Relato 4 !!

Ontem à tarde, comprei uma garrafa preta. Era de vidro, mas vidro preto opaco, então não tinha como saber o que tinha dentro até chegar em casa.

Comprei de um moleque na praia. Era daqueles chatos que montam uma banquinha cheia de tranqueira no chão e já se acham grandes empresários. Ele encheu o saco, e além disso fiquei com pena, então comprei a garrafa por quatrocentas pesetas. Era uma garrafa pesada, de gargalo bem largo, e pensei que serviria pra alguma coisa.

Já na hora da compra, achei que tinha algo dentro fazendo um barulho estranho. E no caminho pra casa, ignorei a sensação de que algo se mexia lá dentro.

Quando cheguei em casa, fui pro meu quarto guardar ela debaixo do travesseiro, mas só tirei a tampa depois do jantar. Levantei rápido da mesa e falei que ia estudar.

Sou muito imaginativo e gosto de dar um toque teatral pra certas coisas. Então tentei criar um clima especial no meu quarto. Deixei na penumbra, só com uma luz fraca, e coloquei a garrafa preta com cuidado em cima da cama. Achei que ouvi algo lá dentro, tipo um gemido.

Abri a garrafa e cheirei o interior. Cheirava a velho. Deixei na cama e fiquei observando, esperando não sei o quê. Daí a pouco, saiu pelo gargalo da garrafa uma garota. Não tem outro jeito de dizer. Simplesmente era uma garota, uma gostosa, com uma longa cabeleira loira, pele nua brilhando, que media só uns dez centímetros. Pensei que era uma espécie de fada, porque das costas dela saíam umas asas lindas, tipo de libélula, de cores vibrantes, mas murchas, como uma planta que esqueceram de cuidar direito.

Fiquei paralisado, vendo a garota se arrastar pra fora da garrafa e ficar de pé na minha cama, cambaleando. Ela me encarou. O rosto dela era maravilhoso, redondinho e proporcionado. Maduro ao mesmo tempo que meigo, com olhos esverdeados e lábios carnudos. A pele dela soltava tipo umas faíscas com os reflexos da luz.

— Onde é que eu tô? — ela perguntou, bem séria.

— Cê tá no meu quarto, quer dizer, na minha casa — respondi.

— Bom, deixa pra depois. Agora não importa muito. Foi você quem me tirou da garrafa, né? — Sim. Comprei ela e você tava dentro.

— Então te devo uma gratidão eterna. Um homem muito mau me colocou nessa garrafa. Era um cara muito ruim, fazia coisas horríveis comigo. No fim, acho que se cansou de mim e me enfiou lá pra me esquecer. Te devo a vida.

— Ah, não tem tanto mérito assim.

— Não, sério, te devo.

Naquela hora, eu já tava apaixonado.

Não parei pra pensar se ela era real ou não, ou se os outros também podiam ver ela. Pra mim, era uma garota de carne e osso, e eu não podia deixar nada de ruim acontecer com ela. Fiz uma casinha pra ela numa caixa de papelão, que fui enchendo aos poucos com coisinhas como almofadas pequenas, tapetes de crochê, potinhos com água pra ela se lavar... Parecia que ela precisava estar rodeada pela natureza, então coloquei umas pétalas de rosa e folhas de grama. Pus a caixa no lugar mais escondido que encontrei no meu quarto: na última prateleira do meu armário, entre os cobertores e a parede.

Pedi desculpas pra ela, porque por algumas horas do dia eu teria que deixar ela sozinha. Ela me perdoou numa boa. Era uma fofa.

Voltei correndo da escola e subi pra ver ela, trancando primeiro o cadeado do meu quarto. Lá estava ela, deitada na caminha dela. Eu já tinha percebido que ela não gostava de usar roupa.

Quando me viu, sorriu.

— Sabe? Tô fedendo. Fiquei muito tempo dentro daquela garrafa velha. Não gosto do cheiro que peguei.

— Cê... cê quer um banho? Em vez de responder, ela sorriu de novo.

Tive que dar banho nela de madrugada, quando todo mundo tava dormindo em casa. Sem fazer muito barulho, enchi uma bacia pequena com água quente e levei pro meu quarto. Ela adorou o banho. Mergulhou bem na água quente e esfregou o corpo várias vezes pra se livrar do mau cheiro.

O corpo dela, com um leve Brilho mágico, me cegava; a pele dela era tão linda, molhada e cintilante sob a luz fraca do meu abajur...

Ela sorriu pra mim e seu rostinho ficou vermelho ao perceber como eu tava olhando. Mas não pareceu ficar com vergonha de repente, e continuou se lavando, agora se deliciando.

— Vou pegar uma coisa pra você, acho que vai gostar.

Joguei um pouco de gel de banho na água e mexi com o dedo até fazer espuma. Ela amou a espuma. Deixou borbulhar pelo corpo, fez montanhas, fez chapéus com ela, se perdeu e apareceu mil vezes no meio. Na escala minúscula dela, a espuma virava um monte de bolhas de sabão enormes...

Lá estava eu, altas horas da madrugada, mexendo a água com um dedo, olhando pra ela encantado. Nós dois estávamos quase dormindo.

Ela se abraçou no meu dedo e se deitou nele, sonolenta. Respirava tranquila e sorria.

Fiquei de pau duro por baixo do pijama. O peito dela se apertava e relaxava contra meu dedo. O corpo inteiro dela, a barriga, as coxas, a buceta, tudo encostava no meu dedo. Ela me olhou em silêncio, como se agradecesse por alguma coisa, por eu ter dedos. Fechou os olhos de novo e começou a se esfregar no meu dedo. Parecia que tava montando uma cobra gigante. Os peitos dela eram duas bolinhas minúsculas de carne, os biquinhos eu mal sentia, mas sabia que estavam durinhos, excitados. A buceta dela era um musguinho minúsculo buscando o movimento de uma das minhas falanges.

Enquanto ela dava uma trepada no meu dedo, gemendo, eu comecei a me masturbar.

Nem preciso dizer que todo dia eu fazia de tudo pra ficar com ela o mais rápido e o máximo possível. Em casa, eu devia parecer muito estudioso, porque assim que dava, eu sumia pro meu quarto "pra estudar". Só tirava ela da caixa de madrugada, quando não tinha ninguém.

Um dia ela reclamou que tava entediada.

— Deixa alguma coisa pra eu me distrair enquanto você não tá.

— Tipo o quê? — Tipo... tipo uma daquelas revistas que você tira de baixo de vez em quando. da tua cama. Nem disfarça, te vi pegando elas! E também o que você faz depois — disse ela, maliciosa.

— Sua...! — Uma o quê?! Hein?! — me desafiou.

— Não consigo ficar bravo com você. Mas não vejo o que essas revistas têm de tão interessante.

— Deixa comigo. Não sou boba.

— Eu sei.

Deixei um exemplar da Penthouse dentro da caixa dela. Ela me agradeceu e me deu um beijo na bochecha. Fui dormir, mas pra ser sincero, não dormi muito. Ficava imaginando ela estudando, toda encantada, as fotos das gostosas esculturais, se pegando umas com as outras, beijando as intimidades, curtindo os corpos... Rolei na cama um montão até pegar no sono.

Uma tarde que finalmente consegui ficar sozinho em casa, levei ela pro jardim dos fundos. Tinha arrumado uma caixa de papelão pra encaixar dentro do meu bolso, e assim carregar ela sem amassar, podendo cobrir com a barra da minha camiseta, por exemplo, quando precisasse.

Ela correu pra lá e pra cá, acariciando as folhas de grama e as flores. As asas dela continuavam tristes. Não voou.

Nós deitamos na grama, nos olhando um pro outro, sem falar nada.

— Achei bem interessante a sua revista — disse ela depois de um tempo, com um sorrisinho safado.

— Ah, é? — Mas não entendi tudo. Vi umas minas muito gostosas, lindas, com uns corpos incríveis. Umas pernas perfeitas e uns peitinhos redondinhos. Mas faziam umas coisas muito estranhas umas com as outras. São iguais a mim, mas faziam umas coisas esquisitas com a língua, e ficavam em posições muito estranhas...

Ela começou a dançar pela grama, se contorcendo, abraçando o próprio corpo, mandando beijos pra um espectador invisível, ou deslizando as mãos pela própria pele sem tocar. Era uma mina muito divertida.

— Você é doida! — Empurrei ela com um dedo, ela perdeu o equilíbrio e caiu no chão. Me olhava, ofegante, me provocando. Acariciei o corpinho minúsculo dela com o máximo de cuidado. Passei a mão nas pernas macias, na barriguinha, no pescoço, no rosto. Ela me sentia de olhos fechados. A safada Sem-vergonha abriu as pernas, e eu tive que acariciar ela ali. Meu dedo indicador era grande demais, até meu mindinho mal cabia entre as pernas dela.

Me senti frustrado. Me senti angustiado. Ela me olhou, me perdoando com os olhos verdes dela.

Eu levava ela na caixinha do bolso pra fazer compra, tirar o lixo, ou passear na praia, mas não tinha coragem de levar ela pro colégio. Quando não tava com ela, ficava matutando mil jeitos de agradar ela, mas nenhum me convencia. Quando voltava pra casa, ela parecia ter esperado ansiosamente minha volta. Se abraçava em mim e não me soltava. A gente se olhava em silêncio.

E eu me sentia um lixo.

Uma noite ela acordou quando eu abri a caixa. — O que você quer? — disse sonolenta.

— Nada. Só tava olhando você.

Ela sentou na caminha dela e me devolveu o olhar.

— Quer dormir comigo? Estendeu os braços pra eu pegar ela.

A gente deitou junto. Se olhava sem falar nada. Daí a pouco ela levantou e subiu pelas dobras do meu pijama até meu peito. Passeou por cima de mim. Chegava até meu queixo e voltava até minha cintura. Eu sentia as plantas dos pés dela em mim, minúsculas e fresquinhas. Sentou no meu peito, e fechou os olhos pra sentir ele subir e descer. Agarrou um botão da camisa e desabotoou. Desabotoou mais uns, sem deixar eu ajudar, e deitou em cima do meu peito. Acariciou os peitos dela, deslizou uma mão até a buceta e começou a se masturbar. As pontinhas das asas dela faziam cócega em cada movimento. Pegando fogo, se arrastou até um dos meus mamilos e encheu ele de carícias minúsculas, suaves, até ele ficar duro. Começou a beijar e lamber, enquanto com um dos dedinhos penetrava a bucetinha dela.

Senti vontade de me tocar também, mas deixei pra depois. Antes que ela gozasse, coloquei ela de volta na cama.

— O que cê tá fazendo?! Pra onde cê vai agora?! — choramingou que nem uma criança.

Debaixo da cama peguei um envelope. Dele tirei uma pena, uma pena bem pequena que tinha Encontrada e limpa com carinho. Ao vê-la, riu.

Acariciei o corpo dela com a pena macia, e enlouqueci ela. Passava a ponta pelos peitos dela e pelo monte de Vênus, uma e outra vez, e ela não parava de rir. Se aquela garota tivesse um tamanho normal, minha família toda teria acordado, mas era como ouvir um passarinho piando.

Larguei a pena e tirei do envelope o outro objeto que tinha preparado. Os olhos verdes dela se arregalaram e ela mordiscou os lábios num gesto que me deixou louco. Tirei meu pau e comecei a acariciar ele, enquanto esfregava a cabeça do alfinete na buceta dela, procurando a entrada.

— Ah! Tá-tá fria! — gemeu.

— Vou esquentar pra você...

Esfreguei a cabeça do alfinete entre meus dedos e soprei nela. Ela pegou ansiosa e levou de volta pra bocetinha dela. Era ideal. Deslizou perfeitamente e ela gemeu.

— Ah! Que grande! E que duro! Penetrei ela, dei prazer enquanto me masturbava, morrendo de vontade de me esfregar no corpo dela, poder tocar sem machucar, pegar ela eu mesmo, fazer amor, beijar, abraçar.

— Vem cá...

Ela fez sinal pra eu chegar perto. Me beijou na boca. Pegou meu lábio entre os dela e chupou e mordiscou com vontade. Eu coloquei só a ponta da língua pra fora, e ela banhou o rosto inteiro na minha saliva. Deitou e deixou eu lamber. Passei minha língua com todo cuidado pelo corpo dela, fazendo ela se contorcer de prazer. Molhei o corpo dela. Os lábios da buceta estavam abertos; penetrei de novo com a cabeça molhada do alfinete. Eu me masturbava com fúria, ela se revirava na minha língua, se agarrava com raiva na minha boca, a gente gemia e tremia...

— Faz amor comigo! Faz! Eu te quero! Eu te quero! Me pega! Levei três orgasmos dela pra gozar. Dolorido pela posição, não consegui evitar de gozar nos meus lençóis. Ela largou o alfinete pra se aproximar do meu pau, que começava a descansar da ereção. Abraçou minha glande, apertou entre os braços. Beijou, lambeu e se esfregou nele com fúria, até conseguir que ela gozasse de novo.

Vi ela provar o leite branco com um dedo, levar à boca, saborear, mergulhar os lábios nas gotinhas que ainda escorriam, se deitar em cima dele, se esfregar. E os olhos dela me encaravam, brilhante e suada, enquanto se banhava.

Naquela noite, nós dois tivemos que tomar um banho de madrugada.

Levo ela pra quase todo lugar no meu bolso. A gente deita na areia da praia à noite, toma banho de mar e de chuveiro juntos. Já vimos que levar ela pra aula também não é tão problemático. Ela já conhece o resto da minha casa, principalmente as camas.

Consegui fazer da caixinha dela um lugar bem habitável. De papel de parede, tem umas gostosas das minhas revistas e de outras revistas de moda que a gente decide comprar de vez em quando. A caminha dela é cheia de algodão e sempre tem flor fresca. Ela topou, por minha causa, usar uma camisolinha feita de um retalho de pano bem fininho, só porque fica linda nela. Faz umas coroinhas com ervas e estames, e a cabecinha dela fica uma graça. Amo ela.

Ontem voltei depois de dois dias de uma viagem com o coral da igreja. Ela saiu da caixinha e a gente se beijou.

— O que é isso? — Surpresa! Cê gostou, hein?! As asinhas verdes de libélula dela estavam sãs e fortes, finalmente tinham brilho e cor.

1 comentários - Relato 4 !!

🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️