários, até que um dia a Rosa me disse:

— Carlos, tenho boas notícias pra você.
— É? O quê?
— Consegui um emprego pra você numa empresa.
— Sério? Onde?
— É uma empresa de cosméticos de uma amiga minha, e ela tá disposta a te dar uma chance. Você vai trabalhar num escritório, cuidando da logística.
— Que legal, obrigado, Rosa.
— Amanhã de manhã ela te espera pra te conhecer e fazer uma entrevista.
— Valeu, Rosa, muito obrigado.
— O único problema é que você vai ter que sair daqui, porque não é perto. Fica a uns 100 quilômetros daqui, mas ela vai te dar alojamento num apartamento que ela tem. Só que você vai ter que pagar aluguel.
— Poxa, me dá muita pena ir embora, mas por outro lado é uma oportunidade.
— Você já sabia que isso era temporário e que um dia teria que fazer sua vida.
— É, eu sei. Mas vou sentir muito a sua falta. Foram 4 anos com você desde que... Te conheci no centro e te devo muito pelo que você fez por mim. Me abracei chorando com ela. — Ei, ei, não chora, você tem que ficar feliz, e além disso não me deve nada, esse é meu trabalho. — Sim, eu sei, mas você é aquela mãe que nunca tive. Essas palavras fizeram ela começar a chorar também. — Fico feliz em ser uma mãe pra você, mas chega um dia que todo filho tem que seguir seu caminho, e além disso, você sempre vai me ter aqui. — Sim, eu sei. A tarde passou com muito nervosismo da minha parte. Na manhã seguinte, peguei o trem e fui fazer a entrevista. Cheguei um pouco antes do horário e, muito nervoso, apertei a campainha. Abriram a porta, subi umas escadas e lá uma garota me recebeu, se chamava Mônica e era a secretária da Raquel, a chefe. — Oi, sou Carlos, marquei às 12 para uma entrevista. — Sim, entra, ela tá te esperando. — Obrigado. Ela me acompanhou e me fez entrar num escritório onde estava a Raquel. — Raquel, aqui está o rapaz que você esperava. — Manda ele entrar. Entrei muito nervoso e na minha frente vi uma mulher de uns 45 anos, morena, mais alta que eu, uns 1,75 mais ou menos, um pouco gordinha mas era bem gostosa. — Oi, Carlos, sou Raquel, senta. — Oi. — Deixa eu dar uma olhada nesse currículo — ela deu uma olhada e começou a falar — Vou ser bem direta, aqui a gente trabalha com produtos cosméticos, embalagem e distribuição. Pelo que vejo, você não tem muita experiência, mas o que vai fazer aqui é bem simples: vai cuidar da logística, entrada e saída de material e produto do almoxarifado, notas fiscais, rotas, falta de material e pedidos de caixas, blisters etc. Você vai pegando aos poucos. Nos primeiros dias, a Juani vai te ensinar até ela ir embora, porque ela sai daqui uns 15 dias. Você vai ter duas colegas no seu setor, a Mercedes e a Alejandra, são comerciais. E também tem a Mônica, minha secretária, e eu, embora não fique sempre aqui. Na sala de embalagem, tem 11 meninas de manhã e mais 8 à tarde. Como você vê, aqui só tem mulher, não costumo ter... Contratar homens, mas com você abro uma exceção. Rosa me contou sua história e me impactou muito, e decidi te dar uma chance. Rosa e eu somos muito amigas, e estou fazendo esse favor para ela e para você. Seu horário será das 8h às 17h, com uma hora para almoçar. Aqui mesmo temos um refeitório. Te parece bem? Você vai dar conta de tudo isso?
— Sim, senhora, claro que sim.
— Muito bem. Agora vou te mostrar a empresa e te apresentar às suas colegas. Ah, e nada de senhora, pode me chamar de Raquel.
— Combinado.
— Bom, agora só falta saber quando você quer começar. Como você precisa se mudar, fica a seu critério escolher entre quarta ou quinta.
— Então quarta mesmo. Entre esta noite e amanhã, deixo tudo pronto para vir amanhã à tarde, se necessário, para me instalar. Mas ainda não tenho onde ficar. Rosa me disse que a senhora me forneceria alojamento.
— Assim que eu gosto. Vejo que você é uma pessoa muito decidida. Agora vamos para minha casa e vou te mostrar onde você vai ficar. No prédio onde moro, tenho outro apartamento vazio.

Fomos para o apartamento dela, e lá ela me apresentou à filha, Lúcia, de 20 anos. Ela me mostrou meu novo apartamento e me entregou as chaves. Depois disso, me convidou para almoçar e me levou até a estação para eu voltar para minha cidade. Combinei com ela que voltaria no dia seguinte para me instalar, mas ela disse que, se eu preferisse, poderia começar na quinta-feira e usar esses dois dias para me instalar direitinho e arrumar o apartamento do meu jeito.

Cheguei no dia seguinte, organizei o apartamento, e no outro dia fui fazer umas compras e conhecer um pouco a cidade. Minha integração no trabalho foi boa, embora no começo eu me sentisse um pouco estranho no meio de tanta mulher. Mas me senti à vontade entre elas, e fui muito bem recebido. O trabalho em si não era muito complicado: muitas horas no computador e ao telefone.

Assim os dias foram passando, e aos poucos fui me vestindo com roupas de mulher que comprava pela internet ou no shopping. Lá, com meu primeiro salário, comprei um kit de maquiagem. Em três meses, já... Eu tinha várias saias, vestidos, calcinhas, meias de tudo um pouco. Dentro do apartamento, eu sempre me vestia como garota. Pela internet, comprei uns peitos de silicone e um consolo de borracha, porque até então só tinha enfiado algum dedo ou alguma coisa que tinha em casa. Um dia, eu chegava no prédio e encontrei uma vizinha que subia para estender roupa nos varais e decidi subir — ainda não tinha visto aquilo. Eu estendia a roupa lá dentro. Ali vi um conjunto de calcinha e sutiã rosa de renda muito bonito e decidi pegar. E foi assim que comecei, de vez em quando, a roubar a roupa íntima das minhas vizinhas e fiz uma boa coleção com o tempo. Até que quem brinca com fogo acaba se queimando. Acabava de pegar uma calcinha fio dental preta do varal e a dona me pegou. — Então você é o pervertido que rouba a roupa íntima das vizinhas. Ouvi atrás de mim uma voz de mulher dizendo isso. Me virei nervoso, vendo minha vizinha Maru. — Eu não vi elas no chão e estava estendendo — falei nervoso. — Te segui desde que você saiu da porta do seu apartamento e vi tudo. — Desculpa, não vou fazer de novo. — Claro que não vai fazer de novo. Vamos para o seu apartamento e você vai me devolver todas as peças que roubou de mim. — Tá bom, tá bom. Abri a porta do meu apartamento e fui para o meu quarto, peguei uma caixa onde guardava todas as minhas roupas de mulher. Ela me olhava enquanto eu tirava tudo que tinha dentro e fui colocando toda a roupa em cima da cama. Ela me olhava e ria. — Parece que eu estava enganada com você. Não tenho um vizinho, mas uma vizinha. Você tem bom gosto para roupa íntima, o mesmo que eu por cetim e renda. E vejo que tem mais coisas: saias, tops, até uns peitos postiços hahaha. Uiiii, e isso é um consolo hahaha. Então você gosta de se vestir de mulher? Pois tenho uma ideia para você. Você sabe quem eu sou, sabe que eu gosto de dominação feminina e tenho vários submissos, mas submissas não tenho nenhuma — nunca me atraíram. Mas olha só, você vai ser a primeira. Então agora... Tira essa roupa e coloca uma calcinha dessas.
— Sim, sim, vou fazer o que a senhora mandar.
— Sim, ama. Quero que você diga: "Sim, ama".
— Sim, ama.
— Assim que eu gosto, obediente. Vamos, rápido, tira a roupa e faz o que eu mandei.
— Sim, ama.
— Olha, nem precisa colocar nenhuma, você já tá usando uma.
Ela já tava de calcinha preta.
— E agora se veste toda, quero ver você fazendo isso.
— Sim, ama.

Levei um tempão me vestindo, me maquiando e arrumando o cabelo, enquanto ela ficava me olhando sentada numa cadeira até eu terminar.
— Muito bem, você tá toda uma mocinha agora. A partir de hoje, quero você assim comigo sempre. Quando chegar do trabalho, se veste e vem pra minha casa. Preciso de uma empregada pra fazer os serviços de casa, e vai ser você. Tá de acordo?
— Sim, ama.
— E agora pega todas as suas cuecas onde quer que estejam, coloca num saco e me entrega, e substitui por essas calcinhas tão lindas que você tem. A partir de hoje, só vai usar calcinha.
— Mas, minha ama, preciso de alguma pra ir trabalhar, e se acontecer alguma coisa e eu tiver que ir ao médico...
— Pro trabalho você vai igual às suas colegas, ou o que você acha que elas usam? Pelo que eu sei, lá são todas mulheres, e pra mim, desde hoje, você também é, e vai ser com todas as consequências.
— Sim, ama, do jeito que a senhora mandar.
— Bom, então agora vamos pro meu apartamento, que você tem muita faxina pra fazer.
— Sim, ama.
— Espera, falta uma coisa pra você colocar.
— Não.
— Claro que sim, gostosa. Você não colocou aquela linda piroca de borracha que você tem. Porque se você tem, é porque gosta de enfiar, né?
— Sim, ama.
— Então vamos, o que você tá esperando? Vai fazer a faxina com o cu cheio, hahaha.

Passei a tarde toda limpando a cozinha, tirando o pó dos móveis, lavando o chão, dobrando roupa que ela tinha pra passar. Isso foi o que mais me deu tesão: me ver dobrando calcinhas, saias, tipo roupa de mulher, de ladyboy. Enquanto dobrava, imaginava que era tudo meu, e isso me deixou bem cachorra. Mesmo com meu pau bem enfiado entre as pernas, a ereção que eu tava deixava um volume bem visível na minha frente.
— Vamos ter que dar um jeito nisso. Com esse volume que tá te saindo aí, não te favorece, vou ter que dar um jeito. — Sim, ama — foi a única coisa que eu disse, morta de vergonha. Depois de um tempo, terminei tudo o que ela me pediu. — Já terminei, ama. — Muito bem, você me surpreendeu, fez tudo direitinho, vai ser uma boa criada. — Obrigada, ama. — Bom, já pode ir pra casa, amanhã te espero às 10 da manhã. Naquela noite, como era sábado, fui dormir bem tarde, fiquei vendo vários vídeos de transexuais enquanto brincava com meu consolo. No domingo, às 10, já estava pronta na porta do apartamento dela. — Bom dia, ama. — Bom dia, entra e prepara umas torradas e um café com porra. Enquanto ela tomava café da manhã, eu cuidei de arrumar o quarto dela e lá pelas 11 tocaram a campainha. — Carla, vai abrir, que com certeza é o Juan, um dos meus submissos. — Já vou, ama. Fui até a porta, não sem vergonha, e abri com a cabeça baixa, olhando pro chão. — Oi, a Maru tá? — Tá, pode entrar. Ele foi até a sala onde ela estava. — Oi, Ama Maru. — Oi, Juan, já vou cuidar de você. — Sim, ama Maru. — Juan, essa é a Carla, minha criada. Carla, esse é o Juan, um dos meus submissos. Respondemos quase ao mesmo tempo. — Oi, Juan. — Oi, Carla. Nos cumprimentamos com um aperto de mão. — Assim que se apresenta, Carla? Anda, se comporte como uma mocinha e dá dois beijos nele. Depois disso, ela me mandou pra casa, que já me avisaria quando precisasse. Deixei os dois lá. Juan era um cara magro, barba por fazer de uns quatro dias, moreno e meio feio. Depois de umas duas horas, ela me chamou, o Juan já tinha ido embora, e mandou eu preparar o almoço. Fiz uns espaguetes à carbonara e ela me fez comer com ela. Apesar de ser uma mulher muito dominante, era agradável conversar com ela. Naquela tarde, ela me deu conselhos de como me comportar e várias outras coisas. Lá pelas 6 da tarde, a campainha tocou de novo. — Vai abrir, deve ser o Ruben. — Já vou. Ao abrir a porta, me deparei com um cara loiro, uns 30 anos, calculei, depois descobri que tinha 3 a menos. Ele me superava em quase uma cabeça e me triplicava em corpo quase, mas não de gordo, e sim de puro músculo, e ainda por cima, no meu gosto, estava uma delícia. Com ele fez a mesma coisa: me apresentou, e eu não hesitei nem um segundo em dar dois beijos nele do jeito mais feminino possível. Como ele era mais alto que eu, apoiei uma das minhas mãos no peito dele — tinha que tocar aquele corpo. Ao beijá-lo, um arrepio percorreu meu corpo inteiro, eu tinha acabado de me apaixonar. Logo em seguida, Maru disse que eu podia ir, que à noite a gente se veria. Fui embora, mas esqueci de me despedir da Maru de tão pasma que estava com o Ruben. — Até logo, Ruben, prazer em te conhecer. — Até logo, Carla — ele respondeu. E eu fui embora toda gostosa, com passos curtos e firmes, como quem queria provocar ele. À noite, vi a Maru de novo, que ao me ver caiu na risada. — Kkkkk, parece que você gostou do Ruben, hein. — Não, eu não — Ah, vai, não disfarça agora que você olhava pra ele com uma carinha e foi embora se despedindo só dele, como se não tivesse mais ninguém, e rebolando a bunda de um jeito. — Desculpa, ama, nem percebi. — Você merece um castigo, mas você me fez rir tanto que não vou te dar. — Obrigada, ama. — Então, se você gosta do Ruben, pode ter uma chance: ele é gay. — Ahhh, sim. — Kkkkk, você não disse que não gostava? — Bom, um pouquinho sim, porra, é que ele é muito gostoso. — Kkkkk, sim, ele é bonito, sim. Jantamos juntas de novo e não muito tarde fui pra casa dormir, porque tinha que trabalhar no dia seguinte. Esse foi meu primeiro dia de calcinha por baixo da minha roupa de menino. Passei bastante nervoso, não parava de me tocar por trás e de puxar a camiseta pra baixo, sentia que a qualquer momento iam ver, além de sentir uma pequena excitação só de pensar que tava usando calcinha igual minhas colegas. No fim do expediente, voltei pra casa, troquei de roupa e fui fazer o serviço na casa da Maru. E assim foi todo dia, até que chegou o sábado e bem cedo me apresentei na casa dela pra preparar o café da manhã. — Bom dia, ama. — Bom dia, Carla, tenho uma coisa pra você. — O quê? — Essas pílulas são pra evitar que... ter ereções, as mulheres não têm essas coisas. – Vale. Ela me deu dois tipos diferentes, então comecei a tomar aquilo sem saber que eram hormônios, embora não demorasse muito pra perceber. Um dia vi as caixas enquanto limpava e o que eu estava tomando era valerato de estradiol com progesterona e espironolactona. Assim que vi, soube o que era, porque já tinha pesquisado muito sobre hormônios, já que queria começar minha transição, mas nunca tinha tido coragem de dar o passo. Mesmo assim, não falei nada e continuei tomando. Meus primeiros sintomas foram sensibilidade nos mamilos com três semanas de uso. Por volta de um mês e meio, comecei a ter mudanças no meu humor: uma hora estava feliz, outra hora deprimida. Com dois meses, meus mamilos tinham crescido e já estavam como os de uma mulher, e quando eu ficava excitada, eles endureciam. Ao mesmo tempo, minhas ereções tinham diminuído e eu chegava a gozar com o pau mole. Apesar do medo que aquela sensação me dava, eu gostava. A única coisa que não aguentava eram as mudanças de humor. Assim os dias foram passando, e eu via algum submisso passando por ali, mas os que sempre voltavam eram Juan e Rubén. Eu sempre cumprimentava este último com dois beijos e flertava na frente dele nos poucos momentos em que nos encontrávamos, mas ele não me dava muita bola. Fora isso, no trabalho tudo continuava igual. Eu procurava sempre usar camisetas compridas pra que, por algum descuido, não vissem que eu estava de calcinha. Até que, depois de pouco mais de dois meses usando-as, chegou Raquel. Até aquele dia, quando ela chegava, costumava cumprimentar com um "bom dia, meninas; bom dia, Carlos", mas naquele dia o cumprimento mudou. – Bom dia, meninas – disse ela, e não me chamou pelo nome. – Bom dia – respondemos, eu inclusive. – O que você fez pra chefe que ela não te disse nada? – perguntou Alejandra. – Eu nada. – Pois é, ela nem te olhou. O dia passou normal, várias coisas que ela me comentou foram ditas com toda naturalidade. No dia seguinte, quando ela chegou, foi a mesma coisa, mas ao me cumprimentar, ela piscou um olho. Aquilo me fez ficar Nervoso, a primeira coisa que pensei foi que, por algum descuido, ela tinha visto que eu estava de cueca. No terceiro dia, a mesma coisa. Depois de um tempo no escritório dela, ela colocou a cabeça para fora da porta e disse: — Meninas, em cinco minutos quero todas vocês no meu escritório. Em cinco minutos, minhas duas colegas estavam lá, menos eu, que fiquei no meu lugar, mas Raquel me chamou: — E o Carlos, cadê? — Na mesa dele, trabalhando — respondeu a Mercedes. — E por que ele não vem? — Como a senhora disse "meninas", não avisamos ele. — Então vai avisar ele. Mercedes veio e me chamou: — A Raquel disse para você vir também. Não sei, ela está estranha, está te tratando como a gente. — Já vou. Quando entrei no escritório, ela me disse: — O que você estava fazendo que não veio? — Processando pedidos. E como a senhora disse "meninas", eu não vim. — Sim, mas eu disse "todas". — Por isso, "todas", não "todos". — É que "todos" são meninas e você é o único menino. Já que as mulheres predominam, a partir de agora vai ser "todas". Vocês concordam, meninas? Todas responderam que sim, menos eu. — E você, não vai dizer nada? Eu me dirigi a todas. — Sim, sim, o que a senhora disser. — Bom, esclarecido isso, vamos começar a reunião. Embora quando se dirigia a mim me chamasse no masculino, quando falava no geral me tratava como mais uma. Durou mais ou menos uma hora e, ao sair, começou a zoação das minhas colegas. — Bom, meninas, vamos tomar um café? — disse a Mercedes, rindo e olhando para mim. Mercedes é uma garota de 25 anos, morena, alta, 1,80m, magra, mas com um corpo bem proporcionado. Alejandra já é uma mulher de 45 anos, tingida de loiro, gordinha e baixinha. E tem a Mônica, 21 anos, cabelo castanho, da minha altura, 1,60m, mais ou menos bonita, mas o que mais se destacava nela eram os olhos azuis e os peitões bem grandes. Duas semanas depois disso, Raquel me chamou no escritório dela e disse que eu tinha que ensinar à Mônica minhas funções na empresa, porque a partir da semana seguinte ela ia assumir esse cargo e eu mudaria minhas funções. Mas ainda faltavam alguns detalhes para acertar, e só na semana seguinte ela me informaria. Passei rápido e no sábado minha dona me chamou pra ir na casa dela às 8 da manhã. Ela disse que a gente tinha que fazer um monte de coisa naquele dia. Pela primeira vez, fui vestido de menino na casa dela, que era como ela pediu. Ela tava me esperando com uma bolsa. A única coisa que ela pediu foi que eu levasse meus peitos postiços, mas sem colocar, porque eu não ia voltar pra casa até tarde e ia ter que usar. Saímos da casa dela de carro. Mesmo eu perguntando, ela não falou pra onde a gente ia, só disse que ia ser um dia muito especial pra mim. Ela estacionou o carro e a gente foi andando até um salão de beleza que era de uma transexual.

— Oi, Marga — cumprimentou a Maru.
— Oi, Maru.
— Chegamos. Essa aqui é a Carla. Vou deixar ela com você. E faz o que eu pedi, mas principalmente, não deixa ela se ver até que esteja toda arrumada.
— Bom, Carla, vou resolver uns problemas. Vou te deixar em boas mãos. Quando eu voltar pra te buscar, você vai estar uma mocinha completa.
— Como assim vai embora? O que vão fazer comigo, dona?
— Você vai ver. Bom, vou indo. Até mais.

Ela saiu pela porta e me deixou lá. A Marga me fez entrar num cômodo ao lado do salão, onde faziam depilação. Mas isso não foi comigo, porque eu já tava todo depilado. Três espelhos que tinham lá estavam cobertos pra eu não me ver. Ela mandou eu deixar minhas coisas lá e depois a gente saiu. Ela me sentou na cadeira de lavar cabelo e, depois disso, fui de volta pra aquele quarto, onde ela mexeu no meu cabelo, que já tava abaixo do meio das costas. Depois de um tempão, ela me colocou debaixo de um secador e começou a fazer minhas unhas. Colocou umas de gel, deixando bem compridas e pintadas de vermelho bem forte. As unhas do pé também. Depois, voltou pro cabelo. A única coisa que eu conseguia ver é que ela tinha pintado de loiro platinado. Ela ficou fazendo mais coisas no meu cabelo a manhã quase toda. Depois, foi a vez das sobrancelhas. Quando terminou, ela me deu a bolsa que minha dona tinha deixado e mandou eu vestir a roupa que tinha lá: um vestido preto soltinho com uma faixa branca na altura do quadril. de manga curta, gola redonda, que batia na metade da coxa, meia preta e salto agulha preto. Depois passou pra maquiagem: base, rímel, olhos e lábios. Mas eu ainda não conseguia me ver até minha dona chegar e me colocar na frente do espelho. Aí eu vi a imagem que voltava pra mim: era de uma novinha com cabelo loiro platinado, com um pouco de volume e modelado, caindo na frente dos meus ombros até a altura do peito, sobrancelhas bem finas e uma maquiagem simples, mas com uns lábios vermelho paixão. Mesmo gostando muito daquela mudança, eu só pensava na segunda-feira: como é que eu ia trabalhar com aquele cabelo? Quem falou primeiro foi minha dona: — Fala alguma coisa, o que você achou? — Mas o que você fez comigo? Como é que eu vou trabalhar com esse cabelo? — eu só pensava nisso. — Calma, tudo tem solução e você não vai ter problema pra ir. Mas, enfim, você gostou ou não? — Sim, amei. — Então vamos comer alguma coisa, que a tarde vai ser longa. Saímos na rua e, mesmo fazendo anos desde a última vez que fiz isso, saí como se sempre tivesse feito. Tinha muita gente passeando e vi mais de um homem virar a cabeça quando a gente passava, e ainda recebemos uns elogios. Comemos num restaurante e depois fomos pra casa dela. Eram 6 da tarde quando ela recebeu uma mensagem e me mandou entrar no quarto dela, me mandou tirar tudo. Dez minutos depois, a campainha tocou. Ela foi abrir e, depois de um tempo, voltou, mas não me disse quem era. Abriu o armário, pegou primeiro uma calcinha branca de renda que me mandou vestir, depois um espartilho branco de renda com bojo branco e liga, que ela mesma colocou em mim, meia branca que prendeu na liga e uns sapatos brancos de salto bem alto. Depois, uma camisola branca transparente e, por último, um véu branco na cabeça. Retocou minha maquiagem e me deixou sozinha um tempo. Quando voltou, me mandou ir pra sala de jantar. E lá estava o Ruben de cueca boxer, uma camisa branca justa que marcava a musculatura dele e uma gravatinha borboleta. Ela me colocou do lado dele. Ela começou a falar. —Olha, Carla, o Ruben me pediu ajuda, ele precisa de um lugar pra morar porque onde ele estava agora não consegue mais pagar o aluguel, já que ficou desempregado. E eu ofereci a sua casa pra ele, mas com uma condição: já que você é toda louca por ele e os dois estão sob minha submissão, vão viver como casal. E agora, pra tornar isso legítimo diante dos meus olhos, vou casar vocês. Eu fiquei sem reação, não soube o que dizer, mas ela rompeu o silêncio de novo. —Vamos lá, prestem atenção os dois, fiquem na minha frente. —Pegou uma bandeja com dois anéis, um liso pra ele e o meu mais fino com uma pérola branca, e continuou falando— Você, Ruben, repete comigo: eu, Ruben, aceito Carla como minha esposa. —E fez ele colocar o anel em mim— Agora você repete: eu, Carla, aceito Ruben como meu esposo. —E eu coloquei o anel nele— Muito bem, eu, Maru, vossa ama e senhora, declaro vocês marido e mulher. E a penúltima coisa pra selar a união: você, Carla, ajoelha e chupa o pau do noivo. —Mas, ama Maru, eu nunca... —Alguma vez tem que ser a primeira —ela me interrompeu, sabendo o que eu ia dizer. —Não consigo, ama, não vou gostar. —Gostando ou não, você vai fazer. Tem que satisfazer seu marido em tudo. —Vai, gatinha, aproveita sua primeira vez. Sente ele na sua mão, acaricia, é todo seu. Masturba ele, faz ele gozar. —Colocando a mão na minha cabeça e empurrando pra baixo, continuou— Chupa ele, beija primeiro e vai colocando na boca aos poucos. Brinca com a ponta um tempo, mexe a língua. —Mesmo no começo tendo sentido nojo, logo comecei a gostar— Continua assim, gostosa, enfia tudo. Tá indo muito bem, continua assim. Ele tá gostando, ouve ele gemer? —Mmmmmmmmmm— Era o único som que saía da minha boca. Aquilo tava me dando muito tesão. Gozei de tanta excitação, sem ele nem ter me tocado. —Vai, gostosa, faz ele gozar na sua boca. Se batiza como mulher. —Pouco depois, senti um jato quente na minha garganta que me deu uma ânsia, mas Maru, empurrando minha cabeça, não me deixou parar. Deixo ela tirar – assim, gata, engole tudo pra dentro, não desperdiça nada, é um manjar para as mulheres e a partir de hoje vai ser pra você também. Acabei com tudo e, na borda da minha boca cheia de porra e totalmente viscosa, tinha acabado de curtir meu primeiro boquete e, puta merda, se eu tinha curtido. – E por último, e com isso a cerimônia acaba, você pode foder a noiva. Me colocou de quatro, abaixou um pouco minha calcinha, passou lubrificante no meu cu e meteu até o fundo devagar, mesmo não tendo muita dificuldade pra entrar porque já estava treinado com meu vibrador, doeu no começo, mas logo comecei a gemer e gritar que nem uma louca, ter aquela rola entrando e saindo não tinha comparação com meu brinquedinho, era muito melhor. Ele ficou uns 10 minutos me macetando até eu sentir um jorro quente enchendo meu cu, manteve lá dentro por um tempo e foi tirando devagar, e eu desabei de pernas abertas na cama com meu cu recém-estreado expelindo porra que ele tinha depositado em mim. Daqui a pouco bateram na porta do quarto – Vamos, casalzinho, já deu, estamos esperando vocês. Entrei no banheiro rapidinho, limpei bem meu cu e a calcinha, que estava toda molhada entre a porra dele e a minha, e saímos do quarto. Assim que entrei no salão, me deparei com a Yolanda, a vizinha do terceiro andar, e a Raquel, minha chefe. Fiquei totalmente paralisada ao vê-las – Viu, Carla, essas são duas vizinhas que são donas das calcinhas que você roubou – começou a dizer a Maru – No começo, queriam te denunciar e a Raquel, ao mesmo tempo, te demitir, mas eu convenci elas a não fazerem isso, a deixarem você nas minhas mãos, já que você gostava de vestir calcinhas, em poucos meses estaria usando elas direitinho, virada toda uma mulherzinha. Mas foi ainda melhor que isso, o que eu não contava tão cedo era ver você entregue de corpo e alma a um homem, isso veio sozinho, sem eu nem esperar. E como eu te disse hoje de manhã, não precisava se preocupar com sua mudança de visual pra ir. Bora trabalhar que tudo tinha solução, né Raquel. — Claro que não precisa se preocupar, Maru, porque na segunda-feira, Carla, te espero às 7:30 da manhã na porta da minha casa, de saia e salto alto, pra assumir seu novo cargo na empresa. Você vai ser minha secretária pessoal, tá bom pra você? Eu continuava totalmente calada, de cabeça baixa, sem saber o que fazer, só queria que a terra me engolisse. Teve um silêncio longo, ou pelo menos foi o que pareceu pra mim. — Bem, Carla, não vai dizer nada? — falou Maru. — Não sei, senhora. — Não sabe o quê? Eu sei o que quero ouvir, então diz pra Raquel que vai ser assim, que no horário que ela falou você vai estar lá, do jeito que ela mandou. — Sim, dona Raquel, pra mim tá de boa. — Pois então, por hoje acabou. Carla, agora vai pra casa com seu marido, que você tem muita coisa pra fazer. Em cima da sua cama estão as malas dele, pega elas e coloca a roupa dele na metade do armário que é dele. Fomos pra casa e, quando abri o armário, toda a minha roupa tinha sumido. No lugar, tinham saias, vestidos, blusas, roupas de mulher que eu nunca tinha visto. Abri uma gaveta do armário e lá tinha várias camisetas, tops e uns shorts. Na gaveta de baixo, vários camisões e pijamas de mulher. Depois disso, olhei pras malas do Ruben. Em cima, tinha um envelope com meu nome. "Oi Carla, como você viu, sua roupa sumiu. Trocamos pela roupa que você vai usar daqui pra frente. É roupa que a gente acha que vai te servir bem e que a gente não usa mais, mas você vai fazer bom uso dela. Como você viu, não tem calças, nem de mulher. Você nunca mais vai usar isso. O mais parecido que você pode vestir são esses shorts de putinha que estão numa gaveta. E agora, coloca toda a roupa do Ruben no lugar certo, porque essa vai ser a única roupa de homem que você vai tocar daqui em diante. E só, seja bem-vinda ao complicado mundo da mulher." Comecei a arrumar aquela roupa, mas tava totalmente confusa e minha cabeça não parava de girar, pensando... O que tinha acabado de acontecer comigo: num piscar de olhos, eu tinha passado de um garoto que sempre quis ser garota a realmente ser uma. E, embora fosse tudo que sempre quis, não sabia se estava preparada pra uma mudança tão radical da noite pro dia. Passaram quase duas horas enquanto eu arrumava tudo. Depois, tomei um banho e, ao abrir o armário de novo, não sabia o que vestir. Acabei colocando uma minissaia preta elástica com uma camiseta larga preta e fui pra sala, onde o Ruben tava vendo TV. Ele me encarou e disse: — Bom, o que você vai fazer pra gente jantar? — É, não tinha pensado nisso. — Então se vira, que tô com fome. Como tinha um pouco de lombo, preparei com ovos e batatas. Jantamos em total silêncio, sem trocar nem um olhar. Eu tava super encabulada, e ele não parecia confortável. Assim até a hora de dormir. Por sorte, minha cama era de casal e dava pros dois. Não demos nem boa noite. Na manhã seguinte, acordei colada nele. Preparei um café da manhã e, um tempo depois, ele se levantou. — Bom dia, Ruben — quebrei o silêncio do dia anterior. — Bom dia. — Dormiu bem? — Sim, mas olha, vou deixar uma coisa bem clara: essa situação é forçada. Eu precisava de um lugar pra ficar, e a Maru me ofereceu isso com umas condições que aceitei, mas fica bem claro que o que eu gosto é de homem. Não curto mulher nem travesti, mas em terra de cego, quem tem um olho é rei. Se não tiver outra opção, não vou recusar um boquete gostoso ou te comer quando der na telha. Pra mim, você vai ser só uma putinha pra eu desabafar. Ficou claro? Apesar do que ele acabou de falar, em vez de ficar puta por me chamar de putinha, eu fiquei com tesão. — Sim, bem claro. — Então, já que tá tão claro, ajoelha e chupa, que tô a fim desde cedo. Sem dizer nada, me ajoelhei e comecei a chupar até ele gozar de novo na minha boca. Aquilo durou... uns 2 meses pra ser mais exato 68 dias, cheguei um dia e não tava a roupa dele nem nada, ele foi embora sem falar nada nem pra mim nem pra Maru, e durante esse tempo ele cumpriu o que me disse no primeiro dia, eu fui a putinha dele, a vagabunda dele, ele só falava comigo quando queria que eu chupasse ele ou pra me foder de quatro, foi o único jeito que ele sempre fez comigo, mas enfim, voltando ao começo, logo no dia depois do suposto casamento, fiquei o dia inteiro remoendo como ia trabalhar daquele jeito e na minha cabeça passava a ideia de não ir mais trabalhar, de voltar pra Rosa, minha educadora, e explicar tudo o que aconteceu, mas no meio da tarde bateram na porta e quando abri era a Raquel. — Oi Carla, trouxe uma coisa pra você ir trabalhar amanhã. Ela me entregou uma sacola onde tinha uma saia lápis cinza e uma blusa branca. — Vai, experimenta pra eu ver como fica em você. — Agora? — Sim. Eu vesti a roupa enquanto ela olhava como eu fazia, ela sugeriu eu colocar uma meia-calça preta, a saia batia na altura do joelho e tinha um cinto preto bem largo, ficava bem justa, ela me fez calçar os sapatos e depois andar um pouco pelo apartamento, a saia apertada me obrigava a dar passinhos bem curtos, fazendo eu me mexer de um jeito bem feminino. — Beleza, gata, vou nessa, até amanhã, seja pontual. — Sim, até amanhã. Naquele momento foi quando decidi seguir em frente, aquilo era o que eu sempre tinha querido e eu gostava quando me chamavam de gata, menina, mulherzinha, até o Ruben ter me chamado de putinha, então naquela hora troquei de roupa, coloquei uma saia branca com uma camiseta e fui dar uma volta pela cidade, e assim dei meu primeiro passeio sozinha, voltei um pouco antes das 9 da noite com umas pizzas pra jantar e às 11 já tava pronta pra dormir, tava bem nervosa, como minhas colegas iam me receber, se iam me aceitar, tudo isso passava pela minha cabeça, às 5 da manhã já tava de pé, tomei banho, sequei o cabelo com secador, me vesti e me maquiei e embora eu tenha chegado na hora marcada, já estava na casa da Raquel, ela já estava me esperando. -bom dia, Raquel -bom dia, sabe, como mulher você fica muito melhor do que como homem -obrigada, eu também gosto mais assim. Fomos de carro até o trabalho, minhas colegas de escritório ainda não tinham chegado, entramos na sala dela e ela me fez esperar sentada, de costas para a porta. Quando todas chegaram, ela mandou todo mundo entrar na sala -vou apresentar vocês à nova colega de vocês, Carla. Naquele momento, confesso que fiquei com vergonha das minhas colegas me verem assim, mas logo a Raquel se virou para mim -Carla, está esperando o quê para cumprimentar suas colegas? -oi, meninas- falei, me virando e levantando -oi, Car... los, o que você está fazendo vestido assim, hahaha, disse a Mercedes -vestido não, ela está vestida assim e a partir de hoje é Carla e vai ser minha nova secretária, explica pra elas como você chegou nessa situação. Contei toda a minha história desde o começo, e na hora do almoço já tinha terminado de apresentar minha nova identidade para toda a equipe. Aquela manhã foi estranha para mim, embora me sentisse confortável, minhas colegas riam quando me viam. Isso durou uns dias, mas com o tempo, mesmo que tenha sido difícil no começo, foram me tratando como uma delas e eu participava das conversas de mulher com elas. Com o tempo, também fiz amizade com a Rocío, uma menina lésbica, e com a Eva, que era hétero, colegas de empresa, mas muito amigas, e elas costumavam sair juntas pra farra. Depois que o Ruben foi embora, comecei a sair com elas. Assim o tempo foi passando e, quando já estava tomando hormônios há 11 meses, fiquei doente, peguei uma gripe muito forte com 40 de febre e tiveram que me levar ao médico. Nessa época, eu já tinha uns peitinhos bonitos, ainda pequenos, mas redondinhos e durinhos, que já me permitiam usar sutiã. Estava esperando na consulta quando me chamaram -Carlos Ortiz. Fui até a consulta e entrei -mocinha, espere lá fora até ser chamada- disse o médico -eu sou o Carlos, bom, agora Carla. O médico me fez mil Perguntas e tal. E ficou muito bravo comigo quando eu disse que tava me automedicando com hormônios. Mandou eu parar de tomar e me encaminhou pra um endocrinologista, mas eu não obedeci e continuei tomando. Um mês depois, o especialista me atendeu e também me deu uma baita bronca. Fez uma revisão completa e pediu uns exames, que deram tudo normal. Aí ele me autorizou a continuar tomando o que já tava tomando e disse que, a partir daquele momento, ele ia cuidar da minha terapia hormonal. Com 14 meses de tratamento, eu já tinha um corpo bonito de mulher. E desde que o Ruben foi embora, eu tava precisando muito de sexo. Uma noite, saí pra farrear sozinha com a Eva, umas barracas de dança. Um cara chegou perto de mim — pra ser sincera, nem sei o nome dele — e começou a dançar comigo. Daí a pouco, eu já tava atacando a boca dele igual uma loba. O cara tava meio alterado pela bebida e me chamou pra dar uma volta. Me levou direto pro carro dele, me encostou na lateral e a gente continuou se pegando. Ele foi passando a mão na minha bunda e nos meus peitos, até que tentou meter a mão na minha parte da frente, mas eu parei. — Não, para. Tô menstruada. — Porra, podia ter falado antes, me deixou todo duro. — Shhhhiiii — falei, enquanto desafivelava a calça dele e pegava na mão o belo pau bem duro dele. — Tenho umas mãos bonitas e uma língua bem brincalhona. Vamos pra dentro do carro. Deitei o banco dele e fiz um boquete daqueles, fiz ele gozar duas vezes na minha boca. Quando terminei, arrumei minha roupa e voltei pra dançar, deixando ele no carro. Nunca mais vi ele. Isso se repetiu mais algumas vezes, sempre usando a mesma desculpa. Eu tinha virado uma putinha chupadora de pau, e adorava aquilo. Logo depois do verão, quando voltei das férias, um contador começou a vir uma vez por semana pra atualizar as contas da empresa. Trabalhava lado a lado comigo. No começo, não me chamou muita atenção. Ele tinha 31 anos, 9 a mais que eu, e era um palmo mais alto. Mais alto que eu, moreno com barba bem feita, o melhor dele eram os olhos pretos. Era bonitinho, mas não era de virar a cabeça na rua. Tava separado há uns dois anos. Com o passar das semanas e no dia a dia, a gente pegou muita intimidade um com o outro. Sempre me tratava com muita educação e não faltavam os elogios ou indiretas que ele me mandava. Com o tempo, quando ele comentava algo e se aproximava de mim, eu percebia que ele se esfregava em mim. Como eu me sentia à vontade, não falava nada, pelo contrário, deixava ele se esfregar. Ele costumava colocar a mão nas minhas costas, no ombro, e às vezes, quando a gente se cruzava, eu sentia a mão dele roçar na minha bunda. Numa sexta-feira que a gente ficou sozinho até tarde, era quase 8 horas quando a gente saía do trabalho. Eu tava usando uma saia preta rodada acima do joelho, com uma camiseta preta de alcinha e uma jaqueta preta. Quando fui abrir a porta, ele me agarrou pela bunda, me levantou e me deu um beijão que me deixou totalmente sem fôlego e com a calcinha toda enfiada no cu. Foi tão intenso que, pela primeira vez, só com um beijo eu molhei a calcinha. — Tem algo pra fazer hoje à noite? Te convido pra jantar — ele disse. — Valeu, mas me leva em casa pra eu me arrumar um pouco. — Vamos. Ele me deixou em casa e disse que em uma hora passaria pra me pegar, que me mandaria uma mensagem quando estivesse lá embaixo. Tomei um banho, coloquei minha melhor lingerie, uma calcinha preta de renda, e um vestido preto bem justo e curto com uns saltos de 10 cm. Ele passou pra me buscar quase duas horas depois. A gente jantou num restaurante onde ele já tinha reservado mesa. Depois, ele me levou pra dançar um pouco e lá, entre uma dança e outra, ele tratou de me deixar com tesão pro que viria depois. O último drink na casa dele, que a gente nem chegou a servir. Assim que chegamos, ele me levou direto no colo, eu agarrada no pescoço dele com minhas pernas totalmente abertas em volta da cintura dele, e me jogou na cama, se jogando em cima de mim, se beijando loucamente. Não demorou muito pra me deixar só de lingerie, e eu fiz o mesmo com ele. Com ele, peguei no pau dele com a mão e comecei a brincar, enquanto passava a boca pelo corpo dele, descendo devagar até aquela delícia que me esperava. Ele tinha uma bela ferramenta de 21 cm, nunca tinha chupado uma tão grande, e aproveitei com a língua da ponta até a base. Enquanto isso, ele apalpava meus peitos e me deixava sem sutiã. Depois, enfiou a mão por baixo da calcinha, acariciando meu pau e levando a mão até minha bunda. Depois de um tempo, ele perguntou:
— Você não tem ereções?
— Não, sou toda mulher, isso aí sobra. Eu curto é o buraquinho mais de dentro — falei, parando de chupar por um instante.

Ele não disse mais nada. Aproveitando o líquido pré-seminal que saía de mim, ele lubrificou o dedo e, com a mão enfiada pela frente e eu de pernas abertas, começou a meter o dedo devagar no meu cu. Depois de um tempo, ouvi ele dizer:
— Mmmmmmm, vou gozar.

Acelerei o movimento com a boca e fiz ele gozar na minha boca. Deixei bem limpinho e continuei mais um pouco masturbando ele com a mão até deixar o pau duro de novo. Nessa hora, perguntei se ele tinha camisinha. Ele pegou uma da mesinha, colocou, e eu me deitei de barriga pra cima. Ele se levantou um pouco, tirou minha calcinha devagar — aquilo já me deixou toda molhada, era a primeira vez que um homem tirava assim. Quando a calcinha saiu, eu, de barriga pra cima, abri as pernas, convidando ele a se meter no meio. Lubrifiquei bem a bunda, ele encostou a ponta no meu buraquinho e me penetrou devagar. Eu aproveitava aquele momento como uma louca, era a primeira vez que me comiam de pernas bem abertas, enquanto olhava nos olhos do meu homem. Ele me deu três fodas que me deixaram tremendo o dia inteiro. Naquela noite, ele me fez dele, tanto que dois meses depois fui morar com ele. Já faz três anos daquilo, e minha vida e meu corpo mudaram muito. Com a ajuda dele, operei o pomo de adão e as cordas vocais. Como ele gosta de peitos grandes, pagou a cirurgia: passei de um 80 para um 110. Também fiz uma Cirurgia nos lábios, agora eles estão mais sexys e carnudos, ou como eu digo, fiz eles ficarem com cara de buceteira. Minha próxima operação vai ser daqui a 4 meses e também tem a ver com lábios, mas dessa vez vão ser os da buceta.

1 comentários - A calcinha da minha vizinha

Gatita me he corrido como nunca putita no se si será tu historia pero me encanto