Sexo Bipolar.

Amanhecer de um dia qualquer, não sei se tá calor ou frio, um amanhecer sem tempo onde nada acontece.
Em cada despertar sinto o mesmo medo, medo do que rola ao meu redor, medo de ser refém desse instinto, de perder minha liberdade, de te perder, de você fugir de mim. O sol desponta, a noite se desfaz e eu mudo, me encaixo nesse sistema, na minha outra vida, na sua vida, na sua rotina, no seu mundo, mas não no meu.

Mais uma vez a rua tá se enchendo de rostos duros, olhares afundados na sua vida cinzenta e soturna. Eu ando, penso... Não, não penso, só ando e contemplo esses olhares que te dizem que você tá viva. Observo sua vida, seu mundo, onde nosso segredo se desfaz, nossas misérias, nossas inseguranças.

Manhã, tarde, noite, eu congelo o tempo, as horas não passam, meu mundo tá parado. Amaldiçoo as horas que passo longe de você, te desejo, e esse sentimento me despedaça por dentro. Mmmm, te sinto, bem perto de mim, sua pele, seu cheiro, o calor dos seus beijos, mas você não tá aqui.

Me diz, você ainda não aprendeu a pedir o que precisa, ou tá com medo? Não deixa a vida escapar, vive ela por inteiro, não seja só mais uma observadora. Mas você não consegue, no seu mundo você tá imersa e te assusta aceitar que todo jogo é aleatório, que se ganha e se perde, e que nesse jogo, quando se perde, o preço a pagar é doloroso. Fim de um ciclo, você volta ao começo. O dia acaba, o loop se completou. Ainda tá na sua cabeça, não é?

Me visto, nada em mim é aleatório, tudo é estudado até a última dobra da camisa. O preto fosco e escuro, misterioso, sensual. Prometo realizar todas as suas perversões, mergulha nele. Mórbido demais? Te dá medo.

É noite, preciso extrair tudo isso pra me manter vivo. Vou saboreando aos poucos, sem pressa. Te esvazio, sou eu. Vou me divertir um pouco, tô no controle. Volto a ser o predador. Saio na rua, adoro a sensação do atrito e do barulho, o ar me reconhece, me envolve. Sorrio, grito, a música me embriaga. Volto a ser... A cidade e eu com sede, quem vai me vender a alma esta noite?

Tem que saber escolher o lugar, se mistura com o ambiente, não chama atenção, só deixa eles saberem que você tá ali. Qualquer desculpa serve: pedir uma bebida, comprar cigarro. Você tá do meu lado, encara ela bem nos olhos, atravessa ela com o olhar, foca só nos olhos dela. Um olhar perdido descendo ela de cima a baixo pode fazer você perder a presa. Um olhar longo demais pode intimidar, só o suficiente. E eu sei a medida, a quantidade. Você meio que sorri, fala em silêncio. Você e eu não deveríamos estar aqui. Você transforma ela em sua cúmplice, sabe que já pegou ela. Nada pessoal, é assim. Você precisa se sentir vivo.

Empurro minhas dúvidas pro canto mais escondido da alma, sem sentimentos. Ela tem que ser minha, tem que me nutrir, tenho que ser o de sempre. Minha casa, o refúgio seguro onde a besta sacia seu vazio. Escura, quente, elegante, decadente, sedutora. Suas sombras prometem, intimidam, excitam. Você deixa ela entrar primeiro, reconhecer o ambiente e se deixar devorar por ele. Fico parado na porta como mais uma sombra. Ela não para de falar. Você sente o cheiro da excitação dela, do nervosismo pelo desconhecido. Eu sorrio o sorriso do crocodilo.

Deslizo até ela sem fazer barulho, como se estivesse flutuando, encarando ela, intimidando só o suficiente com meu silêncio pra aumentar a excitação dela. Invado o espaço vital dela, aproximo minha mão da têmpora dela e acaricio sutilmente com a ponta de um dos meus dedos. Exploro os ângulos do rosto dela, as maçãs do rosto, deslizo pela bochecha, queixo, pescoço. Desço até o peito dela, roçando sem pressão, só quero que ela sinta meu toque.

A respiração dela acelera. Apoio minha mão na cintura dela, levemente segurando, mas dando a liberdade pra ela se afastar se quiser. Ela tem que se entregar sem reservas. Eu a rodeio lentamente, colado nela, ela sente minha respiração. Fico atrás dela, sinto ela tensa como um arco. Aproximo minha pélvis na bunda dela, quero que ela sinta minha excitação, meu pau. Ao mesmo tempo, roço suavemente a nuca dela com os lábios, exploro sutilmente. com a ponta da minha língua, a parte de trás da orelha dela eu percorro sem pressa; a respiração dela acelera; seguro ela firme pela cintura, puxando ela, fundindo ela comigo. Sigo atrás dela, não quero que veja a frieza do meu olhar.

Desabotoo a camisa dela, deixando deslizar para baixo, expondo os ombros dela, beijando seu pescoço, acariciando seus peitos, apertando-me contra ela. Desabotoo a calça dela, ela me ajuda, tá com pressa, quer tudo agora. Guio ela até uma mesa, fazendo ela se inclinar nela, fazendo ela levantar a bunda, mostrando pra mim. Acaricio, seguro as nádegas dela, firmes, duras, apertando. Afasto pro lado a calcinha minúscula dela, tá molhadíssima, respirando acelerada. Me aperto contra ela, percorro as costas dela com meus dedos, seguindo a coluna, ao mesmo tempo que deslizo as mãos pra baixo, através das costas dela.

Vou me ajoelhando aos poucos até que, completamente abaixado, obrigo ela a abrir bem as pernas. Mergulho meu rosto entre as nádegas dela, começo a lamber, explorando cada canto, parando, degustando com avidez. Ela geme, abre as pernas até o limite, tensiona os músculos. Minhas mãos apertam as nádegas dela com força, separam elas. Ela grita. Continuo meu trabalho, implacável, rítmico, inesgotável. Percebo que ela arqueia as costas, tá quase. Me preparo. As coxas dela tremem, ela ofega enquanto goza. Me levanto rápido, segurando ela pra não se mexer.

Penetro ela de uma vez. Ela tenta ir pra frente por instinto, mas seguro ela e penetro com força, profundamente. Ela geme de prazer, desespero. Bombeio com força. Te desejo, te odeio, te desejo, te odeio.

Saio dela, viro ela bruscamente, colocando ela de frente pra mim, fazendo ela deitar. Os lábios dela, os mamilos, as bochechas inchadas, vermelhas de excitação, o olhar perdido. Penetro ela de novo enquanto, com um dos meus dedos, estimulo o clitóris dela. Ofegos, suor, brilho na pele. Tô quase, mas não! Ainda não. Diminuo o ritmo, me obrigo a me conter. Saio de novo enquanto meu dedo continua estimulando o clitóris dela. Olho pra ela. Fixamente, me inclino e lambo suas coxas, dou uma mordidinha, faço ela se levantar, ofereço meu pescoço, ela morde, lambe, desliza até meu peito, mordisca meus mamilos, se ajoelha na minha frente, segura meu pau ereto com a mão, passa a ponta roçando nos lábios dela. Abre a boca e engole, envolve com calor, sinto a umidade lá dentro; como ela acaricia com a língua, enfia até o fundo, acaricia minhas bolas, continua me lambendo, percorrendo tudo com a língua voraz.

Sento numa cadeira, quero que ela trabalhe pra mim. Ela monta em cima, obediente, segura meu pau prestes a explodir, enfia, seguro ela com força pelas nádegas, controlo o ritmo, vou entrando, entrando devagar, ela começa a se mexer, a trabalhar pra mim, move a cintura, a pelve pra frente e pra trás, faz movimentos circulares com a bunda, me enlouquecendo. Os peitos dela batem no meu rosto, eu lambo, mordo os mamilos dela; já não existe controle, nada importa, vive, morre, só importa chegar, chegar ao fim, explodir.

Um novo orgasmo, uma nova ejaculação quente, densa, vazia, vazia, volto a pensar naqueles olhos, no olhar que mudou tudo. Me sinto morto, nada faz sentido, nada sacia minha sede, só o desejo de senti-la de novo, de ser engolido e devorado, de ser a vítima, porque agora meu medo não é ser possuído, mas ignorado.

Amanhece, a noite se desfaz, mergulho de novo no seu mundo.

5 comentários - Sexo Bipolar.

Hola romi, la verdad muy bueno tu relato, raro pero se nota el trabajo, para ser sincero me estoy enganchando en la onda de los relatos, cuando termine el mio lo subo, espero tener el agrado de recibir tu visita.
Amanece, la noche se esfuma, me sumerjo nuevamente en tu mundo.
me encanto el final. 🙂 😃 🤤
Sexo Bipolar.


por que escribes como hombre

sos una grosaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

YARARAGUAZU
P! Gracias por el post,

yo pase por tu post ,pasa por los mios

quien comenta agradece