Nasci numa família desestruturada. Meus pais me colocaram o nome de Carlos. Por causa dos problemas deles com drogas, aos 8 anos fui separado deles, e desde então até os 18 anos tive uma infância e adolescência bem difíceis, vivendo em vários centros de acolhimento onde, verdade seja dita, me cuidaram muito bem e me ensinaram os valores da vida. Sempre tive tutores muito bons e amigos legais. Graças a eles, consegui seguir em frente e tirei um curso técnico de administração. Mas eu sempre tive um segredo que nunca contei pra ninguém: por dentro, eu me sentia uma menina. Adorava brincar de boneca, vestir saias, calcinhas, enfim, me vestir igual a elas. Nas festas da escola, sempre quis ser a princesa, mas não podia porque era menino. Sentia inveja das minhas colegas que iam pra aula com fotos dos atores ou cantores que mais gostavam. A única coisa que eu tinha feito era deixar o cabelo crescer — já passava do ombro, era loiro — e passava horas no banheiro fazendo penteados, rabos de cavalo, tranças, tudo que dava. Também usava brincos nas duas orelhas. Mas num carnaval, quando já tava no 2º ano do ensino médio, decidiram que os meninos iam de jogador de futebol e as meninas de cheerleader. Teve uma conversa sobre fazer o contrário, ideia que eu adorei, mas os meninos não quiseram se vestir de cheerleader por mais que tentassem convencer. Fiquei super decepcionado. No caminho pro centro, ia com a Laura, uma amiga e colega de lá. Falei: — Sabe, Laura, eu queria ter ido de cheerleader. Acho que ia ser divertido. — Ah, é? E por que você não falou? — Do jeito que os meninos reagiram, não ia conseguir nada. E além disso, tava com vergonha. — Vergonha de quê? É carnaval, não tem problema dar sua opinião. — É, mas você sabe como eles são. — Olha, e se a gente fizer uma coisa: você vai de cheerleader e eu vou de jogador. — Não, sozinho eu não tenho coragem. — Vai lá, Carlos. — Sei não. Além disso, já falaram que nós vamos de jogador e vocês de... animadora —pois é, mas não contamos pra ninguém e a gente se veste assim naquele dia. —sei não. —vamos lá, vai ser divertido. —tá bom, então. —então você topa? —sim. Ainda faltava um mês pro carnaval, então dava tempo de pensar melhor. As minas foram comprar a fantasia e os caras cada um vestiu a do seu time. A de animadora era toda rosa, com a parte do peito branca, em formato de bico até o pescoço, e de alças. Como ia fazer frio, decidiram colocar um maiô ou um body rosa de manga comprida. Naquele dia, quando cheguei no centro, experimentei e ficou perfeito. Era bem curto, e pela minha inexperiência com vestidos, no pouco tempo que usei, deixei ver várias vezes a cueca, já que ainda não tinha o body. Mais tarde, uma amiga emprestou um pra Laura. E assim chegou o dia. Acordamos cedo e a Laura já tinha tudo preparado no quarto dela. —bom dia, Laura. —bom dia, Carlos. Em cima da cama tá tudo. Olhei pra cama, me aproximei e, ao ver, notei que também tinha umas calcinhas rosa. —e isso? —falei pegando elas. —suas calcinhas. —ah, não, não. Não vou usar isso. —claro que vai, você é uma animadora. Além do mais, você achou que ia usar aquelas cuecas feias por baixo do body? —não vou usar isso. —vai sim, e ainda combinam com o sutiã. —tá bom, então você vai usar cueca. —eu não, por que eu usaria? —porque você vai de jogadora de futebol. —é, mas tem mina que joga futebol e não usa cueca, e não tem cara que é animadora. Então, como as animadoras só usam calcinha, você vai usar. Ou prefere uma fio dental? hahaha. No fim, tive que colocar. Na real, eu tava doido pra usar, mas tinha que fazer um pouco de durão na frente dela. Quando coloquei, ela morreu de rir, porque fiquei de calcinha e sutiã na frente dela. Ela colocou umas meias simulando peitos, o body por cima das calcinhas, que apareciam pelas bordas do body. Era a primeira vez que Colocava um, e nem sabia que abrochava por baixo, e por último o vestido, umas meias brancas que iam até o joelho e uns sapatos de salto branco que a Rosa, uma das educadoras, deixou pra gente, e ela calçava 37 igual eu. A Laura falou que todas as minas iam de salto pra ficar mais gostosas. Quando cheguei no colégio, vi que ela tinha me enganado: foram todas de tênis, menos eu. Mas, antes disso, a Laura e a Rosa me maquiaram com tons claros, os lábios rosinha, e fizeram dois rabos de cavalo com lacinhos rosa e dois brincos de menina. Depois de maquiado, tava irreconhecível, parecia uma mina de verdade. — Carlos, então agora você já é uma cheerleader bem gostosa e bonita. — Uau, que loucura, pareço uma garota. — Pois é, no colégio ninguém vai te reconhecer, ninguém ia adivinhar que é o Carlos de primeira. Esse nome agora não combina nada com você, fica melhor Carla ou Carlota. — Carlota, que nome feio, prefiro Carla. — Beleza, Carla, então já podemos ir.
No caminho pro colégio, quase caí várias vezes, era a primeira vez que usava salto. Mas o que mais me incomodava era o body, que tava meio pequeno e entrava junto com a calcinha no meu cu, e eu tava toda desconfortável. Além disso, tava com um frio danado nas pernas, que subia até deixar minha bunda gelada. Quando cheguei no colégio, fomos até onde estavam as outras cheerleaders. Eu me aproximei morrendo de vergonha, de cabeça baixa. A Laura cumprimentou: — Oi, minas, bom dia. — Bom dia, Laura, que que você tá fazendo fantasiada de jogadora de futebol? — respondeu uma colega. — Ah, tava a fim de vir assim. Aí elas me viram. Minha cara não dava pra ver direito, tava olhando pro chão, sem coragem de levantar a cabeça. — E essa quem é? — Ah, sim, Carla, outra cheerleader. Vem cá, se junta com as outras minas. — Carla, que Carla? — aí ela viu minha cara — Kkkk, ahhh, já sei quem é, mas deduzi pelo nome e porque tava com a Laura. Se eu trombar assim na rua, não sei que é o Carlos. — Bom, e o que vocês acharam?
— Foda demais, tia. Passa tranquilamente por uma mina. Já tava no meio do grupo, era a atração. Todas me olhavam e comentavam como tava bonito. Passaram vários caras da sala e nenhum percebeu quando cumprimentaram. Antes de entrar na aula, as minas tinham que ir no banheiro. Eu acompanhei. Primeiro tem o feminino, que elas foram entrando na hora, e eu ia seguir até o masculino, mas a Laura me pegou pelo braço e me puxou pra dentro com elas. Entrei num box e fiz xixi sentadinha que nem uma menina. Adorava fazer assim, vendo minha calcinha na altura dos joelhos. Quando saí, comentei com a Laura sobre o body.
— Não sei como vocês aguentam usar isso. O body entra no meu cu e incomoda pra caralho.
— Deixa eu arrumar pra você — ela disse, sem me dar tempo de evitar que levantasse minha saia e todas vissem minha bunda coberta pela calcinha e pelo body.
— Olha lá, hahaha — falou uma — ela também usa calcinha.
Naquela hora, subiu um calorão e minha cara ficou vermelha de vergonha.
— Claro — disse a Laura — o que você queria que ela usasse? Você também não usa?
— Claro que uso, mas é normal, sou mulher. Ele não.
— Hoje é, sim, né, Carla?
— Sim — respondi bem baixinho, de vergonha.
Ela tentou arrumar, mas disse que o body tava pequeno pra mim e por isso entrava no cu, que eu teria que me acostumar.
— Pois não sei se vou aguentar a manhã toda assim, incomoda pra caralho.
— Pode deixar desabotoado se incomodar muito.
— É, acho que é melhor.
Ajeitei a parte de baixo do body sem abotoar, puxando pra cima, e fomos pra aula. Fomos as últimas a chegar. Já tava todo mundo sentado nos lugares. Na sala, a gente era dividido em dois: do lado direito as minas, do esquerdo os caras. Fui pra minha carteira, enquanto a sala toda me olhava, principalmente os caras, que ainda não tinham me visto assim. Ouvi uns "gostosa" ou "tesuda" com umas risadas, mas sem maldade. Até que passei pelo lado do Pedro, o metido da sala, o que pra ele... Sempre era o melhor e se metia com os outros. — Olha só se não é o viadinho do Carlos — disse ao passar por ele e, levantando minha saia, falou — Olha o viadinho usando calcinha rosa, já tava falando que ele era viado. Eu não sabia onde me enfiar, mas aí uma colega pulou. — Então olha, Pedro, o Carlos tem mais culhão que qualquer um de vocês, ele teve coragem de se fantasiar assim e se divertir, diferente de vocês que se vestem de jogador de futebol quase todo dia pra jogar. Vem, Carlos, senta aqui com a gente. Quando ela terminou de falar, teve colega que aplaudiu o que ela disse. Enquanto isso, eu sentei numa carteira que tava no meio delas, e logo chegou a profe Mercedes, uma professora nova de 30 anos, bem descolada. Ela começa a chamar a lista em ordem alfabética até chegar no meu nome. — Carlos Ortiz — enquanto olhava pra minha carteira — Presente. — Cadê você? Vai, senta no seu lugar. — Aqui, senhora — falei levantando a mão, mas ela não ligou pra mão porque minhas colegas da frente estavam me tampando, e só dava pra ver uma parte da minha cabeça com um rabo de cavalo rosa. — Carlos, para de brincar e vai pro seu lugar. — Tá bom. Levantei do meu lugar e ia indo pro meu quando ela disse — E você, onde vai? Senta. — Ué, pro meu lugar, como a senhora mandou. — Carlos, hahaha, como eu ia te reconhecer? Você tá muito bem fantasiado, vem cá deixa eu te ver direito, hahaha, fica bem em você ser líder de torcida, você tá muito gostosa. — Obrigado, senhora. — De nada, volta pro seu lugar que a gente termina de chamar a lista, porque temos que nos preparar pra sair pelo bairro. — Tô indo — e fui pra minha carteira. — Não, Carlos, vai pro lugar que você tava. Hoje seu lugar é com as meninas, se diverte. — Obrigado, senhora — falei com uma voz bem mais feminina do que já era. — Hahaha, vai, senta, menina. Aquele "menina" que ela disse com carinho me fez bem. Sentei com minhas colegas, e entre a defesa que fizeram de mim e as palavras da profe, me senti confortável e perdi o nervosismo e a vergonha do começo. Comporte-se como sempre, eu sempre quis ser como uma garota. Naquele momento, me sentia feliz e sortuda por poder viver aquilo. Saímos pro pátio antes de ir pra rua, onde ensaiamos cantos de líder de torcida e dançamos. Já durante a rua, que durou quase 2 horas, não paramos de dançar e cantar. E sem perceber, já tava andando de salto alto feito toda uma mocinha. Fui a sensação entre as mães dos meus colegas, todo mundo me parabenizou pela fantasia. Mas como tudo acaba, chegou o momento final e cada um foi pra sua casa. Pareceu tão curto e fiquei triste porque aquilo tinha acabado e eu não sabia quando poderia se repetir. Mas já no caminho pro centro, Marta e Sonia nos chamaram de longe: "Querem vir hoje à tarde pra rua do povoado?" "Não sei se vão deixar a gente", respondeu Laura, "depois a gente fala algo." "Vê se vocês conseguem, vão umas quantas da turma e mais algumas amigas." "Tá bom, ligo pra vocês depois." "Ok, até mais, meninas. Ah, Carla, você tem que vir assim." "Sim."
Uma vez no centro, enquanto comíamos, perguntamos se podíamos ir e disseram que sim. O normal era deixarem a gente sair nos fins de semana pra dar uma volta, mas durante a semana não podia. Mas como era sexta e carnaval, nos deram permissão. Só que fiz algumas mudanças na minha fantasia: tirei o body e coloquei umas meias cor da pele da Laura, e uma amiga me emprestou uma jaqueta preta pra ir mais agasalhada, e retocaram minha maquiagem. E às 5 da tarde saímos pra onde tínhamos combinado com as outras. Ficamos passeando até a hora da rua, que a gente entrou depois que já tinha começado, e passamos ela toda dançando, pulando e cantando igual umas loucas. O namorado da Marta se juntou a gente com mais 5 amigos, que ele apresentou pra quem não conhecia. E eu, já bem metida no meu papel, cumprimentei eles igual todas, com dois beijinhos. E assim continuamos nos divertindo até a hora de ir embora, eu e a Laura, que tínhamos que estar no centro às 9, mas não sem antes combinar pro sábado à tarde pra ir na festa de carnaval pra adolescentes, onde tinha uma disco móvel, combinamos de nos fantasiar diferente. —beleza, amanhã a gente se vê —disse a Marta— mas venham fantasiadas de outra coisa —ok —disse a Laura— eu vou vestir a fantasia que a Carla tá usando —pois eu não sei, não tenho nenhuma —respondi —fica tranquila, Carla, que eu vou achar algo pra você entre minhas roupas —beleza, se não tem outro jeito —agora vai me dizer que não se divertiu com a gente —claro que sim, me diverti pra caramba —então não se fala mais nisso, amanhã você se fantasia de garota de novo. —ok Naquela noite, depois do jantar, me ajudaram a tirar a maquiagem e fui dormir de calcinha por baixo do pijama, era a primeira vez que ia dormir usando uma e tava super excitado, já de manhã levantei e desci, depois fui tomar banho, e aí me vesti com minha roupa e passamos a manhã toda no centro, uns estudando e outros zoando, e um pouco antes do almoço subi com a Laura pra escolher o que ia vestir, ela pegou várias saias longas e curtas, e eu amei uma em especial, uma minissaia preta rodada que, experimentada por cima, batia no meio da coxa, ela completou com uma camiseta de manga comprida e gola redonda branca, uma meia-calça preta, um conjunto de roupa íntima branca e uma jaqueta preta e os mesmos sapatos do dia anterior, descemos pra almoçar e subimos rápido pra me vestir e depois o ritual de maquiagem de novo, um pouco mais forte que no dia anterior e lábios de um vermelho intenso, penteou meu cabelo solto de um jeito bem feminino e eu já tava pronta pra sair, fiquei o tempo todo enquanto ela se vestia me olhando no espelho, não cabia em mim de alegria ao me ver assim, daí a pouco saímos as duas pela porta e como ficava no caminho, passamos pra pegar a Marta e a Sandra, a princípio iríamos as quatro e o namorado da Marta e os amigos dele, quando encontramos com elas demos dois beijos e elas falaram —não é que a Carla tá linda, vai deixar os caras malucos, hahaha Rimos as quatro e fomos pra tenda onde encontraríamos o namorado dela e o resto, chegamos primeiro nós A gente começou a dançar assim que chegou, depois de um tempo eles chegaram e se juntaram a nós. Passei quase a tarde toda dançando, mas tudo que é bom acaba rápido e tivemos que voltar pro centro. No dia seguinte não deixaram a gente sair e a gente passou o dia estudando e fazendo deveres. E a partir daí, segui minha vida como até aquele dia. Além disso, já no centro, era muito difícil pra mim me vestir, mas de vez em quando eu conseguia umas calcinhas de alguma colega e me enfiava no banheiro pra vestir. Se via sacolas de roupa na rua, olhava se tinha alguma saia e pegava. Foi assim que comecei a usar minhas primeiras peças no centro.
Quando completei 18 anos, não podia mais ficar no centro e passei um tempo na casa da Rosa. Lá foi onde pude me vestir mais, com as roupas da Rosa, minha educadora, uma mulher de 30 anos, gostosa e que, apesar da juventude, foi uma mãe pra mim. Quando ela ia pro centro, eu me vestia, me penteava, me maquiava. Verdade seja dita, não fazia muito bem, mas adorava me ver com os olhos pintados e os lábios. Com o tempo, aprendi a fazer como qualquer garota. Durante quase 6 meses que morei com ela, tive vários empregos temporários, até que um dia a Rosa me disse:
— Carlos, trago boas notícias pra você.
— É?
— Consegui um emprego pra você numa empresa.
— Sim, onde?
— É uma empresa de cosméticos de uma amiga minha, e ela tá disposta a te dar uma chance. Você trabalharia num escritório, cuidando da logística.
— Que legal, obrigado, Rosa.
— Amanhã de manhã ela te espera pra te conhecer e fazer uma entrevista.
— Obrigado, Rosa, muito obrigado.
— O único problema é que você vai ter que sair daqui, porque não é aqui. Fica a uns 100 quilômetros daqui, mas ela vai te dar alojamento num apartamento que ela tem. Só que você vai ter que pagar aluguel pra ela.
— Poxa, me dá muita pena ir embora, mas por outro lado é uma oportunidade.
— Você já sabia que isso era temporário e que um dia teria que fazer sua vida.
— É, eu sei. Mas vou sentir muita sua falta. Foram 4 anos com você desde que... Te conheci no centro e te devo muito pelo que você fez por mim. Me abracei chorando com ela.
— Ei, ei, não chora, você tem que ficar contente, e além disso não me deve nada, esse é meu trabalho.
— Sim, eu sei, mas você é aquela mãe que nunca tive.
Essas palavras fizeram ela começar a chorar também.
— Fico feliz em ser uma mãe pra você, mas chega um dia que todo filho tem que seguir seu caminho, e além disso, você sempre vai me ter aqui.
— Sim, eu sei.
A tarde passou com muito nervosismo da minha parte. Na manhã seguinte, entrei no trem e fui fazer a entrevista. Cheguei um pouco antes do horário e, muito nervoso, apertei a campainha. Abriram a porta, subi umas escadas e lá uma garota me recebeu, se chamava Mônica e era a secretária da Raquel, a chefe.
— Oi, sou Carlos, marquei às 12 para uma entrevista.
— Sim, entra, ela está te esperando.
— Obrigado.
Ela me acompanhou e me fez entrar num escritório onde estava a Raquel.
— Raquel, aqui está o rapaz que você esperava.
— Manda ele entrar.
Entrei muito nervoso e na minha frente vi uma mulher de uns 45 anos, morena, mais alta que eu, 1,75 mais ou menos, um pouco gordinha mas era bem gostosa.
— Oi, Carlos, sou Raquel, senta.
— Oi.
— Deixa eu dar uma olhada nesse currículo — ela deu uma olhada e começou a falar — Vou ser bem direta, aqui trabalhamos com produtos cosméticos, embalagem e distribuição. Pelo que vejo, você não tem muita experiência, mas o que vai fazer aqui é bem simples: vai cuidar da logística, entrada e saída de material e produto do almoxarifado, notas fiscais, rotas, falta de material e pedidos de caixas, blisters etc. Você vai pegando aos poucos. Nos primeiros dias, a Juani vai te ensinar até ela sair, daqui uns 15 dias mais ou menos. Você vai ter duas colegas no seu setor, a Mercedes e a Alejandra, são comerciais. E por aqui tem a Mônica, minha secretária, e eu, embora não esteja sempre. Na sala de embalagem tem 11 meninas de manhã e mais 8 à tarde. Como você vai ver, aqui só tem mulher, não costumo ter... Contratar homens, mas com você vou abrir uma exceção. A Rosa me contou sua história e me impactou muito, e decidi te dar uma chance. A Rosa e eu somos muito amigas, e estou fazendo esse favor pra ela e pra você. Seu horário vai ser das 8h às 17h, com uma hora de almoço. Aqui mesmo temos um refeitório, que tal? Você vai dar conta de tudo isso?
— Sim, senhora, claro que sim.
— Muito bem, agora vou te mostrar a empresa e te apresentar suas colegas. Ah, e nada de senhora, pode me chamar de Raquel.
— Combinado.
— Bom, agora só falta saber quando você quer começar. Como você precisa se mudar, fica a escolha entre quarta ou quinta.
— Então quarta mesmo. Entre hoje e amanhã já deixo tudo pronto pra vir amanhã à tarde, se precisar, pra me instalar. Mas ainda não tenho onde ficar. A Rosa me disse que a senhora ia me arrumar um lugar.
— Assim que eu gosto. Vejo que você é uma pessoa bem decidida. Agora vamos pra minha casa e vou te mostrar onde você vai ficar. No prédio onde eu moro, tenho outro apartamento vazio.
Fomos pro apartamento dela, e lá ela me apresentou a filha, a Lúcia, de 20 anos. Ela me mostrou meu novo apê e me entregou as chaves. Depois disso, me convidou pra almoçar e me levou até a estação pra eu voltar pra minha cidade. Combinei com ela que voltaria no dia seguinte pra me instalar, mas ela disse que, se eu preferisse, podia começar só na quinta, e esses dois dias que faltavam eu podia usar pra me instalar direitinho e arrumar o apê do meu jeito.
Cheguei no dia seguinte, organizei o apartamento, e no outro dia fui fazer umas compras e conhecer um pouco a cidade. Minha integração no trabalho foi boa, mesmo que no começo eu me sentisse meio estranho no meio de tanta mulher. Mas me sentia à vontade com elas, e fui muito bem recebido. O trabalho em si não era muito complicado: muitas horas no computador e ligações de telefone.
Assim os dias foram passando, e aos poucos fui me vestindo com roupas de mulher que comprava pela internet ou num shopping. Lá, com meu primeiro salário, comprei um kit de maquiagem. Em três meses, já... Eu tinha várias saias, vestidos, calcinhas, meias de tudo um pouco. Dentro do apartamento, eu sempre me vestia como garota. Pela internet, comprei uns peitos de silicone e um vibrador de borracha, porque até então só tinha colocado algum dedo ou alguma coisa que tinha em casa. Um dia, eu estava chegando no prédio e encontrei uma vizinha que subia para estender a roupa nos varais e decidi subir — ainda não tinha visto aquilo. Eu estendia a roupa lá dentro. Ali, vi um conjunto de calcinha e sutiã rosa de renda muito bonito e decidi pegar. E foi assim que comecei, de vez em quando, a roubar a roupa íntima das minhas vizinhas e fiz uma boa coleção com o tempo, até que quem brinca com fogo acaba se queimando. Acabava de pegar uma tanga preta do varal quando a dona me pegou. — Então você é o pervertido que rouba a roupa íntima das vizinhas. Ouvi atrás de mim uma voz de mulher dizendo isso. Me virei nervoso, vendo minha vizinha Maru. — Eu não vi elas no chão e estava estendendo — falei nervoso. — Te segui desde que você saiu da porta do seu apartamento e vi tudo. — Desculpa, não vou fazer de novo. — Claro que não vai fazer de novo. Vamos para o seu apartamento e você vai me devolver todas as peças que roubou de mim. — Tá bom, tá bom. Abri a porta do meu apartamento e fui para o meu quarto, peguei uma caixa onde guardava todas as minhas roupas de mulher. Ela me olhava enquanto eu tirava tudo que tinha dentro e fui colocando toda a roupa em cima da cama. Ela me olhava e ria. — Parece que eu estava enganada com você. Não tenho um vizinho, mas sim uma vizinha. Você tem bom gosto para roupa íntima, o mesmo que eu por cetim e renda. E vejo que tem mais coisas: saias, tops, até uns peitos postiços, hahaha. Uiii, e isso é um vibrador, hahaha. Então você gosta de se vestir de mulher? Pois tenho uma ideia para você. Você sabe quem eu sou, sabe que eu gosto de dominação feminina e tenho vários submissos, mas submissas não tenho nenhuma, nunca me atraíram. Mas olha só, você vai ser a primeira. Então agora... Tira essa roupa e coloca uma calcinha dessas.
— Sim, sim, vou fazer o que a senhora mandar.
— Sim, ama. Quero que você diga: "Sim, ama".
— Assim que eu gosto, obediente. Vamos, rápido, tira a roupa e faz o que eu mandei.
— Sim, ama.
— Anda, olha, nem precisa colocar nenhuma, você já tá usando umas.
Ela já tava de calcinha preta.
— E agora se veste toda, quero ver como você faz.
— Sim, ama.
Levei um tempão pra me vestir, me maquiar e arrumar o cabelo, enquanto ela ficava me olhando sentada numa cadeira até eu terminar.
— Muito bem, você tá toda uma mocinha agora. A partir de hoje, quero você assim comigo sempre. Quando chegar do trabalho, se veste e vem pra minha casa. Preciso de uma empregada pra fazer o serviço de casa, e vai ser você. Tá de acordo?
— Sim, ama.
— E agora pega todas as suas cuecas onde quer que estejam, coloca num saco e me entrega, e substitui por essas calcinhas tão lindas que você tem. A partir de hoje, só vai usar calcinha.
— Mas, minha ama, preciso de alguma pra ir trabalhar, e se acontecer algo e eu tiver que ir ao médico...
— Pro trabalho você vai igual às suas colegas, ou o que você acha que elas usam? Que eu saiba, lá são todas mulheres, e pra mim, desde hoje, você também é e vai ser, com todas as consequências.
— Sim, ama, o que a senhora mandar.
— Bom, então agora vamos pro meu apartamento, que você tem muita faxina pra fazer.
— Sim, ama.
— Espera, falta uma coisa pra você colocar.
— Não.
— Claro que sim, bonita. Você não colocou aquela linda piroca de borracha que você tem. Porque se você tem, é porque gosta de enfiar, né?
— Sim, ama.
— Então vamos, o que tá esperando? Vai fazer a faxina com o cu cheio, hahaha.
Passei a tarde toda limpando a cozinha, tirando o pó dos móveis, lavando o chão, dobrando roupa que ela tinha pra passar. Isso foi o que mais gostei: me ver dobrando calcinhas, saias, tipo roupa de mulher, de ladyboy. Enquanto dobrava, imaginava que era tudo meu, e isso me deixou bem tarada. Mesmo com meu pau bem enfiado entre as pernas, a ereção que eu tava deixava um belo volume na minha frente.
— Vamos ter que dar um jeito nisso. Com esse volume que tá saindo aí, não te favorece, vou ter que dar um jeito. — Sim, ama — foi a única coisa que eu disse, morrendo de vergonha. Depois de um tempo, terminei tudo o que ela pediu. — Já terminei, ama. — Muito bem, você me surpreendeu, fez tudo direitinho, vai ser uma boa criada. — Obrigada, ama. — Bom, já pode ir pra casa, amanhã te espero às 10 da manhã. Naquela noite, como era sábado, fui dormir bem tarde, fiquei vendo vários vídeos de transexuais enquanto brincava com meu consolo. No domingo, às 10, já estava pronta na porta do apartamento dela. — Bom dia, ama. — Bom dia, entra e prepara umas torradas e um café com porra. Enquanto ela tomava café, eu arrumei o quarto dela e lá pelas 11 tocaram a campainha. — Carla, vai abrir, que deve ser o Juan, um dos meus submissos. — Já vou, ama. Fui até a porta, sem deixar de sentir vergonha, e abri com a cabeça baixa. — Oi, a Maru tá? — Sim, pode entrar. Ele foi até a sala onde ela estava. — Oi, Ama Maru. — Oi, Juan, já vou cuidar de você. — Sim, ama Maru. — Juan, essa é a Carla, minha criada. Carla, esse é o Juan, um dos meus submissos. Respondemos quase ao mesmo tempo. — Oi, Juan. — Oi, Carla. Nos cumprimentamos com um aperto de mão. — É assim que se apresenta, Carla? Anda, se comporta como uma mocinha e dá dois beijos nele. Depois disso, ela me mandou pra casa, falou que me avisaria quando precisasse. Deixei os dois lá. Juan era um cara magro, barba por fazer de uns quatro dias, moreno e meio feio. Umas duas horas depois, ela me chamou, o Juan já tinha ido embora, e mandou eu preparar o almoço. Fiz uns espaguetes à carbonara e ela me fez comer com ela. Mesmo sendo uma mulher muito dominante, era agradável conversar com ela. Naquela tarde, ela me deu conselhos de como me comportar e várias outras coisas. Lá pelas 6 da tarde, a campainha tocou de novo. — Vai abrir, deve ser o Ruben. — Já vou. Quando abri a porta, me deparei com um cara loiro, uns 30 anos, calculei, depois descobri que tinha 3 a menos. Ele era quase uma cabeça mais alto que eu e me triplicava em... corpo quase, mas não de gordo, e sim de puro músculo, e ainda por cima, pra mim, era gostosíssimo. Com ele fez a mesma coisa: me apresentou, e eu não hesitei nem um segundo em dar dois beijos nele, do jeito mais feminino possível. Como ele era mais alto que eu, apoiei uma das minhas mãos no peito dele — tinha que tocar aquele corpo. Ao beijá-lo, um arrepio percorreu meu corpo inteiro, eu tinha acabado de me apaixonar. Logo em seguida, Maru disse que eu podia ir, que à noite a gente se veria. Fui embora, mas esqueci de me despedir da Maru de tão pasmada que estava com o Ruben. — Até logo, Ruben, prazer em te conhecer. — Até logo, Carla — ele respondeu. E eu fui toda provocante, com passos curtos e firmes, como se quisesse provocá-lo.
À noite, vi a Maru de novo, que ao me ver caiu na risada. — Hahaha, parece que você gostou do Ruben. — Não, eu não — falei. — Ah, vai, não disfarça agora, você olhava pra ele com uma carinha e foi embora se despedindo só dele, como se não tivesse mais ninguém, e rebolando a bunda de um jeito. — Desculpa, ama, nem percebi. — Você merece um castigo, mas me fez rir tanto que não vou te dar. — Obrigada, ama. — Então, se você gosta do Ruben, pode ter uma chance, ele é gay. — Ahhh, sim. — Hahaha, você não disse que não gostava? — Bom, um pouquinho sim, porra, ele é muito gostoso. — Hahaha, é bonito, sim.
Jantamos juntas de novo e não muito tarde fui pra casa dormir, porque tinha que trabalhar no dia seguinte. Esse foi meu primeiro dia de calcinha por baixo da minha roupa de menino. Passei bastante nervoso, não parava de me tocar por trás e de puxar a camiseta pra baixo, sentia que a qualquer momento iam ver. Além disso, sentia uma pequena excitação só de pensar que estava de calcinha, igual minhas colegas. No fim do expediente, voltei pra casa, troquei de roupa e fui fazer o serviço na casa da Maru. E assim foi todo dia, até que chegou o sábado, e bem cedo me apresentei na casa dela pra preparar o café da manhã. — Bom dia, ama. — Bom dia, Carla, tenho uma coisa pra você. — O quê? — Essas pílulas são pra evitar que... tenha ereções, as mulheres não têm essas coisas. -tá bom
Ela me deu dois tipos diferentes, então comecei a tomar aquilo sem saber que eram hormônios, embora não demorasse muito pra perceber. Um dia vi as caixas enquanto limpava e o que eu estava tomando era valerato de estradiol com progesterona e espironolactona, e só de ver já soube o que era, porque já tinha pesquisado muito sobre hormônios, já que queria começar minha transição, mas nunca tinha tido coragem de dar o passo. Mesmo assim, não falei nada e continuei tomando. Meus primeiros sintomas foram sensibilidade nos mamilos com três semanas de uso. Por volta de um mês e meio, comecei a ter mudanças no meu humor: uma hora estava feliz, outra hora deprimida. Com dois meses, meus mamilos tinham crescido e já estavam como os de uma mulher, e quando eu ficava excitada, eles endureciam. Ao mesmo tempo, minhas ereções tinham diminuído, e eu chegava a gozar com o pau mole. Apesar do medo que aquela sensação me dava, eu gostava. A única coisa que não aguentava eram as mudanças de humor. Assim foram passando os dias, e eu via algum submisso passando por ali, mas os que sempre voltavam eram Juan e Rubén. Eu sempre cumprimentava este último com dois beijos e flertava na frente dele no pouco tempo que a gente se via, mas ele não me dava muita bola. Fora isso, no trabalho tudo continuava igual. Eu procurava sempre usar camisetas compridas pra que, por algum descuido, não vissem que eu estava de calcinha. Até que, depois de pouco mais de dois meses usando-as, chegou Raquel. Até aquele dia, quando ela chegava, costumava cumprimentar com "bom dia, meninas; bom dia, Carlos", mas naquele dia o cumprimento mudou.
— Bom dia, meninas — disse ela, e não me mencionou.
— Bom dia — respondemos, inclusive eu.
— O que você fez pra chefe que ela não te disse nada? — falou Alejandra.
— Eu nada.
— Pois é, ela nem te olhou.
O dia passou normal, várias coisas que ela me comentou foram ditas com toda naturalidade. No dia seguinte, quando ela chegou, foi igual, mas ao cumprimentar, ela piscou um olho pra mim. Aquilo me fez ficar Nervoso, a primeira coisa que pensei foi que, por algum descuido, ela tinha visto que eu estava de cueca. No terceiro dia, a mesma coisa. Depois de um tempinho no escritório dela, ela colocou a cabeça para fora da porta e disse: — Meninas, em cinco minutos quero todas no meu escritório. Em cinco minutos, minhas duas colegas estavam lá, menos eu, que fiquei no meu lugar, mas a Raquel me chamou: — E o Carlos, cadê? — Na mesa dele, trabalhando — respondeu a Mercedes. — E por que ele não vem? — Como a senhora disse "meninas", a gente não avisou ele. — Então vai avisar ele. A Mercedes veio e me chamou: — A Raquel disse pra você vir também. Não sei, ela tá estranha, tá falando com você como se fosse com a gente. — Já vou. Quando entrei no escritório, ela me disse: — O que você estava fazendo que não veio? — Processando pedidos. E como a senhora disse "meninas", eu não vim. — Sim, mas eu disse "todas". — Por isso, "todas", não "todos". — É que "todos" são meninas e você é o único menino. Já que as mulheres predominam, a partir de agora vai ser "todas". Vocês concordam, meninas? Todas responderam que sim, menos eu. — E você, não vai dizer nada? Eu me dirigi a todas. — Sim, sim, o que a senhora disser. — Bom, esclarecido isso, vamos começar a reunião. Embora quando se dirigia a mim me chamasse no masculino, quando falava no geral me tratava como mais uma. Durou mais ou menos uma hora e, ao sair, começou a zoação das minhas colegas. — Bom, meninas, vamos tomar um café? — disse a Mercedes, rindo e olhando pra mim. A Mercedes é uma mina de 25 anos, morena, alta, 1,80m, magra mas com um corpo bem proporcionado. A Alejandra já é uma mulher de 45 anos, pintada de loiro, gordinha e baixinha. E tem a Mônica, 21 anos, cabelo castanho, da minha altura, 1,60m, mais ou menos bonita, mas o que mais se destacava nela eram os olhos azuis e os peitões bem grandes. Duas semanas depois disso, a Raquel me chamou no escritório dela e disse que eu tinha que ensinar à Mônica minhas funções na empresa, porque a partir da semana seguinte ela ia assumir aquele cargo e eu ia mudar de função. Mas ainda faltavam alguns detalhes para acertar, e só na semana seguinte ela me informaria. Passou rápido, e no sábado minha dona me chamou pra ir na casa dela às 8 da manhã. Ela disse que a gente tinha que fazer um monte de coisa naquele dia. Pela primeira vez, fui vestido de menino na casa dela, como ela pediu. Ela tava me esperando com uma bolsa. A única coisa que ela pediu foi que eu levasse meus peitos postiços, mas sem colocá-los, porque eu não ia voltar pra casa até tarde e ia precisar usar. Saímos da casa dela de carro. Mesmo eu perguntando, ela não disse pra onde a gente ia, só que ia ser um dia muito especial pra mim. Ela estacionou o carro e a gente foi a pé até um salão de beleza que era de uma transexual. — Oi, Marga — cumprimentou a Maru. — Oi, Maru. — Chegamos. Essa aqui é a Carla. Deixo ela com você, e faz o que eu pedi, mas principalmente não deixa ela se ver até estar toda arrumada. — Bom, Carla, vou fazer umas compras. Te deixo em boas mãos. Quando eu voltar pra te buscar, você vai estar uma mocinha de verdade. — Como assim vai embora? O que vão fazer comigo, dona? — Você vai ver. Bom, te deixo. Até mais. Ela saiu pela porta e me deixou lá. A Marga me fez entrar num cômodo ao lado do salão, onde faziam depilação. Mas isso não foi comigo, porque eu já tava todo depilado. Três espelhos que tinham lá estavam cobertos pra eu não me ver. Ela mandou eu deixar minhas coisas lá, e depois a gente saiu. Ela me sentou na cadeira de lavar cabelo, e depois disso fui de volta praquele quarto, onde ela mexeu no meu cabelo, que já tava abaixo do meio das costas. Depois de um tempão, ela me colocou debaixo de um secador e começou a fazer minhas unhas. Colocou umas de gel, deixando bem compridas e pintadas de vermelho forte. As dos pés também. Depois voltou pro cabelo. A única coisa que eu conseguia ver é que ela tinha pintado de loiro platinado. Ela ficou fazendo mais coisas no meu cabelo a manhã quase toda. Depois foi a vez das sobrancelhas. Quando terminou, me deu a bolsa que minha dona tinha deixado e mandou eu vestir a roupa que tava lá: um vestido preto soltinho, com uma faixa branca na altura do quadril. de manga curta, gola redonda, que batia na metade da coxa, meia preta e salto agulha preto. Aí ela partiu pra maquiagem: base, rímel, olhos e lábios. Mas eu ainda não conseguia me ver até que minha dona chegou e me colocou na frente do espelho. Aí eu vi a imagem que voltava pra mim: era de uma novinha com cabelo loiro platinado, com um pouco de volume e modelado, caindo na frente dos meus ombros até a altura do peito, sobrancelhas bem finas e uma maquiagem simples, mas com uns lábios vermelho paixão. Mesmo adorando aquela mudança, eu só pensava na segunda-feira: como é que eu ia trabalhar com aquele cabelo? Quem falou primeiro foi minha dona: — Fala alguma coisa, o que você achou? — Mas o que você fez comigo? Como é que eu vou trabalhar com esse cabelo? — eu só pensava nisso. — Fica tranquila, tudo tem solução e você não vai ter problema pra ir. Mas, enfim, gostou ou não? — Sim, amei. — Então vamos comer alguma coisa, que a tarde vai ser longa. Saímos na rua e, mesmo fazendo anos desde a última vez que fiz isso, saí como se sempre tivesse feito. Tinha muita gente passeando e vi mais de um homem virar a cabeça quando a gente passava, e ainda recebemos uns elogios. Comemos num restaurante e depois fomos pra casa dela. Eram 6 da tarde quando ela recebeu uma mensagem e me mandou entrar no quarto dela, me ordenou tirar tudo. Dez minutos depois, a campainha tocou. Ela foi abrir e, depois de um tempo, voltou, mas não me disse quem era. Abriu o armário, pegou primeiro uma calcinha branca de renda que me mandou vestir, depois um corset branco de renda com bojo branco e liga, que ela mesma colocou em mim, meia branca que prendeu na liga e um sapato branco de salto bem alto. Depois, um body branco transparente e, por último, um véu branco na cabeça. Ela retocou minha maquiagem e me deixou sozinha um tempo. Quando voltou, me mandou ir pra sala de jantar. E lá estava o Ruben de cueca boxer, uma camisa branca justa que marcava a musculatura dele e uma gravatinha borboleta. Ela me colocou do lado dele. Ela começou a falar. — Olha, Carla, o Ruben me pediu ajuda, ele precisa de um lugar pra morar, já que onde ele estava agora não consegue mais pagar o aluguel porque ficou desempregado, e eu ofereci a sua casa pra ele, mas com uma condição: já que você é toda louca por ele e os dois estão sob minha submissão, vão viver como um casal. E agora, pra tornar isso legal diante dos meus olhos, vou casar vocês. Eu fiquei em branco, não soube o que dizer, mas ela rompeu o silêncio de novo. — Vamos, prestem atenção em mim, os dois. Fiquem na minha frente. — Pegou uma bandeja com dois anéis, um liso pra ele e o meu mais fino com uma pérola branca, e continuou falando — Você, Ruben, repete comigo: eu, Ruben, aceito Carla como minha esposa. — E fez ele colocar o anel em mim. — Agora você repete: eu, Carla, aceito Ruben como meu esposo. — E eu coloquei o anel nele. — Muito bem, eu, Maru, vossa ama e senhora, vos declaro marido e mulher. E a penúltima coisa pra selar a união: você, Carla, ajoelha e chupa o pau do teu marido. — Mas, ama Maru, eu nunca... — Alguma vez tem que ser a primeira — ela me interrompeu, sabendo o que eu ia dizer. — Não consigo, ama, não vou gostar. — Gostando ou não, você vai fazer. Tem que satisfazer seu marido em tudo. — Vai, gatinha, aproveita sua primeira vez. Sente ele na sua mão, acaricia, é todo seu. Masturba ele, faz ele gozar. — Colocando a mão na minha cabeça e empurrando pra baixo, continuou falando comigo — Chupa ele, beija primeiro e, aos poucos, vai colocando na boca. Brinca com a pontinha um tempo, mexe a língua. — Apesar de no começo ter sentido nojo, logo comecei a gostar. — Continua assim, gostosa, enfia tudo. Tá indo muito bem, continua assim. Ele tá gostando, tá ouvindo ele gemer? — Mmmmmmmmmm — esse era o único som que saía da minha boca. Aquilo tava me dando muito tesão, gozei de tanta excitação, sem ele nem ter me tocado. — Vai, gatinha, faz ele gozar na sua boca, se batiza como mulher. — Depois de um tempo, senti um jato quente na minha garganta que me deu uma ânsia, mas Maru, empurrando minha cabeça, não me deixou parar. Deixo ela tirar assim, gata, engole tudo pra dentro, não desperdiça nada, é um manjar pras mulheres e de hoje em diante vai ser pra você também. Acabei com tudo e, na borda da minha boca cheia de porra e totalmente viscosa, eu tinha acabado de curtir meu primeiro boquete e, puta merda, tinha curtido pra caralho. — E pra finalizar, com isso a cerimônia acaba: você pode foder a noiva. Ela me colocou de quatro, baixou um pouco minha calcinha, passou lubrificante no meu cu e meteu até o fundo, devagar, mesmo que não tenha tido muita dificuldade pra entrar porque eu já tinha treinado com meu vibrador. Doeu no começo, mas logo comecei a gemer e gritar que nem uma louca. Ter aquela pica entrando e saindo não tinha comparação com meu brinquedinho, era muito melhor. Ela ficou uns 10 minutos me macetando até eu sentir um jorro quente enchendo meu cu. Manteve lá dentro por um tempo, tirou devagar, e eu desabei de pernas abertas na cama, com meu cu recém-estreado expelindo a porra que ele tinha depositado em mim. Daí a pouco bateram na porta do quarto — Vamos, casalzinho, já deu, a gente tá esperando. Entrei no banheiro, limpei bem meu cu e a calcinha, que tava toda molhada entre a porra dele e a minha, e saímos do quarto. Assim que entrei no salão, dei de cara com a Yolanda, a vizinha do terceiro andar, e a Raquel, minha chefe. Fiquei totalmente paralisada ao vê-las. — Viu, Carla, essas são duas vizinhas que são donas das calcinhas que você roubou — começou a dizer a Maru — No começo, elas queriam te denunciar e a Raquel, ao mesmo tempo, te demitir, mas eu convenci elas a não fazerem isso, a te deixarem nas minhas mãos, já que você gostava de vestir calcinhas, em poucos meses você estaria usando elas direitinho, virada toda uma mulherzinha. Mas foi ainda melhor que isso, o que eu não esperava tão cedo era te ver entregue de corpo e alma a um homem, isso veio sozinho, sem eu nem esperar. E como eu te disse de manhã, não precisava se preocupar com sua mudança de visual pra ir... Hora de trabalhar, que tudo tinha solução, né Raquel? — Claro que não, não precisa se preocupar, Maru, porque na segunda-feira a Carla te espero às 7:30 da manhã na porta da minha casa, de saia e salto alto, pra ocupar seu novo cargo na empresa. Você vai ser minha secretária pessoal. Tá bom pra você? Eu continuava totalmente calada, de cabeça baixa, sem saber o que fazer. Só queria que a terra me engolisse. Teve um silêncio longo, ou pelo menos foi o que me pareceu. — Bem, Carla, não vai dizer nada? — disse Maru. — Não sei, senhora. — Não sabe o quê? Eu sei o que quero ouvir, então fala pra Raquel que vai ser assim, que na hora que ela mandou você vai estar lá, do jeito que ela falou. — Sim, senhora Raquel, tá bom pra mim. — Pois então, por hoje acabou. Carla, agora vai pra casa com seu marido, que você tem muita coisa pra fazer. Em cima da sua cama estão as malas dele. Pega elas e coloca a roupa dele na metade do armário que é dele. Fomos pra casa e, ao abrir o armário, toda a minha roupa tinha sumido. No lugar, tinham saias, vestidos, blusas, roupa de mulher que eu nunca tinha visto. Abri uma gaveta do armário e lá tinham várias camisetas, tops e uns shorts. Na gaveta de baixo, tinha vários camisolas e pijamas de mulher. Depois disso, olhei pras malas do Ruben. Em cima, tinha um envelope com meu nome. "Oi Carla, como você viu, sua roupa sumiu. A gente trocou pela roupa que você vai usar daqui pra frente. É roupa que a gente acha que vai servir em você e que a gente já não usa mais, mas você vai poder fazer bom uso dela. Como você viu, não tem calças, nem de mulher. Você nunca mais vai usar isso. A coisa mais parecida que você pode vestir são esses shorts de putinha que estão numa gaveta. E agora, coloca toda a roupa do Ruben no lugar certo, porque essa vai ser a única roupa de homem que você vai tocar daqui pra frente. E só. Seja bem-vinda ao complicado mundo da mulher." Comecei a arrumar aquela roupa, mas estava totalmente confusa e minha cabeça não parava de girar, pensando. O que tinha acabado de acontecer comigo: num piscar de olhos, eu tinha passado de um garoto que sempre quis ser garota a realmente ser uma. E, apesar de ser tudo que sempre quis, não sabia se estava preparada pra uma mudança tão radical da noite pro dia. Passaram quase duas horas enquanto eu arrumava tudo, depois tomei um banho. Quando abri o armário de novo, não sabia o que vestir. Acabei colocando uma minissaia preta elástica com uma camiseta larga preta e fui pra sala, onde o Ruben tava vendo TV. Ele me encarou e disse: — Bom, o que você vai fazer pra gente jantar? — É, não tinha pensado nisso. — Então se vira, que tô com fome. Como tinha um pouco de lombo, preparei com ovos e batatas. Jantamos em silêncio total, sem nem trocar olhares. Eu tava super encabulada, e ele não parecia confortável também. Assim até a hora de dormir. Por sorte, minha cama era de casal e dava pros dois. Não demos nem boa noite. No dia seguinte, acordei colada nele. Preparei um café da manhã e, um tempo depois, ele levantou. — Bom dia, Ruben — quebrei o silêncio do dia anterior. — Bom dia. — Dormiu bem? — Sim, mas olha, vou deixar uma coisa bem clara: essa situação é forçada. Eu precisava de um lugar pra ficar, e a Maru me ofereceu isso com umas condições que aceitei, mas fica bem claro que o que eu gosto é de homem. Não curto mulher nem travesti. Mas em terra de sapo, de cócoras com ele, e se não tiver outra opção, não vou recusar um boquete gostoso ou te comer quando der na telha. Pra mim, você vai ser só uma putinha pra eu desabafar. Ficou claro? Apesar do que ele acabou de falar, em vez de ficar puta por me chamar de putinha, eu fiquei com tesão. — Sim, bem claro. — Então, já que tá tão claro, ajoelha e chupa aqui, que tô afim de uma logo cedo. Sem dizer nada, me ajoelhei e comecei a chupar até ele gozar de novo na minha boca. Aquilo durou... uns 2 meses pra ser mais exato 68 dias, cheguei um dia e não tava a roupa dele nem nada, ele foi embora sem falar nada nem pra mim nem pra Maru, e durante esse tempo ele cumpriu o que me disse no primeiro dia, eu fui a putinha dele, a sua vadia, ele só falava comigo quando queria que eu chupasse ele ou pra me foder de quatro, foi o único jeito que ele sempre fez comigo, mas enfim, voltando ao começo, exatamente no dia depois do suposto casamento, fiquei o dia inteiro matutando como ia trabalhar daquele jeito e na minha cabeça passava a ideia de não ir mais trabalhar, de voltar pra Rosa, minha educadora, e explicar tudo o que aconteceu, mas no meio da tarde bateram na porta e quando abri era a Raquel. -oi Carla, trouxe uma coisa pra você usar amanhã no trabalho Ela me entregou uma sacola onde tinha uma saia lápis cinza e uma blusa branca. -vamos lá, experimenta pra eu ver como fica em você. -agora -sim Eu vesti a roupa enquanto ela olhava como eu fazia, ela sugeriu colocar uma meia-calça preta, a saia batia na altura do joelho e tinha um cinto preto bem largo, ficava bem justa, ela me fez calçar os sapatos e depois andar um pouco pelo apartamento, a saia apertada me obrigava a dar passinhos bem curtos, fazendo eu me mexer de um jeito bem feminino. -tá bom, querida, vou indo, até amanhã, seja pontual -sim, até amanhã Naquele momento foi que decidi seguir em frente, era isso que eu sempre quis e gostava quando me chamavam de querida, guria, mulherzinha, até o Ruben ter me chamado de putinha, então naquela hora troquei de roupa, coloquei uma saia branca com uma camiseta e fui passear pela cidade, e assim dei meu primeiro passeio sozinha, voltei um pouco antes das 9 da noite com umas pizzas pra jantar e às 11 já tava pronta pra dormir, tava bem nervosa, como minhas colegas iam me receber, se iam me aceitar, tudo isso passava pela minha cabeça, às 5 da manhã já tava de pé, tomei banho, sequei o cabelo com secador, me vesti e me maquiei e embora eu tenha chegado na hora marcada, já estava na casa da Raquel, ela já estava me esperando. -bom dia, Raquel -bom dia, sabe, como mulher você está muito melhor do que como homem -obrigada, eu também gosto mais assim. Fomos de carro até o trabalho, minhas colegas de escritório ainda não tinham chegado, entramos na sala dela e ela me fez esperar sentada, de costas para a porta. Quando todas chegaram, ela mandou todo mundo entrar na sala -vou apresentar vocês à nova colega de vocês, Carla. Naquele momento, pra ser sincero, fiquei com vergonha das minhas colegas me verem assim, mas logo a Raquel falou comigo -Carla, tá esperando o quê pra cumprimentar suas colegas? -oi, meninas - falei, me virando e levantando -oi, Car... los, o que você tá fazendo vestido assim, hahaha, disse a Mercedes -vestido não, ela tá vestida assim e a partir de hoje é Carla e vai ser minha nova secretária, explica pra elas como você chegou nisso. Contei toda a minha história pra elas, mas desde o começo, e na hora do almoço já tinha terminado de apresentar minha nova identidade pra toda a equipe. Aquela manhã foi estranha pra mim, embora na verdade eu me sentisse confortável, minhas colegas riam quando me viam. Isso durou uns dias, mas com o passar do tempo, embora tenha sido um pouco difícil pra elas, foram me tratando como uma delas e eu participava das conversas de mulher com elas. Com o tempo, também fiz amizade com a Rocío, uma menina lésbica, e com a Eva, que era hétero, colegas da empresa mas muito amigas, as duas, e costumavam sair juntas pra farra. Depois que o Ruben foi embora, comecei a sair com elas. Assim o tempo foi passando e quando já estava tomando hormônios há 11 meses, fiquei doente, peguei uma gripe muito forte com 40 de febre e tiveram que me levar ao médico. Nessa época, eu já tinha uns peitinhos bonitos, ainda pequenos mas redondinhos e durinhos, que já me permitiam usar sutiã. Tava esperando na consulta quando me chamaram -Carlos Ortiz. Fui até a consulta e entrei -senhorita, espere lá fora até ser chamada - disse o médico -eu sou o Carlos, bom, agora Carla. O médico me fez mil perguntas Perguntou e ficou muito puto comigo quando eu disse que tava me automedicando com hormônios. Mandou eu parar de tomar e me encaminhou pra um endocrinologista, mas não dei bola e continuei tomando. Um mês depois, o especialista me atendeu e também me deu uma baita bronca. Fez uma revisão completa e pediu uns exames, que deram tudo normal, e me autorizou a continuar com o que já tava tomando, dizendo que a partir dali ele cuidaria da minha terapia hormonal. Com 14 meses de tratamento, já tinha um corpo bonito de mulher. E desde que o Ruben foi embora, tava precisando muito de sexo. Uma noite, saí pra farrear sozinha com a Eva nuns barracas dançando, um cara se aproximou de mim — pra ser sincera, nem sei o nome dele. Começou a dançar comigo e, depois de um tempo, me joguei pra beijar a boca dele igual uma loba. O cara tava meio alto por causa da bebida e me chamou pra dar uma volta. Me levou direto pro carro dele, me encostou na lateral e a gente continuou se pegando. Ele foi passando a mão na minha bunda e nos meus peitos, até que tentou meter a mão na minha frente, mas eu parei. — Não, para, tô menstruada. — Porra, podia ter falado antes, me deixou todo duro. — Shhhh — falei enquanto desabotoava a calça dele e pegava na mão o pau bonito e bem duro dele — Tenho umas mãos bonitas e uma língua bem brincalhona. Vamos pra dentro do carro. Deitei o banco dele e fiz um boquete foda, fiz ele gozar duas vezes na minha boca. Quando terminei, arrumei um pouco minha roupa e voltei a dançar, deixando ele no carro. Nunca mais vi ele. Isso se repetiu umas quantas vezes, sempre usando a mesma desculpa. Virei uma putinha chupadora de pau, e adorava aquilo. Logo depois do verão, quando voltei das férias, começou a vir uma vez por semana um contador que cuidava das contas da empresa. Trabalhava lado a lado com ele. No começo, não me chamou muita atenção. Tinha 31 anos, 9 a mais que eu, e era um palmo mais alto. Mais alto que eu, moreno com barba bem feita, o melhor dele eram os olhos pretos. Era bonitinho, mas nada de virar a cabeça na rua. Tava separado fazia uns dois anos. Com o passar das semanas e o dia a dia, a gente criou muita intimidade um com o outro. Sempre me tratava com muita educação e não faltavam os elogios ou indiretas que ele soltava. Com o tempo, quando ele comentava algo e se aproximava de mim, eu percebia que ele se esfregava em mim. Como eu me sentia à vontade, não falava nada, pelo contrário, deixava ele se roçar. Ele costumava colocar a mão nas minhas costas, no ombro, e às vezes, quando a gente se cruzava, eu sentia a mão dele roçar na minha bunda. Numa sexta que a gente ficou sozinho até tarde, era quase 8 horas quando a gente saía do trabalho. Eu tava usando uma saia preta rodada acima do joelho, com uma camiseta preta de alcinha e uma jaqueta preta. Quando fui abrir a porta, ele me agarrou pela bunda, me levantou e me deu um beijo na boca que me deixou completamente sem fôlego e com a calcinha toda enfiada no cu. Foi tão intenso que, pela primeira vez, só com um beijo, eu molhei a calcinha. — Tem algo pra fazer hoje à noite? Te convido pra jantar — ele disse. — Valeu, mas me leva em casa pra eu me arrumar um pouco. — Vamos. Ele me deixou em casa e disse que em uma hora passaria pra me buscar, que mandaria uma mensagem quando estivesse lá embaixo. Tomei um banho, coloquei minha melhor lingerie, uma calcinha preta de renda, e um vestido preto bem justo e curto, com uns saltos de 10 cm. Ele passou pra me buscar quase duas horas depois. A gente jantou num restaurante onde ele já tinha reservado mesa. Depois, ele me levou pra dançar um pouco, e lá, entre uma dança e outra, ele tratou de me deixar com tesão pro que viria depois. O último drink na casa dele, que a gente nem chegou a servir. Assim que chegamos, ele me carregou no colo, eu agarrada no pescoço dele com minhas pernas totalmente abertas em volta da cintura dele, e me jogou na cama, se jogando em cima de mim, se beijando loucamente. Não demorou muito pra me deixar só de calcinha e sutiã. Eu fiz o mesmo com ele. Com ele, procurei o pau dele com a mão e comecei a brincar com ele enquanto percorria o corpo dele com a boca, descendo devagar até aquela iguaria que me esperava. Ele tinha uma bela ferramenta de 21 cm, nunca tinha chupado uma tão grande, e aproveitei com a língua da ponta até a base. Enquanto isso, ele me apalpava os peitos e me deixava sem sutiã. Depois, enfiou a mão por baixo da calcinha, acariciando meu pau e levando a mão até minha bunda. Depois de um tempo, ele me perguntou:
— Você não tem ereções?
— Não, sou toda mulher, isso aí sobra. Eu curto é o buraquinho mais de dentro — falei, parando de chupar por um instante.
Ele não disse mais nada. Aproveitando o líquido pré-seminal que saía de mim, ele lubrificou o dedo e, com a mão enfiada pela frente e eu de pernas abertas, começou a meter o dedo devagar no meu cu. Depois de um tempo, ouvi ele dizer:
— Mmmmmmm, vou gozar.
Acelerei o movimento com a boca e fiz ele gozar na minha boca. Deixei bem limpinha e continuei mais um pouco masturbando ele com a mão até deixar o pau duro de novo. Nessa hora, perguntei se ele tinha camisinha. Ele pegou uma da mesinha, colocou, e eu me deitei de barriga pra cima. Ele se levantou um pouco, tirou minha calcinha devagar — aquilo já me deixou toda excitada, era a primeira vez que um homem tirava minha calcinha assim. Quando ela saiu, eu, de barriga pra cima, abri minhas pernas, convidando ele a se meter no meio delas. Me lubrifiquei bem a bunda, ele colocou a ponta no meu buraco e me penetrou devagar. Eu aproveitava aquele momento como uma louca, era a primeira vez que me comiam de pernas bem abertas, enquanto olhava nos olhos do meu homem. Ele me deu três fodas que me deixaram tremendo o dia inteiro. Naquela noite, ele me fez dele, tanto que dois meses depois fui morar com ele. Já fazem três anos daquilo, e minha vida e meu corpo mudaram muito. Com a ajuda dele, operei o pomo de adão e as cordas vocais. Como ele gosta de peitos grandes, ele pagou a cirurgia: passei de um 80 para um 110. Também fiz uma Cirurgia nos lábios, agora eles estão mais sexys e carnudos, ou como eu digo, fiz eles ficarem com cara de buceteira. Minha próxima operação vai ser daqui a 4 meses e também tem a ver com lábios, mas dessa vez vão ser os da buceta.
No caminho pro colégio, quase caí várias vezes, era a primeira vez que usava salto. Mas o que mais me incomodava era o body, que tava meio pequeno e entrava junto com a calcinha no meu cu, e eu tava toda desconfortável. Além disso, tava com um frio danado nas pernas, que subia até deixar minha bunda gelada. Quando cheguei no colégio, fomos até onde estavam as outras cheerleaders. Eu me aproximei morrendo de vergonha, de cabeça baixa. A Laura cumprimentou: — Oi, minas, bom dia. — Bom dia, Laura, que que você tá fazendo fantasiada de jogadora de futebol? — respondeu uma colega. — Ah, tava a fim de vir assim. Aí elas me viram. Minha cara não dava pra ver direito, tava olhando pro chão, sem coragem de levantar a cabeça. — E essa quem é? — Ah, sim, Carla, outra cheerleader. Vem cá, se junta com as outras minas. — Carla, que Carla? — aí ela viu minha cara — Kkkk, ahhh, já sei quem é, mas deduzi pelo nome e porque tava com a Laura. Se eu trombar assim na rua, não sei que é o Carlos. — Bom, e o que vocês acharam?
— Foda demais, tia. Passa tranquilamente por uma mina. Já tava no meio do grupo, era a atração. Todas me olhavam e comentavam como tava bonito. Passaram vários caras da sala e nenhum percebeu quando cumprimentaram. Antes de entrar na aula, as minas tinham que ir no banheiro. Eu acompanhei. Primeiro tem o feminino, que elas foram entrando na hora, e eu ia seguir até o masculino, mas a Laura me pegou pelo braço e me puxou pra dentro com elas. Entrei num box e fiz xixi sentadinha que nem uma menina. Adorava fazer assim, vendo minha calcinha na altura dos joelhos. Quando saí, comentei com a Laura sobre o body.
— Não sei como vocês aguentam usar isso. O body entra no meu cu e incomoda pra caralho.
— Deixa eu arrumar pra você — ela disse, sem me dar tempo de evitar que levantasse minha saia e todas vissem minha bunda coberta pela calcinha e pelo body.
— Olha lá, hahaha — falou uma — ela também usa calcinha.
Naquela hora, subiu um calorão e minha cara ficou vermelha de vergonha.
— Claro — disse a Laura — o que você queria que ela usasse? Você também não usa?
— Claro que uso, mas é normal, sou mulher. Ele não.
— Hoje é, sim, né, Carla?
— Sim — respondi bem baixinho, de vergonha.
Ela tentou arrumar, mas disse que o body tava pequeno pra mim e por isso entrava no cu, que eu teria que me acostumar.
— Pois não sei se vou aguentar a manhã toda assim, incomoda pra caralho.
— Pode deixar desabotoado se incomodar muito.
— É, acho que é melhor.
Ajeitei a parte de baixo do body sem abotoar, puxando pra cima, e fomos pra aula. Fomos as últimas a chegar. Já tava todo mundo sentado nos lugares. Na sala, a gente era dividido em dois: do lado direito as minas, do esquerdo os caras. Fui pra minha carteira, enquanto a sala toda me olhava, principalmente os caras, que ainda não tinham me visto assim. Ouvi uns "gostosa" ou "tesuda" com umas risadas, mas sem maldade. Até que passei pelo lado do Pedro, o metido da sala, o que pra ele... Sempre era o melhor e se metia com os outros. — Olha só se não é o viadinho do Carlos — disse ao passar por ele e, levantando minha saia, falou — Olha o viadinho usando calcinha rosa, já tava falando que ele era viado. Eu não sabia onde me enfiar, mas aí uma colega pulou. — Então olha, Pedro, o Carlos tem mais culhão que qualquer um de vocês, ele teve coragem de se fantasiar assim e se divertir, diferente de vocês que se vestem de jogador de futebol quase todo dia pra jogar. Vem, Carlos, senta aqui com a gente. Quando ela terminou de falar, teve colega que aplaudiu o que ela disse. Enquanto isso, eu sentei numa carteira que tava no meio delas, e logo chegou a profe Mercedes, uma professora nova de 30 anos, bem descolada. Ela começa a chamar a lista em ordem alfabética até chegar no meu nome. — Carlos Ortiz — enquanto olhava pra minha carteira — Presente. — Cadê você? Vai, senta no seu lugar. — Aqui, senhora — falei levantando a mão, mas ela não ligou pra mão porque minhas colegas da frente estavam me tampando, e só dava pra ver uma parte da minha cabeça com um rabo de cavalo rosa. — Carlos, para de brincar e vai pro seu lugar. — Tá bom. Levantei do meu lugar e ia indo pro meu quando ela disse — E você, onde vai? Senta. — Ué, pro meu lugar, como a senhora mandou. — Carlos, hahaha, como eu ia te reconhecer? Você tá muito bem fantasiado, vem cá deixa eu te ver direito, hahaha, fica bem em você ser líder de torcida, você tá muito gostosa. — Obrigado, senhora. — De nada, volta pro seu lugar que a gente termina de chamar a lista, porque temos que nos preparar pra sair pelo bairro. — Tô indo — e fui pra minha carteira. — Não, Carlos, vai pro lugar que você tava. Hoje seu lugar é com as meninas, se diverte. — Obrigado, senhora — falei com uma voz bem mais feminina do que já era. — Hahaha, vai, senta, menina. Aquele "menina" que ela disse com carinho me fez bem. Sentei com minhas colegas, e entre a defesa que fizeram de mim e as palavras da profe, me senti confortável e perdi o nervosismo e a vergonha do começo. Comporte-se como sempre, eu sempre quis ser como uma garota. Naquele momento, me sentia feliz e sortuda por poder viver aquilo. Saímos pro pátio antes de ir pra rua, onde ensaiamos cantos de líder de torcida e dançamos. Já durante a rua, que durou quase 2 horas, não paramos de dançar e cantar. E sem perceber, já tava andando de salto alto feito toda uma mocinha. Fui a sensação entre as mães dos meus colegas, todo mundo me parabenizou pela fantasia. Mas como tudo acaba, chegou o momento final e cada um foi pra sua casa. Pareceu tão curto e fiquei triste porque aquilo tinha acabado e eu não sabia quando poderia se repetir. Mas já no caminho pro centro, Marta e Sonia nos chamaram de longe: "Querem vir hoje à tarde pra rua do povoado?" "Não sei se vão deixar a gente", respondeu Laura, "depois a gente fala algo." "Vê se vocês conseguem, vão umas quantas da turma e mais algumas amigas." "Tá bom, ligo pra vocês depois." "Ok, até mais, meninas. Ah, Carla, você tem que vir assim." "Sim."
Uma vez no centro, enquanto comíamos, perguntamos se podíamos ir e disseram que sim. O normal era deixarem a gente sair nos fins de semana pra dar uma volta, mas durante a semana não podia. Mas como era sexta e carnaval, nos deram permissão. Só que fiz algumas mudanças na minha fantasia: tirei o body e coloquei umas meias cor da pele da Laura, e uma amiga me emprestou uma jaqueta preta pra ir mais agasalhada, e retocaram minha maquiagem. E às 5 da tarde saímos pra onde tínhamos combinado com as outras. Ficamos passeando até a hora da rua, que a gente entrou depois que já tinha começado, e passamos ela toda dançando, pulando e cantando igual umas loucas. O namorado da Marta se juntou a gente com mais 5 amigos, que ele apresentou pra quem não conhecia. E eu, já bem metida no meu papel, cumprimentei eles igual todas, com dois beijinhos. E assim continuamos nos divertindo até a hora de ir embora, eu e a Laura, que tínhamos que estar no centro às 9, mas não sem antes combinar pro sábado à tarde pra ir na festa de carnaval pra adolescentes, onde tinha uma disco móvel, combinamos de nos fantasiar diferente. —beleza, amanhã a gente se vê —disse a Marta— mas venham fantasiadas de outra coisa —ok —disse a Laura— eu vou vestir a fantasia que a Carla tá usando —pois eu não sei, não tenho nenhuma —respondi —fica tranquila, Carla, que eu vou achar algo pra você entre minhas roupas —beleza, se não tem outro jeito —agora vai me dizer que não se divertiu com a gente —claro que sim, me diverti pra caramba —então não se fala mais nisso, amanhã você se fantasia de garota de novo. —ok Naquela noite, depois do jantar, me ajudaram a tirar a maquiagem e fui dormir de calcinha por baixo do pijama, era a primeira vez que ia dormir usando uma e tava super excitado, já de manhã levantei e desci, depois fui tomar banho, e aí me vesti com minha roupa e passamos a manhã toda no centro, uns estudando e outros zoando, e um pouco antes do almoço subi com a Laura pra escolher o que ia vestir, ela pegou várias saias longas e curtas, e eu amei uma em especial, uma minissaia preta rodada que, experimentada por cima, batia no meio da coxa, ela completou com uma camiseta de manga comprida e gola redonda branca, uma meia-calça preta, um conjunto de roupa íntima branca e uma jaqueta preta e os mesmos sapatos do dia anterior, descemos pra almoçar e subimos rápido pra me vestir e depois o ritual de maquiagem de novo, um pouco mais forte que no dia anterior e lábios de um vermelho intenso, penteou meu cabelo solto de um jeito bem feminino e eu já tava pronta pra sair, fiquei o tempo todo enquanto ela se vestia me olhando no espelho, não cabia em mim de alegria ao me ver assim, daí a pouco saímos as duas pela porta e como ficava no caminho, passamos pra pegar a Marta e a Sandra, a princípio iríamos as quatro e o namorado da Marta e os amigos dele, quando encontramos com elas demos dois beijos e elas falaram —não é que a Carla tá linda, vai deixar os caras malucos, hahaha Rimos as quatro e fomos pra tenda onde encontraríamos o namorado dela e o resto, chegamos primeiro nós A gente começou a dançar assim que chegou, depois de um tempo eles chegaram e se juntaram a nós. Passei quase a tarde toda dançando, mas tudo que é bom acaba rápido e tivemos que voltar pro centro. No dia seguinte não deixaram a gente sair e a gente passou o dia estudando e fazendo deveres. E a partir daí, segui minha vida como até aquele dia. Além disso, já no centro, era muito difícil pra mim me vestir, mas de vez em quando eu conseguia umas calcinhas de alguma colega e me enfiava no banheiro pra vestir. Se via sacolas de roupa na rua, olhava se tinha alguma saia e pegava. Foi assim que comecei a usar minhas primeiras peças no centro.
Quando completei 18 anos, não podia mais ficar no centro e passei um tempo na casa da Rosa. Lá foi onde pude me vestir mais, com as roupas da Rosa, minha educadora, uma mulher de 30 anos, gostosa e que, apesar da juventude, foi uma mãe pra mim. Quando ela ia pro centro, eu me vestia, me penteava, me maquiava. Verdade seja dita, não fazia muito bem, mas adorava me ver com os olhos pintados e os lábios. Com o tempo, aprendi a fazer como qualquer garota. Durante quase 6 meses que morei com ela, tive vários empregos temporários, até que um dia a Rosa me disse:
— Carlos, trago boas notícias pra você.
— É?
— Consegui um emprego pra você numa empresa.
— Sim, onde?
— É uma empresa de cosméticos de uma amiga minha, e ela tá disposta a te dar uma chance. Você trabalharia num escritório, cuidando da logística.
— Que legal, obrigado, Rosa.
— Amanhã de manhã ela te espera pra te conhecer e fazer uma entrevista.
— Obrigado, Rosa, muito obrigado.
— O único problema é que você vai ter que sair daqui, porque não é aqui. Fica a uns 100 quilômetros daqui, mas ela vai te dar alojamento num apartamento que ela tem. Só que você vai ter que pagar aluguel pra ela.
— Poxa, me dá muita pena ir embora, mas por outro lado é uma oportunidade.
— Você já sabia que isso era temporário e que um dia teria que fazer sua vida.
— É, eu sei. Mas vou sentir muita sua falta. Foram 4 anos com você desde que... Te conheci no centro e te devo muito pelo que você fez por mim. Me abracei chorando com ela.
— Ei, ei, não chora, você tem que ficar contente, e além disso não me deve nada, esse é meu trabalho.
— Sim, eu sei, mas você é aquela mãe que nunca tive.
Essas palavras fizeram ela começar a chorar também.
— Fico feliz em ser uma mãe pra você, mas chega um dia que todo filho tem que seguir seu caminho, e além disso, você sempre vai me ter aqui.
— Sim, eu sei.
A tarde passou com muito nervosismo da minha parte. Na manhã seguinte, entrei no trem e fui fazer a entrevista. Cheguei um pouco antes do horário e, muito nervoso, apertei a campainha. Abriram a porta, subi umas escadas e lá uma garota me recebeu, se chamava Mônica e era a secretária da Raquel, a chefe.
— Oi, sou Carlos, marquei às 12 para uma entrevista.
— Sim, entra, ela está te esperando.
— Obrigado.
Ela me acompanhou e me fez entrar num escritório onde estava a Raquel.
— Raquel, aqui está o rapaz que você esperava.
— Manda ele entrar.
Entrei muito nervoso e na minha frente vi uma mulher de uns 45 anos, morena, mais alta que eu, 1,75 mais ou menos, um pouco gordinha mas era bem gostosa.
— Oi, Carlos, sou Raquel, senta.
— Oi.
— Deixa eu dar uma olhada nesse currículo — ela deu uma olhada e começou a falar — Vou ser bem direta, aqui trabalhamos com produtos cosméticos, embalagem e distribuição. Pelo que vejo, você não tem muita experiência, mas o que vai fazer aqui é bem simples: vai cuidar da logística, entrada e saída de material e produto do almoxarifado, notas fiscais, rotas, falta de material e pedidos de caixas, blisters etc. Você vai pegando aos poucos. Nos primeiros dias, a Juani vai te ensinar até ela sair, daqui uns 15 dias mais ou menos. Você vai ter duas colegas no seu setor, a Mercedes e a Alejandra, são comerciais. E por aqui tem a Mônica, minha secretária, e eu, embora não esteja sempre. Na sala de embalagem tem 11 meninas de manhã e mais 8 à tarde. Como você vai ver, aqui só tem mulher, não costumo ter... Contratar homens, mas com você vou abrir uma exceção. A Rosa me contou sua história e me impactou muito, e decidi te dar uma chance. A Rosa e eu somos muito amigas, e estou fazendo esse favor pra ela e pra você. Seu horário vai ser das 8h às 17h, com uma hora de almoço. Aqui mesmo temos um refeitório, que tal? Você vai dar conta de tudo isso?
— Sim, senhora, claro que sim.
— Muito bem, agora vou te mostrar a empresa e te apresentar suas colegas. Ah, e nada de senhora, pode me chamar de Raquel.
— Combinado.
— Bom, agora só falta saber quando você quer começar. Como você precisa se mudar, fica a escolha entre quarta ou quinta.
— Então quarta mesmo. Entre hoje e amanhã já deixo tudo pronto pra vir amanhã à tarde, se precisar, pra me instalar. Mas ainda não tenho onde ficar. A Rosa me disse que a senhora ia me arrumar um lugar.
— Assim que eu gosto. Vejo que você é uma pessoa bem decidida. Agora vamos pra minha casa e vou te mostrar onde você vai ficar. No prédio onde eu moro, tenho outro apartamento vazio.
Fomos pro apartamento dela, e lá ela me apresentou a filha, a Lúcia, de 20 anos. Ela me mostrou meu novo apê e me entregou as chaves. Depois disso, me convidou pra almoçar e me levou até a estação pra eu voltar pra minha cidade. Combinei com ela que voltaria no dia seguinte pra me instalar, mas ela disse que, se eu preferisse, podia começar só na quinta, e esses dois dias que faltavam eu podia usar pra me instalar direitinho e arrumar o apê do meu jeito.
Cheguei no dia seguinte, organizei o apartamento, e no outro dia fui fazer umas compras e conhecer um pouco a cidade. Minha integração no trabalho foi boa, mesmo que no começo eu me sentisse meio estranho no meio de tanta mulher. Mas me sentia à vontade com elas, e fui muito bem recebido. O trabalho em si não era muito complicado: muitas horas no computador e ligações de telefone.
Assim os dias foram passando, e aos poucos fui me vestindo com roupas de mulher que comprava pela internet ou num shopping. Lá, com meu primeiro salário, comprei um kit de maquiagem. Em três meses, já... Eu tinha várias saias, vestidos, calcinhas, meias de tudo um pouco. Dentro do apartamento, eu sempre me vestia como garota. Pela internet, comprei uns peitos de silicone e um vibrador de borracha, porque até então só tinha colocado algum dedo ou alguma coisa que tinha em casa. Um dia, eu estava chegando no prédio e encontrei uma vizinha que subia para estender a roupa nos varais e decidi subir — ainda não tinha visto aquilo. Eu estendia a roupa lá dentro. Ali, vi um conjunto de calcinha e sutiã rosa de renda muito bonito e decidi pegar. E foi assim que comecei, de vez em quando, a roubar a roupa íntima das minhas vizinhas e fiz uma boa coleção com o tempo, até que quem brinca com fogo acaba se queimando. Acabava de pegar uma tanga preta do varal quando a dona me pegou. — Então você é o pervertido que rouba a roupa íntima das vizinhas. Ouvi atrás de mim uma voz de mulher dizendo isso. Me virei nervoso, vendo minha vizinha Maru. — Eu não vi elas no chão e estava estendendo — falei nervoso. — Te segui desde que você saiu da porta do seu apartamento e vi tudo. — Desculpa, não vou fazer de novo. — Claro que não vai fazer de novo. Vamos para o seu apartamento e você vai me devolver todas as peças que roubou de mim. — Tá bom, tá bom. Abri a porta do meu apartamento e fui para o meu quarto, peguei uma caixa onde guardava todas as minhas roupas de mulher. Ela me olhava enquanto eu tirava tudo que tinha dentro e fui colocando toda a roupa em cima da cama. Ela me olhava e ria. — Parece que eu estava enganada com você. Não tenho um vizinho, mas sim uma vizinha. Você tem bom gosto para roupa íntima, o mesmo que eu por cetim e renda. E vejo que tem mais coisas: saias, tops, até uns peitos postiços, hahaha. Uiii, e isso é um vibrador, hahaha. Então você gosta de se vestir de mulher? Pois tenho uma ideia para você. Você sabe quem eu sou, sabe que eu gosto de dominação feminina e tenho vários submissos, mas submissas não tenho nenhuma, nunca me atraíram. Mas olha só, você vai ser a primeira. Então agora... Tira essa roupa e coloca uma calcinha dessas.
— Sim, sim, vou fazer o que a senhora mandar.
— Sim, ama. Quero que você diga: "Sim, ama".
— Assim que eu gosto, obediente. Vamos, rápido, tira a roupa e faz o que eu mandei.
— Sim, ama.
— Anda, olha, nem precisa colocar nenhuma, você já tá usando umas.
Ela já tava de calcinha preta.
— E agora se veste toda, quero ver como você faz.
— Sim, ama.
Levei um tempão pra me vestir, me maquiar e arrumar o cabelo, enquanto ela ficava me olhando sentada numa cadeira até eu terminar.
— Muito bem, você tá toda uma mocinha agora. A partir de hoje, quero você assim comigo sempre. Quando chegar do trabalho, se veste e vem pra minha casa. Preciso de uma empregada pra fazer o serviço de casa, e vai ser você. Tá de acordo?
— Sim, ama.
— E agora pega todas as suas cuecas onde quer que estejam, coloca num saco e me entrega, e substitui por essas calcinhas tão lindas que você tem. A partir de hoje, só vai usar calcinha.
— Mas, minha ama, preciso de alguma pra ir trabalhar, e se acontecer algo e eu tiver que ir ao médico...
— Pro trabalho você vai igual às suas colegas, ou o que você acha que elas usam? Que eu saiba, lá são todas mulheres, e pra mim, desde hoje, você também é e vai ser, com todas as consequências.
— Sim, ama, o que a senhora mandar.
— Bom, então agora vamos pro meu apartamento, que você tem muita faxina pra fazer.
— Sim, ama.
— Espera, falta uma coisa pra você colocar.
— Não.
— Claro que sim, bonita. Você não colocou aquela linda piroca de borracha que você tem. Porque se você tem, é porque gosta de enfiar, né?
— Sim, ama.
— Então vamos, o que tá esperando? Vai fazer a faxina com o cu cheio, hahaha.
Passei a tarde toda limpando a cozinha, tirando o pó dos móveis, lavando o chão, dobrando roupa que ela tinha pra passar. Isso foi o que mais gostei: me ver dobrando calcinhas, saias, tipo roupa de mulher, de ladyboy. Enquanto dobrava, imaginava que era tudo meu, e isso me deixou bem tarada. Mesmo com meu pau bem enfiado entre as pernas, a ereção que eu tava deixava um belo volume na minha frente.
— Vamos ter que dar um jeito nisso. Com esse volume que tá saindo aí, não te favorece, vou ter que dar um jeito. — Sim, ama — foi a única coisa que eu disse, morrendo de vergonha. Depois de um tempo, terminei tudo o que ela pediu. — Já terminei, ama. — Muito bem, você me surpreendeu, fez tudo direitinho, vai ser uma boa criada. — Obrigada, ama. — Bom, já pode ir pra casa, amanhã te espero às 10 da manhã. Naquela noite, como era sábado, fui dormir bem tarde, fiquei vendo vários vídeos de transexuais enquanto brincava com meu consolo. No domingo, às 10, já estava pronta na porta do apartamento dela. — Bom dia, ama. — Bom dia, entra e prepara umas torradas e um café com porra. Enquanto ela tomava café, eu arrumei o quarto dela e lá pelas 11 tocaram a campainha. — Carla, vai abrir, que deve ser o Juan, um dos meus submissos. — Já vou, ama. Fui até a porta, sem deixar de sentir vergonha, e abri com a cabeça baixa. — Oi, a Maru tá? — Sim, pode entrar. Ele foi até a sala onde ela estava. — Oi, Ama Maru. — Oi, Juan, já vou cuidar de você. — Sim, ama Maru. — Juan, essa é a Carla, minha criada. Carla, esse é o Juan, um dos meus submissos. Respondemos quase ao mesmo tempo. — Oi, Juan. — Oi, Carla. Nos cumprimentamos com um aperto de mão. — É assim que se apresenta, Carla? Anda, se comporta como uma mocinha e dá dois beijos nele. Depois disso, ela me mandou pra casa, falou que me avisaria quando precisasse. Deixei os dois lá. Juan era um cara magro, barba por fazer de uns quatro dias, moreno e meio feio. Umas duas horas depois, ela me chamou, o Juan já tinha ido embora, e mandou eu preparar o almoço. Fiz uns espaguetes à carbonara e ela me fez comer com ela. Mesmo sendo uma mulher muito dominante, era agradável conversar com ela. Naquela tarde, ela me deu conselhos de como me comportar e várias outras coisas. Lá pelas 6 da tarde, a campainha tocou de novo. — Vai abrir, deve ser o Ruben. — Já vou. Quando abri a porta, me deparei com um cara loiro, uns 30 anos, calculei, depois descobri que tinha 3 a menos. Ele era quase uma cabeça mais alto que eu e me triplicava em... corpo quase, mas não de gordo, e sim de puro músculo, e ainda por cima, pra mim, era gostosíssimo. Com ele fez a mesma coisa: me apresentou, e eu não hesitei nem um segundo em dar dois beijos nele, do jeito mais feminino possível. Como ele era mais alto que eu, apoiei uma das minhas mãos no peito dele — tinha que tocar aquele corpo. Ao beijá-lo, um arrepio percorreu meu corpo inteiro, eu tinha acabado de me apaixonar. Logo em seguida, Maru disse que eu podia ir, que à noite a gente se veria. Fui embora, mas esqueci de me despedir da Maru de tão pasmada que estava com o Ruben. — Até logo, Ruben, prazer em te conhecer. — Até logo, Carla — ele respondeu. E eu fui toda provocante, com passos curtos e firmes, como se quisesse provocá-lo.
À noite, vi a Maru de novo, que ao me ver caiu na risada. — Hahaha, parece que você gostou do Ruben. — Não, eu não — falei. — Ah, vai, não disfarça agora, você olhava pra ele com uma carinha e foi embora se despedindo só dele, como se não tivesse mais ninguém, e rebolando a bunda de um jeito. — Desculpa, ama, nem percebi. — Você merece um castigo, mas me fez rir tanto que não vou te dar. — Obrigada, ama. — Então, se você gosta do Ruben, pode ter uma chance, ele é gay. — Ahhh, sim. — Hahaha, você não disse que não gostava? — Bom, um pouquinho sim, porra, ele é muito gostoso. — Hahaha, é bonito, sim.
Jantamos juntas de novo e não muito tarde fui pra casa dormir, porque tinha que trabalhar no dia seguinte. Esse foi meu primeiro dia de calcinha por baixo da minha roupa de menino. Passei bastante nervoso, não parava de me tocar por trás e de puxar a camiseta pra baixo, sentia que a qualquer momento iam ver. Além disso, sentia uma pequena excitação só de pensar que estava de calcinha, igual minhas colegas. No fim do expediente, voltei pra casa, troquei de roupa e fui fazer o serviço na casa da Maru. E assim foi todo dia, até que chegou o sábado, e bem cedo me apresentei na casa dela pra preparar o café da manhã. — Bom dia, ama. — Bom dia, Carla, tenho uma coisa pra você. — O quê? — Essas pílulas são pra evitar que... tenha ereções, as mulheres não têm essas coisas. -tá bom
Ela me deu dois tipos diferentes, então comecei a tomar aquilo sem saber que eram hormônios, embora não demorasse muito pra perceber. Um dia vi as caixas enquanto limpava e o que eu estava tomando era valerato de estradiol com progesterona e espironolactona, e só de ver já soube o que era, porque já tinha pesquisado muito sobre hormônios, já que queria começar minha transição, mas nunca tinha tido coragem de dar o passo. Mesmo assim, não falei nada e continuei tomando. Meus primeiros sintomas foram sensibilidade nos mamilos com três semanas de uso. Por volta de um mês e meio, comecei a ter mudanças no meu humor: uma hora estava feliz, outra hora deprimida. Com dois meses, meus mamilos tinham crescido e já estavam como os de uma mulher, e quando eu ficava excitada, eles endureciam. Ao mesmo tempo, minhas ereções tinham diminuído, e eu chegava a gozar com o pau mole. Apesar do medo que aquela sensação me dava, eu gostava. A única coisa que não aguentava eram as mudanças de humor. Assim foram passando os dias, e eu via algum submisso passando por ali, mas os que sempre voltavam eram Juan e Rubén. Eu sempre cumprimentava este último com dois beijos e flertava na frente dele no pouco tempo que a gente se via, mas ele não me dava muita bola. Fora isso, no trabalho tudo continuava igual. Eu procurava sempre usar camisetas compridas pra que, por algum descuido, não vissem que eu estava de calcinha. Até que, depois de pouco mais de dois meses usando-as, chegou Raquel. Até aquele dia, quando ela chegava, costumava cumprimentar com "bom dia, meninas; bom dia, Carlos", mas naquele dia o cumprimento mudou.
— Bom dia, meninas — disse ela, e não me mencionou.
— Bom dia — respondemos, inclusive eu.
— O que você fez pra chefe que ela não te disse nada? — falou Alejandra.
— Eu nada.
— Pois é, ela nem te olhou.
O dia passou normal, várias coisas que ela me comentou foram ditas com toda naturalidade. No dia seguinte, quando ela chegou, foi igual, mas ao cumprimentar, ela piscou um olho pra mim. Aquilo me fez ficar Nervoso, a primeira coisa que pensei foi que, por algum descuido, ela tinha visto que eu estava de cueca. No terceiro dia, a mesma coisa. Depois de um tempinho no escritório dela, ela colocou a cabeça para fora da porta e disse: — Meninas, em cinco minutos quero todas no meu escritório. Em cinco minutos, minhas duas colegas estavam lá, menos eu, que fiquei no meu lugar, mas a Raquel me chamou: — E o Carlos, cadê? — Na mesa dele, trabalhando — respondeu a Mercedes. — E por que ele não vem? — Como a senhora disse "meninas", a gente não avisou ele. — Então vai avisar ele. A Mercedes veio e me chamou: — A Raquel disse pra você vir também. Não sei, ela tá estranha, tá falando com você como se fosse com a gente. — Já vou. Quando entrei no escritório, ela me disse: — O que você estava fazendo que não veio? — Processando pedidos. E como a senhora disse "meninas", eu não vim. — Sim, mas eu disse "todas". — Por isso, "todas", não "todos". — É que "todos" são meninas e você é o único menino. Já que as mulheres predominam, a partir de agora vai ser "todas". Vocês concordam, meninas? Todas responderam que sim, menos eu. — E você, não vai dizer nada? Eu me dirigi a todas. — Sim, sim, o que a senhora disser. — Bom, esclarecido isso, vamos começar a reunião. Embora quando se dirigia a mim me chamasse no masculino, quando falava no geral me tratava como mais uma. Durou mais ou menos uma hora e, ao sair, começou a zoação das minhas colegas. — Bom, meninas, vamos tomar um café? — disse a Mercedes, rindo e olhando pra mim. A Mercedes é uma mina de 25 anos, morena, alta, 1,80m, magra mas com um corpo bem proporcionado. A Alejandra já é uma mulher de 45 anos, pintada de loiro, gordinha e baixinha. E tem a Mônica, 21 anos, cabelo castanho, da minha altura, 1,60m, mais ou menos bonita, mas o que mais se destacava nela eram os olhos azuis e os peitões bem grandes. Duas semanas depois disso, a Raquel me chamou no escritório dela e disse que eu tinha que ensinar à Mônica minhas funções na empresa, porque a partir da semana seguinte ela ia assumir aquele cargo e eu ia mudar de função. Mas ainda faltavam alguns detalhes para acertar, e só na semana seguinte ela me informaria. Passou rápido, e no sábado minha dona me chamou pra ir na casa dela às 8 da manhã. Ela disse que a gente tinha que fazer um monte de coisa naquele dia. Pela primeira vez, fui vestido de menino na casa dela, como ela pediu. Ela tava me esperando com uma bolsa. A única coisa que ela pediu foi que eu levasse meus peitos postiços, mas sem colocá-los, porque eu não ia voltar pra casa até tarde e ia precisar usar. Saímos da casa dela de carro. Mesmo eu perguntando, ela não disse pra onde a gente ia, só que ia ser um dia muito especial pra mim. Ela estacionou o carro e a gente foi a pé até um salão de beleza que era de uma transexual. — Oi, Marga — cumprimentou a Maru. — Oi, Maru. — Chegamos. Essa aqui é a Carla. Deixo ela com você, e faz o que eu pedi, mas principalmente não deixa ela se ver até estar toda arrumada. — Bom, Carla, vou fazer umas compras. Te deixo em boas mãos. Quando eu voltar pra te buscar, você vai estar uma mocinha de verdade. — Como assim vai embora? O que vão fazer comigo, dona? — Você vai ver. Bom, te deixo. Até mais. Ela saiu pela porta e me deixou lá. A Marga me fez entrar num cômodo ao lado do salão, onde faziam depilação. Mas isso não foi comigo, porque eu já tava todo depilado. Três espelhos que tinham lá estavam cobertos pra eu não me ver. Ela mandou eu deixar minhas coisas lá, e depois a gente saiu. Ela me sentou na cadeira de lavar cabelo, e depois disso fui de volta praquele quarto, onde ela mexeu no meu cabelo, que já tava abaixo do meio das costas. Depois de um tempão, ela me colocou debaixo de um secador e começou a fazer minhas unhas. Colocou umas de gel, deixando bem compridas e pintadas de vermelho forte. As dos pés também. Depois voltou pro cabelo. A única coisa que eu conseguia ver é que ela tinha pintado de loiro platinado. Ela ficou fazendo mais coisas no meu cabelo a manhã quase toda. Depois foi a vez das sobrancelhas. Quando terminou, me deu a bolsa que minha dona tinha deixado e mandou eu vestir a roupa que tava lá: um vestido preto soltinho, com uma faixa branca na altura do quadril. de manga curta, gola redonda, que batia na metade da coxa, meia preta e salto agulha preto. Aí ela partiu pra maquiagem: base, rímel, olhos e lábios. Mas eu ainda não conseguia me ver até que minha dona chegou e me colocou na frente do espelho. Aí eu vi a imagem que voltava pra mim: era de uma novinha com cabelo loiro platinado, com um pouco de volume e modelado, caindo na frente dos meus ombros até a altura do peito, sobrancelhas bem finas e uma maquiagem simples, mas com uns lábios vermelho paixão. Mesmo adorando aquela mudança, eu só pensava na segunda-feira: como é que eu ia trabalhar com aquele cabelo? Quem falou primeiro foi minha dona: — Fala alguma coisa, o que você achou? — Mas o que você fez comigo? Como é que eu vou trabalhar com esse cabelo? — eu só pensava nisso. — Fica tranquila, tudo tem solução e você não vai ter problema pra ir. Mas, enfim, gostou ou não? — Sim, amei. — Então vamos comer alguma coisa, que a tarde vai ser longa. Saímos na rua e, mesmo fazendo anos desde a última vez que fiz isso, saí como se sempre tivesse feito. Tinha muita gente passeando e vi mais de um homem virar a cabeça quando a gente passava, e ainda recebemos uns elogios. Comemos num restaurante e depois fomos pra casa dela. Eram 6 da tarde quando ela recebeu uma mensagem e me mandou entrar no quarto dela, me ordenou tirar tudo. Dez minutos depois, a campainha tocou. Ela foi abrir e, depois de um tempo, voltou, mas não me disse quem era. Abriu o armário, pegou primeiro uma calcinha branca de renda que me mandou vestir, depois um corset branco de renda com bojo branco e liga, que ela mesma colocou em mim, meia branca que prendeu na liga e um sapato branco de salto bem alto. Depois, um body branco transparente e, por último, um véu branco na cabeça. Ela retocou minha maquiagem e me deixou sozinha um tempo. Quando voltou, me mandou ir pra sala de jantar. E lá estava o Ruben de cueca boxer, uma camisa branca justa que marcava a musculatura dele e uma gravatinha borboleta. Ela me colocou do lado dele. Ela começou a falar. — Olha, Carla, o Ruben me pediu ajuda, ele precisa de um lugar pra morar, já que onde ele estava agora não consegue mais pagar o aluguel porque ficou desempregado, e eu ofereci a sua casa pra ele, mas com uma condição: já que você é toda louca por ele e os dois estão sob minha submissão, vão viver como um casal. E agora, pra tornar isso legal diante dos meus olhos, vou casar vocês. Eu fiquei em branco, não soube o que dizer, mas ela rompeu o silêncio de novo. — Vamos, prestem atenção em mim, os dois. Fiquem na minha frente. — Pegou uma bandeja com dois anéis, um liso pra ele e o meu mais fino com uma pérola branca, e continuou falando — Você, Ruben, repete comigo: eu, Ruben, aceito Carla como minha esposa. — E fez ele colocar o anel em mim. — Agora você repete: eu, Carla, aceito Ruben como meu esposo. — E eu coloquei o anel nele. — Muito bem, eu, Maru, vossa ama e senhora, vos declaro marido e mulher. E a penúltima coisa pra selar a união: você, Carla, ajoelha e chupa o pau do teu marido. — Mas, ama Maru, eu nunca... — Alguma vez tem que ser a primeira — ela me interrompeu, sabendo o que eu ia dizer. — Não consigo, ama, não vou gostar. — Gostando ou não, você vai fazer. Tem que satisfazer seu marido em tudo. — Vai, gatinha, aproveita sua primeira vez. Sente ele na sua mão, acaricia, é todo seu. Masturba ele, faz ele gozar. — Colocando a mão na minha cabeça e empurrando pra baixo, continuou falando comigo — Chupa ele, beija primeiro e, aos poucos, vai colocando na boca. Brinca com a pontinha um tempo, mexe a língua. — Apesar de no começo ter sentido nojo, logo comecei a gostar. — Continua assim, gostosa, enfia tudo. Tá indo muito bem, continua assim. Ele tá gostando, tá ouvindo ele gemer? — Mmmmmmmmmm — esse era o único som que saía da minha boca. Aquilo tava me dando muito tesão, gozei de tanta excitação, sem ele nem ter me tocado. — Vai, gatinha, faz ele gozar na sua boca, se batiza como mulher. — Depois de um tempo, senti um jato quente na minha garganta que me deu uma ânsia, mas Maru, empurrando minha cabeça, não me deixou parar. Deixo ela tirar assim, gata, engole tudo pra dentro, não desperdiça nada, é um manjar pras mulheres e de hoje em diante vai ser pra você também. Acabei com tudo e, na borda da minha boca cheia de porra e totalmente viscosa, eu tinha acabado de curtir meu primeiro boquete e, puta merda, tinha curtido pra caralho. — E pra finalizar, com isso a cerimônia acaba: você pode foder a noiva. Ela me colocou de quatro, baixou um pouco minha calcinha, passou lubrificante no meu cu e meteu até o fundo, devagar, mesmo que não tenha tido muita dificuldade pra entrar porque eu já tinha treinado com meu vibrador. Doeu no começo, mas logo comecei a gemer e gritar que nem uma louca. Ter aquela pica entrando e saindo não tinha comparação com meu brinquedinho, era muito melhor. Ela ficou uns 10 minutos me macetando até eu sentir um jorro quente enchendo meu cu. Manteve lá dentro por um tempo, tirou devagar, e eu desabei de pernas abertas na cama, com meu cu recém-estreado expelindo a porra que ele tinha depositado em mim. Daí a pouco bateram na porta do quarto — Vamos, casalzinho, já deu, a gente tá esperando. Entrei no banheiro, limpei bem meu cu e a calcinha, que tava toda molhada entre a porra dele e a minha, e saímos do quarto. Assim que entrei no salão, dei de cara com a Yolanda, a vizinha do terceiro andar, e a Raquel, minha chefe. Fiquei totalmente paralisada ao vê-las. — Viu, Carla, essas são duas vizinhas que são donas das calcinhas que você roubou — começou a dizer a Maru — No começo, elas queriam te denunciar e a Raquel, ao mesmo tempo, te demitir, mas eu convenci elas a não fazerem isso, a te deixarem nas minhas mãos, já que você gostava de vestir calcinhas, em poucos meses você estaria usando elas direitinho, virada toda uma mulherzinha. Mas foi ainda melhor que isso, o que eu não esperava tão cedo era te ver entregue de corpo e alma a um homem, isso veio sozinho, sem eu nem esperar. E como eu te disse de manhã, não precisava se preocupar com sua mudança de visual pra ir... Hora de trabalhar, que tudo tinha solução, né Raquel? — Claro que não, não precisa se preocupar, Maru, porque na segunda-feira a Carla te espero às 7:30 da manhã na porta da minha casa, de saia e salto alto, pra ocupar seu novo cargo na empresa. Você vai ser minha secretária pessoal. Tá bom pra você? Eu continuava totalmente calada, de cabeça baixa, sem saber o que fazer. Só queria que a terra me engolisse. Teve um silêncio longo, ou pelo menos foi o que me pareceu. — Bem, Carla, não vai dizer nada? — disse Maru. — Não sei, senhora. — Não sabe o quê? Eu sei o que quero ouvir, então fala pra Raquel que vai ser assim, que na hora que ela mandou você vai estar lá, do jeito que ela falou. — Sim, senhora Raquel, tá bom pra mim. — Pois então, por hoje acabou. Carla, agora vai pra casa com seu marido, que você tem muita coisa pra fazer. Em cima da sua cama estão as malas dele. Pega elas e coloca a roupa dele na metade do armário que é dele. Fomos pra casa e, ao abrir o armário, toda a minha roupa tinha sumido. No lugar, tinham saias, vestidos, blusas, roupa de mulher que eu nunca tinha visto. Abri uma gaveta do armário e lá tinham várias camisetas, tops e uns shorts. Na gaveta de baixo, tinha vários camisolas e pijamas de mulher. Depois disso, olhei pras malas do Ruben. Em cima, tinha um envelope com meu nome. "Oi Carla, como você viu, sua roupa sumiu. A gente trocou pela roupa que você vai usar daqui pra frente. É roupa que a gente acha que vai servir em você e que a gente já não usa mais, mas você vai poder fazer bom uso dela. Como você viu, não tem calças, nem de mulher. Você nunca mais vai usar isso. A coisa mais parecida que você pode vestir são esses shorts de putinha que estão numa gaveta. E agora, coloca toda a roupa do Ruben no lugar certo, porque essa vai ser a única roupa de homem que você vai tocar daqui pra frente. E só. Seja bem-vinda ao complicado mundo da mulher." Comecei a arrumar aquela roupa, mas estava totalmente confusa e minha cabeça não parava de girar, pensando. O que tinha acabado de acontecer comigo: num piscar de olhos, eu tinha passado de um garoto que sempre quis ser garota a realmente ser uma. E, apesar de ser tudo que sempre quis, não sabia se estava preparada pra uma mudança tão radical da noite pro dia. Passaram quase duas horas enquanto eu arrumava tudo, depois tomei um banho. Quando abri o armário de novo, não sabia o que vestir. Acabei colocando uma minissaia preta elástica com uma camiseta larga preta e fui pra sala, onde o Ruben tava vendo TV. Ele me encarou e disse: — Bom, o que você vai fazer pra gente jantar? — É, não tinha pensado nisso. — Então se vira, que tô com fome. Como tinha um pouco de lombo, preparei com ovos e batatas. Jantamos em silêncio total, sem nem trocar olhares. Eu tava super encabulada, e ele não parecia confortável também. Assim até a hora de dormir. Por sorte, minha cama era de casal e dava pros dois. Não demos nem boa noite. No dia seguinte, acordei colada nele. Preparei um café da manhã e, um tempo depois, ele levantou. — Bom dia, Ruben — quebrei o silêncio do dia anterior. — Bom dia. — Dormiu bem? — Sim, mas olha, vou deixar uma coisa bem clara: essa situação é forçada. Eu precisava de um lugar pra ficar, e a Maru me ofereceu isso com umas condições que aceitei, mas fica bem claro que o que eu gosto é de homem. Não curto mulher nem travesti. Mas em terra de sapo, de cócoras com ele, e se não tiver outra opção, não vou recusar um boquete gostoso ou te comer quando der na telha. Pra mim, você vai ser só uma putinha pra eu desabafar. Ficou claro? Apesar do que ele acabou de falar, em vez de ficar puta por me chamar de putinha, eu fiquei com tesão. — Sim, bem claro. — Então, já que tá tão claro, ajoelha e chupa aqui, que tô afim de uma logo cedo. Sem dizer nada, me ajoelhei e comecei a chupar até ele gozar de novo na minha boca. Aquilo durou... uns 2 meses pra ser mais exato 68 dias, cheguei um dia e não tava a roupa dele nem nada, ele foi embora sem falar nada nem pra mim nem pra Maru, e durante esse tempo ele cumpriu o que me disse no primeiro dia, eu fui a putinha dele, a sua vadia, ele só falava comigo quando queria que eu chupasse ele ou pra me foder de quatro, foi o único jeito que ele sempre fez comigo, mas enfim, voltando ao começo, exatamente no dia depois do suposto casamento, fiquei o dia inteiro matutando como ia trabalhar daquele jeito e na minha cabeça passava a ideia de não ir mais trabalhar, de voltar pra Rosa, minha educadora, e explicar tudo o que aconteceu, mas no meio da tarde bateram na porta e quando abri era a Raquel. -oi Carla, trouxe uma coisa pra você usar amanhã no trabalho Ela me entregou uma sacola onde tinha uma saia lápis cinza e uma blusa branca. -vamos lá, experimenta pra eu ver como fica em você. -agora -sim Eu vesti a roupa enquanto ela olhava como eu fazia, ela sugeriu colocar uma meia-calça preta, a saia batia na altura do joelho e tinha um cinto preto bem largo, ficava bem justa, ela me fez calçar os sapatos e depois andar um pouco pelo apartamento, a saia apertada me obrigava a dar passinhos bem curtos, fazendo eu me mexer de um jeito bem feminino. -tá bom, querida, vou indo, até amanhã, seja pontual -sim, até amanhã Naquele momento foi que decidi seguir em frente, era isso que eu sempre quis e gostava quando me chamavam de querida, guria, mulherzinha, até o Ruben ter me chamado de putinha, então naquela hora troquei de roupa, coloquei uma saia branca com uma camiseta e fui passear pela cidade, e assim dei meu primeiro passeio sozinha, voltei um pouco antes das 9 da noite com umas pizzas pra jantar e às 11 já tava pronta pra dormir, tava bem nervosa, como minhas colegas iam me receber, se iam me aceitar, tudo isso passava pela minha cabeça, às 5 da manhã já tava de pé, tomei banho, sequei o cabelo com secador, me vesti e me maquiei e embora eu tenha chegado na hora marcada, já estava na casa da Raquel, ela já estava me esperando. -bom dia, Raquel -bom dia, sabe, como mulher você está muito melhor do que como homem -obrigada, eu também gosto mais assim. Fomos de carro até o trabalho, minhas colegas de escritório ainda não tinham chegado, entramos na sala dela e ela me fez esperar sentada, de costas para a porta. Quando todas chegaram, ela mandou todo mundo entrar na sala -vou apresentar vocês à nova colega de vocês, Carla. Naquele momento, pra ser sincero, fiquei com vergonha das minhas colegas me verem assim, mas logo a Raquel falou comigo -Carla, tá esperando o quê pra cumprimentar suas colegas? -oi, meninas - falei, me virando e levantando -oi, Car... los, o que você tá fazendo vestido assim, hahaha, disse a Mercedes -vestido não, ela tá vestida assim e a partir de hoje é Carla e vai ser minha nova secretária, explica pra elas como você chegou nisso. Contei toda a minha história pra elas, mas desde o começo, e na hora do almoço já tinha terminado de apresentar minha nova identidade pra toda a equipe. Aquela manhã foi estranha pra mim, embora na verdade eu me sentisse confortável, minhas colegas riam quando me viam. Isso durou uns dias, mas com o passar do tempo, embora tenha sido um pouco difícil pra elas, foram me tratando como uma delas e eu participava das conversas de mulher com elas. Com o tempo, também fiz amizade com a Rocío, uma menina lésbica, e com a Eva, que era hétero, colegas da empresa mas muito amigas, as duas, e costumavam sair juntas pra farra. Depois que o Ruben foi embora, comecei a sair com elas. Assim o tempo foi passando e quando já estava tomando hormônios há 11 meses, fiquei doente, peguei uma gripe muito forte com 40 de febre e tiveram que me levar ao médico. Nessa época, eu já tinha uns peitinhos bonitos, ainda pequenos mas redondinhos e durinhos, que já me permitiam usar sutiã. Tava esperando na consulta quando me chamaram -Carlos Ortiz. Fui até a consulta e entrei -senhorita, espere lá fora até ser chamada - disse o médico -eu sou o Carlos, bom, agora Carla. O médico me fez mil perguntas Perguntou e ficou muito puto comigo quando eu disse que tava me automedicando com hormônios. Mandou eu parar de tomar e me encaminhou pra um endocrinologista, mas não dei bola e continuei tomando. Um mês depois, o especialista me atendeu e também me deu uma baita bronca. Fez uma revisão completa e pediu uns exames, que deram tudo normal, e me autorizou a continuar com o que já tava tomando, dizendo que a partir dali ele cuidaria da minha terapia hormonal. Com 14 meses de tratamento, já tinha um corpo bonito de mulher. E desde que o Ruben foi embora, tava precisando muito de sexo. Uma noite, saí pra farrear sozinha com a Eva nuns barracas dançando, um cara se aproximou de mim — pra ser sincera, nem sei o nome dele. Começou a dançar comigo e, depois de um tempo, me joguei pra beijar a boca dele igual uma loba. O cara tava meio alto por causa da bebida e me chamou pra dar uma volta. Me levou direto pro carro dele, me encostou na lateral e a gente continuou se pegando. Ele foi passando a mão na minha bunda e nos meus peitos, até que tentou meter a mão na minha frente, mas eu parei. — Não, para, tô menstruada. — Porra, podia ter falado antes, me deixou todo duro. — Shhhh — falei enquanto desabotoava a calça dele e pegava na mão o pau bonito e bem duro dele — Tenho umas mãos bonitas e uma língua bem brincalhona. Vamos pra dentro do carro. Deitei o banco dele e fiz um boquete foda, fiz ele gozar duas vezes na minha boca. Quando terminei, arrumei um pouco minha roupa e voltei a dançar, deixando ele no carro. Nunca mais vi ele. Isso se repetiu umas quantas vezes, sempre usando a mesma desculpa. Virei uma putinha chupadora de pau, e adorava aquilo. Logo depois do verão, quando voltei das férias, começou a vir uma vez por semana um contador que cuidava das contas da empresa. Trabalhava lado a lado com ele. No começo, não me chamou muita atenção. Tinha 31 anos, 9 a mais que eu, e era um palmo mais alto. Mais alto que eu, moreno com barba bem feita, o melhor dele eram os olhos pretos. Era bonitinho, mas nada de virar a cabeça na rua. Tava separado fazia uns dois anos. Com o passar das semanas e o dia a dia, a gente criou muita intimidade um com o outro. Sempre me tratava com muita educação e não faltavam os elogios ou indiretas que ele soltava. Com o tempo, quando ele comentava algo e se aproximava de mim, eu percebia que ele se esfregava em mim. Como eu me sentia à vontade, não falava nada, pelo contrário, deixava ele se roçar. Ele costumava colocar a mão nas minhas costas, no ombro, e às vezes, quando a gente se cruzava, eu sentia a mão dele roçar na minha bunda. Numa sexta que a gente ficou sozinho até tarde, era quase 8 horas quando a gente saía do trabalho. Eu tava usando uma saia preta rodada acima do joelho, com uma camiseta preta de alcinha e uma jaqueta preta. Quando fui abrir a porta, ele me agarrou pela bunda, me levantou e me deu um beijo na boca que me deixou completamente sem fôlego e com a calcinha toda enfiada no cu. Foi tão intenso que, pela primeira vez, só com um beijo, eu molhei a calcinha. — Tem algo pra fazer hoje à noite? Te convido pra jantar — ele disse. — Valeu, mas me leva em casa pra eu me arrumar um pouco. — Vamos. Ele me deixou em casa e disse que em uma hora passaria pra me buscar, que mandaria uma mensagem quando estivesse lá embaixo. Tomei um banho, coloquei minha melhor lingerie, uma calcinha preta de renda, e um vestido preto bem justo e curto, com uns saltos de 10 cm. Ele passou pra me buscar quase duas horas depois. A gente jantou num restaurante onde ele já tinha reservado mesa. Depois, ele me levou pra dançar um pouco, e lá, entre uma dança e outra, ele tratou de me deixar com tesão pro que viria depois. O último drink na casa dele, que a gente nem chegou a servir. Assim que chegamos, ele me carregou no colo, eu agarrada no pescoço dele com minhas pernas totalmente abertas em volta da cintura dele, e me jogou na cama, se jogando em cima de mim, se beijando loucamente. Não demorou muito pra me deixar só de calcinha e sutiã. Eu fiz o mesmo com ele. Com ele, procurei o pau dele com a mão e comecei a brincar com ele enquanto percorria o corpo dele com a boca, descendo devagar até aquela iguaria que me esperava. Ele tinha uma bela ferramenta de 21 cm, nunca tinha chupado uma tão grande, e aproveitei com a língua da ponta até a base. Enquanto isso, ele me apalpava os peitos e me deixava sem sutiã. Depois, enfiou a mão por baixo da calcinha, acariciando meu pau e levando a mão até minha bunda. Depois de um tempo, ele me perguntou:
— Você não tem ereções?
— Não, sou toda mulher, isso aí sobra. Eu curto é o buraquinho mais de dentro — falei, parando de chupar por um instante.
Ele não disse mais nada. Aproveitando o líquido pré-seminal que saía de mim, ele lubrificou o dedo e, com a mão enfiada pela frente e eu de pernas abertas, começou a meter o dedo devagar no meu cu. Depois de um tempo, ouvi ele dizer:
— Mmmmmmm, vou gozar.
Acelerei o movimento com a boca e fiz ele gozar na minha boca. Deixei bem limpinha e continuei mais um pouco masturbando ele com a mão até deixar o pau duro de novo. Nessa hora, perguntei se ele tinha camisinha. Ele pegou uma da mesinha, colocou, e eu me deitei de barriga pra cima. Ele se levantou um pouco, tirou minha calcinha devagar — aquilo já me deixou toda excitada, era a primeira vez que um homem tirava minha calcinha assim. Quando ela saiu, eu, de barriga pra cima, abri minhas pernas, convidando ele a se meter no meio delas. Me lubrifiquei bem a bunda, ele colocou a ponta no meu buraco e me penetrou devagar. Eu aproveitava aquele momento como uma louca, era a primeira vez que me comiam de pernas bem abertas, enquanto olhava nos olhos do meu homem. Ele me deu três fodas que me deixaram tremendo o dia inteiro. Naquela noite, ele me fez dele, tanto que dois meses depois fui morar com ele. Já fazem três anos daquilo, e minha vida e meu corpo mudaram muito. Com a ajuda dele, operei o pomo de adão e as cordas vocais. Como ele gosta de peitos grandes, ele pagou a cirurgia: passei de um 80 para um 110. Também fiz uma Cirurgia nos lábios, agora eles estão mais sexys e carnudos, ou como eu digo, fiz eles ficarem com cara de buceteira. Minha próxima operação vai ser daqui a 4 meses e também tem a ver com lábios, mas dessa vez vão ser os da buceta.
1 comentários - A calcinha da minha vizinha