Dizem que o tempo revela a verdadeira beleza interior de uma pessoa, eu sei porque vivi isso. Todo este tempo, só fui um simples espectador da beleza que pode chegar a ser a vida. Horas e horas se tornando instantes apenas para te ver, dores que desaparecem ao sentir-te presente. Sei que talvez nunca exista no seu caminho, mas como me marcaste, nunca vou esquecer... Muitas coisas passaram em mim, sei que este é o último adeus, fuck you, e embora mais me doa, tenho que te deixar ir. Tantos dias contemplando a tua beleza, tanto tempo esperando por suas ações, acaso um homem como eu não pode ser feliz?... Não pedi muito, sei que sou um menino simples, mas condicionado. Se eu for henano e se me considero feio... E sei que por isso nunca vou ter uma oportunidade. Se me desse, faria tudo para mostrar-lhe que meu interior é belo, que tenho muito para dar, e apesar de minhas loucuras, guardo um ser pacífico que se desvanece por te ter. O simples eco de levantar-me e pensar em você me alegra o dia, não há mal que me vença com você nos meus pensamentos, será que não somos o um para o outro. Será que este é outro amor não correspondido, mas que será meu se eu lutasse... Nasci em uma época onde até um tolo pode ter você e onde a física se impõe sobre o antiestético, onde a sociedade está doente pela simples ideia de que está cega para o que verdadeiramente importa, o love. Poco importa se você se interessa ou não no que escrevo, se ri ou chora, ou se lê ou não. O que escrevo faço para expressar-me, sei que se você ler pode que se incomode ou ria e feche, pouco importa agora... Preferiria que você o tome bem e não se ria, porque tudo o que escrevo é verdade, embora seja um amor não correspondido, não há razão para me discriminar... Ninguém escolhe a quem amar, só sei que te vi e suseio. O que mais me cativou de você é a tua simplicidade em ver o mundo. Talvez pense que meu amor é enfermizo, mas acaso meu amor precisa ter um limite? Sei que Isso reflete muito do que eu penso: Posso escrever os versos mais tristes esta noite. Escrever, por exemplo: A noite está estrelada, e tiritam, azuis, os astros, a longe. O vento da noite gira no céu e canta. Posso escrever os versos mais tristes esta noite. Eu a amei, e às vezes ela também me amava. Nas noites como essa eu a tive nos meus braços. Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito. Ela me amava, às vezes eu também a queria. Como não ter amado seus grandes olhos fixos. Posso escrever os versos mais tristes esta noite. Pensar que não a tenho. Sentir que a perdi. Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela. E o verso cai na alma como ao pasto o orvalho. Que importa que meu amor não pudesse guardá-la. A noite está estrelada e ela não está comigo. Isso é tudo. A longe alguém canta. A longe. Minha alma não se contenta com ter a perdido. Como para aproximar-lhe minha mirada a busca. Meu coração a busca, e ela não está comigo. A mesma noite que faz brilhar os mesmos árvores. Nós, os de então, já não somos os mesmos. Já não a quero, é certo, mas quantas a amei. Minha voz buscava o vento para tocar seu ouvido. De outro. Será de outro. Como antes de meus beijos. Sua voz, seu corpo claro. Seus olhos infinitos. Já não a quero, é certo, mas talvez a queira. É tão curto o amor e é tão longo o esquecimento. Porque em noites como essa eu a tive nos meus braços, minha alma não se contenta com ter a perdido. Embora este seja o último dor que ela me cause, e estes sejam os últimos versos que eu lhe escrevo. Sei que muito mais não me resta por escrever, mas espero que chegue até você Luna Peres Lening e até sempre.
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