De cuidadora a puta de um coroa

Assim eu me via na manhã em que cheguei naquela casa, com minha carinha de menina boa e o coração na garganta.De cuidadora a puta de um coroa
vadiaTudo começou por causa do aluguel. Não do aluguel sozinho, na verdade, mas da corrente de desgraças que caiu sobre mim em três meses e me deixou com a conta no vermelho e a alma arrasada. Perdi o emprego na boutique porque a dona fechou sem avisar e sem pagar a última quinzena, minha mãe precisava dos remédios pra pressão e eu já estava há duas semanas comendo arroz com ovo e pedindo emprestado pra vizinha. Então quando dona Chelo, a senhora do 4B que sempre anda de intrometida e de santinha, me disse que a comadre dela procurava alguém pra cuidar de um parente que tinha quebrado a perna, que pagavam bem, que era trabalho de morar na casa, com quarto e comida, eu disse sim antes dela terminar de falar. —E o quanto ele é velho? —perguntei, mais por pura formalidade do que por outra coisa. —Ah, pois já está velho —disse ela, dando de ombros—. Mora sozinho na casa dele, com o cachorro. Caiu de uma escada. Precisa de alguém que cozinhe, lave, acompanhe ele na fisioterapia. Nada demais, minha rainha. Velho. Eu imaginei um velhinho curvado, com a pele de papel e as mãos trêmulas, desses que a gente dá banho com esponja e sente ternura. Imaginei trocando o roupão dele, dando sopa, lendo o jornal pra ele. Imaginei morrendo de tédio, mas com o aluguel pago. Por isso, quando abri o portão daquela casa na periferia e toquei a campainha, ia com a cabeça cheia dessa imagem de vovô. A porta se abriu e a imagem se despedaçou. O senhor não era um velhinho. Era um homem de uns quarenta e sete, quarenta e oito anos, alto, com os ombros largos de quem carregou peso a vida toda, a pele morena tostada pelo sol, o maxilar quadrado com uma barba de três dias que dava um ar de noite mal dormida, e cabelos grisalhos só nas têmporas, o suficiente pra gente saber que ele já tinha vivido. Estava com uma camiseta cinza amassada e um short esportivo, e a perna esquerda dentro de uma bota ortopédica preta, apoiado numa muleta. Mas o que me deixou sem ar foi os olhos: um cinza esverdeado, parado, que me percorreu de cima a baixo sem nenhuma pressa, como quem examina algo que já sabe que vai comprar. —Você deve ser a Hanna —disse. Voz grossa, dessas que ecoam no peito. —Sim, senhor. Bom dia. Vim pela vaga de emprego. —Entra. E não me chama de senhor, me faz sentir velho. Ricardo. Entrei com a mochila pendurada no ombro e a sensação de que tinham me enfiado numa casa que não era a que tinham me descrito. A sala era ampla, com pé-direito alto e uma janela enorme que dava pro jardim, cheia de livros, de ferramentas, de coisas de homem solteiro. Um pastor alemão velho levantou a cabeça da cama e voltou a dormir. Ricardo se jogou no sofá com um grunhido e esticou a perna ruim. —Senta —disse, apontando o sofá da frente—. Vamos, me conta. Já cuidou de gente antes? —Da minha avó —respondi, e sentei com as costas retas—. Dava os remédios, dava banho, trocava. E sei cozinhar, sei lavar, sei passar. E não tenho nojo de nada. Ele riu, curto, com o queixo baixo. —Não tenho nojo de nada —repetiu, como saboreando a frase—. Isso é bom. Porque mês que vem tiram a bota e me mandam pra fisioterapia, e enquanto isso tem dia que a perna não me sustenta nem pra chegar no banheiro. Aguenta isso? —Aguento. —E aguenta eu ficar te dizendo o que fazer toda hora? —Aguento, seu Ricardo. —Ricardo, só isso. Ficamos calados um momento. Ele olhava minhas pernas, que estavam de fora porque fazia calor, e não fazia o menor esforço pra disfarçar. Me senti pelada com o short jeans e a blusa de botão. Subiu o rubor no meu rosto e ele notou e sorriu de canto. —Quantos anos você tem? —Vinte e três. —Vinte e três —disse, e balançou a cabeça como se fosse um dado engraçado—. E vai dar conta de mim? —Vou dar conta —respondi, sem saber que essa frase ia significar tanta coisa. Fiquei naquela mesma tarde. O quarto que ele me deu era o de hóspedes, ao lado da cozinha, com a cama arrumada e seu janela para o pátio, e uma porta que fechava com trinco mas que, como aprendi depois, nunca era necessária. Me instalei, arrumei minhas coisas, e em uma hora comecei a fazer comida. Ele ficou no sofá, com o cachorro dormindo aos seus pés, vendo o telejornal com o volume baixo, e de vez em quando me lançava uma instrução dali, sem virar: que se o arroz em fogo baixo, que se o sal pouquinho, que ele não gostava de coentro. Eu cozinhei com as orelhas quentes. Sentia os olhos dele na minha nuca como dois dedos. Os primeiros dias foram puro trabalho. Preparava o café da manhã, ajudava ele a passar da cama para a cadeira, levava ele para o chuveiro com o banquinho de plástico e deixava a roupa limpa sobre a cama, e fazia a comida, e dava os remédios na hora exata, e lavava a bota ortopédica com uma escova. Ele era de poucas palavras e muita ordem, desses que dizem "assim" e "de novo" e "já está" e esperam que a gente entenda. Às vezes ficava de mau humor porque a perna doía e falava comigo seco, e depois, quando passava, me dizia "desculpa, mocinha" e ficava calado um bom tempo. Mas o que nunca mudava era o olhar. Sentia quando me abaixava para pegar algo do chão. Sentia quando me esticava para alcançar o prato fundo da prateleira de cima e a blusa subia e mostrava a cintura. Sentia quando me sentava no chão para ajeitar a bota e ficava entre os joelhos dele e ele respirava fundo. Nunca dizia nada. Só olhava, e eu fingia que não percebia, e ia para a cozinha com o estômago apertado e as mãos tremendo. A primeira vez que vi quase tudo foi no quinto dia. Era dia de banho e ele me disse que já conseguia sozinho, mas que se escorregasse ia me chamar. Entrou no banheiro e eu fiquei do lado de fora, no corredor, sentada contra a parede, ouvindo a água. E de repente se ouviu um baque seco, e um "ai, porra!" abafado, e eu entrei sem bater. Ele estava sentado no banquinho, encharcado, com o sabonete no chão e a cortina corrida pela metade. E pelado. Completamente pelado. A primeira coisa que vi foi a perna, que já tinha um roxo novo, e depois, sem querer, baixei os olhos e lá estava. Tinha um pau enorme. Mole, ainda, e já era enorme: grosso, pesado, pendurado entre as coxas com a cabeça enorme aparecendo entre os pelos pretos, e as bolas grandes e baixas como duas pedras. Eu fiquei parada no batente da porta como uma idiota, com a boca aberta, e ele levantou a cara com o cabelo molhado grudado na testa e me pegou olhando. — Vai me ajudar ou vai ficar aí de enfeite? — disse, e riu com a voz rouca. Passei o braço em volta da cintura dele e o ajudei a levantar. A pele dele estava quente e escorregadia, e cheirava a sabonete de coco e a homem. Passei a toalha nas costas e nos lados, e quando cheguei na cintura ele disse "continua" e eu continuei, e sequei as nádegas duras e as coxas e depois, com o coração na boca, passei a toalha no pau. Ele mexeu só um pouquinho, ajeitei com o tecido, e senti despertar, engrossar, subir. Quando terminei já não estava mole. Estava meio duro, apontando pra cima, e ele não fez nada pra esconder. — Pronto — disse, só isso. "Pronto". Naquela noite me tranquei no meu quarto com o ferrolho e botei a mão lá dentro em poucos minutos. Estava encharcada desde o banheiro, com a calcinha molhada e grudada na buceta, e me toquei pensando no peso daquilo na palma, em como seria ter na boca, em como seria me abrindo. Gozei rápido, com a cara enfiada no travesseiro e as coxas apertadas, e depois fiquei de barriga pra cima no escuro, respirando, pensando: "é meu chefe, Hanna, é meu chefe, se acalma". Mas meu corpo já tinha tomado a decisão por mim. No dia seguinte comecei a me arrumar diferente. Passei um pouco de lápis nos olhos. Coloquei a blusa mais fina. Soltei o cabelo preto em vez de prender, e ele vinha na minha cara e eu soprava, e ele me olhava fazer isso. Comecei a usar o short curto, aquele que sobe na beira do cu quando eu me agacho, e ele começou a mandar eu me agachar por coisas que nem precisavam: o controle da televisão, a caneta que ele deixou cair, o cachorro que chegou perto dos pés dele.gostosa
bundao—Hanna, pega isso. —Hanna, alcança a outra almofada. —Hanna, por que você tá tão arrumadinha? Vai sair? —Não, seu Ricardo. É que tá calor. —Aham. Calor. Uma semana depois, quando já conseguia se mover com a muleta até a cozinha, me deu na telha dizer pra ele que deixasse eu fazer uma massagem na perna boa pra não dar cãibra de tanto carregar o peso. Ele disse que sim, e se recostou no sofá com a perna esticada sobre o braço da poltrona, e eu me sentei na beirada, com o óleo nas mãos, e comecei a esfregar a coxa dele do joelho pra cima. A coxa tava dura como pedra, quente, com o pelo áspero sob a palma. Eu apertava com o polegar e ia subindo, e ia subindo, e o short esticava e marcava o volume. —Mais pra cima —ele me disse, com os olhos fechados. Subi as mãos até a barra do short. Tava ficando duro debaixo do tecido, e dava pra notar, e o volume ia pro lado. Eu apertava e ele respirava pelo nariz, fundo, e num momento escapou um som baixo, quase um grunhido, e abriu os olhos e me olhou com uma fixidez que deixou minhas mãos geladas. —Te falo uma coisa? —perguntou. —O quê? —Que faz dez dias que tô me segurando pra não te comer e já tá ficando difícil. Minha garganta fechou. Falei, com a voz mais fininha que tenho: —Então não se segura. E ele riu, se levantou, me pegou pela nuca com uma mão enorme e me deu um beijo que não foi de vovô nem de chefe: foi um beijo aberto, molhado, com a língua entrando na minha boca sem pedir licença, com os lábios mordendo meu lábio de baixo. Fiquei dura um segundo, com as mãos no ar, e depois veio tudo de uma vez e coloquei as mãos no peito dele e devolvi o beijo, e ele me puxou pro corpo dele e me apertou contra ele e senti o pau duro dele grudado no meu quadril, grosso, comprido, pulsando através de duas camadas de tecido. Nos separamos sem ar. Tava com a boca inchada e o rosto queimando. —Tem certeza? —ele me perguntou. Me pegou o queixo com dois dedos. —Tenho. Ele se Ele se recostou no sofá e abaixou o short. Tirou o pau pra fora com a mão, e à luz do dia, vendo ele inteiro e duro, percebi que o do banheiro não tinha sido nada. Era desproporcional: subia pra cima, duro como um tubo, com as veias marcadas na pele esticada e a cabeça larga, grossa, brilhante, aparecendo pelo prepúcio. As bolas penduradas, pesadas, cheias. Ele acariciou de cima a baixo, sem pressa, me olhando. — Vem cá — disse. Fiquei de joelhos no chão, entre a perna boa dele e a bota ortopédica, e me inclinei. Tinha o cheiro dele, de suor limpo e sabonete. Passei a língua na ponta e ele soltou o ar de uma vez, e me pegou pelo cabelo com a mão. A cabeça era macia e quente, e saiu uma gota salgada que passei nos lábios. Abri a boca e enfiei, e não coube: o maxilar esticou na hora, a boca encheu de rola e saliva, e tive que tirar um pouco pra não engasgar. Ele me guiou com a mão na nuca, sem empurrar ainda, me deixando pegar o ritmo.velho
vadia
maior
garota com bundao—Assim, meu amor —disse ele, com a voz embargada—. Assim, devagar. A língua toda. Eu chupei como pude, descendo o máximo que aguentava, com a mão apertando a base, com a outra na coxa. A saliva escapava pelo canto da boca e escorria pelo queixo até o pescoço. Ele começou a se mover, a empurrar devagar, e a cada empurrão entrava mais fundo e me dava ânsia e eu aguentava, e ele dizia "isso, isso, que delícia que você tem, meu amor, que delícia a boquinha", e me apertava o cabelo e puxava, e eu me sentia usada e adorava, escorria entre as pernas, doía de tão molhada e tão apertada na calcinha. —Agora —disse ele de repente, e me puxou pelos ombros—. Agora eu vou gozar e não quero que seja assim. Me levantou do chão como se eu não pesasse nada e me sentou na mesa da cozinha. Baixou meu short de um puxão, com a fio-dental junto, e tirou pelos pés e jogou longe. Abriu minhas pernas com as mãos nos joelhos e ficou olhando minha buceta, aberta e escorrendo, e passou a língua nos lábios. —Ai, Hanna, Hanna —disse ele—. Que coisa mais linda. E se agachou e colocou a boca em mim. Lambeu de baixo pra cima, de uma só passada longa, com a língua larga, e eu arqueei as costas e soltei um gemido que se ouviu na casa toda. Enfiou a língua e chupou meu clitóris e mordiscou, e eu agarrei a cabeça dele com as duas mãos e apertei o rosto dele contra mim e mexi o quadril sem vergonha, me esfregando na boca dele. Ele enfiou os dedos, dois de uma vez, e afundou e mexeu dentro, me procurando, e quando achou o ponto eu comecei a tremer de cima a baixo e minha visão escureceu. Ele chupava e dedava e fazia sons molhados e grunhia contra minha pele, e eu já não sabia nem onde estava, só sentia a boca e os dedos e o calor subindo dos pés. —Agora, agora, agora eu vou gozar —falei, com a voz aguda—, agora, Ricardo, agora. E gozei na boca dele, com um gemido longo que se rompeu na minha garganta, apertando a cabeça dele com as coxas, tremendo e escorrendo. Ele não se afastou. Me Continuou chupando enquanto me dava o espasmo, mais suave, até que reclamei de estar sensível e então levantou o rosto, com o queixo brilhando, e lambeu os lábios. —Tem gosto de você —disse—. Tem um gosto delicioso. Fiquei sentada na mesa, esparramada, com as pernas abertas e o peito subindo e descendo. Ele se levantou, ajeitou a bota e se aproximou. Pegou com a mão e esfregou a cabeça na minha fenda, de cima a baixo, molhando na minha excitação, e parou na entrada. Eu levantei o rosto e vi. Ele estava com o cabelo bagunçado e os olhos negros. —Tem certeza? —perguntou de novo. —Mete em mim —eu disse. E meteu. Foi devagar porque não cabia. Senti a ponta forçando, me esticando, e depois a grossura entrando centímetro por centímetro, me abrindo, ardendo, e eu me agarrei nos braços dele e cravei as unhas e saiu um gemido longo e agudo de puro assombro. Ele parou na metade, com a testa colada na minha, respirando forte. —Tá doendo? —Não, não —ofeguei—. Continua. Continua, por favor. Ele meteu o resto e senti que chegava até o fundo, até um lugar que eu não sabia que tinha, e fiquei sem ar, com os olhos abertos, sentindo ele inteiro dentro de mim, pulsando. Ele ficou parado um momento, me deixando acostumar, com as mãos na minha cintura, e depois começou a se mover.bundao gostosa
vadia gostosaE que jeito de se mover. Devagar primeiro, me puxando e afundando, e cada vez que entrava me tirava o ar dos pulmões. A mesa arrastava a cada empurrão e rangia contra o chão. Eu peguei ele pela nuca e beijei, e ele me beijou de volta, e depois me puxou pelo cabelo e jogou minha cabeça pra trás e falou na minha boca: —Como você tá apertadinha, meu amor. Como você tá gostosa. Toda apertadinha pra mim. —Sim —eu disse, sem vergonha nenhuma—. Sim, toda pro senhor. —Pra mim. —Pro senhor, Ricardo, pro senhor. Ele me levantou da mesa sem tirar de dentro, com as mãos embaixo das minhas nádegas, e eu passei as pernas pela cintura dele e me pendurei no pescoço, e ele andou assim, me empurrando no ar a cada passo, em direção ao quarto. Eu ia gemendo no ombro dele, mordendo a camiseta, sentindo o pau se movendo dentro com o balanço dos passos dele. Ele me jogou na minha própria cama, com a porta aberta e o cachorro espiando do corredor, e se deitou em cima de mim e enfiou de novo até o fundo. Aí já foi outra coisa. Aí não teve nada de suave. Ele me comeu forte, com todo o peso em cima, com o quadril batendo no meu, e cada empurrão me arrancava um grito. A cama pulava. A cabeceira batia na parede. Eu cravava as unhas nas costas dele e mordia o ombro e falava coisas que nem sabia que falava, "mais, mais, não para, não para, assim, assim", e ele me respondia "toma, toma, toda, toda pra você", com a voz rouca e a testa suada. Ele me virou de um puxão, me colocou de bruços e levantou meu quadril. Enfiou por trás e afundou até os ovos, e eu me agarrei no lençol com as duas mãos e mordi. Aí senti tudo diferente, mais fundo, mais largo, e comecei a tremer e gemer contra o colchão. Ele se inclinou sobre minhas costas e pegou meus dois peitos por baixo, apertando, beliscando meus mamilos, e falou no meu ouvido com a boca colada:De cuidadora a puta de um coroa
vadia
gostosa—Olha pra você. Com essa carinha de menina boa e olha como você tá. Toda aberta pra mim. —Sim —gemí. —Me diz quem tá metendo em você. —O senhor. —Diz meu nome. —Ricardo. Ricardo, Ricardo, Ricardo. Ele baixou uma mão pra buceta e procurou meu clitóris com os dedos molhados e esfregou, e aí ele me destruiu. Gozei de novo, com um grito abafado no colchão, apertando o pau dele por dentro, escorrendo na mão dele, e ele continuou me dando até eu parar de tremer e aí ele tirou e me virou de novo e me meteu outra vez de frente, porque queria ver meu rosto. —Aguenta um pouquinho —disse ele, com a voz apertada—. Aguenta, meu amor, que já falta pouquinho. —Goza dentro —falei, e enrolei as pernas na cintura dele—. Goza dentro, não sai. —Tem certeza? —Sim, sim, goza, por favor. E ele gozou. Afundou até o fundo e ficou ali, tremendo, e senti o primeiro jato quente bater lá dentro, e depois o segundo, e o terceiro, e ele grunhindo com o rosto enterrado no meu pescoço e o corpo tremendo em cima do meu. Fiquei com os olhos fechados, sentindo ele se esvaziar, sentindo como enchia minha barriga de porra quente, e foi tão gostoso que quase gozei de novo só de sentir.bundao
velhoEle se deixou cair em cima, me esmagando, ofegando no meu pescoço, e eu acariciei suas costas suadas e beijei sua têmpora. Ficamos assim um bom tempo, sem falar, com o coração dos dois disparado e o cachorro farejando da porta. Quando finalmente se mexeu, saiu devagar e se deitou ao meu lado, e eu senti o jato escorrer e descer pela buceta até o lençol. —Ai, Deus —disse ele, olhando o teto, com o peito subindo e descendo—. Fazia anos que não. Ri, ainda sem ar. —Acabou o fôlego? —Acabou tudo —respondeu, e virou o rosto e me viu, e sorriu pra mim com um sorriso de garoto—. Vem cá. Me puxou pro peito dele e me abraçou. Eu coloquei a bochecha no peito dele, sobre o coração, e ele acariciou meu cabelo preto, longo, despenteado, e beijou o topo da minha cabeça. Tinha a perna ruim esticada e a outra dobrada, e o pau começando a baixar, ainda brilhante. Ficamos calados. Lá fora um pássaro cantava. —E agora? —perguntei. —Agora a gente toma banho, e depois eu faço comida pra você, porque você vive cozinhando e já me deve uma. —Não foi isso que eu perguntei. —Eu sei o que você perguntou. —Apertou meu ombro—. Então agora nada. Agora você continua morando aqui e continua recebendo e, além de cuidar de mim, você transa comigo. Se você quiser. —Eu quero. —Tem certeza? Porque eu não sou fácil, Hanna. E estou velho. —Não está velho —falei, e mordi o peito dele—. E sim, tenho certeza. Ele me carregou pro banheiro de novo, agora sem pressa, e me colocou no chuveiro com ele e lavou meu cabelo com as mãos grandes e enxaguou com cuidado pra não entrar sabão nos meus olhos, e beijou meu ombro, e passou a esponja pelo meu corpo todo como eu tinha passado nele no primeiro dia. Eu lavei as costas dele e lavei o pau dele, que ficou duro de novo na minha mão, e ele me disse "não, deixa, se você tocar não vou te deixar em paz", e eu disse "então não me deixe", e ele me prensou de novo na parede do chuveiro e me comeu outra vez, devagar, com a água caindo em cima da gente, com a boca no meu pescoço, até a gente gozar os dois quase ao mesmo tempo e ele se deixou escorregar pela parede e sentou no chão do box comigo nas pernas. Desde aquela tarde tudo mudou. Já não havia olhares de soslaio nem mãos que se afastavam. Agora ele me puxava no passo quando passava do lado dele e me dava um beijo na boca e me soltava sem dizer nada, e continuava vendo televisão como se nada. Agora ele enfiava a mão por baixo da blusa enquanto eu cozinhava e agarrava meus peitos, e apertava, e beliscava meus mamilos, e sussurrava no meu ouvido "continua cozinhando, meu amor, não se distrai", e eu continuava cozinhando com as pernas tremendo e a buceta escorrendo. Agora eu dormia com ele, na cama dele, em vez de no quarto de hóspedes, e a cama dele tinha o cheiro dele e o braço dele me envolvia a noite toda. E a perna dele melhorou, e ele já andava sem a muleta, só com a bota, e podia fazer mais coisas. Um dia ele me alcançou na cozinha enquanto eu lavava a louça, com a água correndo e as mãos cheias de espuma, e se colou por trás de mim, e pôs a mão na minha barriga e desceu devagar, e enfiou por dentro do short e da calcinha, e me encontrou molhada como sempre, e disse: —Sabe o que é que eu mais gosto em você? —O quê? —perguntei, com a voz falhando. —Que com essa cara de menina boa, você é uma puta. —Sua puta —eu disse. —Minha puta —ele repetiu, e mordeu meu pescoço. E me comeu ali mesmo, em pé, contra a pia, com a água correndo e a louça pela metade, e me fodeu com a mão na minha garganta e a outra no meu quadril, e falou o tempo todo, coisas sujas, coisas que me davam vergonha e me deixavam mais excitada, e eu gemia e os pratos caíam e um quebrou e nem nos importamos. Depois disso virou costume. De manhã eu acordava com a mão dele entre as minhas pernas e ele ainda dormindo, ou acordado e fingindo que dormia, e às vezes ele me deixava me tocando e outras subia em cima de mim e me comia devagar, com os olhos entreabertos, com as mãos nos meus quadris, e eu me movia sobre ele com o cabelo caindo na minha cara, E a gente se pegava assim, quase sem acordar de vez, e depois ele me puxava pro peito dele e dizia "bom dia, meu amor", como se nada. À tarde, quando a gente voltava da terapia, ele me trancava com ele no quarto e me despia inteira e beijava meu corpo todo, e fazia coisas com a boca que me deixavam sem conseguir andar. À noite a gente via TV no sofá, com ele deitado e eu entre as pernas dele, e ele acariciava meu cabelo e às vezes descia a mão e enfiava os dedos e me fazia gozar assim, quietinha, com a cara no peito dele, enquanto na tela passava qualquer coisa que nenhum dos dois via. Aprendi o corpo dele de memória. Aprendi que ele gostava que eu mordesse o pescoço dele, que ficava com arrepio quando eu lambia a cicatriz do joelho, que adorava que eu falasse sacanagem mesmo que me desse vergonha, que derretia quando eu dizia "buceta". Aprendi a aguentar ele inteiro na boca, com os olhos lacrimejando, com o nariz grudado na barriga dele, e ele me pegava pelo cabelo e dizia "já, já, meu amor, já tá me afogando", e me puxava e beijava minha testa. Aprendi a pedir pra ele me comer gostoso, e aprendi a dizer onde, e aprendi a gozar com o nome dele na boca. E aprendi também o que era alguém cuidar de mim. Porque ele cuidava de mim. Me comprou uns tênis porque os meus estavam furados. Me levou no médico quando peguei a gripe e ficou sentado na sala de espera comigo duas horas. Um dia me encontrou chorando no quintal porque minha mãe não tinha pra comprar os remédios dela e no dia seguinte já tinha depositado, e quando eu disse que não tinha como pagar ele tapou minha boca com um beijo e disse "cala a boca, mocinha". Então aqui estou, escrevendo isso na cama dele, com a camiseta dele vestida e o cabelo ainda bagunçado, enquanto ele dorme do meu lado com um braço jogado no travesseiro e o pau descansando na coxa, enorme até dormindo, e o cachorro roncando no chão. Era pra eu ter vindo cuidar dele por falta de dinheiro, e eu cuido, cozinho pra ele, lavo a bota dele, dou suas pílulas. Mas também me arrasto pra cama dele toda noite e abro as pernas toda vez que ele pede, e me deixo meter como uma puta no cio até ficar sem voz, e gemo o nome dele e gozo no pau dele e fico com a porra escorrendo entre as coxas. Amanhã é dia de terapia de novo. E eu já sei o que vai acontecer quando a gente voltar.

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