69: Trocando os papéis (I)




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Compêndio III69: INVERTENDO OS PAPÉIS (I)Caro leitor: peço desculpas por não colocar muitas imagens, mas mais uma vez, estou em campo e não tenho forças ou tempo para procurar.Ao amor da minha vida: Embora seja romântico voltar aos velhos tempos, ainda tenho remorsos de te deixar sozinha com as meninas no meio da sua gravidez, mas estou dando meu melhor esforço para voltar logo para o seu lado, rouxinol.) Era uma bela sexta-feira de setembro. Como de costume, eu estava concentrado trabalhando no meu escritório quando Ginny me interrompeu agradavelmente, entrando com a graça de sempre e carregando o relatório financeiro, uma rotina que já conheço muito bem.69: Trocando os papéis (I)Ela estava incrível. A mistura perfeita entre profissionalismo corporativo e uma sedução discreta. Usava uma saia lápis cor de carvão que abraçava suas curvas com uma precisão que parecia intencional. Uma blusa de seda cor creme caía solta sobre sua figura, perfeitamente ajustada para destacar sua cintura. Ela não simplesmente entrava em uma sala; ela tomava conta dela.

- Você está com os relatórios de cabeça para baixo, Ginny! - falei, me recostando na minha cadeira de couro.

Ela não olhou os papéis, nem demonstrou vergonha. Em vez disso, um sorriso lento e cúmplice se espalhou por seus lábios enquanto ela se aproximava da minha mesa. O aroma de baunilha e ambição caríssima a seguia, preenchendo o pequeno espaço entre nós.

• Talvez eu só quisesse ver se você estava realmente prestando atenção aos dados, ou só em mim. - brincou ela, com a voz transformada em um zumbido baixo.

Por um momento, o escritório pareceu um palco onde éramos os únicos dois atores. Eu curtia essa dança: o acordo silencioso de que éramos mais que colegas, mas menos que um casal. Era um jogo perigoso, mas o risco fazia a recompensa ser mais doce.

No entanto, há tempos estava estabelecido que o relatório financeiro não passava de um acessório. Uma espécie de *passe livre* para Horatio, para que Ginny pudesse me visitar sem remorso. Era a lembrança persistente do dilema do software financeiro do ano passado que tinha atormentado nosso conselho de administração; minha intervenção naquela época tinha suavizado as falhas, mas também tinha criado esse ritual conveniente de papelada "urgente".

- O que foi, Ginny? - perguntei, notando que o brilho natural dela diminuía ligeiramente enquanto a privacidade do meu escritório à prova de som nos envolvia.

Ginny não respondeu de imediato. Colocou os papéis sobre a mesa de mogno com suavidade, fazendo as bordas das páginas ondularem levemente. Mudou o peso do corpo, e o tecido da saia roçou o à beira da mesa, um movimento sutil que pareceu mais um suspiro do que um gesto.
• Ah, não é nada! - disse ela, e sua voz perdeu aquele tom brincalhão. - Só queria uma... lufada de ar fresco.

Embora eu seja membro do conselho administrativo, a única vez que realmente usei a influência do meu cargo como arma foi quando, por impulso, acelerei a contratação da Ginny para o departamento do Horatio no ano passado. Naquele momento foi uma aposta, mas a inteligência e a pura perseverança dela a tinham transformado em um ativo indispensável, não só como assistente pessoal do Horatio, mas como uma mestre da administração do software financeiro. No entanto, toda vez que ela cruzava a porta do meu escritório, a hierarquia corporativa se dissolvia. Aqui, eu não era o Gerente Regional; era o ombro amigo dela, sua confidente, a única pessoa em quem ela confiava para navegar as complexidades que sentia estarem fora do seu alcance.
• É o "engraçadinho" do escritório, Jim. - começou Ginny, com a voz baixando e perdendo aquele brilho sedutor que costumava defini-la. - Normalmente é quem nos faz rir com aqueles trocadilhos horríveis e aquela atitude implacavelmente leve... mas agora ele está afundando. Acha que a esposa está traindo ele.

Ginny estudou meus olhos, se certificando de prender minha atenção.

• Acha... que a esposa está traindo ele. - continuou Ginny, com uma voz que soava genuinamente magoada. - E o humor dele ficou sombrio. Trabalhar no escritório virou algo pesado, silencioso e lúgubre... então ele precisava de uma fuga.

Me recostei na cadeira. Era surpreendente como a gravidade emocional de um único homem podia sugar um departamento inteiro para um vazio de silêncio. Mas, finalmente, entendi o verdadeiro propósito da visita da Ginny: ela queria minha ajuda.

- Tá bom! - falei, e a decisão saiu mais fácil do que deveria. - Tem alguma chance de você marcar uma reunião pra gente? hoje, depois do horário de trabalho? • Você vai mesmo nos ajudar, Marco? Muito obrigada! - A voz de Ginny recuperou seu tom natural e terreno, e o peso da conversa se dissipou ao perceber que não enfrentava isso sozinha—. Jim não está num estado em que aceite encontros, mas acho que posso convencê-lo. Muito obrigada! Ginny me deu um beijo suave no rosto; seu perfume ficou flutuando no ar como a lembrança desvanecida de algo doce. Depois, pegou a pasta e começou a caminhar em direção à porta, enquanto o clique rítmico dos seus saltos ressoava contra a madeira. - Assim que você estiver instalada, compartilhe sua localização comigo. - ordenei, e minha voz recuperou a autoridade firme de um gerente, mesmo enquanto, instintivamente, afastava o calor fantasma que seus lábios tinham deixado no meu rosto. - Vou avisar minha esposa e me juntar a vocês depois. • Entendido, Marco! Nos vemos em breve! - exclamou ela, lançando um último olhar sedutor por cima do ombro antes de desaparecer pelo corredor. O resto do dia transcorreu com uma normalidade enganosa, e o zumbido rítmico do escritório mascarava o drama silencioso que se desenrolava na periferia. Às cinco, liguei para Marisol e a informei sobre a situação. Para minha surpresa, ela parecia genuinamente empolgada por eu ir passar o tempo "fora do horário" numa sexta-feira (um raro luxo de liberdade) e prometeu fazer nossas filhas entenderem que o papai chegaria um pouco atrasado para o jantar. O pub ficava a apenas duas quadras da sede corporativa, um cantinho badalado que servia de santuário para os office workers que buscavam extravasar as frustrações da semana. Numa sexta à noite, o lugar era uma sinfonia caótica de copos se chocando e risadas altas, com o ar impregnado do cheiro de petiscos fritos e cerveja rançosa. • Ei, Marco! Estamos aqui! - a voz de Ginny cortou o rugido ambiente do pub, um farol brilhante e melodioso que me guiava para o fundo.
suspeitaEu os vi num reservado escondido no canto mais afastado, protegidos do barulho principal da multidão por um pesado pilar de madeira. Aqui o ar era denso, com cheiro de petiscos fritos e cerveja rançosa, vibrando com a baixa frequência de uma dúzia de conversas simultâneas.

Ao me aproximar do reservado, Jim não parecia tanto um homem em crise, mas sim um homem diante de um pelotão de fuzilamento. Era um cara pequeno e fibroso, beirando os trinta, com os ombros encolhidos pra frente numa tentativa desesperada de ocupar o menor espaço físico possível. No momento em que nossos olhares se cruzaram, um lampejo de terror genuíno atravessou o rosto dele.
esposa infiel- (Ginny, o que ele tá fazendo aqui? Você nunca mencionou que conhecia o "príncipe da Junta"! — soltou Jim feito uma sirene de neblina, com a voz quebrada por uma mistura de pânico e descrença.

De repente, o clima festivo do pub congelou e todos os olhares se cravaram em mim. Aquele apelido idiota me acertou como um insulto de verdade; não só chamou a atenção dos poucos funcionários do nosso escritório corporativo, mas me fez parecer um estranho pra todo mundo no recinto. Por um segundo, o tilintar dos copos pareceu parar e o silêncio se arrastou, pesado e expectante.

> Ah, Jim, relaxa! O Marco é super de boa com isso! - A voz de Nelson cortou o desconforto como uma faca sem fio, quebrando o feitiço na hora.
infidelidade consentidaO rugido festivo do pub voltou à vida, embora vários colegas próximos continuassem me lançando olhares curiosos, se perguntando por que o "Príncipe da Diretoria" estava descendo ao nível deles num reservado com uma contadora júnior.

Enquanto me sentava, notei que meu amigo, o *gigante gentil*, já estava curtindo uma cerveja, com seu porte largo mal cabendo no assento. Ao lado dele, uma Gloria cautelosa parecia totalmente deslocada. Era elegante e sofisticada demais para um boteco como aquele, vestindo um blazer azul-marinho feito sob medida sobre uma blusa de seda branca, com suas joias de ouro capturando a luz âmbar fraca do pub. Seus olhos, afiados e analíticos, me escanearam com uma precisão clínica que me fez sentir como um espécime sob um microscópio. Embora o olhar dela tenha se fixado em mim por um momento, seus olhos semicerrados desviavam constantemente para Ginny, cuja atitude alegre e vibrante parecia iluminar a mesa e irritar Gloria na mesma medida.

o Oi, chefe! - me cumprimentou Gloria, com uma voz suave, mas com um toque sutil de desconfiança enquanto olhava para Ginny.
corno submissoEle se mexeu ligeiramente; o blazer azul-marinho dela parecia impecável contra o vinil gasto do reservado, parecendo mais uma juíza da suprema corte do que a cliente de um bar vagabundo.

Depois dos cumprimentos de praxe, não perdi tempo com formalidades. Me inclinei pra frente, enquanto a luz âmbar fraca do pub projetava sombras compridas sobre a mesa.

- Nelson, o que você tá fazendo aqui? - perguntei, notando o leve véu nos olhos do meu amigo; ele já tinha tomado umas quantas cervejas e se apoiava na mesa com uma bebedeira pesada e confortável.

> Ah, mano! Fiquei sabendo do negócio do Jimmy por aí! - berrou Nelson, dando um tapa tão forte nas costas do Jim que o homem, mais baixinho, quase enfiou a cara no porta-copos. - A gente, os corno, tem que se apoiar, sabe? É uma irmandade dos traídos!

Embora as palavras de Nelson quisessem ser um abraço reconfortante de solidariedade, a expressão do Jim azedou; o negócio da «irmandade dos traídos» soava menos como grupo de apoio e mais como uma sentença de morte.

- De onde vocês se conhecem? - perguntou Jim, tentando desviar a conversa do assunto doloroso.

- Bom, o Nelson me ajuda. - respondi, fazendo um sinal pro garçom pedir um copo de suco de abacaxi.

Passei o menu uma última vez, desejando fervorosamente encontrar um néctar de pêssego (minha escolha habitual em eventos sociais), mas a seleção do pub se limitava ao básico.

- Ele cuida de uma parte significativa do trabalho operacional pesado pra eu não acabar esgotado.

> É isso aí! O Marco é um tanque! - rugiu Nelson, batendo na mesa com um sorriso franco que fez os copos tilintarem. Ele já tinha despachado meia caneca de cerveja e seus olhos brilhavam com uma mistura de álcool e admiração genuína. - Esse cara dá conta sozinho dos cento e dezessete chefes gostosa da nossa filial e de todas as suas reclamações infinitas! É um milagre que ele ainda não tenha perdido o fio da meada!

O elogio de Nelson Pretendia ser um tapinha amigável nas costas, mas a expressão de Jim azedou enquanto olhava alternadamente para nós. Parecia inquieto com a dimensão do meu alcance operacional; para ele, eu não era simplesmente um chefe, mas uma montanha de influência que ele não sabia como navegar.

• Nossa, Marco. Isso é verdade? - perguntou Ginny, com a voz se desvanecendo num tom de genuíno espanto.

o Sim! - interveio Gloria, suavizando a voz enquanto finalmente deixava cair a armadura da sua compostura profissional. Ela sorriu pra mim com um calor que parecia genuíno, tendo claramente desistido de tentar amenizar a energia agitada de Nelson. - Meu chefe é simplesmente incrível! Ele gerencia tantas frentes que é um milagre que ele lembre nossos nomes; ele até conseguiu abrir o espaço que eu precisava pra liderar meus primeiros projetos ambientais.

Tanto Ginny quanto Gloria olharam pra mim com um brilho nos olhos que me causou uma sensação estranha, como se eu pudesse ficar com uma ou com as duas se jogasse bem minhas cartas.
69: Trocando os papéis (I)No entanto, rapidamente descartei esses pensamentos e me concentrei no problema atual; sentia que tinha um trabalho a fazer, e Jim continuava tremendo de medo.

- Jim, a Ginny compartilhou alguns detalhes da sua situação. Quer explicar o que está acontecendo? - perguntei, focando totalmente nele.

Jim tinha o rosto de um homem derrotado. Deu um grande gole na cerveja, provavelmente buscando coragem líquida, e então se abriu.

- Por onde começo? - perguntou Jim depois de engolir e limpar a garganta.

Ficou olhando para as profundezas douradas do copo, enquanto o polegar beliscava nervosamente um pedaço de pele levantada na cutícula. O barulho ambiente do pub (o tilintar dos talheres e as risadas distantes de um grupo próximo) pareceu se fundir num rugido surdo enquanto ele se concentrava na mesa.

- Começou há alguns meses. - sussurrou Jim, com a voz falhando levemente. - Coisas pequenas. Noites eternas no escritório. O telefone da Lauren, minha esposa, de repente virou um cofre, sempre virado para baixo na mesa de cabeceira. Ligações altas horas. Vozes abafadas que se calavam no instante em que eu entrava no quarto.

Levantou o olhar, com os olhos injetados e nublados por uma mistura de vergonha e exaustão. Olhou rapidamente para a Gloria, como se verificasse se o olhar analítico dela julgava sua fraqueza, antes de voltar a se concentrar em mim.

- Encontrei um recibo no porta-luvas. - continuou Jim, com um tremor crescente na voz. - Um hotel boutique na cidade. Dois coquetéis e uma garrafa de champanhe. Com data de uma terça-feira. Ela me disse que naquele dia estava passando o tempo com a amiga dela, Dee.

Nelson parou no meio de um gole, com o copo de cerveja suspenso a um centímetro dos lábios. A energia animada que ele costumava irradiar desapareceu, substituída por um silêncio pesado e compreensivo. Deixou o copo sobre a mesa com um baque lento e deliberado que fez vibrar a superfície. Ginny estendeu a mão e seus dedos roçaram o antebraço de Jim num gesto de consolo. Notei que Gloria entrecerrou os olhos na hora; não falou nada, mas o olhar dela foi da mão de Ginny pro meu rosto, medindo minha reação diante daquela intimidade.

- Você confrontou ela? - perguntei, com voz firme e baixa, cortando a névoa emocional.

Jim soltou uma risada seca e oca que soou mais como um soluço, um som que batia de frente com o clima alegre do pub.

- Como é que eu ia fazer isso? Toda vez que eu toco no assunto, ela vira o jogo. Diz que eu sou paranoico, que minha ansiedade tá acabando com o casamento.

- Isso é gaslighting (a tradução mais próxima é "manipulação")! - reagiu Ginny, com a voz saltando feito mola.

Estendi a mão, um gesto silencioso pra ela manter o foco; a gente precisava que o Jim despejasse cada um dos fatos antes de poder traçar uma estratégia.

- Continua, Jim. O que mais aconteceu? - perguntei, mantendo minha voz como uma âncora firme no meio daquela confissão em espiral.

Jim piscou, olhando pra Ginny com um lampejo de surpresa.

- Eu... não sabia que existia uma palavra pra isso. Eu só sentia que tava perdendo a cabeça.

- Você não tá perdendo, Jimmy! - rosnou Nelson, com uma voz incomumente grave que cortou o silêncio opressivo do reservado. - Você só tá vendo a verdade pela primeira vez, e a verdade é uma pílula amarga.

As palavras do meu amigo vinham da experiência. O relacionamento fracassado dele com a Scarlett tinha deixado marcas emocionais. Por sorte, ele tinha encontrado consolo na companhia próxima da Gloria, embora a sombra daquele trauma antigo ainda piscasse nos olhos dele toda vez que o Jim falava.

O ar entre a gente parecia denso, saturado pelo cheiro de desespero do Jim e pelo aroma penetrante dos calamres fritos que repousavam intactos no centro da mesa. Tomei um gole do meu suco de abacaxi, cujo dulçor enjoativo contrastava drasticamente com a amargura de a conversa. -( Não sei! - continuou Jim, com o olhar vidrado, como se estivesse atravessando um pântano de memórias das quais não conseguia escapar. - Ela esqueceu do meu aniversário. Nosso aniversário de casamento... bom, ela nem lembrou que eu tinha feito uma reserva. E o aniversário da própria Lauren... ela passou o dia inteiro com os colegas do escritório sem nem me mencionar. o E o sexo? - perguntou Gloria, com um tom clinicamente frio, cortando o lamento de Jim como o bisturi de um cirurgião. - Vocês têm sido íntimos ultimamente? Jim nos lançou um olhar de dor e vergonha, o tipo de expressão que um homem faz quando foi despojado da própria dignidade no seu próprio quarto. -( Ela diz que não sou o dono do corpo dela. - sussurrou Jim, com o olhar fixo no fundo do copo, como se buscasse uma saída escondida. - Já perguntei até se tem outra pessoa, mas ela simplesmente ignora. Diz que sou infantil, inseguro... que minha ansiedade é a única coisa que está nos matando. Aí começamos a ter essas brigas enormes por coisas mais insignificantes e mundanas, e ela transforma tudo num campo de batalha. Começa a gritar, bate a porta e simplesmente... desaparece por horas, até altas horas da noite. Embora ao nosso redor as pessoas conversassem e rissem, na nossa mesa o clima era silencioso e pesado. Jim parecia um homem que tinha chegado ao fim de um túnel muito longo e escuro, só para encontrar um muro de tijolos na saída. -( E agora, ela está me ameaçando. - disse Jim, com a voz finalmente quebrando. - Diz que, se eu me divorciar dela, vai me deixar na rua. Que vou perder tudo. Por isso tenho me sentido tão desanimado... Sinto que não há saída. Não sei o que fazer! Depois disso, o clima na nossa mesa ficou completamente quebrado. Todos olhavam para baixo, sem saber o que fazer, presos na gravidade sufocante da miséria de Jim. Mas enquanto eu processava os detalhes, uma risadinha começou a surgir dentro de mim. Começou como uma onda pequena e cresceu até se tornar uma gargalhada plena e ressonante que cortou a tensão, mergulhando todos os presentes num silêncio desconcertado.

—Então a Lauren quer liberdade? —perguntei, enquanto o riso finalmente cedia lugar a um sorriso afiado e confiante. — Tá bom, Jim! Vamos dar a liberdade que ela quer!

Todo mundo olhou pra mim, atônito, como se de repente eu tivesse ficado louco. O contraste era cru: Jim era o retrato da devastação e eu era o único no reservado que sorria. O silêncio se prolongou, pesado e perplexo, até que o tilintar de um copo próximo quebrou a tensão.
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